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Caso aconteceu em comunidade na cidade de Santos, no litoral de São Paulo

Incêndio atingiu comunidade em Santos Foto: Reprodução/Twitter

Um incêndio de grandes proporções já destruiu ao menos 100 barracos na comunidade Caminho São José, em Santos, no litoral de São Paulo. O fogo começou por volta de 22h30 desta segunda-feira (4) e seguiu pela madrugada desta terça (5). O Corpo de Bombeiros atua no local com mais de dez viaturas para controlar as chamas. Não há informações sobre mortes.

Segundo a Prefeitura de Santos, três unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram deslocadas para prestar socorro às vítimas. Os pacientes que precisaram de mais cuidados foram levados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Zona Noroeste e Zona Leste.

De acordo com o prefeito da cidade, Rogério Santos (PSDB), os desabrigados em razão do incêndio estão sendo atendidos na Escola Municipal Pedro Crescenti, que servirá como posto de doações assim como o Fundo Social de Solidariedade (FSS). A secretária de Desenvolvimento Social, Audrey Kleys, organizou um abrigo emergencial no Centro Esportivo e Recreativo da Zona Noroeste.

O fato de a comunidade ficar em uma área de mangue dificultou o acesso dos bombeiros no trabalho de combate ao fogo. Outro fator que complicou os trabalhos foi a velocidade de propagação das chamas, tendo em vista que a maioria dos imóveis é de madeira. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Informações Pleno News


G.Dias se complica e pode ser preso a qualquer momento

O general Carlos José Russo Assumpção Penteado, ex-secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional, compareceu hoje à CPI dos Atos Democráticos, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.Em depoimento, o ex-número dois da pasta afirmou que o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias “reteve” informações enviadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

Segundo o general Carlos Penteado, a conduta de G. Dias impediu a avaliação real da situação dos atos e, consequentemente, o acionamento do Plano Escudo.

Carlos Graieb e Marcelo Madureira comentam: 


Informações TBN

7/9: Esquema de segurança em Brasília será maior que na posse de Lula

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

OGabinete de Mobilização Institucional criado pelo Governo do Distrito Federal(GDF) para o7 de Setembrose reuniu, na tarde desta segunda-feira (4), para tratar dasações de planejamento e coordenação da segurançado evento a ser realizado na quinta-feira, das 7h às 12h, na Esplanada dos Ministérios. 

O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, revelou que o planejamento foielaborado há três meses, a partir de uma série de reuniões entre os órgãos do GDF e do governo federal. 

“Nunca os órgãos do governo federal e distrital estiveram tão juntos.A nossa inteligência é uma só. Nós lutamos por um 7 de setembro de tranquilidade para o público, mas estamos sempre vigilantes”, afirmou Patury. 

De acordo com o secretário, o policiamento durante a solenidade serámaior do que o empregado no mesmo evento do ano passado e até durante a posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro

“O efetivo é reservado por questão de segurança, mas será maior do que antes.Há uma célula de inteligência com todos os órgãos do DF e do governo federal, além do gabinete instituído pelo governo que tem uma visão mais política”, destacou. 

Protocolo de segurança

Opoliciamento será reforçadoem toda a região central, com empenho de tropas especializadas das forças de segurança do Distrito Federal e monitoramento por meio de imagens de câmeras, drones e informações enviadas ao Centro Integrado de Operações de Brasília. 

AForça Nacional de Segurança Pública solicitada pelo GDFao Ministério da Justiça e Segurança Pública também estará à disposição.“Foi acordado entre a vice-governadora Celina Leão e o ministro da Justiça, Flávio Dino.A Força Nacional,inclusive, participou dessa reunião. Será muito bem-vinda e bem-empregada”, defendeu o secretário-executivo de Segurança Pública. 

Esplanada fechada

A Esplanada dos Ministérios, na área central de Brasília, ficaráfechada para circulação de veículosa partir das 21h de quarta-feira (6), véspera do desfile.“O Detran vai auxiliar todas as forças de segurança com um contingente expressivo.Serão 100 homens trabalhando desde as primeiras horas, 50 veículos caracterizadose alguns velados. Seis guinchos, seis motos e nossaaeronave de prontidão, anunciou o diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran), Takane do Nascimento. 

