A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu a Comenda Dois de Julho durante o Encontro do PL Mulher, no Centro de Convenções de Salvador, e dedicou a honraria às pessoas com deficiência (PCD). A comenda foi proposta pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que a entregou à ex-primeira-dama ao lado da presidente estadual do PL Mulher, Roberta Roma.
“Eu dedico a todas as pessoas com deficiência, a todos os raros do Brasil, a toda a minha comunidade surda e a todos aqueles que foram beneficiados pelo Programa Pátria Voluntária. Que Deus vos abençoe. Muito obrigada pelo carinho”, disse Michelle Bolsonaro, após receber a comenda.
Michelle Bolsonaro também recebeu moção de aplauso aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Camaçari. “Dedico a todas as mulheres baianas, guerreiras que não desistem de suas famílias, que não desistem do seu Brasil”, disse a ex-primeira-dama, que emocionou o público ao receber no palco do Encontro do PL Mulher crianças que desejavam abraçá-las.
A Advocacia-Geral da União (AGU) posicionou-se perante a 6ª Vara Cível Federal de São Paulo na quarta-feira (6) em defesa da Jovem Pan, contrariando o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de cancelamento de três outorgas de rádio. O MPF alega que a emissora veiculou sistematicamente conteúdos golpistas que atentaram contra a democracia brasileira.
A AGU contestou especificamente o pedido de cassação das outorgas e defendeu apenas a aplicação de uma multa no valor de R$ 13,4 milhões, além do bloqueio de bens e valores para garantir o pagamento. Segundo a AGU, embora reconheça a gravidade das condutas da emissora, a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados não seria apropriada, sugerindo outras medidas corretivas, como o direito de resposta e a indenização por danos morais.
O posicionamento da AGU gerou controvérsias, levando o titular da AGU, Jorge Messias, a anunciar por meio de suas redes sociais que uma nova petição seria apresentada. Messias afirmou que a AGU não tolera ataques à democracia e que estaria ao lado do MPF na apuração da conduta da emissora.
Contudo, na posição final apresentada na quarta-feira à noite, a AGU voltou a discordar da cassação das outorgas e manteve a defesa apenas da aplicação da multa.
A ação civil pública do MPF, protocolada em junho do ano passado, argumenta que a Jovem Pan disseminou conteúdos que desacreditaram o processo eleitoral de 2022 e incitaram a desobediência a leis e decisões judiciais. A ação também pede uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 13,4 milhões.
Os programas Os Pingos nos Is, 3 em 1, Morning Show e Linha de Frente foram especialmente analisados pelo MPF, que destacou elogios à ditadura militar, defesa de atos violentos e questionamentos à autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Jovem Pan, por sua vez, afirmou que sua defesa seria feita nos autos do processo e reiterou seu compromisso com a sociedade brasileira e a democracia.
Resultado é o pior desde o início do governo e representa uma queda de 5 pontos em relação ao registrado em dezembro. Fatia dos que avaliam governo como ruim ou péssima oscilou de 30% para 32%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Pesquisa Ipec divulgada nesta sexta-feira (8) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Lula:
Ótimo e bom: 33% (era 38% em dezembro)
Regular: 33% (era 30% em dezembro)
Ruim ou péssimo: 32% (era 30% em dezembro)
Os resultados mostram uma queda de 5 pontos na avaliação positiva (soma de ótimo e bom), uma oscilação dentro da margem de erro na negativa (ruim ou péssimo) e um aumento na regular.
A avaliação positiva é a menor desde o início do governo e a avaliação negativa, a maior. Em março de 2023 – quando a primeira pesquisa foi feita – o percentual de ótimo e bom (avaliação positiva) era de 41% e o de ruim ou péssimo (negativa) de 24%.
