ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Brasil vai recorrer à Rússia pra tentar segurar preço do diesel que já passa de 8 reais

O governo brasileiro deve ficar esperto para possíveis reações violentas dos lobbies petroleiros americanos. Em outras ocasiões, sempre que Brasil reduziu muito as importações de derivados de petróleo dos EUA, ocorreram turbulências políticas no país. A Lava Jato e o Impechment de Dilma Rousseff, por exemplo, podem ter sido motivados pelas decisões da Petrobrás de construir refinarias no Brasil, o que fatalmente levaria ao declínio da dependência de importações do produto americano. 

Dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que as importações de diesel russo pelo Brasil aumentaram significativamente este ano. Em fevereiro, as importações foram de US$ 98 milhões e subiram para US$ 344,6 milhões em junho. Para efeito de comparação, as vendas de diesel dos Estados Unidos para o Brasil foram de US$ 309 milhões em janeiro, caindo para US$ 80,3 milhões em junho. Em julho, as importações de diesel russo para o Brasil totalizaram US$ 240,7 milhões, enquanto as dos Estados Unidos somaram US$ 203,7 milhões. 

Desde fevereiro, empresas brasileiras do setor de petróleo, como Petrobras e Vibra, têm observado um aumento nas importações de diesel da Rússia. Esse aumento ocorre em um contexto em que a Rússia enfrenta sanções internacionais devido à guerra com a Ucrânia. A União Europeia proibiu a importação de diesel e outros derivados do petróleo da Rússia desde fevereiro, uma medida que já se aplicava ao petróleo bruto desde dezembro do ano anterior. Isso levou a Rússia a redirecionar suas vendas, e o Brasil emergiu como um dos principais destinos, ao lado da Índia e da China. 

O G7 e a União Europeia estabeleceram um teto de preço para produtos russos. Esse teto é de US$ 100 por barril para os principais derivados, como o diesel, e de US$ 45 para produtos mais baratos, como lubrificantes. Essa regra afeta empresas que não estão baseadas nos países do G7 ou na Europa, mas que têm negócios com essas regiões, como é o caso de várias empresas brasileiras. 

Um levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostrou que cerca de 25 empresas brasileiras tiveram pedidos aprovados para importar produtos da Rússia entre janeiro e junho deste ano. A Braskem, uma das empresas com pedidos aprovados, afirmou que não importou produtos russos em 2023. A Refinaria de Manaus, também na lista, não respondeu quando procurada. 

Na divulgação de seus resultados do segundo trimestre, a Vibra indicou que o aumento das importações de diesel russo pressionou suas margens. Em resposta, a empresa optou por cortar custos e fortalecer sua relação com a Petrobras, seu principal parceiro na distribuição de combustíveis. Claudio Schlosser, diretor de logística, comercialização e refino da Petrobras, também notou o aumento das importações de diesel russo e expressou preocupações sobre incertezas na economia global. 

Com informações: O Cafezinho.


Veja as mudanças que vão haver em empréstimos de casas e carros

Foto: Tierra Mallorca/Unsplash.

Uma das prioridades legislativas do governo Lula, a proposta do Marco das Garantias pode ser votada ainda este mês, de acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

O Marco das Garantias reformula as normas que regulamentam as garantias de empréstimos com o objetivo de diminuir o risco de inadimplência do devedor e, assim, reduzir o custo do crédito. 

A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. 

Contudo, como houve alterações no texto por parte da última casa, a matéria volta à Câmara para que as mudanças sejam avaliadas. 

O advogado e especialista em direito econômico Alessandro Azzoni explica que a proposta permite o uso de um imóvel como garantia em diferentes operações de financiamento, o que não é possível atualmente. 

“Hoje, se eu quero tomar um empréstimo dando um imóvel como garantia, por exemplo, eu o apresento para uma instituição bancária, que avalia minha garantia e faz a liberação dos recursos em cima do imóvel”, diz Alessandro. 

O especialista utiliza no exemplo um imóvel de 500 mil reais. “Pode ser que o banco libere pelo menos 50% desse valor, R$ 250 mil, e fique com uma garantia de praticamente o dobro”. 

