Em votação realizada nesta quarta-feira (15) no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi definida a lista tríplice para a escolha do próximo desembargador substituto a compor o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Essa vaga é reservada ao quinto constitucional da advocacia. O advogado Ricardo Borges de Maracajá Pereira foi o mais votado, com 51 votos, seguido por Márcio Medeiros, que obteve 50, e por Rod Macedo, com 37 votos.
Com o resultado, a lista tríplice ficou assim composta: Ricardo Borges de Maracajá Pereira, Márcio Medeiros e Rod Macedo. A lista segue agora para análise e nomeação pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado
Uma disputa mais acirrada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um primeiro turno já com novos nomes de pré-candidatos, e a ultrapassagem do candidato do PL sobre o líder petista no segundo turno, já abrindo dois pontos de vantagem. Esses são alguns dos resultados da nova rodada da pesquisa Genial/Quaest para a presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (15).
Na simulação de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 37% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro aparece com 32%. A maior novidade da pesquisa foi a inclusão do psicólogo e escritor Augusto Cury, pré-candidato pelo Avante, que marcou 2% entre os entrevistados.
Outros nomes que aparecem pela primeira vez em uma pesquisa sobre a eleição presidencial foram os de Cabo Daciolo, pré-candidato do partido Mobiliza, e Samara Martins, da Unidade Popular, que pode vir a ser a única mulher a disputar a presidência.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), acumulou 6% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teve 3%.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz o seu candidato sem olhar qualquer lista de nomes, Lula lidera a disputa, mas caiu em relação ao levantamento anterior. Já Flávio Bolsonaro subiu três pontos e reduziu a distância para o presidente.
Um aspecto interessante da pesquisa espontânea foi a diminuição da quantidade de indecisos, que caiu de 60% verificados em março para 62% agora em abril. Confira o resultado da espontânea abaixo:
Lula – 19% Flávio – 13% Outros nomes – 5% Jair Bolsonaro – 1% Indecisos – 62%
Já na simulação de segundo turno, a pesquisa Genial/Quaest mostra o senador Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto, à frente do presidente Lula, que tem 40%. O resultado representa um empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na pesquisa anterior da Genial/Quaest, divulgada em março, Flávio e Lula empatavam em 41%. O instituto também fez outras simulações de segundo turno. Confira abaixo todas as disputas:
Flávio 42% x 40% Lula Lula 43% x 36% Romeu Zema Lula 43% x 35% Caiado Lula 44% x 24% Renan Santos Lula 44% x 23% Augusto Cury
A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
Especialista explica critérios legais, situações mais comuns e orienta trabalhadores sobre como agir diante da medida
Foto: divulgação
A demissão por justa causa ainda é um dos temas que mais geram dúvidas entre trabalhadores e empregadores. Prevista na legislação trabalhista, a medida representa a forma mais severa de rompimento do contrato de trabalho e pode trazer impactos significativos, especialmente para o empregado.
Em entrevista ao Rotativo News, o advogado especialista em Direito do Trabalho Rafael Canário explicou que a justa causa ocorre, principalmente, quando há quebra de confiança entre empregador e funcionário.
“É um rompimento abrupto do contrato, geralmente motivado por uma conduta do trabalhador que faz com que o empregador perca a confiança”, afirma.
O que caracteriza a justa causa
De acordo com o especialista, a demissão por justa causa pode acontecer tanto por um ato grave isolado quanto por uma sequência de comportamentos inadequados ao longo do tempo.
Entre as situações mais comuns estão:
faltas recorrentes,
desleixo nas funções (desídia),
agressões físicas ou verbais,
práticas ilícitas,
e até a apresentação de atestados médicos falsos.
Além disso, comportamentos inadequados no ambiente de trabalho, como o envio de conteúdos impróprios em grupos corporativos, também podem justificar a penalidade.
“Existem casos em que não cabe nem advertência. Uma agressão física, por exemplo, pode gerar justa causa imediata”, destaca.
