A Coligação Ouvir, Agir e Mudar (PL-PMB) deu entrada com representação na Justiça Eleitoral para impedir que o candidato Fabrício Pancadinha (SD) atropele as regras da campanha em Itabuna. O próximo sábado (28) está reservado para a caminhada do candidato Chico França (PL) na Avenida Cinquentenário, mas o adversário Pancadinha insiste em convocar os eleitores dele pelas redes sociais para fazer atividades políticas no mesmo local e dia. A liminar para barrar a ilegalidade pode sair a qualquer momento.
“Em agosto, teve um sorteio com a participação de todos os candidatos e ficou definido que este sábado é meu. Essa tentativa de Pancadinha querer passar por cima do que ficou acertado e está previsto na lei eleitoral revela um caráter nocivo à democracia e reforça o descrédito dos políticos. Neste caso específico, Pancadinha demonstra não merecer confiança ao querer desrespeitar um compromisso assinado por ele na Justiça Eleitoral”, diz Chico França.
Para Chico França, o povo de Itabuna precisa ficar atento a este comportamento de Pancadinha. “O que se pode esperar de um político que não cumpre um acordo firmado na Justiça Eleitoral e atropela a lei? Será que Pancadinha vai cumprir as promessas que anuncia na campanha?”.
Chico França destaca ainda que a tentativa de Pancadinha de atropelar a legislação e o acordo firmado é motivada por um “forasteiro que pensa que Itabuna é curral dele”. “Por que ACM Neto não veio fazer caminhada em Itabuna na data reservada a Pancadinha? Ele está pensando que Itabuna é curral dele e faz o que quer aqui? Já não bastou o que ele fez com o Capitão Azevedo, descartando o correligionário para apoiar Pancadinha? Itabuna dispensa coronelzinhos!”.
Com ida do presidente para o exterior, o candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (Psol) fica sem o principal cabo eleitoral em evento no sábado
Esta vai ser a terceira vez que Lula visita o México | Foto: | Foto: Ministério da Saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silvadesembarcou em Brasília por volta das 5h20 desta quinta-feira, 26, depois de passar três dias na Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York (EUA). O petista permanece poucos dias na capital, já que viaja para o México neste próximo domingo, 29.
A viagem de Lula para participar da posse da presidente do México, Claudia Sheinbaum, vai impactar diretamente na reta final da campanha do candidato do Psol à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos. Isso porque o petista não vai poder participar de evento com o psolista no sábado 28.
Inicialmente, Lula tinha a expectativa de participar do evento em São Paulo com Boulos. Contudo, a assessoria do Palácio do Planalto informou que a ida do presidente não tinha sido confirmada e, portanto, não houve desistência de sua presença.
Lula é o principal cabo eleitoral de Boulos à Prefeitura de São Paulo | Foto: Divulgação/Psol
Agenda de Lula no México
Lula deve ficar no México até 1º de outubro. Esta vai ser a terceira vez que ele visita o país, onde esteve em 2003 e 2007. Nesta visita, o petista se reúne com o atual presidente do país, López Obrador, e, em seguida, com Claudia Sheinbaum.
O chefe do Executivo brasileiro deve tratar de temas bilaterais com o país, como meio ambiente, desafios da área climática, relações comerciais e questões de gênero.
O petista também participa do encerramento do fórum México–Brasil. São confirmadas as presenças de 400 empresários, sendo 150 brasileiros. Devem ocorrer painéis sobre investimentos, segurança alimentar e exploração de alimentos, cadeias produtivas e nova indústria.
Depois do evento, Lula vai a um jantar oferecido pelo governo mexicano aos chefes de Estado, no Museus da Cidade do México. Em 1º de outubro, o presidente participa da cerimônia de transmissão da posse presidencial de Claudia Sheinbaum, realizada na Câmara dos Deputados, no Palácio Legislativo de San Lázaro.
A previsão é que o presidente volte para o Brasil depois da cerimônia de posse de Sheinbaum.
A líder comunitária e empreendedora Sininha do Acarajé, conhecida na cidade pelas suas famosas iguarias, e o candidato a vereador Marcão (MDB) anunciaram apoio ao candidato a prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil). A decisão foi revelada na manhã desta quarta-feira (25), quando o ex-prefeito foi recebido pelas duas lideranças comunitárias da Caraíbas/Pampalona. Ao anunciar o apoio, Sininha do Acarajé revelou que a decisão se dá em defesa dos interesses da comunidade. “Vamos caminhar juntos por uma Feira melhor, por melhorias nos bairros aqui da região”, destacou. O apoio a José Ronaldo também foi defendido pelo candidato a vereador Marcão (MDB). Ele entende que a hora é de união de todos para pedir votos para José Ronaldo por entender que o candidato é o mais bem preparado para dirigir Feira de Santana. Tanto o apoio de Sininha do Acarajé quanto o apoio de Marcão foram comemorados por José Ronaldo, ao considerar que a decisão destas duas lideranças comunitárias reflete a vontade popular e a confiança do povo feirense em sua forma de administrar.
Pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Economic aponta a vitória em Feira de Santana do candidato a prefeito José Ronaldo (União Brasil) com 53,90% dos votos válidos contra 41,76% dos votos de Zé Neto (PT). A pesquisa foi realizada no período de 17 a 20 deste mês e está registrada no TSE sob o nº BA-09960/2024, ouvindo mil eleitores. Enquanto José Ronaldo vence com 53,90% dos votos válidos e Zé Neto fica com 41,76% dos votos, o terceiro colocado, Carlos Medeiros (Novo), surge com 4,34% dos votos. Na pesquisa estimulada, quando são apresentados os nomes dos candidatos, José Ronaldo vence com 42,20% dos votos contra 32,70% dos votos de Zé Neto. Nesta modalidade, Carlos Medeiros (Novo) apareceu com 3,40% dos votos, enquanto brancos/nulos representam 11,10% dos votos e os que não sabem/não opinaram somam 10,60%. Outro quesito avaliado pela pesquisa foi o nível de rejeição dos candidatos. Zé Neto lidera com 30,30% de rejeição entre os eleitores feirenses, seguido por Carlos Medeiros, com 21,30% dos votos, enquanto José Ronaldo aparece com o menor índice de rejeição, figurando com 21% dos votos. A margem de erro da pesquisa eleitoral é de 3,09% e o grau de confiança de 95%. Também foi avaliada a intenção de votos para vereador e desempenho dos governos estadual e federal.
Instituto queridinho do PT, e que acertou na vitória de Jerônimo Rodrigues sobre ACM Neto, em 2022, o AtlasIntel cravou a vitória de Zé Ronaldo no primeiro turno das eleições de 6 de outubro em Feira de Santana.
De acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25), do AtlasIntel, contratada pelo jornal A Tarde, Zé Ronaldo vence as eleições no primeiro turno com 52,1% dos votos válidos, contra 46,3% de Zé Neto.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou uma comitiva de mais de cem pessoas para a 79ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O evento ocorre em Nova York, nos Estados Unidos, e traz à tona discussões sobre os impactos dessas viagens para o Brasil e para o cenário internacional.
De acordo com o Diário Oficial da União e o Painel de Viagens do Ministério da Gestão e Inovação, essas viagens incluíram diversas autoridades e assessores. No entanto, os custos associados a essa movimentação ainda estão sendo discutidos, e muita informação permanece oculta, criando curiosidade e questionamentos entre os cidadãos.
Quem Compos a Comitiva Brasileira?
Entre os integrantes da comitiva brasileira, estavam ministros de diferentes pastas e assessores diretos do presidente. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, e a primeira-dama Janja acompanharam o presidente Lula na viagem.
Fernanda Haddad (Fazenda)
Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos)
Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação)
Sônia Guajajara (Povos Indígenas)
Wellington Dias (Desenvolvimento Social)
Vinícius Marques de Carvalho (CGU)
Quanto Custa manter a Comitiva na ONU?
Até o momento, os gastos da comitiva brasileira na ONU já ultrapassam R$ 750 mil, segundo dados do Painel de Viagens do Ministério da Gestão e Inovação. A maior parte desses custos está associada às passagens aéreas e diárias das autoridades e seus assessores. No entanto, há uma limitação nas informações disponíveis, principalmente sobre os custos individuais de 65 membros da comitiva.
Por que Tantos Gastos em Viagens Internacionais?
Esta é uma pergunta comum feita por muitos brasileiros. Viagens como esta exigem um grande número de análises e gestões de riscos, conforme o Gabinete de Segurança Institucional. Além disso, os preços das passagens aéreas podem ser elevados devido à alta demanda característica da época do evento.
Polêmicas em Torno dos Custos
Um dos aspectos mais questionáveis é o custo da passagem da ministra Esther Dweck, que ficou em mais de R$ 45.851,90. Comprada por uma agência de viagens licitada em agosto, o preço elevado da passagem é justificado pela alta demanda sazonal para Nova York. Esse tipo de gasto levanta questões sobre a transparência e a eficiência na utilização dos recursos públicos.
O Impacto e a Relevância das Viagens Internacionais
Embora os custos possam parecer elevados, é importante considerar os benefícios potenciais de uma presença significativa do Brasil em eventos internacionais como a Assembleia-Geral da ONU. Estas viagens são oportunidades para o Brasil apresentar sua posição sobre questões globais e desenvolver parcerias internacionais que podem trazer benefícios a longo prazo para o país.
De qualquer forma, é crucial que os gastos sejam justificados e transparentes para manter a confiança da população na gestão pública. A divulgação de todos os custos associados a estas viagens ao final da mesma será essencial para uma avaliação completa e transparente.
O candidato a prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), convida a militância política e lideranças para participarem do Mobiliza Feira 44. O evento será realizado nesta quarta-feira (25), a partir das 18h, no Centro de Convenções do Clube Cajueiro. José Ronaldo ressalta que o encontro será imprescindível para discutir os avanços do Programa de Governo proposto pela coligação “O amor sempre vence” e fortalecer propostas para o crescimento e desenvolvimento de Feira de Santana. O convite é reforçado pelo candidato a vice-prefeito Pablo Roberto ao ressaltar a importância da militância política e lideranças estarem reunidas com o mesmo ideal de, juntos, construírem uma cidade melhor e de oportunidades para todos, com um programa de governo que contemple a sociedade feirense em todas as áreas da administração municipal.
