A lista divide as restrições entre proibição absoluta, parcial e condicional

Donald Trump, presidente dos EUA, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA. JD Vance, vice-presidente dos EUA, e Mike Johnson presidente da Câmara, aplaudem, em Washington, DC, EUA (4/3/2025)
Donald Trump, presidente dos EUA, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA. JD Vance, vice-presidente dos EUA, e Mike Johnson presidente da Câmara, aplaudem, em Washington, DC, EUA (4/3/2025) | Foto: Reuters/Win McNamee

O governo de Donald Trump está considerando estabelecer uma nova proibição de viagens que poderia afetar a entrada de cidadãos de vários países nos Estados Unidos, conforme informado pelo jornal The New York Times.

De acordo com fontes anônimas do governo, o rascunho da medida inclui 43 países, distribuídos em três categorias de restrições. A Casa Branca pode modificar a lista.

Na categoria vermelha estabelece os países cujos cidadãos ficam proibidos de entrar nos EUA. Ela inclui o Afeganistão, Butão, Cuba, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iêmen.

A categoria laranja, que impõe “severas restrições” de visto, inclui Belarus, Eritreia, Haiti, Laos, Mianmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turcomenistão. Nesses casos, a entrada seria permitida apenas para viajantes com motivos de negócios, enquanto aqueles com vistos de turismo ou migrantes seriam barrados.

Há também uma lista amarela, com outros 22 países, que teriam um prazo de 60 dias para responder a preocupações específicas levantadas pelo governo dos EUA. Caso não atendam a essas demandas, poderiam ser transferidos para as categorias mais restritivas. 

As preocupações incluem a falta de compartilhamento de informações sobre viajantes, práticas de segurança inadequadas na emissão de passaportes e a venda de cidadania a pessoas oriundas de países proibidos.

Serviço de imigração
Policiais do serviço de imigração (ICE) acompanhados de outros agentes ao realizarem prisões de imigrantes | Foto: Divulgação/ICE

Veja as listas divulgadas pelo Times:

  • Lista vermelha (proibidos de entrar nos EUA): Afeganistão, Butão, Cuba, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iêmen;
  • Lista laranja (entrada permitida apenas para viajantes de negócios): Belarus, Eritreia, Haiti, Laos, Mianmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turcomenistão;
  • Lista amarela (países precisam responder em 60 dias a preocupações dos EUA): Angola, Antígua e Barbuda, Benin, Burkina Faso, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Chade, República do Congo, República Democrática do Congo, Dominica, Guiné Equatorial, Gâmbia, Libéria, Maláui, Mali, Mauritânia, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Tomé e Príncipe, Vanuatu e Zimbábue.

Trump tem foco na questão migratória

Em seus primeiros dias como presidente, Trump deportou imigrantes ilegais da Venezuela e do Brasil. Além disso, o republicano tenta restringir o direito à cidadania por nascimento, com o objetivo de impedir que bebês nascidos nos EUA de pais em situação irregular adquiram cidadania americana, uma prática semelhante à do Brasil.

Essa medida foi contestada por juízes federais. Na última quinta-feira, 13, o Departamento de Justiça pediu à Suprema Corte dos EUA que limite o alcance de decisões liminares emitidas nos estados de Washington, Massachusetts e Maryland.

Informações Revista Oeste


‘A ideia é boa, nós a apoiamos totalmente, mas há questões que precisamos discutir’, destacou o presidente russo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve com Alexander Lukashenko, ditador da Bielorrússia | Foto: Reprodução/Redes sociais/Ministério das Relações Exteriores da República da Bielorrússia
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve com Alexander Lukashenko, ditador da Bielorrússia | Foto: Reprodução/Redes sociais/Ministério das Relações Exteriores da República da Bielorrússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deseja conversar com a Casa Branca antes de aceitar um cessar-fogo com a Ucrânia. Ao lado de Alexander Lukashenko, ditador da Bielorrússia, Putin afirmou que o acordo deve, entre outras coisas, garantir uma “paz de longo prazo” no Leste Europeu.

Na terça-feira 11, os Estados Unidos propuseram o acordo durante uma reunião com representantes do governo ucraniano em Jeddah, na Arábia Saudita.

O presidente Donald Trump sugeriu retomar o compartilhamento de Inteligência dos EUA com a Ucrânia. Ele também indica liberar aproximadamente US$ 1 bilhão em assistência de segurança para Kiev.

