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Revista divulgou gravação e documentos em que ex-banqueiro relata supostos pagamentos ao Instituto Lula e negociação envolvendo fundos de pensão federais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em um áudio divulgado pela revista Veja nesta sexta-feira (9), que teria destinado R$ 30 milhões em dinheiro vivo à produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a publicação, a gravação também menciona repasses ao Instituto Lula e uma suposta negociação envolvendo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

De acordo com a reportagem, Vorcaro relatou que seu então sócio, Augusto Lima, teria negociado os pagamentos com Vaccari para facilitar o acesso do Banco Master a fundos de pensão de servidores públicos federais. O relato menciona recursos ligados a instituições como Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e Correios.

Na gravação, Vorcaro afirma que o dinheiro destinado ao documentário sobre Lula teria sido repassado de maneira irregular. Ele também menciona um pagamento ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto.

Ainda segundo a Veja, a negociação envolveria uma suposta cobrança de 10% sobre os valores captados junto aos fundos de previdência. Caso a operação tivesse sido concluída nos termos relatados, os pagamentos poderiam alcançar cifras bilionárias.

Lula nega ter recebido vantagens

Em declaração à revista, Lula negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira de Vorcaro, além de afirmar que não autorizou terceiros a receber recursos em seu nome.

O caso ganhou repercussão após a divulgação do áudio e dos documentos apresentados pela publicação. As informações relatadas por Vorcaro constituem alegações que precisam ser verificadas pelas autoridades e não representam, por si só, comprovação judicial dos supostos pagamentos ou de irregularidades.

A reportagem também cita o ministro Alexandre Padilha. Segundo a publicação, ele e outros nomes mencionados no relato foram procurados ou tiveram suas posições registradas pela revista.


De janeiro a 15 de setembro de 2026, foram registradas, na Bahia, 1.847 prisões decorrentes do uso da tecnologia de Reconhecimento Facial por câmeras. Desse total, 870 (47,10%) foram tipificadas como prisão civil de pais inadimplentes com a pensão alimentícia de seus filhos, dentre as quais 285 ocorridas em grandes eventos, tais como Carnaval, festas de São João e em estádios de futebol, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP).

Desde a implantação do Sistema de Reconhecimento Facial no estado, em 2019, até 2026, foram registradas 6.293 prisões feitas a partir da utilização desta ferramenta. De acordo com o superintendente de Telecomunicações da SSP, coronel André Borges, “2.025 (32,17%) dessas prisões foram de pais que não estavam pagando a seus filhos os valores determinados judicialmente”.

“Essa atuação proporciona às mães e responsáveis que enfrentam as dificuldades decorrentes do não cumprimento das obrigações alimentares a esperança de que as decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas, contribuindo para a garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes e para a proteção daqueles que dependem desses recursos para sua subsistência”, salienta o coronel.

Atualmente, a SSP dispõe de um parque tecnológico composto por aproximadamente 1.200 câmeras de Reconhecimento Facial, distribuídas em 81 municípios baianos. A tecnologia utiliza como fonte de informação o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Desde a implantação do sistema, em 2019, a tecnologia foi estruturada para atuar sobre os mandados de prisão, observados os registros e as condições de validade constantes do referido sistema. Dessa forma, os alertas produzidos pelo Reconhecimento Facial podem decorrer de diferentes modalidades de mandados de prisão, não havendo, em sua concepção, limitação originária quanto à espécie do mandado.

Atendimento gratuito
A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) oferece atendimento gratuito especializado para mães que sofrem com a inadimplência de pais que não pagam a pensão de seus filhos. “A DPE-BA auxilia as mães, através de orientações, bem como através das tentativas de conciliação e mediação extrajudiciais com os genitores das crianças, e também ingressa com ações de alimentos (para quem não tem pensão fixada) e execução de alimentos (cobrança de prestações já fixadas em atraso)”, esclarece a defensora pública Suellen Bury, coordenadora da Especializada de Família e Sucessões de Salvador.

