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Funcionários da ONU são acusados ​​de tráfico de drogas 

Foto: Miguel Á. Padriñán/Pixabay

Três funcionários da Organização das Nações Unidas foram presos sob acusação de tentar contrabandear cocaína através da fronteira jordaniana para Israel. Os suspeitos foram detidos neste domingo (25), perto de Beit She’an, enquanto tentavam entrar em Israel pelo Cruzeiro da Fronteira do Rio Jordão.

De acordo com um comunicado conjunto da polícia e da Autoridade Tributária de Israel, a droga foi liquefeita e disfarçada como um componente de fabricação de perfume. Os suspeitos trabalham para a ONU na Síria e foram presos por autoridades israelenses após os inspetores detectarem a substância em kits de perfume que os funcionários estavam supostamente tentando trazer para o país.
Contrabandistas frequentemente dissolvem cocaína em forma líquida para disfarçar a droga, colocando-a em recipientes para produtos como bebidas alcoólicas ou perfume, e depois a convertem de volta em pó em seu destino. Um cão farejador de drogas ajudou a identificar a suposta cocaína no caso de domingo. As Forças de Defesa de Israel frustraram 30 tentativas de contrabando de drogas até agora este ano em meio ao aumento do uso de cocaína no país.

Os três funcionários da ONU não foram identificados. Eles trabalham na fronteira da Síria com Israel, de acordo com as autoridades israelenses.
Funcionários da ONU em todo o mundo estiveram envolvidos em crimes que variam de estupro a tráfico de drogas. Um ex-funcionário da ONU foi condenado no ano passado a 15 anos de prisão por drogar e agredir sexualmente pelo menos 13 mulheres nos Estados Unidos e no Iraque.

Gazeta Brasil


A Rússia esteve perto de um confronto entre duas forças armadas na semana passada, quando um grupo de mercenários, o Wagner, ameaçou ir a Moscou para confrontar o Ministério da Defesa do país.

Rússia e os mercenários do grupo Wagner: entenda a treta

Rússia e os mercenários do grupo Wagner: entenda a treta 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (26), que o motim do Grupo Wagner seria destruído de qualquer maneira. Esse foi o primeiro discurso do líder do país após a ameaça dos mercenários, que se rebelaram contra o governo russo (assista acima)

No sábado (24), o líder do Grupo Wagner, formado por milhares de mercenários que apoiam a Rússia na guerra da Ucrânia, ameaçou atacar o Ministério da Defesa russo e iniciou uma marcha até Moscou. O chefe do Wagner, Yevgeny Prigozhin, disse que o exército russo havia atacado um acampamento dos paramilitares. 

Antes de chegar à capital da Rússia, no entanto, Prigozhin e o governo negociaram um acordo, e os paramilitares abortaram a operação (leia mais abaixo nesta reportagem) . 

No pronunciamento desta segunda, Putin disse que “eles queriam que os russos lutassem uns contra os outros, eles sonharam em se vingar pelos próprios fracasso no front, durante a chamada contraofensiva, mas eles calcularam mal”.

“Nenhuma chantagem vai ter resultados. Toda a sociedade russa, todos estávamos unidos pela responsabilidade e pelo destino da nossa terra mãe. Desde o começo houve esforços para neutralizar a ameaça do motim armado”, afirmou Putin. 

Putin agradeceu os comandantes e soldados do próprio Grupo Wagner que não aderiram ao motim e que, segundo ele, evitaram o “derramamento de sangue”. 

Ele afirmou ainda que a maior parte dos combatentes do Grupo Wagner é de patriotas, e que, agora, os paramilitares têm três opções: 

Putin não mencionou Yevgeny Prigozhin, o líder do grupo paramilitar Wagner, em seu discurso. 

Segundo o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira Putin se reuniu com os chefes das forças de segurança (inclusive com o ministro da Defesa, o principal inimigo de Prigozhin). 

Antes do pronunciamento de Putin, também nesta segunda, Prigozhin disse que a marcha em direção a Moscou não tinha por objetivo derrubar o governo. Ele afirma que seus adversários eram os generais que estão no comando do Ministério da Defesa. 