“A Ucrânia aceita esta proposta, nós a consideramos positiva, estamos prontos para dar esse passo”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nas redes sociais. “Os EUA devem convencer a Rússia a fazer isso. Ou seja, nós concordamos, e se os ‘russos’ concordarem, naquele momento a trégua entrará em vigor.”

Nesse sentido, Putin e Lukashenko se reuniram no Kremlin, sede do governo russo, para discutir o cessar-fogo. Putin alega que a “ideia é boa”, mas ressalta que precisa de um telefonema com Trump antes de aceitá-la.

“A ideia é boa, nós a apoiamos totalmente, mas há questões que precisamos discutir e acho que precisamos negociar com nossos colegas e parceiros norte-americanos”, disse Putin. “Talvez um telefonema com o presidente Trump, mas a própria ideia de acabar com esse conflito por meios pacíficos nós apoiamos.”

Putin teme por consolidação de territórios 

O presidente da Rússia teme que uma pausa temporária nos combates permita o reagrupamento das forças ucranianas e interrompa os avanços dos russos no país. Além disso, ele vê a trégua como uma possível ameaça à consolidação dos territórios já conquistados por Moscou.

“As tropas russas estão avançando praticamente em todos os setores da linha de contato, e todas as condições estão lá para sitiarmos unidades razoavelmente grandes”, argumentou Putin. “Isso significaria que todos lá iriam embora?”

O presidente russo ainda questionou a garantia de cumprimento do acordo. Ele destacou que a proposta deve assegurar uma trégua de “longo prazo” e eliminar “as causas iniciais desta crise”.

“Quem dará ordens para cessar as hostilidades?”, indagou Putin. “Quem decidirá onde houve uma violação do possível acordo de cessar-fogo ao longo de toda a linha de 2000 quilômetros, e quem será culpado?”

Trump se manifesta, depois de declaração de Putin 

Em resposta, Donald Trump alegou que Putin “fez uma declaração muito promissora, mas incompleta”. O norte-americano ressaltou que “adoraria conversar e se encontrar” com o presidente russo.

Informações Revista Oeste


Presidente reage à taxação de 50% sobre uísque americano e intensifica disputa comercial com a União Europeia

Foto: White House Archived

Na quinta-feira (13), o ex-presidente Donald Trump ameaçou impor uma tarifa elevada sobre bebidas alcoólicas europeias em resposta às medidas da União Europeia contra suas tarifas sobre aço e alumínio, intensificando a disputa comercial.

Em uma postagem no Truth Social, Trump declarou que seu governo aplicaria uma tarifa de 200% sobre bebidas alcoólicas da UE, caso a tarifa de 50% imposta na quarta-feira (12) ao uísque americano não fosse revogada.

“Se essa tarifa não for retirada imediatamente, os EUA em breve imporão uma tarifa de 200% sobre todos os vinhos, champanhes e outras bebidas alcoólicas provenientes da França e demais países da UE”, afirmou Trump. “Isso será ótimo para o setor de vinhos e champanhes nos Estados Unidos.”

A retaliação americana veio apenas 36 horas após a resposta da Europa às tarifas de 25% aplicadas por Trump sobre aço e alumínio, que entraram em vigor na madrugada de quarta-feira. A UE classificou a medida como “injustificada” e anunciou contramedidas, incluindo tarifas sobre US$ 28 bilhões em produtos americanos, como barcos, bourbon e motocicletas. As novas tarifas europeias, que devem começar a valer em abril, foram descritas como “rápidas e proporcionais” em um comunicado oficial.

A indústria de bebidas alcoólicas dos EUA manifestou preocupação com o impacto das tarifas. Chris Swonger, CEO do Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos (DISCUS), declarou que a taxação de 50% sobre destilados americanos é “profundamente decepcionante” e prejudicará a recuperação das exportações do setor para os países da UE.

Na quarta-feira, Trump afirmou no Salão Oval que responderia às tarifas impostas pela União Europeia. “É claro que vou reagir”, disse ele.

Na quinta-feira, o ex-presidente criticou a UE, chamando-a de “uma das autoridades tributárias e tarifárias mais hostis e abusivas do mundo, criada com o único propósito de se beneficiar dos Estados Unidos”. Além disso, classificou a tarifa sobre o bourbon americano como “desagradável”.

