Santa Casa de Juiz de Fora (MG), para onde Bolsonaro foi levado após facada; presidente do Conselho de Administração foi afastado por suposto desvio Imagem: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/6.set.2018
As Santas Casas e hospitais filantrópicos enfrentam uma grave crise financeira e viram sua dívida dobrar em 18 anos.
O que aconteceu:
Responsáveis por quase metade das internações no SUS (Sistema Único de Saúde), essas instituições viram sua dívida saltar de R$ 5 bilhões em 2005 (valor corrigido pela inflação) para R$ 10 bilhões.Em alguns casos, os problemas financeiros são causados por deficiências de gestão.
Continua após a publicidade
O Brasil tem 3.288 hospitais filantrópicos e Santas Casas em 1,7 mil municípios. Essas unidades somam 165.225 leitos e 20.126 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e, em 2022, responderam por 5,1 milhões das internações no SUS — 41% do total.
Os administradores reclamam que o Ministério da Saúde paga um valor defasado pelos procedimentos realizados gratuitamente. Mirocles Véras, presidente da CMB (Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos), afirma que não há reajuste da tabela SUS, referência para que o governo remunere os prestadores de serviços à saúde pública, há mais de 20 anos. Desde o início do Plano Real, em 1994, a tabela sofreu um reajuste médio de 93,77%, enquanto o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) subiu 636,07% no mesmo período.
O SUS cobre, em média, 60% dos custos dos procedimentos realizados, segundo ele, o que obriga as instituições a encontrarem maneiras de complementar o restante destes valores com doações, emendas parlamentares e empréstimos bancários.Como exemplo, ele diz que o SUS paga cerca de R$ 450 por um parto — o procedimento custa, no mínimo, R$ 2.500.
O endividamento hoje, só na Caixa Econômica, está em torno de R$ 7 bilhões. No total, com os demais bancos, deve chegar a R$ 10 bilhões. É consequência dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (…) Cobrir os custos do procedimento é o que nós queremos. Não queremos ter lucro, queremos ter sustentabilidade para que as nossas instituições, que são centenárias, sigam com a sua missão. Mirocles Véras, presidente da CMB
A CMB diz que tem conversado com o governo em busca de soluções. Véras diz ter mantido diálogo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para negociar a dívida e os juros pagos pelos hospitais — cerca de R$ 150 milhões por mês — e com a da Saúde, Nísia Trindade, sobre o financiamento das entidades. Questionada sobre projetos para socorrer as Santas Casas, a Fazenda informou sobre a reabertura do PES (Programa Especial de Regularização Tributária para Saúde), negociação que permite às entidades pagar os débitos inscritos em dívida com prazo ampliado. A adesão estava disponível até 30 de agosto.
Já o Ministério da Saúde informou não realizar pagamento diretamente aos estabelecimentos de saúde. Mas esclareceu que este ano reajustou o incentivo 100% SUS, destinado a unidades que se caracterizam como entidades privadas sem fins lucrativos e que destinem a totalidade de seus serviços de saúde exclusivamente ao sistema público.Continua após a publicidade
A pasta também ressaltou ter liberado R$ 2 bilhões para reequilibrar as contas de entidades filantrópicas em abril. O valor, aprovado no governo anterior, foi repassado aos Fundos Estaduais e Municipais. “Foi importante esse recurso, mas, naturalmente, o custo que hoje é a inflação, os juros que estão com o endividamento que nós temos, isso tudo nos leva a nos preocuparmos com as nossas instituições porque não existe ainda nenhuma posição de novos recursos alocados”, diz Véras. Questionado, o ministério não respondeu se prevê aumentar a tabela SUS.
Maria Dulce Cardenuto, médica e superintendente da Santa Casa de São Paulo Imagem: Divulgação/Santa Casa de São Paulo
A Santa Casa de São Paulo, que destina 100% de seus atendimentos a pacientes do SUS, diz que vem buscando fontes alternativas de financiamento por causa da defasagem na tabela. No ano passado, a instituição realizou 537 mil atendimentos ambulatoriais, 231 mil atendimentos de urgência e emergência e fez 27 mil cirurgias.
