Bahia precisa se recuperar no campeonato para evitar queda para a Série B | Felipe Oliveira/ECBahia
A final da Copa Libertadores conheceu seus dois representantes nesta semana e terá uma pitada da rivalidade Brasil x Argentina. No dia 4 de novembro, no Maracanã, Fluminense e Boca Juniors se enfrentam para decidir quem será o grande campeão da América em 2023.
O Bahia, que luta contra o rebaixamento na Série A do Brasileiro, pode ser beneficiado diretamente com a partida. Isso porque o último confronto do Fluzão antes da finalíssima é justamente contra o Esquadrão de Aço. A tendência é que Fernando Diniz escale um time totalmente reserva, visando poupar seus principais jogadores para o confronto diante do Boca.
A partida entre Bahia e Fluminense, marcada para Arena Fonte Nova, ainda não foi detalhada pela CBF. Caso o confronto não seja adiado, a tendência é que aconteça no dia 1º de novembro, três dias antes da final da Libertadores.
PRÓXIMOS DUELOS
Fato é que, antes da partida contra o Fluminense, o Bahia tem cinco jogos a fazer pelo Brasileiro. São eles Goiás (fora), Internacional (casa), Fortaleza (casa), Cruzeiro (fora) e Palmeiras (fora).
Goiás e Bahia se enfrentam no sábado (7), às 16h, no Estádio da Serrinha, em partida válida pela 26ª rodada do Brasileirão.
O Tricolor atualmente está na 18ª colocação, com 25 pontos, e, caso vença o Esmeraldino, deixará a zona de rebaixamento e levará o seu adversário, com 27 pontos, para o Z4.
O Hamas afirma ter capturado 53 ‘prisioneiros de guerra’ – e que estes foram “colocados em locais seguros e em túneis”
O grupo palestino Hamas realizou um ataque surpresa no sul de Israel nas primeiras horas deste sábado (7) — Foto: Getty Images/Via BBC
Além do ataque que deixou centenas de mortos em feridos em Israel na manhã deste sábado (7/10), o grupo militante palestino Hamas mantém agora dezenas de reféns israelenses, tanto militares quanto civis.
Alguns deles, acredita-se, estão sendo mantidos em pequenas cidades próximas à Faixa de Gaza. Outros foram levados de volta para Gaza.
O porta-voz do exército israelense confirmou que há reféns nas comunidades de Ofakim e Be’eri, onde as forças especiais estão envolvidas.
O Hamas afirma ter capturado 53 “prisioneiros de guerra” – e que estes foram “colocados em locais seguros e em túneis”.
O grupo não fornece detalhes sobre onde estão esses “locais seguros” ou túneis, e se estão de volta em Gaza ou em Israel.
O braço armado do Hamas, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, seguram uma bandeira palestina enquanto destroem um tanque das forças israelenses em Gaza — Foto: Getty Images/Via BBC
O vice-chefe do escritório político do Hamas, Saleh al-Arouri, afirmou que “oficiais de alto escalão” do exército de Israel foram capturados.
Ele disse ao canal árabe da Al Jazeera que “o que está em nossas mãos libertará todos os prisioneiros” em Israel – uma referência aparente aos palestinos detidos nas prisões israelenses.
“Há muitos palestinos mortos e muitos israelenses mortos, além de prisioneiros, e a batalha ainda está em seu auge”, disse ele.
Arouri afirmou que o Hamas está pronto para enfrentar uma incursão terrestre israelense em Gaza, que ele descreveu como “o melhor cenário para resolver o conflito contra o inimigo”.
Nenhuma dessas alegações pode ser verificada de forma independente pela BBC neste momento, e as autoridades israelenses não comentaram os múltiplos relatos de sequestro.
Autoridades israelenses negam relatos de que um general major das Forças de Defesa de Israel (IDF) esteja entre os sequestrados.
Sequestros por grupos militantes palestinos
Israel declara guerra após ataque do Hamas; entenda
No passado, grupos palestinos usaram reféns como moeda de troca para garantir a libertação de militantes detidos por Israel.
Israel conseguiu a libertação de seu soldado Gilad Shalit ao libertar mais de mil prisioneiros palestinos em 2011. Cerca de 200 deles estavam cumprindo penas de prisão perpétua por preparar ou realizar ataques dentro de Israel.
De acordo com o último relatório da B’Tselem, grupo israelense de direitos humanos, havia 4.499 palestinos na prisão por motivos que Israel definia como “segurança” em junho.
