Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (29) pelo instituto Paraná Pesquisas indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em empate técnico tanto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), em projeções de segundo turno do pleito deste ano.
No cenário contra Flávio, Lula anotou 44,8% das intenções de voto, contra 42,2% do senador. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, o resultado indica um empate técnico. Contra o governador de São Paulo, por sua vez, a vantagem é ainda menor, com o petista registrando 43,9%, e o chefe do Executivo paulista, 42,5%.
A pesquisa ainda avaliou o desempenho de Lula contra o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). Nesse caso, o atual presidente teria 44,7% dos votos, contra 38,9% do concorrente, resultado acima da margem de erro.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026, com 2.080 entrevistas presenciais em 160 municípios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026.
*Pleno.News Fotos: Ricardo Stuckert/PR // Carlos Moura/Agência Senado // Pablo Jacob/Governo do Estado de São Paulo
Patrimônio Imaterial de Feira de Santana e um dos mais importantes eventos do calendário católico da Bahia, a Caminhada do Perdão 2026, promovida pela Arquidiocese de Feira de Santana, será realizada no dia 1º de março, segundo domingo da Quaresma, com expectativa de reunir cerca de 50 mil participantes.
Na manhã desta quarta-feira (28), o secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, recebeu em seu gabinete o coordenador do evento, padre Hipólito Gramosa dos Santos, acompanhado de outros membros da comissão organizadora. Durante o encontro, o secretário garantiu o apoio da Prefeitura na divulgação institucional da Caminhada do Perdão e destacou a importância do evento para o município, tanto pelo seu valor religioso quanto pelo impacto cultural e social para a cidade.
A concentração da Caminhada ocorrerá no Santuário Santo Antônio (Capuchinhos), a partir das 7h, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Zanoni Demettino Castro, e concelebrada pelo arcebispo emérito, Dom Itamar Vian, além de padres e diáconos da Arquidiocese.
Com o tema “Fraternidade e Moradia Digna”, a 12ª edição da Caminhada do Perdão está em sintonia com a Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A organização estima a participação de caravanas das 46 paróquias do município, além de fiéis de cidades circunvizinhas.
Percurso e significado
Uma das novidades deste ano é o percurso. Após a Celebração Eucarística, os fiéis seguirão pela Avenida Presidente Dutra, retornando à Rua JJ Seabra, com destino ao Santuário Senhor dos Passos, que volta a integrar a programação. Em seguida, o trajeto segue pela Avenida Getúlio Vargas, passando pela Rua Conselheiro Franco, até a Catedral Metropolitana de Sant’Ana, onde acontece o encerramento solene com a bênção do Santíssimo Sacramento.
O percurso, com aproximadamente quatro quilômetros, simboliza a caminhada de conversão, reconciliação e compromisso cristão, traduzindo a fé em passos concretos e em atenção às realidades sociais, conforme o espírito quaresmal.
Segundo Dom Zanoni, a Caminhada convida os fiéis à transformação pessoal e coletiva. “Caminhar significa reconciliar-se com Deus, com os irmãos, consigo mesmo, com a cidade e com a criação. Não há perdão autêntico sem justiça e sem olhar para os que sofrem”, destacou.
Reconhecimento e apoio do Poder Público
Criada em 2012, durante as celebrações dos 50 anos da Arquidiocese, a Caminhada do Perdão consolidou-se como uma das mais expressivas manifestações religiosas do interior da Bahia. O evento é reconhecido oficialmente como Patrimônio Imaterial do Município e integra o calendário oficial de eventos, por meio de lei sancionada pelo Poder Executivo.
Em todas as edições, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio de diversas secretarias, atua de forma integrada, oferecendo apoio na logística, organização, segurança, mobilidade urbana e divulgação institucional.
Como gesto concreto de solidariedade, os fiéis podem adquirir as camisas oficiais do evento, disponíveis na Cúria Metropolitana e nas secretarias paroquiais. Parte dos recursos arrecadados será destinada às pastorais sociais e instituições que atuam na promoção da vida, da justiça e da dignidade social, especialmente junto às pessoas em situação de vulnerabilidade no município.
