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Intenção do ditador é reverter decisão do grupo, que também vetou a Nicarágua

Maduro chega a Kazan com sua mulher
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chega a Kazan, Rússia, com sua mulher, Cilia Flores – 22.10.2024 | Foto: Alexander Vilf/via Reuters

Depois do anúncio da Cúpula do Brics de que as ditaduras da Venezuela e da Nicarágua tinham sido vetadas para ingressar no grupo, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou em Kazan na noite de terça-feira 22, de surpresa. Embora fosse convidado de Vladimir Putin, o presidente russo, a ida de Maduro não era esperada. Ele havia informado a interlocutores que não iria para a Rússia.

Maduro pretende pressionar pela inclusão da Venezuela no bloco, contando com o apoio russo. Até então, o ditador não planejava participar, mas a resistência do Brasil pode ter motivado sua decisão. Ao chegar a Kazan, Maduro afirmou que sua presença representa um avanço significativo para a geopolítica global.

Diplomatas brasileiros são céticos sobre a possibilidade de uma reviravolta — depois de um consenso ter sido alcançado — e lembram que os próprios russos sabem da atual irritação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o chavista e do esgarçamento das relações. No entanto, reconhecem que pode ocorrer mudança no cenário, uma vez que a cúpula não se encerrou ainda e que a instância decisória máxima é a reunião de líderes.

A posição do Brasil

Na segunda-feira, Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelou que era contra a entrada da Venezuela no bloco. “Há um excesso de nomes colocados à mesa. O Brics tem que conservar a sua essência de países expressivos e com influência nas relações internacionais. Não estou diminuindo os outros países [candidatos], mas para isso tem a ONU e o G-77”, afirmou.

O Brasil era contra a entrada da Nicarágua, que também foi vetada, assim como a Venezuela. Lula e o antigo aliado, Daniel Ortega, se afastaram depois que o Brasil tentou interceder por religiosos católicos perseguidos pela ditadura do aliado de longa data do petista. O embaixador brasileiro em Manágua foi expulso do país em agosto.

Os países convidados para o Brics

cúpula do Brics
O presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan; o ditador chinês, Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, participam de sessão de fotos – 23.10.2024 | Foto: Alexander Zemlianichenko/via Reuters

A nova lista de membros convidados para o Brics inclui Cuba, Bolívia, Indonésia, Malásia, Uzbequistão, Casaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria, Uganda, Turquia e Belarus.

Depois do acordo fechado, a ideia do Brics era não anunciar os novos membros imediatamente. A presidência da Rússia ficou de consultar se os 12 países se comprometem com os critérios de expansão, os princípios e as regras do Brics para chegar a pelo menos dez membros novos.

A intenção era evitar constrangimentos, como a demora da Arábia Saudita em formalizar a adesão e a recusa formal da Argentina de Javier Milei, depois dos convites anunciados durante a expansão do ano passado.

Esses novos países não se tornarão membros “plenos” do Brics, como os atuais — Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã. A ampliação acertada nesta terça na Rússia cria uma nova categoria de associação, os chamados países “parceiros”.

Segundo o Itamaraty, entre as condições avaliadas estavam relevância política, equilíbrio na distribuição regional dos países, alinhamento à agenda de reforma da governança global, inclusive do Conselho de Segurança da ONU, rejeição a sanções não autorizadas pelas Nações Unidas no âmbito do conselho e relações “amigáveis” com todos os membros.

Redação Oestecom informações da Agência Estado


Artigo de opinião de Josette Goulart da TixaNews

Trump faz ataques a Kamala durante evento no McDonald's
Trump faz ataques a Kamala durante evento no McDonald’s Imagem: TixaNews

As pesquisas eleitorais americanas erraram bastante nas duas últimas eleições. Em 2016, elas previram que a Hillary ia ganhar e o Trump é que ganhou. Em 2020, previram que Biden ia ganhar com uma boa margem de diferença, ganhou por poucos votos. Agora em 2024, só o que as pesquisas dizem é que eles estão empatados (assim fica fácil porque ninguém crava nada e deixa a serviço de Deus).

Dito isso, faltando 16 dias para as eleições (sim, BRASEW, apenas duas semanas), vou falar das pesquisas porque a gente gosta de especular mesmo.