O que diz a lei
A justa causa está prevista no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece um conjunto específico de situações em que a medida pode ser aplicada.
Segundo o advogado, é essencial que o motivo da demissão esteja dentro desse rol legal. “Se fugir dessas hipóteses, há grandes chances de a justa causa ser considerada indevida”, explica.
Uma das mudanças trazidas pela reforma trabalhista de 2017 foi a inclusão da possibilidade de demissão por justa causa quando o trabalhador perde a habilitação necessária para exercer sua profissão.
É o caso, por exemplo:
de motoristas que perdem a carteira de habilitação,
advogados sem registro na OAB,
ou profissionais que dependem de conselhos de classe para atuar.
Penalidades podem ser graduais
Nem toda falha do trabalhador leva diretamente à demissão por justa causa. Em muitos casos, há uma progressão de penalidades, que começa com advertências e pode evoluir para suspensão antes de chegar à demissão.
“No direito do trabalho, existe a ideia de gradação da pena. Pequenas faltas podem ser corrigidas com advertências. Já atos graves podem levar à demissão imediata”, esclarece.
Direitos perdidos
Um dos pontos mais importantes para o trabalhador é entender o impacto financeiro da justa causa. Nesse tipo de demissão, diversos direitos deixam de ser pagos.
Entre os principais estão:
aviso prévio,
multa de 40% sobre o FGTS,
e o seguro-desemprego.
O trabalhador recebe apenas valores proporcionais, como saldo de salário, férias e décimo terceiro, o que pode resultar, em alguns casos, em rescisões com valores muito baixos ou até zerados.
Quando não cabe justa causa
Durante a entrevista, o advogado também explicou que nem toda situação negativa no trabalho justifica a penalidade. Um exemplo citado foi o de um instrutor de autoescola envolvido em um acidente causado por um aluno.
“Nesse caso, não há dolo nem desleixo do profissional. É um risco inerente à atividade. Portanto, não caberia justa causa”, pontua.
O que fazer em caso de dúvida
Para trabalhadores que acreditam ter sido demitidos injustamente, a recomendação é buscar orientação jurídica especializada.
“É fundamental procurar um advogado trabalhista e relatar exatamente o que aconteceu, com transparência. Só assim será possível avaliar se a justa causa foi aplicada corretamente”, orienta.
“Em oração pelo meu amigo Ramagem. Espero que, em breve, ele esteja em casa, junto de sua esposa e filhas”, escreveu o parlamentar na rede X (antigo Twitter).
Entenda a prisão
De acordo com informações da Polícia Federal (PF), Ramagem foi preso por questões migratórias em Orlando, na Flórida.
“A prisão é fruto da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Ele é acusado de integrar o núcleo central da trama que tinha como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes pediu a extradição de Ramagem para o início do cumprimento da pena. O processo está em tramitação na Justiça norte-americana.
Ramagem também aguarda a análise de um pedido de asilo político feito ao governo de Donald Trump.
Ofensiva do PL
Após a prisão, parlamentares do PL afirmaram ter protocolado, junto à embaixada dos Estados Unidos, um pedido de asilo político em favor de Ramagem.
A expectativa, no entanto, é que a prisão possa resultar na deportação por questões migratórias ou no avanço do processo de extradição solicitado pelo Brasil.
Durante o encontro, o grupo demonstrou cantos e danças típicas, além de expor o artesanato produzido pela comunidade
Foto: ACM
Na manhã desta segunda-feira (13), o prefeito José Ronaldo de Carvalho recebeu, no Paço Municipal Maria Quitéria, a visita de representantes do grupo Arunan Parrancó, integrantes da etnia Kariri-Xokó. Originários do estado de Alagoas, os indígenas realizaram uma apresentação cultural e compartilharam aspectos de suas tradições com o gestor municipal.
Durante o encontro, o grupo demonstrou cantos e danças típicas, além de expor o artesanato produzido pela comunidade. Na oportunidade, o prefeito interagiu com os visitantes e aprendeu expressões no dialeto nativo, como a palavra “ynatekié”, que significa “obrigado”.
