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Presidente Delcy Rodríguez sanciona medida e fala em ‘mais democracia, justiça e liberdade’

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, promulgou a Lei de Anistia geral nesta quinta, 19: "Porta para a reconciliação" | Foto: Reprodução/X
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, promulgou a Lei de Anistia geral nesta quinta, 19: “Porta para a reconciliação” | Foto: Reprodução/X

Justiça da Venezuela concedeu, na noite da sexta-feira 20, liberdade a 379 presos políticos depois da aprovação de uma lei de anistia pela Assembleia Nacional.

A medida foi sancionada pela presidente interina Delcy Rodríguez. Em pronunciamento na televisão estatal, ela disse que a iniciativa representa um passo na construção de “uma Venezuela mais democrática, mais justa e mais livre”.

O alcance da anistia; entenda

A lei prevê a extinção de processos e penas relacionados a crimes de natureza política cometidos no contexto de disputas institucionais e protestos registrados nos últimos anos no país.

Apesar das libertações anunciadas, especialistas e organizações de direitos humanos apontam que a norma não contempla todos os casos. Entre os possíveis excluídos estariam militares e civis acusados de crimes classificados como terrorismo ou de participação em ações armadas contra o Estado.

Antes desta rodada de solturas, estimativas indicavam que cerca de 650 pessoas ainda permaneciam presas por motivos políticos na Venezuela. Ainda na sexta-feira, durante a madrugada, o líder oposicionista Juan Pablo Guanipa anunciou que estava “totalmente livre”.

Aliado de María Corina Machado, Guanipa ficou detido por nove meses sob acusações de conspiração. Ele havia sido libertado no último dia 8, mas foi novamente preso horas depois, sob alegação de descumprimento de medidas cautelares. Desde então, estava em prisão domiciliar.

Familiares de presos políticos mantêm vigília em frente a unidades prisionais desde 8 de janeiro, quando o governo anunciou o início do processo de libertação. O impacto efetivo da nova lei dependerá da análise individual de cada caso pelo sistema judicial venezuelano.

Informações Revista Oeste


Apesar da fala do norte-americano, confirmação oficial por parte do governo mexicano ainda não ocorreu até o momento

O presidente dos EUA, Donald Trump: responsáveis deverão 'pagar um preço alto' | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Twitter/X

Depois de ter emitido uma ordem executiva em que ameaçou aplicar tarifas extras a países que exportam petróleo bruto para Cuba, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta segunda-feira, 2, que o México pretende interromper o envio do produto à ilha caribenha. A confirmação oficial por parte do governo mexicano ainda não ocorreu até o momento.

Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump classificou Cuba como “uma nação falida”. Ela ainda enfatizou que a medida busca combater o que considera uma “ameaça excepcional” à segurança nacional norte-americana. 

Cuba, afetada por embargo econômico dos EUA há mais de 60 anos, enfrenta atualmente a pior crise desde o fim da ex-parceira União Soviética, em 1991.

Efeitos do possível corte de Trump 

Bandeira de Cuba / Foto: Humam Musawwir/Pexels
Bandeira de Cuba | Foto: Humam Musawwir/Pexels

Nos últimos anos, o fornecimento de petróleo venezuelano foi essencial para a sobrevivência da economia cubana. Porém, desde a prisão do ditador deposto Nicolás Maduro, esse apoio foi cortado, o que agravou a situação. O eventual bloqueio do petróleo mexicano pode intensificar ainda mais as carências e os apagões que já impactam a população cubana.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, ressaltou o temor de prejudicar relações comerciais com os EUA, maior parceiro do país. Ela afirmou que não deseja expor o México a riscos de sanções. 

Apesar disso, alertou sobre “uma crise humanitária de grande alcance” em Cuba e informou que enviará auxílio humanitário ainda nesta semana, sem ignorar as possíveis consequências do decreto norte-americano.

Trump também relatou, nesta segunda-feira, 2, que o governo dos EUA está em tratativas com autoridades cubanas. “Acho que estamos bem perto [de um acordo]”, disse, sem fornecer detalhes adicionais. 