O vereador Pedro Américo (Cidadania) comentou a defesa da “tarifa zero” no transporte público de Feira de Santana feita pelo sindicalista David Bacelar e afirmou que o tema precisa sair do campo do slogan e avançar, com urgência, para o campo do planejamento. Para o parlamentar, discutir gratuidade é legítimo, e já ocorre em diferentes cidades brasileiras e no Congresso Nacional, mas somente com estudo de custos, desenho institucional e fontes permanentes de financiamento, para que uma pauta social não se transforme em promessa sem lastro.
Pedro ressalta que é incorreto induzir a população a concluir que a Prefeitura, de forma isolada, teria obrigação de “bancar” a tarifa zero. “O município não pode ser tratado como caixa único de um problema que é nacional. O transporte coletivo enfrenta uma crise de financiamento em todo o país, agravada no pós-pandemia. Quando a proposta não explica quanto custa, quem paga e como se sustenta, ela cria expectativa e frustração, em vez de solução”, declarou.
O vereador também pontua que Feira de Santana já assume compromissos financeiros relevantes com o sistema de transporte, incluindo gratuidades e benefícios tarifários, o que precisa ser reconhecido com transparência e apresentação de dados públicos. “Antes de vender uma ideia como se fosse simples, o mínimo é apresentar custo anual estimado, impacto na frota e na oferta de linhas, fonte de receita dedicada e divisão clara de responsabilidades entre Município, Estado e União. É assim que se constrói política pública séria”, afirmou.
Para Pedro Américo, a tarifa zero só se torna viável em cidades de médio porte quando existe cofinanciamento estruturado, previsível e contínuo. Ele observa que, no Brasil, experiências consideradas bem-sucedidas dependem, em geral, de receitas específicas, como fundos locais, royalties ou modelos robustos de subsídio, e exigem atenção permanente aos riscos de precarização do serviço quando não há custeio estável.
Nesse contexto, o parlamentar defende que Feira de Santana busque um pacto federativo para a mobilidade urbana, com participação direta do Governo do Estado e do Governo Federal. “Quando o Estado subsidia modais estruturantes na capital, fica claro que o subsídio é uma prática legítima de política pública. O debate correto é definir qual modelo de cofinanciamento é possível para Feira, com metas, contrapartidas, fiscalização e garantia de qualidade do serviço”, argumentou.
Pedro propõe que o tema avance a partir de um roteiro técnico, afastando frases de efeito: auditoria e publicação dos custos reais do sistema; simulações de cenários, tarifa zero total, parcial, por público específico ou por dias e horários; definição de fontes de financiamento, como fundo municipal de mobilidade, receitas acessórias do sistema e aportes estaduais e federais; contratos com metas de desempenho e mecanismos efetivos de controle; e implementação de projeto-piloto monitorado antes de qualquer ampliação. Segundo ele, embora o debate nacional avance no sentido de dar segurança jurídica e discutir modelos de financiamento para a tarifa zero, isso não elimina a responsabilidade local na formulação da política.
“Eu não sou contra a tarifa zero. Sou contra transformar um tema complexo em propaganda. Feira de Santana precisa de compromisso institucional, números na mesa e parceria federativa. Com recurso carimbado, governança e garantia de qualidade, a cidade pode discutir uma transição responsável. Fora disso, é discurso sem garantia de entrega”, concluiu o vereador.
A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.
A partir de fevereiro, entra em vigor a versão atualizada do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para possibilitar o rastreamento e a devolução de valores transferidos via Pix em situações de fraude, golpes ou coerção. A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.
Lançado em 2021, cerca de um ano após a criação do Pix, o MED surgiu como uma forma de acelerar a restituição de recursos a clientes prejudicados por crimes financeiros. No entanto, em 2022, o Banco Central e as instituições financeiras identificaram limitações no modelo original do sistema. Até então, o bloqueio e a tentativa de devolução dos valores aconteciam apenas na conta que recebeu inicialmente o dinheiro. Como os golpistas costumam agir rapidamente, era comum que os recursos fossem transferidos para outras contas antes que qualquer bloqueio fosse efetivado.