A recepção foi acompanhada pelo presidente do Conselho das Comunidades Negras, Indígenas e Quilombolas de Feira de Santana, Aristides Maltez. Segundo ele, o trabalho do Conselho é fundamental para garantir o acolhimento desses grupos, que visitam a cidade periodicamente há mais de seis anos.
“A importância do Conselho é justamente fazer o acolhimento dessa etnia. Eles migram para cidades como Feira de Santana para realizar apresentações culturais e religiosas, mostrando sua identidade e viabilizando o sustento de suas famílias através da comercialização de artefatos”, explicou Maltez.
Fomento à Cultura e Sobrevivência
Devido às limitações de caça e pesca em seus territórios de origem, os Kariri-Xokó percorrem diversos municípios para angariar recursos. Em Feira de Santana, o grupo conta com o apoio da administração municipal para a realização de atividades em espaços públicos e escolas.
O apoio da Prefeitura Municipal de Feira de Santana reforça o compromisso da gestão com a diversidade cultural e o suporte às comunidades tradicionais. Os fundos arrecadados com a venda do artesanato e as contribuições voluntárias nas apresentações são destinados ao sustento de aproximadamente 600 famílias que vivem na aldeia em AlagoaS.
Com informações da Secretária de Comunicação Social (SECOM).
O estado tem 210.881 processos parados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Fachada do INSS Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Conseguir a sonhada aposentadoria é o desejo de grande parte dos brasileiros, mas a dor de cabeça até obter este direito tem sido cada vez mais constante. No início deste ano, cresceu o número de pessoas que aguardam a análise e concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Bahia tem 210.881 processos parados no INSS, aproximadamente 8% a mais em relação aos 193.761 registrados em outubro de 2025. O número faz com que o estado tenha a terceira maior fila de pessoas que aguardam a conclusão de seus requerimentos no Brasil e a primeira no Nordeste.
Entre as categorias, se destaca o número de pessoas na fila para receber benefício por incapacidade: 98.383, dos quais 38.270 solicitaram em até 45 dias e 60.114 há mais de 45 dias. O prazo máximo para análises de benefícios pelo INSS é, por lei, de 60 dias. O tempo previsto pela legislação para as perícias, por sua vez, é de 45 dias.
Com 1.014.296 solicitantes no aguardo, o Nordeste é a região com a maior fila de espera dos benefícios. A Bahia, com mais de 200 mil processos em análise ou parados, corresponde a 20,7% do índice da região.
Indeferimentos
O sinal de alerta, no entanto, está ligado para quem vai dar entrada, já que o número de benefícios negados no Brasil também bateu recorde. Quase 797 mil pedidos foram indeferidos em março, representando uma taxa de rejeição de 47%.
Os principais motivos para as negativas incluem falta de comprovação de incapacidade na perícia médica, não preenchimento dos critérios de renda para o BPC do Idoso (renda superior a 1/4 do salário mínimo por pessoa) e falta de tempo de contribuição ou idade para as novas regras de aposentadoria.
Para o coordenador do Sindicato dos Servidores Federais da Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Sindprev Bahia), Edivaldo Santa Rita, dois fatores centrais explicam o alto número de processos parados no INSS na Bahia: o déficit de servidores e as condições de funcionamento das agências no estado.
“Nos últimos anos, o INSS enfrentou uma redução significativa no quadro de funcionários, resultado de aposentadorias e da falta de reposição por meio de concursos públicos. Com menos servidores para analisar um volume crescente de pedidos, o sistema acaba sobrecarregado, o que impacta diretamente no tempo de resposta”, explica.
“Falta de estrutura adequada, limitações tecnológicas e dificuldades operacionais reduzem a capacidade
de atendimento e processamento dos requerimentos. Isso cria um efeito cascata: menos atendimentos realizados, mais processos acumulados e maior tempo de espera para a população”, complementa.
Indícios de mudança?