Entenda as disputas envolvendo o grupo Wagner

Entenda a crise na Rússia

Putin faz pronunciamento nesta segunda-feira (26). após fim do motim do Grupo Wagner — Foto: Reuters

Putin faz pronunciamento nesta segunda-feira (26). após fim do motim do Grupo Wagner — Foto: Reuters 

A Rússia esteve perto de um confronto entre duas forças armadas na semana passada, quando um grupo de mercenários, o Wagner, ameaçou ir a Moscou para confrontar o Ministério da Defesa do país. 

A marcha do grupo Wagner foi interrompida no sábado. 

▶️O que é o grupo Wagner?

O grupo Wagner é uma empresa militar privada russa. Essa milícia já atuou em outros conflitos armados antes da guerra da Ucrânia, como na Síria, no Líbano e no Sudão. 

▶️ Quem é Yevgeniy Prigozhin?

Prigozhin, de 62 anos, era um aliado de Vladimir Putin há mais de 20 anos. Ele ficou rico na Rússia fornecendo refeições para os órgãos de Estado e com a construção de edifícios para o governo russo. Ele é o líder do Grupo Wagner. 

▶️ O que o Grupo Wagner faz na Ucrânia?

O Grupo Wagner ficou de fora do começo da guerra. Os mercenários só entraram em ação quando o exército russo começou a enfrentar dificuldades inesperadas na Ucrânia. 

Agora, o Grupo Wagner tem um papel central na guerra: eles atuam como “batedores de frente”: são os primeiros e entrar em um território que a Rússia tenta conquistar, para que o soldados do exército formal entrem depois. 

▶️ Quem são os adversários de Prigozhin e do Grupo Wagner?

Prigozhin e os líderes militares formais da Rússia estão em conflito político há meses. Prigozhin acusa o ministro da Defesa, Serguei Shoigu e o número 2 da corporação, Valery Gerasimov, de falhas na condução da guerra. Ele afirma que os generais russos boicotaram o Grupo Wagner ao não fornecer munição e, como resultado, culpou-os pelas mortes de seus combatentes “aos montes” na Ucrânia. 

No fim de junho, Prigozhin afirmou que os militares russos atacaram seus combatentes em um acampamento na Ucrânia. 

▶️ O que o Grupo Wagner fez no fim de junho?

Depois da acusação, Prigozhin e o Grupo Wagner avançaram e tomaram a cidade de Rostov-on-Don e começaram o a se dirigir a Moscou. 

Prigozhin convocou os russos a se juntarem ao Wagner contra o ministro da Defesa, Serguei Shoigu e o número 2 da corporação, Valery Gerasimov. 

O chefe do Wagner também acusou a dupla de mentir sobre a guerra na Ucrânia e subestimar as baixas. “Isso não é um golpe militar, mas uma marcha da justiça”, disse Prigozhin. 

No sábado, Prigozhin concordou em dar meia-volta com suas forças e não marchar para Moscou.

Informações G1


Governo russo confirma que houve um acordo entre as duas partes e, por ele, Prigozhin se exilará em Belarus, país que mediu negociações. ‘Evitar derramamento de sangue é mais importante que punir as pessoas’, disse Moscou.

Líder do grupo Wagner diz que desistiu de avanço em direção a Moscou 

Após o grupo de mercenários Wagner anunciar recuo na rebelião iniciada na sexta-feira (23), o governo russo anunciou neste sábado (24) que não vai processar o líder do grupo, Yevgeny Prigozhin, nem punir os demais membros que participaram na revolta. 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou ainda que houve uma negociaçãoseguida de um acordo entre as duas partes intermediados pelo governo de Belarus. 

O acordo, segundo Moscou, também prevê: 

“Evitar um derramamento de sangue (em Moscou) compensa mais do que perseguir alguém criminalmente”, disse Peskov. 

Até a tarde deste sábado, tropas do grupo Wagner se aproximavam de Moscou, e o Kremlin temia um confronto na capital russa. 

No entanto, Prigozhin anunciou o recuo de suas tropas, que estavam a uma distância de 200 quilômetros de Moscou. Os mercenários já abandonaram Rostov, a cidade no sul da Rússia que haviam ocupado já na sexta-feira (23). 