Contudo, Havana acusa Washington de tentar “estrangular” sua economia, enquanto o vice-ministro das Relações Exteriores cubano afirmou que a população do país está sendo forçada a enfrentar um momento difícil, o qual exige “um alto grau de criatividade, estoicismo e austeridade”. Segundo ele, Cuba já vinha “se preparando” para possíveis ações do governo Trump e que “não é algo que nos pegou de surpresa”.

Informações Revista Oeste


Líder chavista tenta equilibrar discurso nacionalista com acordos energéticos com Donald Trump

Delcy Rodríguez
A fala ocorre três semanas depois da ofensiva militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Estanislao Santos/Instituto PATRIA/Flickr

A líder interina do regime chavista, Delcy Rodríguez, endureceu o discurso contra os Estados Unidos e rejeitou a permanência de influência estrangeira sobre a Venezuela. Em pronunciamento neste domingo, 25, ela declarou que o país não aceitará mais ordens de Washington.

“Já basta das ordens de Washington sobre políticos na Venezuela”, disse Rodríguez, em discurso no Estado de Anzoátegui. “Que seja a política venezuelana a resolver nossas divergências e nossos conflitos internos. Já basta de potências estrangeiras.”

A fala ocorre três semanas depois da ofensiva militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro. Em Nova York, o ditador responde por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse ilegal de metralhadoras.

No sábado 24, Rodríguez já havia solicitado a abertura de conversas com forças dissidentes. “Não pode haver diferenças nem políticas nem partidárias quando se trata da paz na Venezuela”, disse. “A partir das diferenças, temos que nos falar com respeito. A partir das diferenças, temos que nos encontrar e alcançar a todos.”

A Venezuela enfrenta um regime ditatorial há anos. Em 2024, protestos contra a permanência de Maduro no poder resultaram na prisão de mais de 2 mil pessoas em apenas dois dias. O país também segue sob um estado de comoção que criminaliza o apoio a ações militares dos EUA.

Enquanto ataca os EUA, Rodríguez embolsa milhões de Washington

Enquanto critica a influência norte-americana, Rodríguez celebra os milhões de dólares recebidos dos EUA pela venda de petróleo. Nos últimos dias, o governo de Donald Trump repassou US$ 300 milhões à Venezuela, referentes ao primeiro pagamento do acordo de fornecimento de 50 milhões de barris firmado entre Washington e Caracas.

Durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, Trump afirmou que a Venezuela buscou rapidamente um acordo com Washington logo depois da captura de Maduro. Segundo ele, Rodríguez demonstrou interesse em firmar parcerias e, inclusive, incentivou outros países a seguirem o mesmo caminho firmado por Caracas.

Informações Revista Oeste


Presidente americano precisou trocar de aeronave ao viajar para Davos, na Suíça

Trump em viagem para a Suíça Foto: EFE/EPA/Aaron Schwartz / POOL

O avião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um “problema elétrico menor” na noite desta terça-feira (20), quando iniciava sua viagem rumo ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e precisou retornar à base em Washington para a ser trocado por outra aeronave.

De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a tripulação do Air Force One detectou o problema quando haviam transcorrido apenas 45 minutos de voo e os passageiros precisaram voltar à Base Conjunta Andrews, em Washington.

Na base, o presidente americano trocou de avião para retomar sua viagem rumo à Suíça, onde deve discursar nesta quarta (21) no Fórum de Davos, embora se preveja um atraso em sua chegada.

Segundo os jornalistas a bordo da aeronave, as luzes da cabine se apagaram brevemente após a decolagem, mas nenhuma explicação oficial foi oferecida até o momento.

A expectativa é que o discurso de Trump nesta quarta-feira em Davos se concentre em assuntos econômicos internos, como o custo de vida e o acesso à moradia, diante das críticas de parte de seu eleitorado por ter priorizado a agenda internacional durante seu primeiro ano, com conflitos como os da Faixa de Gaza e da Ucrânia.