A coordenadora informa ainda que, na capital baiana, em 2025, a DPE-BA esteve à frente de 8.875 ações de alimentos e 1.202 execuções. Até abril deste ano, foram 2.683 ações de alimentos e 416 execuções. O atendimento na DPE-BA pode ser feito por telefone, ligando para 129 ou acessando o site https://www.defensoria.ba.def.br/.

Direitos Humanos
A superintendente de Apoio e Defesa de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Trícia Calmon, explica que alguns homens que são detidos por deverem verba alimentícia a seus filhos procuram a Secretaria, por intermédio de seus familiares, por reconhecerem que o órgão pode atuar como mediador. Ela ressalta que, primeiramente, é observado se as condições em que ele foi preso foram corretas.

“Nós atuamos na tentativa de abreviar o tempo de permanência deles em estado de prisão, na medida em que tenham comprovado que os valores devidos já foram pagos, a fim de que ali permaneçam o mínimo de tempo possível”, aponta.

Segundo a gestora, quando eles ainda estão em débito, as famílias não negam a dívida, mas buscam o auxílio da SJDH para agilizar o processo de soltura. “Quando eles conseguem realizar o pagamento, muitas vezes ainda demora um ou dois dias para serem soltos, por conta dos trâmites legais. E nós procuramos mediar a situação”, diz.

Trícia Calmon considera positiva a introdução de elementos de tecnologia para a realização dessas prisões, na medida em que reduz incursões ostensivas e garante mais celeridade. “É importante salientar que a prisão por dívida de pensão alimentícia se dá por via civil e não criminal. Trata-se de medida coercitiva. Isso garante o direito das crianças e das mulheres, que muitas vezes assumem sozinhas as responsabilidades das despesas com os filhos”, observa.

Foto: Divulgação SSP


A propaganda eleitoral na televisão volta nesta sexta-feira (9) com estratégias distintas dos candidatos à Presidência no segundo turno. Lula (PT) deve reforçar o discurso de que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) ameaça programas sociais, enquanto o senador pretende se apresentar como alternativa de mudança ao atual governo.

Na quinta-feira (8), Lula publicou nas redes sociais um vídeo direcionado aos eleitores que não votaram nem nele nem em Flávio no primeiro turno. A peça tenta atrair indecisos e eleitores que ainda não escolheram um dos candidatos e afirma que, se o senador vencer, a população perderá benefícios como Farmácia Popular, atendimento com especialistas no Sistema Único de Saúde (SUS) e acesso ao tratamento com canetas emagrecedoras.

Segundo integrantes da campanha petista, a propaganda na televisão seguirá a mesma linha, com menções ao Bolsa Família e ao SUS. Lula também deve destacar a promessa de ampliar programas sociais em um eventual novo mandato.

Flávio aposta em propostas e no discurso de mudança

Do lado do PL, a previsão é que a primeira propaganda tenha um tom mais propositivo, com apresentação de propostas e tentativa de rebater o que aliados classificam como “narrativas” sobre o senador nas redes sociais.

A estratégia é reforçar o discurso de mudança e conquistar eleitores insatisfeitos com o governo Lula. De acordo com aliados de Flávio, as primeiras peças devem construir uma imagem positiva do candidato, enquanto as seguintes poderão adotar um tom mais crítico à gestão petista.

Como funciona a propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral gratuita será exibida até 23 de outubro, dois dias antes da votação, marcada para 25 de outubro. Na disputa presidencial, Lula e Flávio terão cinco minutos cada por bloco, totalizando dez minutos de programa.

A ordem de exibição começa pelo candidato que recebeu mais votos no primeiro turno, com alternância nas apresentações seguintes. Como Flávio terminou a primeira etapa da eleição à frente de Lula, o senador terá a primeira propaganda exibida.

Os programas presidenciais serão transmitidos de segunda-feira a sábado, das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 no rádio. Na televisão, os horários serão das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

Nos estados em que haverá segundo turno para governador, os candidatos também terão cinco minutos cada por bloco. A disputa estadual ocorrerá no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.

Além dos programas em rede, os candidatos terão inserções ao longo da programação das emissoras, com duração de 30 a 60 segundos, veiculadas entre 5h e meia-noite.