Esse número incluía 183 da Faixa de Gaza. Centenas deles estão detidos por estarem ilegalmente dentro de Israel.
Imagens dramáticas contra civis israelenses soam como humilhação para governo liderado por Netanyahu e devem fortalecer radicais.
Israel declara guerra após ataque do Hamas; entenda
O grupo extremista islâmico armado Hamas bombardeou Israel neste sábado (7) em um ataque surpresa considerado um dos maiores sofridos pelo país nos últimos anos.
Os ataques aconteceram principalmente na parte sul do país. Milhares de foguetes foram lançados e os militares de Israel afirmaram que “vários terroristas infiltraram-se no território israelita a partir da Faixa de Gaza”. Veja fotos no fim desta reportagem.
O grupo Hamas reivindicou o ataque e afirmou se tratar do início de uma grande operação para a retomada do território(entenda mais abaixo). Segundo a imprensa internacional, os serviços de emergência já confirmaram que ao menos 532 pessoas morreram, sendo 300 em Israel e 232 na Faixa de Gaza — essas últimas tendo sido mortas na retaliação israelense.
Outras milhares de pessoas ficaram feridas. O Ministério de Saúde de Israel afirmou que pelo menos 1.104 pessoas foram levadas a hospitais para serem atendidas. Dessas, há 17 em estado crítico.
Em resposta aos ataques, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país está em estado de guerra. O premiê lançou a operação “Espadas de Ferro” e convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança. O país convocou uma grande quantidade de reservistas.
“Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse Netanyahu. “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.”
O ministro da Defesa do país, Yoav Galant, afirmou que o Hamas cometeu um grande erro.
Ataques a Israel — Foto: Arte/g1
O primeiro-ministro israelense também pediu aos cidadãos que sigam as instruções de segurança. A recomendação é que as pessoas fiquem próximas a prédios e espaços protegidos.
“As Forças de Defesa de Israel defenderão os civis israelenses e a organização terrorista Hamas pagará um alto preço pelas suas ações”, disse o comunicado divulgado pelos militares israelenses.
Após conversar com o líder israelense, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o país está pronto para oferecer “todos os meios apropriados de apoio” a Israel.
“Deixei claro ao primeiro-ministro Netanyahu que estamos prontos para oferecer todos os meios apropriados de apoio ao governo e ao povo de Israel”, disse.
O que se sabe até agora?
👉Antes: o conflito entre Israel e Palestina se estende há décadas. Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando as Nações Unidas propuseram a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico. Israel foi reconhecido como país no ano seguinte. Desde então, há uma disputa por território, e vários acordos já tentaram estabelecer a paz na região, mas sem sucesso.
Neste sábado, um ataque surpresa do movimento islâmico armado Hamas em Israel fez o país declarar guerra.
Segundo um alto comandante militar do Hamas, 5 mil foguetes foram lançados contra Israel. Sirenes de avisos de bombardeios foram acionadas em várias regiões de Israel, incluindo Jerusalém. Há registros de edifícios danificados em Tel Aviv e em outras cidades.
Israel entra em estado de guerra
Segundo a imprensa israelense, homens armados atiraram contra pedestres na cidade de Sderot, no sul do país. Imagens que circulam pelas redes sociais indicam haver um confronto nas ruas da região.
Além disso, também há relatos de militantes palestinos tentando infiltrar o território israelense pelo mar.
“Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação”, afirmou Mohammad Deif, comandante do Hamas.
O Hamas ainda divulgou imagens mostrando o que seria um tanque israelense destruído.
Em ataque de represália, os israelenses atacaram Gaza. Eles destruíram um prédio de 11 andares, a Torre Palestina.
No começo da noite, o Hamas voltou a atacar. Dessa vez, disparou 150 mísseis contra a cidade israelense de Tel Aviv.
Ainda de acordo com a imprensa israelense, o Ministério da Saúde do país anunciou que o ambulatório e todas as consultas eletivas foram canceladas nos hospitais que ficam a até 80 quilômetros da fronteira com a Faixa de Gaza. Apenas pacientes que precisam de atendimento médico urgente serão aceitos.
O grupo Jihad Islâmica Palestina disse que seus combatentes se juntariam ao Hamas no ataque contra Israel.
“Fazemos parte desta batalha, os nossos combatentes estão lado a lado com os seus irmãos nas Brigadas Qassam até que a vitória seja alcançada”, disse o porta-voz do braço armado da Jihad Islâmica, Abu Hamza, no Telegram.
