
com o médico e jornalista César Oliveira
tema: manifestação contra PEC da Anistia

com o médico e jornalista César Oliveira
tema: manifestação contra PEC da Anistia

Manu Pilger, Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Eu não nasci em Feira de Santana. Cheguei há 15 anos, vinda de outros caminhos, e logo fui arrebatada pela cidade que parece não ter fim. Aos 192 anos, Feira continua sendo essa senhora jovem, cheia de histórias, mas sempre aberta a novos encontros.
“Ao estranho tu sempre dominas,
Com o poder do teu clima sagrado.
Sorridente como uma criança,
Descuidosa da sua beleza…
Do futuro és a linda esperança,
Terra moça de sã natureza.”
(Letra e música: Georgina Erismann)
O povo hospitaleiro e festivo foi o que me conquistou primeiro. Depois, percebi o coração empreendedor que pulsa nas feiras, nas ruas e nas avenidas marca de uma cidade que nunca se acomoda. Feira é trabalho, mas também é sonho.
Não é à toa que, em 1919, Ruy Barbosa a chamou de “Princesa do Sertão”. Em visita à cidade, o jurista e ex-presidente da República se impressionou com sua força econômica, cultural e política, destacando o papel central que ela já exercia como entroncamento do sertão baiano. Desde então, o título ecoa como reconhecimento da grandeza de Feira.
Hoje, a “Princesa do Sertão” celebra seus 192 anos de história. Para mim, que aqui encontrei lar e afeto, é também aniversário de uma relação de pertencimento. Feira não é só passagem: é destino. É cidade grande nos números, mas ainda maior na alma.
Parabéns, Feira de Santana, pelos 192 anos! Que siga sempre altiva, acolhedora e pulsante, como o coração do sertão que é.

Gabriel Sampaio – advogado especialista em direito previdenciário
A aposentadoria rural é um benefício previdenciário concedido pelo INSS a trabalhadores que exercem atividade no campo, garantindo renda após determinado tempo de trabalho ou idade. Ela foi criada para reconhecer a importância do trabalho rural e as condições muitas vezes mais difíceis
que esses trabalhadores enfrentam.
Ouça:

com César Oliveira
tema: “desumanização brutal nas redes sociais”

Grupo PDK celebra quase 30 anos no mercado imobiliário com foco em inovação, qualidade e gestão inspiradora
Nesta quarta-feira (10), Camila Piaggio, diretora superintendente do grupo PDK Empreendimentos, participou do Rotativo News da Rádio Sociedade News FM para falar sobre a trajetória da empresa e os projetos atuais, incluindo o inovador Boulevard Residence.
Camila iniciou sua carreira no grupo há 15 anos, começando como estagiária e passando por diversas áreas, até assumir a superintendência em março de 2021. Ela explica que sua gestão tem como prioridade fortalecer o DNA da empresa, pautado em inovação, qualidade e visão de longo prazo, consolidando os empreendimentos do grupo como referência de excelência e promovendo uma cultura empresarial inspiradora.
O grupo PDK, que completará 30 anos em breve, possui projetos emblemáticos na cidade de Feira de Santana, como o Multiplace, integrado ao Shopping Boulevard, além do Premier e o Greenville, primeiro condomínio horizontal fechado de alto padrão da cidade. Além disso, a empresa conta com empreendimentos em outros estados e cidades, incluindo shoppings em Aracaju e Camaçari.
Um dos destaques recentes é o Boulevard Residence, o primeiro empreendimento residencial integrado a um shopping center no Brasil, oferecendo unidades com diferentes tipologias, espaços de lazer como pet place e parquinho infantil, coworking, e um conceito de “cidade de 15 minutos”, que privilegia a proximidade de serviços e conveniência para os moradores.
Segundo Camila, o projeto foi planejado cuidadosamente durante três anos para atender às necessidades do público local.
A superintendente também comentou sobre a presença feminina no setor, ainda majoritariamente masculino. “Nosso time é composto majoritariamente por mulheres. Trazer essa diversidade para o ambiente corporativo amplia a perspectiva e gera mais inovação”, afirma Camila, destacando que sua trajetória pode inspirar outras mulheres a ocuparem posições de liderança no mercado imobiliário.
Sobre o mercado de Feira de Santana, Camila destaca o dinamismo da cidade e a demanda por empreendimentos diferenciados. A PDK aposta em inovação, pesquisa e responsabilidade social, participando de iniciativas como o Pensar Feira e o IPEMAC, que oferece ensino e suporte a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Com quase três décadas de experiência, o grupo PDK reafirma seu compromisso com a qualidade, pioneirismo e relevância social, consolidando sua presença no mercado imobiliário da Bahia e abrindo novos caminhos para o desenvolvimento urbano sustentável.