Antes de embarcar no avião, Trump disse brevemente à imprensa que “esta será uma viagem muito interessante, não sei o que pode acontecer”.

*EFE


Encontro ocorreu na semana passada, segundo a CNN; grupo da família do empresário atua em diferentes setores no território venezuelano

O empresário Joesley Batista: negociador informal do governo brasileiro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O empresário Joesley Batista: negociador informal do governo brasileiro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante uma viagem rápida à Venezuela, o empresário Joesley Batista, da J&F, manteve uma reunião reservada com Delcy Rodríguez, presidente interina do país, na sexta-feira 9, em Caracas. O grupo da família Batista atua em diferentes setores na Venezuela, principalmente nos ramos alimentício e energético.

Fontes ouvidas pela CNN relataram que, no encontro, as conversas envolveram a situação do governo provisório, o respaldo que Delcy recebe do regime chavista depois da prisão de Nicolás Maduro e potenciais investimentos no território venezuelano.

Relação de Joesley com a Venezuela e governos estrangeiros

Joesley, apesar de não exercer nenhum cargo diplomático nem atuar oficialmente em nome do governo brasileiro, mantém a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informada sobre suas ações em Caracas. O empresário tem compartilhado impressões favoráveis do diálogo com Delcy ao governo dos Estados Unidos, além de repassar informações a investidores, empresários norte-americanos e políticos brasileiros.

Sobre a logística, Joesley partiu de Washington a bordo de um Bombardier Global 6000, matrícula PS-BJB, registrado em nome de seu irmão José Batista Júnior. O voo deixou os EUA na quinta-feira 8, às 21h58, pousando em Caracas às 2h52 do dia seguinte, de acordo com o FlightRadar 24.

Logo depois da reunião, Joesley retornou para Washington na noite de sexta-feira, 9, às 22h01, chegando aos EUA por volta das 1h15 do sábado, 10, conforme o horário local de cada país.

Informações Revista Oeste


O ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro assegurou a partir dos Estados Unidos, onde se encontra detido com sua esposa, a deputada Cilia Flores, que ambos estão “bem” e que são “lutadores”. A informação foi divulgada pelo filho do chavista, o parlamentar Nicolás Maduro Guerra, que afirmou ter conversado com os advogados.

Em nota publicada neste domingo (11), a emissora estatal VTV informou que o filho de Maduro se reuniu com integrantes do governista Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) e “transmitiu uma mensagem de força” por parte de seu pai e de Flores, capturados no dia 3 de janeiro em Caracas por forças norte-americanas em meio a uma série de ataques.

– Os advogados nos disseram que ele está forte. Ele disse para não ficarmos tristes – declarou Maduro Guerra, citado na nota da VTV.

O deputado também denunciou que contra Maduro “foi empregada uma força desproporcional, por não conseguirem vencê-lo por outras vias”, segundo o canal estatal.

No entanto, Maduro Guerra insistiu que seu pai se mantém “moralmente íntegro e forte” e que “sua liderança não foi dobrada apesar das circunstâncias que enfrenta em território norte-americano”.

Na última segunda-feira (5), Maduro declarou-se “um homem inocente” das acusações de narcotráfico com as quais o governo de Donald Trump justifica sua captura e transferência para os EUA, e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” perante o tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, durante sua primeira audiência.

A acusação formal, que revisa a original de 2020, imputa a Maduro os crimes de conspiração para cometer narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, entre outras acusações. Cilia Flores, por sua vez, é acusada de suposta participação na conspiração para o tráfico de cocaína.

Ambos se declararam “não culpados” e Maduro disse ser o presidente da Venezuela. O filho de Maduro também disse que sua família é “perseguida” e expressou confiar que, “mais cedo ou mais tarde”, ambos serão libertados e retornarão ao país sul-americano.

Além disso, Maduro Guerra expressou seu “apoio incondicional” à vice-presidente, Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina da Venezuela após uma ordem do Tribunal Supremo.

