A companhia criou a Eve Air Mobility para liderar o desenvolvimento do projeto de mobilidade urban

Modelo da EVE anunciado na Inglaterra
A primeira unidade em escala real do carro voador foi construída na cidade de Taubaté | Foto: Reprodução/Twitter/X/@EveAirMobility

A Empresa Brasileira de Aviação (Embraer) divulgou, neste domingo, 21, seu primeiro protótipo de “carro voador”. A companhia apresentou o transporte na Farnborough Airshow, na Inglaterra.

A Embraer trabalha no projeto desde o ano de 2017 e até criou uma divisão especial para liderar os estudos. Trata-se da Eve Air Mobility.

O próximo passo da aeronave de decolagem e aterrissagem vertical elétrica (eVTOL) é passar por uma bateria de testes.

Segundo a Eve, o objetivo é “avaliar cuidadosamente todos os aspectos operacionais e de desempenho da aeronave, desde suas capacidades de voo até seus recursos de segurança”.

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O modelo chamado de carro voador se parece mais com um helicóptero. Ambos compartilham do mesmo conceito de voo, que é o VTOL (aterrissagem e pouso na vertical).

A principal diferença é que o helicópteros contam com dois motores: um principal e outro na cauda. Os eVTOLS possuem mais motores e são integralmente elétricos.

A primeira unidade em escala real foi construída pela Eve na cidade de Taubaté, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Sem nome oficial, o veículo foi batizado de Eve 01.

Carro voador da Embraer ainda está longe da realidade

Segundo a Eve Air Mobility, os modelos de carro voador passarão a funcionar apenas no ano de 2026. A companhia já possui mais de 2,8 mil cartas com intenção de compra — antes mesmo de apresentar um protótipo funcional.

O suprassumo do projeto é fazer com que os voos de eVTOLS sejam mais acessíveis do que os de helicóptero. Apesar disso, a condução será restrita a pilotos de helicópteros e companhias aéreas.

A empresa de transporte por aplicativo Uber tem interesse no projeto. A Embraer acredita que o a iniciativa pode revolucionar a mobilidade urbana.

Informações Revista Oeste


Investidores veem com preocupação equilíbrio das contas públicas e possíveis interferências políticas no comando do Banco Central

Compromisso do governo Lula com estabilidade do quadro fiscal é questionada por revista britânica | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Compromisso do governo Lula com estabilidade do quadro fiscal é questionada por revista britânica | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desde início do ano até a metade de junho, o real acumulou queda de 17% em relação ao dólar — o pior desempenho entre as moedas mais importantes do mundo no período. Além disso, a bolsa de valores caiu 8%, apesar da recuperação de outros mercados emergentes.

As razões para essa crise não são difíceis de adivinhar: os investidores duvidam do compromisso de Lula com políticas fiscais e monetárias responsáveis e desconfiam do seu flerte renovado com um Estado grande. É o que afirma um artigo da revista britânica The Economist, publicado na última quinta-feira, 18.

Segundo a publicação, a preocupação do mercado parece agora ter sido levada em conta, ao menos parcialmente. Neste mês, tanto Lula como sua mulher, Janja, politicamente influente, fizeram de tudo para apoiar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seus esforços para reduzir o déficit fiscal. Os mercados responderam: o real ganhou cerca de 5% desde o início do mês e o Ibovespa também subiu.

“Mas os sinais são confusos”, afirma o The Economist. “O governo Lula gasta muito, e ele muitas vezes parece relutar em controlar isso. Além disso, o presidente tem se intrometido em empresas controladas pelo Estado.” 

Como exemplo, a publicação cita a aproximação do fim do mandato de Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central, que, apesar de ser independente desde 2021, pode ter seis dos nove novos membros indicados por Lula.

A preocupação imediata é fiscal. Depois de dois anos de excedentes primários, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que o Brasil tenha acumulado um déficit primário de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. O fundo acredita que esse número deve cair para 0,7% este ano.

“O problema é que, como a política fiscal tem sido frouxa, para controlar a inflação a política monetária deve ser restritiva”, diz a publicação. 

“Isto, por sua vez, significa que o déficit global aumentou para 9,4% nos 12 meses até junho, em comparação com 5,8% para o período em 2022-2023, segundo o Goldman Sachs”, acrescenta o texto. “Isso está fazendo a dívida pública aumentar, passando de 60% do PIB em 2011 para 85% hoje e podendo atingir 95% em 2029, de acordo com o FMI.”

