Como é o ‘super-radar’ que detecta até 8 infrações de trânsito
Foto: Reprodução/Guarulhos Hoje
Grandes cidades brasileiras instalaram um “super-radar” nas estradas. O aparelho é capaz de identificar até oito infrações de trânsito.
O “super-radar” tem uma tecnologia avançada. Ele flagra multas por velocidade, por trânsito em local e horário não permitidos e por avanço em sinal vermelho.
Veja a lista completa de infracções que o “super-radar” capta
Tecnologia de radares tem aprimorado sensores dos equipamentos | Foto: Divulgação/Doutor Multas
Dirigir em velocidade até 20% acima da máxima permitida Infração média, soma quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do proprietário do veículo e gera multa no valor de R$ 130,16;
Dirigir em velocidade entre 20% e 50% acima da máxima permitida Infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira;
Dirigir em velocidade superior à máxima permitida em mais de 50% Infração gravíssima, que leva à suspensão do direito de dirigir, não importando o número de pontos na carteira, além de multa que pode chegar a R$ 880,41;
Parar sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal Infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH;
Transitar em local e/ou horário não permitidos Infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH;
Executar operação de conversão em local proibido pela sinalização Infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira;
Avançar sinal vermelho do semáforo Infração gravíssima, cuja penalidade são sete pontos na carteira e multa de R$ 293,47 (existe uma exceção, indicada na Nova Lei de Trânsito); e
Não permanecer na faixa sinalizada para o veículo Infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH.
Novo imposto sindical: STF forma maioria para autorizar cobrança de taxa mesmo de não associados
Foto: Nelson Jr. / SCO / STF / CP
A maioria dos ministros doSupremo Tribunal Federal (STF)votou pela autorização da cobrança da contribuição assistencial mesmo de trabalhadores não sindicalizados. A medida precisará ser aprovada em acordo ou convenção coletiva e os trabalhadores terão o direito de se opor ao pagamento da contribuição. Mas não está claro como o trabalhador poderia fazer para evitar a cobrança. Na prática, a contribuição pode acabar se tornando um novo imposto sindical – que era compulsório e foi extinto pela reforma trabalhista de 2017.
O julgamento do caso foi retomado nesta sexta-feira, 1º, em sessão virtual que vai até o dia 11 de setembro. Até o momento, o placar é de 6 x 0. Os ministros favoráveis à retomada da cobrança são o relator,Gilmar Mendes, e os ministrosLuís Roberto Barroso,Edson Fachin,Cármen Lúcia,Dias ToffolieAlexandre de Moraes.
A contribuição assistencial consiste em um desconto feito na folha de pagamento pelas empresas (com porcentual definido em assembleia). Seu objetivo é custear as atividades coletivas dos sindicatos, como as campanhas de dissídio salarial. Essa cobrança já é feita hoje, mas, como lembrou o ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho e ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto Pinto, desde o Precedente Normativo nº 119 do TST, de 2014, o sindicato só pode cobrar essa taxa assistencial de seus filiados.
O que está em jogo no STF, portanto, é a cobrança desse “imposto” dos não associados. “A discussão é se o sindicato pode cobrar a taxa assistencial de não associado e se o trabalhador tem o direito de se opor à cobrança. Tem gente que não é associada e não quer contribuir. O trabalhador tem o direito de se opor a um desconto indevido em seu salário”, disse Pazzianotto, em entrevista aoEstadão, em 20 de junho de 2023.
Areforma trabalhistaaprovada no governo Michel Temer, em 2017, extinguiu a obrigatoriedade doimposto sindical, que era a principal fonte de custeio dos sindicatos, cujos cofres eram abastecidos com o desconto referente a um dia de expediente do empregado. Essa extinção foi declarada constitucional pelo Supremo em 2018, após uma enxurrada de ações. Com a mudança, os recursos arrecadados anualmente pelos sindicatos despencaram de R$ 3,8 bilhões para pouco mais de R$ 100 milhões, disse o professor da FEA-USP e membro da Academia Paulista de Letras, José Pastore, em sua coluna noEstadão.