Informações Bahia.ba


Pesquisa é da Functional Government Initiative e do Center for Renewing America

Joe Biden Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Nos Estados Unidos, o governo do ex-presidente Joe Biden investiu mais de 1 trilhão de dólares (R$ 5,85 trilhões) em programas identitários. Os dados são de um estudo recém-publicado.

O valor apontado pela pesquisa equivale ao orçamento total do governo federal brasileiro para 2024.

O levantamento da Functional Government Initiative e do Center for Renewing America identificou 460 iniciativas distribuídas em 24 agências federais que direcionaram recursos para esse tipo de política.

O estudo detalha como diferentes órgãos do governo Biden adotaram diretrizes com foco racial e de diversidade em suas operações. O avanço dessas iniciativas ocorreu após um decreto assinado pelo democrata em seu primeiro dia de governo, estabelecendo que a máquina pública deveria reorientar suas ações para atender a critérios de “equidade e justiça racial”. Desde então, os gastos com esses programas dispararam.

O gasto pode ser ainda maior, visto que nem todas as despesas relacionadas foram identificadas. As informações são do site O Antagonista.

A Casa Branca ainda não se manifestou sobre o relatório.

Informações Pleno News


Administração do democrata financiou pesquisas para mudar sexo de animais e estudar efeitos em seres humanos

Joe Biden
Ex-presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, gastou o dinheiro estudando os efeitos do uso de hormônios na mudança de sexo | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Casa Branca afirmou, na terça-feira 5, que o governo do ex-presidente Joe Biden gastou US$ 8,2 milhões “para tornar ratos transgêneros”. A informação foi repassada em uma nota no site oficial do governo federal dos Estados Unidos.

No dia anterior, o presidente norte-americano, Donald Trump, já havia afirmado que que a administração anterior cometeu abusos “financiados pelos contribuintes norte-americanos” em pesquisas desse tipo.

A imprensa do país, porém, tentou contestar os dados apresentados. Em resposta, a Casa Branca afirmou que a emissora de TV CNN tentou checar os fatos, “mas o presidente Trump estava certo (como sempre)”.

Veja os gastos do governo Biden com os experimentos

Na nota, a Casa Branca detalhou os gastos da administração Biden com os Institutos Nacionais de Saúde. 

  • US$ 455 mil (R$ 2,5 milhões)

“Um modelo de camundongo para testar os efeitos da terapia hormonal de afirmação de gênero nas respostas imunológicas induzidas pela vacina contra o HIV.”

  • US$ 2,5 milhões (R$ 14,3 milhões)

“Consequências reprodutivas da administração de hormônios esteróides. “Esses camundongos manifestam defeitos na arquitetura ovariana e apresentam foliculogênese alterada.”

  • US$ 299,9 mil (R$ 1,7 milhão)

“Terapia de Testosterona de Afirmação de Gênero no Risco de Câncer de Mama e Resultados do Tratamento. Compararemos as incidências e a sobrevivência específica do tumor em camundongos fêmeas (intactas) e camundongos fêmeas ooforectomizadas que receberam TT com suas respectivas contrapartes que não receberam TT.”

  • US$ 735,1 mil (R$ 4,2 milhões)

“Efeitos mediados pelo microbioma da terapia hormonal de afirmação de gênero em camundongos.”

  • US$ 1,2 milhões (R$ 6,8 milhões)

“Efeitos dos andrógenos no eixo neuroendócrino reprodutivo. O objetivo 2 utiliza camundongos transgênicos para testar se andrógenos de nível masculino agindo via AR especificamente em neurônios de kisspeptina são necessários e/ou suficientes para a inibição androgênica de parâmetros de pulso de LH in vivo, incluindo frequência de pulso e o pico de LH induzido por estrogênio.”

  • US$ 3,1 milhões (R$ 17,8 milhões)

“Hormônios gonadais como mediadores de influências sexuais e de gênero na asma. Estudaremos as contribuições dos estrogênios para os resultados da asma induzida por HDM usando camundongos gonadectomizados machos e fêmeas tratados com estradiol.”

Informações Revista Oeste


Presidente dos Estados Unidos mencionou o país durante seu primeiro discurso ao Congresso norte-americano

O presidente dos EUA, Donald Trump, citou Brasil em discurso no Congresso americano | Foto: Reuters/Kent Nishimura
O presidente dos EUA, Donald Trump, citou Brasil em discurso no Congresso americano | Foto: Reuters/Kent Nishimura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou o Brasil durante seu primeiro discurso ao Congresso americano, na noite desta terça-feira, 4. 