Uma das maiores dificuldades atuais tem sido a aquisição de medicamentos e materiais hospitalares, incluindo órteses e próteses utilizadas em procedimentos de alta complexidade e que, em muitos casos, são remuneradas pelo SUS abaixo do preço de custo. Se, de um lado, a procura por atendimento no SUS tem aumentado, pelo outro lado, os custos dos insumos hospitalares sofreram enorme variação, principalmente após a covid-19, e não retornaram aos patamares pré-pandemia; enquanto a Tabela SUS permanece a mesma há anos. Maria Dulce Cardenuto, médica e superintendente da Santa Casa de São Paulo
O governo de São Paulo anunciou no mês passado a nova tabela SUS Paulista. Haverá uma complementação do valor que os hospitais recebem do Ministério da Saúde pelos procedimentos hospitalares, e as unidades vão receber até cinco vezes a tabela nacional do SUS. Na ocasião, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que um dos objetivos da medida era manter as Santas Casas em operação. Os recursos devem ser pagos até o início de 2024.
Problemas de gestão
As Santas Casas da Misericórdia, uma irmandade católica, foram criadas em Portugal no século 15. A primeira Santa Casa brasileira foi a de Santos (SP), fundada em 1543. Mas, até a criação do SUS, nos anos 1980, elas permaneceram como o principal aparato de cuidado médico para populações mais pobres.Continua após a publicidade
Em 832 municípios, as Santas Casas e hospitais filantrópicos são o único equipamento de saúde para atender a toda população. Desse total, 95% das cidades possuem menos de 50 mil habitantes, ou seja, as instituições filantrópicas são a única unidade hospitalar que dá suporte à saúde dos cidadãos desses municípios.
Há exemplos de hospitais filantrópicos com problemas financeiros causados por problemas na gestão. Atualmente, das 409 Santas Casas de São Paulo, 46 estão sob intervenção administrativa e com seus diretores afastados, segundo a Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo).
Santa Casa de Andradina tem dívida de R$ 45 milhões Imagem: Reprodução/Prefeitura de Andradina
A Santa Casa de Andradina (SP) é uma delas. Em maio, a prefeitura decretou intervenção administrativa na unidade por seis meses e revelou que o hospital tem uma dívida de R$ 45 milhões. Com a intervenção, os membros da diretoria da OSS (Organização Social de Saúde) da Irmandade Santa Casa de Andradina foram afastados e desabilitados de suas funções e a gestão do hospital passou a ser do Executivo. A reportagem não conseguiu contato com a organização — na ocasião da intervenção, a direção informou à TV TEM, afiliada da Globo, que não se manifestaria sobre o caso.
A Santa Casa de Juiz de Fora (MG), onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi socorrido depois de levar uma facada em 2018 durante ato de campanha, também enfrentou problemas. Em agosto, o MP (Ministério Público) denunciou o presidente do Conselho de Administração do hospital, Renato Loures, a filha dele, Moema Loures, e o genro, Fábio Gonçalves, pelo suposto desvio e apropriação de valores da entidade, feitos a partir de contratos firmados com empresas de arquitetura das quais o casal é sócio. Os contratos foram feitos entre outubro de 2012 e junho de 2023 e os desvios, em valores corrigidos, chega a R$ 6,9 milhões.
Em nota, a defesa do trio informou que “a denúncia não é verdadeira conforme as provas já existentes nos autos e aquelas que serão juntadas durante a instrução do processo”. “Não houve desvios, mas efetiva prestação de serviços. Também não procede a acusação de falsificação de documento particular dirigida à Moema Loures, conforme será demonstrado no processo que se inicia.” Procurada por telefone e e-mail, a assessoria da Santa Casa de Juiz de Fora não retornou. Loures foi afastado do cargo em junho, quando o MP realizou uma operação sobre o caso.Continua após a publicidade
Questionado se os problemas financeiros enfrentados não se devem justamente a problemas como estes, Véras diz que ’90 e tantos por cento’ dos hospitais são bem geridos. “Houve uma evolução muito grande, através de qualificação, de contratação de administradores. De Norte a Sul têm uma excelente gestão. Repito, como é que você pode ser um bom gestor, se abre o mês com um déficit de quarenta por cento do teu custo para atender os pacientes do sistema público de saúde?”