Com a atualização, o MED passa a acompanhar o chamado “caminho do dinheiro”, identificando possíveis rotas utilizadas após a primeira transferência. Dessa forma, o sistema consegue rastrear valores que tenham sido movimentados entre diferentes contas. Essas informações são compartilhadas entre as instituições financeiras envolvidas nas transações, ampliando as chances de recuperação dos recursos. A expectativa é que, com essa mudança, a devolução possa ocorrer em até 11 dias após a contestação feita pelo cliente.
Outra inovação associada ao MED é o chamado “botão de contestação”, disponível desde 1º de outubro. Essa funcionalidade permite que o usuário registre uma contestação diretamente no aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento humano, sempre que identificar uma transação realizada sob fraude, golpe ou coerção. O objetivo é tornar o processo mais rápido e eficiente, acelerando o bloqueio dos valores nas contas usadas pelos criminosos.
Segundo o Banco Central, o botão foi desenvolvido para simplificar o processo de contestação do Pix, tornando-o totalmente digital. No entanto, seu uso é restrito a casos de crimes financeiros. Ele não pode ser acionado em situações de erro no envio, como digitação incorreta da chave Pix, nem em casos de arrependimento após a transferência.
Para solicitar a devolução de um Pix, o usuário deve registrar a reclamação junto à sua instituição financeira em até 80 dias após a realização da transação. A partir disso, o banco avalia o caso. Caso entenda que há indícios de fraude, os valores disponíveis na conta do recebedor são bloqueados. A análise deve ocorrer em até sete dias. Se for concluído que não houve crime, o dinheiro é desbloqueado. Se a fraude for confirmada, a devolução ocorre em até 96 horas, de forma integral ou parcial, conforme o saldo existente na conta do fraudador.
Quando a restituição é apenas parcial, o banco do recebedor deve realizar novos bloqueios ou devoluções sempre que houver entrada de recursos na conta, até que o valor total seja devolvido ou até o limite de 90 dias a partir da data da transação original.
Nos bastidores, duas rotas seguem em disputa: a candidatura de Flávio, baseada na herança política do pai, e uma possível chapa com Tarcísio e Michelle, vista como mais agregadora por setores da direita e do Centrão.
A movimentação de Michelle Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa do pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro ampliou as tensões dentro da família do ex-presidente e reacendeu a disputa em torno da sucessão política para as eleições deste ano. Interlocutores apontam que a ex-primeira-dama enxerga na possibilidade de Bolsonaro deixar o regime prisional uma oportunidade para recolocar o debate eleitoral em pauta, hoje concentrado no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de reintroduzir o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa viável.
O clima de atrito se intensificou após a transferência de Bolsonaro para a Papudinha. Naquele período, Tarcísio cancelou uma visita que estava prevista ao ex-presidente, enquanto Michelle ampliava interlocuções com os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF. Entre aliados dos filhos de Bolsonaro, o movimento da ex-primeira-dama passou a ser interpretado como uma tentativa de se consolidar como “porta-voz institucional” do bolsonarismo, fortalecendo sua posição ao atuar como ponte política e interlocutora direta.
A estratégia adotada junto ao STF é descrita por aliados como uma ação gradual. Primeiro, a defesa busca melhorias nas condições da prisão. Em seguida, sustenta a necessidade da prisão domiciliar com base em questões de saúde. Um novo pedido já foi apresentado pela defesa de Bolsonaro e está sob análise de Alexandre de Moraes, que aguarda informações da Polícia Federal sobre a perícia médica antes de se posicionar.
Dentro da família, porém, essa articulação passou a ser vista como algo que ultrapassa a questão humanitária e impacta diretamente o desenho eleitoral. Para aliados dos filhos, o objetivo não seria apenas aliviar a situação de Bolsonaro, mas reorganizar o campo da direita visando 2026. Pessoas próximas ao ex-presidente relatam que Michelle passou a defender internamente que Flávio teria se colocado como herdeiro natural do bolsonarismo aproveitando o isolamento do pai, o que teria aberto espaço para uma disputa pela sucessão.