*EFE
Foto: Reprodução/Donald Trump via Truth Social


Recuo ocorre depois de regime iniciar libertação de presos políticos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 9, que suspendeu uma segunda onda de ataques militares contra a Venezuela. Segundo o republicano, a decisão ocorreu depois de o regime chavista iniciar a libertação de presos políticos.

O anúncio foi feito em publicação na rede Truth Social. Apesar do recuo, Trump declarou que “todos os navios permanecerão em seus postos por questões de segurança”. Ele afirmou que a libertação representa um sinal de busca pela paz e descreveu a iniciativa como um “gesto importante e inteligente” por parte de Caracas.  

Além disso, Trump destacou que os EUA e a Venezuela mantêm cooperação em áreas estratégicas, especialmente no setor de petróleo e gás. Segundo ele, “grandes empresas petrolíferas” planejam investir US$ 100 bilhões na exploração do insumo venezuelano.

“Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu.

Inclusive, informou ao The New York Times que a gestão interina da Venezuela está “entregando tudo o que consideramos necessário”. Interpelado sobre a duração da intervenção norte-americana, respondeu que “só o tempo dirá”, mas indicou que o envolvimento será longo.

Venezuela mantém mais de 800 presos políticos

A libertação dos presos começou nesta quinta-feira, 8. A coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática informou que sete pessoas deixaram a prisão, entre elas três venezuelanos — Rocío San Miguel, Biagio Pilieri e Enrique Márquez — e quatro espanhóis.

Enquanto isso, entidades independentes seguem monitorando a situação dos presos políticos no país. De acordo com a ONG Foro Penal, a Venezuela mantém atualmente 806 pessoas detidas por razões políticas, incluindo 175 militares, 105 mulheres e um adolescente.

Informações Revista Oeste


Republicano chamou o país de “vizinho doente que gosta de vender cocaína aos EUA”

Presidente dos EUA, Donald Trump Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (4), em entrevista a bordo do Air Force One, que a Colômbia é um “vizinho doente que gosta de vender cocaína para os Estados Unidos” e que o presidente colombiano, Gustavo Petro, “não ficará lá por muito tempo”.

Trump disse que Washington pode realizar operações contra fábricas de cocaína no território colombiano.

O presidente não detalhou quando ou como tais ações poderiam ocorrer, mas indicou que os Estados Unidos não tolerarão países que, segundo ele, alimentam o tráfico de drogas direcionado aos norte-americanos.

Trump voltou a justificar uma postura mais ativa dos EUA no hemisfério ocidental, ao afirmar que a Venezuela “não está do outro lado do mundo”, mas “ao lado dos Estados Unidos”. Segundo ele, o país se insere na chamada doutrina “Don-Roe”, uma atualização da Doutrina Monroe, de diretrizes de atuação sobre a América Latina.

O republicano também classificou a Venezuela como um “vizinho doente” e disse que Washington tem interesse direto em garantir a estabilidade na região.

– Estamos no negócio de ter países ao nosso redor que sejam viáveis e bem-sucedidos.

*AE


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira (16), que as forças militares estadunidenses cercaram por completo a Venezuela, no que chamou de “maior armada já reunida na história da América do Sul”. Ele afirmou que continuará pressionando a ditadura chavista até que o país devolva à nação norte-americana o que “roubou”.

– A Venezuela está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul. Ela só vai aumentar, e o choque para eles será como nada que já tenham visto antes, até que devolvam aos Estados Unidos da América todo o petróleo, as terras e outros ativos que anteriormente roubaram de nós – escreveu, na Truth Social.

Segundo o republicano, o “regime ilegítimo de Maduro está usando petróleo desses campos petrolíferos roubados para se financiar, além de financiar o narcoterrorismo, o tráfico humano, assassinatos e sequestros”.

– Pelo roubo dos nossos ativos e por muitas outras razões, incluindo terrorismo, tráfico de drogas e tráfico humano, o regime venezuelano foi designado como uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTRANGEIRA – assinalou.

