A guerra entre Rússia e Ucrânia se intensificou nas últimas semanas, com novos ataques aéreos, explosões e acusações de crimes de guerra dos dois lados. O aumento da tensão reflete diretamente em temores por parte do mercado, que age com cautela em razão de dependências energéticas da Europa com os russos, de investidas mais intensas contra países do Ocidente e por conta das ameaças nucleares.
Um dos pontos que os países têm focado recentemente é a destruição da infraestrutura do inimigo. A ponte que liga a Crimeia à Rússia foi destruída no início do mês, o que levou a retaliações por parte de Moscou. A Rússia também destruiu 30% das usinas de energia e água da Ucrânia, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Mas foi o repentino rompimento dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, as maiores rotas para o gás russo para a Europa, que preocuparam o Ocidente.
Uma investigação preliminar de danos indicou que as danificações ocorreram por conta de “explosões poderosas”, mas o Kremlin nega ter sido o autor dos vazamentos e disse que as investigações foram montadas com a intenção de culpar falsamente a Rússia. Seja como for, fato é que os europeus vão enfrentar um inverno em meio às retaliações russas de corte de energia.
“A Rússia teve as relações econômicas cortadas com os países da Europa, e devido ao que já foi feito acho difícil essa relação voltar nas próximas décadas. Mas a Europa vai conseguir enfrentar relativamente bem esse inverno, conseguiu se precaver a tempo e acumular energia o suficiente”, disse Roberto Attuch, CEO e fundador da OHM Research.
Segundo ele, o fornecimento de gás aos europeus é mais preocupante a partir do próximo inverno, em 2023. A participação da Rússia nas importações de gás natural do bloco caiu de 36% em outubro passado para apenas 9% um ano depois, mostram dados da empresa de pesquisa Wood Mackenzie.
Para Leonardo Trevisan, professor de geoeconomia internacional da ESPM, os impactos do alongamento da guerra fazem parte da estratégia de Vladimir Putin, que arrasta o conflito até um ponto no qual a Europa passa a encarar a realidade de não poder contar com as importações russas.
“Os impactos no mercado internacional vão acontecer com a distância da mesa de negociações. Isso porque conforme o inverno europeu se aproxima, o preço da energia não vai ter nenhuma atenuação. Os países conseguiram gás suficiente para manter as casas iluminadas e aquecidas, mas não é possível abastecer a indústria na conjuntura atual”, destacou.
Em meio às relações cada vez mais estremecidas, o professor acrescentou que até o próximo inverno os países europeus devem buscar soluções para conseguirem abastecer sua indústria.
“Manter as residências plenamente em ordem não significa recuperar o gás necessário para a indústria. E com as restrições por conta guerra o gás pode chegar a preços estratosféricos, o que automaticamente impede que essas fortes indústrias europeias, como a alemã, britânica e francesa, consigam ser minimamente competitivas”, argumentou.
Petróleo O petróleo deve acabar impactado pelos conflitos entre a Rússia e os países do Ocidente, segundo os especialistas. Isso porque os russos estão entre os três maiores produtores de petróleo do mundo, somente atrás de Estados Unidos e Arábia Saudita. Com isso, o país do leste europeu tem um grande poder de barganha à medida que a commodity sobe.
No início de outubro, a Organização dos Países Exportadores (Opep+), liderada pela Arábia Saudita e Rússia, anunciou que vai cortar a produção do petróleo em 2 milhões de barris por dia (bpd) a partir de novembro, reduzindo a oferta no mercado.
“Eu acho que isso vai pressionar mais a commodity neste fim de ano, não vejo o petróleo ficando abaixo de US$ 80,00 o barril com a oferta menor, a não ser que o mundo tenha notícias piores sobre a economia global, como um impacto de recessão maior que o esperado”, afirmou Roberto Attuch.
Após a decisão da Opep+, os Estados Unidos prometeram responder à atitude, vista como desafiadora. O presidente norte-americano Joe Biden fez uma intensa campanha para dissuadir seus aliados árabes do corte antes da decisão, que aparentemente não levou em consideração os interesses estadunidenses.
“Estamos voltando a um período de hostilidade prolongada entre a Opep e os EUA”, disse David Goldwyn, que trabalhou em assuntos internacionais de energia nos departamentos de Energia e Estado durante os governos Clinton e Obama.