Nesse contexto, a possibilidade de Bolsonaro retornar ao convívio doméstico ampliaria a influência de Michelle, que poderia atuar para viabilizar Tarcísio como nome competitivo, inclusive cogitando a formação de uma chapa com ela como vice. O nome do governador voltou ao centro das discussões justamente na semana em que ele recuou da visita à Papudinha. Embora o cancelamento tenha sido atribuído oficialmente a compromissos em São Paulo, naquele dia Tarcísio cumpriu apenas despachos internos no Palácio dos Bandeirantes.
Interlocutores afirmam que o governador tenta adiar qualquer definição sobre 2026 e evitar envolvimento direto no auge da disputa familiar. Ao GLOBO, ao ser questionado sobre uma eventual candidatura, Tarcísio foi categórico: “Sou candidato à reeleição”.
Após o episódio, uma nova visita ao ex-presidente foi agendada para a próxima quinta-feira, em movimento interpretado como tentativa de afastar a leitura de distanciamento político.
A reação mais explícita às articulações de Michelle tem vindo de Carlos Bolsonaro. O ex-vereador visitou o pai e, em publicações nas redes sociais, indicou desconforto com movimentações internas. Em uma delas, mencionou ações “de forma dissimulada” para medir forças com o próprio Bolsonaro. Em outra, sugeriu sabotagem ao projeto de Flávio, o que foi interpretado por aliados como recado direto à madrasta. A assessoria de Carlos negou que Michelle fosse o alvo.
O desgaste aumentou após os filhos saberem, apenas depois de realizada, da audiência de Michelle com Alexandre de Moraes, articulada pelo deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).
A disputa, no entanto, não é recente. Um marco ocorreu em dezembro, quando Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita indicando Flávio como pré-candidato, documento usado para reforçar sua posição interna. Flávio sustenta: “Michelle nunca me disse que quer ser candidata. Eu sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Tenho uma carta escrita e assinada por ele.”
Michelle, publicamente, evita confronto direto e já desejou sabedoria ao enteado. Aliados reforçam a indicação, mas admitem mudanças conforme o cenário. Marco Feliciano resume: “Seguimos as ordens do nosso capitão Bolsonaro. Ele disse que é Flávio, então é Flávio. Se houver outra ordem posteriormente, a seguiremos também.”
Nos bastidores, duas rotas seguem em disputa: a candidatura de Flávio, baseada na herança política do pai, e uma possível chapa com Tarcísio e Michelle, vista como mais agregadora por setores da direita e do Centrão.
A Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana realiza, entre os dias 26 de janeiro e 02 de fevereiro, a sua tradicional Jornada Pedagógica, com o tema central “Alfabetização em Contexto: Equidade, Diversidade e o Direito de Aprender na Rede Municipal de Feira de Santana”. A Jornada acontece entre 26 de janeiro e 02 de fevereiro, e a abertura oficial será no dia 28 de janeiro, com a palestra central do renomado psicólogo, escritor e palestrante Alexandre Coimbra Amaral, que trará uma reflexão poderosa sobre saúde emocional, relações humanas e práticas educativas que fortalecem o direito de aprender. A Jornada Pedagógica 2026 será um encontro formativo e inspirador que reúne toda a comunidade escolar para refletir, aprender e construir juntos o futuro da educação no município. A programação tem início no dia 26 de janeiro para segmentos como serviços gerais e portaria, cuidados educacionais e equipe administrativa. Nos dias seguintes segue com equipe pedagógica, com diversas ações voltadas para profissionais da educação. Para o secretário de Educação, Pablo Roberto, nesta edição, o foco da Jornada está em um dos pilares mais essenciais da educação: a alfabetização, entendida como a base para todos os aprendizados futuros e como um direito inegociável de cada criança e jovem. “O tema escolhido expressa a importância de práticas pedagógicas que reconheçam e valorizem cada estudante em sua singularidade, trazendo à tona quatro eixos fundamentais: equidade, alfabetização, diversidade e o direito de aprender”, explica o secretário.