Alessandro explica que a medida prevê a criação de Instituições Gestoras de Garantias (IGGs), que ficariam responsáveis por todo o processo de avaliação do imóvel. 

Com isso, se uma pessoa comprar um carro ou uma casa, por exemplo, em alienação fiduciária, poderá usar esse bem como garantia em outras operações financeiras, exceto quando há inadimplência. 

“Se esse imóvel for avaliado em R$ 500 mil, por exemplo, o cliente vai poder usar essa garantia em vários bancos comerciais”, afirma. 

“Com isso, se cada banco liberar para ele um empréstimo de R$ 100 mil, ele pode tomar cinco empréstimos do mesmo valor em instituições diferentes, uma vez que a garantia expedida pela IGG avaliou o imóvel em R$ 500 mil”, explica. 

O especialista destaca que o Marco das Garantias aumenta os recursos de financiamento utilizando o mesmo bem como garantidor. Além disso, a medida permite que o devedor escolha a instituição que lhe ofereça a melhor taxa de juros. 

“Isso é uma mudança muito grande para o cliente em si, porque ele não fica com o imóvel preso numa instituição bancária com valor agregado maior”, completa. 

Atualmente, em casos de alienação fiduciária, o indivíduo não tem a propriedade do bem até que o empréstimo seja quitado. 

Na medida em que o tomador de empréstimo for honrando os pagamentos, poderá também tomar mais crédito. 

O Ministério da Economia argumenta que as novas regras devem reduzir custos e juros de financiamento, além de aumentar a concorrência no setor. 

E para os carros?

Alessandro explica que a lógica do marco das garantias é praticamente a mesma para imóveis e carros. 

No caso dos veículos, as instituições bancárias e financeiras também devem recuperar de forma mais ágil as garantias oferecidas pelo devedor em casos de falta de pagamento. 

Atualmente, a retomada extrajudicial de bens só pode ser realizada por vias judiciais. 

“Hoje, num caso de inadimplência, a instituição financeira tem que fazer a cobrança. Não havendo a cobrança, ela tem que ajuizar uma ação de busca e apreensão”, explica o advogado. 

Com o marco das garantias, essa tramitação deve sair da via judicial e poderá ser realizada via cartório, inclusive com apoio do Detran. 

“Com as financeiras reduzindo esse prejuízo, é possível que a taxa de juros consiga ter valor menor”, afirma. 

“A ideia, no geral, é que tenhamos uma redução em todo o sistema de taxa de juros de crédito direto para financiamento de bens com garantias reais, como imóveis e como veículos”, completa. 

No entanto, Alessandro reitera que mesmo que ocorram novas reduções na taxa de juros nos próximos meses, isso não significa que as taxas bancárias e financeiras irão diminuir na sequência. 

“O que vai determinar o percentual dessas taxas é o nível de inadimplência”, conclui. 

CNN/Com informação de Agência Senado


Os brasileiros Douglas Búrigo, André Hack, Thalita do Valle e  Antônio Hashitani morreram na guerra da Ucrânia
Os brasileiros Douglas Búrigo, André Hack, Thalita do Valle e Antônio Hashitani morreram na guerra da Ucrânia Imagem: Reprodução/Arte UOL

A legislação ucraniana garante que combatentes mortos durante a guerra têm direito a uma indenização de US$ 400 mil, o equivalente a cerca de R$ 2 milhões. As famílias dos quatro brasileiros que atuaram como voluntários das tropas da Ucrânia e morreram durante o conflitoesperam receber o pagamento.

O que acontece

Um decreto foi assinado pelo governo ucraniano, no início da invasão russa, em fevereiro de 2022, para garantir “a proteção social e legal” aos parentes de militares mortos em combate.

O pagamento inicial deve ser de R$ 400 mil — o restante (R$ 1,6 milhão), dividido em 40 parcelas, de acordo com a resolução do Ministério da Defesa da Ucrânia, de janeiro deste ano.

Especialistas consultados pelo UOL atestam a legitimidade do pedido de indenização das famílias de voluntários estrangeiros mortos em combate. Eles alertam, porém, para a necessidade de que tenham um advogado ucraniano para representar os seus interesses.

