O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por unanimidade, julgou improcedente as três ações de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra o Jair Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice nas eleições de 2022, Walter Braga Netto nesta terça-feira (17). As ações, que foram analisadas separadamente, buscavam declarar a inelegibilidade do ex-presidente.
As ações foram apresentadas pela Coligação Brasil da Esperança, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PDT), pelo PDT e pela Federação PSOL-Rede. Os partidos alegaram que Bolsonaro deveria ser condenado por conduta vedada, abuso de poder político e uso inadequado dos meios de comunicação, devido ao uso do Palácio do Planalto, a sede do governo, e do Palácio da Alvorada, a residência oficial do presidente, para realizar transmissões ao vivo e conceder entrevistas durante a campanha.
As três ações (Aije 0600828-69.2022.6.00.0000, Aije 0601212-32.2022.6.00.0000 e Aije 0601665-27.2022.6.00.0000), julgadas esta terça-feira (10), foram ajuizadas contra o ex-presidente e candidato à reeleição em 2022, Jair Bolsonaro, por abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação decorrentes da utilização das dependências do Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente da República) e do Palácio do Planalto (sede do Governo Federal) para a realização de supostos atos ilegais de campanha.
Lives no Palácio
Ao acompanhar o voto do relator e corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, os ministros decidiram que não ficou comprovado que a referida live tenha ocorrido nas dependências privativas do Palácio do Planalto, nem que serviços de intérprete de Libras custeados pela União tenham sido utilizados na transmissão.
“O local não foi mencionado durante a live. O cenário em que realizada a transmissão não permite notória associação de bem público, estando ausente qualquer bem simbólico da Presidência da República”, ressaltou o relator.
Integrantes da oposição apresentaram nesta 3ª feira (17.out.2023) um relatório alternativo na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro pedindo o indiciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
No documento, apresentado como um voto em separado, os congressistas pedem a rejeição do parecer da relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O relatório alternativo responsabiliza o governo pela omissão no dia dos atos.
Lula teve o pedido de indiciamento pelos supostos crimes de deterioração de patrimônio público, dano qualificado e prevaricação. Dino foi indicado pelos mesmos crimes, além de desobediência e abuso de autoridade.
Também é sugerido o indiciamento do ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Gonçalves Dias, demitido depois de aparecer em filmagens do circuito interno do Palácio do Planalto próximo aos invasores.
Segundo o voto em separado, G.Dias teria cometido os crimes de deterioração de patrimônio público, dano qualificado e falsificação de documento público.
O texto diz que a gestão petista teve a “intenção deliberada de permitir a concretização daqueles atos violentos que vinham sendo anunciados por uma pequena turba de vândalos, numa tentativa clara e mesquinha de obter ganhos eleitorais e criminalizar movimentos populares legítimos e voluntários”.
Outras 3 pessoas tiveram o indiciamento sugerido: Saulo Moura da Cunha, ex-diretor-adjunto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência); Klepter Rosa Gonçalves, coronel ex-comandante Geral da Polícia Militar do Distrito Federal; Paulo José Ferreira de Souza Bezerra, ex-chefe interino do Departamento Operacional da PMDF.
Os policiais militares devem ser responsabilizados por deterioração de patrimônio público e dano qualificado, enquanto Saulo Moura da Cunha foi indicado como responsável por falsificação de documento público.
O voto em separado da oposição só será votado se o relatório final de Eliziane for rejeitado, o que tende a não ocorrer, já que a comissão é composta por maioria governista. A votação do parecer será realizada nesta 4ª (18.out).
Na reunião desta 3ª feira, o presidente da CPI, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), deu a oposição 1 hora para leitura do relatório paralelo.
A leitura foi dividida entre alguns congressistas: os deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), André Fernandes (PL-CE), Mauricio Marcon (Podemos-RS), Marco Feliciano (PL-SP), Filipe Barros (PL-PR), e os senadores Esperidião Amin (PP-SC), Damares Alves (Republicanos-DF), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos Rogério (PL-RO), Jorge Seif (PL-SC) e Magno Malta (PL-ES).