“Em 23 de junho, embarcamos em uma marcha por justiça. Agora chegou o momento em que sangue pode ser derramado. Compreendendo a responsabilidade de que o sangue russo seja derramado de um lado, estamos recuando nossos comboios e voltando aos campos de campanha conforme planejado.”

Saiba quem é o chefe do grupo Wagner

Saiba quem é o chefe do grupo Wagner 

Na noite de sexta-feira (23), o grupo Wagner,que luta na guerra da Ucrânia ao lado da Rússia, iniciou uma rebelião e atacou bases militares russas. Depois, deixou bases no leste da Ucrânia, cruzou a fronteira e tomou o controle de Rostov. 

Há meses, Prigozhin vinha tendo desentendimentos com o Ministério da Defesa russo por conta da falta de armas e suprimentos de guerra para suas tropas.

Informações G1


Grupo Wagner era aliado do presidente russo e contribuiu para a conquistas de territórios da Ucrânia. Putin se pronunciou pela primeira vez após organização tomar instalações militares em cidades da Rússia.

Presidente russo Vladimir Putin durante discurso à nação após rebelião do Grupo Wagner, em 24 de junho de 2023 — Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Kremlin via Reuters

Presidente russo Vladimir Putin durante discurso à nação após rebelião do Grupo Wagner, em 24 de junho de 2023 — Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Kremlin via Reuters 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a rebelião de membros do Grupo Wagner como “facada nas costas” e prometeu punir quem trair as Forças Armadas do país. Putin fez um pronunciamento à nação neste sábado (24). 

O discurso de Putin aconteceu horas depois de o líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, afirmar que quer depor o comando militar da Rússia, tomar o controle de instalações militares de Rostov-on-Don e e ameaçar avançar para Moscou, que teve a segurança reforçada. 

Após a declaração de Putin deste sábado, Prigozhin se manifestou novamente e afirmou que o presidente russo está errado ao acusá-lo de traição. 

Durante o pronunciamento, Vladimir Putin disse que a resposta à rebelião será dura e que todos os que tomaram parte no motim serão punidos. Segundo o presidente, todas as Forças Armadas da Rússia já receberam todas as ordens necessárias. 

Putin chama rebelião de mercenários de 'facada nas costas' e promete punir traidores

Putin chama rebelião de mercenários de ‘facada nas costas’ e promete punir traidores 

“É um golpe para a Rússia, para o nosso povo. E nossas ações para defender a Pátria contra tal ameaça serão duras.”

“Todos aqueles que deliberadamente pisaram no caminho da traição, que prepararam uma insurreição armada, que seguiram o caminho da chantagem e métodos terroristas, sofrerão punição inevitável, responderão tanto à lei quanto ao nosso povo”, disse o presidente. 

Soldados do Grupo Wagner posicionado em Rostov-on-Don, na Rússia — Foto: REUTERS/Stringer

Soldados do Grupo Wagner posicionado em Rostov-on-Don, na Rússia — Foto: REUTERS/Stringer 

Putin também fez um apelo às pessoas que foram “enganadas”, referindo-se aos mercenários do Grupo Wagner, ordenando que os membros da organização não continuassem participando de ações criminais. 

Putin assumiu que a situação em Rostov-on-Don, cidade que foi tomada pelo Grupo Wagner, é complicada, mas afirmou que o governo irá tomar ações para estabilizar o problema. 

Putin declarou que será necessário “unir forças”, deixando as diferenças de lado. 

Tanques de mercenários do Grupo Wagner circulam na cidade de Rostov-on-Don; veja

Tanques de mercenários do Grupo Wagner circulam na cidade de Rostov-on-Don; veja 

De acordo com a agência de notícias Associated Press, autoridades russas informaram que os mercenários de Wagner entraram na província de Lipetsk, a 360 quilômetros ao sul de Moscou. 

Segundo a agência, o prefeito da cidade, Igor Artamonov, disse pelo Telegram que “estão tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população. A situação está sob controle.” Mais cedo, as autoridades da área pediram que a população não saísse das casas. 