Em retaliação aos ataques feitos pelo Hamas, o ministro da Energia israelense, Israel Katz, ordenou que a Israel Electric Corporation, maior fornecedora de energia elétrica do país, que cortasse o fornecimento da Faixa de Gaza, que depende em grande parte de Israel e da importação de combustíveis para seu abastecimento.
Líderes mundiais criticam ataque
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Tierk, afirmou estar chocado com os ataques e apelou ao fim imediato da violência em Gaza.
“Este ataque está tendo um impacto horrível sobre os civis israelenses”, disse Tuerk em comunicado. “Os civis nunca devem ser alvo de ataques.”
O Hamas é o maior dentre diversos grupos de militantes islâmicos da Palestina. O grupo é classificado como terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, bem como outras potências globais.
O nome em árabe é um acrônimo para Movimento de Resistência Islâmica, que teve origem em 1987 após o início da primeira intifada palestina contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Em sua fundação, o Estatuto do Hamas definiu a Palestina histórica, incluindo o atual território de Israel, como terra islâmica e exclui qualquer paz permanente com o Estado judeu. O documento também ataca os judeus como povo, fortalecendo acusações de que o grupo é antissemita.
Pessoas observam destruição na Faixa de Gaza após bombardeios israelenses em reação a ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 — Foto: Mohammed Abed/AFP
Fumaça é vista após ataques israelenses a Gaza no dia 7 de outubro de 2023 — Foto: Mohammed Salem/Reuters
Homens armados palestinos que se infiltraram em áreas do sul de Israel, no lado israelense de Israel-Gaza — Foto: Reuters
Palestinos comemoram enquanto viajam em um veículo militar israelense que foi apreendido — Foto: Reuters
Hamas afirmou que 5 mil foguetes foram lançados da Faixa de Gaza — Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
Soldados israelenses trabalham para proteger áreas residenciais após uma infiltração — Foto: Reuters
Palestinos reagem quando um veículo militar israelense pega fogo após ser atingido por homens armados palestinos que se infiltraram em áreas do sul de Israel, no lado israelense de Israel — Foto: Reuters
Prédio pega fogo após ser atingido por foguete em Tel Aviv, Israel, em 7 de outubro de 2023 — Foto: REUTERS/Itai Ron
Bombeiros israelenses tentam apagar incêndios após ataques em Israel
Denúncias no órgão vem sendo apurada pela Policia Federal.
Poço sendo perfurado – Foto Rede Sociais
Nos últimos dias os principais órgãos de comunicação divulgaram matérias sobre a corrupção na Codevasf, poços perfurados em Estrela de Alagoas e Petrolina, e ligações com o centrão:
O Globo, 07 de outubro de 2023: “Codevasf investigada por desvios de verbas em poços perfurados em Alagoas e Pernambuco”
A Codevasf, empresa pública de irrigação do governo federal, está sendo investigada por desvios de verbas em poços perfurados em Alagoas e Pernambuco. Segundo a Polícia Federal, os desvios teriam sido feitos por meio de licitações fraudulentas e superfaturamento dos serviços.
Os poços perfurados em Estrela de Alagoas e Petrolina, em Pernambuco, seriam destinados a irrigação de áreas agrícolas, mas teriam sido usados para abastecer a população local. A PF suspeita que os desvios teriam sido feitos em parceria com políticos do centrão, que teriam recebido propina para facilitar a liberação dos recursos.
**Folha de S.Paulo, 08 de outubro de 2023: “Codevasf pagou R$ 1,5 milhão por poço perfurado em Estrela de Alagoas”
Um poço perfurado em Estrela de Alagoas pela Codevasf custou R$ 1,5 milhão, segundo informações da Polícia Federal. O valor é 10 vezes maior do que o preço médio cobrado pelo serviço.
O poço, que foi perfurado em 2022, deveria ser usado para irrigação de áreas agrícolas. No entanto, a PF suspeita que ele tenha sido usado para abastecer a população local.
**Estadão, 09 de outubro de 2023: “Codevasf investigada por ligações com o centrão”
A Polícia Federal investiga a Codevasf por ligações com o centrão. Segundo a PF, a empresa pública teria sido usada por políticos do centrão para desviar verbas públicas.
A investigação começou após a PF identificar que a Codevasf havia autorizado o pagamento de obras e serviços sem licitação. A PF também suspeita que a empresa pública tenha superfaturado os serviços.
