O presidente discutiu com o ministro das Relações Exteriores a nova política de imigração dos norte-americanos
Lula e Mauro Vieira durante cerimônia de posse dos ministros | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta segunda-feira, 27, para discutir as deportações de brasileiros dos Estados Unidos. O chefe do Executivo não pretende endurecer a relação com os norte-americanos, conforme divulgou a Rede Bandeirantes.
O governo Lula deve abordar questões como o uso de algemas durante o processo de deportação, que desde 2021 tem sido um ponto de tensão. O presidente deve dialogar com o governo de Donald Trump.
Lula procura manter uma relação pragmática e evitar confrontos diretos, diferentemente da Colômbia, que se opôs ao uso de aviões militares para deportações, o que gerou ameaças de sanções dos EUA. No entanto, o Brasil deve exigir melhores condições de tratamento aos cidadãos brasileiros, especialmente durante o transporte em aeronaves militares.
No sábado 25, a Polícia Federal recebeu os primeiros brasileiros deportados sob a nova política de imigração dos EUA. Os cidadãos chegaram algemados, mas as algemas foram retiradas imediatamente depois do desembarque.
Lula quer detalhes sobre embarques de brasileiros
Lula também solicitou a Mauro Vieira informações detalhadas sobre os embarques realizados nos EUA, para buscar transparência no tratamento dos brasileiros durante o transporte. A pauta será levada à próxima reunião remota da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na próxima quinta-feira 30.
No encontro, Lula pedirá que o órgão emita um comunicado instando os EUA a respeitarem os direitos humanos. A Casa Branca assegurou que todas as ordens foram cumpridas e que não haverá imposição de sanções contra o Brasil.
Essa postura contrasta com a situação que envolve a Colômbia, onde a recusa de receber imigrantes deportados em aviões militares foi percebida como uma ameaça à segurança nacional dos EUA. A ação resultou em uma resposta mais severa do governo norte-americano com ameaças de sansões e embargos econômicos.
Pela primeira vez, desde fevereiro de 2023, a Quaest apontou que a desaprovação do presidente superou numericamente o índice de satisfação
Foto: Ricardo Stuckert
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi reprovado por 49% dos eleitores brasileiros. O dado é da pesquisa Quaest, divulgado nesta segunda-feira (27). Enquanto 47% aprovam o trabalho do presidente. Esta é a primeira vez desde o início da série histórica iniciada em fevereiro de 2023 que a desaprovação supera numericamente a aprovação. Não sabe ou não respondeu ficou em 4%.
No levantamento feito no mês anterior, a aprovação do presidente foi de 52%, enquanto a desaprovação era de 47% e 2% não sabe ou não respondeu a pesquisa na época.
O trabalho da Quaest deste mês apontou que a região Nordeste é a que mais aprovou o governo de Lula. No entanto, a avaliação positiva de 60% mostra uma queda de 2% em relação ao mês anterior, enquanto a reprovação subiu de 32% para 37%. Entre os gêneros, a visão positiva do presidente entre as mulheres recuou de 54% para atuais 49%, enquanto a negativa que era de 44% subiu para 47%. Já 52% dos homens reprovaram o governo, dois a mais do que a divulgação anterior, enquanto a aprovação foi de 45%, queda de 4%.
A atual pesquisa da Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos. O levantamento aconteceu entre os dias 23 e 26 de janeiro, entrevistou 4,5 mil eleitores em todo Brasil. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.
Embaixador do Brasil deu declarações nesta sexta-feira
Lula e Nicolás Maduro Foto: EFE/Andre Borges
Nesta sexta-feira (24), o embaixador do Brasil, Benoni Belli, disse ser “fundamental resguardar” os canais de diálogo do governo Lula (PT) com a ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela. Ele deu declarações durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA).
– Precisamos identificar abordagens construtivas para dar encaminhamento nesta questão. Consideramos fundamental resguardar canais de interlocução com as autoridades venezuelanas – comentou.
Segundo ele, o “isolamento da Venezuela” no passado só resultou na “redução da nossa capacidade, como região, de buscar a contribuir para a superação da crise no país”.
Belli também manifestou preocupação com alegações de perseguição política no país. As informações são da Oeste.
Ex-presidente agradeceu a Donald Trump por ser decisivo na liberação dos reféns sequestrados
Jair Bolsonaro e Lula Foto: EFE/ André Coelho; Foto: EFE/ Andre Borges
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou suas redes sociais, neste sábado (25), para agradecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua atuação decisiva para a liberação dos reféns sequestrados em Israel pelo grupo terrorista Hamas.
Na publicação, o líder da direita no Brasil aproveitou a oportunidade para relembrar o apoio do grupo terrorista ao presidente Lula (PT), o parabenizando por sua eleição, em 2022.
A proposta do presidente de honra do PL é mostrar as conexões e propostas da direita, na contramão dos empreendimentos articulados pela esquerda.
– Obrigado, presidente Donald Trump. O mundo livre agradece – disse Jair Bolsonaro ao publicar um vídeo do encontro das reféns do Hamas com seus familiares.
Em seguida, o ex-presidente destacou:
– Terroristas do Hamas parabenizaram Lula por ocasião de sua eleição em 22.
