A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, usou seu perfil na rede social X, antigo Twitter, nesta quarta-feira (15), para fazer duros ataques aos jornais O Globo e Estadão, além de estender sua artilharia à imprensa brasileira.
Em um ataque de fúria contra a grande mídia, a deputada citou “a arrogância dos editoriais” dos referidos jornais, declarou que “querem censurar o presidente Lula”, se dirigiu pejorativamente ao que chamou de “donos da nossa imprensa”, acusou a imprensa brasileira de “sancionar a retaliação bárbara e desproporcional do governo Netanyahu”, e após exaltar a figura de Lula, disse que “é isso que incomoda tanto os donos mesquinhos da nossa imprensa”.
– É impressionante a arrogância dos editoriais do Globo e Estadão de hoje. Querem censurar o presidente Lula, determinar as palavras que ele pode ou não pode dizer sobre o massacre da população civil em Gaza. A mesma censura que nos impõem sobre manifestações em solidariedade aos palestinos ao redor do mundo. Precisamos recorrer à mídia estrangeira para saber das marchas de centenas de milhares na Europa e até nos EUA, porque os donos da nossa imprensa não admitem que há dois lados nessa guerra, não apenas o que eles apoiam.
– Aferram-se a uma discussão bizantina, sobre o emprego da palavra terrorismo, para no fundo sancionar a retaliação bárbara e desproporcional do governo Netanyahu aos condenáveis ataques do Hamas a civis de Israel.
Gleisi, que tem em seus posicionamentos a consonância com o presidente Lula, cacique da legenda, continuou seus ataques sem parcimônia. Ela citou cada palavra atribuída a Lula ou ao seu governo nos editoriais e rebateu a cada uma das expressões.
– “Primitivo” é impor a lei do mais forte numa região ocupada por meio da violência. “Desequilíbrio” é escolher entre seres humanos os que podem ser mortos e aqueles que podem matar. “Descabido” é proibir Lula de receber um artista como Roger Waters por causa de suas posições políticas.
E finalizou enaltecendo a figura central do Partido dos Trabalhadores, em uma visão muito peculiar de protagonismo diplomático conquistado por Lula.
– Lula elevou o Brasil a um protagonismo inédito na diplomacia internacional, até por expor corajosamente os limites do sistema unipolar em que vivemos. É isso que incomoda tanto os donos mesquinhos da nossa imprensa.
Ex-presidente Jair BolsonaroFoto: Anderson Riedel/PR
BOLSONARO PAGOU CARO AO CRITICAR IMPRENSA Petistas são lembrados por acusarem o presidente Jair Bolsonaro (PL) de atacar a democracia cada vez que, em seus quatros anos de governo, criticou a imprensa.
Na última segunda-feira (14), o líder conservador indenizou em R$ 72.551,74 o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, já que a Justiça entendeu que as críticas de Bolsonaro caracterizaram assédio moral à categoria e atentou contra a imagem e honra dos profissionais de imprensa.
Conservador, o ex-presidente foi exaustivamente criticado pela grande mídia brasileira, que é vista por muitos como progressista, alinhada às pautas de esquerda.
Luciane Barbosa Farias, mulher de líder do Comando Vermelho, veio à capital federal com a ajuda do Ministério dos Direitos Humanos
O presidente eleito Lula (esq) e o professor Silvio Almeida, durante indicação do docente para o Ministério dos Direitos Humanos, na sede do governo de transição – 22/12/2022 | Foto: TVPT/YouTube/Reprodução
O governo Lula custeou as passagens de Luciane Barbosa Farias, conhecida como “Dama do Tráfico”, para uma viagem a Brasília.
A ajuda de custo partiu do Ministério dos Direitos Humanos, que realizou um evento entre 6 e 7 de novembro, do qual Luciane participou. A revelação foi feita por ela, nesta terça-feira, 14, durante uma entrevista coletiva.
Luciane Barbosa Farias, a ‘Dama do Tráfico’ | Foto: Reprodução/ Instagram
Conforme a pasta, “o Comitê estadual do Amazonas indicou Luciane como representante a participar do evento”, acrescentando em seguida que “todos os convidados tiveram suas passagens e diárias custeadas”.
