Soraia Trindade dos Santos, de 28 anos, foi assassinada com cerca de cinco tiros por volta das 14h desta quarta-feira (16), na Rua Jorge Amado (transversal com a Avenida João Durval Carneiro), localidade conhecida como ‘Invasão’, no bairro Ponto Central em Feira de Santana.
A vítima morava na mesma rua em que foi assassinada e os tiros deflagrados por um homem que estava a pé, atingiram as costas e principalmente o rosto.
O delegado Rodolfo Faro, titular da Delegacia de Homicídios disse ao Acorda Cidade que a polícia vai checar a vida pregressa da vítima e tentar localizar câmeras de monitoramento de segurança próximas ao local do crime, para chegar ao autor do crime.
Ainda segundo o delegado, a família de Soraia não quis informar nada, mas nas próximas horas a polícia vai conversar com algum familiar para identificar a motivação do crime, já que não há informes de que ela tenha envolvimento com qualquer atividade criminosa.
Soraia estava acompanhada do filho quando foi morta. No local do crime há o registro recente de outros seis homicídios, desde que a localidade foi invadida e o delegado frisou que estes crimes, a maioria tem relação com o tráfico de drogas.
Ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon comentou os desdobramentos da Operação Faroeste, que investiga a existência de um esquema criminoso de venda de decisões judiciais. Nesta semana, foram deflagradas duas novas fases que culminaram na prisão de duas desembargadoras do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e do afastamento do secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
De acordo com Eliana, tudo o que veio à tona no âmbito da operação já era esperado. “Nós todos baianos que conhecemos e estamos acompanhando o desenrolar dos fatos, em um ‘zumzumzum’ que corre pela cidade, está acontecendo aquilo o que nós já prevíamos. Há realmente um problema muito sério que precisava ir a fundo para, desta forma, ver se a gente consegue algum sucesso na forma de proceder do Poder Judiciário baiano. Eu conheço um pouco a história toda pelo fato de ser magistrada, baiana e ter estado na Corregedoria Nacional de Justiça, onde eu tentei melhorar a situação”, disse a jurista, em entrevista a Mário Kertész no Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole de hoje (16).
“Estamos hoje fazendo a correção da forma mais violenta possível, que é com a polícia, afastamento e prisão de magistrado quando isso poderia ser evitado se isso fosse feito administrativamente. Eu não contei com o apoio, inclusive, da própria categoria. O Poder Judiciário resiste muito a essas apurações. É exatamente a partir daí que as coisas começam a acontecer. Naturalmente que as coisas vão ficando mais difícil. O que está acontecendo hoje é aquilo que eu já previa que iria acontecer”, acrescentou.
Eliana Calmon revelou detalhes do que pode perceber da Operação Faroeste. Como corregedora, a jurista ficou conhecida por afirmar que no Judiciário existem “bandidos de toga”, ganhando a antipatia de membros da própria classe. “Toda a magistratura está sofrendo hoje porque está escancarada uma série de desmandos acontecendo. Isso acontece exatamente por essa cultura do Judiciário de esconder, apaziguar, não ir a fundo. Como magistrada que fui e muitas coisas que presenciei dentro do Judiciário e da experiência que eu tive como corregedora, praticamente vivi as entranhas do Poder Judiciário. Isso não acontece por um acaso ou de repente. São coisas que vão se acumulando”, destacou a ex-ministra.
“Todos são coniventes? Não. O que acontece é que nós não acreditamos que na possibilidade de fazer a correção de rumo. Por não acreditar que possa haver correção, aqueles magistrados mais moderados não se metem para não se comprometer. Um grupo faz o seguinte: se apossa justamente desses magistrados que estão desviados para, com eles, formar uma maioria política e dominar politicamente o tribunal. Aqueles que ficam calados e não querem se meter, que denunciam e se colocam contrário, nada vai acontecer diferente, porque não se apura nada, e eu fico em uma situação difícil. Há aqueles que calam e os que calam e consentem. Existe um outro grupo que sabe de tudo, não participa, mas apoia incondicionalmente para ter, com os corruptos, a maioria e, assim, dominar politicamente o tribunal”, comentou.
Corrupção dura há mais de 30 anos Ainda segundo Calmon, as investigações deflagradas contra o esquema criminoso podem ter revelado um sistema de corrupção existente há mais de 30 anos no Judiciário baiano. A Faroeste aponta que a venda de decisões judiciais por parte de juízes e desembargadores da Bahia, com a participação de membros de outros poderes, contou ainda com blindagem institucional da fraude.