A publicação cita ainda que a maior parte do aumento de gastos de Lula não foi herdada do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os gastos deste ano, até agora, subiram 13% em termos reais em comparação com o mesmo período do ano passado.

Além disso, o petista expandiu ainda mais os benefícios para os pobres do país. Ele aumentou em mais do que a inflação o salário mínimo, ao qual estão ligadas muitas pensões e benefícios sociais do Estado. Os gastos com a segurança social aumentaram 10% em termos anuais, impulsionados por um aumento suspeito no número de requerentes por invalidez.

“As inundações catastróficas no Sul do país também aumentaram os gastos”, diz o texto. “Lula também anunciou novas políticas industriais que deverão custar R$ 1,3 bilhão cumulativamente até 2026, cerca de um décimo do PIB. Ele nomeou um aliado para dirigir a Petrobras, a empresa de energia controlada pelo Estado, levantando temores de um retorno à má gestão do passado.”

Para estabilizar a dívida, Haddad estabeleceu um novo arcabouço fiscal, que limita o aumento dos gastos do governo a 2,5% em termos reais por ano. Ele prometeu eliminar o déficit primário neste ano e registrar excedentes primários de 0,5% do PIB em 2025 e 1% em 2026.

“Mas, em abril, depois de ter deixado claro que a despesa estava superando o crescimento das receitas, Haddad pediu ao Congresso que afrouxasse as metas”, destaca a The Economist. “Os investidores temem que o governo não leve a sério o equilíbrio das contas.”

Esses receios foram amplificados pelas críticas de Lula ao Banco Central. No mês passado, o Partido dos Trabalhadores (PT) moveu uma ação contra Campos Neto para impedi-lo de fazer declarações políticas. Essa pressão dificulta ainda mais a queda da Selic, atualmente em 10,5%, conforme a inflação diminui (está em torno de 4% ao ano). Em termos reais, esta é uma das taxas de juros mais elevadas do mundo.

“Os defensores de Haddad dizem que ele está fazendo o seu melhor para manter as contas públicas em ordem, apesar da hostilidade do próprio partido”, acrescenta a publicação. Mas, até agora, ele conseguiu isso aumentando as receitas, que subiram 10% em termos reais este ano.”

Haddad tributou fundos de investimento offshore, aumentou tarifas sobre veículos importados e restabeleceu impostos sobre combustíveis. Em 3 de julho, o ministro da Fazenda se sentou com o presidente e pareceu tê-lo convencido a desistir de atacar Campos Neto.

O ministro disse que vai passar um “pente-fino” nos pagamentos da Previdência Social, o que pode levar a uma economia de R$ 25 bilhões no próximo ano. Ainda neste mês, ele deve anunciar cortes orçamentários.

Além disso, Haddad apresentou a ideia de vincular os gastos com educação e pensões à inflação. Lula rejeitou. “O que é importante é que a economia esteja crescendo, o emprego esteja crescendo, os salários estejam crescendo”, disse o presidente na semana passada.

Mas a revista britânica não vê o risco de uma crise financeira imediata. “O Banco Central tem US$ 360 bilhões em reservas, o que o torna resiliente aos choques globais”, afirma a publicação. “Para o bem ou para o mal, os brasileiros são mestres absolutos em viver à beira do abismo fiscal.”

Mas não há espaço para complacência. A população está envelhecendo e a conta da Previdência, que já absorve 44% dos gastos federais, vai subir ainda mais. A produtividade está estagnada, a educação é deficiente e a infraestrutura é de má qualidade. 

Tanto o presidente como o Congresso parecem apegados à noção de que os elevados preços das matérias-primas, o dinheiro barato dos bancos estatais e os subsídios às empresas favorecidas vão reavivar o Brasil. “Há poucas evidências que indicam que estejam corretos”, conclui o texto.

Informações Revista Oeste


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Recentemente, a busca por um tratamento eficaz para a obesidade tem crescido, com medicamentos como Ozempic e Wegovy ganhando notoriedade no mercado. Estes fármacos, que funcionam imitando hormônios que reduzem a fome, apresentam resultados promissores enquanto estão sendo administrados. Contudo, surge uma grande dúvida entre os usuários: o que acontece quando o uso é interrompido?