As vias N3 e S2 terão trânsito livre, assim como o Buraco do Tatu (ligação entre Asa Sul e Norte, próximo à Catedral). O público que se deslocar até o desfile com veículo poderá utilizar os estacionamentos dos anexos dos ministérios, dos setores de Autarquias, Bancário e Comercial. A entrada será pelos blocos B, C e D. 



Proposta do Ministério da Gestão é centralizar em uma única prova os concursos autorizados para a seleção de servidores públicos federais.

Concurso Nacional Unificado pretende centralizar em uma única prova os concursos federais — Foto: Freepik/Reprodução

Concurso Nacional Unificado pretende centralizar em uma única prova os concursos federais — Foto: Freepik/Reprodução 

O Concurso Nacional Unificado, que está sendo popularmente chamado de “Enem dos concursos”, pretende centralizar em uma única prova os concursos autorizados para a seleção de servidores públicos em diferentes órgãos do Governo Federal. 

Pagando uma única taxa de inscrição, os candidatos poderão concorrer a várias vagas disponíveis em órgãos federais, desde que sejam de uma mesma área de atuação. 

Veja abaixo o que se sabe até agora sobre o programa. 

Por que o MGI decidiu unificar os concursos?

A proposta foi desenhada após a procura de alguns órgãos que tiveram concursos autorizados e relataram ter dificuldade de organizar os certames por conta própria, explica José Celso Cardoso, secretário de Gestão de Pessoas do MGI. 

Segundo a pasta, a estratégia vai democratizar o acesso às vagas ofertadas pelo poder público e racionalizar os custos. 

Qual é a proposta da pasta?

A intenção do Ministério da Gestão é criar algo similar ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja nota é usada por centenas de faculdades e universidades de todo o país em substituição ao vestibular tradicional. 

Inicialmente, a proposta é realizar o concurso unificado para preencher as cerca de 8 mil vagas que estão abertas no serviço público federal neste ano (veja a lista abaixo), mas também cria bases de transição para um modelo de seleção periódico, afirma o MGI. 

Todos os órgãos federais vão aderir?

De acordo com o ministério, todas regras do programa vão ser esclarecidas após a adesão dos órgãos, que poderão agregar mais detalhes ao processo seletivo. 

Como vai funcionar a inscrição?

Os candidatos poderão concorrer a várias vagas de uma mesma área de atuação. Assim, no momento da inscrição, eles deverão optar por um dos blocos temáticos disponíveis (veja a lista ao final da reportagem)

Depois disso, será necessário indicar seu cargo/carreira por ordem de preferência entre as vagas disponíveis no bloco de sua escolha. Caso deseje, o candidato também pode se inscrever somente para uma vaga específica. 

Para o preenchimento das vagas, a banca vai avaliar o desempenho do candidato na prova e também a ordem de preferência que ele determinou para os cargos. 

O edital do concurso deve ser publicado até o dia 20 de dezembro, segundo o MGI. 

Como será a prova? E onde?

A prova será aplicada em 179 municípios brasileiros e dividida em duas partes no mesmo dia, sendo a primeira formada por questões objetivas com matriz comum a todos os candidatos, e a segunda com questões específicas e dissertativas por blocos temáticos. 

Após a primeira fase poderão ser agregadas, a critério dos órgãos ou por determinação legal de carreiras específicas, pontuações relativas à titulação acadêmica, experiência profissional, apresentação de memoriais, provas práticas, etc. 

A realização da prova está prevista para o dia 25 de fevereiro de 2024, e os resultados gerais da primeira fase devem ser divulgados até o final de abril. 

Quantas vagas estão abertas neste ano?