De acordo com o professor, não há um grande problema de a contribuição ser compulsória. A grande questão no País é a ausência de representatividade do sindicato. “O financiamento do sindicato é legítimo. É um elemento essencial para a democracia e Justiça social. Isso não se discute. Mas, ao mesmo tempo, tem de ser uma instituição de escolha dos trabalhadores. Hoje, é uma situação de monopólio com mercado cativo”, afirma Zylberstajn, também coordenador do projeto Salariômetro, da Fipe.
Na prática, os ministros formaram maioria para mudar entendimento anterior da Corte. Em 2017, o Supremo considerou inconstitucional a imposição de contribuição assistencial porque já existia o imposto sindical obrigatório. Agora, o STF julga recurso contra aquela decisão. O relator, Gilmar Mendes, havia sido contrário à cobrança, mas mudou seu posicionamento. Ele destacou que há “real perigo de enfraquecimento do sistema sindical como um todo” após a reforma trabalhista.
Cezar Bittencourt disse estar ‘estarrecido com insinuações’ de comentaristas
Jornalistas abordam Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid | Foto: Reprodução
O advogado Cézar Bittencourt, que atua na defesa do tenente-coronel Mauro Cid, desmentiu a GloboNews, em um áudio que circula nas redes sociais e grupos de WhatsApp, depois de comentaristas do canal afirmarem que o militar implicou o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais, no suposto caso da revenda das joias.
De acordo com Bittencourt, ao contrário do que noticiou a emissora, “não há nenhuma acusação de corrupção contra Bolsonaro”.
“A defesa não está jogando Cid contra Bolsonaro”, afirmou Bittencourt, ao dizer estar “estarrecido” com falas segundo as quais Bolsonaro e militares estariam envolvidos no “esquema”.
Conforme Bittencourt, o dinheiro em espécie citado por jornalistas como suposta prova da participação de Bolsonaro, na verdade, era dinheiro que o ex-presidente dava de sua aposentadoria e do salário como chefe do Executivo a Cid para pagar as contas pessoais.
“Eu não tenho simpatia pelo presidente”, disse Bittencourt. “Mas é injusto o que estão fazendo. Isso não é verdade.”
Comentários na GloboNews depois de depoimentos de Mauro Cid e Bolsonaro à Polícia Federal
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante seu depoimento à CPI do DF — 24/8/2023 | Foto: Câmara Legislativa do Distrito Federal
Na quinta-feira 31, Mauro Cid e Bolsonaro fizeram parte do grupo que prestou depoimentos à Polícia Federal. As informações dão conta de que o ex-presidente ficou em silêncio. O ex-ajudante de ordens, porém, teria respondido perguntas feitas pelos agentes.
Em áudio enviado ao blog, Cezar Bitencourt diz que a defesa não está colocando Mauro Cid contra Bolsonaro – e que militar assumiu tudo à PF. Advogado já deu versões conflitantes.
O advogado Cezar Bitencourt, responsável pela defesa do ex-ajudante de ordens Mauro Barbosa Cid, afirmou que o militar não fez acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro nos depoimentos dados até aqui à Polícia Federal.
Em áudio enviado ao blog, Bitencourt afirmou que as declarações de Mauro Cid à PF tratam de pagamentos feitos pelo militar a pedido do presidente – todos, segundo ele, dentro da lei.
“Estão colocando palavras que não tem no [depoimento do] Cid. Acusações a Bolsonaro que não existem. Esse problema que você falou da compra e da recompra das joias. O Cid assumiu tudo. Não colocou Bolsonaro em nada. Não tem nenhuma acusação de corrupção, envolvimento de Bolsonaro, envolvimento ou suspeita de Bolsonaro. A defesa não está colocando o Cid contra Bolsonaro”, declarou.
“Isso é real, e tu pode botar no ar se quiser”, disse o advogado no áudio ao blog.
Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Desde a última sexta (25), Mauro Cid depôs à Polícia Federal por mais de 20 horas, em pelo menos três dias diferentes. Todo esse material é mantido em sigilo e, por isso, não é possível conferir a versão divulgada pela defesa.
Cezar Bitencourt diz ainda que, nos depoimentos de Cid até agora, não há “nenhuma acusação em relação à honestidade de Bolsonaro”.
“E o que ele [Cid] pegava em dinheiro e pagava as contas do Bolsonaro do presidente , do ex-presidente, ele disse claramente. Eu perguntei pra ele. Era da aposentadoria dele [Bolsonaro] e daquilo que ele recebia como presidente. Esse era o dinheiro que o Cid movimentava”, diz a defesa.