Muitas pessoas relatam receio sobre o possível retorno do peso após a descontinuação dos medicamentos. Esta preocupação é válida e merece uma análise detalhada para que se possa compreender completamente as implicações de começar e interromper esse tipo de medicação.

Veja o que acontece com seu corpo quando você para de usar Ozempic
Divulgação

Por Que Usamos Medicamentos Como Ozempic e Wegovy?

Ozempic e Wegovy são nomes comerciais para a semaglutida, uma substância que tem se mostrado eficiente na luta contra a obesidade. Esses medicamentos agem no organismo de forma a mimetizar a ação de hormônios que promovem a saciedade, ajudando assim a controlar a ingestão de alimentos. No entanto, diferente de tratamentos temporários como os antibióticos, o tratamento para obesidade necessita de uma abordagem contínua e multifatorial.

O Que Acontece ao Parar o Tratamento?

Quais São as Consequências da Interrupção?

Ao interromper o uso de medicamentos como Ozempic e Wegovy, o corpo gradualmente perde a influência hormonal que auxiliava na regulação da fome. Esse processo pode levar de dias a semanas, e diversos efeitos podem ser observados:

  • O surgimento da sensação de fome, uma vez que o corpo deixa de receber sinais de saciedade;
  • Elevação dos níveis de açúcar no sangue, especialmente importante para pacientes com diabetes;
  • Regressão aos níveis anteriores de pressão arterial e colesterol, conforme o peso é recuperado;
  • Acúmulo de gordura de forma mais acentuada do que o ganho de massa muscular.

 Estes fatores destacam a importância de uma abordagem integrada e de longo prazo no tratamento da obesidade.

Como Minimizar o Ganho de Peso Pós-Tratamento?

Para reduzir os riscos de reganho de peso após a interrupção do medicamento, algumas estratégias podem ser efetivas. A manutenção de um estilo de vida saudável é crucial e pode incluir:

  1. Melhorar a qualidade do sono;
  2. Praticar exercícios físicos regulares para fortalecer e manter a massa muscular;
  3. Abordar questões emocionais e culturais que influenciam os hábitos alimentares;
  4. Adotar uma dieta rica em nutrientes e fibras, mantendo porções controladas.

 Antes de iniciar ou interromper qualquer medicamento, é essencial discutir com um profissional de saúde que possa oferecer orientação baseada no seu histórico e condições de saúde específicos. Somente um acompanhamento médico adequado pode garantir que os benefícios do tratamento sejam maximizados e os riscos minimizados.

O tratamento da obesidade é um processo contínuo e complexo que exige a combinação de várias abordagens para ser eficaz. Medicamentos como Ozempice Wegovy têm um papel importante neste processo, mas não são soluções isoladas. Seus efeitos e desafios devem ser cuidadosamente gerenciados para assegurar o bem-estar e a saúde a longo prazo. 

Informações TBN


Fotos: Getty Images e Reuters

Com a retirada do presidente Joe Biden da corrida eleitoral de 2024, todos os olhos estão voltados para a vice-presidente Kamala Harris. Confirmada como a nova frente democrata para enfrentar Donald Trump nas urnas, Harris tem em seus ombros não apenas a responsabilidade de suceder Biden, mas também de confrontar os desafios impostos por um panorama político altamente competitivo.

A decisão de Biden de não buscar a reeleição e, em vez disso, apoiar Harris, marca um ponto de virada significativo para o Partido Democrata. A situação surge em um momento crítico, dada a proximidade da Convenção Nacional Democrata, agendada para o próximo mês, onde Harris precisa assegurar o apoio suficiente para a nomeação oficial.

Kamala Harris x Donald Trump: veja o que mostram as pesquisas para a disputa presidencial de 2024
Reprodução/X

Quais são as principais dificuldades para Kamala Harris frente a Trump?

A transição de favor da vice-presidente não é simples. Apesar de ser considerada a herdeira política de Biden, Harris enfrenta obstáculos significativos, principalmente em relação à sua popularidade entre o eleitorado e na captação dos delegados necessários. A Decision Desk HQ (DDHQ) e The Hill informam que Trump lidera sobre Harris por uma margem estreita de 2%, um reflexo da disputa acirrada que se avizinha.

Como estão os índices de popularidade de Harris em comparação com Biden?

Comparativamente, a aceitação de Kamala Harris está ligeiramente abaixo da de Biden, refletindo uma certa continuidade na percepção pública que o atual presidente enfrentava. No entanto, a vice-presidente tem a vantagem de não carregar o mesmo histórico político de Biden, o que pode oferecer a ela a oportunidade de apresentar uma nova proposta aos eleitores que buscam mudanças.