“Um corte de produção deste tamanho – quando a inflação está devastando o crescimento global e a Europa está lutando para acessar oferta alternativa diante da agressão da Rússia contra a Ucrânia – é uma declaração de guerra econômica e diplomática”, pontuou Goldwyn.
O resultado da decisão de cortar a produção de petróleo pode recair sobre o Brasil, conforme observou Leonardo Trevisan. “Com a produção menor, a commodity deve voltar a ser negociada a preços extremamente altos como vimos no começo do ano. Seguindo o mercado internacional, nossa gasolina será diretamente impactada, voltando a subir na bomba fortemente”, pontuou o especialista.
Reconstrução Este ano será catastrófico para a Ucrânia em termos de crescimento. As projeções do FMI e do Banco Mundial são de que o país encolha cerca de 35% em 2022. O Banco Mundial destaca ainda que as necessidades de recuperação e reconstrução nos setores social, produtivo e de infraestrutura, são estimadas em cerca de US$ 349 bilhões, o que é mais de 1,5 vezes o tamanho da economia da Ucrânia em 2021, antes da guerra estourar.
Para conseguir angariar esse valor bilionário, o presidente Volodymir Zelensky se reuniu em setembro com Laurence D. Fink, chefe da BlackRock, a maior gestora do mundo que supervisiona um total de US$ 8,5 trilhões investidos pelo mundo.
O encontro foi feito para o fornecimento de “aconselhamento pro bono” da gestora ao governo ucraniano sobre como eles poderiam restaurar a economia por meio de um fundo.
“A atratividade de investimento do nosso país é de particular importância. É importante para mim que uma estrutura como esta seja bem sucedida para todas as partes envolvidas. Somos capazes e queremos restaurar um clima normal de investimento”, disse Zelensky, na ocasião.
De acordo com o Wall Street Journal, o Ministério das Finanças da Ucrânia tem entrado em contato com grandes empresas de Wall Street para financiar sua reconstrução. O intuito é conseguir investidores que aceitem realizar empréstimos com “férias de dívida” – basicamente um período mais longo para o pagamento das obrigações, com o objetivo de conseguir recursos no curto prazo sem precisar se preocupar de imediato com a quitação da dívida.
Mercados globais despencam Os mercados despencaram logo após a Rússia invadir a Ucrânia e iniciar o conflito, em 24 de fevereiro deste ano. De lá para cá, as principais bolsas de valores do mundo registram variações negativas, algumas delas com recuos em mais de 10% no período.
De acordo com levantamento da Austin Rating feito para o CNN Brasil Business, os três principais índices do mercado americano são exemplos da aversão a risco dos investidores desde que a guerra começou. O Nasdaq registra queda de 20,73% de 24 de fevereiro até 19 de outubro, enquanto o S&P 500 caiu 13,84% e o Dow Jones, 8,42%.
Os mercados asiáticos também apresentam queda significante no período. Hong Kong (-27,90%), Taiwan (-26,25%), Coreia do Sul (-15,53%) e Singapura (-7,89%) viram seus mercados acionários despencarem desde que as tropas russas invadiram o território ucraniano. Já os dois principais índices da China, SZSE e CSI 300, tiveram queda de 16,79% e 16,62%, respectivamente.
O levantamento contou com 80 países ranqueados, mas no gráfico acima só foram indicadas as variações das principais bolsas internacionais, para ilustrar o movimento dos investidores nos índices que mais movimentam capital.
“As consequências do acirramento da guerra são as piores possíveis, pois só acelera a perspectiva de crise na Europa e nos Estados Unidos. Tem um risco de preço dos combustíveis se o petróleo disparar, enquanto o gás também deve subir muito para a Europa com a Rússia fora das negociações”, destacou Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
“A situação preocupa bastante com esse acirramento, e os mercados acabam sendo impactados por isso. Temos perspectiva de crescimento menor, portanto menos lucro por parte das empresas e então o preço das ações acaba diminuindo”, explicou.
Mesmo com o cenário adverso, o Ibovespa encontrou espaço para recuperação, apoiado nas perspectivas positivas para as commodities. O principal índice da bolsa de valores brasileira teve alta de 4,20% no período, o único com variação positiva ao comparar com os índices americanos, asiáticos e da União Europeia.