Programação por Segmentos – Formação para todos os Profissionais da Educação
A Jornada Pedagógica abraça e valoriza cada segmento da comunidade escolar. A partir de 26 de janeiro, começam as formações específicas para: Serviços Gerais e Portaria; Cuidados Educacionais (Cuidadores); Equipe Administrativa. Ao longo da programação (28/01 a 02/02), promoverá encontros formativos para: Professores da Educação Infantil; Professores dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental; Professores Gestores e Coordenadores; Professores de AEE (Atendimento Educacional Especializado); Professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos); Cuidadores.
Serviço: Evento: Jornada Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana Data: 26 de janeiro a 02 de fevereiro de 2026 Tema: Alfabetização em contexto: Equidade, diversidade e o direito de aprender na Rede Municipal de Feira de Santana
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), participou nesta quinta-feira (15) da Lavagem do Bonfim, caminhada que leva a imagem do Senhor do Bonfim da Conceição até a Colina Sagrada. Durante o evento, ele comentou à Rádio Metropole importância da celebração como um ato de fé, ao mesmo tempo em que falou sobre o ano eleitoral no país.
“Aqui é um ato de fé. A gente brinca, a gente faz festas, mas aqui eu tô contrito, vigiando a senhora do Bonfim, muita paz no mundo, muita tranquilidade, que seja um ano de bons debates eleitorais, seja para presidente, para senador, para deputado, para governador, e agradecer a Ele a chegada até aqui”, afirmou Jerônimo.
O governador ainda reforçou a conexão com a população e a importância cultural do evento: “É uma caminhada de muita cultura, de economia, que agita esse circuito, o comércio fica forte, muita gente vem de fora, aquecendo o turismo, então eu tô muito feliz de caminhar ao lado aqui do meu povo, da minha comunidade, e fazendo com que Deus escute sempre a gente”.
A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) registrou a elevação do conceito de sete programas de pós-graduação na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), consolidando avanços na qualidade da formação acadêmica e da produção científica da instituição.
O Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais elevou o conceito de quatro para cinco, passando a integrar o grupo de excelência nacional. Já os programas de História, Enfermagem, Saúde Coletiva, Desenho, Cultura e Interatividade e Engenharia Civil e Ambiental avançaram do conceito três para quatro. O Programa de Pós-Graduação em Matemática, por sua vez, evoluiu do conceito “A” para três.
Com o novo resultado, os cinco programas que alcançaram conceito quatro passam a estar habilitados a apresentar propostas para a criação de cursos de doutorado, ampliando a oferta de formação acadêmica avançada e fortalecendo a interiorização da pós-graduação no estado da Bahia.
O Banco Central (BC) concordou com a realização de uma inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, disse nesta segunda-feira (12) o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. O ministro esteve reunido nesta tarde com o presidente do BC, Gabriel Galípolo e disse que a autoridade monetária garantiu acesso aos documentos que fundamentaram a decisão.
Segundo Vital do Rêgo, o encontro teve como principal objetivo esclarecer dúvidas sobre a competência do TCU para atuar no caso e alinhar procedimentos entre as duas instituições. De acordo com o ministro, ficou definido que a inspeção já está em curso e que os documentos do Banco Central utilizados no processo de liquidação estarão disponíveis para análise da Corte de Contas.
“Hoje saio do Banco Central profundamente feliz com o resultado da reunião. Fizemos uma reunião com objetivos claros, de dizimar qualquer tipo de dúvida sobre a nossa competência”, afirmou o presidente do TCU em entrevista coletiva após a reunião.
Segundo Vital do Rêgo, o Banco Central manifestou interesse em obter o “selo de qualidade” do TCU e a segurança jurídica decorrente da fiscalização. “Esse processo não é apenas administrativo, é também administrativo e criminal”, completou. O BC ainda não se manifestou sobre o encontro.