E o que as pesquisas estão dizendo é que parece estarmos no meio de uma onda Trump. Ok, pode ser que seja só uma ondinha. Tem 16 dias aí para tudo mudar.

Tixa, mas você escreveu que as pesquisas estavam mostrando empate. E estão, darling. Empate técnico.

Mas a Kamala Harris vem perdendo pontos dentro da margem de erro. Pelo agregado das pesquisas feito pelo New York Times, Kamala está apenas um ponto na frente de Trump. É a sua menor liderança desde a convenção democrata. (Nem aquele US$ 1 bi que ela arrecadou fizeram diferença.)

O combinado das pesquisas da semana passada mostram uma mudança de direção. Se a gente reparar que o noticiário só fala de Trump, já dava para notar essa ondinha. Mais eis os dados:

Sim, mas?

Os analistas do site Politico dizem que está tendo uma escassez de pesquisas que eles consideram de alta qualidade (que conseguem captar melhor o público eleitor que fica meio escondido). No fim de semana, não teve nenhuma pesquisa importante divulgada, mesmo faltando só duas semanas para a eleição. E pior, relatam que a escassez de pesquisas nos estados indecisos é pior ainda. Isso é verdade, e estamos falando dos estados que vão decidir a eleição.

“O que é menos claro é se — se você estiver olhando para agregadores de pesquisas como RealClearPolitics, FiveThirtyEight ou Nate Silver’s Silver Bulletin — está distorcendo a visão do público sobre as corridas”, diz o Steven Shepard, que é um editor sênior de campanhas e eleição.

E estes são justamente os agregadores que a gente olha, BRASEW.

Por que Trump pode vencer?

O Nate Silver, por exemplo, que é um cara super respeitado no mundo das pesquisas, chegou a escrever no fim de semana os 24 motivos pelos quais Trump pode vencer. Sim, darling, teve isso. Vou listar aqui 16 pontos:

  1. A inflação chegou a 9% no meio do mandato de Biden. Ela diminuiu, mas os preços continuam altos.
  2. Percepção de que a economia não está bem e com crescimento lento da renda líquida das pessoas. E os eleitores sentem nostalgia dos primeiros anos de Trump.
  3. O populismo de Trump é altamente eficaz.
  4. A imigração foi de fato um problema sério no começo do governo biden.
  5. Kamala estava muito à esquerda em 2019, mudou isso agora, mas não explicou bem porque mudou.
  6. Vibrações culturais seguem indo para a direita. Homens jovens, especialmente, estão dando essa guinada.
  7. O domínio dos democratas entre eleitores negros e grupos raciais está diminuindo.
  8. Kamala começou tarde a corrida.
  9. Na corrida de 2016, os eleitores indecisos se opuseram fortemente a votar em uma mulher. (Por isso Trump não para de chamá-la de estúpida, burra, mentalmente incapaz. E também por isso, Obama subiu no palco de comícios para dar puxão de orelhas em homens que não votam em mulheres. Tem até um comercial da campanha de Kamala com homens estereotipados dizendo que são ainda mais homens porque votam em mulheres.)
  10. Confiança na mídia caiu de maneira abissal.
  11. Trump é um vigarista clássico, mas a arte do golpe é frequentemente eficaz (é o Nate que está dizendo, darling, direcione seu ódio para ele).
  12. O mundo se tornou mais instável no mandato de Biden com todas essas guerras.
  13. A guerra de Israel e Hamas, especialmente, dividiu a base democrata.
  14. O Musk Siberiano, o homem mais rico do mundo e superinfluente, entrou com tudo na campanha (aliás, a mais nova dele é sortear US$ 1 milhão por dia para eleitores registrados nos estados indecisos que assinarem aquela petição dele em favor da liberdade de expressão e das armas).
  15. Trump quase foi morto no começo da campanha.
  16. Kamala surfou uma boa onda o que a colocou numa posição interessante nas pesquisas, comparado com o que Biden tinha. Mas não conseguiu dar uma visão clara de suas propostas ao País. Sem os bons fundamentos da economia, fica difícil.

Os indecisos

Mas se tem uma campanha empatada aí nas pesquisas, significa que os candidatos precisam ganhar os indecisos dos sete estados-campo de batalha.