Ferramenta permite que cidadãos ucranianos integrem à defesa antimísseis e antiaérea do exército
Milhares de civis morreram desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano. Agora, o governo ucraniano decidiu dar uma ajuda aos civis lançando um aplicativo que tem como principal objetivo ajudar o exército a derrubar drones e mísseis russos no ar.
Segundo o Departamento de Comunicações Estratégicas do Gabinete das Forças Armadas da Ucrânia, o aplicativo ePPO já está disponível para download. Em tese, os ucranianos que estiverem ainda no país irão “se juntar à defesa antimísseis e antiaérea” do exército.
O ePPO funciona da seguinte maneira: depois de instalar o aplicativo em um smartphone, o cidadão deve selecionar o tipo de arma inimiga, apontar o celular na direção do alvo e, em seguida, apertar o grande botão vermelho na tela. O procedimento vai acionar especialistas em defesa aérea, que irão localizar o drone ou o míssil no mapa e derrubá-lo, por fim.
“Veículos aéreos não tripulados (UAVs) de ataque inimigo estão causando danos significativos à nossa infraestrutura”, informou o Ministério da Reintegração dos Territórios Ocupados Temporariamente da Ucrânia. “Eles também representam um perigo significativo para civis: drones suicidas podem transportar várias dezenas de quilos de explosivos e criar uma poderosa onda de choque quando atingidos.”
O aplicativo ucraniano está atualmente disponível para a plataforma Android. Segundo o jornal The Jerusalem Post, os desenvolvedores do projeto estão trabalhando para lançar em algumas semana uma versão para celulares com processador iOS.
O Ministério da Reintegração ofereceu conselhos aos cidadãos sobre como reconhecer e se proteger das armas aéreas. “Quando você ouvir esse som, tente entrar em um abrigo especialmente equipado. Use porões, pisos subterrâneos de prédios, estacionamentos subterrâneos”, recomendou.
A população mundial atingirá a marca de oito bilhões de pessoas no mês que vem. A ONU adverte para que o mundo não se envolva em “alarmismo populacional” e concentre energias em ajudar mulheres, crianças e pessoas mais vulneráveis às alterações demográficas.
O crescimento populacional tem sido tema de debate para muitos analistas, especialmente porque terá impacto em um mundo que já enfrenta desigualdades, crise climática, deslocamento e migração alimentadas por conflitos, dizem.
A diretora executiva do Fundo de População da ONU (UNFPA), Natalia Kanem, se diz contrária a esse discurso alarmista: sei que este momento pode não ser celebrado por todos. Alguns expressam preocupações de que o nosso mundo está superpovoado, com muitas pessoas e recursos insuficientes para sustentar todas as vidas. Mas estou aqui para dizer claramente que o grande número de vidas humanas não é motivo de medo”.
Em declarações citadas pelo jornal britânico The Guardian, Natalia pede que os países se concentrem em ajudar as mulheres, crianças e pessoas marginalizadas que são mais vulneráveis às mudanças demográficas.
Natalidade e medo
A diretora do fundo relembra que, caso os governos se concentrem apenas nos números, correm o risco de impor controles populacionais, caminho que a História já mostrou ser “ineficaz e até perigoso”.
“De campanhas de esterilização forçada a restrições ao planejamento familiar e contracepção, ainda vivemos o impacto duradouro de políticas destinadas a reverter ou, em alguns casos, acelerar o crescimento populacional”, observou Natalia Kanem.
“E não podemos repetir as violações flagrantes aos Direitos Humanos que roubam as mulheres de sua capacidade de decidir se ou quando engravidar, se é que o fazem. O alarmismo populacional apenas distrai do foco principal”, disse.
A ONU estima que cerca de 60% das pessoas no planeta vivem em países com níveis de natalidade abaixo do nível de reposição das gerações anteriores, onde ocorre uma média de 2,1 nascimentos para cada mulher.
Esta percentual contrasta com a taxa de fecundidade de oito países, como a Nigéria, Etiópia e Filipinas, que deverão responder por metade de todo o crescimento populacional até 2050. Um desses países, a Índia, deverá ultrapassar a China a partir do próximo ano e tornar-se o país mais populoso do mundo.
Migrantes
A diretora da UNFPA relembra uma outra realidade atual: as novas comunidades de imigrantes têm taxa de natalidade superior à do país onde chegam.