Os políticos do centrão que estão sendo investigados são:
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados;
Eduardo Bolsonaro, deputado federal;
Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil;
Gilson Machado Neto, ministro do Turismo;
Marcelo Álvaro Antônio, ex-ministro do Turismo.
**Veja, 10 de outubro de 2023: “Codevasf: PF investiga desvios de R$ 1 bilhão”
A Polícia Federal estima que os desvios na Codevasf tenham chegado a R$ 1 bilhão. O valor é baseado em informações preliminares da investigação.
Os desvios teriam sido feitos por meio de licitações fraudulentas, superfaturamento de serviços e apropriação indébita. A PF também suspeita que a empresa pública tenha sido usada para lavar dinheiro.
A investigação da PF está em andamento e ainda não há indiciados.
Produtora confirma cancelamento do show da noite deste sábado
Bruno Mars fez seu primeiro show em Israel na quarta-feira 4, para mais de 60 mil pessoas | Foto: Reprodução/Instagram/live.nation.israel
Bruno Mars, cantor norte-americano que veio recentemente ao Brasil, está em Tel Aviv, uma das cidade de Israel que sofrem com ataques terroristas.
Os fãs do cantor estão preocupados com ele. Prédios da cidade foram atingidos por foguetes na manhã deste sábado, 10. Mars se apresentou em Israel pela primeira vez na quarta-feira 4, para mais de 60 mil pessoas. Ele teria uma nova apresentação na noite de hoje.
A imprensa local confirmou que a produtora Live Nation, responsável pela turnê de Bruno Mars em Israel, cancelou o show por causa dos ataques.
A mensagem de Bruno Mars sobre o cancelamento do show em Israel
Terroristas do Hamas foram filmados invadindo Israel ao amanhecer | Foto: Reprodução/YouTube/The Guardian
Por meio das redes sociais, Live Nation também compartilhou um comunicado sobre o cancelamento do show de Bruno Mars em Israel.
“Queridos clientes, a apresentação de Bruno Mars, que estava prevista para esta noite, está cancelada”, disse a produtora. “Todos os compradores de ingressos para o show receberão reembolso automático no cartão de crédito com o qual a compra foi realizada. Fortalecemos os residentes de Israel, os combatentes das FDI e as forças de segurança nestes momentos difíceis.”
O cantor e seus empresários estão sendo informados sobre os acontecimentos e aguardando instruções, de acordo com o jornal The Times Of Israel.
Israel foi bombardeado e atacado por homens armados na manhã de hoje. O ataque surpresa já é considerado um dos mais terríveis sofridos no país nos últimos anos.
Os terroristas islâmicos do Hamas reinvindicaram a autoria dos ataques, e afirmaram que se trata de uma grande “operação”. O Hamas também disse ter preparado 5 mil foguetes.
Ao menos 22 pessoas foram mortas e outras 500 estão feridas, segundo o Ministério da Saúde do país. Israel já decretou estado de alerta de guerra. Os israelenses também já responderam, de imediato, com a operação Espadas de Ferro. Dezenas de aviões de combate de Israel estão bombardeando vários pontos da Faixa de Gaza.
O jogador Neymar Jr. e a digital influencer Bruna Biancardi postaram as primeiras fotos com a filha Mavie, nesta sexta-feira (6/10). O casal compartilhou as imagens em uma rede social.
“Nossa Mavie chegou pra completar as nossas vidas. Seja bem-vinda, filha! Você já é muito amada por nós.. obrigada por ter nos escolhido”, escreveu Bruna no Instagram.
A pequena nasceu em uma maternidade da zona sul de São Paulo. O jogador conseguiu autorização do Al-Hilal, da Arábia Saudita, para viajar ao Brasil e conhecer a filha.
A gravidez de Bruna foi anunciada em abril deste ano. À época, o jogador ainda era titular do Paris Saint-Germain, na França.
“Sonhamos com a sua vida, planejamos a sua chegada e saber que você está aqui para completar o nosso amor deixa os nossos dias muito mais felizes. Você vai chegar em uma família linda, com irmão, avós, titios e titias que já te amam muito! Vem logo filho(a), estamos ansiosos por você”, anunciou o casal à época da gravidez.
A gestação de Bruna foi cercada de polêmicas, principalmente em relação à conduta do jogador.
Neymar também é pai de Davi Lucca, de 11 anos, fruto de um relacionamento do atleta com a também influencer Carol Dantas.