Apesar de ter ficado de fora das negociações para a delação premiada do tenente-coronel Cid, a PGR instaurou procedimento administrativo para acompanhar os depoimentos e ter acesso aos autos do processo.
Como mostramos mais cedo, integrantes da PGR foram contra a negociação da delação feita pela Polícia Federal. Em 2018, o plenário do STF considerou constitucional a possibilidade de delegados de polícia realizarem acordos de colaboração premiada na fase do inquérito policial. A decisão do STF esvaziou as prerrogativas no MPF em determinados casos.
O subprocurador da República Humberto Jacques de Medeiros afirmou no procedimento que cabe ao MP acompanhar a delação e se certificar de que haverá avanço nas investigações ou a corroboração dos fatos apontados pelo delator.
Como mostramos mais cedo, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, aceitou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Nos termos, Cid promete ajudar nas investigações sobre os atos golpistas, fraudes no cartão de vacina e desvios de joias destinadas à Presidência da República.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou o acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e disse que isso não vai afetar negativamente o partido nas próximas eleições. O dirigente mantém a previsão de eleger mais de mil prefeitos no ano que vem.
– Mais de mil com Bolsonaro à frente, o Mauro Cid não tem nada para falar de verba pública – disse o presidente do PL ao GLOBO.
O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), seguiu a mesma linha:
– Qualquer covardia que fizerem, nosso presidente vai ser vítima.
Apesar disso, o partido já enfrenta dificuldades na montagem das chapas para concorrer nas eleições municipais do ano que vem. Exemplo disso acontece em São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem negociado o apoio do PL, mas, ao mesmo tempo, evitando associar sua imagem ao do bolsonarismo.
Isso tem provocado atritos entre o emedebista e nomes mais ligados a Bolsonaro. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho ’02’ do ex-presidente, publicou uma mensagem nas redes sociais em que reclama do prefeito e diz que a “a estratégia ‘usar o Bozo’ está sendo desmascarada”.
Isso acontece após Nunes falar, na última quinta-feira, que “não tem proximidade” com Bolsonaro e Lula.
O prefeito também tem evitado se comprometer com a escolha de um nome bolsonarista para ser seu candidato a vice.
– Apesar de ter muitos comentários, especulações sobre vice, essa decisão será só no ano que vem. No momento certo, próximo das convenções, vamos reunir os partidos que irão compor a coligação e definir juntos – disse Nunes ao GLOBO.
Apesar disso, o prefeito afirmou que gostaria de ter o apoio de Bolsonaro e do PL em sua tentativa de reeleição. Nunes disse que o ex-presidente não condicionou apoio à escolha do vice.
–Reafirmo que gostaria sim de seguir contando com o apoio do PL que já está na nossa base e do presidente Bolsonaro também. Precisamos derrotar a extrema esquerda.
Da mesma forma, o PL ainda não decidiu como atuará na eleição do Rio de Janeiro. O partido será rival do atual prefeito Eduardo Paes (PSD) na disputa, mas ainda não está definida como se dará a participação. Os nomes do general Walter Braga Netto (PL), de Doutor Luizinho (PP) e Rodrigo Amorim (PTB) têm sido citados como opções contra Paes.
Um dos auxiliares mais próximos de Bolsonaro na gestão dele no governo federal, Cid propôs um acordo de delação premiada, que foi homologado hoje por Moraes. O acordo teve como ponto de partida as investigações conduzidas no inquérito das milícias digitais que tramita no Supremo.
O acordo teve como ponto de partida as investigações conduzidas no inquérito das milícias digitais que tramita no Supremo. A mesma decisão de Moraes deu liberdade provisória ao militar.
