Fundo FirstFire Global Opportunities afirma que o banco digital omitiu problemas em seus modelos de crédito antes do IPO em Nova York

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Em nota, o PicPay informou que discorda das alegações apresentadas pelo fundo e afirmou que está adotando as medidas cabíveis | Foto: Reprodução/PicPay 

PicPay, banco digital controlado pelo grupo J&F, tornou-se alvo de uma ação coletiva protocolada nesta sexta-feira, 19, na Justiça dos Estados Unidos.

O fundo de investimentos privado FirstFire Global Opportunities acusa a instituição financeira de fornecer informações falsas e enganosas a investidores sobre seus modelos de crédito e a qualidade da carteira antes da abertura de capital na Bolsa de Nova York, realizada em janeiro.

Em nota, o PicPay informou que discorda das alegações apresentadas pelo fundo e afirmou que está adotando as medidas cabíveis para responder ao processo.

Segundo a ação, o banco teria deixado de informar ao mercado problemas identificados em seus modelos de concessão de crédito antes da estreia de suas ações em Wall Street.

A defesa do FirstFire também sustenta que os papéis do PicPay acumulam desvalorização superior a 50% desde a Oferta Pública Inicial (IPO).

Edurado Chedid consolidou sua carreira em postos altos na Avenida Faria Lima, o centro financeiro de São Paulo | Foto: Reprodução
Eduardo Chedid CEO da PicPay | Foto: Reprodução

Processo aponta revisão bilionária da carteira de crédito do PicPay

A petição afirma que, em dezembro de 2025, o PicPay detectou falhas nos modelos de crédito, mas não revelou essas informações aos investidores antes da oferta pública inicial de ações.

Ainda conforme o processo, a instituição reclassificou aproximadamente R$ 590 milhões em operações da carteira de estágio dois para o estágio três, faixa que concentra os créditos com maior risco de inadimplência.

De acordo com a ação, a revisão provocou uma despesa adicional de cerca de R$ 88 milhões em perdas esperadas com crédito no quarto trimestre.

O fundo também acusa o banco digital de expandir sua atuação em linhas de crédito consideradas mais arriscadas antes do IPO. Na avaliação dos autores da ação, essa estratégia elevou os índices de inadimplência e ampliou as perdas registradas pela instituição.

Informações Revista Oeste


com César Oliveira
tema: Instabilidade Política


Uso de Ozempic e Mounjaro já muda hábitos de clientes em bares e restaurantes, aponta pesquisa

A crescente popularidade de medicamentos para perda de peso, como Ozempic e Mounjaro, já começa a impactar o setor de bares e restaurantes no Brasil. Levantamento da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 61% dos empresários percebem mudanças no comportamento de consumo dos clientes.

Segundo a pesquisa, a principal alteração está na busca por refeições com menos calorias. O efeito é mais evidente na redução do consumo de sobremesas, tradicionalmente uma das etapas finais das refeições.

O estudo também aponta que 64% dos empresários observaram aumento na procura por miniporções, enquanto 70% registraram maior interesse por pratos considerados mais saudáveis.

Nas bebidas, a tendência também aparece. Para 53% dos entrevistados, cresceu a demanda por opções sem álcool ou com menor teor alcoólico, embora o consumo de bebidas alcoólicas em geral tenha se mantido estável.

Com a mudança nos hábitos dos consumidores, o setor busca adaptar cardápios e estratégias para atender às novas preferências sem comprometer a rentabilidade dos estabelecimentos.  

Informações Metro1


Decisão do Governo acabou com o temor do prefeito quanto à possibilidade futura de desertificação do centro de Feira

A possibilidade da transferência da sede administrativa do centro para outro ponto da cidade era uma das preocupações do prefeito José Ronaldo de Carvalho, que várias vezes declarou que a saída do Executivo para outro espaço influenciaria negativamente a área central da cidade, em termos de fluxo de pessoas, refletindo nas vendas.