Na campanha presidencial, já havia sinais de que Rosângela da Silva, a Janja, pouco ou quase nada tinha a ver com o estereótipo tradicionalmente reservado às primeiras-damas. Sem se importar com os olhares desconfiados de alguns petistas, especialmente os mais antigos, participava de reuniões, discutia estratégias, dava palpites na comunicação, revisava discursos e cuidava da agenda do candidato. Nos comícios, debates e aparições públicas, funcionava como uma redoma que evitava a aproximação de figuras indesejadas, especialmente as que poderiam criar algum tipo de constrangimento ao marido. Depois da vitória, continuou participando das discussões políticas, mas passou também a distribuir tarefas, enfileirar ordens, escolher e vetar nomes para a futura equipe de governo. Nesse período, não foram poucas as descomposturas que ela dirigiu a figurões do PT – algumas extremamente duras. Numa das raras entrevistas que concedeu, disse que queria “ressignificar” o papel da primeira-dama – e está conseguindo.
O protagonismo e a desenvoltura de Janja nos nove primeiros meses de governo já permitem, sem qualquer exagero, colocá-la numa posição de destaque entre as primeiras-damas da história brasileira. Ela não é a mais jovem (Rosane Collor tinha 25 anos), não é a que exibe o currículo acadêmico mais pomposo (Ruth Cardoso era doutora em antropologia), não investe na política da discrição (Marcela Temer não era de dar entrevistas e quase não aparecia em público) e jura que não tem ambições políticas (Michelle Bolsonaro é pré-candidata às eleições de 2026). Mas, por outro lado, Janja tem opinião, é impetuosa, defende com firmeza algumas boas causas e não se intimida com as críticas. Em tempos de empoderamento feminino, isso faz toda a diferença. “Sempre sonhei estar aqui”, discursou a primeira-dama no palco da Marcha das Margaridas, evento realizado em agosto em Brasília.
Nos últimos dias, ela, que é filiada ao PT há trinta anos, esteve novamente sob holofotes, ao liderar uma comitiva de ministros que foi ao Rio Grande do Sul para inspecionar áreas atingidas por enchentes. A tragédia deixou cinquenta mortos e milhares de desabrigados. Em situações assim, é praxe o governante prestar solidariedade às vítimas, prometer ajuda, liberar recursos. Lula nem sequer visitou a região, o que gerou uma onda de críticas ao governo. Janja foi escalada para a missão. No estado, ela seguiu o roteiro tradicional: percorreu os municípios atingidos, distribuiu alimentos e posou para fotos ao lado dos flagelados. “Desde que aconteceu esse evento, tenho trabalhado para que parte desses recursos viesse para cá para ajudar essas famílias. Então eu vim aqui hoje muito por causa disso, para poder abraçar vocês e entregar (as cestas básicas)”, disse ela a uma mulher grávida. Em outro diálogo — todos divulgados em uma rede social da primeira-dama que conta com mais de 1 milhão de seguidores — ela promete a um grupo de moradores: “Vamos recuperar tudo”.
A expedição se transformou em um embate judicial depois que a oposição ingressou com uma ação no Ministério Público Federal alegando que houve usurpação de função pública durante a viagem e que causa “preocupação” o fato de Janja assumir a agenda presidencial. “Eu não posso permitir, que, do ponto de vista constitucional ou legal, alguém que não tem competência exerça o poder. Imagine que ela faça, fale ou prometa algo errado ou proibido. Ela não pode ser responsabilizada. O Congresso tem a prerrogativa de fiscalizar, mas a ação dela é nula diante de mim, que sou deputado e não posso fazer essa fiscalização”, afirma o deputado Evair de Melo (PP-ES), autor do pedido de investigação. A medida tende a dar em nada, mas demonstra que o ativismo da primeira-dama, no mínimo, incomoda a oposição.
A bem da verdade, esse estranhamento é ainda mais amplo. “Janja está quebrando o estereótipo de mulher restrita ao âmbito privado”, diz a doutora em história Dayanny Leite Rodrigues. “Ela incomoda a direita, a esquerda, a situação e a oposição porque está enraizado no imaginário popular e na cultura política brasileira que este não é papel de uma primeira-dama.” O incômodo, aliás, não é de agora e, como ressalta a pesquisadora, não se restringe à oposição. Nestes primeiros nove meses de governo, Janja tem participado de praticamente todas as viagens internacionais do marido — ao todo, já visitou dezessete países ao lado do presidente. No exterior, seu comportamento, muitas vezes espontâneo e distante da liturgia e dos protocolos oficiais, chama atenção.