Na Metropole, o Jornal da Bahia passará a começar às 7h10, logo após o primeiro bloco de propaganda eleitoral, exibido das 7h às 7h10. Já o Jornal da Metropole no Ar será transmitido a partir das 12h10, depois do segundo bloco, que vai ao ar das 12h às 12h10. A propaganda eleitoral para presidente será exibida de segunda a sábado, com 10 minutos diários em cada bloco, divididos igualmente entre os dois candidatos.

*Metro1
Foto: Ricardo Stuckert/Vittor Sales


Um princípio de incêndio registrado na noite desta quinta-feira (8), na feira-livre da Estação Nova, em Feira de Santana, foi controlado em poucos minutos após a chegada do Corpo de Bombeiros. O fogo começou por volta das 19h, em uma barraca de bebidas, e atingiu também uma barraca de alimentos.

A Guarda Municipal foi acionada e prestou apoio à ocorrência. O secretário municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, Silvaney Araújo, também esteve no local pouco tempo depois do incidente para acompanhar a situação.

Silvaney destacou a rápida atuação do Corpo de Bombeiros e agradeceu o apoio da Guarda Municipal. “Felizmente, o fogo foi controlado rapidamente. Não houve vítimas ou feridos. A causa e a origem do incêndio serão investigadas”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (Seagri) é responsável pela administração das feiras-livres e acompanha a situação na Estação Nova.

*Secom
Foto: Divulgação Seagri


O Bahia sofreu um gol aos seis minutos de bola rolando e acabou sendo derrotado pelo Palmeiras por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (8), no Nubank Parque, pelo encerramento da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O placar foi definido por Flaco López.

Com o resultado negativo, o Tricolor estaciona nos 46 pontos e deixou o G-5 da tabela de classificação ao cair para o sexto lugar, sendo ultrapassado pelo Cruzeiro, que tem 48. Vice-líder, o Verdão chegou a 60, um a menos do que o Flamengo, que é o primeiro.

No próximo domingo (11), às 19h30, o Bahia recebe a visita do Mirassol, na Arena Fonte Nova, pela 30ª rodada do Brasileirão.

O JOGO

O Palmeiras abriu o placar aos seis minutos de bola rolando. Cobrança de escanteio de Andreas Pereira, que mandou quase fora da grande área, mas Alexander Barboza cabeceou para o miolo da pequena área e o atacante argentino completou, também de cabeça, na saída de Ronaldo para o fundo das redes. Palmeiras 1×0 Bahia

O Tricolor ainda foi salvo pela trave aos 14 minutos. Vitor Roque arrancou, invadiu a área e finalizou rasteiro no poste. Marlon Freitas pegou o rebote, mas chutou fraco e Ronaldo fez a defesa. Dois minutos depois, Andreas Pereira cruzou rasteiro para a pequena área, mas Flaco López chegou atrasado e não conseguiu completar.

O time paulista carimbou a trave do Tricolor novamente aos 23 minutos, desta vez com Andreas Pereira, que finalizou do meio da rua. Mas a arbitragem apontou posição irregular do ataque mandante e invalidou o lance.

O Tricolor só foi assustar o adversário aos 32 minutos. Cruzamento de Kike Olivera pelo lado direito e Erick Pulga quase consegue chegar para tentar o desvio. Aos 38, Ronaldo salvou o Esquadrão de Aço ao espalmar o chute na área de Marlon Freitas.

A primeira finalização do Bahia saiu aos 46 minutos no chute de Jean Lucas da entrada da área, que passou pelo lado da meta do goleiro Carlos Miguel.

Os dois times voltaram dos vestiários com as mesmas formações da etapa complementar.

O Tricolor chegou ao ataque aos seis minutos. Kike mandou a bola na área, mas Pulga teve a finalização travada por Murilo. Na sequência, Jean Lucas fez o cruzamento e o camisa 16 tentou novamente, mas cabeceou por cima da meta paulista.

Ronaldo fez grande defesa aos 27 minutos. Tabela dos palmeirenses, a bola chegou em Sosa, que bateu, mas o goleiro do Tricolor deu um tapa e desviou para fora. Dois minutos depois, o time baiano foi salvo por Arias, que acabou ficando na frente na finalização de Sosa com o gol vazio.