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também apresentou na 6ª feira (13.out) um relatório paralelo recomendando o indiciamento de Dino e G.Dias.
No documento, os congressistas dedicaram uma seção inteira ao que chamaram de “parcialidade da relatora”. O texto afirma que “o transcurso da CPMI revelou a inequívoca intenção da relatora de obstar a exposição das evidentes omissões do governo federal”.
Os deputados e senadores também questionam o fato de Eliziane não ter pedido o indiciamento de Dino e de G. Dias. Em seu parecer, a relatora indicou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como responsável intelectual pelos atos do 8 de Janeiro.
Ela pediu o indiciamento do ex-chefe do Executivo e o de outras 60 pessoas, incluindo militares e ex-ministros e ex-assessores de Bolsonaro. Assim como o voto em separado, ela também pediu o de Klepter Rosa Gonçalves e Paulo José Ferreira de Souza Bezerra, ambos da Polícia Militar.
Uma CPI não pode indiciar uma pessoa, mas indicar ao Ministério Público a responsabilização civil e criminal de alguém. Se aprovado, o parecer de Eliziane será enviado para a análise da PGR (Procuradoria Geral da República).
O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, afirmou ser difícil reagir à nota do PT sobre o conflito em Israel. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou os ataques do grupo extremista Hamas, mas disse que Israel faz um “genocídio” em Gaza. Não deu detalhes, porém, do que a sigla considera genocídio.
“Isso é maneira [de falar] de um partido que fala de direitos humanos? São direitos humanos matar crianças e estuprar mulheres? Esses são os valores que o PT apoia? O apoio aos palestinos é uma coisa, podemos discutir isso, mas apoiar o Hamas?“, questionou Daniel Zonshine em entrevista ao Poder360.
O diplomata declarou que o resgate de estrangeiros pela divisa ao sul da Faixa de Gaza demanda uma cooperação entre as autoridades envolvidas. “Até este momento, não foi concluída [uma alternativa] para a saída ser feita de maneira segura“, afirmou. Segundo Zonshine, cerca de 2.000 estrangeiros aguardam passagem, sendo 28 deles brasileiros.
Zonshine tem 65 anos e assumiu a embaixada em 2021. Antes, foi embaixador em Mianmar e cônsul-geral de Israel em Mumbai, na Índia. No Exército, Zonshine chegou a piloto, uma das posições mais concorridas nas forças armadas de Israel.
Daniel Zonshine diz que Israel tem informações de que houve participação do Irã nos ataques do Hamas contra Israel.
O embaixador fala abertamente sobre o que considera a participação do Irã no conflito. Segundo ele, Israel tem informações de que o país persa ajudou o grupo extremista no ataque do dia 7. O Irã também teria enviado aviões com armamentos ao Líbano em encontro com o Hamas e o Hezbollah dias antes da ofensiva.
A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), pediu indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu parecer final sobre a investigação da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O relatório tem mais de 1,3 mil páginas.
Eliziane começou a leitura dizendo que “tinha um nome em evidência: Jair Messias Bolsonaro”. A relatora pediu ainda o indiciamento de Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil do governo Bolsonaro e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
“Foi uma mobilização coordenada. Houve método na invasão. Autoridades protegeram manifestantes. O 8 de janeiro não foi ordeiro e pacífico. Proposta não era ocupar, mas depredar. Bolsonaristas radicais agrediram policiais, defecaram e urinaram nas sedes dos poderes. Foi uma tentativa propositada de golpe de Estado, provocar o caos e até mesmo, se necessário, uma guerra civil”, disse a relatora no começo da leitura.