Onde fica Rostov-on-Don? — Foto: Editoria de Arte/g1

Onde fica Rostov-on-Don? — Foto: Editoria de Arte/g1 

Em meio ao conflito, surgiram rumores de Putin teria deixado Moscou, o que foi negado pelo porta-voz do governo, Dmitri Peskov, à agência de notícias TASS. 

Grupo Wagner em registro deste sábado (24) — Foto: REUTERS/Stringer 

O Grupo Wagner é uma espécie de organização paramilitar ligada ao governo russo. O grupo surgiu em 2014, composto por ex-soldados de elite altamente qualificados. 

Com a invasão da Ucrânia, acredita-se que o grupo tenha se expandido recrutando prisioneiros para lutar a favor da Rússia. Os mercenários reforçaram a linha de frente e atuaram em várias batalhas, incluindo na conquista de Bakhmut. 

A relação entre o grupo e o Ministério da Defesa da Rússia já estava estremecido há alguns meses. Nesta sexta-feira, a crise se intensificou depois de Yevgeny Prigozhin acusar o governo russo de promover um ataque contra acampamentos da organização. 

Prigozhin prometeu retaliações. Isso levou o procurador-geral da Rússia a abrir uma investigação contra ele por “suspeita de organizar uma rebelião armada”. 

Soldado do grupo mercenário Wagner em patrulha nas ruas de Rostóvia do Dom, na Rússia — Foto: REUTERS/Stringer 

O Exército russo nega o ataque contra o Grupo Wagner e classificou as acusações como uma provocação. 

Mesmo assim, após a ameaça de Prigozhin, o governo russo reforçou a segurança em Moscou. Já na cidade de Rostov-on-Don, que foi invadida pelos paramilitares, o prefeito pediu para que a população não saia de casa. 

Informações G1


titanic desaparecimento submarino
Submarino Titan desapareceu no domingo quando levava turistas aos destroços do Titanic | Foto: Divulgação/Ocean Gate

Depois do desfecho trágico com a implosão de um submarino durante visita ao Titanic, especialistas iniciaram discussões sobre o estado dos corpos. Se ainda estiverem nos destroços do veículo, provavelmente, serão encontrados em estado de mumificação. As possibilidades de trazê-los à superfície são mínimas.

Nicholas Passalacqua, diretor de antropologia forense da Western Carolina University e perito, disse que são grandes as chances de os restos mortais estarem bem preservados, em virtude da temperatura da água e do baixo nível de oxigênio. “As bactérias responsáveis por decompor o corpo não conseguem sobreviver”, explicou, em entrevista ao jornal independente Insider, publicada na quinta-feira 22.publicidade

Melissa Connors segue a mesma linha de Passalacqua. Diretora da Estação de Pesquisa de Investigação Forense da Colorado Mesa University, ela acrescentou que o frio do Atlântico Norte secou os tecidos dos corpos a ponto de mumificá-los.

Submarino, Titanic e cinco corpos

naufrágio do Titanic
O Titanic, dias antes de afundar, em abril de 1912 | Foto: Divulgação/Wikimedia

O submarino Titan, da norte-americana OceanGate, partiu da costa leste do Canadá na manhã do domingo 18 rumo aos destroços do Titanic. Esse tipo de expedição era comercializado pela empresa no decorrer dos últimos anos. O veículo deveria voltar à superfície no fim da tarde, o que não ocorreu. A partir de então, as buscas tiveram início.

A viagem desta semana contava com cinco tripulantes. Quatro deles, segundo informações da imprensa dos Estados Unidos, pagaram cerca de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,1 milhão, na cotação atual) para a experiência: o bilionário britânico Hamish Harding, o bilionário paquistanês paquistanês Shahzada Dawood, o também paquistanês Sulaiman Dawood (filho de Shahzada) e o pesquisador francês Paul-Henry Nargeolet (considerado o maior estudioso sobre o naufrágio do Titanic).

Fundador e presidente da OceanGate, o empresário Stockton Rush completava a tripulação do submarino que sumiu no Oceano Atlântico.

Informações Revista Oeste


País de Vladimir Putin foi incluído em lista global de infratores

Rússia Blindados Ucrânia
Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Rússia sempre negou morte de civis | Foto: Foto: Reprodução 

A Rússia foi adicionada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a uma lista global de infratores por causa da morte de mais de 130 crianças durante a invasão da Ucrânia, no ano passado. A informação consta no relatório do Conselho de Segurança da ONU.