Questionado se tem conhecimento da lei e se há algum tipo de contato com o governo ucraniano, o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) disse que “eventuais contratos privados assinados por cidadãos brasileiros no exterior” fogem da sua competência.

Procurada, a Embaixada da Ucrânia no Brasil não respondeu aos questionamentos feitos pelo UOL.

O que diz a lei ucraniana

As pessoas com direito de receber o auxílio financeiro pontual, previsto nesta resolução, poderão exercê-lo a partir da data da morte (…) durante o período de lei marcial, especificada no atestado de óbito.”

As famílias dos combatentes mortos devem receber uma ajuda financeira [de um valor equivalente a R$ 2 milhões]. Só não terão direito à indenização os parentes de cidadãos da Rússia, de Belarus [país aliado dos russos] ou de pessoas que residam permanentemente nesses países. As famílias de condenados por traição ou assistência ao Estado. agressor também não terão direito ao auxílio.
Trechos da resolução assinada pelo governo ucraniano

O que dizem os especialistas

Voluntários vindos de outros países têm direito aos mesmos benefícios e garantias oferecidas aos combatentes ucranianos na guerra. Formalmente, os estrangeiros não fazem parte de uma organização separada. Eles integram as forças armadas da Ucrânia.
Kostia Gorobets, advogado ucraniano especialista em direito internacional

As famílias de voluntários brasileiros mortos em combate precisam de um advogado ucraniano que possa representá-los no país em guerra porque é um assunto interno da Ucrânia. Levar o assunto ao Itamaraty só daria resultado se o Brasil assumisse uma representação diplomática. É preciso que algum tratado internacional regulamente a atuação de voluntários em combate.
Alonso Gurmendi Dunkelberg, advogado e professor na Universidade de Oxford, no Reino Unido

A questão crucial é que estamos falando de um país que teve uma redução no PIB de 22% só em 2022, com previsão de queda ainda maior neste ano. A estimativa é de 350 mil combatentes mortos. A Ucrânia precisaria de auxílio dos EUA e de países europeus para pagar as contas e manter o esforço de guerra. Se não houver uma reviravolta financeira, a chance de pagamento de indenizações é mínima.
Tito Barcellos Pereira, geógrafo e especialista na atuação das forças armadas no mundo

Quem são os brasileiros mortos na guerra

André Hack Bahi foi o 1º brasileiro morto na Ucrânia
André Hack Bahi foi o 1º brasileiro morto na Ucrânia Imagem: Reprodução/Instagram

O gaúcho André Hack Bahi, 43, foi o primeiro combatente brasileiro morto em confronto na Ucrânia. Veterano de guerras anteriores, ele morreu em junho de 2022 em combate em Sieverodonetsk, um dos principais campos de batalha no leste ucraniano.Continua após a publicidade

Os restos mortais dele só chegaram ao Brasil em dezembro, seis meses após a sua morte.As cinzas foram jogadas pela família em uma praia do Ceará.

Fotografia mostrando Thalita do Valle e Douglas Búrigo
Fotografia mostrando Thalita do Valle e Douglas Búrigo Imagem: Divulgação/ Arquivo Pessoal

Thalita do Valle, 39, morreu no mesmo bombardeio que vitimou o gaúcho Douglas Búrigo, 40, no dia 1º de julho de 2022, na cidade de Kharkiv. As cinzas de Búrigo foram entregues à família no dia 20 de setembro do ano passado.

Búrigo revelou medo de morrer em áudioenviado a um amigo dias antes do bombardeio. “Tô apavorado aqui já. Abateram um colega nosso aqui. Rapaz, eu vou te falar bem a verdade. Não sei se volto vivo para o Brasil. Se eu não voltar, eu quero que vá a bandeira [do Brasil] pra mim”, disse.

Antônio Hashitani foi o 4º brasileiro morto na Ucrânia
Antônio Hashitani foi o 4º brasileiro morto na Ucrânia Imagem: Reprodução/Redes Sociais

O paranaense Antônio Hashitani, 25, foi o quarto brasileiro morto na guerra da UcrâniaEle estava em um bunker bombardeado por russos no último dia 2 de agosto, próximo à cidade de Bakhmut. As informações foram repassadas por voluntários aos parentes dele. A morte foi confirmada pelo Itamaraty.Continua após a publicidade

Hashitani era estudante de Medicina e havia trancado a sua matrícula para viajar para a Tanzânia, na África, em abril deste ano. Lá, ele participava de um projeto social e sonhava em construir uma escola para crianças. Após viajar para a Tanzânia, Hashitani se alistou junto às tropas ucranianas sem avisar a família.