Foram quatro meses de CPMI, 20 depoimentos e 957 documentos obtidos pela comissão.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) elaborou um relatório alternativo ao apresentado pela relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de janeiro. A base de oposição refuta que houve uma tentativa de golpe de Estado.
A votação do relatório final deve ficar para quarta-feira (18).
O senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), chegou a dizer antes do início da sessão que o relatório deveria ser aprovado com diferença de “20 a 21 votos favoráveis”. Na visão do senador Sergio Moro (União-PR), a CPMI deixou claro que “o governo falhou ao prevenir” os atos e que “é inegável que houve falha operacional”.
Feira vai voltar às ruas! Essa é a promessa dos coordenadores do Grupo Mobiliza Feira, tendo à frente o advogado Eduardo Brandão, o médico Eduardo Leite e os contadores Franklin Franco e Jeferson Almeida. O grupo esteve reunido na semana passada para discutir aspectos da política nacional e principalmente as próximas eleições municipais, onde pretendem participar de forma atuante para a eleição de candidatos conservadores de direita. Vamos voltar às ruas de Feira, era o grito de guerra durante o almoço/reunião (foto).
O movimento foi criado inicialmente para a campanha do impeachment da Presidente Dilma, a exemplo do que ocorreu no resto do Brasil. Em seguida manteve a mobilização e participou das campanhas pela Reforma Previdenciária e em prol da eleição do Presidente Jair Bolsonaro, com discreta participação ainda nas eleições municipais que reelegeram Colbert Martins. Segundo Eduardo Leite “sem dúvidas foram, no campo político, as maiores manifestações de rua já vivenciadas em Feira de Santana, impressionando pela participação popular e viés apartidário que não deu espaço para políticos de carreira ou carreirista”.
Franklin Franco destacou o “uso exclusivo de recursos próprios para financiar as ações, sem depender de verbas públicas”. Jeferson Almeida, que cuidou da logística e material das campanhas, confirmou a origem dos recursos, destacando que “as doações partiram os próprios membros e de pessoas da sociedade identificadas com as pautas do Mobiliza feira”. Segundo o Eduardo Brandão é preciso manter a coesão ideológica do grupo e sua mobilização para afastar a ameaça de vitoria de uma candidatura de esquerda para o paço municipal feirense, o que, segundo ele, “seria um desastre diante do conhecido modus operandi do PT que visa a destruição das reservas econômicas, a corrupção como política de governo e o aparelhamento ideológico dos órgãos e instituições governamentais”.
Lula, durante anúncio do reajuste das bolsas da Capes, em fevereiro | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Depois do alarde sobre “a volta” dos investimentos em ciência, educação e tecnologia, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou mais um bloqueio no orçamento de Educação que atinge pesquisadores bolsistas.
Desta vez, a medida atinge R$ 116 milhões no orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão responsável pelas bolsas de pós-graduação de mestrado e doutorado. Do total, R$ 66 milhões foram contingenciados e R$ 50 milhões, cortados.
Entidades científicas manifestaram preocupação com a decisão do governo petista e acham difícil acreditar que “a ciência voltou”.
De acordo com a presidente da Capes, Mercedes Bustamante, o contingenciamento foi de R$ 86 milhões apenas em agosto. A diretoria responsável pelas bolsas teve o bloqueio de R$ 50 milhões e o setor de formação de professores da educação básica, de R$ 36 milhões. Outros R$ 30 milhões foram bloqueados em outubro, na Diretoria de Relações Internacionais.
Governo Lula vai reduzir orçamento para bolsas em 2024
Mercedes Bustamante, presidente da Capes: ‘O que me preocupa é que o contingenciamento pode ser o primeiro passo para algo mais crítico’ | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a chefe da Capes informou que R$ 50 milhões do total contingenciado não retornarão ao orçamento em 2023 — trata-se, de fato, de um corte. “O que me preocupa é que o contingenciamento pode ser o primeiro passo para algo mais crítico”, disse Mercedes em um encontro com representantes de sociedades científicas em 9 de outubro.