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 5 de março, com 2 mil pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Avaliação positiva do governo Lula cai para 33%, aponta Ipec
Segundo o Ipec, a queda na avaliação positiva do governo Lula teve os principais recuos nos seguintes grupos:
Quem declara ter votado em Lula em 2022: de 69% para 61%;
Moradores do Nordeste: de 52% para 43%;
Moradores do Sudeste: de 37% para 30%;
Quem tem renda familiar mensal de até 1 salário mínimo: de 51% para 39%;
Autodeclarados pretos e pardos: de 43% para 35%;
Mulheres: de 40% para 33%;
Aqueles que têm ensino médio: de 33% para 26%.
Ainda de acordo com o instituto, a avaliação negativa do presidente se destaca entre:
Quem declara ter votado em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (63%);
Quem tem renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (45%);
Quem vive na região Sul (42%);
Evangélicos (41%).
Avaliação da maneira de governar
O instituto também perguntou como entrevistados avaliam a maneira de Lula (PT) governar. Os resultados foram os seguintes:
Aprovam: 49% (eram 51% em dezembro);
Desaprovam: 45% (eram 43% em dezembro);
Não sabe, não respondeu: 6% (mesmo número de dezembro).
O Ipec destaca que a aprovação cresceu de 27% para 36% entre quem tem renda familiar mensal de até 1 salário mínimo.
A fatia dos que confiam no presidente caiu, e segue maior do que a dos que confiam:
Confia: 45% (eram 48% em dezembro);
Não confia: 51% (eram 50%);
Não sabe, não respondeu: 4% (eram 3%).
O Ipec ressalta o recuo entre os moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes, que caiu de 49% para 41% de dezembro para cá.
Expectativa sobre o governo
O Ipec também analisou as expectativas dos entrevistados para o atual governo. Os resultados foram:
43% acham que está no caminho certo;
50%, que está no caminho errado;
7% não sabem ou não responderam.
Além disso, foi perguntado se o governo de Lula está indo melhor, pior ou igual ao que era esperado pelo entrevistado:
Acha que está indo melhor: 30% (eram 32% em dezembro);
Acha que está indo igual: 30% (eram 30%);
Acha que está indo pior: 38% (eram 35%);
Não sabe, não respondeu: 3% (eram 2%).
Relação com o Congresso
Sobre a relação de Lula com o Congresso, os resultados foram os seguintes:
Avalia que o governo terá mais facilidade neste ano para conseguir apoio para votações importantes: 31%;
A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor da abertura de um inquérito contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por ele ter chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão”. A manifestação foi enviada ao ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), e foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.
Na manifestação, a PGR alega que Nikolas tem imunidade parlamentar, mas que a prerrogativa não pode servir para fazer ofensas. A declaração do deputado ocorreu durante Cúpula Transatlântica da ONU (Organizações das Nações Unidas), em novembro de 2023. Durante o discurso, Nikolas se referiu ao petista como “um ladrão que deveria estar na prisão”.
Na ocasião, Nikolas também disse que os ministros do STF “traíram o povo brasileiro”. “[Precisamos de] novos juízes que vão honrar a magistratura e fazer justiça e não como alguns membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil que traíram o povo brasileiro e perseguiram seus oponentes políticos”, disse.
Com a manifestação da PGR, cabe a Fux decidir se abre ou não a investigação. A reportagem procurou a assessoria do deputado federal e aguarda o retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, se emocionou com a forma carinhosa e calorosa como foi recebido pela multidão presente ao encontro com pré-candidatos do PL nas eleições municipais da Bahia deste ano, realizado em Salvador. “Essa forma carinhosa, respeitosa, calorosa como está acontecendo aqui é uma constante. É sinal de que deixamos alguma coisa”, disse o presidente que, recentemente, passou pelo Rio Grande do Sul e também por cinco cidades de São Paulo e teve a mesma receptividade.