“Outros países usaram tarifas contra nós por décadas, e agora é a nossa vez de começar a usá-las contra eles”, afirmou. “União Europeia, China, Brasil e Índia, México e Canadá e diversas outras nações cobram tarifas tremendamente mais altas do que cobramos deles.”

No mesmo dia, entrou em vigor a tarifa de 25% sobre produtos do México e do Canadá, além de uma taxação de 20% sobre mercadorias da China. Durante seu discurso, Donald Trump também anunciou que novas tarifas seriam implementadas a partir de 2 de abril.

Segundo análise do jornal O Estado de S. Paulo, embora o Brasil não tenha sido diretamente afetado na primeira rodada de imposição de tarifas, ele pode ser incluído na segunda fase das medidas. Além disso, o país pode ser alvo de tarifas recíprocas, uma vez que Trump tem prometido equiparar a taxação aplicada por outros países aos produtos norte-americanos.

No relatório enviado ao Congresso na segunda-feira 3, em que critica os efeitos da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo norte-americano mencionou diversas vezes o Brasil e suas tentativas de retaliação comercial contra os Estados Unidos.

A divergência entre os dois países envolve a tarifa consolidada média, que é o limite máximo de imposto de importação que um país pode aplicar legalmente a um produto, conforme acordado na Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse teto normalmente é mais alto do que as tarifas efetivamente aplicadas.

Já a tarifa de nação mais favorecida (MFN, na sigla em inglês) é a taxa realmente cobrada sobre bens de países sem acordos comerciais preferenciais.

No documento, a Casa Branca argumenta que muitas potências comerciais mantêm tarifas muito acima das aplicadas pelos EUA. O primeiro exemplo citado é o Brasil, que em 2023 possuía uma tarifa consolidada média de 31,4% e aplicava taxa de 11,2%. Já os Estados Unidos possuíam tarifa consolidada média de 3,4% e aplicavam taxa de nação mais favorecida de 3,3%.

Além disso, segundo o relatório do banco Itaú, o Brasil cobra, em média, 11,2% sobre produtos norte-americanos, enquanto os EUA tarifam em apenas 1,5% os itens brasileiros.

No documento, os economistas Igor Barreto Rose e Julia Marasca avaliam que o Brasil pode sofrer impactos caso Trump aplique tarifas universais de 10% ou adote a equiparação tarifária como política.

Tarifas mais altas de Trump podem provocar retaliações

Trump, ao aplicar tarifas mais altas, pode levar a contramedidas de outros países. O relatório do Itaú revela que o Brasil, em uma nova rodada de conflito comercial, não deve colher os mesmos impactos positivos para o comércio brasileiro possíveis durante o primeiro governo de Trump.

Um dos motivos é que a China não deve ter a capacidade de absorver mais de exportações brasileiras de produtos como soja e aço.

O Brasil se consolidou como principal fornecedor de soja para o país, responsável por cerca de 70% da demanda chinesa. O país asiático aumentou as compras em 2018 e 2019, depois da guerra comercial EUA−China.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez primeiro discurso ao Congresso | Foto: Leah Millis/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez primeiro discurso ao Congresso | Foto: Leah Millis/Reuters

Outro relatório, feito pelo Bradesco, avaliou três cenários possíveis de aplicações de tarifas maiores pelos EUA ao Brasil.

Se for adotada a reciprocidade, a tarifa média norte-americana para produtos brasileiros subiria mais de 9 pontos porcentuais e poderia ocorrer uma redução de cerca de US$ 2 bilhões nas exportações, o que representaria 5% do total vendido pelo país ao exterior.

Caso Trump aumente as tarifas de importação de produtos brasileiros para 25%, assim como faz contra o México e Canadá, o banco estima uma redução de US$ 6,5 bilhões das exportações brasileiras. 

O impacto maior ficaria com os bens intermediários (os mais vendidos para os Estados Unidos) e em combustíveis, uma vez que a diferença é bastante grande entre a tarifa atual, de apenas 0,2%, e a taxa possível de 25%.

Um terceiro cenário contempla retaliação do Brasil às medidas norte-americanas e ampliação de suas tarifas para produtos norte-americanos para 25% também. Como resultado, as importações recuariam cerca de US$ 4,5 bilhões, e haveria repasse para a inflação, com impacto máximo potencial de 0,3 ponto porcentual.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil registrou um pequeno déficit comercial de US$ 253 milhões com os EUA em 2024. O país exportou US$ 40,33 bilhões e importou US$ 40,58 bilhões.