Modalidade só será liberada depois que o STF concluir julgamento sobre o tema

Em julho, INSS havia informado que o consignado do BPC voltaria no fim de agosto, mas recuou | Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O empréstimo consignado para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) só será liberado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o tema. O BPC é um benefício de um salário mínimo destinado a idosos e a pessoas com deficiência.

Segundo um comunicado do INSS, como a Lei 14.601/2023, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no ano passado, teve a constitucionalidade questionada no STF, o instituto decidiu implementá-la apenas depois de uma decisão definitiva.publicidade

“A Lei 14.601/2023, que autoriza a concessão de empréstimo consignado para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), foi sancionada em junho passado. No entanto, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) sobre o tema está no Supremo Tribunal Federal (STF). Como a discussão está em andamento no Judiciário, qualquer decisão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) só será tomada após o trânsito em julgado naquela esfera de Poder”, afirmou o INSS, em nota.

Isso quer dizer que o INSS irá regulamentar o BPC quando o processo no STF chegar ao fim, o que pode demorar alguns anos. Essa decisão contraria um anúncio feito no início de julho, quando o STF formou maioria para liberar o empréstimo consignado para beneficiários de programas sociais. Naquela ocasião, o INSS disse que a volta do consignado para quem recebe BPC ocorreria no fim de agosto.

Atualmente, o processo está parado nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que pediu vista (mais tempo para análise). A ação foi ajuizada pelo PDT, que questiona a constitucionalidade de emprestar dinheiro a pessoas vulneráveis.

O relator do processo é o ministro Nunes Marques, que já se manifestou favoravelmente ao crédito, “opção legislativa que busca garantir às famílias brasileiras que experimentavam dificuldades, na sequência da pandemia e da alta dos preços de alimentos, uma modalidade de crédito barata, especialmente para quitar dívidas mais caras”.

Nunes Marques também argumentou que o PDT parece partir do pressuposto de que as famílias de baixa renda não obtêm nenhuma vantagem com a contratação do empréstimo, “quando, na verdade, obtêm liquidez imediata para sanar dívidas, gastar em despesas inadiáveis ou investir em algum plano”.

O que é o Benefício de Prestação Continuada do INSS

INSS
BPC é destinado a idosos e pessoas com deficiência | Foto: Reprodução/Mídias sociais

O benefício é o pagamento de um salário mínimo (hoje R$ 1.320) por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. No caso da pessoa com deficiência, esta condição tem de ser capaz de lhe causar impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo (com efeitos por pelo menos 2 anos), que a impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.

O BPC não é aposentadoria. Para ter direito a ele, não é preciso ter contribuído para o INSS. Diferentemente dos benefícios previdenciários, o BPC não paga 13º salário e não deixa pensão por morte. Para ter direito ao BPC, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja igual ou menor que um quarto do salário-mínimo (R$ 330).

O beneficiário do BPC, assim como sua família, deve estar inscrito no Cadastro Único. 

Informações Revista Oeste


Elon Musk já tem 5 mil satélites de comunicação e pode acabar com o monopólio da internet no mundo

Na noite de sábado (26), um foguete da SpaceX lançou 22 satélites Starlink, aumentando para 5.005 o número de equipamentos implantados na órbita baixa da Terra, de acordo com o site de rastreamento do astrofísico Jonathan McDowell. 

Denominado Grupo Starlink 6-11, o lote decolou no topo de um Falcon 9 modelo B1080-3, a partir do Complexo de Lançamento Espacial 40 (SLC-40) da Estação da Força Espacial dos EUA, em Cabo Canaveral, na Flórida, às 22h05 (pelo horário de Brasília). 

Cerca de 8,5 minutos depois, o primeiro estágio do Falcon 9 voltou à Terra para um pouso no navio-drone da SpaceX “Just Read the Instructions”, que estava posicionada em local estratégico no Oceano Atlântico. 