Jair Bolsonaro então brincou: “Quem aqui tem ex? Todo mundo tem. Se você tem ex, você também é ex. Então eu agradeço a vocês por ser o ex mais amado do Brasil. Quando existe um ex que deixa saudade, é porque algo de muito profundo aconteceu”. O ex-presidente lembrou, durante o evento na Igreja Batista do Caminho das Árvores, que essa boa lembrança do mandato dele pelo povo acontece mesmo tendo governado com grandes adversidades como pandemia, guerras que geraram instabilidade econômica no mundo e ataques constantes ao seu mandato.
Mesmo neste cenário difícil, Bolsonaro lembrou que foi concedido Auxílio Emergencial para 68 milhões de brasileiros. “Ninguém foi deixado para trás, tudo isso foi feito com responsabilidade fiscal. Deixamos o governo em 2022 com 54 bilhões em caixa; ano passado mais de 200 bilhões em dívidas”, comparou Jair Bolsonaro.
Apesar dos cortes orçamentários pelo acúmulo de dívidas na atual gestão petista, Jair Bolsonaro não perde a esperança. “O futuro é de todos nós, o futuro pertence a Deus e pertence ao povo dessa terra que eu chamo de terra prometida. Não podemos esmorecer”, exortou Jair Bolsonaro.
O ex-presidente, durante o discurso, contou que foi questionado por uma rádio local sobre o corte de verbas de R$ 13 milhões na Universidade Federal da Bahia e que isso pode causar a falta até de materiais essenciais como papel higiênico. “Me lembrou a Venezuela. Os universitários, 90% votam do outro lado. Muitas prefeituras no ano passado deixaram de pagar ou pagaram parcialmente o 13º. No meu governo, alguma prefeitura não pagou o 13º? Eu desconheço; pagamos os precatórios, inclusive. Esse amor bandido custa caro; o amor verdadeiro é lucrativo, pois todos ganham com isso”, comparou Jair Bolsonaro.
O presidente do PL na Bahia, João Roma, também agradeceu a Bolsonaro e ao povo baiano pela receptividade. “Do fundo do meu coração, meu agradecimento a cada um que saiu de sua casa, enfrentou a barreira do MST para receber, mais uma vez, o nosso Jair Messias Bolsonaro com tanto carinho aqui na Bahia”, destacou Roma.
“Todos nós aqui da Bahia, desde as últimas eleições, aguardávamos a sua presença. O nosso agradecimento e o meu, em particular, vai em especial pela energia que o senhor transmite, pela força, pelo bom humor, presidente”, disse Roma, lembrando que o presidente sempre exorta os seus aliados a não desistirem do Brasil. “Essa é a Bahia que te ama: quero dizer que estamos do seu lado hoje e sempre porque nós, ao seu pedido, não vamos desistir do Brasil”, declarou o presidente do PL e ex-ministro da Cidadania.
Durante o ato na Igreja Batista Caminho das Árvores, Bolsonaro foi acompanhado também pelos deputados estaduais Leandro de Jesus e Diego Castro, pelo deputado federal Capitão Alden, pela doutora Raíssa, por Padre Kelmon e pelo ex-ministro do Turismo, Gilson Machado. Ao final dos discursos, Jair Bolsonaro ainda parou para tirar foto com todos os presentes na Igreja.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) embarcou na manhã desta sexta-feira (8) com destino a Salvador. O presidente deixou a capital federal por volta das 9h, acompanhado pelo ex-deputado e ex-ministro da Cidadania João Roma (PL).
Com previsão de chegada na capital soteropolitana às 11h, Bolsonaro deve ser recepcionado por apoiadores em uma motociata. Em Salvador, o ex-presidente vai visitar a Igreja Batista Caminho das Árvores, na Pituba, onde será recepcionado pelo bispo Átila Brandão e também terá encontro com pré-candidatos da sigla.
De acordo com o presidente do PL na Bahia, João Roma, Bolsonaro também vai visitar outros pontos na cidade. Neste sábado (9), o ex-presidente participará de ato do PL Mulher no Centro de Convenções de Salvador, às 10 horas.