Além disso, para 2024, o governo petista vai reduzir o orçamento da Capes em R$ 128 milhões, conforme consta do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA). Para 2023, o orçamento aprovado foi de R$ 5,5 milhões, o maior em sete anos. Do total, R$ 4,6 bilhões são direcionados ao pagamento de bolsas de estudo de mestrado, doutorado e de pesquisadores no exterior ou formação de professores da educação básica.
O Ministério da Educação ainda não se manifestou sobre os cortes.
‘Fica difícil acreditar que a ciência voltou’
Lula reajustou valor das bolsas, mas agora cortou R$ 50 milhões | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também divulgaram carta conjunta na qual relatam preocupação com as restrições orçamentárias.
“Com os recentes bloqueios, cortes e uma perspectiva muito desfavorável no Projeto de Lei Orçamentária 2024 para a Capes, fica difícil acreditar no lema ‘A Ciência voltou’, pois é justamente no sistema nacional de pós-graduação onde se encontra o esteio central do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro”, diz trecho da carta das entidades.
O Fórum Nacional de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação das Instituições de Ensino Superior Brasileiras (Foprop) também manifestou preocupação com o corte no orçamento. “Ficamos muito surpresos com essas situações. Bloqueios são muito graves, mas eles ainda podem ser revertidos caso o governo alcance a meta estabelecida pelo Ministério da Fazenda. O problema é o corte previsto para o próximo ano”, disse à Folha Robério Rodrigues Silva, presidente do Foprop.
O presidente do PL na Bahia, João Roma, projetou, na manhã desta segunda-feira (16), que até o início do próximo ano deve haver clareza sobre as eleições em Salvador. No momento, o dirigente reafirmou a sua pré-candidatura a prefeito da capital, mas não descartou a possibilidade de uma composição com o atual prefeito Bruno Reis (União Brasil).
“Minha pré-candidatura está lançada, mas não descartamos uma possibilidade de somatório de forças. Até o início do próximo ano, teremos uma clareza de como vamos caminhar”, declarou o ex-ministro da Cidadania, em entrevista à Rádio Itapoan FM, de Salvador. Roma lembrou que há os limites legais que impõem um prazo – abril de 2024 para as filiações e agosto para as convenções – porém ressaltou que não será necessário esperar todo esse tempo. A definição em Salvador passará também pela escuta das lideranças soteropolitanas.
O partido tem, entretanto, uma definição para outra importante cidade da Região Metropolitana de Salvador. “O deputado Leandro de Jesus deve disputar a prefeitura de Lauro de Freitas”, disse Roma, que reiterou: “vamos buscar nos organizar e fazer enfrentamento em outras cidades”. Ele destacou as pré-candidaturas de Coronel França, em Teixeira de Freitas, de Chico França, em Itabuna, e de Antônio Tadeu, em Luís Eduardo Magalhães. Há ainda plano de lançar candidatura própria em Feira de Santana.
“Cada cidade tem sua realidade. A eleições municipais são pleitos que tratam mais de temas locais. Nesse momento, temos muitas filiações ao PL, muitas pessoas interessadas em se filiar, inclusive prefeitos já eleitos e que vão buscar reeleição”, descreveu Roma. O dirigente já conseguiu estruturar mais de 100 diretórios municipais em todo o estado, em um esforço para dar capilaridade ao PL em todo o território baiano.
O dirigente partidário, ao ser questionado, criticou a atuação do governador Jerônimo Rodrigues. “Ainda não mostrou a que veio. Está conversando muito, distribuindo seu sorriso, mas não está mostrando muito”, avaliou Roma. O ex-ministro da Cidadania entende que limitar propostas de desenvolvimento da Bahia à construção da Ponte Salvador-Itaparica demonstra a limitação de ideais da gestão petista. “A Bahia não pode ficar restrita a isso. Temos outras obras importantes como a duplicação do rodoanel de Feira de Santana, uma ponte entre Cabaceira do Paraguaçu e Santo Estêvão, e não estamos vendo essas coisas acontecendo”, disse o ex-ministro.