A Controladoria-Geral da União investiga o caso, depois de denúncia da Ouvidoria do próprio Ministério dos Direitos Humanos
Retaliações teriam ocorrido durante a gestão do ex-ministro Silvio Almeida | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
A Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos informou à Controladoria-Geral da União (CGU) que havia “sérios indícios” de retaliação, praticada pela própria pasta, contra uma servidora que denunciou assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. A ação teria ocorrido durante a gestão do ex-ministro Silvio Almeida. A CGU conduz a investigação.
A servidora, cuja identidade não foi revelada, conversou com o Estadão. Ela disse que recorreu à Ouvidoria em 2 de setembro do ano passado para denunciar retaliações. As represálias teriam acontecido depois de ela ter reportado casos de assédio na Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa LGBTQIA+, liderada por Symmy Larrat.
“A demora nas respostas e a falta de ações concretas para nos proteger evidenciam uma negligência que não afeta apenas a minha saúde mental e financeira, mas também reforça uma cultura de impunidade”, afirmou a funcionária ao jornal.
A denúncia de retaliação investigada pela CGU
De acordo com a Ouvidoria, as práticas denunciadas incluem exclusão de atividades presenciais, descumprimento de obrigações contratuais de pagamento e outras medidas que ferem direitos trabalhistas.
A denúncia não cita diretamente o ex-ministro da pasta, Silvio Almeida. Ele deixou o cargo em setembro do ano passado, depois de ser alvo de acusações de assédio e de importunação sexual. Investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Trabalho, ele nega qualquer irregularidade.
Atualmente, quem comanda a pasta é a ex-vereadora e ativista Macaé Evaristo.
O Ministério afirmou em nota que reforça o compromisso com a integridade de seus trabalhadores e com a criação de um ambiente de trabalho saudável. “A pasta prima pela apuração de todas as denúncias, garantindo o sigilo, o amplo de direito à defesa e a responsabilização nos casos em que ocorreram violações.”
Informação foi confirmada pelo vereador Carlos Bolsonaro
Jair Bolsonaro Foto: EFE/André Borges
A conta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na rede social X foi “invadida e roubada” na noite desta quinta-feira (23), de acordo com o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar informou, em suas redes sociais, que já foram iniciados os trâmites para tentar recuperar o perfil do ex-chefe do Executivo.
– A conta do Twitter de Jair Bolsonaro foi invadida e roubada. Iniciado processo de tentativa de recuperação da mesma. Assim que for e se for resolvido eu aviso imediatamente – escreveu Carlos.
Em meio ao anúncio de Carlos, a conta de Bolsonaro chegou a fazer publicações sobre o suposto lançamento de uma criptomoeda, chamada $BRAZIL, junto a fotos do líder conservador brasileiro ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
– Seguindo os passos do presidente Trump, tenho orgulho de lançar o $BRAZIL – A Moeda do Povo. Isso é mais do que apenas um token; é um movimento pela liberdade, prosperidade e união de todos os brasileiros – dizia a postagem.
Postagem feita após conta de Bolsonaro ser invadida Foto: Reprodução/X
Logo em seguida, na mesma publicação, apareciam letras e números sem sentido algum. Aproximadamente 30 minutos após Carlos informar ao público sobre a invasão do perfil, as postagens sobre a suposta criptomoeda foram excluídas. Ainda não há informação sobre se o ex-presidente conseguiu retomar o controle de sua página.
Para o presidente da Ucrânia, o Brasil perdeu a oportunidade de mediar o conflito, e o líder brasileiro também não terá importância para Trump
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursa durante uma coletiva de imprensa, em meio a ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev – 15/7/2024 | Foto: Serviço de Imprensa da Ucrânia/Reuters
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou nesta quarta-feira, 22, que o Brasil, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), perdeu a oportunidade de desempenhar um papel relevante na mediação de acordos para encerrar a guerra contra a Rússia. Ele afirmou que o petista já não exerce influência significativa nas negociações.
A afirmação ocorreu durante uma pergunta feita pela Rede Globo no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Durante seu discurso no evento, Zelensky comentou a postura do Brasil e de seu líder em relação ao conflito.
“Hoje eu acho que o trem do Brasil, para ser sincero, passou”, disse o presidente ucraniano. “Falei com Lula, nos encontramos e pedi que ele fosse um parceiro para acabar com a guerra etc. Agora ele não é mais um ‘player‘. Ele também não será um ‘player‘ para Trump.”
O presidente ucraniano tem criticado a posição de Lula, que participou de uma proposta de acordo para o fim do conflito ao lado da China. Kiev considerou a iniciativa inaceitável e a interpretou como um reforço às demandas de Moscou.
Em 2024, as relações entre Zelensky e Lula foram marcadas por críticas
As relações entre os dois líderes foram marcadas por trocas de críticas ao longo de 2024. Em abril, Zelensky afirmou à Folha de S.Paulo que Lula cometeria um grande erro ao decidir se reunir com Vladimir Putin, presidente da Rússia. Em setembro, Lula rebateu e disse que Zelensky não avançava no caminho da paz e deveria adotar uma solução diplomática, e não militar.