Segundo a descrição da missão da SpaceX, este foi o terceiro lançamento e pouso deste propulsor em particular. Também foi o 60º lançamento da SpaceX em 2023, o 140º a partir da plataforma SLC-40 e o 250º de um foguete Falcon 9, na contagem geral. Além disso, esta foi a 100ª missão exclusivamente dedicada à Starlink. 

O estágio superior do foguete, por sua vez, continuou sua trajetória rumo a 530 km acima da superífice terrestre, implantando os 22 satélites cerca de 65 minutos após o lançamento. 

Elon Musk quer 30 mil satélites Starlink em órbita

Embora 5 mil seja um marco verdadeiramente impressionante, a megaconstelação ainda ficará maior, já que a empresa de Elon Musk tem autorização para 12 mil satélites e solicitou aprovação para outros 30 mil, totalizando 42 mil. 

Quando as gerações 1 e 2 da Starlink estiverem concluídas, espera-se que o empreendimento lucre de US$30 bilhões a US$50 bilhões anuais (entre quase R$150 bilhões e R$250 bilhões, aproximadamente). 

Segundo a SpaceX, parte desse lucro será investida no ambicioso programa Starship, o foguete mais poderoso de todos os tempos, que está em fase de testes (como a tentativa frustrada de primeiro voo orbital ocorrida em abril deste ano, que terminou em uma explosão). 

Olhar Digital


Flávio Dino embaraça polícia federal e antecipa investigações

Foto: Brenno Carvalho.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, antecipou no fim de junho que haveria “novidades” na investigação do caso Marielle Franco. 

Semanas depois, a Polícia Federal prendeu um dos suspeitos, e o titular da pasta anunciou a delação premiada de outro envolvido no crime. Após a ação policial, Dino deu uma entrevista e afirmou que é “certo que, nas próximas semanas provavelmente, haverá novas operações”. As informações são da Folha de SP. 

A investigação corre sob sigilo e, segundo a lei, apenas as partes do processo podem ter acesso a dados das apurações. 

A declaração do ministro foi dada em entrevista coletiva ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

O fato de Dino ter dado informações sobre o caso que não são públicas reforçou a avaliação de uma ala da PF de que o comando da corporação tem mantido uma relação próxima com o núcleo do governo e em sintonia com o Palácio do Planalto. 

Andrei sempre foi próximo do PT e tem feito questão de manter a imagem de homem de confiança do presidente Lula (PT). O diretor-geral participou de sete viagens internacionais com o petista nos sete primeiros meses de governo. 

Ele foi chefe da segurança do petista na campanha de 2022 e ocupou cargo de confiança na gestão de Dilma Rousseff (PT). 

A participação de Andrei na entrevista sobre o caso Marielle destoa da prática em gestões anteriores na PF. Antes não era comum o diretor-geral da PF conceder entrevista sobre resultado de apurações que estão sob o comando de delegados, que têm autonomia funcional. 

Andrei costuma participar de entrevistas, especialmente quando envolve temas caros à esquerda, como desarmamento e investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além do próprio caso Marielle. 

As viagens do chefe da corporação também explicitaram a relação próxima dele com o Executivo. Além da frequência, ele costuma nessas ocasiões circular ao lado de assessores do presidente. 

O diretor-geral foi com o presidente à Argentina e ao Uruguai em janeiro, aos Estados Unidos em fevereiro, à China em abril e ao Japão em maio. Foi à Argentina novamente em junho e à Bélgica em julho. 

Na Europa, o presidente deu uma entrevista à imprensa em que, na primeira fileira, Andrei estava sentado ao lado do assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, e de José Resende, auxiliar para elaboração de discursos. 

A assessoria da PF afirma que ele cumpriu agendas oficiais em todos os países, com assinaturas de cartas de intenção de parcerias e reunião com ministros e dirigentes de polícias locais. 

A avaliação de uma ala da PF é que a postura de Andrei não preserva a imagem de independência política e de autonomia que a corporação deve passar. 

Um dos pontos citados que expõe essa busca de Andrei por mais proximidade com o presidente e com a classe política é a insistência em manter a PF na segurança presidencial. 

