O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, condenou nesta segunda-feira (21) o hacker Walter Delgatti e mais seis investigados na Operação Spoofing. Delgatti foi condenado a 20 anos, 1 mês e 736 dias-multa por diferentes crimes, incluindo invasão de dispositivo informático, obtenção de sigilo pessoal e divulgação de segredos. Os outros condenados são: Gustavo Henrique Elias Santos, Luiz Henrique Molição, Thiago Eliezer Martins Santos, Suelen Priscila De Oliveira e Danilo Cristiano Marques. A informação foi relatada inicialmente pela revista Veja.
A Operação Spoofing foi deflagrada em 2019 para investigar as invasões de contas do Telegram que resultaram na Vaza-Jato. A operação apurou que os hackers tiveram acesso a mensagens privadas de políticos, empresários e autoridades públicas, e que divulgaram essas mensagens na internet.
O hacker Walter Delgatti durante a CPI do 8 de janeiro Imagem: Ton Molina/Estadão Conteúdo
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pediu a quebra de sigilo telefônico e telemático do hacker Walter Delgatti.
No requerimento, Ramagem detalhou que os dados devem ser referentes ao período de 1º de janeiro de 2017 a 21 de agosto de 2023.
O parlamentar argumentou que o acesso ao sigilo telefônico, telemático e dos dados objetivos das empresas de telefonia está inserido no rol das competências e prerrogativas constitucionais das Comissões Parlamentares de Inquérito.
O deputado justificou o pedido ao citar que foram constatadas “inúmeras contradições” durante o depoimento do hacker na CPI do 8 de janeiro.
Trecho do requerimento destaca que “é preciso lembrar que as incoerências motivaram, inclusive, a sua reconvocação pela Polícia Federal para detalhar e esclarecer justamente quem foram as pessoas com as quais o hacker manteve relações”.
O UOL tentou contato com a defesa de Delgatti para falar sobre o tema, mas não houve retorno.
Entre os principais dados requeridos, estão:
Histórico de localização;Continua após a publicidade
Histórico de chamadas efetuadas e recebidas;
Dados armazenados pela Apple, Microsoft e Google;
Relação de contatos salvos e não salvos pelo usuário;
Dados armazenados nos aplicativos WhatsApp, Telegram, Instagram e Facebook.
Zambelli, Bolsonaro e o hacker
Em depoimento à CPI do 8 de Janeiro, Delgatti afirmou ter sido procurado por Zambelli para se reunir com Jair Bolsonaro, que teria lhe prometido um indulto para o hacker tentar fraudar as urnas eletrônicas e, com isso, colocar em dúvida a lisura das eleições.Continua após a publicidade
O hacker afirmou que Bolsonaro teria deixado a seu critério decidir quais ilegalidades seriam cometidas para provar que a urna não seria segura ou demonstrar sua fragilidade.Ele teria se reunido com o então presidente no Palácio do Alvorada e conversado com ele por telefone em outra ocasião.
Nesta outra conversa, também mediada por Zambelli, Bolsonaro teria mencionado um grampo no ministro do STF Alexandre de Moraes. O então presidente teria pedido que o hacker assumisse a autoria do crime. “Nesse grampo teriam conversas comprometedoras do ministro”, alegou Delgatti.
No fim de semana, um extrato bancário mostrou que pessoas próximas à Carla Zambelli fizeram transferências para a conta de Delgatti. O documento foi uma das provas usadas pela Polícia Federal para embasar o pedido de busca e apreensão contra a parlamentar, e foi obtido pelo portal Metrópoles.
No dia do depoimento à CPI, a defesa da deputada afirmou que Delgatti negou as acusações feitas pelo hacker. “Ele modifica os fatos, o que é só mais um sintoma de que a sua palavra é totalmente despida de idoneidade e credibilidade”, afirmou o advogado Daniel Bialski em comunicado.
Defesa de Zambelli fará denúncia
Segundo o advogado da parlamentar, a denúncia será feita após Delgatti ter citado participação de Zambelli “em um crime que ela não tem envolvimento”. A declaração foi feita hoje pelo advogado Daniel Bialski em entrevista à GloboNews. Ele também defende a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.Continua após a publicidade
Bialski afirmou que o hacker “enxerta na história dele fantasias maravilhosas que fazem muito bem aos ouvidos daquele que não gostam daquelas pessoas”, em referência àqueles que ele envolveu em seu depoimento, como Bolsonaro e Zambelli.