De acordo com o ministério, o comitê responsável pelo ato possui “autonomia orçamentária e administrativa”. Além disso, “o custeio de passagens e diárias foi realizado com recursos de rubrica orçamentária destinado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ao Comitê, que observou as indicações dos comitês estaduais para a participação no encontro”.
Recebida pelo governo Lula, Dama do Tráfico já foi condenada
Mulher do chefe de uma facção criminosa amazonense, Luciane foi condenada em segunda instância a 10 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa, mas recorreu e responde em liberdade.
Ela é esposa de Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas, chefe da facção amazonense, e, segundo o Ministério Público, desempenhou um papel essencial na ocultação de valores do tráfico movimentados pelo marido.
Instituto presidido por Luciane Barbosa Farias, mulher de um dos líderes do Comando Vermelho, teve solicitações analisadas pela pasta da Justiça e Segurança Pública
Ex-governador do Maranhão, Flávio Dino é o ministro da Justiça e Segurança Pública do atual mandato de Lula | Foto: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock
Mais uma notícia que relaciona o Ministério da Justiça e Segurança Pública, do socialista Flávio Dino, e a organização não governamental (ONG) que tem como presidente a mulher de um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho — e conhecida pela alcunha “Dama do Tráfico”. A pasta deu prosseguimento a solicitações feitas pelo autointitulado Instituto Liberdade do Amazonas.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), o ministério confirmou que “seguiu trâmites habituais” ao receber pedidos da ONG, que atua em favor de presidiários. A fundadora e presidente da entidade é Luciane Barbosa Farias. Conhecida como “Dama do Tráfico” no submundo da criminalidade, ela é casada há 11 anos com Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”.
Preso no ano passado, “Tio Patinhas” cumpre pena em presídio em Tefé (AM). Com condenação a 31 anos de prisão, ele é um dos líderes do Comando Vermelho no Amazonas. Desde a prisão dele, Luciane, por meio do Instituto Liberdade do Amazonas, propaga a ideia de defender os “direitos humanos” de presidiários. Com esse projeto, ela chegou a ter vez no Ministério da Justiça.
O pedido da “Dama do Tráfico” ao Ministério comandado por Dino
Luciane Barbosa Farias esteve em duas oportunidades no Ministério da Justiça; ela é mulher de um dos líderes do Comando Vermelho | Foto: Reprodução/Twitter/X
Num primeiro momento, depois da revelação de que recebeu de portas abertas a “Dama do Tráfico”, a pasta chegou a afirmar que “não houve qualquer outro andamento do tema” pleiteado pelo instituto. Agora, contudo, a pasta informa que consultou as demandas de Luciane junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Conforme o Estadão, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Ministério da Justiça não fornece documentos. Contudo, a plataforma permite a consulta de pedidos feitos junto à pasta. Assim, o SEI divulga que registrou a “denúncia” por parte da entidade da “Dama do Tráfico”, de reclamações sobre o sistema penitenciário, em 2 de maio. Trata-se, a saber, do dia em que ela teve reunião, na sede do órgão, com Rafael Velasco, titular da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Ao admitir que o pedido do instituto de Luciane seguiu os trâmites legais, a equipe do Ministério da Justiça afirma rejeitou o processo. “Um parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que descartou o risco. Com base nisso, o pleito foi indeferido.”
Além disso, o instituto da “Dama do Tráfico” pediu ao ministério inspeção nos presídios de Manaus. No caso, contudo, a Senappen rejeitou a demanda. Isso porque não caberia à secretaria “liberar acesso a presídios estaduais”.
“Quanto aos pleitos da Associação Instituto Liberdade do Amazonas, eles não foram entregues ou enviados ao secretário Rafael Velasco”, afirma, em nota o Ministério sob comando de Dino. “Ambos foram enviados à Ouvidoria da Senappen via e-mail, sendo gerado o processo que seguiu os trâmites habituais.”
As polêmicas da mulher do “Tio Patinhas” com o governo
Clemilson dos Santos Farias, o ‘Tio Patinhas’, líder do Comando Vermelho no Amazonas | Foto: Reprodução/Redes sociais
Os pedidos que tiveram andamento no Ministério da Justiça não são, contudo, as únicas polêmicas envolvendo a “Dama do Tráfico” e órgãos — e integrantes — do governo Lula. Na terça-feira 14, revelou-se que membros da pasta de Dino receberam a mulher do “Tio Patinhas” em duas oportunidades. Além disso, em maio, Luciane visitou o Conselho Nacional de Justiça e conversou com os deputados André Janones (Avante-MG) e Guilherme Boulos (Psol-SP). No mesmo mês, a “Dama do Tráfico” passou pela sede do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, de Silvio Almeida.