“Eu perguntei expressamente para ele, e nem está no depoimento público. Ele pegava o dinheiro do presidente, dos honorários dele como presidente, vencimentos, e da aposentadoria, que dá em torno de R$ 70 mil. Esse era o dinheiro que o Cid pagava as contas dele, em dinheiro, porque ele não gostava, não tem cartão de crédito”, completou Bitencourt.
O advogado disse ainda que Bolsonaro não usa cartão de crédito, por isso Cid maneja o dinheiro.
“O dinheiro que o Cid pegava para pagar as contas do ex-presidente era os R$ 50 mil que parece que ele ganhava como presidente e os R$ 20 mil da aposentadoria. Era esse dinheiro que ele recebia em dinheiro e ia pagando, porque ele não gosta de cartão de crédito, não tem cartão de crédito. Mas não tem nada além disso”, explicou.
As declarações do advogado chamam a atenção porque ocorrem no momento em que Mauro Cid tenta uma delação premiada junto à Polícia Federal.
Esse tipo de colaboração exige que o interessado apresente fatos novos que façam as investigações avançarem – o que pode incluir, por exemplo, entregar pessoas acima dele na hierarquia.
Cezar Bitencourt já voltou atrás em declarações que deu sobre o caso. Neste mês, afirmou à revista “Veja” que Mauro Cid confessaria tudo. Depois, à GloboNews, voltou atrás e negou ter dito isso à publicação.
O refugo levou a “Veja” a publicar os áudios em que Cezar Bitencourt apresentou a primeira versão – segundo a qual Mauro Cid assumiria ter agido a mando de Bolsonaro para vender joias e, depois, repassado dinheiro vivo ao presidente.
As imagens do Ministério da Justiça relacionadas ao dia 8 de janeiro foram consideradas sigilosas antes de a pasta admitir que elas, na realidade, haviam sido destruídas por força do contrato com a empresa de segurança responsável pelo monitoramento eletrônico do órgão.
O requerimento que solicitava as imagens foi aprovado em 11 de julho deste ano. Foram sete pedidos com o mesmo conteúdo. Em 21 de julho, o Ministério já havia solicitado uma dilatação de prazo para conseguir entregar o material em virtude “da quantidade de requerimentos recebidos” sobre as imagens.
Uma semana depois, o ministério de Flávio Dino informou aos membros da CPI via ofício que as imagens do prédio solicitadas pelos parlamentares de oposição não poderiam ser fornecidas “por se encontrarem em sede de investigação criminal”.
Igual justificativa foi adotada em outro ofício expedido em 3 de agosto.
Na época, o Ministério da Justiça informou à CPMI que não se oporia à remessa das imagens, mas que dependia de uma determinação do STF. Menos de uma semana depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega das imagens.
Na sessão de 15 de agosto, parlamentares da oposição voltaram a cobrar de Dino a entrega das imagens. Sem retorno, eles peticionaram uma representação criminal contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, por prevaricação e desobediência na Procuradoria-Geral da República. Augusto Aras não se manifestou até o momento sobre a petição.
Em todas as respostas encaminhadas à CPI até então, o Ministério da Justiça não havia dado qualquer informação sobre a destruição de imagens ou de parte delas. Essa informação veio a tona somente na noite de terça-feira, após reportagem da CNN Brasil.
Hoje, 31 de agosto, coube ao Secretário Executivo da pasta, Rodrigo Capelli, admitir em ofício para Arthur Maia – presidente da CPMI – que houve a destruição das imagens que não foram compartilhadas com o STF e a Polícia Federal.
“Em face do processo de regravação, com amparo contratual, apenas as imagens de inquéritos foram preservadas e enviadas a essa CPMI”, declarou Capelli.
Vinte empresas brasileiras vão participar de um projeto-piloto sobre a jornada reduzida de trabalho a partir de setembro; pelo menos 400 funcionários serão impactados.
Experimento avalia estratégias de empresas para semana de 4 dias de trabalho — Foto: Jason Goodman/Unsplash
Vinte empresas brasileiras vão participar de um experimento sobre a semana de 4 dias de trabalho a partir de setembro. Nesta primeira fase, o modelo vai avaliar as estratégias das empresas para se adaptarem diante da nova carga horária (confira lista completa abaixo).