O advogado da deputada disse ainda que não houve “pagamento para fraudar urna, para tentar criar um mandado de prisão em nome do ministro Alexandre de Moraes”. Segundo Delgatti, o pedido contra as urnas partiu de Bolsonaro e, o outro, contra o ministro do STF, veio de Zambelli.
O defensor diz que Zambelli deveria ter sido mais cautelosa ao lidar com o hacker. Bialski apontou as investigações e condenações contra Delgatti como elementos para descredibilizar a versão apresentada sobre o envolvimento da deputada na contestação das urnas eletrônicas e do resultado da eleição.
O Ministério da Cultura assinou em agosto um contrato de 22,5 milhões de reais com uma empresa de Turismo de Brasília para gerenciar as viagens dos integrantes da pasta.
A agência será responsável por “reserva, emissão, marcação, remarcação, cancelamento e reembolso de passagens aéreas nacionais e internacionais”, diz publicação no Diário Oficial da União.
ATUALIZAÇÃO, 16H30 — O Ministério da Cultura enviou nota ao Radar: “O contrato em questão visa atender as necessidades dos Ministérios da Cultura e do Turismo. Já o valor mencionado é uma previsão para ser usado pelas duas pastas em quatro anos e será pago de acordo com a demanda de viagem dos dois ministérios, sem a obrigatoriedade de usar todo o valor contratado. Além disso, o aporte está dentro dos padrões que outros Ministérios já utilizam com passagens para cumprimento de agendas de governo realizadas no Brasil e no exterior”.
Londres – Um estudo feito pela Universidade South California (USC) chegou a uma conclusão que contraria o senso comum sobre disseminação de fake news pelas redes sociais: 15% dos usuários participantes do experimento que mais compartilharam informações foram responsáveis por 30% a 40% das notícias falsas transmitidas – e o motivo principal, segundo os pesquisadores, foi simplesmente atrair atenção para seus perfis.
O estudo, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences, coloca em questão a tese de que a desinformação se espalha porque os usuários não têm as habilidades de pensamento crítico necessárias para identificar a verdade ou porque suas crenças políticas distorcem seu julgamento.
Os autores afirmam que o modelo de negócio das plataformas, que recompensa os usuários que compartilham informações e se tornam mais populares, é o principal motor para a proliferação de fake news.
Entendendo o compartilhamento de fake news nas redes sociais
A equipe de pesquisa da USC Marshall School of Business e da USC Dornsife College of Letters, Arts and Sciences avaliou postagens de 2.476 usuários ativos do Facebook nos EUA, com idades entre 18 e 89 anos, que se voluntariaram para participar.
Os pesquisadores descobriram que os hábitos de uso da mídia social tiveram mais influência no compartilhamento de fake news do que outros fatores, incluindo crenças políticas e falta de raciocínio crítico.
Usuários frequentes e habituais encaminham seis vezes mais notícias falsas do que usuários ocasionais ou novos, que poderiam ser considerados mais inocentes.
“Esse tipo de comportamento foi recompensado no passado por algoritmos que priorizam o engajamento ao selecionar quais postagens os usuários veem em seu feed de notícias e pela estrutura e design dos próprios sites”, disse um dos autores, o cientista comportamental Ian A. Anderson.
Usuários das redes compartilham até notícias em que não acreditam
O estudo envolveu diferentes experimentos. No primeiro, os pesquisadores quantificaram o compartilhamento de fake news e notícias verdadeiras.
Em outro teste, os pesquisadores constataram que o compartilhamento habitual de desinformação faz parte de um padrão mais amplo de insensibilidade à informação que está sendo compartilhada.
“Na verdade, os usuários habituais compartilharam notícias politicamente discordantes – notícias que desafiavam suas crenças políticas – tanto quanto notícias que eles endossavam”, diz o relatório.
Por fim, a equipe testou se as estruturas de recompensa da mídia social poderiam ser planejadas para promover o compartilhamento de informações verdadeiras em vez de falsas.
Fake news nas redes motivadas pela popularidade
Os resultados mostraram que os incentivos à precisão, em vez da popularidade (como é o caso atualmente em sites de mídia social), dobraram a quantidade de notícias precisas que os usuários compartilham nas plataformas sociais.
“Devido aos sistemas de aprendizado baseados em recompensas nas redes sociais, os usuários formam hábitos de compartilhamento de informações que asseguram o reconhecimento de outras pessoas”, escreveram os pesquisadores.