Já o Concurso Nacional Unificado pretende preencher as 7.826 vagas de órgãos que ainda não organizaram concursos específicos. Elas foram divididas em oito blocos temáticos; veja: 

1- Administração e Finanças Públicas

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
Administração PúblicaMinistério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG)150
Administração PúblicaInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)Técnico de Planejamento e Pesquisa (TPP)80
Economia e FinançasMinistério da Fazenda (MF)Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC)40
Economia e FinançasMinistério do Planejamento e Orçamento (MPO)Analista de Planejamento e Orçamento (APO)100
Economia e FinançasBanco Central do Brasil (BCB)Analista100
Economia e FinançasComissão de Valores Imobiliários (CVM)Analista da CVM e Inspetor da CVM60
Setores EconômicosMinistério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)Analista de Comércio Exterior (ACE)50

2- Setores Econômicos, Infraestrutura e Regulação

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
Setores EconômicosInstituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO)Analista Executivo em Metrologia e Qualidade / Pesquisador-Tecnologista em Metrologia e Qualidade100
Setores EconômicosInstituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial / Pesquisador em Propriedade Industrial / Tecnologista em Propriedade Industrial120
RegulaçãoAgência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários30
RegulaçãoAgência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres50
RegulaçãoAgência Nacional de Aviação Civil (ANAC)Especialista em Regulação de Aviação Civil70
RegulaçãoAgência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações50
RegulaçãoAgência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Energia40
RegulaçãoAgência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)Especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico40
RegulaçãoAgência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária50
RegulaçãoAgência Nacional de Saúde (ANS)Especialista em Regulação de Saúde Suplementar35
InfraestruturaMinistério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)Analista de Infraestrutura (AIE)300
InfraestruturaDepartamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)Analista Administrativo / Analista em Infraestrutura de Transportes100
InfraestruturaMinistério de Minas e Energia (MME)Administrador30

3- Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
AgriculturaMinistério da Agricultura e Pecuária (MAPA)Auditor-Fiscal Federal Agropecuário200
Desenvolvimento AgrárioInstituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)Analista Administrativo / Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário / Engenheiro Agrônomo742
Meio AmbienteMinistério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)Analista Ambiental98

4- Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
Ciência, Tecnologia e InovaçãoInstituto Nacional de Meteorologia (INMET)Analista em Ciência e Tecnologia / Tecnologista80
Ciência, Tecnologia e InovaçãoCentro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM)Analista em Ciência e Tecnologia50
Ciência, Tecnologia e InovaçãoMinistério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)Analista em Ciência e Tecnologia / Pesquisador / Tecnologista814
Ciência, Tecnologia e InovaçãoConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ)Analista em Ciência e Tecnologia50
EducaçãoFundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)Especialista em Financiamento e Execução de Programas e Projetos Educacionais100
EducaçãoInstituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP)Pesquisador-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais50
EducaçãoCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Analista em Ciência e Tecnologia50

5- Políticas Sociais, Justiça e Saúde

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
Políticas SociaisMinistério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)Analista Técnico de Políticas Sociais – ATPS500
Políticas SociaisFundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI)Indigenista Especializado / Cargos do PGPE350
SaúdeFundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)Analista de Gestão em Saúde / Pesquisador em Saúde Pública / Tecnologista em Saúde Pública300
SaúdeMinistério da Saúde (MS)Tecnologista220
JustiçaMinistério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)Analista Técnico Administrativo100

6- Trabalho e Previdência

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
Trabalho e PrevidênciaMinistério do Trabalho e Emprego (MTE)Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT)900
Trabalho e PrevidênciaSuperintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC)Analista Administrativo / Especialista em Previdência / Complementar40

7- Dados, Tecnologia e Informação

Área de atuaçãoÓrgãoCargoNúmero de vagas
Informação PúblicaInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas / Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas / Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas595
Tecnologia da InformaçãoMinistério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)Analista em Tecnologia da Informação (ATI)300

8- Nível Intermediário

Área de atuaçãoÓrgãoCarreiraNúmero de vagas
Informação PúblicaInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas300
AgriculturaMinistério da Agricultura e Pecuária (MAPA)Agente de Atividades Agropecuárias / Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal / Técnico de Laboratório240
Políticas SociaisFundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI)Agente em Indigenismo152

Informações G1


Ministros do STF durante sessão plenária
Ministros do STF durante sessão plenária Imagem: Carlos Moura/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou, por unanimidade, dispositivos da Lei da Reforma Agrária que permitem a desapropriação de terras que, mesmo produtivas, não estejam cumprindo a sua função social. A ação que questiona a norma foi apresentada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e foi julgada no plenário virtual na última semana.