É aguardada a presença de nomes que se filiarão ao PL para a disputa eleitoral em outubro, a exemplo do Soldado Prisco, do ex-prefeito João Henrique e do ex-vereador Cézar Leite, que devem disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador. Haverá também a filiação do vereador Gabriel Bandarra, o Tenóbio, que milita em Lauro de Freitas.
Dois projetos de lei foram apresentados à Câmara dos Deputados com o intuito de proibir a criação e venda de animais braquicefálicos, notadamente aqueles de focinho curto, como shih tzu, pug e buldogue. Uma das propostas sugere que a violação dessa proibição seja passível de penalidades conforme a Lei de Crimes Ambientais, incluindo pena de prisão de três meses a um ano, além de multa. Importante ressaltar que os tutores atuais dessas raças não seriam afetados pela lei, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo.
Os fundamentos dessas propostas estão ancorados nas condições de saúde desses animais, uma vez que cães braquicefálicos têm maior propensão a nascerem com a chamada Síndrome Braquicefálica, afetando suas vias respiratórias. Problemas como narinas estreitas e traqueia subdesenvolvida são comuns, comprometendo a capacidade de filtrar, umedecer e direcionar o ar para os pulmões.
Embora o projeto de lei possa ser interpretado como uma medida peculiar, seu objetivo é evitar o sofrimento desses animais, cuja criação seletiva resultou em alterações físicas prejudiciais à saúde e qualidade de vida. A deputada Duda Salabert também propôs uma legislação similar, citando a experiência da Holanda, que proibiu raças de cães com focinho achatado em 2014.
A médica veterinária Jaque Sousa destaca que essas raças surgiram de cruzamentos visando focinhos cada vez menores, com a ideia de tornar os cães mais atraentes pela aparência infantil. Contudo, esse tipo de seleção genética resultou em problemas de saúde, como dificuldades respiratórias e deformidades faciais. Jaque Sousa sugere que, em vez da proibição total, uma regulamentação mais rigorosa na criação poderia ser mais eficaz para prevenir esses problemas de saúde.
A especialista reconhece a importância do debate sobre a saúde dos braquicefálicos, propondo orientação adequada às pessoas interessadas em adquirir essas raças. Além disso, destaca a necessidade de conscientização sobre as soluções cirúrgicas disponíveis para melhorar a qualidade de vida desses animais, como a abertura da narina e cirurgia na traqueia. Quanto aos projetos de lei em discussão, o andamento de um aguarda despacho na Câmara dos Deputados, enquanto o outro está incorporado a um projeto de 2007 que aguarda análise em uma comissão específica.
Petista diz que privilegiar aliados na distribuição de financiamento para obras é ‘critério do passado’
Lula também anunciou que, na próxima semana, fará o anúncio de 100 municípios que receberão institutos federais | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente petista Luiz Inácio Lula da Silvaafirmou nesta quinta-feira, 7, que poderá tentar revisar com o Congresso o limite de gastos públicos em função do aumento da arrecadação. De acordo com o mandatário do Executivo, essa despesa é para ter mais dinheiro para “obras de benefício para o povo”.
A fala aconteceu durante a cerimônia de divulgação dos resultados do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções para as áreas de saúde, educação e infraestrutura social.
“A arrecadação está aumentando além daquilo que muita gente esperava”, disse Lula. “Lógico que nós temos um limite de gastos, que, quando a gente tiver mais dinheiro, a gente vai ter que discutir com a Câmara e o Senado esse limite de gastos e vamos ver como é que a gente pode utilizar mais dinheiro para fazer mais benefício para o povo.”
Lula ainda acrescentou que a economia deverá crescer em 2024, se todos os “bilhões” que foram anunciados por seus ministros e bancos públicos estiverem mesmo em circulação.
Fala preocupa economistas
A fala de Lula sobre aumentar gastos públicos foi vista com preocupação por economistas.