Sigla não mudou, mas o Brasil, sim, e quem experimenta sua gestão a rejeita
Tudo indica que o pior está por vir para o PT | Foto: Divulgação/PT Piauí
Há 20 anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) vivia o seu “zênite eleitoral”, conforme avalia o jornal O Estado de S. Paulo em editorial desta terça-feira, 24.
No segundo ano do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o PT levou nove capitais. No total, foram 411 prefeituras.
Já em 2020, o partido amargou o seu nadir. Foram zero capital e 183 prefeituras, 71 a menos do que em 2016. Foi o pior desempenho desde a redemocratização.
O Estadão destaca que, hoje, o partido só tem chances de eleger candidatos em quatro capitais, mas com tendência de derrota em todas.
“O cenário em São Paulo, berço do PT, é sintomático”, afirma a publicação. Em 2012, o PT elegeu prefeitos em quase um terço dos 39 municípios da Grande São Paulo. Hoje não lidera em nenhum.
Tudo indica que PT amargará seu pior desempenho nas eleições municipais desde a redemocratização | Foto: Divulgação/Site do PT
Mesmo em seu tradicional bastião eleitoral, os sete municípios do Grande ABC, o PT é competitivo apenas em dois, com candidatos tecnicamente empatados com adversários e que lideram índices de rejeição.
“O que mudou?”, questiona o jornal. “Certamente não o PT. É a mesma ideologia estatizante, a mesma hostilidade à iniciativa privada, o mesmo corporativismo com setores do funcionalismo público, o mesmo discurso da ‘luta de classes’, a mesma retórica maniqueísta do ‘nós contra eles’, a mesma geopolítica terceiro-mundista.”
“O que mudou foi o Brasil, esse é o problema – do PT, claro, não do Brasil”, acrescenta o texto. “E mudou, em grande parte, pelos desmandos do PT.”
Nos últimos 20 anos, o partido governou o país por 14. Apesar de Lula propagandear a ilusão de que sabe como fazer a economia crescer, nesse período o país cresceu abaixo da média dos países emergentes.
“Quando os dogmas desenvolvimentistas petistas foram aplicados em toda a sua pureza pela criatura de Lula, Dilma Rousseff, o resultado foi uma recessão que devorou cerca de 10% do PIB em dois anos, dizimando os supostos avanços da ‘classe trabalhadora’”, afirma o Estadão.
O PT protagonizou os grandes escândalos de corrupção da Nova República, o Mensalão e o Petrolão, que tanto fizeram para desmoralizar a política e alavancar candidatos como Jair Bolsonaro (PL).
Para o jornal, Lula só venceu em 2022 com uma margem apertada pela aversão dos moderados a mais quatro anos de Bolsonaro. Ainda assim, perdeu entre as classes médias e nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
“Mas Lula é, há tempos, muito maior que o PT”, afirma o Estadão. “O verdadeiro tamanho do petismo se mede muito mais pelos minguados 130 deputados eleitos pela sua coalizão.”
“Mais eloquente é a imagem das ruas vazias nas manifestações lideradas pelo PT em março, e ainda mais nos tradicionais festejos do Dia do Trabalho, quando o demiurgo em pessoa discursou para meia dúzia de gatos-pingados (os sindicalistas de sempre) no estacionamento do estádio do Corinthians”, acrescenta o texto.
As eleições municipais são particularmente reveladoras, porque nelas o que está em jogo não é tanto a ideologia, mas a gestão pura e simples.
“Quem experimenta o modo petista de governar quer ver o partido pelas costas”, diz o jornal.
Fernando Haddad, o último prefeito petista da capital paulista e cotado a sucessor de Lula, por exemplo, perdeu a disputa à reeleição em 2016 no primeiro turno. Em 2020, Jilmar Tatto terminou a corrida em sexto lugar.
Tamanho é o vácuo de lideranças novas e críveis que, contrariando seus instintos mais viscerais, o PT renunciou a ter um candidato em São Paulo e apoia o psolista Guilherme Boulos.
“Mas nem Lula, nem a dinheirama do fundo eleitoral estão conseguindo alavancar Boulos, que mal consegue chegar a 30% de intenção de voto e periga nem ir para o segundo turno”, avalia a publicação.
Não é só o PT
Entre as legendas de esquerda que conquistaram sete capitais há quatro anos, só um candidato, João Campos (PSB), no Recife, tem chances reais de vitória.
A esquerda, é verdade, experimenta em todo o mundo uma crise de identidade. Mas, no Brasil, paga mais caro pelas décadas de subserviência ao projeto hegemônico do PT.
O texto cita uma frase de Roberto Campos: “O PT é um partido de trabalhador que não trabalha, estudantes que não estudam e intelectuais que não pensam”.
“Seria o caso de acrescentar uma quarta contradição: é um partido que se diz ‘popular’ sem os votos do povo”, conclui o Estadão.