Para a Confederação Nacional da Agricultura, é impossível exigir os dois requisitos, “seja para a conceituação da propriedade produtiva, seja para a caracterização da função social”. Também argumentou que permitir a desapropriação de imóvel produtivo que não cumpra função social é “dar-lhe tratamento idêntico ao dispensado às propriedades improdutivas.”

Para o relator, ministro Edson Fachin, é “pelo uso, socialmente adequado, que a propriedade é legitimada”. Em seu voto, seguido pelos demais ministros, o ministro destaca que o próprio texto constitucional “exige, de forma inequívoca, o cumprimento da função social da propriedade produtiva como requisito simultâneo para a sua inexpropriabilidade”.

O ministro ressalta, ainda, que a consequência do descumprimento da função social não é a expropriação, que consiste na retirada forçada do bem, mas a desapropriação, que objetiva indenizar o proprietário pela perda.

A Constituição estabelece que a função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, os seguintes requisitos: aproveitamento racional e adequado, utilização adequada dos recursos naturais, cumprimento da legislação trabalhista e exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e trabalhadores.

Informações UOL


Foto: Blog do BG

Foto: Blog do BG 

Foto: Reprodução

Em meio à alta nos postos, o preço do diesel deve ter novo aumento a partir desta terça-feira (5), com a volta parcial dos impostos federais. A estimativa é que o litro do combustível fique R$ 0,10 mais caro nas distribuidoras, mas pode ter reflexo imediato nas bombas.

A estimativa é da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) e da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes).

A alíquota de PIS/Cofins, que estava zerada, passa a R$ 0,11 por litro. Em outubro, o governo sobe de novo essa parcela para R$ 0,14. Há também retomada da cobrança sobre o biodiesel, que representa 12% da mistura vendida nos postos.

A retomada integralmente da cobrança do PIS/Cofins sobre diesel e biodiesel será em janeiro de 2024.

R7


Segundo o levantamento da Confederação Nacional do Comércio, 12% dos entrevistados admitiram que não vão ter condições de pagar suas dívidas – é o maior nível de toda a série histórica da pesquisa, que começou em 2010.

Inadimplência cresce em agosto e atinge 30% dos brasileiros, aponta CNC

Inadimplência cresce em agosto e atinge 30% dos brasileiros, aponta CNC 

Em agosto, 30% dos brasileiros estavam com alguma dívida atrasada, apontam dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) nesta segunda-feira (4). O número representa quase meio ponto percentual a mais que em julho. 

Outro indicativo aponta que esse cenário dificilmente deve mudar: 12% dos entrevistados admitiram que não vão ter condições de pagar suas dívidas. É o maior nível de toda a série histórica da pesquisa, que começou em 2010. Em agosto do ano passado, esse número era de pouco mais de 10%, por exemplo. 

Uma das economistas da CNC, responsável pela pesquisa, aponta os juros altos como a principal causa dessa grande inadimplência. 

“A gente viu a Selic começar a cair, mas os juros de mercado ainda seguem em patamar muito alto. Quando a gente olha os juros do cartão de crédito, por exemplo, são juros altíssimos. A gente está falando de algo em torno de 15% ao mês e mais de 440% ao ano no rotativo. Então, isso é que tem levado essas pessoas a apontarem uma maior dificuldade para pagar suas dívidas”, diz Izis Ferreira, economista. 

Inadimplência — Foto: Reprodução

Inadimplência — Foto: Reprodução 

Enquanto a inadimplência aumentou, o endividamento, por outro lado, caiu quase um ponto percentual em agosto na comparação com julho (78,1%). Ficou em 77,4%.

Qual é a diferença entre inadimplência e endividamento?

inadimplência é quando a pessoa tem uma ou mais dívidas já vencidas que não foram pagas. Já o endividamento acontece quando o consumidor tem algum compromisso em aberto, que ainda vai ser pago. Por exemplo, uma compra no cartão de crédito, um financiamento, boletos, um empréstimo, uma compra parcelada no comércio e por aí vai. 