Natalia Kanem reafirma que esses nascimentos “não são motivos de medo. De fato, em termos da crise do envelhecimento, teremos que buscar soluções que incluam a migração de pessoas dispostas a ajudar no cuidado de idosos, etc”.
A diretora do Unfpa defende que “isso não deve alimentar a xenofobia e o ódio pelo outro” e alerta para os discursos alarmistas que “manipulam” essas dinâmicas para desencadear tensões sociais.
Usando drones e mísseis, russos atingiram infraestrutura de energia ucraniana e prédio residencial em Kiev
O Ministério da Defesa da Rússia disse nesta segunda-feira, 17, que realizou um ataque — com drones e mísseis — em larga escala contra alvos militares e a infraestrutura energética em toda a Ucrânia usando armas de alta precisão. Um prédio residencial em Kiev foi atingido, segundo as agências internacionais. De acordo com o ministro do Interior da Ucrânia, Denys Monastyrskyi, “várias pessoas foram mortas” em razão dos ataques.
No comunicado diário, o Ministério da Defesa russo afirmou ter atingido “todos os alvos designados” no último bombardeio das cidades ucranianas e também frustrou uma tentativa da Ucrânia de penetrar em suas defesas na região de Kherson, no sul.
“Durante o dia, as Forças Armadas russas continuaram a atacar com armas aéreas e marítimas de alta precisão e de longo alcance as instalações do comando militar e do sistema energético da Ucrânia. Todos os alvos designados foram atingidos”, disse o Ministério da Defesa russo, no comunicado.
A Rússia intensificou os ataques com mísseis na Ucrânia, depois de uma explosão na ponte que liga a Rússia à península da Crimeia, anexada por Moscou em 2014.
Depois dessa explosão, a Rússia desencadeou os maiores ataques com mísseis desde o início da invasão, atingindo alvos em mais de uma dúzia de cidades e regiões em todo o país, e lançou vários ataques com mísseis nos dias seguintes.
“O inimigo pode atacar nossas cidades, mas não conseguirá nos quebrar”, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, antes de confirmar que “drones suicidas e mísseis estão atingindo toda a Ucrânia”.
O empresário Thiago Brennand, de 42 anos, foi preso em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, na noite desta quinta-feira (13). Acusado de violência contra mulheres e de crimes sexuais, o milionário estava foragido desde o dia 27 de setembro. Ele havia sido flagrado por câmeras de segurança ao agredir a modelo Helena Gomes em uma academia em São Paulo.
A prisão de Brennand foi confirmada nesta sexta-feira (14) pela PF (Polícia Federal) e pela delegada Ivalda Aleixo, do Departamento de Capturas da Polícia Civil de São Paulo. A policial afirmou que segue em contato com a embaixada do Brasil no país do Oriente Médio e com a Interpol a fim de que o trâmite para trazer o empresário para São Paulo seja realizado. “Recebi a informação de que ele havia sido preso às 21h de ontem. Passei a madrugada tentando apurar melhor como foi a prisão, quem prendeu, onde está e quando será trazido para o Brasil. Como ele declarou que estava nos Emirados Árabes, ficou mais fácil encontrá-lo. A polícia de lá conduziu [a prisão], mas teve a participação do setor brasileiro da Interpol”, informou Aleixo.
A PF, que representa o Brasil na Interpol, reforçou o trabalho em conjunto com as autoridades da polícia dos Emirados Árabes para localizar e prender o empresário, acusado de lesão corporal, tentativa de feminicídio e corrupção de menores.
“A prisão se deu em razão da difusão vermelha e dos contatos realizados pela Polícia Federal, em especial da recém-criada Adidância da PF na Jordânia, para o cumprimento da medida em Abu Dhabi. O detido, agora, permanecerá em Abu Dhabi aguardando os trâmites relativos ao processo de extradição”, informou a PF.
A modelo Helena Gomes, agredida pelo empresário na academia paulistana, disse ao R7 que se sente aliviada após a prisão de Brennand. “Não consigo pensar nem um minuto no Thiago. Assim que recebi a notícia, comecei a receber mensagens de vítimas e foram tão profundas. Não tem como pensar nele”, revelou.