O esquema, segundo a denúncia, consistia na legalização de terras griladas no oeste do estado. A organização criminosa investigada contava ainda com laranjas e empresas para dissimular os benefícios obtidos ilicitamente. “Esse problema do Oeste da Bahia é coisa que está no Judiciário há mais de 30 anos”, diz a ex-ministra
Em depoimento prestado no âmbito da Operação Faroeste, uma assessora da desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima, presa durante a ação realizada na segunda-feira (14), contou que a magistrada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) lhe pediu que apagasse, no computador de um outro assessor, um arquivo que continha uma lista de processos.
Segundo a assessora, a tal lista continha processos aos quais a magistrada dava preferência. O pedido foi feito, segundo o Ministério Público Federal, depois que Lígia Cunha soube pela mídia que estava em andamento um acordo de delação sobre o esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia.
A assessora ainda relatou para a polícia que, no dia 4 de fevereiro, a desembargadora ligou pedindo que ela fosse à sua casa. A assessora recusou e Lígia resolveu ir ao prédio dela de carro.
– No mesmo encontro a depoente comentou com a Des. Lígia que todos os processos que ela pedia preferência eram fáceis de serem identificados no caso dela precisar; sendo que o assessor Danilo Arthur de Oliva Nunes mantinha, em seu computador, a listagem dos mesmos; que, ao saber de tal prática, ainda no encontro, a Des. determinou que a depoente fosse no gabinete e apagasse tal lista da máquina do colega, sendo que deveria fazê-lo antes da chegada dos demais servidores – contou a assessora no depoimento.
Ainda de acordo com a assessora, Lígia disse que tinha a informação que uma nova fase da Operação Faroeste poderia ser realizada e que seu gabinete seria alvo. Ela ainda pediu que, assim que apagasse a lista de processos preferenciais, a assessora lhe enviasse uma mensagem codificada pelo WhatsApp com o seguinte conteúdo: “Já fui no mercado”.
A assessora contou que, por volta das 7h da manhã do dia seguinte, mandou a mensagem, mesmo sem ter ido ao gabinete e apagado a lista naquele horário. Disse que teve medo de ser flagrada apagando os dados. Como não houve operação naquele dia, ela disse que apagou às 11h daquele mesmo dia. Ela, no entanto, fez uma cópia do arquivo e se comprometeu a entregá-lo.
Lígia foi presa por determinação do ministro Og Fernandes, pela suspeita de receber ao menos R$ 300 mil para garantir a um produtor rural a posse de uma terra no oeste do estado.
O prefeito de Conceição da Feira, Raimundo da Cruz, de 61 anos, foi encontrado morto ao lado da esposa, Elba Silva Rejane, no condomínio de luxo Le Parc Residential Resort, localizado na Avenida Luís Viana Filho, em Salvador, no final da manhã desta sexta-feira (11). Informações iniciais dão conta de que o prefeito, que é mais conhecido como Pompílio, teria assassinado a esposa e, em seguida, cometido suicídio.
A Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos. Equipes da 15ª Companhia Independente da PM (CIPM/ Itapuã) e do Departamento de Homicídio de Proteção à Pessoa (DHPP) estão no local, apurando a ocorrência. Segundo relatos, o apartamento estava com a porta aberta e uma arma foi encontrada no chão. Um veículo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) também se encontra no interior do condomínio, bem como um veículo pertencente à frota da prefeitura de Conceição da Feira.
Em entrevista ao portal De Olho na Cidade, o sobrinho do prefeito, Vladimir Bastos dos Santos, confirmou a morte do tio. “Ficamos sem entender porque ele fez isso com a mulher e com ele, não há explicação para uma situação como essa. Eu estava tentando ligar para ele, por cerca de 30 minutos, e não conseguia. Posteriormente, minha esposa me ligou e confirmou as mortes”, informou, salientando ainda que Pompilío era um empresário bem sucedido, não havendo explicação, até o momento, para o crime.
O prefeito era avicultor e tinha propriedades em Salvador e Feira de Santana. O casal estava casado há cerca de 15 anos e tinha uma filha. Elba Rejane tinha mais um filho, oriundo de seu primeiro matrimônio, e Pompílio mais duas filhas, também de um casamento anterior.
A Delegacia de Crimes Econômicos e Contra Administração Pública (Dececap) com o Ministério Público (MP) e a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz Ba) cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Vitória da Conquista/Ba na manhã de hoje (8).
A ação aconteceu em uma empresa investigada por uma dívida tributária de R$ 4 milhões na cidade do interior da Bahia. Estão entre os crimes apurados a sonegação fiscal e a apropriação indébita. Os sócios do empreendimento já respondem por crimes fiscais praticados previamente.
Os documentos e os computadores apreendidos durante a operação estão em análise e as investigações seguem.
Segundo informações da vitima, dois homens passaram atirando no interior do condomínio Asa Branca V, com intuito de acertar outro homem.
A vítima relatou que ao tentar correr, foi atingida por disparo na região das nádegas. A vitima foi socorrida até a policlínica do George Américo e posteriormente levada para o centro cirúrgico do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Não soube fornecer mais detalhes, nem informações dos autores dos disparos.