A estratégia da Kamala

A campanha da Kamala acredita que existem 10% de eleitores indecisos (a pesquisa New York Times diz que são menos de 4%). Mas eles acham que muitas mulheres republicanas podem mudar o voto por conta da política de aborto. Mas elas querem saber mais o que Kamala tem a dizer sobre a economia e a política de fronteira. Sim, darling, por isso Kamala foi dar entrevista na FoxNews, na semana passada. Mas também em vários outros programas porque não é fácil atingir uma audiência fragmentada como a dos dias de hoje.

Além disso, ela desfila por aí com a tal Liz Cheney (que já foi congressista republicana) e com mais uma penca de republicanos para mostrar: tá vendo? você mulher republicana também pode vir para o nosso lado nesta eleição.

Eles também começaram a fazer propaganda durante a programação diurna da FoxNews quando mais mulheres assistem ao canal.

Estratégia de Trump

As pesquisas da campanha de Trump mostram que os eleitores dos campos de batalha são seis vezes mais motivados por suas visões da guerra de Israel em Gaza do que em outros estados.

Cerca de 25% dos eleitores indecisos são homens negros. E os indecisos estão focados na economia porque sofrem dificuldades financeiras. Eles ganham menos do que os eleitores que já se decidiram. Aí, a estratégia de dizer o tempo todo que a economia está mal no governo Biden, que Kamala é uma continuação do Biden. De fazer sorteios milionários ?. De ser funcionário por um dia no McDonald’s?

Para os Perdidos: Trump vestiu o avental de uma das lojas McDonald’s neste fim de semana para confrontar a Kamala que diz que começou a vida trabalhando no McDonald’s e não como bilionária como Trump.

Resumo da ópera: ninguém sabe o que vai acontecer. Muito menos eu.

Informações UOL


Desde Madrid, Maria Corina Machado conclamou a oposição a concentrar esforços na data de 10 de janeiro, quando, pela Constituição, o presidente eleito assume o cargo

Maria Corina Machado oposição Venezuela
Regime de Maduro está mais isolado do que nunca, diz Maria Corina Foto: RS/Fotos Públicas

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou neste domingo, 20, que o governo do ditador Nicolás Maduro está próximo do fim. Segundo ela, a coalizão opositora se fortaleceu depois das últimas eleições e está mais focada do que nunca na busca por mudanças.

“Vamos tirar Maduro do cargo”, declarou durante sua participação no congresso do partido Voluntad Popular, realizado em Madrid, onde ela está exilada. As informações são do El Diario NY.

Machado conclamou a oposição a concentrar esforços na data de 10 de janeiro, quando esperam que Edmundo González Urrutia assuma a presidência da Venezuela, conforme reportado pela agência EFE. A oposição o considera o verdadeiro vencedor das eleições de 28 de julho. 

A data de 10 de janeiro de 2025 foi citada porque é o dia que a Constituição estabelece para a posse do presidente eleito.

Embora o Conselho Nacional Eleitoral tenha anunciado a suposta vitória de Maduro, até agora não foram apresentadas evidências que comprovem isso, observa o El Diario. A oposição insiste que González ganhou e publicou as atas que coletou no dia das eleições.

“O dia 10 de janeiro é fundamental, e precisamos direcionar todas as nossas forças para essa data”, disse a líder, ao afirmar que o regime de Maduro está mais isolado do que nunca. Ela também enfatizou que não há retorno no caminho para a mudança e reafirmou seu compromisso de seguir adiante.

Leopoldo López, que lidera o Voluntad Popular, respondeu às declarações de Machado a partir de Madrid. Ele disse que seu partido não permitirá divisões internas e que os resultados do dia 28 de julho devem ser respeitados antes de quaisquer novas eleições.

“Maduro não conseguirá evitar essa data, nem o dia 10 de janeiro”, declarou com convicção.

Edmundo González, candidato da coalizão opositora, também enviou uma mensagem gravada. Nela, destacou a importância da união entre as forças democráticas para garantir que a vontade do povo venezuelano, conforme ressalta, expressa nas urnas há quase três meses, seja respeitada.