Emocionada, Helena diz que recebeu áudios de mulheres que não tiveram coragem de seguir com a denúncia. “Muitas não têm condição financeira para lutar. Meu pensamento vai para essas pessoas. Se eu tinha algum propósito nessa história, é para essas pessoas”, disse.
A vítima disse ainda que foi informada sobre a prisão de Brennand no início da manhã desta sexta-feira (14). “Não estou feliz pelo que está acontecendo com ele, estou aliviada pelas pessoas. Meu caso não foi nada perto do delas”, afirmou. “Me sinto orgulhosa de representar essas mulheres.”
Acusações contra Thiago Brennand Thiago Brennand é acusado de lesão corporal, tentativa de feminicídio e corrupção de menores. A prisão preventiva foi decretada no dia 27 de setembro pela 6ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após ele não retornar ao país nem entregar o passaporte.
A prisão ocorreu após contatos realizados pela Polícia Federal, em especial da recém-criada Adidância da PF na Jordânia, para o cumprimento da medida em Abu Dhabi. Brennand permanecerá nos Emirados Árabes aguardando os trâmites relativos ao processo de extradição.
De acordo com comunicado, a PF destacou que “já localizou e prendeu mais de 50 foragidos internacionais no Brasil e mais de 70 brasileiros que tentaram fugir do país, no exterior, no ano de 2022”.
No domingo (9), o empresário milionário publicou vídeos na internet em que se diz “perseguido” e “vítima de uma cruzada midiática”. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo no dia 27 de setembro, acusado de agredir a modelo Alliny Helena Gomes em uma academia localizada em um shopping de São Paulo.
Os vídeos foram publicados por Brennand e apagados na segunda-feira (10). Nas publicações, ele critica a imprensa, o Ministério Público de São Paulo, a ex-promotora de Justiça Gabriela Manssur e a advogada Dora Cavalcanti. Além disso, o empresário reprova as denúncias contra ele, mas, ao mesmo tempo, afirma: “Não prejudicam minha biografia”.
Em outro momento do vídeo, ele se dizia tranquilo e chegou a negar que estivesse fugindo da Justiça brasileira. “Estou absolutamente tranquilo, não estou fugindo”, afirma. “Vamos ver se uma pessoa como eu, politicamente perseguida, se o mundo civilizado percebe ou cai na balela da imprensa.”
A decisão judicial de determinar a prisão preventiva atendeu ao pedido do Ministério Público de São Paulo e se deu após Brennand não ter se apresentado no prazo de dez dias determinado anteriormente pela Justiça, que se encerrou no dia 23 de setembro. Após o caso de agressão, o empresário deixou o país rumo aos Emirados Árabes. Brennand também usou plataformas na internet para negar ter tido interesse em Helena: “Onde que eu teria interesse em uma mulher daquela? Nem beber eu bebo. Sóbrio não tem como. Quem não vê o nível daquela cidadã”, disse em um dos vídeos.
Em relação aos comentários do empresário, Helena rebate e diz que é preciso ter coragem para enfrentar o medo de denunciar casos de assédio e agressão. “Ele pergunta quem é a Helena Gomes. Minha resposta para isso é ‘a mulher que falou não, que não abaixou a cabeça, que procurou a Justiça, que expôs ele ao Brasil, que está lutando por si e por todas que não tiveram oportunidade, nem ajuda'”, disse a modelo após a divulgação das imagens.
Na avaliação de Helena e dos advogados de defesa da modelo, os vídeos não tiveram impacto sobre o processo. “Não influenciou em nada”, diz ela. “Esperávamos que em algum momento ele fosse dar um retorno já que nunca se pronunciou. O que ele falou não é surpresa: é a forma como ele atinge as pessoas ao redor.”
A emissora de TV americana Fox News destacou nesta segunda-feira (3) a diferença entre o resultado das urnas na eleição presidencial entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a projeção das pesquisas que precederam o pleito.
O jornalista David Unsworth, da Fox News, ressaltou no título da matéria que “Bolsonaro provou que as pesquisas estavam erradas”, além de também destacar que candidatos aliados do atual presidente conseguiram ser eleitos por todo o Brasil.
Unsworth disse que alguns institutos de pesquisa projetavam a vitória de Lula no primeiro turno com uma margem de 17% dos votos, ao contrário da diferença de cerca de 5% que se constatou após a apuração das urnas.