João Roma entende que a Bahia está “patinando, sem um sentido estratégico”. Ele demonstrou que há entraves para o crescimento econômico. “Temos um dos ICMS mais caros do Brasil. É preciso enxergar a Bahia de forma grandiosa para que possamos encarar os desafios”, enfatizou o dirigente do PL
Segundo o presidente estadual do PL, o governo Jerônimo segue a mesma linha de retrocesso do governo Lula. “Ele revogou mais de 200 medidas liberalizantes da economia, criando amarras burocráticas do estado, aumentando o custo Brasil. Nos programas sociais, Lula anulou todas as regras de emancipação e, além disso, excluiu dois milhões de pessoas somente para verificação de cadastro, quando essa verificação deve ser uma responsabilidade do governo”, apontou.
Partido alega que Israel cometeu ‘crimes de guerra’ contra os palestinos
Partido do presidente Lula não considera o Hamas terrorista| Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) se recusou a definir o grupo Hamas como terrorista, em resolução aprovada nesta segunda-feira, 16.
O partido equiparou as ações de defesa de Israel às brutalidades dos extremistas, que invadiram o território israelense, assassinaram, sequestraram e estupraram milhares de vítimas.
A opinião geral no partido, divulgada no documento, é de que os ataques de Israel em resposta às atrocidades do Hamas configuram genocídio.
“Desde sua fundação, todo e qualquer ato de violência contra civis, venham de onde vierem”, afirma o PT. “Por isso, condenamos os ataques inaceitáveis, assassinatos e sequestro de civis, cometidos tanto pelo Hamas quanto pelo Estado de Israel, que realiza, neste exato momento, um genocídio contra a população de Gaza, por meio de um conjunto de crimes de guerra.”
Partido vê perigo de escalada nos conflitos
Terroristas do Hamas invadiram Israel, no sábado 7 | Foto: Reprodução/YouTube/WSJ
Na nota, o partido ressalta que apoio desde os anos 1980 a luta do povo palestino por sua soberania nacional. Defendeu a constituição de dois Estados, o da Palestina e o de Israel.
E acrescentou que as relações partidárias que mantém com os palestinos são “unicamente com a Organização para a Libertação da Palestina e com a Autoridade Nacional Palestina, sediada em Ramallah”.
Ao elogiar a atuação do governo brasileiro, no comando rotativo do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e na repatriação dos brasileiros, alertou para os perigos de uma escalada nos conflitos.
“O PT parabeniza os esforços empreendidos pelo governo brasileiro, sob a condução do Presidente Lula, voltados à repatriação rápida de brasileiros na região do conflito e pelo acesso à ajuda humanitária na região da Faixa de Gaza”, dizia um trecho do texto.
Na visão do partido, isso deve ser feito “com a retirada dos bloqueios impostos por Israel que impactam diretamente a população civil, além do pronto restabelecimento do fornecimento de água, energia elétrica, alimentos, medicamentos e combustíveis na região, bem como a defesa da imediata libertação dos reféns civis israelenses.”
O ex-presidente Jair Bolsonaro conversou com a mãe da influenciadora Karol Eller, que veio a óbito nesta semana. O registro foi feito pelo deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP), de quem ela atuava como assessora.
Na publicação, é possível observar o registro imagético da conversa, que foi realizada por meio de uma videoconferência entre a mãe da influenciadora e Bolsonaro. Segundo Mansur, o ex-presidente prestou solidariedade à família.
Foto: Reprodução/Instagram.
Ele havia lamentado o ocorrido no mesmo dia da confirmação do óbito de Karol Eller. Na ocasião, Bolsonaro postou uma foto da influenciadora no Instagram, em preto e branco. E Michelle publicou um texto nos Stories: “Que Deus conforte a família e amigos da Karol Eller. Senhor, nos ajude”.