Os Estados Unidos foram o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2024, os EUA representaram 12% das exportações brasileiras e 15,5% das importações.

Nos últimos dez anos, o Brasil importou 11,85% a mais dos EUA do que exportou, acumulando um saldo negativo de US$ 40 bilhões.

Apesar de ser um grande parceiro comercial, o Brasil ocupa apenas o nono lugar entre os maiores importadores dos EUA e 18º entre os países que mais exportam para os norte-americanos. O Brasil depende mais do comércio com os EUA do que o contrário.

Enquanto isso, os principais déficits comerciais dos EUA ocorrem com China (US$ 275 bi), México (US$ 150 bi), Vietnã (US$ 100 bi), além de Alemanha, Japão, Irlanda, Canadá e Coreia do Sul.

Já os superávits norte-americanos vêm de Países Baixos, Hong Kong, Emirados Árabes, Austrália, Bélgica, Panamá e Reino Unido.

Se os EUA adotarem tarifas mais altas contra o Brasil, os produtos mais afetados seriam aqueles com maior peso no comércio bilateral, como ferro e aço, aeronaves, materiais de construção e madeira.

Atualmente, 14,3% das exportações brasileiras para os EUA são óleos brutos de petróleo, enquanto produtos semiacabados de aço e ferro representam 8,8%.

Já as importações brasileiras dos EUA incluem máquinas industriais (15,2%), combustíveis (9,7%) e aeronaves (4,9%).

Informações Revista Oeste


O Brasil se colocou em rota de colisão com Washington ao se aliar ao Irã, a terroristas internacionais e ao autoritarismo do STF

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um anúncio sobre um investimento da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, na Sala Roosevelt da Casa Branca, em Washington, DC - 3/4/2025 | Foto: Leah Millis/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um anúncio sobre um investimento da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, na Sala Roosevelt da Casa Branca, em Washington, DC – 3/4/2025 | Foto: Leah Millis/Reuters

Em seu segundo mandato, o presidente norte-americano fez duas declarações sobre o Brasil até o presente momento. Na primeira, no começo de dezembro de 2024, mencionou a tentativa dos Brics de usar uma moeda que não seja o dólar. Na segunda, assim que retornou ao Salão Oval, indagado sobre o Brasil, declarou em tom de deboche que teria “excelentes” relações com o país, já que o Brasil depende da América em tudo, e a América não depende do Brasil em nada.

O tom mostra ainda mais do que as palavras como é a relação do governo Lula 3 com os EUA, principal parceiro comercial do Brasil: nula. Mauro Vieira, o chanceler oficial, e Celso Amorim, que exerce de fato a função de relações exteriores, não possuem contato algum com a Casa Branca. Que está, em contrapartida, em contato constante com… Eduardo Bolsonaro. Filho do ex-presidente, o deputado também é um nome presidenciável e alguém que está denunciando os desmandos autoritários do Brasil para toda a imprensa e, principalmente, autoridades norte-americanas.

Se a América não é mais o principal aliado comercial do Brasil desde 2009, tendo perdido o posto para a China, isto não significa que os norte-americanos são irrelevantes para o Brasil, como tenta fazer crer Lula. Os EUA ainda são líderes do mundo livre, e, para azedar de vez nossa diplomacia, a ditadura chinesa está em estagnação. 

Mas há ainda uma sigla no meio do caminho que pode deixar o Brasil na pior situação possível. Aquela citada na primeira declaração de Trump: o Brics

Brics, o motivo da discórdia

O bloco, que nasceu como acrônimo dos melhores países para se investir em 2001, segundo a visão de Jim O’Neill, do Goldman Sachs, é hoje tratado pelo próprio criador do termo como algo sem sentido — quem investiria na Rússia, em guerra, hoje, fora do sistema Swift, esperando bom retorno financeiro? O Brics, afinal, eram apenas países com boas perspectivas para investir há 20 anos — não havia nenhuma afinidade cultural, geográfica nem histórica que os unisse. 

De repente, o bloco tornou-se um peso geopolítico — algo do qual o Brasil pouco pode se orgulhar, se tenta se vender ao mundo como uma democracia, cujos “poderes extraordinários” surgiriam apenas para “combater antidemocráticos”. Virou um discurso ridículo a ser sustentado diante dos EUA e do Ocidente, quando seus aliados internacionais são Rússia, China e, agora, quitutes como Egito, Etiópia, Indonésia e… Irã. Não se trata de bom alvitre enquanto Alexandre de Moraes cogita reter o passaporte de Eduardo Bolsonaro por denunciar o totalitarismo brasileiro nos EUA.

