Dia de São José, pai adotivo de Jesus e considerado protetor da igreja Imagem: Gerd Altmann/ Pixabay
São José é o santo cuja data litúrgica é celebrada pela igreja católica no dia 19 de março. E, embora o nome José seja comum a diversos personagens históricos e apareça em diversos pontos da Bíblia, o homenageado na data é ninguém menos do que o pai adotivo, por assim dizer, de Jesus Cristo.
Conhecido como José Carpinteiro e José Operário, São José é considerado o padroeiro dos trabalhadores e padroeiro universal da igreja. Além, claro, de ter sido o tutor do menino Jesus.
Descendência nobre e participante do plano de salvação
Se a Jesus é comumente atribuída à descendência de Davi, um dos reis mais importantes de Israel e personagem “peso pesado” no Antigo Testamento, o motivo é São José.
Embora não seja o pai biológico de Jesus Cristo – afinal, de acordo com a narrativa bíblica, Maria, mãe de Jesus, o gerou de forma milagrosa -, José foi o pai de criação do Filho de Deus. E José, sim, era descendente de Davi, e natural de Belém.
Antes do nascimento de Jesus, no entanto, José e Maria foram escolhidos para darem a luz ao Filho de Deus.
Maria, em vista de gerar Cristo em seu ventre, foi preservada do pecado original. É a Imaculada Conceição. E José foi escolhido para participar deste plano de salvação. Ele abraçou a missão de ser o esposo de Maria e pai adotivo de Cristo por causa da sua abertura de mente e coração para Deus. Felipe Cosme Damião Sobrinho, padre e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo
Relação pai e filho
Como tutor e “pai” de Jesus, há de se imaginar o tamanho da importância e influência de José na vida do Filho de Deus. Não há, porém, muitas referências na Bíblia entre a relação pai e filho de José e Jesus. O que se sabe é que Jesus seguiu os caminhos profissionais de José.
“Há a ideia de que José era carpinteiro e que Jesus aprendeu o ofício com o pai, como era muito comum à época”, diz Dayvid da Silva, padre e coordenador do curso de Teologia da PUC-SP.
“Sempre vai aparecer no Evangelho de Mateus a figura do protetor, ao Menino e à sua mãe, Maria. Temos a situação em que um anjo aparece a José em sonho dizendo que ele tinha de fugir para o Egito por causa da perseguição de Herodes. Ele ouve o anjo e age para proteger. É interessante que, em latim, há um termo ‘pater et custos’, que é pai e tutor, pai e protetor. Essa ideia de proteção e tutela aparece de forma muito clara em Mateus”, completou.
E a proteção de José a Jesus e Maria, posteriormente, seria estendida a outras pessoas. “Ele é visto na igreja como o pai protetor, ele guardou a família sagrada. E, assim, ele guarda a igreja e todos aqueles que se consagram a Cristo. São José foi declarado protetor dos trabalhadores em 1955 pelo papa Pio 12”, aponta Cosme Damião Sobrinho.
A relação pai e filho durou pouco tempo. De acordo com registros históricos, José morreu antes de a vida pública de Jesus começar. Portanto, ele não teria acompanhado a missão de Jesus; tampouco, a morte e ressurreição.
Devoção em segundo plano?
Se São José foi uma figura tão importante para Jesus, por que, dentro da igreja católica, o peso dado à Maria é maior?
“A figura de Maria, desde os primeiros tempos do cristianismo, foi muito trabalhada. E não é à toa, uma vez que é por meio do ‘faça-se’ de Maria que tudo acontece para os cristãos. Jesus se encarna no ventre de Maria, ela se torna a mãe do Cristo. Então, desde o início dos tempos, a figura de Maria foi vista como uma figura que transparece santidade. E as pessoas sempre tiveram muita consideração pela figura de Maria”, analisa Dayvid da Silva.
São José recebeu em 8 de dezembro de 1870 pelo papa Pio 9º o título de padroeiro da igreja católica. O fato foi relembrado pelo papa Francisco em uma carta chamada “Patris Corde” – “Coração do Pai”, em latim – em 2020, em celebração aos 150 anos da titulação. Na carta, Francisco destaca pontos da vida de José e a importância do santo para a igreja.
Devoção a São José no Brasil
É de se imaginar que, em um país predominantemente católico como o Brasil, as homenagens a São José sejam numerosas. O santo batiza diversas cidades brasileiras e bairros em Estados como Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O Estado do Ceará tem São José como padroeiro.