O homem suspeito de atirar e matar o cabo da Polícia Militar, Derinaldo Cardoso, durante um assalto dentro de uma unidade da loja Casa & Vídeo em Mesquita, na Baixada Fluminense, foi preso pela Polícia Militar do Rio de Janeiro neste domingo (6).
Identificado como Jonathan Santos Targino, conhecido como Jonatha, o suspeito foi preso pelo 14° Batalhão de Polícia Militar (Bangu). Ainda não foram divulgadas maiores informações sobre as circunstâncias da prisão.
Até a tarde de sábado (5), a suspeita dos policiais era de que Jonatha estaria escondido em Vila Kennedy, bairro da Zona Oeste da capital de onde o suspeito seria oriundo.
O CASO O policial militar Derinaldo Cardoso dos Santos, de 34 anos, foi morto ao tentar impedir um assalto a uma loja no centro de Mesquita, cidade da Baixada Fluminense. Derinaldo, que era cabo da PM, foi atingido por um tiro na cabeça disparado por um criminoso durante a ocorrência.
O caso aconteceu no início da tarde de sexta-feira (4) e a morte foi confirmada na noite do mesmo dia. Cardoso, que trabalhava no 20º Batalhão da Polícia Militar, chegou a ser levado para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) em estado gravíssimo e passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu.
O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas, comentou hoje (3) sobre festas com aglomeração e reafirmou que qualquer evento com mais de 200 pessoas está proibido.
“Se nós soubermos disso [festas com aglomeração] na hora, tenha certeza de que quem estiver lá vai ser preso”, disse em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Itapoan.
Sobre o Réveillon, Vilas Boas foi enfático: “Quem está organizando seus réveillons com mais do que isso [200 pessoas], vendendo ingressos, corre o risco de ter o evento interditado pelos Bombeiros e pela polícia e corre o risco de ter que devolver o dinheiro a quem pagou”, afirmou durante o programa.
Na entrevista, o secretário afirmou ainda que a vacina só deve chegar em março. “Temos que vencer dezembro, janeiro e fevereiro. Dezembro tem que ser diferente, Natal diferente, Réveillon diferente, o verão tem que ser diferente. É a ponte que falta pra gente atravessar esse rio”, destacou.
Apesar do governo da Bahia só permitir que qualquer festa com aglomeração seja realizada após a vacina contra a Covid-19, os ingressos para festas de Réveillon na Bahia não param de vender. Dois exemplos são a festa Réveillon da Vila, no povoado de Santo André, em Porto Seguro, e a NANO Réveillon que acontecerá na região metropolitana de Salvador, na praia de Sabaúma.
Após a ação violenta realizada por bandidos na cidade de Criciúma, em Santa Catarina, na madrugada de terça-feira (1°), onde uma quadrilha aterrorizou a cidade e chegou a bloquear vias do município para realizar um assalto a um banco, o alvo na madrugada desta quarta-feira (2) foi Cametá (PA), cidade a 235 quilômetros da capital Belém, que também viveu momentos de terror.
Na ação, que teve características semelhantes à registrada em Criciúma, a quadrilha que invadiu a cidade paraense também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos. Uma pessoa morreu durante o ato criminoso.
Outro método igual ao utilizado em Santa Catarina foi o ataque a um quartel da Polícia Militar (PM), que impediu a saída dos policiais do local. Segundo testemunhas do fato, os bandidos aproveitaram o fato de que os bares da cidade estavam lotados de pessoas assistindo a um jogo de futebol e renderam os frequentadores.
– Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados. Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar – disse Márcio Mendes, morador de Cametá.
Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado. Por volta das 2h, o prefeito da cidade, Waldoli Valente, pediu que as pessoas ficassem em casa. O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que acionou a cúpula de segurança para apurar o fato.
– Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense – disse Barbalho pelas redes sociais.
A Polícia Federal, junto com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPT) e o Ministério da Economia, iniciou na manhã de hoje (2), a Operação Cucurbitum, que tem como objetivo desmontar uma facção criminosa especializada em fraudes a benefícios previdenciários e assistenciais na Bahia e em outros Estados da Federação.
De acordo a Polícia Federal, a organização ilegal cria pessoas fictícias com documentos falsos para obter benefícios previdenciários e assistnciais fraudulentos e atua desde 2017, pelo menos.
Para a realização da fraude investigada, que supera R$ 10 milhões, eram reunidas pessoas que se enquadrassem no perfil (maioria com mais de 65 anos e/ou portadores de deficiência para recebimento de benefício pago pelo INSS) e sacavam os benefícios.
A operação cumpre 11 medidas judiciais, dentre eles, dois mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em Jeremoabo/Ba. A pena dos envolvidos pode chegar a 25 anos de prisão.