Após meses de gargalos e reclamações, há um motivo para os baianos respirarem um pouco mais aliviados. Dados oficiais divulgados no relatório de Transparência Previdenciária revelam que a fila de espera no estado encolheu no mês de março.
Se em fevereiro a Bahia somava mais de 227 mil pedidos travados, o mês de março fechou com 210.881 requerimentos na fila. A agilidade também impactou o relógio. O Tempo Médio de Concessão (TMC) para a região Nordeste, que havia disparado para 90 dias em fevereiro, caiu para 73 dias em março. No cenário nacional, a média de espera hoje é de 54 dias.
Dentre os processos em análise ou parados no estado, 90.301 solicitaram em até 45 dias, enquanto 120.580 há mais de 45 dias. A otimização na agilidade não esconde o fato de 57% dos baianos no recorte esperarem mais do que o tempo previsto pela legislação para as perícias.
Apesar da melhora, a maior parte da demanda baiana ainda se concentra em serviços complexos. Dos mais de 210 mil pedidos na fila do estado, cerca de 98 mil são para Benefícios por Incapacidade (como o antigo auxílio-doença) e mais de 62 mil são benefícios assistenciais (como o BPC/LOAS). As aposentadorias representam pouco mais de 23 mil pedidos aguardando resposta na Bahia.
Especialista em direito previdenciário, o advogado Lucas Muhana explica que a diminuição na fila de fevereiro para março acontece por uma oscilação natural. Não tem nenhum fator que explique localmente essa diferença, até porque as demandas entram em um sistema de julgamento unificado. Um pedido realizado na Bahia pode ser atendido no Acre, por exemplo”, disse.
Como dar entrada na aposentadoria
Dar entrada no benefício hoje é um processo majoritariamente digital. São poucos os casos em que o cidadão precisa ir diretamente a uma agência física. O requerimento pode ser feito de forma rápida pelo aplicativo ou portal Meu INSS, ou através da Central Telefônica 135 (que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h).
Em alguns casos, a concessão é automática e a apresentação de documentos é dispensada. Porém, caso haja exigências ou o cidadão queira anexar a documentação previamente, é recomendado ter em mãos a carteira de trabalho e outros documentos que possam comprovar os vínculos empregatícios e as contribuições, além de documento de identificação e comprovante de residência para atualização de cadastro.
Quando há pendências, o INSS envia uma notificação pelo próprio aplicativo Meu INSS indicando exatamente o que falta.
Se o atendimento presencial for estritamente necessário, é recomendado realizar o agendamento prévio. Em Salvador, o INSS conta com sete unidades de atendimento: Brotas, Odilon Dórea, Bonfim, Periperi, Centro, Itapuã e no SAC Salvador Shopping.
Qual o motivo da demora?
A demora na análise após dar entrada no INSS ocorre por uma série de fatores. Segundo o próprio órgão, o tempo de espera depende diretamente da quantidade de requerimentos na fila e da complexidade da vida laboral e contributiva de cada cidadão.
O tempo de espera gira em média de 60 a 90 dias. O prazo se alonga, principalmente, quando o segurado precisa apresentar documentos complementares para comprovar vínculos empregatícios antigos ou períodos de contribuição que não constam na base de dados original.
A regra atual para ter direito ao benefício foi estabelecida pela Emenda Constitucional 103, no ano de 2019. São necessários 62 anos de idade e 180 contribuições (15 anos) para a mulher e 65 anos de idade e 240 contribuições (20 anos) para os homens.
Além da regra geral, existem as regras de transição — também estabelecidas em 2019 —, que levam em consideração a idade e o tempo de contribuição de quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma. O INSS disponibiliza um simulador de aposentadoria no aplicativo e a ferramenta aponta as condições necessárias e as que já foram alcançadas em todas as regras.