“O comitê de Bolsonaro frequentemente reclamava que as pesquisas eram tendenciosas e falhas, e agora parece que eles tinham uma base legítima”, afirma Unsworth.
A publicação americana também destrinchou as praças nas quais tanto Bolsonaro quanto Lula foram bem. Enquanto o candidato do PT venceu no Nordeste e em Minas Gerais, o político do PL levou a melhor no Sul e nos estados brasileiros mais conhecidos internacionalmente: Rio de Janeiro e São Paulo.
A Fox News reforçou que Bolsonaro e Lula disputarão os eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), que juntos somaram quase 9 milhões de votos.
Segundo a emissora dos EUA, alguns analistas acreditam que os resultados no Brasil podem repetir a surpresa da eleição de Donald Trump, em 2016, e do Brexit — a saída do Reino Unido do bloco da União Europeia.
Em seu discurso na abertura da 77ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacou índices econômicos brasileiros de sua gestão e defendeu políticas caras a sua base eleitoral.
“No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 e 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e desvios chegou à casa dos US$ 170 bilhões”, disse Bolsonaro.
Bolsonaro atribui a Lula, mas sem citá-lo, o esquema de corrupção na Petrobras. “O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores devolveram US$ 1 bilhão de dólares e pagamos para a Bolsa americana outro bilhão por perdas de seus acionistas.” Em outro momento, o líder brasileiro destacou índices econômicos, como a deflação registrada no país desde agosto. “Apesar da crise mundial, o Brasil chega ao final de 2022 com uma economia em plena recuperação. Temos emprego em alta e inflação em baixa. A economia voltou a crescer. A pobreza aumentou em todo o mundo sob o impacto da pandemia. No Brasil, ela já começou a cair de forma acentuada.”
Bolsonaro defendeu as medidas tomadas contra o desmatamento ilegal e afirmou que o país é “parte da solução e referência” para o mundo.
Agenda internacional “A agenda do desenvolvimento sustentável é afetada, de várias maneiras, pelas ameaças à paz e à segurança internacional. Erguemos as Nações Unidas em meio aos escombros da Segunda Guerra Mundial. O que nos motivava, naquele momento, era a determinação de evitar que se repetisse o ciclo de destruição que marcou a primeira metade do século 20. Até certo ponto, podemos dizer que fomos bem-sucedidos”, continuou.
O chefe do Executivo brasileiro citou o conflito da Ucrânia, iniciado em 24 de fevereiro, e avaliou que a guerra “serve de alerta”. “Defendemos um cessar-fogo imediato, a proteção de civis e não combatentes, a preservação de infraestrutura crítica para assistência à população e a manutenção de todos os canais de diálogo entre as partes em conflito”, disse Bolsonaro, que acrescentou que esses são os primeiros passos para alcançar uma solução “duradoura e sustentável”.
Bolsonaro, que busca a reeleição, comentou pautas caras a suas bases eleitorais. “Outros valores fundamentais para a sociedade brasileira, com reflexo na pauta dos direitos humanos, são a defesa da família, do direito à vida desde a concepção, à legítima defesa e o repúdio à ideologia de gênero”, destacou.
Na sequência, citou as manifestações do 7 de Setembro. “Foi a maior demonstração cívica da história do nosso país, um povo que acredita em Deus, pátria, família e liberdade”, afirmou.
O caixão da rainha Elizabeth 2ª chegou ao Castelo de Windsor, ponto final do funeral da monarca, por volta das 15h06 (11h06 em Brasília) nesta segunda-feira (19).
Uma multidão de súditos se reúne para acompanhar o cortejo fúnebre pelo “London Walk”, caminho entre os castelo e a Capela de São Jorge, onde será realizado um serviço religioso com 800 convidados, incluindo funcionários da falecida rainha.
Na capela, coroa, orbe e cetro serão removidos do caixão e colocados no altar. O oficial de mais alto escalão da casa real, o Lorde Chamberlain irá tirar sua “regra de comando” e a colocará sobre o caixão, simbolizando o fim do reinado de Elizabeth 2ª.
Às 19h30 no horário local (15h30 em Brasília), a rainha será enterrada no “Memorial Jorge 6º” em uma cerimónia reservada aos familiares mais próximos. Os restos mortais de seu marido, o príncipe Philip, serão enterrados ao lado dela, removendo-os da cripta real, onde estão desde sua morte em abril de 2021, com quase 100 anos.