O documento da ONU destacou que as forças russas e grupos afiliados “mutilaram 518 crianças e realizaram 480 ataques a escolas e hospitais ucranianos”. Ainda segundo o relatório, militares russos também usaram as crianças como escudos humanos. A Rússia já havia negado ter alvejado civis.publicidade

A ONU também acusou os militares ucranianos de matar 80 crianças, ferir 175 e realizar mais de 210 ataques a escolas e hospitais. No entanto, a Ucrânia não foi incluída na lista global de infratores.

O relatório foi elaborado por Virginia Gamba, representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres, para crianças e conflitos armados.

No mês passado, ela teria visitado a Ucrânia e a Rússia, onde se encontrou com Maria Lvova-Belova, a oficial russa procurada pelo Tribunal Penal Internacional por suposto envolvimento em um esquema de deportação de crianças ucranianas para o território russo.

Mortes ao total

Foto: MFA Ucrânia / Twitter

De acordo com o portal do governo ucraniano Children of War, até este mês, a invasão em grande escala da Rússia resultou na morte de quase 500 crianças e feriu mais de mil menores de idade.

Informações Revista Oeste


AGORA: Ouça últimos sons captados de submarino desaparecido; oxigênio acabou

O oxigênio do submarino que sumiu no último domingo (18) com cinco pessoas a bordo numa expedição para explorar os restos do Titanic pode acabar na manhã desta quinta-feira (22). A estimativa é da Guarda Costeira dos EUA.

https://twitter.com/Astronomiaum/status/1671832115028140040?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1671832115028140040%7Ctwgr%5E0f1498b83e02b0677a8318b32777e40582b94a48%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fterrabrasilnoticias.com%2F2023%2F06%2Fagora-ouca-ultimos-sons-captados-de-submarino-desaparecido-oxigenio-acabou%2F

Informações TBN

ÚLTIMO MINUTO: Equipes de busca de submarino perdido captam sinais de sonar, diz governo dos EUA

Foto: Reprodução 

As equipes que procuram pelo submarino desaparecido no Canadá captaram sinais de sonar durante os trabalhos de busca, revela um memorando interno do governo dos Estados Unidos.

Quatro horas após os dispositivos de sonar adicionais serem implantados, retornos ainda eram captados. Não ficou claro o horário em que isso aconteceu ou por quanto tempo, com base no documento.

Uma atualização subsequente enviada na noite de ontem sugeriu que mais sons foram escutados.

“Retorno acústico adicional foi ouvido e ajudará na vetorização de ativos de superfície e também indicando esperança contínua de sobreviventes”, de acordo com o informe.

Uma aeronave canadense P3 também localizou um objeto retangular branco na água, conforme o documento. Entretanto, um navio que investigava o caso foi desviado para ajudar com o retorno do sonar.

O Centro Conjunto de Coordenação de Resgate está trabalhando para encontrar um veículo subaquático operado remotamente para ajudar na busca, de acordo com o memorando.

CNN entrou em contato com a OceanGate, com a Guarda Costeira dos EUA em Boston e com as autoridades canadenses para comentar o caso.

CNN


Hamish Harding é cofundador e presidente da Action Aviation.

Imagem de Hamish Harding, um dos passageiros da embarcação submersiva que sumiu ao fazer uma expedição para ver os destroços do Titanic — Foto: Reprodução/Facebook

Imagem de Hamish Harding, um dos passageiros da embarcação submersiva que sumiu ao fazer uma expedição para ver os destroços do Titanic — Foto: Reprodução/Facebook 

Um dos passageiros do submarino turístico que sumiu no Oceano Atlântico é Hamish Harding, um bilionário que é cofundador e presidente da Action Aviation, uma empresa especializada em serviços de aviação e aeroespaciais. 

O submarino turístico que desapareceu é da empresa OceanGate, que faz expedições até os destroços do Titanic. Há cinco pessoas dentro da embarcação. 

O enteado de Harding afirmou no Facebook que o padrasto estava “desaparecido em um submarino” e pediu orações. 