🤔 Será que elas vão liberar os funcionários para “sextar” mais cedo? Ou o ideal é começar a semana mais tarde, na terça? E se a folga for na manhã de segunda e na tarde de sexta?
Durante os três meses primeiros meses do experimento, as empresas vão continuar na semana de 5 dias até definirem sua estratégia, comunicar os clientes e outras possíveis organizações que serão impactadas.
A redução para a semana de 4 dias começa em seguida, em dezembro ou janeiro. Veja como vai funcionar:
✂️💰 A jornada será reduzida, mas o salário é o mesmo;
📆 A iniciativa deve durar até 9 meses e será dividida em 2 etapas: planejamento (3 meses) e execução (6 meses);
👥 A primeira fase do projeto-piloto vai envolver pelo menos 400 funcionários de áreas como saúde, escritórios, varejo, entre outros.
A iniciativa, que começou em 2019 na Nova Zelândia, ganhou força na pandemia, e é conduzida pela ONG britânica 4 Day Week Global e pela brasileira Reconnect Happiness at Work. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) será responsável por avaliar de forma qualitativa o processo no Brasil.
A equipe, que atua com pesquisadores da Universidade de Cambridge, da Boston College e do grupo independente de pesquisas Autonomy, já passou por empresas do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos, Islândia, Portugal, entre outros países.
Segundo Paul Ferreira, professor de Estratégia e Liderança da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), para se adaptarem à nova jornada, as empresas terão que redefinir as tarefas de acordo com o tempo disponibilizado.
“Será preciso identificar em cada uma das áreas como é possível ganhar tempo e isso ser economicamente viável para adaptar as novas rotinas”, explica.
Quais empresas vão participar?
Entre as empresas confirmadas para participar da iniciativa, que é paga, estão empresas de consultoria, de alimentação, hospital, editoras, produtoras de vídeo e de conteúdo, agências de comunicação, arquitetura, contabilidade e escritório de advocacia. Algumas empresas não autorizaram a divulgação de participação.
A maioria dos participantes são pequenas e médias empresas, que têm de 10 a 100 funcionários;
As companhias estão localizadas nos seguintes estados: São Paulo (capital e Campinas), Rio de Janeiro (capital), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Rio Grande do Sul (Porto Alegre).
O modelo 100-80-100 vale para todas as organizações: 100% do salário, trabalhando 80% do tempo e mantendo 100% da produtividade.
Quais os principais desafios do projeto?
📚⚖️ ÁREA JURÍDICA E SINDICATOS: A jornada de 4 dias por semana não tem impedimento legal. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) impõe limites máximos de jornada e impede a redução de salários, mas não proíbe diminuição de carga horária.
Somente em casos em que a alteração possa afetar acordos coletivos, é necessário buscar a chancela de sindicatos dos trabalhadores,ressalta a advogada Fernanda Borges Darós, sócia da Silveiro Advogados.
🔄📊 FORMATOS DIFERENTES: A transição para a semana de trabalho mais curta não deve seguir um formato único e poderá ser customizada para a produtividade não cair, segundo o professor Ferreira, da FGV.
Durante esse período, as empresas vão ter acesso a cursos, treinamentos, palestras sobre produtividade, diagnóstico organizacional das equipes e acompanhamento individualizado.
💬🤝 DIÁLOGOS E NEGOCIAÇÕES: Segundo os organizadores, para a iniciativa funcionar, será preciso comunicação ampla, adesão das lideranças e engajamento dos funcionários.
“Os acordos podem ser feitos de forma individual, já que vão causar impacto direto na carreira do trabalhador. A comunicação precisa ser clara desde o início, pois isso vai garantir maior confiança por parte dos trabalhadores, que sentirão seguros dentro do novo modelo”, afirma Ferreira.
A semana de 4 dias ainda não é para todas as áreas. Em atividades essenciais ou de atendimento ao público, por exemplo, provavelmente seria necessário investir na contratação de mais profissionais, avaliam especialistas. Essas demandas devem ser analisadas no decorrer do processo do experimento.
“Essas adaptações seriam mais difíceis em linhas de produção e na área de logística. Mas é uma tendência e as empresas que se adaptarem mais rápido e encontrarem soluções para isso terão um diferencial para atrair e reter talentos”, observa o diretor regional da Robert Half Lucas Nogueira.