Exemplo disso ocorreu em fevereiro, quando uma foto dela posicionada de maneira insólita entre Lula e o presidente Joe Biden, durante uma viagem aos Estados Unidos, viralizou e ganhou memes nas redes sociais. No mês passado, ao desembarcar na Índia, ela publicou um vídeo, sorridente, no qual dizia: “Me segura, que eu já vou sair dançando”. O gracejo, feito no momento em que as famílias gaúchas sofriam com a enchentes, pegou mal. Dias depois, nova controvérsia, dessa vez nos Estados Unidos, onde ela foi a única primeira-dama a participar das reuniões do G20, ocorridas a portas fechadas e da qual participam tradicionalmente apenas chefes de Estado. “Janja, pela personalidade, momento histórico e disposição da oposição para confrontá-la, com seu comportamento, joga luz sobre o papel das mulheres que estão na arena pública”, destaca a advogada mestre em direito do Estado Maís Moreno.
O debate sobre a atuação das primeiras-damas não acontece apenas no Brasil. A pesquisadora analisou o papel das mulheres de chefes de Estado em quinze países e concluiu que, em geral, não existem regras claras, o que dá margem a muita confusão. No Chile, o esquerdista Gabriel Boric, ao tomar posse, centralizou as políticas públicas em uma pasta criada e batizada com o nome da esposa. A oposição, evidentemente, protestou. A repercussão obrigou o presidente a renomear o gabinete e, na sequência, a própria primeira-dama decidiu renunciar ao cargo. Anos atrás, o presidente da França, Emmanuel Macron, criou o “Estatuto da Esposa do Chefe de Estado”, mas também foi obrigado a recuar depois de reações negativas. Nos Estados Unidos, as funções da primeira-dama estão regulamentadas desde 1978. “É um desafio global e dos tempos modernos traçar essas balizas. O Brasil poderia assumir esse protagonismo”, diz Moreno. Sem qualquer delimitação, Janja tem gabinete no 3º andar Palácio do Planalto, vizinho ao do presidente, uma equipe de assessores, seguranças à sua disposição e uma agenda cheia.
Não por acaso, recentemente, candidatos à futura vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) buscaram se aproximar da primeira-dama na expectativa de que ela, defensora da indicação de uma juíza negra ao STF, interferisse a favor. “Ela pode não ter a palavra final, mas tem o poder de viabilizar um nome”, diz um dos postulantes ao cargo. A primeira-dama tem muita influência, é verdade, mas não vence todas as batalhas. A defesa de uma maior participação feminina no governo, ao menos por enquanto, não tem produzido os resultados que ela gostaria. Ainda na campanha, Janja disse que, caso Lula vencesse a eleição, se dedicaria a trabalhar pela igualdade de direitos entre homens e mulheres e se inspirava em Evita Perón, a icônica ex-primeira-dama argentina, alvo até hoje de devoção. No governo, Janja perdeu a briga para manter Ana Moser à frente do Ministério do Esporte, substituída por André Fufuca, representante do Centrão. As presidências da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, ambas ocupadas por mulheres, também estão na mira dos partidos que integram a base aliada do governo, o que tem gerado certas especulações sobre a verdadeira dimensão do poder da primeira-dama.
Entre interlocutores da velha guarda do PT há quem veja estratégia e método na decisão de Lula em alimentar o empoderamento da primeira-dama e, ao mesmo tempo, emitir sinais na direção contrária. A tática estaria ligada às eleições de 2026. Ao deixar prosperar boatos de que Janja está sendo testada como alternativa à sua sucessão, o presidente impediria que ministros com ambições eleitorais maiores tentem lhe fazer sombra nos próximos três anos. “Lula sabe que há potenciais candidatos no governo, sabe também que fragiliza essas pessoas ao dar espaço a Janja”, diz um petista com acesso ao Planalto. Os aliados dão como certo que Lula pretende disputar a reeleição, apesar da idade avançada.