A Vice-Presidente pode superar o ex-Presidente nas urnas?

Apesar dos desafios, há sinais de um aumento no apoio a Harris, especialmente após discussões sobre uma possível retirada de Biden, revigoradas pela sua performance abaixo das expectativas em debates. Representando uma das figuras proeminentes do partido, e mais jovem, Harris tem o potencial de atrair eleitores-chave dentro da base democrata e aplicar uma dinâmica diferente à competição presidencial.

Além disso, as pesquisas mostram uma realocação de apoio dentro do Partido Democrata, com uma proporção significativa apoiando a candidatura de Harris. Dados recentes apontam que ela pode estar mais próxima de Trump nas urnas do que Biden estava, sugerindo uma disputa acirrada e de resultados incertos.

Embora ainda faltem dados completos sobre confrontos diretos de Harris contra Trump em estados chave, e os modelos de previsão estejam temporariamente fora do ar, o cenário atual sugere uma campanha intensa pela frente. 

A escolha futuro do companheiro de chapa pode ainda inclinar a balança e definir a trajetória rumo às eleições. Com a Convenção Nacional Democrata à vista, a expectativa é que mais detalhes sobre a estratégia de campanha de Harris venham à tona, delineando melhor suas chances contra Donald Trump na corrida presidencial de 2024.

Informações TBN


Ditador Nicolas Maduro afirma que a população vai escolher entra “paz ou guerra”

Inglês Maduro
O ditador Nicolas Maduro | Foto: Reprodução/Twitter/X 

Sob o governo do ditador Nicolas Maduro, a Venezuela fechará suas fronteiras a partir da meia-noite de 26 devido às eleições previstas para o dia 28. Os ministérios da Defesa e do Interior anunciaram a decisão. Além disso, o governo suspendeu o porte de armas e a proibição de bebidas alcoólicas até 23h59 de 29.

Também houve proibição da comercialização e do uso de objetos pirotécnicos, da circulação de cargas pesadas e da realização de manifestações públicas. A ditadura de Maduro determinou ainda o aquartelamento dos policiais, que ficarão à disposição do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana.

Ditadura na Venezuela

No poder desde 2013, Nicolás Maduro, é acusado de perseguir opositores na Venezuela. O país vive uma crise prolongada. Milhões de refugiados deixaram suas fronteiras, principalmente para a América Latina. O principal adversário do ditador nas eleições é o diplomata Edmundo González, que recebe apoio de María Corina Machado, que foi impedida de concorrer.

Novas ameaças de Maduro

No sábado 20, Maduro fez novas ameaças para o caso de um derrota nas eleições. De acordo com o ditador, a população escolherá entre a guerra e a paz.

“Em 28 de julho, o futuro da Venezuela será decidido para os próximos 50 anos, seja uma Venezuela de paz ou uma Venezuela convulsionada, violenta e cheia de conflitos”, disse Maduro. “Paz ou guerra”, Ele disse que sua derrota seria começo de uma “Venezuela de elites, com o povo excluído e tudo privatizado”.

Informações Revista Oeste


Informação consta em artigo de cientistas brasileiros veiculado na revista Science, uma das mais renomadas publicações na área

Ilustração em que um mosquito da dengue aparece sobre o mapa do Brasil - Metrópoles

A dengue causou um prejuízo estimado de US$ 5 bilhões no Brasil neste ano – número equivalente a R$ 28 bilhões. Incluem-se na conta gastos públicos e privados de saúde, como consultas e internações, e demais impactos econômicos. Neste caso, são considerados fatores como faltas ao trabalho por causa da doença e perda de produtividade.

O dado consta em um artigo de pesquisadores brasileiros publicado na sexta-feira (19/7) na revista Science, uma das mais respeitadas do mundo entre cientistas. O objetivo dos autores foi chamar a atenção para a necessidade de se adotar medidas de prevenção à doença.

O Ministério da Saúde (MS) contabilizou 6,37 milhões de casos prováveis de dengue em 2024. O número é o maior da história. No ano passado, que era o último recorde, houve 1,65 milhão de notificações do tipo. A quantidade de pessoas que morreram por causa da doença em 2024 é de 4.714 e ainda há 2.351 óbitos sob investigação para constatar a possível relação com a doença.