Realizada na sede do BC, a reunião ocorreu após forte repercussão da decisão do ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no TCU, que havia autorizado, de forma monocrática, uma inspeção técnica no Banco Central para apurar a atuação da autoridade monetária na liquidação do Banco Master. Após recurso apresentado pelo BC, Jhonatan suspendeu a medida, e o caso foi encaminhado ao plenário do Tribunal.
No recurso, o Banco Central argumentou que uma inspeção dessa natureza não poderia ser autorizada individualmente pelo relator e que a decisão deveria passar pelo colegiado do TCU. A autoridade monetária também sustentou que a iniciativa poderia ultrapassar os limites do controle externo ao incidir sobre decisões técnicas de supervisão bancária.
Medida cautelar
Com o entendimento firmado na reunião desta segunda-feira, Vital do Rêgo afirmou que está afastada a possibilidade de adoção de uma medida cautelar contra o Banco Central. “O Banco Central entendeu que o TCU é um colaborador”, disse. Segundo o ministro, o tribunal não pretende interferir na decisão de liquidação, mas analisar os documentos para verificar a regularidade do processo e conferir maior segurança jurídica.
“O ato de liquidação é um ato administrativo e regulatório. É um modelo técnico que o TCU está acostumado a analisar”, afirmou o ministro. Ele reforçou que não cabe à Corte desfazer a liquidação do Banco Master e que eventual questionamento sobre a decisão, nesse sentido, só poderia ocorrer no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).
Calendário
Vital do Rêgo informou ainda que será definido, nos próximos dias, um calendário de trabalho entre as áreas técnicas do TCU e do Banco Central. A expectativa é de que a inspeção seja concluída em menos de um mês. “O compromisso da Corte é terminar esse processo o mais breve possível”, declarou.
Além de Vital do Rêgo e Gabriel Galípolo, participaram da reunião o ministro Jhonatan de Jesus e diretores do Banco Central responsáveis pelas áreas de Fiscalização, Regulação, Cidadania e Supervisão de Conduta, além da Secretaria-Executiva da instituição.
Embargos
O caso chegou ao TCU a partir de uma representação do Ministério Público junto à Corte de Contas, que solicitou esclarecimentos sobre os critérios adotados pelo Banco Central para decretar a liquidação do Banco Master e se alternativas menos drásticas foram consideradas.
Em respostas anteriores, o BC informou que o conglomerado liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro enfrentava uma crise aguda de liquidez, sem recursos suficientes para honrar compromissos com correntistas e investidores, o que teria tornado a liquidação inevitável.
Agora, caberá ao plenário do TCU julgar os embargos apresentados pelo Banco Central na sessão prevista para a próxima quarta-feira (21), quando também deverá ser definido o alcance formal da inspeção e da fiscalização sobre a atuação da autoridade monetária no caso.
O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%.
Na semana passada, este índice, que serve de referência para a inflação oficial do país, estava em 4,06%. E há quatro semanas em 4,10%.
Para os anos subsequentes (2027 e 2028) as projeções são as mesmas há dez semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Meta de inflação
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a inflação medida em dezembro teve alta de 0,33%, ante ao 0,18% registrado no mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta do governo.
Segundo o IBGE, com exceção do grupo habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
Os demais índices do Boletim Focus divulgado hoje se mantiveram estáveis em relação às semanas anteriores.
No caso do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil), o mercado projeta que a economia do país crescerá 1,80% em 2026 – percentual que vem sendo projetado há cinco semanas consecutivas, e o mesmo projetado para 2027.
Para 2028, as expectativas são de que o PIB feche o ano com um crescimento de 2%.
Câmbio
Com relação ao câmbio, as projeções do mercado permanecem estáveis há 13 semanas consecutivos, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50 – o mesmo valor projetado para 2027.
Para 2028, as expectativas são de que a moeda estadunidense termine o ano cotada a R$ 5,52.
Selic
A taxa básica de juros (Selic) deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro; e para 10,50% em 2027. Para o ano subsequente (2028), as expectativas são de que ela caia ainda mais, para 9,88%.
A Selic, atualmente, está em seu maior nível desde julho de 2006, quando registrou 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024.
A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.
Variações da Selic
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.