Há também outras apurações abertas contra o militar, como a suspeita de vendas de joias que foram recebidas como presente pelo governo brasileiro. Investigação da Polícia Federal indica que tentou vender, nos Estados Unidos, presentes recebidos por Bolsonaro recebidos enquanto presidente.
O ex-assessor de Bolsonaro estava preso desde maio após ser alvo de uma ação que apura a atuação de um grupo que teria inserido dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Aras se irrita com acordo de delação de Mauro Cid, diz que não aceita e chama jornalista da Globo de mentirosa: “está desinformando”
Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo.
O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, se manifestou contra a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que foi homologada neste sábado (9) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O chefe da PGR defende que a exclusividade em firmar esses acordos de delação cabe apenas ao Ministério Público Federal (MPF), e não à Polícia Federal (PF). Em publicação nas redes sociais, ele chegou a citar as delações do ex-ministro Antonio Palocci e do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral.
– A Procuradoria Geral da República não é de Augusto Aras. É da República Federativa do Brasil e é pautada pela Constituição. A PGR, portanto, não aceita delações conduzidas pela Polícia Federal, como aquelas de Antonio Palocci e de Sérgio Cabral, por exemplo – disse.
Aras discorda de um entendimento do STF, manifestado em 2018, que dá autonomia para a PF conduzir as delações.
Em crítica direta à colunista Malu Gaspar, do jornal O globo, Aras diz que a jornalista “desinformou” ao sugerir que ele teria exercido influência sobre a decisão da PGR. Ele apontou um “lavajatismo” na imprensa.
– A imprensa lavajatista, que divulga manchetes e matérias vazadas de processos sigilosos, dando prosseguimento à Operação Lava Jato, da qual foi consorciada, é tão nociva quanto aqueles que fornecem informações deturpadas – declarou.
A Apple deve lançar o iPhone 15 em alguns dias, e especialistas esperam que ele venha com uma mudança significativa.
Há muitos rumores de que o iPhone 15 abandonará o carregador Lightning da Apple e adotará o carregamento via USB-C, o que seria um marco para a empresa ao adotar o carregamento universal.
A mudança poderia, em última análise, agilizar o processo de carregamento em vários dispositivos – e marcas.
Essa alteração pode ocorrer menos de um ano depois de a União Europeia ter votado para aprovar uma legislação que exige que smartphones, tablets, câmeras digitais, alto-falantes portáteis e outros pequenos dispositivos suportem carregamento USB-C até 2024.
A lei inédita visa reduzir o número de carregadores e cabos com os quais os consumidores devem lidar quando compram um novo dispositivo e permitir que os usuários misturem e combinem dispositivos e carregadores, mesmo que sejam produzidos por fabricantes diferentes.
“Esta é sem dúvida a maior perturbação no design do iPhone em vários anos, mas, na realidade, não é uma medida dramática”, disse Ben Wood, analista da CCS Insight.
Isso ocorre porque a Apple já trocou seus iPads e MacBooks para carregamento USB-C. Mesmo assim, a empresa tem resistido em fazer a mudança no iPhone.
No ano passado, o vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple, Greg Joswiak, enfatizou publicamente o valor e a onipresença do carregador Lightning, que foi projetado para carregamento mais rápido de dispositivos, mas observou que “obviamente teremos que cumprir” o a determinação da União Europeia.
“Não temos escolha, como fazemos em todo o mundo, a não ser cumprir as leis locais, mas achamos que a abordagem teria sido melhor ambientalmente e para os nossos clientes se não tivesse um governo [com] essa perspectiva”, disse Joswiak à época.
A decisão da União Europeia faz parte de um esforço maior para combater o lixo eletrônico, em geral, mas poderá gerar mais no curto prazo, à medida que as pessoas eliminam gradualmente os seus cabos Lightning.
Assim, a Apple provavelmente também precisará desenvolver um programa de reciclagem de cabos Lightning.
Embora a empresa de tecnologia tenha expressado preocupações ambientais sobre o que acontece com os carregadores antigos, ela também tem razões financeiras para adiar a mudança.