Diga-me com quem andas e direi quem és

Nesta festa estranha com gente esquisita, da qual Celso Amorim é um dos principais arquitetos, o Brasil teria pouco a fazer, além de passar vergonha. Seria até interessante fazer parte de alguma reunião com mandachuvas como a Rússia e a China — mesmo ditatoriais, o Brasil estaria a portas fechadas com os grandes jogadores do tabuleiro, podendo constantemente ser o fiel da balança num mundo que caminha para a guerra.

Hoje, com os Novos Brics, dividindo a posição com África do Sul, Emirados Árabes, Indonésia e Etiópia, o Brasil é apenas mais um peso morto em uma sala cheia de ditadores dispostos a destruir o Ocidente (isso porque a Argentina, tão logo Milei assumiu, resolveu não passar a vergonha e recusou fazer parte do Brics).

A situação do Brasil, pavoneando “independência”, proclamando “soberania” e papagaiando “democracia” sem convencer ninguém, tem gerado constrangimentos inimagináveis em nossa história.

O primeiro foi em 2023, quando o governo Lula 3, sabe-se lá Deus por que cargas d’água, resolveu permitir que dois navios militares iranianos ancorassem em Copacabana, com apoio de Celso Amorim

O senador Ted Cruz, um dos mais influentes dos EUA e ex-presidenciável, asseverou que os navios ameaçavam norte-americanos. Até mesmo o governo Biden assegurou que Teerã enriquecia urânio para armas nucleares (projeto que contou com bizarro lobby de Celso Amorim) e que o Brasil enviava “mensagem errada” ao permitir tais navios em suas praias. Os navios, suspeitos de carregar armamento, estão agora na mira do governo Trump, que pode considerar que o Brasil é uma das nações financiadoras do terrorismo

De novo: não se trata de uma mensagem muito agradável aos olhos norte-americanos, quando o governo brasileiro e, principalmente, o STF vão precisar justificar suas medidas antidemocráticas diante do centro do mundo livre — e enquanto cogitam até prender Eduardo Bolsonaro.

O dinheiro que manda no mundo

Outro ponto de atrito, como declarado por Donald Trump, é a tentativa de trocar as transações internacionais do bloco por uma moeda única (como foi aventado), tentando enfraquecer o dólar — política que é obsessão do governo Lula 3.

Na última semana, Lula escudou-se no discurso do protecionismo para fazer um anúncio tímido e burocrático: afirmou que “aumentar as opções de pagamento significa reduzir vulnerabilidades e custos. A Presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento complementares, voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”. Nada mais dos arroubos histriônicos, que usavam o Brics como salvaguarda para conversinhas de professor de geografia de ensino médio.

O anúncio de Donald Trump em novembro sobre a moeda do Brics, feito na Truth Social (uma das que enfrentam Alexandre de Moraes em tribunais norte-americanos), envolveu possível aumento de tarifas em 100%. Não parece apenas um blefe: apenas nesta terça-feira, 4, Trump aumentou as tarifas para a China em 50%, além de 25% para México e Canadá. Um aumento de 100% para o Brasil parece ser troco de pinga dentro do pacote do tarifaço. E para um país que pode ser encarado como patrocinador do terrorismo — e que “depende da América em tudo”. 

Não contente com isso, duas facções criminosas brasileiras podem ser classificadas pelo governo norte-americano como terroristas. Mais uma vez, o STF é quem está na berlinda: a decisão sem lastro na Constituição de Edson Fachin de proibir operações policiais em favelas desde a pandemia pode ser entendida pelo governo norte-americano como conivência do STF — que, de fato, é quem governa — com o terrorismo.

A conjuntura não se concretiza em bom momento econômico para o Brasil. O dólar comercial ainda está acima de R$ 6 (o turismo chega a R$ 6,23), os preços internamente estão enterrando uma possível reeleição de Lula — que poderia terminar sua biografia perdendo uma eleição e com péssima aprovação popular. O risco de revolta popular também não está descartado — e, desta feita, com norte-americanos entendendo que todo o poder vem do STF, dominado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

Para segurar o dólar, o governo petista vendeu US$ 33 bilhões em oito dias para conter 20 centavos de dólar, terminando com 7,1% a menos de reserva do Tesouro — a “poupança” que o Estado tem para negociar moeda. O governo petista quer mesmo se fiar em algo que não seja o dólar — mas tem se mostrado totalmente dependente da moeda norte-americana.