Busca por tratamento para engravidar reflete tendência crescente de adiar a maternidade
Foto: divulgação
A busca crescente por tratamentos de reprodução assistida para ter filhos reflete uma tendência da sociedade atual: mulheres cada vez mais adiam seu projeto de maternidade. Na Bahia, em 2025, foram realizados 1185 ciclos de Fertilização in Vitro, sendo 316 pacientes com menos de 35 anos e 869 com mais de 35 anos. Os números são do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), vinculado a ANVISA, e mostram que 73,64% dos ciclos na Bahia foram realizados por mulheres acima dos 35 anos. “A mulher moderna, geralmente, prioriza os estudos e a carreira profissional e decide engravidar, muitas vezes, em idade mais avançada, quando sua fertilidade já começou a declinar”, afirma o ginecologista Joaquim Lopes, da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.
“No passado, mulheres costumavam ter filhos ainda muito jovens, por volta dos 20 anos, mas atualmente é comum terem seu primeiro filho após os 35 anos”, lembra Joaquim Lopes. A idade da mulher é, no entanto, um dos fatores naturais que comprometem a sua capacidade reprodutiva. Uma mulher nasce com um a dois milhões de óvulos (oócitos) e, ao contrário do homem que produz espermatozoides durante toda a vida, a mulher não produz novos óvulos e seu estoque vai diminuindo ao longo da vida até a menopausa. Apartir dos 35 anos, a quantidade e a qualidade dos óvulos começam a cair de forma acelerada até a falência ovariana total. Justamente a partir dessa idade, quando a fertilidade entra em declínio, que muitas mulheres começam a pensar em ter seu primeiro filho. “Algumas mulheres com ciclo menstrual regular e boa condição de saúde reprodutiva consegue engravidar espontaneamente mesmo com mais 40 anos, no entanto, boa parte dos casos precisa recorrer a ajuda especializada”, esclarece Joaquim Lopes.
Além dos números locais, o Brasil lidera a Reprodução Assistida na América Latina, de acordo com REDLARA – Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (REDLARA), instituição científica e educacional, que agrupa mais de 90% dos centros que realizam técnicas de reprodução assistida na região. Dos mais de 200 centros de medicina reprodutiva que integram a instituição, 70 ficam no Brasil.
No último ano (2025), foram realizados 62.951 ciclos de Fertilização in Vitro no país, de acordo com o SisEmbrio.
Gravidez após os 40 anos
Quando a gravidez não vem espontaneamente, é possível contar com as técnicas de reprodução assistida, especialmente a Fertilização in Vitro (FIV), para engravidar após os 40 anos. Segundo Joaquim Lopes, um dos primeiros passos é avaliar a reserva ovariana da mulher e sua condição geral de saúde.
O médico também destaca a possibilidade de congelamento de óvulos para a mulher que deseja adiar sua maternidade, seja por motivos profissionais ou pessoais. As técnicas de preservação da fertilidade, como a criopreservação de óvulos através do método de vitrificação, são eficazes e seguras. “O ideal é que o congelamento seja realizado até os 35 anos, embora após essa idade a paciente possa também recorrer a um aconselhamento reprodutivo para avaliar a possibilidade de preservação da fertilidade” recomenda.
Outra opção a ser considerada é o congelamento de embriões para futura implantação no útero. Nesse caso, é feito o procedimento de Fertilização in Vitro. Os óvulos coletados são fertilizados com o espermatozoide do parceiro ou sêmen de doador e os embriões obtidos são congelados para serem implantados no momento que a paciente decidir pela gravidez. A indicação de cada técnica é individualizada e depende de vários aspectos, que devem ser alinhados adequadamente entre a paciente e o especialista em medicina reprodutiva.
Quando buscar ajuda?
Uma mulher com menos de 30 anos e vida sexual ativa, que deseja ser mãe, pode esperar até dois anos para que aconteça a gravidez se ela já foi avaliada por um especialista e não apresenta nenhum problema que possa afetar sua fertilidade. Caso a mulher tenha mais de 30 anos não deve aguardar mais que um ano para iniciar uma investigação com o especialista. Se atingiu 35 anos, o prazo de espera não deve ultrapassar seis meses. Após os 40 anos de idade, se a mulher deseja engravidar, ela deve iniciar a investigação da sua capacidade fértil imediatamente. “A investigação do parceiro também é essencial para a avaliação precisa das causas da infertilidade e a indicação do tratamento adequado”, explica Joaquim Lopes.