Em entrevista à TV Cultura, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de SP (TCE-SP) Dimas Ramalho, chamou a atenção para o fato de que este ano terá eleições municipais no Brasil e presidenciais nos Estados Unidos, o que deverá impactar na economia brasileira.
“Houve uma melhora na arrecadação neste início, mas vamos ver o que vai acontecer daqui para frente”, disse ele. “O governo federal precisa analisar a conjuntura nacional e internacional. O presidente Lula precisa ter cautela neste momento.”
O economista Gesner Oliveira, na mesma entrevista, destacou a importância de uma política fiscal crível, que dê às pessoas a segurança de que o Brasil está realmente em equilíbrio.
“Quando o presidente fala que é preciso gastar mais em benefício do povo, ninguém pode ser contra”, pontuou ele. “Agora, para fazer isso com recurso escasso é preciso cortar gasto supérfluo. É preciso respeitar o limite de gasto estabelecido pelo próprio governo Lula que é o arcabouço fiscal.“
Em termos anuais há um déficit de mais de 200 bilhões de reais, o que equivale a quase 2,5% do PIB brasileiro, como explica o economista Gesner Oliveira | Foto: Reprodução/Freepik
Arcabouço fiscal
A nova regra para controle das contas públicas, chamado de arcabouço fiscal, foi aprovado no ano passado e estabelece um limite para o crescimento de despesas vinculado à arrecadação. Os gastos só podem crescer 70% do aumento de receitas; e as despesas deverão crescer entre 0,6% e 2,5% por ano acima da inflação, conforme estabelecido pela nova lei.
Lula diz que não vai privilegiar aliados
O petista afirmou que não vai privilegiar aliados na distribuição de financiamento para os projetos e ressaltou que a prática é um “critério do passado”
Usando a palavra “sorteio” e em seguida afirmando que haverá critérios na escolha dos locais, Lula avisou que, na próxima semana, fará o anúncio de 100 municípios que irão ser contemplados com institutos federais.
Entre janeiro e março, as avaliações positivas, “ótimas” e “boas”, do governo Lula caíram em todas as áreas questionadas pela Atlas Intel
Pesquisa da Atlas Intel divulgada nesta quinta-feira, 7 de março, mostra que a avaliação dos brasileiros sobre o governo Lula caiu em todas as áreas em 2024.
“Vista como uma âncora de sustentação da aprovação do governo, a imagem negativa de Lula superou numericamente sua imagem positiva pela primeira vez desde agosto de 2022”, destacou o instituto.
Hoje, a imagem de Lula é negativa para 49%, enquanto a positiva está em 47%. Em janeiro era positiva para 53% e negativa para 45%.
Segundo o CEO da Atlas Intel, Andrei Roman, o resultado mais importante da pesquisa é esse: “Tradicionalmente, a popularidade pessoal do Lula era a principal âncora da aprovação dos seus governos. Pela 1a vez, o governo passa a ter uma percepção melhor de desempenho do que o presidente”.
Quedas
Entre janeiro e março, as avaliações positivas, “ótimas” e “boas”, caíram de 40% a 28% em “Justiça e combate à corrupção” e de 36% a 24% em segurança pública.
Essas foram as quedas mais vertiginosas.
A derrocada foi de 47% para 38% sobre relações internacionais, de 38% a 30% sobre “Responsabilidade fiscal e controle de gastos”, de 48% a 41% sobre “Direitos Humanos e igualdade racial”, e de 36% a 24% sobre meio ambiente.
Nesse meio tempo, as avaliações negativas, “ruins” e “péssimas”, decolaram. A avaliação negativa sobre segurança pública subiu 14 pontos, de 52% a 66%.
As avaliações negativas sobre “Responsabilidade fiscal e controle de gastos” e “Justiça e combate à corrupção” também estão acima dos 50% incluindo a margem de erro.
Elas chegam a 58% e 55%, respectivamente.