Essa queda do endividamento significa que as pessoas podem estar comprando ou se arriscando menos na hora de comprometer uma parte da renda. 

A economista reforça que o consumidor precisa mesmo agir com cautela. 

“É muito prudente as pessoas serem um pouco mais cuidadosas em contratar crédito, em se endividar, porque o custo dessa dívida ainda é muito alto. É necessário que esse consumidor tenha uma cautela e, quando for inevitável dele usar essa dívida, aí, sim, ele se programe e busque a melhor opção diante das opções”, explica.

Os principais tipos de dívida são: disparado, o cartão de crédito, com mais de 85% do total. Em um distante segundo lugar, aparecem as dívidas com as parcelas de carnês, que correspondem a 17% da causa de endividamento dos brasileiros.

Informações G1


Paciente da USP começou em 2022 — Foto: Arquivo pessoal

Paciente da USP começou em 2022 — Foto: Arquivo pessoal 

O café cheirava a papel queimado. A comida, a alimento estragado. E o pão quentinho não tinha cheiro. De maio de 2020 a janeiro de 2022, o olfato do vendedor Marcelo Fernandes dos Santos, de 44 anos, distorcia aromas, inibia o apetite e perturbava momentos em família. Tinha sido afetado pela Covid-19. 

Ele foi um dos 62 paulistanos que, em 2022, participaram de uma pesquisa de treino olfativo personalizado da nutróloga e especialista em neurociências Vanessa Castello Branco Pereira, uma mestranda do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), na área de Psicologia Experimental — Sensação, Percepção e Cognição, sob orientação da professora Mirella Gualtieri. 

A técnica experimental foi aplicada durante três meses em pacientes que tinham perdido o olfato havia ao menos 13 meses. Ela investigou a presença, ou não, de memórias afetivas associadas na reabilitação, também considerando gostos pessoais de cada voluntário depois de uma entrevista. 

🔵33 dos participantes ficaram no grupo de tratamento experimental e usaram, em 90 dias, quatro kits com quatro diferentes aromas, de um total de 44.
🟢29 dos participantes ficaram no grupo de controle/tratamento tradicional e utilizaram apenas aromas clássicos: cravo, rosa, limão e eucalipto. 

Entre as 44 fragrâncias usadas na pesquisa estavam a de pão, chocolate e cheiro de campo. Essas três foram as que tiveram as maiores notas dadas pelos voluntários que, no início do tratamento, analisaram cada aroma e deram uma nota de 0 a 10 na escala de “melhor cheiro que senti na minha vida” (entenda mais abaixo). 

‘Luta entre corpo e mente’

Esposa chegou a ser internada com Covid e ajudou o marido na recuperação do olfato — Foto: Arquivo pessoal

Esposa chegou a ser internada com Covid e ajudou o marido na recuperação do olfato — Foto: Arquivo pessoal 

Marcelo é morador de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, e se deu conta do primeiro sintoma de Covid em maio de 2020, quando usou um produto para passar pano na casa e não sentiu nada. Naquela época, a filha dele já estava isolada em uma parte da casa. 

Dias depois, a esposa teve o comprometimento de 75% das funções pulmonares e precisou ser internada por seis dias em um hospital de campanha do Pacaembu, na Zona Oeste, com ajuda de oxigênio. Todos em casa se recuperaram sem sequelas, exceto Marcelo. 

Durante três meses, as refeições dele “não tinham aroma”. O pior veio em seguida, segundo ele, quando teve a distorção dos cheiros. Enquanto a esposa cozinhava, o vendedor ficava em outro cômodo. O cheiro era de “coisa podre”, detalha. A fase foi “uma luta entre corpo e mente”. 

“Emagreci 10 quilos. Eu tinha vontade de comer, tinha fome, mas quando eu chegava próximo da cozinha já começava a me dar um mal-estar. Era obrigado a comer, porque eu tinha que me alimentar. Tinha que driblar minha mente.” 

A esposa tentou ajudar o marido, fez pesquisas na internet e achou pessoas na mesma situação. A família até tentou fazer testes com fragrâncias de eucalipto e de lavanda para ele cheirar e tentar treinar o olfato. 

