com Frei Jorge Rocha
tema: plural


com Frei Jorge Rocha
tema: saudade


com César Oliveira – médico e jornalista
tema: Caso Master e Moraes


com Frei Jorge Rocha
tema: Cair a Ficha

Podcast Super Sincera
22 de Janeiro de 2026

A liberdade de não esperar aplausos

Por Manu Pilger – Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Aprendi, com o tempo, que existem palavras que nascem em outros idiomas, mas ganham morada definitiva na nossa rotina emocional. Haters é uma delas. Importada do inglês, a tradução é simples e dura: odiadores. Gente que, por razões que nem sempre entendemos, prefere gastar energia torcendo contra.

Na mesma prateleira da comunicação digital estão os lovers, aqueles que aplaudem, incentivam, celebram. E foi pensando nessa convivência entre amor e rejeição que me peguei refletindo sobre o quanto a necessidade de reconhecimento atravessa a vida das pessoas e, muitas vezes, as machuca.

Essa semana, uma amiga me confidenciou sua dificuldade em aceitar uma verdade incômoda: nem todo mundo que caminha ao nosso lado está torcendo por nós. No trabalho, temos colegas não necessariamente amigos. Na família, às vezes, convivemos com laços que não sabem amar como deveriam. E isso dói, porque esperamos do outro aquilo que faz sentido para nós.

Em algum momento da vida, precisei aprender, não sem resistência, que o mundo não se molda para caber nos nossos afetos. Ouvi isso na terapia, como quem recebe um aviso necessário: o mundo não vira uma bolha para nos proteger. Cabe a nós aprender a ler as pessoas, separar o joio do trigo e criar estratégias emocionais para conviver sem adoecer.

Foi esse aprendizado que compartilhei com minha amiga. Falei também de um livro que me atravessou profundamente: O Ego é o Seu Maior Inimigo, de Ryan Holiday. Porque existe algo muito humano, quase inevitável, em querer ser visto. Queremos que percebam nosso crescimento, nosso esforço, nosso corpo mudando, nossa disciplina diária, nosso trabalho bem feito.

E é legítimo ficar triste quando esse reconhecimento não chega.

Mas foi libertador descobrir que a maturidade começa quando a gente para de esperar aplausos. Quando entendemos que nem toda plateia é sincera e que nem todo elogio nasce da admiração. Às vezes, o silêncio do outro diz mais sobre ele do que sobre nós.

Construir autoestima é um exercício silencioso. Autoafirmação não faz barulho. Convicção pessoal não depende de curtidas. Estar bem consigo mesmo é uma tarefa diária e profundamente revolucionária num mundo que nos ensina a buscar validação o tempo inteiro.

Hoje, sigo com a certeza de que valores morais e éticos sustentam muito mais do que aprovação alheia. O que me move é saber quem eu sou, o que faço e por que faço. O resto é ruído.

E assim sigo: sem esperar aplausos, sem contar plateias, mas com a tranquilidade de quem aprendeu que a própria consciência é o palco mais honesto que existe.


com César Oliveira
tema: definições da politica 2026


com Frei Jorge Rocha
tema: palavras terminadas em Z

Podcast Super Sincera
14 de Janeiro de 2026

Quando pedir ajuda deixa de ser vergonha


Por Manu Pilger – Mestra em Comunicação pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).


Por muito tempo nos ensinaram a engolir o choro, a seguir em frente sem perguntar como, a acreditar que pedir ajuda era sinal de fraqueza. Crescemos ouvindo que quem é forte resolve tudo sozinho. E assim, muita gente aprendeu a sofrer em silêncio.

O Janeiro Branco chega para lembrar que a saúde mental também precisa de cuidado e que sentir não é falha, é humano. Medo e vergonha costumam ser as primeiras barreiras quando o assunto é buscar ajuda especializada. Medo de julgamento. Vergonha de admitir que algo não vai bem.

Mas não há fraqueza em procurar um psicólogo. Há coragem. Há responsabilidade consigo mesmo. Há um gesto de amor que começa quando a gente decide não enfrentar tudo sozinho. A dor que não é acolhida não desaparece. Ela se acumula, se disfarça, se manifesta no corpo, no humor, nas relações. Cuidar da mente é interromper esse ciclo antes que ele machuque mais.
Que a gente aprenda, pouco a pouco, a perder o medo e a vergonha. Que pedir ajuda deixe de ser tabu e passe a ser caminho. Porque cuidar da saúde mental não é sobre dar conta de tudo é sobre se permitir continuar.


com César Oliveira
tema: INSS


com Frei Jorge Rocha
tema: palavras universais