O que a mudança significa para os usuários do iPhone?
Atualmente, não está claro se a mudança para USB-C ocorrerá para todos os novos modelos do iPhone 15 ou apenas para dispositivos Pro.
A alteração provavelmente não será o único incentivo para as pessoas mudarem de celular, mas poderá influenciar alguns consumidores que têm resistido ao iPhone em relação às suas limitações de carregamento, de acordo com Thomas Husson, vice-presidente da Forrester Research.
Espera-se que os dispositivos iPhone 15 sejam fornecidos com um novo cabo na caixa, mas, considerando que muitos dispositivos móveis já usam USB-C, incluindo os próprios iPads e MacBooks da Apple, o acesso aos fios de carregamento não deve ser muito difícil ou caro.
“Considerando o quão amplamente o USB-C tem sido usado em outros dispositivos, é difícil imaginar que os clientes serão totalmente pegos de surpresa por esta mudança e, a longo prazo, é provável que os beneficie, com um sistema de carregamento universal tendo algumas vantagens muito óbvias”, afirmou Wood.
A Apple também poderia ignorar completamente o carregamento com fio para abrir caminho para o carregamento sem fio, mas não tão cedo porque “o carregamento sem fio é atualmente muito mais lento do que com fio”, de acordo com McQueen. “Teremos que esperar para ver isso”, argumentou.
A história do carregador Lightning
A Apple lançou o carregador Lightning junto com o iPhone 5, em 2012, substituindo seu antigo conector Dock, de 30 pinos, por um que permitia um carregamento mais rápido e tinha um design reversível.
Também deu início a um negócio de acessórios, exigindo que os usuários comprassem um adaptador Lightning de US$ 30 para conectar o dispositivo a “docks” mais antigos, despertadores e sistemas de alto-falantes mais antigos.
“Para a Apple, tudo se resumia a controlar seu próprio ecossistema. A Apple ganha um bom dinheiro vendendo cabos Lightning e seus muitos acessórios relacionados”, ponderou David McQueen, diretor da ABI Research.
Também é necessário um corte financeiro nos acessórios e cabos de terceiros que passam pelo programa Made For iPhone. “Mudar para o USB Tipo C eliminaria esse nível de controle, já que o USB-C é um ecossistema muito mais aberto”, destacou McQueen.
Além disso, a Apple poderia criar seu próprio cabo USB-C de marca para funcionar “melhor com um iPhone”, permitindo maior potência para suportar carregamento mais rápido e, ao mesmo tempo, minimizar riscos e danos às baterias, acrescentou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que se o presidente russo, Vladimir Putin, vier ao Brasil em 2024 para participar da próxima edição da cúpula do G20 ele não será preso. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Palki Sharma, do canal indiano Firstpost, que foi ao ar na tarde deste sábado (9.set.2023).
Segundo Lula, Putin não será preso porque os outros países não desrespeitarão o Brasil. Afirmou que a “independência” da nação sul-americana precisa ser levada a sério. A 19ª cúpula do grupo das 19 economias mais industrializadas do mundo mais a União Europeia será realizada no Rio de Janeiro, de 18 a 19 de novembro de 2024.
“A gente gosta de tratar as pessoas bem. Então, eu acho que o Putin pode ir tranquilamente ao Brasil. […] Eu posso lhe dizer que eu sou o presidente do Brasil. Se ele vier para o Brasil, não há por que ele ser preso”, afirmou Lula.
Neste ano, Putin deixou de ir a reuniões internacionais por causa do risco de ser preso. O TPI (Tribunal Penal Internacional) emitiu em março de 2023 mandados de prisão contra Putin e contra Maria Alekseyevna Lvova-Belova, comissária dos Direitos da Criança no Gabinete Presidencial russo, por suposto crime de guerra de deportação ilegal de crianças e transferência ilegal de crianças de áreas ocupadas da Ucrânia para a Rússia.
Por esta razão, o presidente russo não compareceu à reunião do Brics –bloco formado por países emergente–, realizada de 22 a 24 de agosto deste ano.
