
com Frei Jorge Rocha
tema: haja ou aja?

com Frei Jorge Rocha
tema: haja ou aja?

por Emanueli Marques Pilger
Dizem que a solidão é uma senhora elegante. Anda devagar, pisa macio, não faz barulho quando entra. E talvez seja por isso que a gente só percebe sua presença quando ela já está sentada no sofá, tomando o nosso café e perguntando, com aquela voz mansa: “Como você tem vivido?”
E, como lembra Noreena Hertz, economista britânica e uma das principais estudiosas da solidão contemporânea, vivemos num tempo em que a conexão é abundante, mas o vínculo humano é raro.
Talvez por isso nossas sociedades tenham se tornado progressivamente mais solitárias.
A gente coleciona seguidores, mas falta quem nos siga de verdade. Florestas de contatos no celular, desertos de afeto na vida real. É curioso… nunca estivemos tão conectados, e ainda assim tão desconectados uns dos outros. É como se o mundo tivesse perdido o hábito de conversar devagar, olhar nos olhos, ouvir o silêncio do outro sem querer preenchê-lo.
Talvez seja culpa da pressa essa velha ditadora que manda mais do que deveria. Talvez seja culpa do medo esse guardião que não nos deixa atravessar a ponte da vulnerabilidade. Ou, quem sabe, seja só o tempo dizendo que precisamos reaprender a estar juntos.
O fato é que a solidão virou companheira diária: nos acompanha no trânsito, na fila do banco, no supermercado e até no meio da multidão. Ela se esconde nas notificações que chegam, mas não tocam. Nos abraços que damos correndo. Nos “como você está?” ditos sem intenção de ouvir a resposta.
A verdade é que ninguém precisa ser ilha. Somos arquipélagos e pontes podem ser construídas todos os dias. Talvez seja esse o convite da vida agora: desacelerar, reaprender a tocar as pessoas, ainda que com palavras, ainda que com cuidado. Relembrar que vínculos não se fazem com curtidas, mas com presença.
E, no final das contas, quando a solidão insistir em bater à porta porque ela sempre volta que ela encontre a casa cheia de vozes, memórias e afetos. Que encontre a gente cercada de gente. E de nós mesmas.
Porque solidão existe, sim. Mas pertencimento também.
E, quando ambos se encontram, a vida fica mais leve, mais humana, mais nossa.

No episódio de hoje (24), Manu Pilger conversou com Lucas Nascimento, Professor Adjunto de Linguística da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Pós-Doutor em Língua Portuguesa pela USP, para discutir como a comunicação se tornou uma das competências mais estratégicas da liderança contemporânea.
🔊 Dê o play e descubra o poder transformador da comunicação na liderança.
Entrevista com Lucas Nascimento – professor

com César Oliveira
tema: Os 3 acontecimentos do Brasil

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tema: o arco da velha

O tema da redação do Enem 2025 surpreendeu muita gente e trouxe uma discussão urgente para o centro do debate nacional: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira.”
O assunto não poderia ser mais atual. O Brasil está envelhecendo — e, ao mesmo tempo, precisa repensar como enxerga, acolhe e valoriza seus idosos. Neste ano, o Enem registrou um aumento expressivo no número de participantes com mais de 60 anos: 17.192 inscritos, o que representa 191% a mais que em 2022.
Mas o que esse dado revela sobre as transformações sociais que estamos vivendo? Como a educação, a comunicação e a ciência podem contribuir para um envelhecimento mais ativo, digno e conectado aos novos tempos?
Para refletir sobre essas questões, o Rotativo News recebe hoje Jotta Junior, especialista em Neurocomunicação e cofundador do canal Longidade, que vai nos ajudar a entender o que está por trás desse movimento e o que ele diz sobre o futuro da longevidade no Brasil.

com César Oliveira
tema: megaoperação no RJ