O contexto econômico inviabilizaria a adoção em larga escala da jornada reduzida no país, opina o economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) João Rogerio Sanson.
“Esse tipo de discussão tem sido feita em países com várias vezes a renda por pessoa do Brasil. Se essa renda parar de crescer ou cair um pouco, ainda há recursos para utilizar em atividades domésticas e mitigar a situação de quem está em pobreza absoluta. A decisão coletiva sobre isso, ao final, depende da influência política de cada grupo.”
Empresas participantes do projeto-piloto
Das 20 organizações que aderiram ao teste até o momento, somente 16 autorizaram divulgar seus nomes. Confira a lista:
Hospital Indianópolis;
Editora Mol, Smart Duo (empresa especializada em projetos arquitetônicos);
Thanks for Sharing (empresa de tecnologia especializada em conteúdo em vídeo e storytelling);
Oxygen (hub de conteúdos em inovação);
Haze Shift – Consultoria de Inovação e Transformação Digital;
GR Assessoria Contábil;
Alimentare (empresa de prestação de serviços em alimentação coletiva);
Ab Aeterno (estúdio de produção editorial);
Grupo Soma;
Brasil dos parafusos (atacado de materiais de construção);
Innuvem Consultoria (empresa que atua com provedores de soluções em cloud computing);
Depois de subir 18,5% no acumulado dos últimos quatro meses, o Ibovespa registrou uma baixa de 5% em agosto – a primeira queda mensal desde março. A expectativa de alta de juros nos Estados Unidos com fraqueza da economia da China foi uma combinação nociva para os mercados emergentes, e a bolsa brasileira pagou um alto preço. O Ibovespa chegou a cair 13 pregões consecutivos, no início de agosto, registrando a maior sequência negativa da história do índice.
Ibovespa hoje
IBOV (diário): – 1,53%, aos 115.742 pontos
IBOV (semanal): – 1,10%
IBOV (mensal): – 5,09%
Odólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (31), a última de agosto, em alta de 1,68%, cotado a R$ 4,951.
Durante seu depoimento à CPMI do 8 de Janeiro,o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse não se lembrar dos avisos que recebeu em seu celular pessoal por Saulo de Moura Cunha, ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
G. Dias presta depoimento ao colegiado desde às 10 horas da manhã. Na ocasião, o ex-ministro respondia a uma pergunta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O parlamentar inqueriu o general sobre as mensagens trocadas entre o ex-ministro e Saulo. Conforme noticiou Oeste, as conversas comprovam que, desde 5 de janeiro, o general foi notificado sobre o risco de manifestações na Praça dos Três Poderes.
A partir do dia 6, as mensagens já mencionavam o risco iminente de invasões aos prédios públicos e de depredação.
“O senhor não interagia com o Saulo pelo WhatsApp?” interpelou Flávio. G. Dias então respondeu: “Eu interagia, mas sobre essas mensagens especificamente, não me lembro“.
O senador lembrou o ex-ministro que, apesar de ele não se lembrar, ele respondeu às mensagens de Saulo na manhã de 8 de janeiro. “Vamos ter problemas”, escreveu o general na época.
“O senhor sabia que problemas aconteceriam, mas não fez nada”, continuou Flávio. “O senhor diz que acionou o Plano Escudo, mas existem outros relatos dizendo que o senhor não acionou. Se passaram 43 horas e 6 minutos, sem que o órgão de inteligência vinculado à Presidência da República tomasse alguma providência, inclusive, sobre o Plano Escudo. Como o senhor disse, ao chegar ao Planalto, constatou que o plano não havia sido acionado.”
O general explicou que acionou o Plano Escudo em 5 de janeiro, mas que, ao chegar no Planalto, o general Penteado não organizou a estratégia. O Plano Escudo é a estratégia de segurança que protege as instalações do Planalto.
Essa segurança é feita em quatro linhas de contenção, sendo a primeira e a segunda combinadas com a Polícia Militar (PM); a terceira com os agentes de segurança patrimonial e a última com a tropa de choque.