O próprio Harding havia postado no Facebook, no domingo, que estaria a bordo do submarino. Pelo texto dele, entendia-se que, a princípio, o clima estava desfavorável para a submersão, mas que o tempo havia melhorado. Não houve mais postagens dele desde então. 

Submarino que leva turistas para ver o Titanic desaparece no Atlântico

Submarino que leva turistas para ver o Titanic desaparece no Atlântico 

As buscas pelo submarino

Os restos do Titanic ficam a cerca de 600 km da costa do Canadá. 

As guardas costeiras dos Estados Unidos e do Canadá fazem operações de busca e resgate. Os canadenses afirmaram que enviaram uma aeronave militar e um navio para auxiliar. 

Passeio para ver o Titanic

A OceanGate cobra US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) de cada passageiro por um lugar em sua expedição para ver os destroços. 

Na semana passada a empresa começou a quinta “missão” aos destroços do Titanic, de acordo a página na web da empresa. A previsão de fim da viagem era na próxima quinta-feira. 

A viagem dura oito dias. Para descer até o local dos destroços, que fica a uma profundidade de 3.800 metros no Oceano Atlântico, o submersível leva cerca de 2,5 horas. 

O que é um submarino turístico

A embarcação que desapareceu é chamada Titan. Ela é classificada como um submersível, pois não é autônoma (ela depende de uma plataforma de apoio para ser implantada e retornar). 

O submarino turístico é uma embarcação que permite aos passageiros conhecerem o mundo submarino sem precisarem ser mergulhadores ou passarem por treinamento especializado. 

Geralmente, são menores do que os submarinos militares. 

O Titanic foi um navio transatlântico que foi considerado o maior e mais luxuoso navio de passageiros de sua época. Construído no começo do século 20 pela empresa britânica White Star Line, o navio ficou famoso pelo seu naufrágio. 

Em 10 de abril de 1912, a embarcação saiu da cidade de Southampton, na Inglaterra, com destino a Nova York, nos EUA. 

Quatro dias depois, em 14 de abril, o Titanic bateu em um iceberg e afundou. Não havia botes salva-vidas suficientes, e mais de 1.500 pessoas morreram. 

Depois desse desastre, as leis e regulamentos de segurança marítima foram alteradas (passaram a exigir botes salva-vidas suficientes para todos os passageiros a bordo, por exemplo). 

Mapa mostra a localização dos restos do Titanic.  — Foto: arte/ g1

Mapa mostra a localização dos restos do Titanic. — Foto: arte/ g1

Informações G1


Acusações não deixam Trump inelegível e o fortalecem, mas viram munição para seus rivais no Partido Republicano

Foto: AMR ALFIKY/REUTERS.

Nesta semana, Donald Trump conseguiu mais um feito inédito na história recente dos Estados Unidos: ser o primeiro ex-presidente a virar réu sob acusações federais. Ao todo, são 37, sendo 31 referentes à violação da Lei de Espionagem pela retenção proposital de informações da defesa nacional; 3 sobre reter ou esconder documentos em uma investigação federal; 2 de declarações falsas; e 1 de conspiração para obstrução da Justiça. Diante de um tribunal em Miami, ele se declarou inocente das acusações. Em um pronunciamento realizado em seu clube de golfe, em Nova Jersey, após a audiência, o empresário disse estar sendo vítima de abuso de poder maligno e hediondo. “Hoje testemunhamos o mais maligno e hediondo abuso de poder na história do nosso país. Uma coisa muito triste de se assistir”, bradou o republicano, insistindo que essas acusações são interferência eleitoral. Ele repetiu ser vítima de uma “caça às bruxas” e chamou o procurador Jack Smith de “lunático”. Trump é o principal candidato do Partido Republicano para ser candidato à Casa Branca em 2024, e, mesmo diante dos casos contra ele, segue crescendo nas pesquisas e aparece bem à frente do seu principal concorrente no partido, o governador da Flórida, Ron DeSantis. As acusações desta terça-feira, 13, foi a terceira vez que ele virou réu em três meses. Em abril, Trump foi réu por falsificação de registros, incluindo comprar o silêncio de uma atriz pornô com quem teve um caso extra conjugal, e em maio, foi considerado culpado de abusar sexualmente da escritora e ex jornalista E.Jean Carroll na década de 1990.