“Depois que os hábitos se formam, o compartilhamento de informações é ativado automaticamente por dicas na plataforma, sem que os usuários considerem os resultados de respostas críticas, como a disseminação de desinformação”.
É possível resolver se plataformas quiserem
O relatório publicado na revista científica destaca que o compartilhamento habitual de fake news nas redes sociais não é inevitável.
E que os usuários podem ser incentivados a criar hábitos de compartilhamento que os tornem mais sensíveis à disseminação de conteúdo verdadeiro.
“Isso significa que as plataformas de mídia social podem dar um passo mais ativo do que moderar quais informações são postadas e, em vez disso, buscar mudanças estruturais em sua estrutura de recompensa para limitar a disseminação de desinformação”, diz a pesquisa da USC.
Artistas brasileiros, como Carlinhos Brown, A Dama e O Maestro participarão do evento
Manchester City prepara ativação em parceria com o Bahia –Foto: Reprodução/ Bahia / Esporte News Mundo
Para celebrar o mais novo clube a se juntar à família City Football Group, o Manchester City sediará ativações especiais envolvendo o Bahia no próximo dia 2 de setembro, quando o ganhador da tríplice coroa europeia receberá o Fulham no Etihad Stadium em Manchester, na Inglaterra. As ativações reunirão futebol e música para destacar a identidade única da Bahia.
O tricolor Carlinhos Brown estará no local com seu trio elétrico para entreter torcedores e levar as tradições baianas para Manchester. O indicado ao Oscar e vencedor do Grammy Latino levará brindes da cultura baiana, entre eles as famosas fitinhas do Senhor do Bonfim.
Nomes do pagode baiano como A Dama e O Maestro se juntarão a Brown para as apresentações especiais. Além disso, outras tradições baianas estarão expostas no estádio, incluindo capoeira e timbaleiros. Para completar, os mascotes do Bahia se juntarão aos mascotes do Manchester City (Moonchester e Moonbeam) no estádio.
As atividades terão apoio do Governo do Estado da Bahia, da Prefeitura de Salvador e de empresas parceiras: Axi, Socios.com e Esportes da Sorte.
Um dos maiores sucessos do grupo Queen foi retirado do disco ‘Greatest Hits’ (1981) para evitar a “cultura do cancelamento”. Os executivos do grupo Universal decidiram que a versão do álbum disponível na plataforma de streaming Yoto não terá a canção ‘Fat Bottomed Girls’. Uma tradução à brasileira do título da música poderia ser ‘Garotas com Popozão’.
A canção retirada do álbum foi composta por Brian May em 1978. Um trecho da música diz: “Fiquei sozinho com a grandona da Fanny, uma babá safada, uma mulher enorme, ela me transformou em um menino malvado”. Outro afirma: “Garotas com popozão, são vocês que fazem o mundo girar”.
‘Greatest Hits’ é um dos maiores sucessos do Queen e um dos discos mais vendidos de todos os tempos, com 25 milhões de cópias comercializadas ao redor do mundo. Entre os outros sucessos do Queen presentes no álbum junto com ‘Fat Bottomed Girls’ estão as clássicas ‘Bohemian Rhapsody’, ‘Don’t Stop Me Now’ e ‘We Will Rock You’.
O jornal britânico Daily Mail conversou com executivos da indústria musical incomodados com a decisão da Universal em remover a canção do álbum.
“Uma canção divertida não é mais aceitável na sociedade atual”, lamentou o empresário anônimo entrevistado pela publicação. “Por que não podemos ouvir alguém cantando sobre sua apreciação por pessoas de todas as formas e tamanhos?”.
Brian May e os assessores do Queen ainda não se pronunciaram em público até o momento sobre a decisão pela remoção de ‘Fat Bottomed Girls’ da versão de ‘Greatest Hits’. Em 2008, em entrevista à revista Mojo, o ele falou sobre as origens da canção: “Eu escrevi com o Fred [Mercury] em mente, é o que você faz quando tem um cantor ótimo que gosta de meninas grandonas… Ou meninos”.
A vida e os feitos de Freddie Mercury (1946-1991) e seus colegas de Queen foram retratados no longa ‘Bohemian Rhapsody (2018) – ou pelo menos uma vesão romanceada deles.
Desde o início de agosto, as farmácias brasileiras foram autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a oferecer uma série de exames diagnósticos simples.