“Fiquei assustado, com dúvida, porque aquilo poderia até trazer mais problema. Fui em um especialista, e ele me passou vários antialérgicos, tomei aquilo tudo, mas não teve eficácia”, lembra. 

Marcelo então entrou em contato com a USP, na época, que procurava voluntários para a pesquisa desde 2021, e foi aceito. 

Recuperado, o voluntário agora sente o cheiro do café normalmente — Foto: Carlos Henrique Dias/g1

Recuperado, o voluntário agora sente o cheiro do café normalmente — Foto: Carlos Henrique Dias/g1 

No caso do Marcelo, ele citou na entrevista para o tratamento que gostava do cheiro de laranja. Lembrava quando o pai, hoje com 74 anos, descascava a fruta na infância. Outro aroma em um dos kits dele era o do pãozinho, que recordava quando, na manhã de domingo, ia buscar na padaria com primos. 

Ele ficou por 30 dias com os primeiros potinhos e os cheirava três vezes por dia: pela manhã, à tarde e à noite. Foram revezados quatro kits com quatro potes cada um, em 120 dias. No primeiro mês, os resultados começaram a aparecer. Em cerca de três meses, 70% do olfato tinha voltado. 

Vendedor que parou de sentir aromas quando teve Covid passa por 'treinamento olfativo'

Vendedor que parou de sentir aromas quando teve Covid passa por ‘treinamento olfativo’ 

“Fui reaprendendo tudo de novo. Foi maravilhoso, emocionante, porque cada cheiro daqueles relembra de amigos que você não vê desde moleque, alegria, um pouco de saudade. É uma mistura de sentimentos. Através dessa memória, consegui ter sucesso na recuperação de boa parte do olfato”, conta. 

Tratamento experimental 

A ideia da pesquisa sobre o treinamento olfativo surgiu em 2019, quando Vanessa teve contato com uma paciente de 92 anos que apresentava um quadro de perda de olfato persistente e sem diagnóstico havia dois anos. 

A queixa da idosa era que não conseguia mais comer geleias de frutas. Sem o olfato, estava perdendo a memória da mãe. Ela dizia que “parecia que a memória da mãe deixava de ser vívida sem o aroma da geleia”, conta. 

A pesquisadora então testou a hipótese de que amodificação do tratamento padrão de reabilitação poderia ter melhores resultados se usassem aromas de agradabilidade e atrelados às memórias afetivas de cada pessoa. 

“O tratamento mais indicado é o treinamento olfativo [tradicional], mas ele não leva em conta questões genéticas, nem culturais, nem individuais de apreciação a odores. Isso faz muita diferença porque, dentro da organização dos receptores olfatórios, cada pessoa vai ter um arranjo diferente por conta da genética.” 

De acordo com a pesquisadora, é como se houvesse uma espécie de “digital olfativa” em cada nariz, o que pode fazer com quem as pessoas tenham diferentes relações com os cheiros. 

Com isso, a proposta foi fazer a reabilitação do olfato baseada na história da pessoa. 

“É uma forma de a gente estimular essas sinapses [transmissões de sinais entre neurônios] e esses caminhos neurais que foram defasados depois de um distúrbio de tanto tempo. A gente teve resultados bem positivos e significativos e que demonstram que, sim, quando a gente utiliza aromas da nossa vida, dessa memória afetiva e com agradabilidade, a gente pode recuperar em um tempo menor as funções do olfato”, explica. 

Para a apuração, foi feita uma “escala visual analógica” de 0 a 10, em um tipo de régua. Na ponta do lado direito estava a escala para o “o melhor cheiro que eu já senti na minha vida” e, no lado oposto, “o pior cheiro que eu já senti na minha vida”. Todos os 62 pacientes fizeram a avaliação dos 44 odorantes. 