Sobre a Huntington Cenafert
Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.
Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida. O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples – solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.
A Huntington Cenafert integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.
Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce para evitar perda visual irreversível e outras complicações graves
Foto: divulgação
Abril é marcado pela campanha Abril Marrom, dedicada à conscientização sobre a cegueira e as deficiências visuais. Mais do que falar sobre condições comuns, o período também abre espaço para discutir doenças raras e potencialmente incapacitantes, como a Neuromielite Óptica (NMO), que pode causar perda visual severa e até paralisia quando não diagnosticada e tratada a tempo.
A Neuromielite Óptica é uma doença autoimune inflamatória que afeta principalmente o nervo óptico e a medula espinhal. Por ser rara e, muitas vezes, confundida com outras doenças neurológicas, como a esclerose múltipla, o diagnóstico costuma ser tardio, o que aumenta significativamente o risco de sequelas permanentes.
Os primeiros sinais da doença podem incluir dor ocular, perda súbita da visão em um ou ambos os olhos, fraqueza muscular e alterações na sensibilidade. Em muitos casos, os episódios são recorrentes e progressivos, agravando o quadro clínico ao longo do tempo.
A paciente Marcela Mustefaga, psicóloga e cofundadora da NMO Brasil, tem visão monocular e relata sobre a perda visual. “Quando percebi meu olho ficando embaçado, com dor e a visão sumindo, imaginei que um colírio resolveria. Existe uma ideia comum de que problemas nos olhos são simples, mas não são. Quando perdi a visão de um olho e, em dois momentos, fiquei completamente sem enxergar, entendi o quanto a visão é preciosa. Não é só sobre se localizar ou se mover com segurança, mas sobre valorizar as cores, olhar para quem você ama e querer guardar cada detalhe. Hoje, além das adaptações físicas, convivo com a ansiedade e o medo de uma nova crise”, conta.
Segundo o neuro-oftalmologista Dr. Wander Borges, o diagnóstico precoce é determinante para preservar a visão, especialmente em doenças como a NMO, que evoluem rapidamente. “A perda visual na neuromielite óptica ocorre de forma aguda e severa, podendo se instalar em poucas horas ou dias. Diferente de outras doenças oculares mais comuns, que costumam evoluir lentamente, a NMO pode levar a uma redução intensa da visão em um curto período, muitas vezes acompanhada de dor ocular. Por isso, é fundamental suspeitar precocemente da doença, já que existe uma janela terapêutica nos primeiros dias que pode evitar danos irreversíveis”, explica.
O especialista também reforça que grande parte dos casos de cegueira poderia ser evitada com acompanhamento adequado. “Mais de 60% dos casos de cegueira são evitáveis. Sintomas como visão embaçada persistente, perda de campo visual e surgimento de manchas escuras devem ser investigados o quanto antes. Além disso, pessoas com diabetes precisam de acompanhamento oftalmológico regular, e avaliações de rotina são essenciais a partir dos 40 anos, principalmente para diagnóstico precoce do glaucoma”, orienta.
Outro ponto de atenção é que muitos sinais iniciais acabam sendo ignorados. Dor nos olhos e visão embaçada, por exemplo, são frequentemente associados ao cansaço ou estresse, o que pode atrasar a busca por atendimento médico, algo especialmente perigoso em quadros inflamatórios do nervo óptico.
Para Marcela, essas campanhas de conscientização são essenciais não apenas para prevenção, mas também para ampliar o entendimento da sociedade sobre as deficiências visuais. “O Abril Marrom é um alerta importante para o autocuidado da visão. Mesmo que a NMO não tenha prevenção, existem outras doenças que podem ser evitadas com atenção. Além disso, é fundamental lembrar que nem toda deficiência é visível. No caso da NMO, o olho pode parecer normal, mas a pessoa pode ter baixa visão ou não enxergar de um dos olhos, o que ainda gera julgamentos e falta de compreensão no dia a dia”, destaca.