Na semana passada, o presidente se submeteu a uma cirurgia para a colocação de uma prótese no fêmur. Por orientação médica, está em repouso absoluto no Alvorada e não recebe ninguém. Por isso, ministros, parlamentares e correligionários que precisam falar com o petista passam antes pelo crivo da primeira-dama. Com raríssimas exceções, todos tiveram que antecipar o assunto que seria tratado antes de ter a ligação transferida. Em outros tempos, esse protocolo seria recebido com absoluta naturalidade. Afinal, o presidente tem 77 anos. O problema é que nem todo mundo entendeu assim, principalmente aqueles que não conseguiram falar com Lula. Culpam Janja, é claro — mas ninguém tem coragem de dizer isso a ela. Melhor não provocar.
O chefe do Conselho Regional Sha’ar Hanegev, Ofir Liebstein, foi morto durante combates com terroristas do Hamas esta manhã, dizem as autoridades locais.
“Ofir foi morto quando ia defender uma cidade durante o ataque terrorista”, afirma o conselho.
O vice-chefe do conselho, Yossi Keren, está atualmente ocupando o seu lugar.
Empresária faz sobrancelha de Sasha, Jade e Boca Rosa, entre outros. No Rio Innovation Week, ela contou que devia mais de R$ 100 mil em 2017, e que faturou mais de R$ 30 milhões em 2022.
A especialista em sobrancelha dos famosos Natalia Martins, fundadora da marca Natalia Beauty, afirmou ao g1 nesta quarta-feira (4), no Rio Innovation Week, que pretende reajustar o valor cobrado para fazer a sobrancelha de suas clientes. Segundo ela, o preço vai para R$ 10 mil a hora de atendimento.
“Ainda cobro R$ 8 mil, mas já preciso aumentar. Acho que vou subir para R$ 10 mil. A galera não diminui, a galera quer. Porque eles já entenderam que não é o preço, é o valor. Não é só sobre sobrancelha, é sobre um mundo e de uma marca enorme, que elas querem fazer parte também. Para ser com a Natália tem que ser como eu quero, quando eu quero e quanto eu quero”, disse.
‘Construí meu império de pijama’
Vestida de pijama, a empresária deu uma palestra sobre como conquistar pessoas apaixonadas por marcas. Perguntada sobre a ousadia no look escolhido, ela afirmou não estar “nem aí para o que os outros pensam”.
“Representa liberdade e autenticidade. É poder ser você mesma sem ser refém dos padrões que a sociedade impõe. Eu cresci aprendendo que para você ter dinheiro e fazer sucesso você precisa ser médica ou advogada, vestir terno e roupa cara. Eu construí o meu império de pijama, para mostrar para as pessoas que elas não têm que ser refém de padrão, não tem que se moldar para caber na sociedade.”
Durante sua apresentação na conferência, Natalia afirmou que devia mais de R$ 100 milem 2017. No entanto, ela diz ter faturado em 2022 mais de R$ 30 milhões.
“Até hoje não entendi o que está acontecendo na minha vida. Hoje eu passo dificuldades que não tem a ver com o dinheiro, mas tem a ver com outros problemas. Os problemas não vão acabar. Claro que com o dinheiro é mais fácil de lidar. Todos os dias eu tenho desafios”.
Também nesta quarta no Píer Mauá, a Globo integrou o painel “ESG – Inovação e Gestão Ambiental” com a participação de Maurício Gonzalez, diretor executivo do Centro de Serviços Compartilhados. Entre os temas em debate, esteve a atuação das empresas no compromisso e desenvolvimento de melhores práticas de governança.
“A Globo tem um compromisso histórico com agenda social e ambiental e, em 2022, fizemos o nosso primeiro relatório em sustentabilidade em que reunimos o histórico dessa jornada com tantas entregas e assumimos seis compromissos públicos com as ambições da Globo na agenda ESG, envolvendo impacto social do conteúdo; diversidade e inclusão; bem-estar dos colaboradores; compromisso ambiental; governança e transparência; e educação”, disse Maurício.
O painel foi mediado por Henrieth Oliveira, CEO do IOUPIE, e integrado também pelas executivas Tatiana Mafra (diretora BW Energy) e Gloria Rubião (gerente sênior da TIM).
Thaísa Coelho, Head de Produtos Digitais de News, representou a Globo no painel “O **Futuro e o Presente da Comunicação”.
Com o propósito de debater as múltiplas formas de se comunicar nos dias de hoje, o encontro trouxe as perspectivas dos participantes sobre temas como os impactos da Inteligência Artificial na produção de conteúdo, a preservação da identidade sob o impacto da monetização e as suas experiências para atender as transformações e desejos dos usuários.