“É uma devoção no Brasil muito antiga, do tempo da colônia. Inclusive, com as irmandades religiosas. Se chove no dia de São José, para o homem do campo, significa um ano de fartura”, pontuou Felipe Cosme Damião Sobrinho.
Oração para São José
Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amém.”
Possível compra da Gol pela Azul: Efeitos são incertos caso aquisição seja concretizada Imagem: Alexandre Saconi
A possível compra da Gol pela Azul pode ter efeitos tanto negativos quanto positivos para os consumidores e para as empresas. A companhia passa por um processo de reestruturação nos Estados Unidos chamado Chapter 11, similar à recuperação judicial no Brasil.
As duas aéreas estão endividadas, mas a Gol passa por uma situação muito delicada, sofrendo abordagens, além de Azul, da Latam também. A empresa chilena é acusada de tentar se apropriar de aviões da Gol, mesmo sem operar o modelo, o Boeing 737.
Já a Azul ganhou um prêmio do setor financeiro em 2023 pela renegociação de suas dívidas, que lhe deu fôlego para continuar seu plano de expansão. Procurada, a Gol disse que não irá comentar. A Azul enviou uma nota com seu posicionamento, que pode ser conferido ao final da reportagem.
Como ficam os passageiros?
A hipotética compra da Gol pela Azul pode não ter os melhores efeitos para os passageiros. Para Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos, a diminuição na quantidade de empresas no setor pode ter impacto no preço final da passagem.
Se a possível nova empresa encontrar uma eficiência maior, ela consegue manter suas margens e diminuir o preço final das passagens. Entretanto, como essas empresas têm margens apertadas, há um risco de, devido à pouca quantidade de empresas ofertando o serviço, haver uma participação de mercado muito grande dessa nova companhia e ela passar a ditar os preços das passagens. Mas ainda é muito cedo para enxergar isso Diego Faust, da Manchester Investimentos
Para Adalberto Febeliano, professor de economia do Transporte Aéreo, a quantidade de voos poderia ser afetada com a compra. “O mais provável é que a consolidação das duas empresas levasse a uma redução na oferta de voos, o que por sua vez acarretaria aumento de preços médios, embora os preços de algumas rotas individuais pudessem não ser afetados”, diz Febeliano.
Haveria também uma redução das opções de nível de serviço, de três propostas para duas propostas (lembre-se que nem só de preço vivem os passageiros). Consumidores atrelados aos Smiles provavelmente sairiam perdendo, pela diminuição paulatina de opções Adalberto Febeliano
Raony Rossetti, CEO da Melver, empresa de formação de profissionais para o mercado financeiro, vê uma possível melhora no atendimento aos clientes, com base em dados do site Reclame Aqui. A empresa é a que possui as maiores taxas de reclamações resolvidas (80%) e de percentual de consumidores que voltariam a fazer negócio com ela (77,1%).
“Com base nestes critérios, é evidente que o padrão de atendimento da Azul é significativamente superior ao da Gol e da Latam. Portanto, se a Azul conseguir implementar na Gol as boas práticas que tem adotado, os consumidores seriam beneficiados”, diz Rossetti.
É vantajoso?
Especialistas ouvidos pelo UOL mostram diversas possibilidades quanto à possível compra da Gol pela Azul e a concentração no mercado, ou seja, a redução da quantidade de empresas oferecendo voos.
Rossetti, da Melver, diz que o momento de baixa histórica no valor das ações da Gol pode ajudar a tentativa de compra pela Azul. Ao mesmo tempo, será preciso analisar os nichos de atuação das duas empresas para saber qual o resultado da possível compra.
“O grande diferencial da Azul sempre foi sua malha aérea eficiente, concentrada em aeroportos menores e distantes do tradicional triângulo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, onde as tarifas eram mais elevadas. No entanto, se a aquisição da Gol se concretizar, a Azul passará a operar em cidades das quais antes optava por se distanciar, o que vai de encontro à sua estratégia de crescimento. Embora isso não seja necessariamente uma desvantagem, é algo a ser observado”, diz Rossetti.
Entre os possíveis problemas para as empresas, Faust, da Manchester Investimentos, aponta que pode haver custos redundantes com a fusão das empresas. Isso significa que as duas poderiam manter estruturas duplicadas, aumentando seus custos, embora não pareça ser o caso.