Sobre a NMO Brasil – Associação Brasileira de Pacientes de Neuromielite Óptica e Doenças do seu Espectro
Fundada em 2014 por pacientes, a NMO Brasil é uma referência para pacientes, profissionais de saúde e para a sociedade, além de nortear o Março Verde no Brasil e integrar a mobilização global em relação à Neuromielite Óptica. A entidade atua na conscientização da sociedade, no apoio a pacientes e familiares e na articulação por políticas públicas e acesso a tratamento, sendo referência no Brasil na mobilização em torno do Março Verde e do Dia Mundial da NMOSD.
Manifestações de defesa e oposição na Bahia | Fotos: Reprodução / Bahia Notícias
Uma pesquisa do instituto Datafolha aponta que a maioria dos brasileiros defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar, em vez de retornar ao regime fechado. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro deve permanecer em prisão domiciliar, enquanto 37% defendem que ele volte para um presídio. Outros 5% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios do país entre terça-feira (7) e quinta-feira (9) de abril, e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. No recorte regional, o Nordeste aparece dividido: 48% defendem a manutenção da prisão domiciliar, enquanto 47% preferem o retorno ao regime fechado, o que configura empate técnico dentro da margem de erro.
A defesa solicitou a prisão domiciliar após Bolsonaro ser internado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, associada a crises de soluço. O pedido foi aceito pelo STF em caráter humanitário. A decisão determina o uso de tornozeleira eletrônica e proíbe Bolsonaro de usar redes sociais ou produzir conteúdos em áudio e vídeo.
Também há restrição de circulação e proibição de aglomerações em um raio de um quilômetro da residência. Visitas são limitadas: familiares seguem regras semelhantes às da unidade prisional anterior, enquanto advogados têm acesso diário e médicos podem atendê-lo sem restrição. Outras visitas estão proibidas durante o período da medida.
O Datafolha também identificou diferenças entre grupos sociais e políticos. Entre pessoas com mais de 60 anos, 61% defendem a prisão domiciliar. Já entre empresários, esse índice chega a 81%. Por outro lado, 44% dos jovens de 16 a 24 anos e 42% dos desempregados defendem o retorno ao presídio.
Entre eleitores que se declaram de centro, 53% apoiam a prisão domiciliar e 41% preferem o regime fechado. Já entre os mais alinhados ao bolsonarismo, 94% defendem a manutenção da prisão em casa, enquanto entre os mais identificados com o petismo, 68% querem a volta ao presídio.
O levantamento também mostra diferenças entre potenciais eleitorados: entre quem declara intenção de votar em Lula (PT), 66% defendem o retorno à prisão, enquanto entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 93% apoiam a permanência em casa.
A missão Artemis II foi concluída com sucesso após cerca de dez dias de viagem, consolidando mais um passo importante na retomada das missões tripuladas à Lua. A cápsula Orion pousou no Oceano Pacífico, onde equipes de resgate já estavam posicionadas para garantir a retirada segura dos astronautas.
A fase mais crítica da operação ocorreu durante a reentrada na atmosfera terrestre. Nesse momento, a nave enfrentou velocidades extremamente elevadas e temperaturas intensas, exigindo o pleno funcionamento dos sistemas de proteção térmica. A desaceleração foi realizada com o auxílio de paraquedas, permitindo um pouso controlado e seguro no mar.
A bordo estavam quatro astronautas, que passaram por avaliações médicas logo após o resgate, conforme os protocolos estabelecidos pela NASA. Durante a missão, a tripulação realizou uma trajetória ao redor da Lua, contribuindo para testes fundamentais de navegação, comunicação e desempenho da espaçonave.
O sucesso da Artemis II representa um avanço estratégico para futuras missões do programa espacial. A iniciativa tem como objetivo levar novamente seres humanos à superfície lunar e abrir caminho para explorações mais longas, incluindo possíveis viagens tripuladas a Marte.