Em dados gerais, entre homens e mulheres, a média de idade foi de 36,5 anos. Dessas 44 substâncias odorantes, as três com maiores notas foram: 

Levando-se em conta apenas as mulheres, com 44 voluntárias e uma média de 35,5 anos, os três cheiros que elas consideraram mais agradáveis foram: 

Já o grupo de 18 homens, com média de idade de 37,5 anos, as três notas com melhores pontuações foram: 

“Ao longo dessa avaliação, as pessoas poderiam trazer um relato. E com relação ao pão [aroma entre os mais votados nos dois grupos], o relato trazia ‘o chegar em casa com o pão fresquinho’, ou ‘passar na frente da padaria’, ‘o pão quentinho pela manhã’, tudo muito relacionado a um prazer mais familiar”, conta Vanessa. 

A pesquisadora aponta que o grupo que passou pelo método tradicional teve mais desistência dos pacientes ao longo do tratamento, e o experimental apresentou mais adesão e engajamento. 

“A gente já conseguiu observar que, enquanto no grupo de tratamento tradicional só se observa resultado a partir de 60 dias, no grupo do tratamento personalizado, já começa a ver ganho de função a partir dos 30 dias”, diz a nutróloga.

Pesquisadora Vanessa Castello Branco — Foto: Arquivo pessoal 

↘️No grupo do tratamento tradicional, nos primeiros 30 dias, 17% dos participantes desistiram do tratamento;
↗️ Já no grupo experimental, 6% das pessoas desistiram. 

↘️Depois de 60 dias de tratamento, 17%, dos que restaram no grupo de tratamento tradicional desistiram;
↘️Também 17% desistiram do tratamento no grupo experimental após 60 dias. 

↗️A taxa de desistência no grupo tradicional caiu para 6%;
↗️A taxa de desistência no nosso grupo experimental caiu 3%. 

Os aromas mais “queridinhos” entre os participantes da pesquisa da USP são uma especialidade de Ramilo Murillo. O padeiro e confeiteiro é o vencedor do campeonato “Melhor Padeiro do Brasil”, que é promovido pela Bunge com parceria da Fipan, Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e Food Business. Ao g1, ele comentou sobre os dois aromas mais apontados pelo grupo do estudo. 

O especialista nos ingredientes afirma que a capital paulista tem uma ligação forte com o pão, principalmente o “francês”. 

Em outros estados, em regiões como Norte ou Nordeste, segundo ele, as memórias afetivas relacionadas aos momentos semelhantes aos do pão, como o café da manhã ou reunião familiar, também podem estar relacionadas com aromas de alimentos como mandioca, batata-doce e cuscuz de milho. 

“Não é que lá não tem pão, mas, se esta pesquisa fosse em outro estado, por exemplo, a memória poderia ser de batata-doce. Acho que o pão está presente na memória afetiva e de infância do paulistano. O cheirinho de pão, o gosto do pão francês, do pão de leite. E o chocolate também.” 

Ramiro comenta que o alimento está na “nossa memória coletiva, enquanto sociedade”, e atravessa gerações. Em 2018, cientistas da UCL (University College London) descobriram uma receita de pão de mais de 14 mil anos. 

Ramiro Murillo — Foto: Nanda Ferreira/Arquivo pessoal 

“Eu falo que o pão é anterior às religiões. Brinco que, quando Jesus partilhou o pão, o pão já tinha pelo menos 4.000 anos. Não é à toa que o cheirinho do pão no forno é um negócio que pega qualquer um. É raro alguém falar que o cheiro de churrasco é ruim, mas falar que o cheirinho de pão no forno é ruim é quase um sacrilégio.” 

O chocolate, que também é fermentado, foi desenvolvido na região onde hoje fica o México, lembra o padeiro, e depois os suíços o reformularam. Assim como o pão, o chocolate pode ser ligado a situações de conforto, carinho e momentos de afeto. 

“O chocolate traz um outro tipo de conforto, porque é tipo um presente. Muitos se presenteiam com chocolate. A gente, quando está carente, vai lá e come um chocolatinho.” 

Por que a Covid afeta o olfato?

Marco Aurélio Fornazieri é especialista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), professor de otorrinolaringologia na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e na PUC-PR e pós-doutor em distúrbios do olfato e paladar pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. 

Segundo Fornazieri, o vírus da Covid afeta o olfato, inicialmente como uma gripe, que pode entupir o nariz e levar a uma diminuição da chegada das moléculas até o epitélio olfatório (responsável pela sensibilidade olfativa). 