Febeliano aponta que podem existir dificuldades na conversão da frota, já que a Gol opera exclusivamente Boeings 737, enquanto a Azul opera, principalmente, aeronaves da família Airbus A320 e Embraer.
A Azul ganharia em participação de mercado e em escala. A possível desvantagem seria a conveniência de conversão da frota de Boeing para Airbus, que levaria muito tempo — são 140 aviões, e o processo seria demorado. Significaria manter equipes de pilotos diferentes, e estruturas de manutenção e suporte duplicadas. A joia da coroa, para a Azul, seriam os slots de Congonhas, muito importantes para aumentar a visibilidade da empresa entre os passageiros de negócios. Para a Gol, significaria provavelmente o fim da marca. A Abra [holding que controla a Gol e a Avianca, da Colômbia], nesse panorama, também sairia prejudicada, porque perderia uma presença hoje muito importante no mercado brasileiro Adalberto Febeliano
Ainda sobre a concentração do mercado, Febeliano aponta que poderia haver uma pequena redução no tráfego em função da eventual diminuição da oferta de voos e aumento de preços. “[Ainda,]Algumas empresas estrangeiras, notadamente Air France e American, poderiam perder suas redes de captação e de distribuição de passageiros no mercado doméstico, favorecendo suas concorrentes (no caso dos EUA, Delta e United)”, afirma o especialista.
Maior empresa do setor
Seguindo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) de 2023, Gol e Azul tiveram, juntas, cerca de 60% de participação do mercado, a maior do setor. A compra seria uma maneira de a Azul expandir sua fatia na aviação brasileira de uma forma rápida, mas pode não chegar aos dois terços do setor.
A compra precisaria ser analisada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão ligado ao governo federal. Seriam analisadas as sobreposições de rotas, por exemplo, o risco de monopólio em algum segmento, entre outras atividades que poderiam causar algum impedimento concorrencial.
Veja a nota da Azul
“A Azul, ciente de sua responsabilidade fiduciária, está sempre atenta às dinâmicas estratégicas do setor aéreo e a possíveis oportunidades de parcerias, podendo como prática regular contratar consultores para apoiar a empresa nesses esforços.
Até o momento, a Azul não negociou nem aprovou nenhuma transação específica.
A Azul compromete-se a manter acionistas e o mercado em geral informados sobre quaisquer desenvolvimentos significativos relacionados a este assunto”
Levantamento divulgado pelo Datafolha nesta 2ª feira (11/03) mostra que, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o pré-candidato do Psol, Guilherme Boulos, tem 30% das intenções de voto. É seguido pelo atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), com 29%. Eles estão tecnicamente empatados.
Eis o 1º cenário estimulado de 1º turno:
Guilherme Boulos (Psol) – 30%;
Ricardo Nunes (MDB) – 29%;
Tabata Amaral (PSB) – 8%;
Maria Helena (Novo) – 7%;
Kim Kataguiri (União Brasil) – 4%;
Altino (PSTU) – 2%
brancos/nulos – 14%;
não sabem – 6%.
A pesquisa foi realizada pelo Datafolha de 7 a 8 de março de 2024. Foram entrevistadas 1.090 pessoas com 16 anos ou mais na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº SP-08862/2024. Segundo a empresa que fez o levantamento, o custo do estudo foi de R$ 95.438,14. O valor foi pago pela Folha de S.Paulo com recursos próprios.
A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) estará reunida nesta quarta-feira (06) para tratar sobre a Micareta 2024, que acontece entre os dias 18 e 21 de abril. O encontro será no Teatro Margarida Ribeiro, a partir das 15h.
O secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Jairo Carneiro Filho, explica que a FPI é formada por representantes de vários orgãos municipais e de segurança envolvidos diretamente com organização da festa.
“As designações da FPI são fundamentais para que tenhamos um evento seguro e tranquilo para todos os foliões. A reunião desta quarta-feira será uma oportunidade para alinharmos os detalhes e garantirmos que tudo esteja dentro do planejamento e normas necessárias”, informa o secretário.
A jornalista foi condenada a pagar uma indenização, depois de difamar uma amiga
Patrícia Lélis acusou o Pastor Marco Feliciano de estupro | Foto: Divulgação/Instagram
A jornalista Patrícia Lélis, de 29 anos, tem acumulado derrotas na Justiça. Recentemente, foi condenada a indenizar uma mulher, chamada Janaína de Toledo, por perseguição. O portal Metrópoles teve acesso exclusivo ao processo.