O Brasil tem enviado péssimos recados para Washington, num momento em que precisa justificar por que esculhambou a democracia — e, desta vez, não será o STF quem julgará o próprio STF. Além de dólar, Irã, terrorismo e STF, a última várzea tem a ver simplesmente com a China, principal rival norte-americana — e, de novo, tendo Eduardo Bolsonaro como pivô.

O plano da China para escapar de sua crise energética é conseguir urânio brasileiro, que poderia ser enriquecido com ajuda do Irã. O urânio é importante para a agricultura, a medicina e a própria energia nuclear, incluindo a fabricação de bombas nucleares. Os acordos entre a China e o Brasil estão sendo costurados para ser firmados por ocasião do G20, a ser realizado em 22 de novembro em Johannesburgo, na África do Sul. 

Para tais acordos serem celebrados, firmando o Brasil como um parceiro nuclear com a China, nos primórdios de uma nova guerra mundial, é preciso aval do Congresso. Eduardo Bolsonaro, que será futuro presidente da Comissão de Relações Exteriores, terá papel fundamental. Washington observará as movimentações da PGR e do STF com lupa — como nunca observou tanto o Brasil.

Informações Revista Oeste


Presidente fez declaração em sua rede social nesta segunda-feira

Donald Trump Foto: EFE/EPA/FRANCIS CHUNG/POLITICO / POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação na Truth Social nesta segunda-feira (3) e disse que “amanhã à noite será grandioso”, sem dar detalhes a que se referia. A publicação acontece em meio a negociações de paz para a guerra entre Rússia e Ucrânia, e às vésperas das tarifas contra Canadá e México entrarem em vigor.

Minutos antes, Trump publicou na sua conta na Truth Social que “o único presidente que não deu nenhuma terra da Ucrânia para a Rússia de Putin é o presidente Donald J. Trump”.

– Lembre-se disso quando os democratas fracos e ineficazes criticam, e as fake news alegremente divulgam qualquer coisa que eles dizem! – acrescentou.

Na última sexta (28), o republicano recebeu o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, na Casa Branca, porém os líderes tiveram uma discussão que resultou no cancelamento da reunião na qual se previa a assinatura de um acordo envolvendo minerais ucranianos.

Após o ocorrido, Zelenski disse que o acordo está pronto para ser assinado e sinalizou que busca retomar as negociações com os EUA. Traders circulam a informação de que o presidente americano pode anunciar investimentos nesta semana.

*AE


Líderes mundiais entraram em discussão sobre a Ucrânia

Trump afirmou que Zelensky precisava aceitar que tinha uma posição fraca na negociação | Foto: Reuters
Trump afirmou que Zelensky precisava aceitar que tinha uma posição fraca na negociação | Foto: Reuters

O tão aguardado encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, escalou de uma reunião formal para assinatura de acordos de cooperação para um palco de troca de declarações contundentes sobre a guerra no país eslavo.

No emblemático salão oval da Casa Branca, nesta sexta-feira, 28, Trump reafirmou o compromisso dos EUA em ajudar a Ucrânia e enfatizou a importância de alcançar um acordo para encerrar o conflito. “Estamos trabalhando muito para encerrar essa guerra”, afirmou. “Já era tempo, certo?”

Zelensky, por sua vez, agradeceu pela oportunidade do encontro e ressaltou a necessidade de garantias de segurança para a Ucrânia. “Contamos com o apoio dos Estados Unidos”, revelou. “É crucial para nosso povo, nossas crianças, nossa democracia”.

A conversa tomou um rumo mais tenso quando o tema dos acordos de cessar-fogo foi abordado. Zelensky afirmou que a Ucrânia não aceitaria apenas um cessar-fogo sem garantias de segurança e mencionou que a Rússia já havia quebrado acordos anteriores. Trump insistiu que o mais importante era selar um acordo imediato. “O acordo primeiro, a segurança depois.”

O ápice da tensão ocorreu quando Trump e Zelensky trocaram acusações em tom ríspido. O presidente norte-americano interrompeu Zelensky em várias ocasiões, elevou a voz e afirmou que o líder ucraniano estava “apostando com a vida de milhões de pessoas”.