Entenda
A influencer Karol Eller, apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), morreu na quinta-feira (12/10), em São Paulo. Antes, ela havia publicado, nas redes sociais, mensagens com afirmações como “perdi a guerra” e “lutei pela pátria”. Em setembro, a influenciadora, que era lésbica, iniciou um processo de renúncia à própria sexualidade, após retornar de um retiro religioso.
O falecimento foi confirmado por diversos parlamentares, como os deputados Paulo Mansur (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), e os membros da família Bolsonaro, o deputado Eduardo (PL-SP) e o senador Flávio (PL-RJ), que lamentaram o ocorrido nas redes sociais.
O caso foi registrado como “suicídio consumado”, no 27º Distrito Policial, por volta das 22h dessa quinta-feira.
Busque ajuda
O Metrópoles tem a política de publicar informações sobre casos de suicídio ou tentativas que ocorrem em locais públicos ou causam mobilização social. Isso porque é um tema debatido com muito cuidado pelas pessoas em geral. O silêncio, porém, camufla outro problema: a falta de conhecimento sobre o que, de fato, leva essas pessoas a se matarem.
Depressão, esquizofrenia e uso de drogas ilícitas são os principais males identificados pelos médicos em um potencial suicida. Há problemas que poderiam ser tratados e evitados em 90% dos casos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.
Está passando por um período difícil? O Centro de Valorização da Vida (CVV) pode te ajudar. A organização atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo, voluntária e gratuitamente, todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype, 24 horas, todos os dias.
O Núcleo de Saúde Mental (Nusam) do Samu também é responsável por atender demandas relacionadas a transtornos psicológicos. O Núcleo atua tanto de forma presencial, em ambulância, como a distância, por telefone, na Central de Regulação Médica 192.
Disque 188
A cada mês, em média, mil pessoas procuram ajuda no Centro de Valorização da Vida (CVV). São 33 casos por dia, ou mais de um por hora. Se não for tratada, a depressão pode levar a atitudes extremas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 32 pessoas cometem suicídio no Brasil. Hoje, o CVV é um dos poucos serviços em Brasília em que se pode encontrar ajuda de graça. Cerca de 50 voluntários atendem a quem precisa, 24 horas por dia.
Ex-presidente reagiu ao ataque da ministra do Meio Ambiente
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anuncia reforço de brigadistas para combate de queimadas na Amazônia – 13/10/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, culpou o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela fumaça que encobriu Manaus, por três dias, em virtude de queimadas na Amazônia, registradas no governo Lula. A chuva de ontem trouxe alívio, mas alguns bairros seguem com ar carregado.
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas alcançou o recorde de quase 3 mil focos de incêndio, entre 1º e 12 de outubro deste ano, o maior número já obtido para este mês.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a posse de membros do Diretório do PL Mulher, no Estado de São Paulo, na Alesp – 18/98/2023 | Foto: André Ribeiro/Estadão Conteúdo
“A situação é adversa porque nós não tínhamos esse planejamento no governo anterior”, justificou Marina, durante uma entrevista coletiva, na sexta-feira 13, ao ser interpelada sobre as providências tomadas pelo Poder Executivo. “Nós assumimos o governo agora, mas procuramos ser previdentes, contratando as pessoas no tempo certo.”
Conforme a ministra do Meio Ambiente, Lula tem promovido “ações de preservação” das riquezas naturais do país, apesar dos dados do Inpe. “Mesmo com uma redução de 64% no desmatamento no Estado do Amazonas, ainda temos uma situação bastante difícil”, observou Marina. “Imagine se tivéssemos mantido o padrão do ano passado.”
Em resposta ao ataque de Marina Silva, Bolsonaro chamou a ministra de “incompetente e propagadora de fake news”.