Durante o anúncio da desapropriação do prédio e do terreno vizinhos à Prefeitura, onde serão concentradas várias secretarias, José Ronaldo disse que se sentia não apenas aliviado, mas feliz com a decisão tomada pelo governo municipal.

Comentou que, há algum tempo, a Secretaria de Planejamento estuda a possibilidade da criação do centro administrativo e que a “escolha da área (que é vizinha à Prefeitura) foi pensada com vistas para o futuro, a longo prazo”.

Citou cidades que mudaram a sede da prefeitura para bairros e registraram uma retração significativa no fluxo de pessoas no centro. Em Feira, em especial, a sede está situada no coração comercial e financeiro da cidade.

A decisão de desapropriar o prédio onde, durante anos, funcionou o Hotel Caroá, além do terreno próximo, usado como estacionamento rotativo, acabou com o temor do prefeito quanto à possibilidade futura de desertificação do centro de Feira.

O que se espera é que, ao reunir várias secretarias em um mesmo prédio, além de promover economia para os cofres municipais — já que não será mais necessário alugar imóveis —, haja um aumento do número de pessoas circulando nas áreas próximas, movimentando lojas e restaurantes nos períodos de intervalo do expediente.

O local do futuro centro administrativo, além de atender às necessidades, é estratégico. Tem saídas e acessos para as avenidas Getúlio Vargas e Senhor dos Passos, bem como para a Rua J.J. Seabra, além de uma ampla área para outras construções ou para uso como estacionamento dos veículos dos servidores.

Ciim informações da Secretária Municipal de Comunicação Social ( SECOM).


Criminoso foi transportado sob forte esquema de segurança nesta quarta-feira, 27

Momento da transferência do chefe do PCC da Bolívia para o Brasil | Foto: Reprodução/X/El Deber
Momento da transferência do chefe do PCC da Bolívia para o Brasil | Foto: Reprodução/X/El Deber

Líder do PCC, o traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, foi transferido para o Brasil nesta quarta-feira, 27, depois de ser capturado na Bolívia na última terça-feira, 26. Ele foi transportado de avião para Campo Grande (MS), sob forte esquema de segurança. 

O jornal boliviano El Deber registrou o momento em que Palermo embarcou na Bolívia. 

A defesa de Palermo não foi localizada. Ao chegar no Brasil, “Pigmeu” foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul para os procedimentos legais. “Após a chegada ao Brasil, o preso foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul para os procedimentos de praxe”, informou a PF. “Concluídas as formalidades legais, ele será encaminhado ao sistema penitenciário federal, onde permanecerá à disposição da Justiça.”

Palermo é condenado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e outros. Foragido desde 2020, o traficante foi encontrado e preso pela polícia boliviana em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, em uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal brasileira e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia.

Chefe do PCC comprou habeas corpuse fugiu para a Bolívia

O criminoso Gerson Palermo, do PCC, conhecido como Pigmeu | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O criminoso Gerson Palermo, do PCC, conhecido como Pigmeu | Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com a PF, Palermo comprou um habeas corpus concedido em abril de 2020 pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, investigado por suspeita de venda de sentenças. Divoncir nega as acusações.

Antes da concessão da prisão domiciliar, Palermo estava preso em regime fechado em Campo Grande desde abril de 2017. Ele havia sido detido pela PF na Operação All In, deflagrada em março daquele ano, quando foram apreendidos 810 quilos de cocaína.

Piloto de avião e apontado como integrante da cúpula do PCC, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu poucas horas após ser beneficiado pela decisão judicial. Desde então, não havia mais sido localizado.

Sequestro de avião

Palermo acumula 126 anos de pena de prisão por tráfico de entorpecentes e outros crimes — entre as acusações às quais ele já respondeu está o sequestro de um avião da antiga Viação Aérea São Paulo (Vasp) em agosto de 2000, no Paraná. Somente neste caso, Palermo foi condenado a 66 anos de prisão.