Antes de chegar aos EUA, Patrícia Lélis acumulou escândalos no Brasil. Já foi candidata a deputada federal, mas acabou expulsa do Partido dos Trabalhadores (PT). Antes disso, acusou o deputado Marco Feliciano de estupro.
Ela foi diagnosticada como mitomaníaca por um laudo pericial. Trata-se de um transtorno psicológico que faz com que o portador seja um mentiroso compulsivo.
A jornalista era amiga de Janaína de Toledo, autora da ação. Contudo, depois do rompimento da relação, Patrícia Lélis teria começado a fazer comentários ofensivos, mentirosos e até caluniosos sobre a ex-amiga.
Patrícia Lélis usava palavras ofensivas contra Janaína
Patrícia Lélis é acusada de fraudes financeiras | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A jornalista chamava Janaína de “cafetina”, “prostituta” e “criminosa”, entre outros. Os insultos foram divulgados nas redes sociais, e a agressora inclusive acusou a ex-amiga de praticar crimes.
Patrícia Lélis chegou a acusar Janaína de persegui-la e afirmou que, se morresse ou algo ruim acontecesse, com certeza a ex-amiga seria a responsável. A jornalista ainda perseguiu o namorado e a família da vítima. Ela também divulgou dados pessoais e informações sensíveis dos envolvidos.
Janaína decidiu acionar a Justiça para impedir que Patrícia Lélis continuasse com a perseguição e pediu uma indenização de R$ 100 mil. A Justiça decidiu de maneira favorável à autora da ação e proibiu a jornalista de falar o nome de Janaína. Além disso, ordenou que as postagens sobre ela fossem apagadas.
A jornalista também foi condenada em uma ação criminal nos EUA. Ela teria praticado estelionato e aplicado golpes no país. De acordo com a investigação do FBI, Patrícia Lélis mentiu ao dizer que era advogada de imigração para aplicar os golpes contra brasileiros. Agora, é considerada foragida pela Justiça norte-americana.
México, a nova terra da jornalista
Lélis estaria em uma localidade de nome Cuauhtémoc | Foto: Reprodução/Twitter/X
Patrícia Lélis pode ter deixado escapar sua localização atual, conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo. Ela é procurada pelo FBI, mas a corporação não sabe de seu paradeiro.
Em vídeo divulgado pela própria jornalista, é possível ver sua localização no canto inferior da tela. A imagem foi gravada em 16 de janeiro, de acordo com o jornal.
No vídeo, Patrícia Lélis grava a tela do seu celular, em que é possível ver informações sobre a temperatura e o local onde o aparelho está, chamado Cuauhtémoc, no México. O internauta duvidou que uma suposta troca de mensagens entre Patrícia Lélis e um comentarista político norte-americano fosse real.
Em resposta a outro usuário, Patrícia Lélis disse que “está calmíssima, na praia inclusive”. Para outra usuária, falou para ir “lavar banheiros” e respondeu que está no país legalmente.
“Tem de ser muito burra para achar que os EUA não sabem onde estou, sendo que não estou ilegal em nenhum país”, disse a jornalista. “Entrei com minha documentação, e pedido de asilo se torna público entre governos. É cada coisa.”
Entre bairros e cidades, diversas localidades para o termo Cuauhtémoc aparecem no Google Maps, todas no México. A exceção é uma praça no Rio de Janeiro. A única localidade com esse nome que fica na praia está no distrito de Veracruz, banhado pelo Golfo do México, praticamente “em linha reta” com Miami.
Em um determinado momento, uma das jubarte aproximou-se pela por trás da outra e a penetrou, parecendo segurá-la com as duas nadadeiras peitorais. Cada penetração teve duração de cerca de dois minutos.
Segundo a publicação, apesar de décadas de estudos sobre a espécie, relatos de penetração feita entre machos são raros e o momento do sexo entre as jubarte ainda não havia sido captado em imagem.
Embora esta seja a primeira vez que foi relatado para baleias jubarte, o comportamento homossexual é comum no reino animal e bem documentado para muitas espécies de cetáceos [mamíferos aquáticos]. A primeira atividade sexual documentada entre baleias-jubarte acrescenta detalhes e conhecimentos valiosos para a nossa compreensão dessas magníficas criaturas, oferecendo novos insights sobre o comportamento reprodutivo desta espécie. Comunicado da Pacific Whale Foundation, que financiou o estudo de Stephanie Stack, a autora do estudo
As duas baleias foram identificadas como machos após análise de fotos e amostra anterior de biópsia (uma das baleias, que estava magra e tinha uma ferida na mandíbula, possivelmente causado por ataque de um navio, já havia sido documentada pela Pacific Whale Foundation em 2020).