Na sequência, o chefe da Casa Branca anunciou ter ordenado um “bloqueio total e completo de todos os navios-tanque de petróleo sancionados que entram e saem da Venezuela”.

– Os imigrantes ilegais e criminosos que o regime de Maduro enviou aos Estados Unidos durante a fraca e incompetente administração Biden estão sendo devolvidos à Venezuela em ritmo acelerado. A América não permitirá que criminosos, terroristas ou outros países roubem, ameacem ou prejudiquem nossa nação e, da mesma forma, não permitirá que um regime hostil tome nosso petróleo, nossas terras ou quaisquer outros ativos, todos os quais devem ser devolvidos aos Estados Unidos, IMEDIATAMENTE – finalizou.

O governo venezuelano, por sua vez, afirmou que “rejeita a ameaça grotesca” dos EUA. Também descreveu como “absolutamente irracional” o bloqueio anunciado por Trump.

– A Venezuela, no pleno exercício do Direito Internacional que nos ampara, de nossa Constituição e das leis da República, reafirma sua soberania sobre todas as suas riquezas naturais, assim como o direito à livre navegação e ao livre comércio no Mar do Caribe e nos oceanos do mundo. Em consequência, procederá em estrito apego à Carta da ONU a exercer plenamente sua liberdade, jurisdição e soberania acima dessas ameaças belicistas – respondeu o país sul-americano.

*Pleno.News
Foto: EFE/ Vincent Thian / Pool


O fundador do Partido Republicano venceu nas 16 regiões do país

José Antonio Kast Foto: EFE/ Elvis González

O candidato de direita José Antonio Kast venceu neste domingo (14) as eleições presidenciais do Chile, derrotando no segundo turno a esquerdista Jeannette Jara por uma ampla margem de quase 18 pontos percentuais.

Quando 83,4% da apuração estava concluída, segundo dados do Serviço Eleitoral (Servel), o ex-deputado, de 59 anos, tinha 58,61% dos votos, contra 41,39% da ex-ministra, de 51 anos e aliada do atual presidente, Gabriel Boric.

O fundador do Partido Republicano venceu nas 16 regiões do país, incluindo redutos de esquerda como Valparaíso e a região metropolitana de Santiago e teve diferença expressiva nas áreas de mineração do norte e nas agrícolas do sul.

– Há alguns minutos, recebemos a ligação de Jara – disse Arturo Squella, braço direito de Kast e presidente do Partido Republicano.

– Nos sentimos muito orgulhosos do trabalho realizado, muito responsáveis por este tremendo sacrifício de encarar as crises pelas quais o Chile está passando – acrescentou Squella.

Esta é a segunda maior vitória eleitoral desde o retorno do Chile à democracia, atrás apenas do triunfo por 24,3 pontos da ex-presidente de esquerda Michelle Bachelet sobre a conservadora Evelyn Matthei em 2013.

Kast é o primeiro simpatizante declarado do ex-ditador Augusto Pinochet a chegar ao Palácio de la Moneda no período democrático.

Pai de 9 filhos e católico fervoroso, Kast receberá a faixa presidencial em 11 de março das mãos de Boric, contra quem perdeu por ampla margem nas eleições presidenciais de 2021.

Desde 2006, o poder tem se alternado entre esquerda e direita no Chile, e nenhum presidente entregou a faixa presidencial a um sucessor do mesmo ramo político.

A campanha girou quase de forma monotemática em torno do aumento da criminalidade e da imigração ilegal, apesar de o Chile continuar sendo um dos países mais seguros do continente, com uma taxa de homicídios de 6 por cada 100 mil habitantes.

Kast, com fortes vínculos com outros líderes de direita latino-americanos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, prometeu a expulsão massiva de imigrantes ilegais e a construção de presídios de segurança máxima com isolamento total para líderes do narcotráfico.

O político, que em sua terceira tentativa conseguiu chegar à presidência, terá que lidar com um Legislativo sem forças majoritárias, onde o bloco de direita está a dois assentos da maioria no Congresso (76 de 155) e empatado com a esquerda no Senado.

*EFE

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