Aos 37 minutos, Ronaldo fez outra boa intervenção para impedir o segundo gol dos paulistas. Desta vez, ele defendeu o chute de Arias. No minuto seguinte, o arqueiro espalmou a batida de Sosa da entrada da área.

O Esquadrão de Aço colocou Carlos Miguel para trabalhar pela primeira vez no jogo aos 40 minutos. Erick soltou a bomba da entrada da área e obrigou o goleiro a fazer a defesa.

*Metro1
Foto: Letícia Martins/EC Bahia


Nesta quinta-feira (8), por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o pedido de Anthony Garotinho (Republicanos) de desistência do recurso apresentado à Corte e confirmou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que indeferiu seu registro de candidatura ao cargo de governador do estado nas Eleições Gerais de 2026. Já por maioria (5 a 2), o Colegiado determinou a anulação definitiva dos votos atribuídos ao candidato e a retotalização da votação na eleição majoritária para governador.

Ficaram vencidos os ministros Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior, que votaram pela manutenção dos votos obtidos pelo candidato.

Em seu voto, o ministro relator, Floriano de Azevedo Marques, reconheceu que o registro de candidatura de Anthony Garotinho foi indeferido em razão da ausência de condições de elegibilidade atinentes ao pleno exercício dos direitos políticos, decorrente da condenação por ato doloso de improbidade administrativa, e de filiação partidária. Entretanto, afastou a incidência da causa de inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso I, alínea “l”, da Lei Complementar nº 64/1990.

Ao rejeitar o pedido de desistência do recurso ordinário interposto pelo candidato sob a alegação de que a parte pode desistir a qualquer tempo do apelo – independentemente da anuência da parte recorrida –, o relator reiterou que a orientação da Justiça Eleitoral é pela inviabilidade da desistência do recurso quando já transcorrido o pleito, em razão do potencial de interferir no resultado das eleições.

JULGAMENTO
Por unanimidade, o Plenário rejeitou a preliminar e não homologou o pedido de desistência do recurso ordinário eleitoral. No mérito, por maioria, o Colegiado deu parcial provimento ao recurso para a aplicação da Lei Complementar nº 219/2025, afastando a causa de inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso I, alínea “l”, da Lei Complementar nº 64/1990.

O Tribunal manteve, contudo, o indeferimento do registro de candidatura ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro nas Eleições 2026 por ausência das condições de elegibilidade relativas à plenitude dos direitos políticos e à filiação partidária, previstas no artigo 14, parágrafo 3º, incisos II e V, da Constituição Federal.

A maioria dos ministros, então, votou no sentido de declarar nulos os votos atribuídos ao recorrente, determinando o “cessar da situação sub judice da candidatura e a imediata comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para as providências cabíveis, inclusive a retotalização dos votos da eleição majoritária para governador, com a exclusão dos votos atribuídos ao candidato Anthony Garotinho na base de cálculo da votação válida”.

Ficaram vencidos os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, que abriu divergência, e Sebastião Reis Júnior, que o acompanhou. Cueva julgou prejudicados o recurso e o pedido de desistência, em virtude da perda superveniente do objeto, devendo, segundo ele, ser preservados os efeitos da totalização do primeiro turno para fins da realização do segundo turno eleitoral, considerando que nenhuma das chapas alcançou a maioria absoluta dos votos.

SEGUNDO TURNO
Durante a sessão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, chamou atenção para a complexidade logística que envolve a preparação do segundo turno das Eleições 2026. O magistrado explicou que a migração dos equipamentos exige precisão cirúrgica de prazos, já que o sistema eletrônico de votação associa de forma integrada todas as eleições do país a um único pleito.

– O sistema eletrônico de votação brasileiro é baseado em marcos e procedimentos necessários à segurança e ao correto fluxo de informações, de modo que todas as urnas eletrônicas do país tenham as informações corretas de candidatos, eleitores, partidos entre outros – frisou.

De acordo com o presidente da Corte, a definição definitiva e irretratável sobre quais estados terão segundo turno para o cargo de governador deve ocorrer impreterivelmente até esta quinta-feira.