Segundo a acusação, o avião, que levava 60 passageiros, havia acabado de decolar do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba quando foi sequestrado. A rota da aeronave foi alterada para Porecatu, no interior do Estado. Ele foi preso uma semana depois do crime, andando na Avenida Paulista e usando o mesmo celular utilizado no sequestro da aeronave. Na mochila dele, havia R$ 67 mil que eram de malotes roubados.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo


Seis cidades da Bahia figuram entre as dez mais violentas do Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26). O levantamento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), utiliza dados referentes ao ano de 2024 e analisa indicadores de todos os estados brasileiros.
O país registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa média de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. Entre os destaques negativos do ranking, Jequié, no sudoeste baiano, aparece em segundo lugar nacional, com taxa de 79,4 homicídios por 100 mil habitantes — mais de três vezes acima da média brasileira.
Além de Jequié, também aparecem na lista Camaçari e Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, além de Juazeiro, Feira de Santana e Porto Seguro. Todas essas cidades também estiveram entre as mais violentas no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, divulgado em julho de 2025.
No ranking geral, liderado por Maranguape (CE), Salvador surge na 20ª posição, com taxa de 52,7 homicídios por 100 mil habitantes, sendo apontada como a capital mais violenta do país. A capital baiana fica à frente de cidades como Maceió, Macapá, Recife e Fortaleza.
Com os números apresentados, a Bahia ocupa a segunda posição entre os estados mais violentos do Brasil, com taxa de 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, atrás apenas do Amapá, que registra índice de 45,7.
O levantamento também chama atenção para a violência contra mulheres. A taxa nacional é de 3,4 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto na Bahia o índice chega a 5,4, apesar de ter registrado redução de 10% em relação a 2023.


Foto: divulgação

Os gastos da Vice-Governadoria da Bahia registraram aumento de 157% nos últimos três anos e meio sob a gestão de Geraldo Jr. (MDB), em comparação com o segundo mandato de João Leão (PP) no cargo, entre 2019 e 2022.

Desde que assumiu a função, em janeiro de 2023, o gabinete de Geraldo Jr. acumulou despesas de R$ 32,4 milhões. No período de quatro anos em que João Leão ocupou a Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 12,6 milhões. Com mais sete meses restantes de mandato, a tendência é que o atual vice-governador amplie ainda mais a diferença em relação ao antecessor.

Somente entre janeiro e maio deste ano, o gabinete de Geraldo Jr. consumiu R$ 4,1 milhões dos cofres públicos. As principais despesas foram destinadas ao pagamento de diárias de militares, salários, passagens e contratos de locação de mão de obra.

O ano de 2025 concentra o maior volume de gastos da atual gestão, com desembolso de R$ 10,8 milhões. Desse total, R$ 6,15 milhões foram destinados a despesas relacionadas a militares, incluindo salários, auxílios e diárias.

Em 2024, ano em que disputou a Prefeitura de Salvador e terminou a eleição na terceira colocação, com 10,33% dos votos válidos, as despesas do gabinete alcançaram R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano à frente da Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 8,4 milhões.

GASTOS DE LEÃO

Durante a gestão de João Leão, as despesas anuais da Vice-Governadoria permaneceram abaixo de R$ 4 milhões.

Até 2023, os gastos totalizaram R$ 3,05 milhões. No ano seguinte, houve redução para R$ 2,8 milhões. Em 2021, as despesas chegaram a R$ 3,43 milhões, enquanto em 2022 recuaram para R$ 3,36 milhões.

Fonte: Bahia Notícias


Advogada e influenciadora foi presa nesta quinta-feira

Deolane Bezerra Foto: Victor Chapetta / AgNews

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra dos Santos, presa nesta quinta-feira (21) na Operação Vérnix – investigação que a ela atribui lavagem de dinheiro do PCC – se recusou a fornecer as senhas de seus celulares, apreendidos durante buscas em sua residência no condomínio Tamboré, na Grande São Paulo. Foram recolhidos dois celulares dela. Quando os policiais pediram o acesso, Deolane não autorizou.