O diretor da PF atuou desde a transição para trazer para a corporação essa responsabilidade. Depois que a função voltou para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), ele tem mantido as investidas para manter a influência da Polícia Federal sobre a área. 

A leitura é a de que Andrei sabe que a responsabilidade pela segurança garante a ele uma proximidade maior do presidente e do Palácio do Planalto. 

Uma das críticas é que a PF sofre com um problema crônico de falta de pessoal. Ao assumir a segurança presidencial, tiraria delegados e agentes da atividade-fim da corporação, que é a de polícia judiciária. 

Em dezembro, antes mesmo de tomar posse na direção da PF, ele fez outro movimento político ao rejeitar dar entrevista ao lado do então superintendente da PF no Distrito Federal, Marlon Cajado. 

O objetivo da entrevista era falar sobre a segurança da posse de Lula. Nos bastidores, Andrei disse que considerou o caso uma “afronta” porque Cajado foi um dos delegados que interrogou Lula em processos da Lava Jato. 

Neste início de governo, além de Lula, o diretor-geral também fez questão de deixar claro sua sintonia com Dino. A relação dos dois levanta questionamentos internos sobre até que ponto a parceria pode contaminar a independência da PF. 

Diferentemente do chefe da corporação, Dino integra o primeiro escalão do governo federal e mantém, obrigatoriamente, uma relação política com o chefe do Executivo. 

O período do governo Michel Temer e os quatro anos de Bolsonaro geraram uma fragilização inédita na PF, com trocas constantes e suspeitas de interferência por parte dos governos. 

Ainda assim, o órgão teve como costume em boa parte das vezes preservar os servidores das brigas ou de questões externas. O temor de policiais é que a proximidade entre Andrei e Lula mantenha elevada a exposição política da PF. 

Questionado, o Ministério da Justiça afirmou que Dino não anunciou novas operações, “e sim uma previsão, que é óbvia à vista do fato de que o inquérito está em andamento”. 

“Há, inclusive, o uso da palavra provavelmente. Ademais, o ministro tem 33 anos de experiência jurídica, o que permite fazer óbvias previsões técnicas”, disse. 

Afirmou também que o ministério atua de acordo com a Constituição e que o artigo que trata do tema “precisa ser lido para entender que a autonomia da Polícia Federal é no que se refere ao conteúdo das investigações”. 

A PF, por sua vez, afirmou sobre a antecipação de informações do caso Marielle que Dino “tomou ciência do resultado das apurações até então, bem como daquilo que se tornou público da operação”. 

Também disse que Andrei foi às viagens com Lula porque o diretor-geral “tem o dever de representar a instituição em eventos nacionais e internacionais, inclusive na companhia do presidente da República”. 

Também citou a celebração de instrumentos de cooperação policial internacional para “viabilizar a troca de informações de inteligência policial e a realização de operações e investigações conjuntas entre os países envolvidos”. 

Folha de SP


Playa Akumal, em Cancún, no México
Playa Akumal, em Cancún, no México Imagem: nodostudio/Getty Images

Uma pesquisa realizada pela InterNations, uma rede de expatriados que tem cinco milhões de membros, revelou quais são os melhores —e os piores —países para se viver, na opinião dos estrangeiros.

O levantamento ouviu mais de 12 mil expatriados que vivem em 172 países e territórios no mundo todo. Eles são de 171 nacionalidades diferentes.

Os participantes tiveram de dar notas para 56 aspectos da vida como expatriados, incluindo temas como custo de vida, disponibilidade de moradia, oportunidades profissionais, vida social e qualidade do atendimento médico. Foram incluídos no ranking os 53 países que tiveram, ao menos, 50 respondentes.

Os três melhores países para se viver

1. México

O país aparece entre os cinco melhores países para expatriados desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 2014. Os mexicanos se destacam pela hospitalidade: três em cada quatro estrangeiros que vivem no país (ou 74% deles) afirmam que é fácil fazer amigos locais. Com isso, os expatriados ouvidos dizem ter uma rede de apoio e que estão felizes com a sua vida social.

Expatriados também afirmam que é fácil se acostumar com a cultura local. Os entrevistados disseram, ainda, não ter dificuldades para encontrar moradia a um preço acessível —71% afirmaram estar felizes com o custo de vida no país.