Para chegar ao valor estimado dos prejuízos, os pesquisadores apuraram casos de dengue e dados de internação no Ministério da Saúde. Eles cruzaram as informações com dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Professor de fisiologia e epidemiologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Claudio Lira é um dos pesquisadores que assinam o artigo. Ele cita o exemplo de um empregado que adoece e tem de faltar ao trabalho para explicar o prejuízo econômico causado pela dengue.

“Vai ter de alguém minimamente substituir as funções que essa pessoa exerce. Se o profissional tinha uma função muito específica, outro funcionário teria de ser treinado para substituir. Tudo isto tem um custo”, diz o professor.

Além de Lira, assinam o artigo Rodrigo Vancini, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e Marilia Andrade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Gastos com saúde

De acordo com o pesquisador, o que mais impactou para se chegar ao montante foram os gastos com saúde. Informações do DataSUS contabilizam 109.167 internações pela doença, de janeiro a maio deste ano. A Região Sudeste, que é a mais populosa do país, tem o maior número de internações: 54,6 mil (50%).

Lira considera que a disponibilidade da vacina contra a dengue na rede pública deve ter impacto futuro na redução de casos da dengue, em 2025 e 2026. “Com o surgimento da vacina, ganha-se um aspecto de prevenção. A vacina é segura, foi testada e há indicação que o governo brasileiro consiga, no futuro próximo, possibilitar que toda população tenha acesso a ela.”

Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, foram adquiridas 6,5 milhões de doses da vacina contra a dengue. Assim, 3,2 milhões de pessoas devem ser vacinadas. São priorizadas localidades onde há alta transmissibilidade da dengue.

Informações Metrópoles


Ex-presidente criticou o aumento de impostos feito pelo governo Lula e a epidemia de dengue somada ao atraso de compra de vacinas

jair bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante manifestação em Niterói (RJ) – 20/07/2024 | Foto: Reprodução/Jair Bolsonaro/Instagram

Durante uma visita a Niterói (RJ), neste sábado, 20, Jair Bolsonaro afirmou que, “pela primeira vez na história”, o Brasil tem um presidente sem povo, em alusão a Lula.

O ex-presidente disse ainda que, sob o PT, o Brasil voltou a ter mais pobreza, dívidas e impostos, além do cerceamento das liberdades.

geraldo alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin (esq) e o presidente Lula (dir), durante o lançamento do programa social Acredita, no Palácio do Planalto – 22/04/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

“No nosso governo, tapamos o ralo da corrupção”, afirmou Bolsonaro, ao mencionar ainda que quebrou a hegemonia PT-PSDB no país. “Até 2018, vivíamos uma ilusão, com apenas dois partidos se alternando no poder. Na verdade, eram irmãos, pois tinham os mesmos objetivos. Com a nossa chegada, no entanto, isso tudo começou a mudar.”

Bolsonaro criticou ainda a epidemia de dengue, que já contaminou mais de três milhões de brasileiros. Até o momento, duas mil pessoas morreram, em virtude da doença. “Me chamavam de genocida”, disse. “Mas e agora?”

Ato de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro

Bolsonaro tem realizado viagens pelo Brasil para fortalecer candidatos do Partido Liberal (PL) a prefeito e vereador no país.

Nesta semana, ele está no Rio de Janeiro, seu berço eleitoral, embora tenha nascido no Estado de São Paulo.

Em Niterói, a aposta do PL para o Executivo municipal é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que está com Bolsonaro no ato.

Informações Revista Oeste


Trânsito de veículos na Rodovia dos Imigrantes (SP-160). Foto: Reprodução/Jovem Pan.

As metrópoles brasileiras continuam enfrentando sérios desafios quando se trata de trânsito. Dentre elas, São Paulo se destaca negativamente, ostentando o título de cidade com o pior tráfego do país e posicionando-se expressivamente no cenário global. Recentemente, um estudo realizado pela TomTom, reconhecida empresa de navegação e GPS, lançou luz sobre esta questão ao divulgar o Traffic Index 2023.

O levantamento realizado pela TomTom cobriu uma impressionante marca de mais de 551 bilhões de quilômetros de estradas, abrangendo 387 cidades em 55 países. Os dados, bastante elucidativos, foram amplificados pelo portal Melhores Destinos, oferecendo uma visão clara das dificuldades enfrentadas pelos motoristas nessas localidades.