Estimativas visuais sugeriram aos pesquisadores que os dois animais eram adultos com base em seu comprimento e isso foi igualmente confirmado a partir de registros de avistamento.
Insetos podem ser usados em quase todas as receitas: pães, biscoitos, massas, tortilhas e etc
Se no jantar lhe servissem um prato de grilos ou minhocas, você comeria? Embora muitas pessoas possam achar esses bichos nojentos, os insetos são considerados uma alternativa para combater a fome no mundo. Especialistas apontam que é uma forma de enfrentar os desafios alimentares e nutricionais.
“O consumo de insetos, ou entomofagia, contribui positivamente para o meio ambiente, a saúde e os meios de subsistência”, afirma a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A partir dessa abordagem, em 2016, Alejandro de la Brena Meléndez, que na época era estudante de engenharia biotecnológica no Instituto Tecnológico de Monterrey, e seus colegas Francisco Pérez e Cristina Clocchiatti criaram a Griyum, uma empresa emergente de cultivo de grilos.
“Estamos otimizando e desenvolvendo sistemas de produção de grilo comestível sob condições controladas para que possam ser implementados em fazendas autossustentáveis, em colaboração com produtores externos de comunidades rurais”, disse Alejandro de la Brena, cofundador e CEO da Griyum, à CNN.
Das 549 espécies comestíveis que existem no México, entre minhocas, formigas e gafanhotos, a empresa decidiu trabalhar com o grilo Acheta domesticus, porque sua produção não exige tantos recursos naturais.
De acordo com a FAO, são necessários 2 litros de água para produzir 1kg de proteína de grilo, em comparação com os 22 mil litros necessários para 1kg de carne bovina, e são geradas até 100 vezes menos emissões de gases de efeito estufa.
Nutrição
Além disso, possuem alto valor nutricional,100g de grilo fornecem aproximadamente 69g de proteína, enquanto 100g de frango um pouco mais de 22g. Desses insetos se aproveita até 80% do animal, enquanto comente 55% do frango e do porco, e apenas 40% da carne bovina.
Outra das suas vantagens é o sabor, diz Alejandro, que, segundo ele, é conhecido como mami, semelhante ao dos queijos ou de algumas nozes, além de ajudar a realçar o sabor de outros ingredientes.
Graças a isso, esses insetos podem ser usados em quase todas as receitas: pães, biscoitos, massas, tortilhas, guloseimas para cães, ração para gado, salgadinhos e até cerveja.
Com o recente anúncio da nova política de preços da Petrobras em relação à gasolina, o combustível já começa a ficar mais barato nas bombas de abastecimento.
Contudo, o custo da gasolina ao consumidor continua sujeito à cotação internacional do petróleo com o qual é fabricada no mercado internacional.
Os carros elétricos são substitutos naturais para veículos movidos por derivados do petróleo, mas existem alternativas: empresas como a Porsche estão investindo em uma gasolina sustentável e ecológica. A marca alemã, inclusive, já fabrica no Chile essa gasolina sem petróleo, também conhecida como e-fuel ou gasolina sintética.
Uma das vantagens é que ela dará uma sobrevida aos veículos a combustão, sem gastar uma gota de petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima hidrogênio e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.
Além da Porsche, o governo alemão e marcas como Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia.
Fórmula 1 vai adotar e-fuel
Ao mesmo tempo, a Fórmula 1 avalia a adoção do e-fuel a partir de 2025, quando deverá entrar o novo regulamento de motores, mantendo a propulsão híbrida já adotada, porém com o novo combustível e mais eletrificação. Esse seria o caminho para a mais importante categoria do automobilismo mundial não migrar, ao menos por ora, para motores totalmente elétricos.
A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garanta a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível auxílio elétrico. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.
A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, encerraria a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.
De acordo com o engenheiro Everton Lopes, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de neutralizar na respectiva produção o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.
Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.
Custo de produção ainda é muito alto
Audi é uma das montadoras que já produzem gasolina sem petróleo, ainda de forma experimental Imagem: Divulgação
A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o engenheiro.
O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como eletrólise.
“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.
“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de ser obtido e refinado”, conclui.
O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.
Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas. Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.