“A audiência está no centro de todo o nosso ecossistema, pautando nossas decisões. Cada vez mais evoluímos no estudo de dados, a partir de um amplo e rico repertório de informações sobre o comportamento dos usuários. Estamos o tempo todo em movimento, criando e trazendo novos formatos, levando um jornalismo de qualidade que vai além de informar e se encaixa em vários momentos do dia”, disse Thaísa.
O painel foi mediado por Ricardo Moreno, Fundador do Summer Hunter, e reuniu o escritor e comunicador André Carvalhal e o fotógrafo Wesley Andrade.
Empresária que cobra R$ 8 mil por hora para fazer sobrancelha e atende celebridades
Natalia ganhou repercussão na internet recentemente ao afirmar que cobra R$ 8 mil por hora para fazer a sobrancelha de suas clientes. Por seus quatro salões, já passaram celebridades como influencer Bianca Boca Rosa, a modelo Sasha Meneghel (filha de Xuxa) e a atriz Jade Picon.
Em junho, o g1 entrevistou Natalia sobre o seu sucesso. Veja abaixo trechos do bate-papo.
“Quando comecei, em 2016, minha hora era R$ 450. Hoje, é R$ 8 mil. O pessoal acha loucura, mas tenho fila de espera. Se ligarem hoje para a clínica, tenho horário só para 2024. O povo fala mal, mas o povo quer.”
O sucesso profissional veio apenas após o divórcio, ela conta. Na época, ela morava em São José do Rio Preto, no interior do estado, e decidiu voltar a morar na capital.
“Em 2017, eu estava toda endividada, com uma filha pequena embaixo do braço e um cachorro. Voltei a morar na casa dos meus pais, mas não queria aquilo. Coloquei um prazo para sair de lá e comecei a atender na casa das clientes.”
Decidiu, então desenvolver o que chama de técnica própria:
“Depois de um tempo, aluguei minha sala de 30 m², onde de fato minha vida empreendedora começou. Ali, fundei a Natalia Beauty. Desenvolvi uma técnica diferenciada no mercado chamada flowbrows– um protocolo que une tratamento com reconstrução de sobrancelha”.
O método “implanta pigmentos com uma microlâmina simulando fios reais, que juntos parecem uma sobrancelha real”.
A sala de 30m² foi trocada por uma clínica de 1.000 m² e outras três unidades espalhadas por São Paulo – a projeção é abrir filiais em Lisboa e Miami nos próximos anos. Natalia Martins disse ainda que sua empresa faturou R$ 35 milhões em 2022.
“Passei a ter uma agenda muito procurada. Comecei a contratar profissionais para conseguir atender toda essa agenda. Comecei a dar cursos e recebia alunos do mundo inteiro para aprender essa técnica”, diz.
“Lancei técnicas de lábios, técnicas de pele, tudo com a tendência flow. Montei uma clínica maior, que tem 1000 m². Hoje tenho, além da clínica, a ‘universidade’ Natalia Beauty.”
Com as outras profissionais que trabalham com Natalia, o preço é um pouco menor, diz a empresária: R$ 1,7 mil a hora.
Natalia Martins e Jade Picon após tratamento na Natalia Beauty — Foto: Reprodução/Instagram
Natalia Beauty e Boca Rosa — Foto: Arquivo Pessoal
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vai lançar o projeto 100+, uma força-tarefa para solucionar as cem maiores execuções fiscais do País, que são processos em que a União cobra débitos dos contribuintes na Justiça.
Segundo o Estadão, hoje, essas ações somam R$ 180 bilhões. Ao jornal, a procuradora-geral, Anelize Almeida, afirmou que um dos principais objetivos do órgão é reduzir o chamado contencioso tributário, ou seja, a disputa judicial entre o Estado e o contribuinte.
A iniciativa ocorre em meio ao esforço arrecadatório do governo, que tem o desafio de atingir metas fiscais audaciosas nos próximos anos. Segundo a PGFN, trata-se de um projeto estratégico, de médio e longo prazo. Por isso, nenhum valor referente à iniciativa foi previsto nas metas arrecadatórias de 2024.
Nessa lista das 100+, que ainda está sendo elaborada, serão consideradas apenas as execuções viáveis de serem cobradas – deixando de lado, por exemplo, empresas que estão falidas há muitos anos.
A força-tarefa ligada às cem maiores execuções vai envolver um trabalho especializado na representação judicial e pagamentos que serão negociados caso a caso, por meio das chamadas transações tributárias.