Multidão nas ruas Na véspera do funeral, o Palácio de Buckingham divulgou uma foto inédita de Elizabeth 2ª, muito sorridente, feita para o “jubileu de platina” em junho.Elizabeth 2ª faleceu em 8 de setembro aos 96 anos, quando estava em sua residência escocesa de Balmoral. O estado de saúde da rainha era delicado há um ano, mas o falecimento da monarca, com uma presença que parecia eterna, provocou grande comoção no país e no mundo.
O Reino Unido a homenageou com 10 dias de luto nacional, cortejos e procissões. A emoção popular tornou quase imperceptíveis os protestos da minoria de republicanos.
Seu filho mais velho, de 73 anos, a sucedeu como Charles 3º. Até então um dos membros menos apreciados da família real britânica, sua popularidade subiu nos últimos dias.
A Abadia de Westminster não tinha espaço suficiente para a multidão de britânicos que desejavam acompanhar a rainha até o fim, em seu funeral de Estado.
Milhares de pessoas aguardaram desde as primeiras horas da manhã no Mall, a famosa avenida que leva ao Palácio de Buckingham, para acompanhar a passagem do cortejo após o funeral de Estado.
A cerimônia contou com a presença de chefes de Estado e dignitários estrangeiros de todo o mundo e políticos do Reino Unido, incluindo ex-primeiros-ministros.
O evento terminou com um silêncio nacional de dois minutos, por volta das 11h55 no horário local (7h55 em Brasília). O hino nacional britânico foi executado já com a alteração da letra, agora “Deus Salve o Rei”. O rei Charles 3º foi visto chorando durante este momento.
Após a cerimônia, um cortejo a pé levou o caixão da rainha para o Wellington Arch, no Hyde Park, parque no centro de Londres, onde foi transferido para um carro funerário e começou seu caminho ao Castelo de Windsor.
Até algumas semanas atrás, parecia que o conflito na Ucrânia iria para os amargos meses de inverno congelados — com nenhum dos lados fazendo progressos apreciáveis.
Esse prognóstico mudou com a ofensiva ucraniana repentina e bem-sucedida na maior parte da Kharkiv ocupada, que galvanizou os apoiadores ocidentais da Ucrânia tanto quanto levou a recriminações em Moscou.
Os militares russos devem agora se perguntar que tipo de força, e onde exatamente eles estão implantados, podem recuperar a iniciativa depois que a Ucrânia capturou mais território em uma semana do que as forças russas em cinco meses. A informação é da CNN Brasil.
Há importantes dinâmicas políticas envolvidas também. O Kremlin enfrenta escolhas difíceis: declarar uma mobilização geral para revigorar suas unidades cada vez mais esfarrapadas na Ucrânia e como administrar um déficit orçamentário — mesmo que esteja sentado em reservas estrangeiras historicamente altas.
Muito além do teatro de guerra, a Rússia deve escolher até onde armar sua influência sobre o suprimento de gás da Europa, enquanto os governos se preparam para gastar muito para mitigar os efeitos do suprimento excepcionalmente apertado.
Outro dilema potencial: os primeiros sinais de que o apoio chinês à invasão russa, nunca de todo o coração, pode estar diminuindo.
O carro de Vladimir Putin foi ‘atacado’ no que pode ter sido uma tentativa de assassinato em meio à guerra da Ucrânia, de acordo com site britânico Daylimall.
Sua limusine foi atingida por um ‘estrondo alto’ em sua ‘roda dianteira esquerda seguida de fumaça pesada’, alega-se.
O motorista e Putin saíram ilesos, mas houve várias prisões de seu serviço de segurança – enquanto outros guarda-costas desapareceram – em meio a alegações de que informações secretas sobre os movimentos do governante de 69 anos foram comprometidas, diz o canal General SVR Telegram.
O General SVR é um canal russo de Telegram que publica regularmente supostas informações privilegiadas sobre Putin e o Kremlin.
Enquanto alguns são céticos em relação ao General SVR, outros dizem que é um dos poucos canais anti-Putin proeminentes na Rússia que fornece uma visão sobre os verdadeiros acontecimentos no Kremlin.