Espaço de encontro fora da Venezuela

González é alvo de um mandado de prisão solicitado pelo Ministério Público e aceito pela Justiça venezuelana. Ele foi, no mínimo, o terceiro opositor de peso do regime de Maduro a sair da Venezuela em busca de asilo político. Ele se mudou para a Espanha em setembro último.

Machado ressaltou que a comunidade internacional reconhece o caráter autoritário do ditador Maduro. Ela destacou, como um ponto positivo, que foi alcançada uma união entre diferentes setores da sociedade venezuelana. Dentro e fora do país. “Conseguimos unir esquerda e direita, ricos e pobres, para lutar contra a ditadura”, acrescentou.

O congresso reuniu membros do Voluntad Popular de mais de 23 países. Funcionou como um espaço de encontro para a oposição venezuelana. Os opositores continuam com as manifestações a partir de outros países, por estarem exilados pela ditadura.

“Nós não nos renderemos”, garantiu Leopoldo López, que, depois de ficar preso por três anos, 2014 a 2017, permaneceu sob prisão domiciliar, até, que, em 2017, se refugiou na Embaixada da Espanha. Lá, ficou por cerca de dois anos, até fugir da Venezuela, em 2020. Atualmente também mora em Madrid.

Informações Revista Oeste


Reprodução/X/@EdmundoGU

Em um cenário político tenso, a oposição venezuelana veio a público através da Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta terça-feira (15), para afirmar que seu candidato, Edmundo González Urrutia, conquistou uma vitória significativa nas recentes eleições presidenciais realizadas em 28 de julho. Segundo Gustavo Silva, porta-voz da equipe de campanha da maior coalizão de oposição, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), González teria saído vitorioso em todos os 23 estados do país e na capital, Caracas.

Relatório de Resultados e Alegações de Irregularidades

A afirmação foi feita durante a apresentação de um relatório na OEA, em Washington, onde Silva destacou que as evidências indicam que Edmundo González Urrutia foi o candidato eleito pela população venezuelana. Silva ressaltou que González obteve maioria dos votos nos municípios classificados como de pobreza moderada, intermediária e alta.

A oposição contestou o resultado oficial divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que declarou a reeleição de Nicolás Maduro. Baseado em 83,5% dos resultados das urnas, atingidos por intermédio de cidadãos voluntários que atuaram nas seções eleitorais, o relatório da PUD sugere falhas no processo oficial.

Evidências e Documentação Eleitoral

Como prova de autenticidade, Gustavo Silva explicou detalhes técnicos dos documentos eleitorais analisados, mencionando o uso de códigos alfanuméricos ou HASH, que deveriam garantir a integridade da informação relacionada às seções eleitorais, hora, data e máquina de impressão. Segundo ele, estas informações são cruciais para verificar a autenticidade das atas coletadas após a votação.

Desafios da Oposição e Reações Internacionais

O ambiente político na Venezuela continua desafiador para a oposição. González Urrutia, alega Silva, encontra-se em “exílio forçado”, enquanto outras figuras proeminentes da oposição como María Corina Machado permanecem em situação de risco, algumas em locais não divulgados, enquanto membros da coalizão estão refugiados em embaixadas ou até mesmo detidos.

Organizações internacionais, como o Carter Center, também expressaram preocupações sobre o processo eleitoral. Em 2 de outubro, o Center apresentou relatórios à OEA, levantando questões sobre a transparência do CNE, exigindo explicações mais claras sobre os dados utilizados para declarar o vencedor oficial, destacando que a falta de transparência não condiz com os padrões globais.

Consequências e Expectativas Futuras

Enquanto a controvérsia sobre o processo eleitoral ainda paira, a comunidade internacional observa atentamente o andamento dos eventos na Venezuela. As alegações de fraude e falta de transparência feitas pela oposição podem intensificar as tensões internas e externas, potencialmente influenciando tanto a política venezuelana quanto as relações diplomáticas com outros países da região.

Informações TBN


Créditos: depositphotos.com / palinchak

Com a aproximação da cúpula do G20 planejada para acontecer no Brasil nos dias 18 e 19 de novembro, a potencial participação do presidente russo, Vladimir Putin, está gerando debates internacionais intensos. Esta possibilidade ganha relevância particular devido ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin em março de 2023, que o acusou de crimes de guerra relacionados à deportação de crianças na Ucrânia. A questão coloca o Brasil, um Estado-parte do Estatuto de Roma, em uma posição delicada no cenário geopolítico.

O procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, destacou a importância de uma resposta coordenada da comunidade internacional para responsabilizar líderes acusados de crimes. Em entrevista, Kostin enfatizou que, caso Putin participe da cúpula no Brasil, as autoridades brasileiras teriam o dever legal de detê-lo, em conformidade com suas obrigações sob o Estatuto de Roma. Falhou nesse dever, ele argumenta, correria o risco de se criar um precedente perigoso que permitiria a líderes acusados de criminosos viajarem sem restrições.

Posicionamento do Kremlin e Reações Internacionais

Apesar das discussões, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comunicou que ainda não se tomou uma decisão sobre a participação de Putin na cúpula no Brasil. Nas ocasiões anteriores, o Kremlin desconsiderou o mandado do TPI e minimizou a possibilidade de prisão. Entretanto, a ausência de Putin em reuniões passadas, como a cúpula dos Brics na África do Sul, onde participou de forma online, indica uma cautela frente a esses mandados judiciais.

Convite Brasileiro e Perspectivas Futuras

O Brasil, como anfitrião das reuniões do G20 em novembro, enviou um convite padrão a Putin, mas até agora não obteve confirmações sobre a participação do presidente russo. Esta falta de confirmação, no entanto, não diminui a atenção sobre o evento, dada a importância diplomática e política do fórum, bem como as suas implicações legais. Observadores internacionais permanecem atentos para entender como o Brasil poderá equilibrar suas responsabilidades legais com interesses diplomáticos.

A eventual participação de Putin em solo brasileiro poderia testar a aplicação do Estatuto de Roma e a eficácia do TPI na imposição de justiça para crimes de guerra. O caso exemplifica os desafios enfrentados pelos órgãos internacionais na busca por responsabilização e justiça, em um mundo onde questões legais e políticas frequentemente se entrelaçam. A resposta do Brasil, portanto, será observada de perto, não apenas por sua relevância imediata, mas também por seu potencial impacto nos mecanismos futuros de governança global.

Informações TBN


Organização acompanhou o pleito presidencial de julho e concluiu que a disputa não foi democrática

González atas eleitorais venezuela
Os oposicionistas Edmundo González e María Corina Machado, durante comício na Venezuela – 23/07/2024 | Foto: Comando Con Vzla y José Altuve

O Centro Carter apresentou nesta quarta-feira, 2, à Organização dos Estados Americanos (OEA), as atas eleitorais originais do pleito presidencial da Venezuela, que ocorreu em 28 de julho. Esses documentos, de acordo com o observador internacional, evidenciam a vitória do líder opositor Edmundo González sobre o ditador Nicolás Maduro.

Mesmo sem apresentar atas, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), ligado ao governo venezuelano, declarou Maduro vitorioso para um terceiro mandato de seis anos. No entanto, a comunidade internacional considerou a eleição uma fraude.

Código atesta que González é o novo presidente da Venezuela

A assessora do Centro Carter para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, destacou a importância das atas e a sua lisura, pois elas continham um código QR confiável.

“Acabo de receber o que foi enviado por correio internacional e gostaria de compartilhar com vocês depois da sessão para que possam ver que estas são atas originais da Venezuela que têm um código QR muito significativo”, afirmou Jennie.

O código QR, segundo Lincoln, permitiu que testemunhas e observadores eleitorais coletassem informações em milhares de centros de votação de forma sistemática. Todos usaram, inclusive, dados originais que o próprio CNE forneceu previamente. Esse detalhe foi considerado crucial nas eleições.

Oposição também publicou atas eleitorais

A oposição, liderada por María Corina Machado e Edmundo González, publicou em um site atas de aproximadamente 80% das urnas do país. Isso resultou em investigações do Ministério Público venezuelano e em um mandado de prisão contra González. Hoje, o político encontra-se na Espanha, onde buscou asilo político. 

Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’ e que não sente ressentimentos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Edmundo González, que agora é asilado político na Espanha, disse que seu ‘compromisso não se baseia em uma ambição pessoal’, mas no povo da Venezuela | Foto: Reprodução/Redes sociais

As informações divulgadas pela oposição alegam que Edmundo González obteve mais de 67% dos votos, enquanto Nicolás Maduro alcançou 31%. María Corina Machado, ao responder à apresentação das atas, afirmou: 

“O mundo sabe o que aconteceu em 28 de julho; agora tem a verdade em suas mãos”.

Contudo, a responsabilidade de proclamar o resultado recai sobre a autoridade eleitoral, conforme mencionou o Centro Carter.

Mesmo sem provas oficiais, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano, alinhado ao regime de Maduro, referendou o resultado do Centro Nacional Eleitoral, que deu vitória ao ditador, e proibiu a divulgação das atas.

Logo depois da votação, a Organização das Nações Unidas (ONU) atestou a segurança das atas eleitorais que a oposição divulgou. Depois das eleições, tanto os observadores da ONU quanto do Centro Carter deixaram a Venezuela.

Informações Revista Oeste


Proposta também pretende impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro do STF

Alexandre de Moraes suspendeu o uso da plataforma no dia 31 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters; EUA, ESTADOS UNIDOS CENSURA
Alexandre de Moraes suspendeu o uso da plataforma Twitter/X no dia 31 de agosto | Foto: Adriano Machado/Reuters

O Partido Republicano nos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira, 1º, um projeto de lei que, se aprovado, vai restringir a cooperação financeira e judicial entre órgãos norte-americanos e instituições brasileiras. A medida é uma resposta às ordens de censura de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Twitter/X no Brasil.

A Lei de Não Financiamento ou Aplicação de Censura no Exterior pretende “proteger e promover os valores norte-americanos no exterior, incluindo os direitos de liberdade de expressão consagrados na Constituição dos Estados Unidos e no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos”.

Essa proposta também poderá impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro contra a liberdade de expressão.

Projeto dos EUA quer bloquear cooperação com entidades que colaborem com a censura de Moraes 

O texto quer proibir que os EUA aceitem pedidos de “entidades estrangeiras” por cooperação em medidas judiciais. Isso se o procurador-geral determinar que o pedido vai “causar, facilitar ou promover a censura” à liberdade de expressão, que é garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O projeto inclui solicitações que afetem plataformas digitais sediadas no país, como o Twitter/X.

“É o senso do Congresso que o governo dos Estados Unidos deve promover os valores universais da liberdade de expressão em todo o mundo e não deve facilitar nem promover a censura on-line por meio de programas de assistência estrangeira e não deve facilitar a censura on-line por meio da cooperação com governos estrangeiros e suas agências de aplicação da lei”, diz trecho do documento.

Ainda de acordo com a proposta dos congressistas, “nenhuma assistência pode ser fornecida sob a assistência estrangeira, para o benefício de qualquer entidade estrangeira, se o secretário de Estado tiver informações confiáveis ​​de que tal instituição se envolveu, facilitou ou promoveu ou eminentemente se envolverá, facilitará ou promoverá a censura de discurso legal on-line”.

Acusações contra a administração Biden-Harris

Republicano acusa o presidente Joe Biden e a vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, de ajudar a promover a censura no Brasil | Foto: Reuters/Carlos Barria

O projeto é de autoria do republicano Chris Smith. Segundo ele, houve apoio do governo do presidente Joe Biden e da vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, “à censura” no Brasil.

“A administração Biden-Harris transformou programas de assistência estrangeira dos EUA em armas e outros meios para promover a censura no Brasil e reprimir a liberdade de expressão, que seria protegida pela nossa Constituição dos EUA aqui em casa”, afirmou Smith.

Ele também mencionou um relatório da Civilization Works, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, intitulado “O papel do governo dos EUA no complexo industrial de censura do Brasil”.

“Embora pareçam operar de forma independente, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral são fortemente influenciados por organizações não governamentais financiadas pelo governo dos EUA”, diz o texto. “Além disso, várias agências e autoridades dos Estados Unidos têm desempenhado um papel no incentivo e na facilitação da censura no Brasil”, afirma.