Zelensky retrucou que os EUA só compreenderiam o sofrimento vivido pela Ucrânia se a guerra chegasse ao seu território. “Todo mundo tem problemas, até você”, ressaltou. “Mas você tem um lindo oceano e não o sente agora. Mas você o sentirá no futuro.”

‘Isso é desrespeitoso’, disse Trump

Em meio ao calor do embate, Trump reagiu às falas de Zelensky com uma frase que se tornou símbolo da tensão: “Isso é desrespeitoso”. A troca de farpas evoluiu para uma verdadeira baixaria diplomática. Trump, com o semblante avermelhado, afirmou que Zelensky estava “em uma posição muito ruim” e que a Ucrânia estava “jogando com a Terceira Guerra Mundial”.

O vice-presidente J.D. Vance também interveio para indagar se Zelensky havia sequer agradecido pelo apoio norte-americano. “Você já disse ‘obrigado’ alguma vez durante toda esta reunião?”, disparou Vance.

O presidente americano Donald Trump e o presidente ucraniano Volodimyr Zelensky discutindo na Casa Branca | Crédito: REUTERS/Brian Snyder
O presidente americano Donald Trump e o presidente ucraniano Volodimyr Zelensky discutindo na Casa Branca | Crédito: REUTERS/Brian Snyder

Zelensky tentou responder, mas foi interrompido por Trump, que afirmou: “Você já falou muito, seu país está em grande apuro”. O líder ucraniano ainda rebateu que a Ucrânia resistiu sozinha no começo da guerra, mas Trump insistiu que o apoio norte-americano foi fundamental. “Se não fosse por nós, essa guerra teria acabado em duas semanas.”

Nos minutos finais, Trump advertiu que a Ucrânia deveria aceitar um acordo ou perderia o apoio dos EUA. “Ou vocês fazem um acordo, ou estamos fora”, declarou. Zelensky, visivelmente desconfortável, reafirmou que qualquer acordo só seria possível com garantias concretas.

O encontro, que deveria simbolizar a aliança entre os dois países, terminou sem sinais claros de consenso e deixou evidente a delicadeza das negociações e as divergências entre os líderes sobre os caminhos para a paz.

Informações Revista Oeste


Darrell Issa protocolou um projeto de lei para proibir a entrada nos Estados Unidos de juízes que censuram

O deputado norte-americano Darrell Issa afirmou que os Estados Unidos se esforçam para exportar a liberdade de expressão há mais de 200 anos | Foto: Reprodução/X/@RonDeSNews
O deputado norte-americano Darrell Issa afirmou que os Estados Unidos se esforçam para exportar a liberdade de expressão há mais de 200 anos | Foto: Reprodução/X/@RonDeSNews

O deputado norte-americano Darrell Issa mandou um recado aos juízes que censuram cidadãos de seus países nas redes sociais. Em postagem no X, nesta quarta-feira, 26, o parlamentar afirmou que se algum desses magistrados censurar um cidadão norte-americano, não será bem-vindo nos EUA.

Nesta quarta-feira, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Comissão de Constituição e Justiça do Brasil) aprovou um projeto do deputado Darrell Issa. 

Batizada de No Censors on Our Shores Act (Sem Censores em Nosso Território), a proposta visa a proibir a entrada ou permitir a deportação de autoridades estrangeiras acusadas de censurar cidadãos norte-americanos. Caso sancionada, a nova legislação poderá afetar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em discurso na Câmara dos Representantes, Darrell Issa afirmou que os EUA se unem quando algum país escolhe censurar um cidadão norte-americano.

De acordo com o deputado, seu país se esforça para exportar a liberdade de expressão há mais de 200 anos. No entanto, segundo Darrell Issa, é difícil acreditar que os EUA podem regredir nesse sentido.

Dos EUA, Darrell Issa citou o Brasil

O deputado também citou o Brasil. Issa afirmou que o X foi “sistematicamente censurado” em território brasileiro. Isso significa, segundo Darrell Issa, que a liberdade de expressão defendida pelos EUA está sendo cerceada.

“O meu projeto de lei procura dizer: vá em frente, ignore a Primeira Emenda em seu próprio país”, disse Darrell Issa. “É seu direito. Mas, se você derrubar o X, não espere viajar para os EUA. Não espere isso se, de fato, você é o autor da extinção da liberdade de expressão.”

Informações Revista Oeste