Lula concedeu a entrevista ao Firstpost durante sua visita à Índia para participar da 18ª edição da Cúpula do G20. O presidente desembarcou na 6ª feira (8.set) na capital Nova Délhi.
Além de defender a ida de Putin ao Brasil, o presidente disse que pretende discutir o conflito entre Rússia e Ucrânia na próxima Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em 19 de setembro. Segundo Lula, o encontro será ideal para “chamar” Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para uma “mesa de negociação”.
“Se eu sou presidente, se ele (Putin) vier para o Brasil, ele não será preso”, diz Lula.
Brasil é signatário do Estatuto de Roma e presidente russo tem um mandado de prisão em aberto expedido pelo Tribunal Penal Internacional. pic.twitter.com/pnA5WDSvi7
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixou o Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, na tarde deste sábado (9/9). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória ao militar depois que ele fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF).
Mauro Cid deixou o Batalhão do Exército no carro de seu advogado, Cezar Roberto Bitencourt, e foi direto ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), ligada a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape/DF), onde colocou a tornozeleira eletrônica.
Binho Bezerra tinha 67 anos, e a esposa tinha 62 | Foto: Divulgação/Sistema Verdes Mares
O bilionário José Bezerra de Menezes Neto, o Binho Bezerra, e sua mulher, Luciana, foram encontrados mortos, na manhã deste sábado, 9, no Guarujá (SP). Eles estavam na casa de veraneio da família, na Praia de Iporanga, no litoral. Os cachorros do casal também morreram.
Binho Bezerra e Luciana deixam três filhos: Marcelo, Rafael e Rodrigo. O primeiro é casado com a influenciadora digital Marcella Minelli, irmã da também influencer Gabriela Pugliesi.publicidade
A Polícia Civil investiga o caso. Segundo a corporação, não havia sinais de violência nos corpos. Uma perícia ocorrerá no local, e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) participará das investigações.
A suspeita é de que as mortes tenham sido provocadas por um vazamento de gás. Tanto o aquecedor da piscina quanto da casa funciona com base nesse combustível.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) apura a situação. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar também atuam na ocorrência.
Em nota, o município informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, por volta das 11h30, para atender à ocorrência num condomínio.
A prefeitura comunicou que os servidores públicos encontraram o casal na residência, já sem vida. Binho Bezerra tinha 67 anos, e a esposa tinha 62.
Quem era o bilionário encontrado morto no Guarujá
A suspeita é de que as mortes tenham sido provocadas por um vazamento de gás | Foto: Reprodução/Redes sociais
Binho Bezerra é filho de Humberto Bezerra, ex-prefeito de Juazeiro do Norte, e sobrinho de Adauto Bezerra, ex-governador do Ceará.
Ele estava na lista de bilionários da revista Forbes. De acordo com a publicação, Binho Bezerra tinha um patrimônio avaliado em R$ 1,5 bilhão. Na época, foi listado como o 205º bilionário brasileiro.
Pix automático é o único que tem cronograma de lançamento Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O BC promete avançar em novas modalidades do Pix para os brasileiros, como o Pix offline, parcelado e internacional. Por enquanto, apenas o Pix Automático tem um cronograma de lançamento já definido. Veja o que vem aí:
Pix Automático
Pix automático já tem um cronograma de lançamento. A previsão do BC é de que ferramenta será lançada em abril de 2024. A funcionalidade vai permitir pagamentos recorrentes de forma automática, sem a necessidade de autenticação do usuário todos os meses. O BC diz que apenas a primeira autorização prévia será necessária.
Continua após a publicidade
Ele vai funcionar como o débito automático. A diferença é que o débito automático depende de convênios com outras instituições para funcionar. O pagador terá à sua disposição uma série de funcionalidades para gerir os pagamentos recorrentes como, por exemplo, estabelecer um limite máximo do valor da parcela a ser debitada, podendo cancelar a qualquer momento a autorização.