Por Que São Paulo Tem o Pior Trânsito do Brasil?

Na gigantesca São Paulo, lar de mais de 11 milhões de habitantes, o trânsito caótico não é novidade. Segundo o Traffic Index 2023, conduzir por apenas 10 quilômetros na cidade pode demorar, em média, 23 minutos. Isto é, 50 segundos a mais que no ano anterior, sublinhando uma deterioração gradual que impacta diretamente a qualidade de vida dos paulistanos.

Impacto Econômico do Congestionamento em São Paulo

O estudo também destacou os custos diretos gerados pelos engarrafamentos. Em 2023, cada veículo em São Paulo gastou aproximadamente R$ 2.003 somente com combustível, dos quais R$ 531 foram consumidos enquanto os carros permaneciam parados em congestionamentos. Essa despesa equivale ao abastecimento de cerca de 8 tanques cheios ao longo do ano.

Outras Cidades Brasileiras com Trânsito Problemático

  • Recife: Segunda pior, com 116 horas perdidas em trânsito em 2023.
  • Curitiba: Terceira colocada, com 94 horas perdidas.
  • Belo Horizonte: Quarta colocada, com 109 horas em congestionamentos.
  • Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília também aparecem na lista, destacando o cenário nacional crítico em termos de mobilidade urbana.

Estes números não apenas expressam o tempo exaustivo que os cidadãos passam em seus veículos, mas também indicam significantes perdas econômicas, tanto em termos de combustível quanto de produtividade. A necessidade de buscar soluções eficazes para esse problema é urgente, demandando atenção tanto dos públicos governamentais quanto do setor privado. Melhorias no transporte público, investimentos em infraestrutura e incentivos para caronas e uso de veículos menos poluentes podem ser parte da solução para este complexo desafio urbano.

Conclusões e Perspectivas Futuras

O panorama do trânsito nas grandes cidades brasileiras, liderado pelo preocupante exemplo de São Paulo, serve como um alarme para autoridades e cidadãos. O relatório da TomTom é um recurso valioso que deve ser utilizado para planejar estratégias mais eficientes e sustentáveis, visando não apenas a melhoria da mobilidade, mas também a qualidade de vida nas urbanizações. Afinal, tempo perdido em trânsito é vida que não volta.

Informações TBN


Caça F-5EM visto da janela de outro avião durante procedimento de interceptação: Abate de aeronaves consideradas hostis tem diversas regras a serem seguidas
Caça F-5EM visto da janela de outro avião durante procedimento de interceptação: Abate de aeronaves consideradas hostis tem diversas regras a serem seguidas Imagem: Cabo Feitosa/10.mai.2018/Força Aérea Brasileira

O vídeo de um caça russo dando um “chega pra lá” em um avião da Otan viralizou nas redes sociais nos últimos dias. Embora as imagens sejam antigas, apenas recentemente elas passaram de 3 milhões de visualizações no Tik Tok.

No domingo (14), um avião brasileiro foi interceptado pela Força Aérea da Venezuela e abatido após ser considerado hostil. Militares do país tentaram conduzir a aeronave para o pouso, mas ele teria tentado se evadir, o que levou à necessidade da derrubada. O homem a bordo tinha passaporte venezuelano e autorização de voo dos Estados Unidos.

Quando um avião pode ser derrubado?

As situações que regulamentam quando um avião pode ser derrubado no Brasil são bem específicas. Estamos falando do abate de aeronaves fora de tempos de guerra, então, essas situações não são as mesmas em caso de um conflito armado.

Desde 1998 está previsto no Código Brasileiro de Aeronáutica a possibilidade de derrubada de aeronaves consideradas hostis. Em 2004, um decreto presidencial, conhecido como Lei do Abate, regulamentou as situações nas quais isso pode ocorrer.

Segundo as normas nacionais, apenas aeronaves (como aviões e helicópteros) que sejam consideradas hostis ou suspeitas de tráfico de substâncias entorpecentes e drogas afins poderão ser abatidas. Isso se deve ao fato de que elas podem representar ameaça à segurança pública, mas a derrubada é apenas o último recurso.