De todas as acusações que enfrenta até agora, essa é a mais delicada e classificada como umas das piores, porque envolve documentos secretos dos EUA que estão diretamente ligados com a segurança do país. Se condenado, ele pode pegar até 400 anos de prisão. Apesar do empenho dos promotores para acelerar o caso das 37 acusações, Paulo Velasco, doutor em ciência política pelo IESP-UERJ, diz ser muito improvável que Trump fique inelegível para as eleições de 2024. As primárias do Partido Republicano começam em agosto. “Não há tempo hábil para que, até as eleições, de fato consiga-se avançar a ponto dele ser condenado e, com isso, ele se tornar inelegível. É difícil precisar, ninguém sabe muito bem, efetivamente, o quanto pode durar”, fala o especialista, acrescentando que Trump tem advogados muito hábeis, que trabalham para retardar e complicar ao máximo o processo. “Pode acontecer dos processos caminharem em uma velocidade suficiente para impedir a participação dele no pleito, mas não há nenhuma certeza nisso e é bastante improvável que aconteça isso”, acrescenta. Por mais que Trump não fique inelegível, Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais pela Universidade de Lisboa, fala que essas acusações podem impactar negativamente em sua imagem e servir de munição para seus rivais dentro do Partido Republicano. Ron DeSantis, Mike Pence, que foi vice de Trump, Chris Christie e agora Francis Suarez, que eram aliados do magnata de 77 anos, se juntaram a outros nomes do partido para disputar as primárias das eleições de 2024.

“Isso é um fator negativo porque ele não poderá ser reeleito apenas na base do trumpismo. Precisará de um certo eleitorado mais ao centro que ele ainda não têm”, aponta Lucena. Mas se as acusações não o prejudicam do ponto de vista jurídico, impactam-no politicamente. Assim como nas acusações anteriores, Trump se coloca como vítima, o que alimenta e mantém a sua postura de “máquina do caos”. Não só ele como alguns republicanos chegaram a classificar essas condenações como uma perseguição. Querendo ou não, é algo que o fortalece. “Não há dúvidas que, nos últimos quatro meses, ele vem disparando em todas as pesquisas primárias republicanas. Mas é fundamental que esses processos são divisivos, eles de fato racham a sociedade norte-americana”, conceitua Lucena, destacando que uma vitória de Trump dentro do Partido Republicano para ser o nome a disputar a eleição 2024 pode causar uma racha ainda maior dentro do partido. Trump não liga muto para isso e tem aproveitado a situação para se recolocar na mídia. “Ele estava um pouco esquecido quando começou a questão ali na Justiça em Nova York, essas questões dos documentos e o Capitólio, mas esses temas o colocam toda hora nas manchetes e faz com que ele seja lembrado”, diz o professor.

Por que são as piores acusações?

O caso julgado em Miami parece mais comprometedor que o de Nova York, apesar de Trump ter demonstrado mais de uma vez sua capacidade de sobreviver politicamente aos problemas, quando não os transforma em uma oportunidade. Nos Estados Unidos, uma lei obriga os presidentes a enviarem todos os e-mails, cartas e outros documentos de trabalho para os Arquivos Nacionais. Outra proíbe a retenção de segredos de Estado em locais não autorizados e considerados inseguros. Em janeiro de 2021, quando deixou a Casa Branca e se mudou para sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump levou dezenas de caixas repletas de arquivos. De acordo com a ata de acusação, as caixas foram empilhadas no palco de um salão de dança do complexo hoteleiro antes de serem transportadas para um depósito perto de uma piscina. Algumas tinham a inscrição “segredo de Defesa”. Em janeiro de 2022, depois de receber vários pedidos das autoridades, Trump decidiu devolver caixas com quase 200 documentos confidenciais. Convencidos de que ele não havia entregado todos os documentos em seu poder, vários agentes do FBI entraram em Mar-a-Lago em 8 de agosto e levaram outras cerca de 30 caixas contendo 11 mil documentos.

Créditos: Jovem Pan.

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