“A Covid tem uma atração especial pelas células neuronais, que são responsáveis pelo olfato, e acaba destruindo essas células. Quanto mais grave a Covid, provavelmente ela lesa mais as células basais, que são células de regeneração do olfato. Isso pode levar a uma condição mais crônica, a uma perda de olfato e, logo, a uma perda de paladar”, detalha. 

Os neurônios olfativos, de acordo com o especialista, são mortos pelos vírus, mas há uma renovação desses neurônios de 4 a 12 semanas. O problema é quando as células que geram esses neurônios são afetadas pelos vírus e morrem. 

“Outras coisas que podem afetar também o olfato, além da Covid: um trauma – você pode, por exemplo, bater a cabeça muito forte -, algumas substâncias tóxicas, como cocaína, eventualmente venenos, tintura de cabelo e outros vírus.”

Informações G1


Foto: Blog do BG

Foto: Blog do BG 

Foto: Hermes de Paula

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes nas contas das Americanas afirma não ter sido possível identificar “de forma precisa” os responsáveis pela fraude bilionária nas contas da varejista. Em 338 páginas, o relator do colegiado, deputado Carlos Chiodini (MDB-SC), sugere o envolvimento da antiga diretoria nas adulterações financeiras, mas evita fazer “um juízo de valor seguro” sobre a participação dos ex-diretores. O valor da fraude foi calculado em R$ 20 bilhões.

“Em que pesem os indícios de materialidade apontados, não foi possível, no atual estágio da investigação, identificar, de forma precisa, a autoria dos fatos investigados., nem imputar a respectiva responsabilidade criminal, civil ou administrativa a instituições ou pessoas determinadas, ante a necessidade da realização de outras diligências e da coleta de elementos de prova mais robustos”, afirma o relator.

“O conjunto probatório, de fato, converge para o possível envolvimento de pessoas que integravam o corpo diretivo da companhia (ex-diretores e ex-executivos). Contudo, os elementos até então carreados não se mostraram suficientes para a formação de um juízo de valor seguro o bastante para atribuir a autoria e para fundamentar eventual indiciamento”, diz o documento.

R7


Ato acontece depois que o STF barrou uma oitiva ao colegiado

O presidente da CPI do MST, deputado federal Zucco (Republicanos-RS) | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A CPI do MST cancelou, nesta segunda-feira, 4, todas as sessões do colegiado que aconteceriam nesta semana. A comissão manteve apenas uma sessão prevista para acontecer na próxima semana, em que o relatório será apresentado pelo deputado federal Ricardo Salles (PL-SP).

“Tendo em vista as recentes medidas regimentais e judiciais que inviabilizaram a continuidade das ações, depoimentos, quebras de sigilo e outras providências necessárias ao esclarecimento dos fatos relacionados à indústria de invasões de terras no Brasil, esta presidência informa aos senhores e parlamentares que não haverá nenhuma outra reunião ou audiência até a oportuna apreciação do relatório final“, informou a secretaria da CPI nesta segunda-feira, 4.publicidade

Mais cedo, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF)suspendeu dois depoimentos marcados para esta manhã. A CPI do MST ouviria o diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Messias Silva, e o gerente-executivo administrativo do mesmo órgão, José Rodrigo Marques Quaresma.

Na decisão disponibilizada pelo STF, o ministro afirmou que há “usurpação da competência do Estado pela União”. Segundo Barroso, as CPIs instaladas no âmbito do Legislativo federal não podem ultrapassar seu limite, invadindo competência reservada às Assembleias Legislativas para investigar atos da administração pública estadual. Com a decisão, o colegiado optou pelo cancelamento da sessão. 

A comissão até recorreu da decisão, mas não obteve resposta. Conforme antecipou Oeste, no relatório, Salles vai pedir o indiciamento de, ao menos, cinco pessoas. 

Entre elas, estão o líder da Frente Nacional de Lutas, José Rainha, o deputado petista Valmir Assunção (BA) e Jaime. Salles ainda vai pedir o indiciamento de dois assessores do deputado.

Informações Revista Oeste

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