A defesa alega inocência. Deolane já foi removida para a Penitenciária de Tupi Paulista, a 670 quilômetros de São Paulo. A cidade fica próxima de Presidente Venceslau, base da Operação Vérnix, que descobriu um esquema milionário de lavagem de dinheiro do PCC por meio de uma transportadora de fachada localizada ao lado da Penitenciária II.

O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau, informou que a recusa da influenciadora em ceder as senhas dos celulares não impedirá a Polícia Civil de chegar a dados e diálogos que interessam ao inquérito. Os investigadores detêm técnica para extração de informações arquivadas nos aparelhos.

Deolane foi presa às 6h desta quinta (21). Ela havia chegado de viagem a Roma na última quarta (20). Além dos celulares, os investigadores da Operação Vérnix – força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça – recolheram com a influenciadora cerca de R$ 50 mil em dinheiro, joias, relógios e computadores.

A Polícia está convencida de que Deolane, indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, mantém “relações estreitas” com a cúpula do PCC. Ela abriu uma teia de 35 pessoas jurídicas de fachada, todas no mesmo endereço, um modesto conjunto habitacional de Martinópolis, também no interior paulista.

Seis veículos de luxo, todos blindados, apreendidos na operação, foram levados para um local no interior e estão sob custódia da Polícia. Quatro carros estavam de posse de Deolane. Os outros dois estavam com Éverton de Souza, o contador da influenciadora apontado como “operador financeiro” do PCC.

Deolane passou por audiência de custódia na quinta e o decreto de prisão contra ela foi mantido. Ela será ouvida pela Polícia nos próximos dias. Suas declarações serão anexadas a um relatório final complementar que os delegados Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão estão preparando e que servirá de base para uma eventual denúncia do Ministério Público.

*AE


Neste sábado (23), novo projeto do futebol feirense joga contra o tradicional Touro do Sertão

Fotos: Rafael Falcão/Fluminense de Feira e Enzo Britto/Feira FC

Feira Futebol Clube e Fluminense de Feira protagonizam neste sábado (23), às 19h, na Superbet Arena, um confronto inédito que promete movimentar a Série B do Campeonato Baiano.

Pela primeira vez na história, as equipes se enfrentam oficialmente em um duelo que marca o surgimento de um novo clássico no futebol do interior da Bahia. O jogo coloca frente a frente dois clubes em momentos distintos, mas com o mesmo objetivo: conquistar espaço e protagonismo em Feira de Santana.

Fundado em 2026, o Feira FC rapidamente ganhou repercussão nacional com um projeto voltado para desempenho esportivo, forte presença digital e investimentos em nomes conhecidos do futebol brasileiro. O clube conta no elenco com jogadores como Thiago Galhardo, Sidão e o influenciador Lucaneta.

Na competição, o Jacaré soma seis pontos e ocupa a quarta colocação após vencer as duas primeiras rodadas e sofrer a primeira derrota diante do Barreiras. Do outro lado está o tradicional Fluminense de Feira, bicampeão baiano e líder isolado da Série B do estadual. O Touro do Sertão venceu os três jogos disputados até aqui, marcou 13 gols e sofreu apenas um.

O elenco tricolor conta com atletas experientes, entre eles Tiago Recife, artilheiro da Série A do Baiano deste ano, além do goleiro Pedro Antônio.

Internamente, o confronto é tratado como direto na luta pelas primeiras posições da tabela. Apenas os quatro melhores colocados avançam para as semifinais da Série B e seguem vivos na disputa pelo acesso.

O técnico Edson Fabiano destacou a importância do clássico, mas pregou um ambiente de rivalidade saudável entre os clubes da cidade. “A rivalidade tem que ser saudável. São duas equipes da mesma cidade buscando o mesmo objetivo”, afirmou.

Quem também falou sobre a expectativa para o duelo foi o goleiro Sidão, que ressaltou a importância de atuar na Arena Cajueiro. “A gente trabalha todos os dias aqui no nosso campo, então isso é um fator realmente positivo para nós”, disse.