Informações Revista Oeste


Créditos: depositphotos.com / gints.ivuskans

Ryan Wesley Routh está preso desde domingo (15), quando tentou fugir de agentes do Serviço Secreto nos arredores do campo de golfe do ex-presidente Trump onde ocorreu o incidente. Ele se encontra detido e enfrenta sérias acusações.

Segundo as investigações, Routh esteve nas redondezas do campo de golfe por aproximadamente 12 horas. Durante esse tempo, ele chamou a atenção das autoridades ao tentar se evadir com uma arma escondida. Esta situação gerou grande alarde e preocupações a respeito da segurança de figuras políticas importantes.

Quais são as acusações contra Ryan Wesley Routh?

Routh foi formalmente indiciado por posse ilegal de arma de fogo. As acusações incluem a posse de uma arma com o número de série raspado e a posse de arma após uma condenação anterior, o que pode resultar em uma pena de até 20 anos de prisão. A situação se agravou quando os agentes do Serviço Secreto encontraram um cano de fuzil escondido em um arbusto nas proximidades de Trump.

A detenção de Routh foi o resultado de uma operação da polícia local. Durante essa operação, as autoridades apreenderam um fuzil semiautomático. As investigações indicam que Routh poderia estar planejando um ataque não apenas contra Trump, mas também contra os agentes do Serviço Secreto.

Qual é o histórico criminal de Ryan Wesley Routh?

Com 58 anos, Routh possui um histórico criminal que inclui condenações por posse de arma e por roubo de bens. Além disso, as suspeitas sobre suas intenções aumentaram considerando seu comportamento suspeito e a presença de armas ilegais.

O ex-presidente Donald Trump atribuiu a tentativa de ataque à “retórica” da vice-presidente Kamala Harris e do presidente Joe Biden. Em resposta, o presidente Biden expressou alívio pela segurança de Trump e solicitou mais recursos para o Serviço Secreto, enfatizando que a violência política não deve ter espaço nos Estados Unidos. A vice-presidente Kamala Harris também se manifestou, condenando a violência e reforçando a necessidade de um ambiente político seguro.

Este incidente ressaltou a importância de fortalecer as medidas de segurança para proteger líderes políticos e evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. O desenrolar do caso de Ryan Wesley Routh será acompanhado de perto, uma vez que envolve não apenas questões de segurança nacional, mas também debates sobre a posse de armas e a violência política nos Estados Unidos.

Informações TBN


Disparos foram feitos na tarde deste domingo, 15, perto da casa do candidato republicano, que não foi atingido

donald trump - debate eleitoral nos eua
Donald Trump está bem, de acordo com o FBI e integrantes de sua equipe de campanha | Foto: Reprodução/YouTube/Revista Oeste

O Serviço Secreto dos Estados Unidos e a chefia da campanha do republicano Donald Trump disseram neste domingo, 15, que Trump estava em segurança depois que tiros foram registrados nas proximidades de sua casa na Flórida. Uma pessoa foi detida, de acordo com a polícia local.

Não ficou imediatamente claro se os tiros relatados tinham como alvo o ex-presidente. A Fox News e a CNN informam que “as autoridades estão tratando o caso como uma potencial tentativa de assassinato, e prenderam um suspeito”. 

O homem, que não foi imediatamente identificado, estava supostamente armado com um rifle quando os agentes atiraram nele.

O Serviço Secreto dos EUA disse que estava investigando e que o incidente ocorreu pouco antes das 14h local (15h no horário de Brasília). “O ex-presidente está seguro”, segundo o Serviço Secreto. “A intenção agora é desconhecida”, acrescentou a porta-voz do Gabinete do Xerife do Condado de Palm Beach, na Flórida.

Também não foram registrados feridos no incidente. As autoridades do Condado de Palm Beach afirmam que os tiros aconteceram próximo ao campo de golfe de Trump, em West Palm Beach, enquanto o ex-presidente estava no clube.

Trump havia retornado à Flórida neste fim de semana, depois de uma turnê pela Costa Oeste que incluiu um comício na noite de sexta-feira 13 em Las Vegas e um evento de arrecadação de fundos em Utah.

A campanha não forneceu imediatamente nenhum detalhe adicional.