– Qualquer dia de atraso afetará a logística dos tribunais regionais eleitorais, interferindo na geração de mídias de segundo turno, na logística de transporte dessas mídias ou urnas aos locais de preparação e, posteriormente, aos locais de votação – salientou.

Kassio Nunes Marques pontuou que eventuais atrasos nessa definição comprometem diretamente a logística dos tribunais regionais eleitorais (TREs), interferindo desde a geração e o transporte das mídias técnicas até a distribuição das quase 500 mil urnas eletrônicas para os locais de votação, o que inclui rotas complexas de transporte fluvial e terrestre.

Por fim, o ministro ressaltou que, uma vez iniciada a preparação técnica das urnas, alterações posteriores nos quadros de candidatos ou na própria realização de novas votações tornam-se inviáveis sob os aspectos temporal e material. Segundo ele, a Justiça Eleitoral conta com um estoque restrito de lacres de segurança planejado apenas para situações pontuais, impossibilitando uma eventual terceira rodada de preparação generalizada dos equipamentos.

*Com informações do TSE
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE


Terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2026, o escritor Augusto Cury (Avante) conversou com Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (8/10) e decidiu apoiar o senador no segundo turno.

Segundo apurou a coluna, Flávio e Cury conversaram por chamada de videochamada. Na conversa, o escritor pediu ao senador para assumir alguns compromissos por escrito, o que Flávio topou.

Na carta assinada por Flávio, o presidenciável do PL se comprometeu com temas como o fim da reeleição para presidente da República, a proteção às mulheres e pela pacificação nacional.

Ao todo foram oito compromissos assumidos. A maioria deles com a promessa do candidato em defender “revoluções” em áreas como a telemedicina, na agricultura e produção de alimentos, e no cooperativismo.

O anúncio oficial, segundo apurou a coluna, deve acontecer por meio de um vídeo a ser gravado por Cury nas próximas horas. O escritor, como noticiou a coluna, está em viagem para a Europa.

Logo após o primeiro turno, Augusto Cury evitou anunciar apoio. Em entrevista à imprensa na noite do domingo (4/10), o escritor disse que silenciaria sobre o segundo turno

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso”, disse no domingo.
Augusto Cury obteve 3.448.569 votos no primeiro turno, o equivalente a apenas 2,89% dos votos válidos. Com isso, ficou em terceiro, atrás de Lula e de Flávio Bolsonaro.

*Metrópoles
Foto: Hugo Barreto


Feira de Santana aderiu à iniciativa AdaptaCidades, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), voltada ao fortalecimento da capacidade dos municípios para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O Termo de Adesão foi assinado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e tem vigência inicial de 36 meses.

A iniciativa integra o Programa Cidades Verdes Resilientes, instituído pelo Governo Federal, e prevê apoio técnico e capacitação para que os municípios participantes desenvolvam planos ou estratégias de adaptação às mudanças do clima, considerando suas características e capacidades locais.

Com a adesão, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMMAM) será responsável pela operacionalização das ações em Feira de Santana e pela coordenação do processo de elaboração do Plano Municipal de Adaptação à Mudança do Clima.

Entre as primeiras medidas previstas está a formação de uma equipe técnica municipal, com no mínimo quatro integrantes, que participará de capacitações e atividades de acompanhamento promovidas no âmbito da iniciativa.

O município também deverá realizar, no prazo de até 90 dias, uma reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente ou fórum específico, com participação da sociedade civil, para apresentação da iniciativa AdaptaCidades.

Apoio técnico do Governo Federal

Por meio da iniciativa, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima oferecerá capacitação virtual e oficinas presenciais para a equipe indicada pelo município, além de suporte técnico e mentoria para a elaboração do plano de adaptação.

O Governo Federal também disponibilizará metodologias, conhecimentos e ferramentas para apoiar o planejamento municipal, além de acompanhar a execução das ações.

Após a ratificação do termo, Feira de Santana estará apta a receber apoio inicial destinado ao fortalecimento da capacidade institucional do município para a elaboração de planos municipais de adaptação e resiliência climática.