Manu Pilger, Mestra em Comunicação pela UFRB
As redes sociais se tornaram vitrines de afetos, mas também arenas de violência. Basta alguns segundos de rolagem para encontrar comentários carregados de rancor, desejos de morte, de doença, de silenciamento. O que antes poderia ser restrito a conversas de bar, hoje é potencializado pelo alcance global de um clique.
O hater não apenas discorda: ele deseja o fim do outro.
Esse ambiente tóxico não é obra do acaso. Ele floresce porque o espaço digital ainda é tratado como terra sem lei. Há regras internas das plataformas, mas elas se escondem atrás do lucro e da conveniência, deixando o usuário à mercê de ataques que, na vida fora da tela, configurariam crime.
É nesse ponto que entra a urgência da regulamentação. Mas é preciso desfazer um mito alimentado por aqueles que temem perder privilégios no caos: regulamentar não é censurar. Regular não significa amordaçar, mas justamente o contrário criar condições para que a liberdade de expressão, direito fundamental e cláusula pétrea da Constituição brasileira, possa ser exercida de forma plena. Porque a liberdade só existe de fato quando não se transforma em arma. E abusos, em qualquer sociedade democrática, precisam ser contidos.
A ausência de regulamentação interessa a quem lucra com o caos. Plataformas crescem na base do engajamento, e nada engaja mais do que a polêmica e o ódio. Mas a sociedade não pode continuar refém desse modelo. Cabe ao Estado, em diálogo com a sociedade civil, criar marcos que responsabilizem, que deem transparência, que protejam.
Não se trata de calar vozes, mas de garantir que mais vozes possam falar sem medo. Porque onde reina o ódio, reina também o silêncio forçado daqueles que não suportam mais ser alvo. E uma democracia em que parte da população é calada pelo medo não é uma democracia plena.
O que está em jogo, portanto, não é apenas a saúde mental de quem sofre ataques, mas a própria saúde da nossa vida pública. Regular as redes é um ato de cuidado coletivo. É escolher que a liberdade continue sendo direito de todos e não privilégio dos mais barulhentos ou cruéis.

com César Oliveira
tema: atual situação política do Brasil

com Frei Jorge Rocha
Tema: “abrir firma no cartório”

Achado não é roubado?
Hoje, na academia, ouvi a história de uma pessoa que perdeu o celular dentro do ônibus, voltando para casa após um dia de trabalho. Ela guardou o aparelho na bolsa e, sem perceber, o celular provavelmente caiu. Ao chegar em casa, notou a falta, tentou ligar: na primeira vez chamou, na segunda já caiu na caixa de mensagens.
Para surpresa dela, o localizador indicava que o aparelho estava… no condomínio vizinho ao dela, no mesmo bairro. Com essa informação, foi até a delegacia registrar ocorrência. Lá, ouviu do policial: encontrar um celular e não devolver caracteriza crime de apropriação de coisa achada, previsto no artigo 169, inciso II, do Código Penal. Ou seja, não é porque o celular caiu no ônibus que ele deixou de ter dono.
Esse episódio me fez lembrar da minha infância, quando minha mãe não aceitava que um lápis “estranho” aparecesse na minha mochila. “Não é seu”, ela dizia. Era a base do ensinamento: respeitar o que pertence ao outro.
Falamos tanto em violência, homicídios, furtos e roubos, mas esquecemos de refletir sobre o que sustenta tudo isso: os valores ensinados em casa. Um celular perdido em um ônibus cheio poderia ter sido devolvido. Bastava atender à ligação, avisar, entregar ao motorista, procurar a empresa. Mas, ao invés disso, alguém preferiu se apropriar. Talvez até uma pessoa que pega o mesmo ônibus diariamente que a dona do aparelho.
É nesse ponto que penso: por que o mundo anda tão atravessado, tão permeado de perigos e desconfiança? Talvez porque nos falte justamente o que deveria ser simples: o gesto silencioso de devolver o que não nos pertence.
No fim das contas, não é sobre um celular perdido. É sobre caráter. É sobre compreender que honestidade não depende de lei, mas de consciência. E que enquanto muitos se acostumarem a levar vantagem sobre aquilo que não é seu, continuaremos alimentando, no pequeno, a mesma violência que depois tanto condenamos no grande.

Tema: julgamento de Bolsonaro