Expectativa é de que ele seja usado por empresas de água, luz e gás. Outros usos esperados pelo BC são empresas que demandem pagamentos recorrentes, como instituições de ensino, academias, clubes de assinatura, serviços de streaming, planos de saúde, seguros, administradores de condomínios, clubes, portais de notícia, operações de crédito, entre outros.
Pix parcelado
Ainda não foi lançado oficialmente pelo BC, mas alguns bancos já oferecem. O BC diz que existe a possibilidade de estabelecer regras padronizadas para o parcelamento com o Pix, “mitigando o risco de crédito do recebedor em eventuais situações de inadimplência do pagador”.
Não existe um único modelo sendo oferecido pelos bancos. O BC afirma que há soluções que vinculam o Pix parcelado com a concessão de crédito pessoal e soluções que permitem que o pagamento do Pix seja feito na fatura do cartão de crédito. O Pix parcelado abre a possibilidade de concessão de crédito por meio do Pix.
Caso haja mudanças no rotativo do cartão, o Pix crédito pode ganhar espaço. “Temos a discussão do rotativo do cartão, de mudar as regras. [Se isso acontecer] vamos ter menos crédito no cartão e vai ter que desaguar o crédito em outro lugar. Já têm alguns bancos fazendo Pix crédito, vamos ver aumentar demais”, afirma Bruno Samora, diretor de produtos da Matera.Continua após a publicidade
O BC monitora a evolução desse mercado e o uso dessas soluções, podendo, futuramente, caso julgue necessário, decidir pela criação de um produto único ou pela definição de regras mínimas a serem observadas pelas instituições. Banco Central, em relatório
Pix internacional
Pix para pagamentos internacionais é uma das prioridades do BC. O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, afirmou que a expansão do Pix para pagamentos internacionais é uma importante prioridade do BC, que ainda trabalha em como fazê-lo de forma eficiente.
Ideia é permitir a integração com sistemas de pagamentos instantâneos internacionais. O Pix internacional poderá viabilizar remessas transfronteiriças, pagamentos entre empresas e de compras feitas no exterior, segundo o BC.
Pix offline
Fazer um Pix sem internet é outra possibilidade estudada. O objetivo é aumentar o acesso e dar mais comodidade aos usuários. Hoje apenas os usuários que estão com acesso a internet conseguem acessar seus aplicativos bancários para concluir o Pix.Continua após a publicidade
Novidades do Pix devem facilitar experiência do usuário. “A experiência de uso ainda é um pouco limitada no mundo físico. [A pessoa] Tem que abrir o aplicativo, ainda tem uma fricção. As novas modalidades vão impulsionar bastante o uso [do Pix]”, afirma Samora.
Pix por aproximação
BC estudar formas de fazer Pix por aproximação, assim como cartões de crédito. Algumas tecnologias possíveis são NFC (usada em celulares e smartwatches), bluetooth e biometria.
Alguns usos possíveis seriam pagamentos de pedágios em rodovias, estacionamentos e transporte público, por exemplo.
Lançado em 2020, o Pix apresentou ampla adesão e já é utilizado por 133 milhões de brasileiros. O valor médio das operações de pessoas físicas é de R$ 200. Segundo relatório do BC, a maior transação já realizada pelo Pix teve o valor de R$ 1,2 bilhão, em dezembro de 2022.
O uso de novas tecnologias que tornam a experiência de pagamento ainda mais rápida pode ser benéfico principalmente em alguns casos de uso específicos, como pagamentos de pedágios em rodovias, estacionamentos e transporte público. Muitos negócios que hoje não realizados pela falta de “conectividade” poderão ser viabilizados instantaneamente, de forma simples, segura e com menor custo. Banco Central, em relatório sobre Pix
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, publicou neste sábado (9.set.2023) em seu perfil no X (ex-Twitter) uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sentado na mesa de discussões do 1º dia da 18ª Cúpula do G20, realizada em Nova Délhi, capital da Índia. Na legenda, ela errou o nome do grupo e escreveu: “Começando a reunião do G29”. Ao contrário de outros líderes que chegaram sozinhos, Lula estava acompanhado de Janja ao ser recepcionado pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.