Como parte dos compromissos assumidos, o município deverá apresentar ao Ministério do Meio Ambiente, em até 30 dias após a publicação do Termo de Adesão, um plano de trabalho elaborado a partir de modelo fornecido pelo Governo Federal.

A adesão representa mais uma etapa no planejamento de políticas públicas voltadas à prevenção e à redução dos impactos associados às mudanças climáticas, com participação do poder público e da sociedade civil na construção das estratégias municipais.

*Secom


A Bahia deve enfrentar, nos próximos dez dias, temperaturas elevadas, umidade do ar muito baixa e pouca ocorrência de chuva na maior parte do estado, segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Em municípios do centro-oeste baiano, os termômetros podem superar os 41 °C, enquanto a umidade relativa pode ficar abaixo de 15%. O cenário é considerado crítico e eleva os riscos de incêndios florestais e de problemas de saúde.

A condição de tempo seco deve continuar até o começo da segunda quinzena de outubro. Entre os dias 10 e 15, a previsão aponta predomínio de sol e pouca chuva em grande parte da Bahia. No centro-leste, podem ocorrer precipitações rápidas e isoladas, mas sem expectativa de acumulados relevantes. As temperaturas devem continuar acima dos padrões habituais.

A partir do dia 17, a possibilidade de chuva aumenta em áreas do sul e do oeste baiano. Entre os dias 15 e 20, o centro-oeste tende a apresentar maior instabilidade, com chance de volumes mais elevados no oeste. Já no centro-leste, a previsão indica precipitações fracas e pontuais.

A previsão climática para o trimestre também aponta maior possibilidade de chuva abaixo da média histórica no centro-sul do estado. No centro-norte e no nordeste baiano, o período coincide com a estação seca, o que reduz ainda mais a expectativa de precipitações.

Outro fator que interfere nas condições meteorológicas é o El Niño. Na Bahia, a tendência é de calor acima da média. Por outro lado, as condições observadas no Atlântico Tropical podem favorecer a formação de chuvas em algumas áreas do Nordeste, incluindo o estado, principalmente com o avanço da estação chuvosa.

*Metro1
Foto: Magnific


A primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais apontou que Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio ficou 1,88 ponto percentual à frente do petista. Agora, sem os demais concorrentes, o candidato do PL chegou a 3,12 pontos percentuais.

No levantamento realizado pelo instituto Veritá, Flávio foi citado por 51,56% dos eleitores ouvidos, enquanto Lula foi o escolhido por 48,44%. A empresa ouviu 40.500 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal. O resultado foi divulgado por meio das redes sociais da empresa.

O levantamento foi publicado inicialmente na noite de segunda-feira (5), um dia após o primeiro turno, mas, em poucos minutos, a publicação saiu do ar. A Veritá disse que não foi informada sobre o motivo da retirada temporária do conteúdo das redes.

— As duas publicações previstas para as 20 horas foram postadas, mas permaneceram visíveis ao público por apenas alguns minutos, passando depois a aparecer somente para os administradores do perfil. (…) Nesse curto período, os informativos alcançaram cerca de meio milhão de visualizações em menos de dez minutos. Ainda não sabemos o motivo da restrição — disse.

O instituto alcançou o melhor nível de acerto do primeiro turno entre as demais pesquisadoras. A Veritá apontava que Flávio teria 47% e Lula, 45%, praticamente cravando o resultado. Gerp e Futura/100% Cidades também obtiveram excelentes índices.

A pesquisa divulgada nesta semana ouviu os 40.500 eleitores entre os dias 26 de setembro e 2 de outubro. As margens de erro variam entre 2 e 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa consta no TSE sob os seguintes registros: BR-02268, BR-09649, BR-08027, BR-05342, BR-029816, BR-08782, BR-08274, BR-01346, BR-05946, BR-01770, BR-09434, BR-02068, BR-06095, BR-09847, BR-03172, BR-06091, BR-02454, BR-01993, BR-00437, BR-05406, BR-02958, BR-09126, BR-01717, BR-00261, BR-04355, BR-01487 e BR-09668/2026.

*Pleno.News
Fotos: Flávio Bolsonaro – Andressa Anholete/Agência Senado; Lula – EFE/EPA/HANNIBAL HANSCHKE