Depois da experiência com os testes de Covid-19 durante a pandemia, o paciente que quer fazer um exame rápido de dengue, Beta-hCG, colesterol, glicemia, teste de tolerância alimentar, hepatite ou sífilis, por exemplo, não precisa mais procurar um laboratório — hoje, basta procurar uma farmácia habilitada.
A ideia é facilitar o acesso a exames simples, principalmente para a população de baixa renda. Porém, a Anvisa alerta que o teste não é definitivo, e deve servir apenas como uma primeira avaliação, uma espécie de guia para um exame mais completo feito em laboratório e interpretado por profissional de saúde especializado.
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) chegou a emitir um alerta explicando que os exames de alergia oferecidos nas farmácias constatam apenas a sensibilização alérgica, e não exatamente a alergia, o que pode causar confusão no paciente que não conta com um especialista para interpretar os resultados.
“O cidadão, aquele que deveria ter a integridade de sua saúde preservada pelas leis, acaba sendo a vítima da popularização de testes diagnósticos interpretados por profissionais sem o conhecimento adequado para sua correta avaliação”, diz a nota.
Projeto “corajoso” e revolucionário
O presidente executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, é a favor do novo modelo e explica que a ideia de oferecer os exames começou a partir do sucesso dos testes rápidos de Covid-19 nas farmácias.
“Das 93 mil farmácias existentes no Brasil, cerca de 10 mil são ligadas à Abrafarma, que é a associação de farmácias no Brasil. Dessas, cinco mil fizeram testes com regularidade durante dois anos da pandemia. Só elas foram responsáveis por 20 milhões de testes”, conta o especialista.
Estima-se que, deste número, cerca de 3 milhões são pacientes que teriam condição de ir a um laboratório, mas escolheram a farmácia. “Conseguimos levar acesso à uma população que é invisível para o SUS. Esse modelo, que deu certo com a Covid-19, pode funcionar com muitas outras condições. O projeto pode não ser o ideal ainda, mas já é um grande avanço”, considera Gouvêa.
O presidente da CBDL explica que as farmácias foram escolhidas por serem ambientes de saúde reconhecidos pela legislação. O farmacêutico é o profissional de saúde que deve fazer o exame e dar o primeiro acolhimento ao paciente, indicando onde ele pode encontrar um centro de saúde para garantir o tratamento.
Um dos exemplos positivos é a hepatite C. A doença é silenciosa e, se o paciente não faz o teste, o problema vai se agravando até que se desenvolve uma cirrose hepática. Nem sempre há tratamento e o indivíduo pode acabar morrendo. Se o quadro é descoberto no começo, a terapia é aplicada antes que o quadro piore. Gouvêa explica que a pessoa pode apenas passar na farmácia, sem exame médico, e fazer o teste.
“O indivíduo sai já referendado para começar a sua jornada como paciente mais cedo, o que promove acesso a uma terapia mais eficaz, assertiva, muitas vezes menos invasiva e com resultados melhores. É uma grande oportunidade de pulverizar o acesso aos exames de forma ampla para a população enquanto diminuímos a sobrecarga do sistema público, inclusive financeira. São muitos benefícios”, aponta Gouvêa.
Desafios
Apesar de representar uma mudança no cenário de análises diagnósticas, os testes rápidos nas farmácias não são unanimidade.
Em nota publicada no site da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), o presidente do Conselho de Administração da entidade, Wilson Shcolnik, lembra que o ambiente mais apropriado para realização de exames ainda é o laboratório clínico, que é controlado e conta com pessoal qualificado e treinado.
“Nós, profissionais de laboratório, conhecemos muito bem os benefícios e os riscos dos testes rápidos. Os benefícios são os resultados obtidos praticamente em minutos, mas o problema é que o funcionamento e o desempenho desses testes varia muito”, ressalta. Shcolnik lembra que todos os resultados precisam ser confirmados por exames feitos em laboratório.
O presidente da Abramed também aponta que é essencial a comunicação do resultado de alguns exames ao Ministério da Saúde e demais autoridades sanitárias para o controle epidemiológico de algumas doenças.
Em nota, a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (Sbac) também afirma que “lugar de exame é em laboratório”. “A Sbac enfatiza o posicionamento claro e assertivo de que o lugar de realização de exames é no ambiente laboratorial, com avançados equipamentos de medição, laudos assinados por profissionais especializados, sem nenhuma orientação de comércio de fármacos”, diz o texto.
O projeto ainda está no início, e precisa de ajustes: os especialistas reforçam que a população deve entender que é apenas um resultado primário e não deixar de procurar um médico depois do resultado positivo para confirmar o diagnóstico e dar início ao tratamento. Os farmacêuticos também precisam de treinamento e orientação.