Mas nem tudo são flores: 18% dos participantes disseram que não se sentem seguros no país.

2. Espanha

A cultura e a vida noturna na Espanha são dois dos destaques do país. O clima espanhol ajuda, proporcionando que as pessoas saiam de casa e aproveitem atividades ao ar livre. Além disso, quatro em cada cinco estrangeiros afirmam que se sentem em casa no país.

O ponto fraco está nas oportunidades de emprego: 36% dos entrevistados se dizem insatisfeitos com o mercado de trabalho local. Menos da metade concorda que teve melhorias nas perspectivas de carreira após se mudar para a Espanha.

3. Panamá

O país da América Central foi outro destaque na hospitalidade: 81% dos expatriados que vivem por lá dizem que se sentem em casa, e 84% têm o sentimento de que são bem-vindos.

O clima e a qualidade do ar também agradam os estrangeiros. Os pontos negativos são a falta de oportunidades de emprego e a insegurança no trabalho. Apesar disso, 80% dos expatriados que vivem no Panamá dizem estar felizes com a sua situação financeira.

Os três piores países para se viver

1. Kuwait

A falta de opções de lazer e a sensação de que não podem se expressar livremente incomodam os expatriados que vivem no Kuwait, segundo a pesquisa. A qualidade e o preço dos serviços de saúde também deixam a desejar, de acordo com os participantes.

Além disso, a cultura local é de difícil adaptação, segundo 36% dos estrangeiros ouvidos. Somente 37% dos entrevistados estão satisfeitos com a sua vida social. Três em cada dez sentem que não são pagos de maneira justa pelo seu trabalho.

2. Noruega

O custo de vida no país europeu é o principal problema para os expatriados: 37% afirmam que a renda que ganham não é suficiente para manter uma vida confortável.

Outros 32% sentem que os locais não são amigáveis com estrangeiros. Também é difícil fazer amigos, segundo 51% dos entrevistados, e de se sentir em casa, na opinião de 37%.

A falta de opções gastronômicas e de vida noturna são outros pontos negativos do país.

3. Turquia

As opções de trabalho são o principal problema do país do Oriente Médio. 24% dos estrangeiros que vivem na Turquia estão insatisfeitos com o emprego que têm, e 30% se dizem infelizes com a carga de trabalho.

O acesso à internet é difícil para 15% dos expatriados. Menos da metade dos entrevistados está feliz com a sua situação financeira.

E o Brasil?

De acordo com o relatório, o Brasil ocupa o 15º lugar no ranking, à frente de países como Suécia, EUA e Canadá. O país aparece em segundo lugar na categoria “facilidade de adaptação”, com destaque para a cultura e a facilidade de fazer amigos.

Segundo a pesquisa, o Brasil está em primeiro lugar no que diz respeito ao acolhimento de estrangeiros. 71% dos expatriados que vivem aqui se dizem felizes com a sua vida social, e 88% afirmam se sentir bem-vindos.

Informações Nossa UOL


Presidente e primeira-dama participaram da cúpula dos Brics

lula
O presidente Lula e a primeira-dama Janja, ao iniciarem a viagem a Joanesburgo, onde participarão da cúpula dos Brics – 20/08/2023 | Foto: Reprodução/Twitter/Janja

O presidente Lula encerrou, neste domingo, 27, a viagem que fez a países do continente africano. Entre os dias 21 e 24, o petista e a primeira-dama Janja estiveram em Joannesburgo, para participar da cúpula dos Brics.

Oeste apurou que as diárias do casal, no hotel de luxo The Leonardo, custaram cerca de R$ 160 mil. Por ora, ainda não se sabe quanto o Ministério das Relações Exteriores gastou com seguranças, alugueis de carro e intérpretes.publicidade

Além disso, os pagadores de impostos custearam quase R$ 7 mil do aluguel de uma sala de assessoria de comunicação, onde Lula falou com jornalistas. Com a finalidade de equipar o local, o presidente precisou usar aproximadamente R$ 30 mil.

Conforme os dados obtidos por Oeste, a comitiva do petista arrendou outro espaço para “reuniões bilaterais” ao custo de R$ 7 mil.