A Atlas Intel entrevistou 3.154 pessoas de todo o Brasil entre 2 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos, com nível de confiança de 95%.
Inflação
Levantamento do final de fevereiro do instituto de pesquisas Ipespe encomendado pela Febraban apontou que 67% dos brasileiros acreditam que a inflação e os preços “aumentaram” ou “aumentaram muito”.
No último estudo, realizado em dezembro, o índice era de apenas 54%.
Ainda segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, 21% dos entrevistados afirmaram acreditar que a inflação e os preços “ficaram iguais”.
Outros 11% declararam que “diminuíram” ou “diminuíram muito”, enquanto o restante 1% não soube responder.
O resultado da percepção de inflação é o mais pessimista desde abril de 2023, quando também 67% dos entrevistados afirmaram que os preços haviam aumentado ou aumentado muito.
A crença no avanço da inflação é maior entre mulheres e mais jovens.
Dentre elas, 68% acreditam que os preços “aumentaram” ou “aumentaram muito”. Já o índice dos diferentes grupos de faixa etária até 59 anos flutua entre 67% e 69%.
Avaliação negativa
A pesquisa da Atlas Intel reforça a impressão já indicada pelo levantamento da Genial/Quaest, que apontou alta na avaliação negativa do petista após a alusão ao Holocausto para atacar Israel, especialmente ente os evangélicos.
Líder do partido conservador Chega disse que o petista será preso caso insista em entrar no país
André Ventura ainda disse que vai impedir a entrada de Lula pois Portugal já tem ‘corruptos demais’ | Foto: Reprodução/Twitter/X
Em discurso nesta quinta-feira, 7, o deputado André Ventura, líder do partido conservador português Chega, disse que não irá permitir a entrada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Portugal. Para conseguir cumprir a promessa, o parlamentar teria de ser escolhido como primeiro-ministro do país europeu. As eleições legislativas vão acontecer no domingo 10.
O conservador disse ainda que prenderá Lula caso o presidente brasileiro insista em ir para Portugal. No discurso, André Ventura citou os 580 dias em que o petista ficou preso na Super Intendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).
“Eu garanto-vos que, se eu for primeiro-ministro, o senhor Lula da Silva ficará no aeroporto e se insistir, vai para uma cadeia”, disse Ventura, em discurso. “Isso não será uma grande novidade para ele.”
Os eleitores portugueses votam nos partidos, que definem previamente suas listas de candidatos. Não há obrigatoriedade de o premiê pertencer à legenda vencedora. A nomeação resulta de acordos políticos. Diante disso, o deputado pretende ocupar o cargo de primeiro-ministro caso o Chega vença a disputa.
Além disso, André Ventura declarou que quer limitar a entrada do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Portugal. “Só entrará quando necessário, porque também não queremos que entre muitas vezes”, afirmou o deputado. “Não vamos deixar esses corruptos internacionais entrarem em nosso território, já temos corruptos demais neste país”.
Lula não é bem-visto pelos portugueses
Apenas 27% dos portugueses entrevistados pelo Paraná Pesquisa têm uma visão positiva sobre Lula | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Conforme noticiou Oeste, a maioria absoluta dos portugueses tem uma imagem negativa do presidente brasileiro. A partir de entrevistas telefônicas feitas com 840 portugueses, a equipe do Paraná Pesquisas — que fez o estudo — se propôs a mensurar a “Avaliação da imagem do presidente do Brasil, Lula” no país europeu.
Dos respondentes, 51% afirmaram ter uma visão “negativa” do petista. “Positiva”, no entanto, foi a resposta de 27%. Além disso, 22% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O instituto realizou as entrevistas de 8 a 17 de fevereiro. A imagem negativa de Lula perante o público de Portugal predominou mesmo antes de ele comparar, durante viagem oficial à África, as ações das Forças de Defesa de Israel contra o grupo terrorista Hamas com o Holocausto.