Além da disputa pelo topo da tabela, o confronto simboliza um novo capítulo no futebol feirense, historicamente marcado pelos clássicos entre Fluminense e Bahia de Feira.

Informações Bahia.ba


Disseminação do vírus acende alerta da Organização Mundial da Saúde

No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo, um tipo de ebola, em oito do total de amostras colhidas.

Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

No dia seguinte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

A OMS explica que o engajamento da comunidade é fundamental para o controle bem-sucedido de qualquer surto.

“[Isso] depende [também] da utilização de uma série de intervenções, como assistência clínica, vigilância e rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção e controle de infecções em unidades de saúde, sepultamentos seguros.”

As medidas de enfrentamento incluem o envio de equipes de resposta rápida, o fornecimento de suprimentos médicos, o reforço da vigilância, da confirmação laboratorial, das avaliações de prevenção e do controle de infecções, a criação de centros de tratamento seguros e o engajamento da comunidade.

A doença

O ebola é classificado pela própria OMS como grave, frequentemente fatal, que afeta humanos e outros primatas.

O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, e passa de pessoa para pessoa por meio do contato direto com secreções, sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de pacientes infectados.

O contágio também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais, como roupas de cama e vestuário, contaminados com fluidos.

A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, segundo a OMS, as taxas de letalidade chegaram a 90%.

Surtos

A OMS classifica o surto de ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental como o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus, em 1976. 

À época, houve mais casos e mortes do que em todos os outros surtos combinados. A doença também se espalhou entre países, começando na Guiné e atravessando fronteiras terrestres para Serra Leoa e Libéria.

Sintomas

O período de incubação do ebola – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e o início dos sintomas – varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, a pessoa infectada não transmite a doença até desenvolver sintomas.

As alterações físicas incluem febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, aparecem vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e sintomas de comprometimento das funções renais e hepáticas. Em casos menos frequentes, podem ocorrer sangramentos internos e externos. 

A própria OMS avalia que pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite. Por esse motivo, diversos testes diagnósticos foram desenvolvidos para confirmar a presença do vírus.

Tratamento e prevenção

O tratamento intensivo precoce, incluindo a reidratação com fluidos orais ou intravenosos, e o tratamento de sintomas específicos, segundo a OMS, melhoram a sobrevida do paciente.

Especificamente para a doença causada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda o tratamento com os anticorpos monoclonais. Já para outras doenças causadas pelo ebola, como é o caso do vírus Bundibugyo, não existem terapias aprovadas.

Duas vacinas foram aprovadas para DEV: a Ervebo e a Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada pela entidade como parte da resposta a surtos identificados.

Para orientar a população, a OMS preparou uma lista com as principais perguntas e respostas sobre o ebola.

O que é o ebola?

É uma enfermidade rara, porém grave, causada por um vírus pertencente ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90%.

Seis espécies de Orthoebolavirus foram identificadas até o momento, sendo três conhecidas por causarem grandes surtos: Ebola, Sudão e Bundibugyo.

O reservatório animal dos vírus é desconhecido, mas as evidências atuais sugerem que morcegos frugívoros (Pteropodidae) podem ser hospedeiros.

Quais os sintomas típicos da doença?

Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem:

  • febre;
  • fadiga;
  • dores musculares;
  • dor de cabeça e dor de garganta.

Esses sintomas podem ser seguidos por:

  • vômito;
  • diarreia;
  • feridas na pele;
  • sangramento interno e externo.

Quanto tempo para manifestação dos sintomas?

O intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias. As pessoas só se tornam contagiosas após desenvolverem sintomas.
Pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide, dengue ou doença do vírus de Marburg.
Mesmo quando as pessoas desenvolvem sintomas semelhantes aos do ebola, somente um exame laboratorial pode confirmar se a causa é o vírus.

Como o ebola se espalha?

O vírus se espalha mais comumente de pessoa para pessoa por meio da exposição ao sangue ou a outros fluidos corporais (principalmente fezes, vômito, suor e saliva) de uma pessoa infectada, viva ou morta.