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Casa Branca foi informada sobre tiros perto da casa de Trump

A Casa Branca disse que o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris, candidata democrata à presidência, foram informados sobre os tiros perto da casa de Trump e serão mantidos atualizados sobre a investigação. A Casa Branca acrescentou que estava “aliviada” por saber que Trump estava a salvo.

O atentado contra Trump em julho

Donald Trump
Trump, logo depois de ser atingido na Pensilvânia, em julho | Foto: Reprodução/Redes sociais

Há cerca de dois meses, Trump foi baleado durante uma tentativa de assassinato em um comício na Pensilvânia, e uma bala passou de raspão em sua orelha. O atirador foi identificado pelo FBI como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos. Ele tinha pesquisado na internet informações sobre Trump e tinha fotos dele salvas em seu celular, de acordo com legisladores e outras pessoas ligadas à investigação.

Crooks trabalhava em uma casa de repouso em Bethel Park, na Pensilvânia, e visitou o local de comício de Trump na semana anterior ao atentado. Autoridades afirmam que o atirador disparou um rifle estilo AR contra Trump de um telhado fora do perímetro de segurança do comício, matando uma pessoa na multidão e ferindo gravemente outras duas.

Informações Revista Oeste


Jose Haro defendeu centenas de vítimas da repressão de Maduro

Sob o controle de Maduro, Legislativo da Venezuela quer regular redes sociais
Nicolás Maduro, ditador no comando da Venezuela | Foto: Reprodução/Twitter/X 

Para Jose Vicente Haro, 50 anos, a ditadura conduzida por Nicolás Maduro na Venezuela se assemelha ao regime imposto à União Soviética por Josef Stálin — um dos mais repressivos da história. Haro é o advogado de Edmundo González — o candidato que se opôs ao ditador venezuelano nas últimas eleições e agora se refugiou na Espanha, onde aguarda aprovação de um pedido para asilo político.

“O regime stalinista se baseava em um ‘estado geral de suspeita’”, disse Haro em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo ao fazer a comparação. “Os cidadãos não podiam opinar. Todos eram culpados a menos que se comprovasse o contrário.”

Maduro é acusado por Gozález de fraude nas eleições de julho. O pleito gerou desconfiança na comunidade internacional. Nem mesmo o governo Lula, aliado do ditador, reconheceu o resultado oficial propagado pelo regime, que declarou Maduro como reeleito. 

A saída da Venezuela

González chegou à Espanha no último domingo, depois de passar dias escondido em embaixadas em seu país de origem. A primeira delas foi a da Holanda. Temendo pela segurança das pessoas no local, o cônsul holandês não informou ao governo venezuelano sobre a concessão de abrigo.

Em seguida, González se mudou para a Embaixada da Espanha, onde permaneceu por alguns dias até sair da Venezuela.

A decisão de deixar o país ocorreu depois do cerco à embaixada argentina. “Ao longo daquela semana, ele já sentia que a pressão havia aumentado”, disse Haro. “Mas o assédio dos órgãos de segurança do Estado foi um sinal do que o oficialismo era capaz de fazer.”

Esse não é o primeiro perseguido político do regime chavista que Haro defende. Ao todo, o advogado representou 337 casos de vítimas de prisões políticas e arbitrárias. Na lista: estudantes, sindicalistas, e trabalhadores. Todos conseguiram a liberdade, a maioria deles foi para o exílio — e apenas um segue na Venezuela. “Alguns eram menores de idade, uma coisa horrível”, lembra.

Cerco à embaixada argentina

Na sexta-feira, 6 de setembro, a polícia venezuelana cercou a embaixada argentina. O ato durou até o sábado 6, quando Gonzáles recebeu um salvo-conduto para deixar seu país.

A missão argentina abriga outros seis opositores da ditadura. O grupo está na instalação desde março, quando Ministério Público venezuelano emitiu um mandado de prisão contra eles.

Maduro rompeu relações diplomáticas com o governo argentino em agosto. O ato levou o Brasil a assumir a custódia da embaixada da Argentina no país.

No fim de semana de cerco, a polícia da Venezuela chegou a impedir a entrada de comida na embaixada, segundo a CNN. Em março, os asilados denunciaram o corte do fornecimento de eletricidade para o local.

Informações Revista Oeste

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