Este encontro está sendo organizado pelo advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fábio Wajngarten, e pelo ex-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante. Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que o advogado organiza esse tipo de evento. A primeira ocorreu em 2014, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) – à época com Dilma Rousseff como presidente – negou o pedido de aceitação da carta do então embaixador de Israel, Dany Dayan. A ação visa reunir lideranças para expressar repúdio às declarações feitas por Lula.
O objetivo principal desse encontro é dar voz à comunidade evangélica e judaica, além de destacar a importância da relação diplomática entre Brasil e Israel. O repúdio às falas do ex-presidente Lula contra Israel é um ponto importante, reforçando a busca por relações harmoniosas entre os países, respeitando a história e cultura de cada um.
Esse tipo de ação articular com líderes religiosos tem como intuito reunir diferentes vozes dentro da sociedade e mostrar a união em questões de interesse comum. A participação de líderes evangélicos e judaicos destaca a relevância dessas comunidades na formação da opinião pública e no debate político.
Entre os parlamentares, há 12 filiados a partidos da base do governo Lula (PT): União Brasil (5), PSD (1), Republicanos (3), PP (1) e MDB (2) que, juntos, lideram dez ministérios. Apesar de serem de siglas da base do governo, este grupo se identifica com a oposição e raramente vota com o Planalto.
Os deputados afirmam que a visita de pessoas associadas ao crime e ao tráfico em um órgão do governo federal é inadmissível. Luciane Barbosa de Farias chegou a ser condenada a dez anos de prisão por ter desempenhado, de acordo com o Ministério Público, um papel essencial na ocultação de valores do tráfico. Enquanto o marido coordenava as negociações do crime, Luciane é acusada de ter tido o papel de acobertar, o que fazia adquirindo veículos de luxo, imóveis e registrando empresas laranjas.
Entre elas, a Associação Liberdade do Amazonas, que foi fundada no ano passado com o intuito de defender os direitos dos presos. Contudo, um inquérito sigiloso da Polícia Civil do Amazonas alega que a ONG teria sido criada pelos criminosos para atender suas próprias necessidades e que o papel real seria “perpetuar a existência da facção criminosa e obter capital político para negociações com o Estado”.
Além de parlamentares de partidos adversários ao governo, assinaram o documento: Sargento Fahur (PSD-PR), Professor Paulo Fernando (Republicanos-DF), Alfredo Gaspar (União-AL), Rosangela Moro (União-SP), Zucco (Republicanos-RS), Messias Donato (Republicanos-ES), Zacharias Calil (União-GO), Coronel Telhada (PP-SP), Coronel Assis (UNIÃO-MT), Delegado Palumbo (MDB-SC), Rodrigo Valadares (UNIÃO-SE) e Pezenti (MDB-SC).
Os deputados em questão pertencem a partidos com cargos no primeiro escalão do Planalto. No caso do União Brasil, Celso Sabino (Turismo) e Juscelino Filho (Comunicações) lideram ministérios. Já o PSD tem três pastas comandadas por Carlos Fávaro (Agricultura), Pesca (André de Paula) e Minas e Energia (Alexandre Silveira). O Republicanos e o PP possuem um ministério cada — Portos e Aeroportos, sob o comando de Silvio Costa Filho e Esportes, com André Fufuca, respectivamente.
Por sua vez, o MDB tem Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Jader Filho (Cidades) no primeiro escalão.
Entre os 33 deputados que integram a oposição, a maior parte (28) é do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Novo (2), Patriota (2) e Podemos (1) também tem integrantes entre os signatários.
Nesta segunda-feira, uma matéria do jornal “O Estado de S.Paulo” revelou que Luciane Barbosa Farias, mais conhecida como a “dama do tráfico amazonense”, esteve no Ministério da Justiça em duas agendas com secretários de Dino.
Com a divulgação, o nome da facção criminosa e o termo “Ministério da Justiça” chegaram aos assuntos mais comentados do X (antigo Twitter), e recebeu o repúdio de políticos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sergio Moro (União Brasil-PR).