Terminado o compromisso em Joannesburgo, Lula e Janja foram a Luanda, capital da Angola, desembarcando ontem na cidade. Na manhã de hoje, cumpriram a última agenda: a 14ª Conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em São Tomé Príncipe.

Viagens de Lula e Janja

Desde que assumiu o governo, Lula tem feito uma série de viagens mundo afora. De acordo com o mais recente levantamento publicado pelo site Poder360, no fim de julho, Lula e Janja já torraram R$ 30 milhões. Esse valor, contudo, não está incluído translado aéreo, bancado pela Força Aérea Brasileira.

rei Charles III, Lula e Janja - coroação no Reino Unido
O rei Charles III (esq), o presidente Lula (centro) e a primeira-dama Janja, durante recepção no Palácio de Buckingham, um dia antes da coroação do soberano britânico, em Londres – 05/05/2023 | Foto: Ian Jones/Buckingham Palace

De todas as viagens internacionais, as maiores despesas foram na China e nos Emirados Árabes, em abril. Lá, a comitiva presidencial de 70 pessoas gastou quase R$ 7 milhões. Em seguida, estão as cifras gastas no Vaticano, Itália e França (R$ 6 milhões) em junho. Portugal e Espanha (R$ 5 milhões) fecham o top 3.

Informações


Mordomia: Flávio Dino bate recorde em uso de aviões da FAB

Foto: Reprodução/Difusora On.

O ministro da Justiça de Lula, Flávio Dino (PSB), que se autodeclara comunista, bateu recorde em uso de jatos da Força Aérea Brasileira (FAB). 

Até a semana passada, o ex-governador do Maranhão fez uso da mordomia 64 vezes, segundo dados da FAB, divulgados pela coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder. 

Em segundo lugar no uso das aeronaves está o ministro da Integração, Waldez Goés (PDT), que utilizou a regalia 59 vezes. 

A lista pródiga tem o chefe da pasta da Educação, o petista Camilo Santana, que usou os recursos da FAB 51 vezes. Nísia Trindade, da Saúde, levantou voo 50 vezes. 

O secretário-geral de Lula, Márcio Macedo, vem logo em seguida, com 49. Fernando Haddad, da Fazenda, usou a FAB 47 vezes. 

Mesmo a ferrenha ativista contra emissão de CO2, Marina Silva, do Meio Ambiente, ignorou a causa e recorreu à mordomia por 18 vezes. 

Créditos: Pleno News. 


Ministério da Saúde dá explicação: Faustão teve prioridade por gravidade do caso

O Ministério da Saúde divulgou nota oficial, no início da noite deste domingo (27/8), para explicar a fila de transplantes e mostrar os critérios que levaram o apresentador Fausto Silva a receber um coração nesta tarde. 

De acordo com o Ministério da Saúde, “na última semana, entre 19 e 26 de agosto, foram realizados 13 transplantes de coração no país, sendo sete no estado de São Paulo, unidade da federação com maior volume de transplantes”. 

“Neste domingo, mais um paciente na capital paulista foi contemplado com um transplante cardíaco, neste caso, também priorizado na fila de espera em razão de seu estado muito grave de saúde – o apresentador Fausto Silva”, segue a nota. 

A manifestação ocorre num momento em que circulam críticas nas redes sociais sob uma suposta rapidez na operação em Faustão, que foi operado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e se recupera na UTI. Ele foi internado em 5 de agosto, com insuficiência cardíaca, e teve o transplante indicado no último dia 20. 

Lista única 

Segundo o MS, a lista para transplantes “é única e vale tanto para os pacientes do SUS quanto para os da rede privada. A lista de espera por um órgão funciona baseada em critérios técnicos, em que tipagem sanguínea, compatibilidade de peso e altura, compatibilidade genética e critérios de gravidade distintos para cada órgão determinam a ordem de pacientes a serem transplantados. 

Quando os critérios técnicos são semelhantes, a ordem cronológica de cadastro, ou seja, a ordem de chegada, funciona como critério de desempate. Pacientes em estado crítico são atendidos com prioridade, em razão de sua condição clínica”. 

Créditos: Metrópoles.

1 91 92 93 94 95 193