Segundo o ex-ministro, o general Penteado não explicou a falha na segurança e foi imediatamente montar o bloqueio. “Então acionei o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, chefe do Comando Militar do Planalto, e pedi que ele mandasse todos os esforços ao Palácio. Assisti o último bloqueio da PM ser rompido antes que os vândalos chegassem ao Planalto”, continuou o ex-ministro.
Avisos que Gonçalves Dias recebeu antes do 8 de janeiro
Em 5 de janeiro, às 16 horas, Saulo envia a seguinte mensagem a Gonçalves Dias:
“Há convocação de atos para os dias 07 e 08 desse mês. Esses atos seriam em frente ao Congresso. Influenciadores ainda presentes no QG informam que alguns indígenas que se destacaram nos protestos de dez estariam retornando a BSB. Vamos manter o acompanhamento aqui.”
No outro dia, o próprio então ministro encaminhou ao diretor da Abin dois avisos que circulavam em grupos de manifestações. Saulo respondeu o general com outros avisos. Entre eles, um mencionava diretamente o risco de invasões.
“A perspectiva de adesão às manifestações contra o resultado da eleição convocadas para Brasília para os dias 7, 8 e 9 jan. 2023 permanece baixa. Contudo, há risco de ações violentas contra edifícios públicos e autoridades. Destaca-se a convocação por parte de organizadores de caravanas para o deslocamento de manifestantes com acesso a armas e a intenção manifesta de invadir o Congresso Nacional. Outros edifícios na Esplanada dos Ministérios poderiam ser alvo de ações violentas.”
Ao todo, cerca de 20 avisos foram enviados ao celular de G. Dias. O então ministro respondeu Saulo apenas na manhã de 8 de janeiro.
O advogado Frederick Wassef prestou depoimento na sede da superintendência da Polícia Federal em São Paulo nesta quinta-feira (31/8), no âmbito da investigação sobre a venda de joias oferecidas como presentes ao governo brasileiro e que teriam sido vendidas por aliados do presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a PF, Wassef teria sido responsável por recomprar, em março deste ano, um relógio vendido pelo então ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid nos Estados Unidos, em junho de 2022.
Após quase quatro horas na sede da PF, Wassef deixou o local por volta das 15h, atacou jornalistas e se recusou a dar detalhes sobre o depoimento alegando que a investigação está em segredo de Justiça.
“Estou sendo perseguido por alguns jornalistas que não agem com compromisso com a verdade e propagam fake news em série para assassinar a reputação de inocentes”, afirmou. “Sou vítima de uma campanha de mentiras, de acusações infundadas.”
Wassef disse que só teve conhecimento sobre o caso das joias em março deste ano, ao ser questionado pelo primeiro jornalista a divulgar o caso. “Até então, eu nunca tinha ouvido falar de presentes de qualquer espécie”, disse.
O advogado não quis falar sobre o depoimento à PF. “O inquérito tramita em segredo de Justiça. Eu respeito a Polícia Federal e o Poder Judiciário. Não posso me manifestar, respeito o sigilo”, completou. “Não tenho nada a ver com essa história.”
Após falar com a imprensa, Wassef foi a uma lanchonete em frente ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, onde tomou um achocolatado Toddynho e comeu um pão de queijo.
A Abin apontou especial preocupação com os cartéis Sinaloa e Jalisco Nueva Generacíon (CJNG), formado a partir de uma dissidência do primeiro. Mostrando precisão, o relatório foi produzido na mesma época em que as duas organizações criminosas firmaram parceria com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil.
Cartel mais violento de todos
A preocupação de o CJNG se instalar no Brasil chamou a atenção da Abin em especial por conta de uma característica do cartel. Ele é conhecido pelo uso extremo da violência contra rivais e forças de segurança. Foi dessa forma que expandiu sua influência da costa do Pacífico ao Golfo do México.
“Além de dedicar-se ao tráfico de drogas, [o CJNG] dedica-se também aos crimes de extorsão e sequestro, roubo de veículos e tráfico de armas (diversificação da economia criminal). Também se especializou em oferecer serviços de lavagem de dinheiro em paraísos fiscais para outras facções e até para grupos empresariais”, anotou a Abin.
No ano passado, a revista Veja mostrou que a embaixada do Brasil no México foi avisada, por autoridades locais, de que o PCC estabeleceu “conexões concretas” com o CJNG e o Sinaloa, cujo famoso chefe, “El Chapo” Guzmán, foi preso e condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.