Em resposta, o ministro da Justiça Flávio Dino (PSB) afirmou que nunca recebeu líderes de facção em seu gabinete. “Nunca recebi, em audiência no Ministério da Justiça, líder de facção criminosa, ou esposa, ou parente, ou vizinho. De modo absurdo, simplesmente inventam a minha presença em uma audiência que NÃO SE REALIZOU em meu gabinete. Sobre a audiência, em outro local, sem o meu conhecimento ou presença, vejam a história verdadeira no Twitter do Elias Vaz (secretário do ministério). Lendo lá, verificarão que não é o que estão dizendo por conta de vil politicagem”, afirmou.
Secretário de Assuntos Legislativos no ministério, Elias Vaz informou que no dia 14 de março recebeu uma solicitação de audiência por parte da ex-deputada estadual Janira Rocha. Dois dias depois, em 16 de março, Janira teria ido à pasta e levado Luciane como sua acompanhante. “Ela se limitou a falar sobre supostas irregularidades no sistema penitenciário. Repudio qualquer envolvimento abjeto e politiqueiro do meu nome com atividades criminosas”, afirmou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta segunda-feira, 13, um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para afastamento “imediato” do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. O congressista quer que o aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja investigado por crime de responsabilidade, prevaricação e “condescendência criminosa”.
A motivação do pedido foi em função da divulgação de que a mulher de um dos líderes do Comando Vermelho compareceu à sede do Ministério da Justiça, em Brasília. Em maio, Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “Dama do Tráfico Amazonense”, se reuniu com assessores da pasta.
No texto enviado à PGR, Flávio Bolsonaro diz que Dino manteria uma “agenda paralela e oculta” para se encontrar com “criminosos”. De acordo com o senador, isso violaria os princípios da publicidade e da transparência.
A representação que pede a investigação do ministro foi entregue à procuradora-geral da República interina, Elizeta Ramos. No texto, o senador afirma, ainda, que “o ministro da Justiça e Segurança Pública atua como elo na intermediação entre os traficantes e criminosos e a pasta do governo Lula”.
O congressista ressalta que “neste cenário, no qual o Ministério da Justiça oculta agendas, é bem possível que existam tratativas obscuras, privilegiando acordos ilegais e contrários ao interesse público”.
Em seu perfil no Twitter/X, Flavio considerou ser impossível que a “inteligência” do Ministério da Justiça não soubesse quem é Luciane Barbosa Farias. A “Dama do Tráfico” é casada há 11 anos com o traficante Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, que está preso desde o fim do ano passado.
É impossível que a “inteligência” do ministério e que Flávio Dino não soubessem. A dama do tráfico, recebida na antessala de Dino, é uma pessoa condenada, com ligações públicas e notórias com uma facção e que pediu uma reunião para falar justamente sobre cuidados com os presos… pic.twitter.com/K2gyEI8XGB
Entenda o escândalo envolvendo o Comando Vermelho e o Ministério da Justiça
Nesta segunda-feira, 13, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que Luciane, investigada por fazer parte do braço financeiro da facção criminosa Comando Vermelho no Amazonas, esteve em duas reuniões no Ministério da Justiça.
De acordo com a pasta, nas ocasiões, ela teria se identificado como representante da organização não governamental de defesa dos direitos de presos “Instituto Liberdade do Amazonas”. Segundo um inquérito da Polícia Civil do Amazonas, a organização, fundada há dois anos, responde por lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
A chegada de brasileiros e parentes nesta segunda, 13, serviu de comício para que Lula fizesse acusações gravíssimas a Israel, num momento de crescimento do antissemitismo no mundo e no Brasil.
“Eu nunca vi uma violência tão bruta, tão desumana contra inocentes. Se o Hamas cometeu um ato de terrorismo, o Estado de Israel também está cometendo um ato de terrorismo“, declarou Lula, posicionando seu governo ainda mais contrário ao país vítima dos ataques de 7 de outubro. O chanceler Mauro Vieira adotou um tom mais diplomático e protocolar.