Antes que isso ocorra, um roteiro é seguido pelas autoridades aeronáuticas. Uma vez identificada a aeronave suspeita, em linhas gerais, são seguidos os seguintes passos:

  • Averiguação: A aeronave é interceptada para ter sua identidade e atitude confirmada. Nessa etapa, os pilotos da FAB (Força Aérea Brasileira) podem usar sinais de rádio, visuais, entre outros, para se comunicarem com o alvo.
  • Intervenção: São feitas tentativas para que a aeronave suspeita mude sua rota para que pouse e seja verificada no solo pelas autoridades.
  • Persuasão: Se, ainda assim, a aeronave interceptada não cooperar, serão utilizadas medidas mais intensas para que ela obedeça às ordens dadas pelos pilotos da FAB. Para isso, são disparados tiros de aviso com munição traçante, que é mais perceptível a olho nu, mostrando o poder de fogo da aeronave que está fazendo a interceptação.
  • Destruição: Se nenhuma das medidas anteriores der resultado, as aeronaves passam a ser consideradas hostis, cabendo seu abate. Nesse momento, serão disparados tiros com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento daquele voo.
Avião com a inscrição 121,5, que se refere à frequência de rádio para aeronaves interceptadas se comunicarem
Avião com a inscrição 121,5, que se refere à frequência de rádio para aeronaves interceptadas se comunicarem Imagem: Suboficial Johnson/FAB

Todos os pilotos devem ter conhecimento das regras para o caso de serem interceptados. Elas constam em normativas que são cobradas tanto pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) quanto pela Aeronáutica para a obtenção de licenças de voo.

Não é só disparar

Diante de uma aeronave considerada hostil, é preciso permissão para proceder ao seu abate. Uma vez autorizada, alguns parâmetros deverão ser seguidos. Entre eles:

  • Gravação das comunicações ou das imagens dos procedimentos realizados
  • Ser executada por pilotos e controladores de defesa aérea qualificados
  • Execução sobre áreas que não sejam densamente povoadas

A autorização para o abate é dada pelo presidente da República ou alguma autoridade à qual ele delegue esse poder. Hoje, o comandante da Aeronáutica foi autorizado a comandar a destruição das aeronaves hostis.Continua após a publicidade

Esse tipo de ocorrência chega a ser considerada uma das situações em que uma espécie de “pena de morte” é permitida no Brasil. Como agravante, não há um julgamento formal prévio, mas, sim, uma decisão tomada para evitar um risco ou danos em potencial ocorram.

E no cenário internacional?

No caso do caça russo realizando uma manobra ostensiva sobre um outro caça, mas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a situação é diferente da relatada. Embora em águas internacionais, se uma aeronave se aproximar demais de um possível alvo, o país pode decidir por atacar aquele avião.

A escolta, como vista no vídeo, pode ter o objetivo de monitorar o destino do avião de outro país, por exemplo. Caso ele entre em espaço aéreo de outro país, podem ser realizadas diversas manobras e tentativas para dissuadi-lo daquele ato, até mesmo, podendo resultar no abate.

Essa questão, entretanto, é muito mais complexa, pois aviões militares representam seus países geralmente, e um ataque pode representar um incidente diplomático grave.

Informações TBN


Medidas são fruto de quase 800 mil investigações pelo governo francês

Seguranças franceses patrulham uma rua perto de um cartaz anunciando os Jogos Olímpicos de Verão de Paris 2024 - 28/6/204 | Foto: Pawel Kopczynski/Reuters
Seguranças franceses patrulham uma rua perto de um cartaz anunciando os Jogos Olímpicos de Verão de Paris 2024 – 28/6/204 | Foto: Pawel Kopczynski/Reuters

Quase 800 mil investigações administrativas resultaram na exclusão de 3.570 pessoas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024, em virtude de potenciais ameaças à segurança. O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, confirmou a informação no sábado 4.

Aproximadamente 130 pessoas não receberam credenciais para o evento por representar uma ameaça à segurança do Estado. Mais 16 foram excluídas por “radicalização islâmica” e dezenas de outros indivíduos radicais próximos a círculos islâmicos, de ultraesquerda e de “direita” também foram barrados.

O risco à Olimpíada de Paris

No total, quase 1 milhão de pessoas, incluindo atletas, treinadores, jornalistas, voluntários, agentes de segurança privada e residentes próximos à área da cerimônia de abertura, estão sujeitas a investigações de segurança prévia para participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em Paris.

A segurança é a principal preocupação para os Jogos Olímpicos, que ocorrem de 26 a 11 (Olimpíada) e de 28 a 8 (Paralimpíada).

Informações Revista Oeste