Isso ocorre quando o vírus entra no corpo através de pele lesionada ou de membranas mucosas, como olhos, nariz ou boca, geralmente quando alguém está cuidando de um paciente ou tocando o corpo de alguém que morreu da doença.

A transmissão também ocorre pelo contato ou manuseio de objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa doente ou de alguém que morreu de ebola.

Em casos raros, a transmissão de um homem recuperado para sua parceira sexual foi documentada. Isso acontece porque o vírus pode persistir por algum tempo no sêmen de alguns homens recuperados da doença.

Quais medidas para se proteger durante episódios de surto?

  • evitar contato físico com indivíduos suspeitos ou confirmados com ebola;
  • não manusear corpos de pessoas que apresentaram sintomas de ebola e morreram sem as devidas precauções;
  • lavar as mãos regularmente, seguindo as melhores práticas recomendadas pelas autoridades locais para a lavagem das mãos.

O que as pessoas devem fazer para conter infecção por animais?

  • evitar comer animais mortos ou tocá-los sem medidas de proteção, especialmente durante um surto de ebola;
  • lavar bem as mãos antes e depois de tocar em qualquer animal ou produto de origem animal;
  • cozinhar bem os produtos de origem animal (sangue e carne) antes do consumo.

Quem corre maior risco?

  1. profissionais de saúde e assistência social em contato próximo com pacientes;
  2. cuidadores, familiares ou outras pessoas em contato físico direto com pessoas infectadas;
  3. pessoas em luto que têm contato físico direto com os corpos durante funerais ou rituais de sepultamento.

Quais providências tomar, após contato físico com infectados?

Se uma pessoa teve contato físico direto com alguém infectado ou com suspeita de ebola, pode estar sob risco de desenvolver a doença. A orientação é entrar em contato com seu médico ou com o posto de saúde local para entender sobre os próximos passos.

Uma vez que a pessoa é identificada como “contato”, sua saúde será monitorada por 21 dias após a exposição. Autoridades locais ou profissionais de saúde irão orientá-la sobre comportamentos recomendados e incentivá-la a:

  1. aceitar visitas diárias da equipe de rastreamento de contatos para monitorar a saúde;
  2. permitir que a temperatura seja aferida;
  3. responder a todas as perguntas com a maior precisão possível e tirara todas as dúvidas;
  4. relatar sintomas (se houver) assim que os desenvolver;
  5. evitar viagens, a menos que a viagem tenha sido discutida com a autoridade de saúde local;
  6. tomar a vacina, se disponível.

Existe tratamento para o ebola?

Existem dois tratamentos aprovados para adultos e crianças com a doença do vírus ebola: o Ansuvimab e o Inmazeb. Com base nesses fármacos, novos tratamentos potenciais, segundo a OMS, estão sendo avaliados para outros ortoebolavírus, mas ainda não foram totalmente testados.

É possível tratar a doença em casa?

A OMS não recomenda que famílias ou comunidades cuidem de pessoas com ebola em casa. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento em um centro de saúde. O tratamento precoce em um centro de referência é essencial e pode aumentar as chances de recuperação.

Se uma pessoa morrer em casa com suspeita de ebola, a comunidade e os familiares devem evitar manusear ou preparar o corpo para o enterro. A orientação é entrar em contato imediatamente com as autoridades de saúde locais para realizar um sepultamento seguro e digno, de acordo com os desejos da família.

O que fazer se precisar viajar?

A OMS não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou de circulação, como confinamentos ou quarentenas, em áreas afetadas pelo ebola.

No entanto, viagens de pessoas que tiveram contato próximo com casos de ebola devem ser minimizadas ou adiadas sempre que possível, para evitar a propagação do vírus.

Se a viagem de uma pessoa que teve contato com o vírus for necessária, ela deve ser discutida e supervisionada pelas autoridades de saúde pública para que seja garantido o acompanhamento adequado na área de destino.