Os 32 brasileiros e parentes, vindos de Gaza, chegaram ontem na Base Aérea de Brasília. O avião VC-2 pousou às 23h24h trazendo 22 brasileiros, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos parentes próximos de brasileiros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que o ano de 2024 vai ser “com mais trabalho e viagem” e que vai acabar a “moleza” de ficar no Palácio do Planalto. O presidente deu as declarações durante cerimônia de sanção da nova Lei das Cotas.
Lula afirmou ainda que não é preciso “brigar” com o Congresso Nacional e que bastava explicar as propostas do governo para conseguir a aprovação dos parlamentares. Lula falou também que tem “certeza” que a Reforma Tributária será aprovada na Câmara dos Deputados. As mudanças foram aprovadas na semana passada pelo Senado.
— Muitas vezes no Congresso Nacional a gente ao invés de brigar tem que explicar para aquelas pessoas que não estão concordando porque muitas vezes a gente consegue aprovar. Vocês viram que esse mês a gente teve uma vitória que é a primeira vez na história da democracia que a gente cosnegue aprovar uma política de reforma tributária, e ela foi aprovada no Senado, voltou pra Câmara, eu tenho certeza que vai ser aprovada e vamos ter, certamente, um 2024 com mais trabalho, viagem, discurso, vai acabar essa moleza de ficar aqui dentro (do Palácio do Planalto), a gente vai ter que viajar o Brasil.
O presidente estava acompanhado pelos ministros Camilo Santana (Educação), Anielle Franco (Igualdade Racial), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas).
Lula já tinha dito em outras ocasiões que pretende se concentrar mais em viagens internas, dentro do território nacional, a partir de 2024. Após priorizar os destinos internacionais no início do seu terceiro mandato, sua intenção é percorrer o país inaugurando obras no ano que vem, quando haverá eleições municipais.
O ex-presidenteJairBolsonaro(PL-RJ) manifestou surpresa ao tomar conhecimento de que ministros doSupremo Tribunal Federalacreditam na iminência de sua prisão. De acordo com fontes próximas, Bolsonaro expressou aos seus aliados a convicção de que está “condenado”, independentemente dos argumentos apresentados por sua defesa nos tribunais.
Ele tem sustentado a visão de que se tornou um alvo político noSTF, afirmando que,mais cedo ou mais tarde, tentarão prendê-lo.
Conforme informações do jornal O Globo, ministros do STF consideram que Bolsonaro enfrenta uma alta probabilidade de ser condenado à prisão por supostos crimes, sendo o mais grave deles uma tentativa de golpe de estado.
A avaliação dos ministros é de que a prisão do ex-presidente não provocaria uma reação significativa na opinião pública, o que facilitaria o desdobramento das questões judiciais.
Entretanto, Bolsonaro discorda dessa perspectiva, conforme apurado pela coluna Panorama. Ele acredita que uma eventual prisão mobilizaria seus apoiadores, fazendo com que se sintam perseguidos e saiam às ruas em protesto.
Além disso, Bolsonaro acredita que isso fortaleceria o candidato que ele apoiará nas eleições presidenciais de 2026. Seu nome favorito hoje é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), mas alas mais radicais defendem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) como sua herdeira política.
Bolsonaro tem trabalhado nos bastidores para evitar sua condenação e prisão. Ele admite ter “exagerado nos ataques aos ministros” e tem se esforçado para “limpar a barra”. Contudo, relata sentir que os ministros do STF não estão dispostos a reconciliar-se com ele.
Um punhado de militantes de esquerda promoveu neste domingo, 12, uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em apoio ao grupo terrorista Hamas.
O ato teve participação de militantes do PCO e do PSTU, além de centrais sindicais como a CUT e Conlutas.
Na rede social X, o antigo Twitter, o Diário da Causa Operária, ligado ao PCO, publicou vídeos da manifestação, que teve direito a batucadas e bandeiras do Hamas.
Militantes de esquerda fazem batucada durante manifestação em apoio ao Hamas; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/LYdihCrDaU
Desde o massacre de civis israelenses, em 7 de outubro, o partido extremista de esquerda PCO tem manifestado apoio ao Hamas.
A legenda de Rui Costa Pimenta afirmou que a data, marcada pelo maior ataque terrorista sofrido por Israel, foi “histórica”.
Segundo o governo de Israel, 1.200 pessoas foram mortas pelo grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza, no massacre do dia 7 de outubro. O número de sequestrados pelos terroristas é de 240.