Gouvêa explica que, para garantir a segurança do paciente e o padrão do teste rápido, a CBDL tem discutido com as entidades médicas e a Anvisa sobre maneiras de implementar regras de qualidade para os exames, inclusive criando formas de verificar a calibração dos testes.
O colombiano Luis Alfredo Garavito, serial killer que matou 193 pessoas, entre crianças e adolescentes, poderia sair da prisão em meses por bom comportamento. Ele confessou ter matado cerca de 190 crianças, com idades entre 8 e 16 anos. As informações são do tabloide The Daily Star.
Garavito recebeu mais de 50 longas sentenças, mas a Colômbia limita as penas de prisão a 40 anos e permite a soltura antecipada por bom comportamento, uma vez que metade da pena tenha sido cumprida. Este ano marca metade da sentença do assassino, e autoridades afirmam que a soltura do assassino é uma possibilidade “muito real”.
Garavito foi preso em 1999, inicialmente por tentativa de estupro. Sob custódia, ele confessou a autoria de 114 assassinatos. Em outras oportunidades, confessou ter feito mais vítimas, chegando ao número de 193 conhecidas atualmente.
“Peço-lhe que me perdoe por tudo o que fiz e tudo o que vou confessar. Sim, eu os matei, e muitos outros”, afirmou Garavito. Ele teria dito ao juiz que foi repetidamente estuprado por seus dois vizinhos e espancado por seu pai quando era mais novo.
Garavito mostrou ao juiz sua contagem de assassinatos que mantinha dentro de um caderno. O assassino havia desenhado 140 linhas nas páginas, uma para cada uma de suas vítimas.
Ex-diretor da PRF relata “tortura física” na Papuda e pede transferência
Foto: Agencia Brasil.
O ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques pediu para ser transferido de prisão após alegar que está sendo vítima de “tortura física e psicológica” no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Ele está preso desde semana passada e é investigado por suposta interferência no segundo turno das eleições de 2022.
O ex-diretor da PRF relatou para pessoas próximas e para defesa dele supostos riscos envolvendo sua integridade física devido à proximidade aos presos comuns. Além disso, ele disse que não está conseguindo dormir por causa do barulho na cadeia e que isso agrava problemas de saúde relacionados à deficiência de imunidade.
Por fim, Silvinei contou que não está conseguindo se alimentar direito por ter resistência à glúten e não receber uma alimentação especial.
A defesa do ex-diretor solicitou a transferência para o 19 Batalhão da Polícia do DF com base na lei que garante aos servidores policiais prisão especial.
O pedido está sendo analisado pela Vara de Execuções Penais de Brasília.
Emissora exagera no tom e é criticada até pela imprensa
A jornalista da GloboNews Natuza Nery, durante a abertura eufórica do programa com críticas a Bolsonaro – 17/08/2023 | Foto: Reprodução/GloboNews
Durante a edição da quinta-feira 17 do programa Central GloboNews, a jornalista Natuza Nery fez uma abertura eufórica ao comentar a possível “ruína de Jair Bolsonaro”.
Natuza citou um trecho da Bíblia para tratar da possível confissão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que poderia complicar o ex-presidente.publicidade
Jair Bolsonaro e Mauro Cid | Foto: Alan Santos / PR/Divulgação
O versículo mencionado por Natuza inspirou uma operação da Polícia Federal que chegou ao pai de Cid e outros aliados de Bolsonaro.
“Não há definição melhor sobre o dia de hoje que aquela usada pela Polícia Federal na operação da última sexta-feira, que diz assim, um versículo bíblico”, inicia Natuza. “‘Não há nada escondido que não venha a ser descoberto ou oculto que não venha a ser conhecido. O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa será proclamado dos telhados’. E é com esse trecho bíblico que eu começo essa edição, porque foi esse trecho que inspirou o nome da operação. Desde então, tudo começou a ruir para Jair Messias Bolsonaro.”
A fala de Natuza gerou críticas até mesmo da imprensa. O portal Uol publicou um texto com críticas às falas da jornalista. Além disso, o colunista de imprensa Gabriel Perline, do portal iG, chamou a atenção para a empolgação que a possível derrocada iminente de Bolsonaro causou na imprensa tradicional.
Natuza Nery e Haddad
A jornalista é a mesma que, em julho, tietou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao pedir para o petista tocar violão, durante uma entrevista.