Nos primeiros dois anos de mandato, Lula tentou se posicionar como mediador no conflito. No entanto, suas declarações foram interpretadas por aliados ocidentais de Kiev como favoráveis a Moscou e não tiveram impacto. Em 2023, durante a Cúpula do G7 no Japão, uma tentativa de encontro entre Lula e Zelensky fracassou. O presidente ucraniano afirmou que a reunião não ocorreu por falta de interesse de Lula.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, destacou a contradição entre o discurso oficial do governo de Jerônimo Rodrigues (PT) e a realidade enfrentada pela população mais vulnerável da Bahia.
“Na propaganda, o PT diz que ‘cuida de gente’, mas, na prática, a coisa é muito diferente. Segundo a ONU, 1,9 milhão de crianças e adolescentes baianos não têm o que comer. Não dá pra fugir dessa realidade, Jerônimo. Infelizmente, esse é o retrato cruel do descaso do seu governo com as políticas de combate à desigualdade na Bahia”, afirmou.
A Bahia lidera rankings preocupantes em diversas áreas. Mais de 112 mil crianças e adolescentes exercem trabalho infantil, enquanto mais da metade das crianças baianas vive em situação de pobreza. Além disso, o estado ocupa o segundo lugar no país em número de crianças e adolescentes privados de acesso à educação, conforme apontam estudos recentes.
Segundo Ministério das Relações Exteriores, diálogo com os Estados Unidos será pautado por pragmatismo
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O governo brasileiro reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que seu país “não precisa do Brasil”. A fala do republicado aconteceu após a cerimônia de posse em seu primeiro dia de mandato.
“Eles precisam muito mais de nós do que nós precisamos deles. Na verdade, não precisamos deles, e o mundo todo precisa de nós”, disse Trump, no momento em que assinava decretos inaugurais de seu 2º mandato à frente dos EUA.
Posição do governo brasileiro
Embora tenha gerado repercussão, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que o diálogo com os Estados Unidos será pautado por pragmatismo, priorizando interesses comuns e descartando reações precipitadas.
Autoridades do governo federal minimizaram a declaração do presidente dos EUA, interpretando-a como parte da retórica habitual de Trump. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a avaliação interna é de que não há surpresa no tom adotado pelo republicano, e a prioridade será manter uma postura cautelosa enquanto se observam os próximos movimentos.
A secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, destacou a intenção de buscar pontos de convergência entre os dois países, apesar das divergências. “Ele [Trump] pode falar o que ele quiser, ele é presidente eleito dos EUA. Vamos analisar cada passo do governo, mas, como somos um povo com fé na vida, vamos procurar apoiar e trabalhar não as divergências, mas as convergências, que são muitas,” afirmou.
A declaração foi dada durante o anúncio oficial da presidência da COP30, no Palácio do Planalto, onde a diplomacia brasileira reforçou seu compromisso com a cooperação internacional.
Ex-presidente expressa indignação com decisão do ministro do STF que o impediu de participar da posse de Donald Trump, nos EUA
Donald Trump convidou Jair Bolsonaro para sua posse na Presidência dos EUA | Foto: Reprodução/Flickr
O ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou sua frustração com a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que o impediu de comparecer à posse de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, na última segunda-feira, 20.
Em entrevista à rádio Auriverde Brasil, na segunda 20, Bolsonaro se referiu a Moraes como “um juiz que é o dono de tudo aqui no Brasil, é o dono da sua liberdade”. “Ele abre inquérito, ele te ouve, ouve o delator; ele é o promotor, ele é o julgador, ele encaminha o seu juiz para fazer parte de audiência de custódia. Tudo ele! Tira teu passaporte”, analisou o líder da direita.
Na entrevista, Bolsonaro rebateu o argumento utilizado por Moraes de que a devolução do passaporte implicaria risco de fuga. “’Ah ele pode fugir’, eu posso fugir agora, qualquer um pode fugir.”
Tentativa de recuperação do passaporte de Bolsonaro
Desde a retenção de seu passaporte, em fevereiro de 2024, Bolsonaro tentou recuperá-lo em quatro ocasiões, mas todas fracassaram. Em seu parecer sobre o caso, Moraes escreveu:
“O cenário que fundamentou a imposição de proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes, continua a indicar a possibilidade de tentativa de evasão do indiciado Jair Messias Bolsonaro, para se furtar à aplicação da lei penal, da mesma maneira como vem defendendo a fuga do país e o asilo no exterior para os diversos condenados com trânsito em julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal”.
Sobre a sentença, o ex-chefe de Estado brasileiro comentou: “Não sou réu. Ele [Moraes] pode fugir do país, eu posso fugir, qualquer um pode fugir”.
Bolsonaro é investigado por possível participação em suposta tentativa de plano de golpe de Estado.
Representação na posse de Trump
Donald Trump Jr. cumprimenta Eduardo durante evento nos EUA | Foto: Reprodução/Instagram
Com a negativa de Moraes, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro representaram o ex-presidente no evento de posse de Trump. Bolsonaro declarou-se constrangido por não poder viajar aos Estados Unidos.