Israel encontra documentos e materiais contendo “ordens detalhadas” do ataque do Hamas

Israel encontra documentos e materiais contendo “ordens detalhadas” do ataque do Hamas

Foto: EFE/EPA/BRANDEN CAMP.

O Exército de Israel afirma que encontrou “centenas” de documentos e materiais do grupo fundamentalista islâmico Hamas com instruções para o ataque de 7 de outubro contra o território israelense, que deixou mais de 1.400 mortos, a grande maioria civis. A informação foi dada neste domingo, 15, por meio de um comunicado militar, em que eles alegam terem encontrado o manual de operações, bem como telefones encriptados, equipamentos de telecomunicações e documentos com informações de espionagem que foram distribuídos entre militantes do Hamas. Entre esse material havia “ordens detalhadas” para atacar comunidades israelenses perto da Faixa de Gaza, juntamente com panfletos. Entre esse material havia “ordens detalhadas” para atacar comunidades israelenses perto do enclave, juntamente com panfletos. 

O manual descreve ações coordenadas, as fases do ataque de sábado e palavras-chave, e há uma seção dedicada ao sequestro de civis em locais próximos à Faixa de Gaza, detalhou o Exército israelense. Paralelamente, os militares israelenses alegadamente encontraram junto ao corpo de um membro do Hamas em solo israelense um plano detalhado para realizar o ataque contra o kibutz Alumim. O Exército israelense explicou que desde o último sábado soldados reservistas da unidade 8200 fazem parte de um grupo de trabalho para investigar, analisar e examinar uma série de objetos coletados dos corpos de membros do Hamas. O governo de Israel está distribuindo aos meios de comunicação uma fotografia com um pedaço de papel em árabe, que aparentemente indica o plano de ataque da célula do Hamas que conseguiu infiltrar-se no kibutz Alumim. 

Nesse documento está escrito que o objetivo era “causar o maior dano possível” e capturar reféns. Além disso, o grupo infiltrado recebeu instruções para se reunir no centro do kibutz, concentrar os reféns em um só lugar e atacar a força de defesa que havia no perímetro. Alumim foi uma das comunidades israelenses perto de Gaza onde os islamitas conseguiram infiltrar-se durante o ataque surpresa de 7 de outubro, o que levou a uma escalada de hostilidades que em uma semana causou mais vítimas do que a guerra de dois meses de 2014. Os bombardeios de retaliação do Exército israelense deixaram 2.670 mortos e 9.600 feridos em Gaza, enquanto na Cisjordânia 56 palestinos foram mortos por tiros disparados pelas forças de segurança israelenses e por colonos ultra-sionistas. 

Fonte: Jovem Pan.


Até agora, 916 pessoas foram trazidas da zona de conflito para o Brasil

5º voo da FAB chegou de Israel neste domingo, 15 de outubro | Foto: Divulgação/FAB/Governo Federal

Mais 215 brasileiros que estavam em Israel foram resgatados e trazidos ao Brasil em voo que chegou à 1h45 deste domingo, 15, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A aeronave KC-30 decolou de Tel-Aviv ao meio-dia do sábado 14.

É o quinto voo da Força Aérea Brasileira (FAB)para repatriação de brasileiros desde que o Hamas atacou Israel no sábado 7. O resgate faz parte da Operação Voltando em Paz, realizada pelo governo federal.

Com esse último voo, sobe para 916 o número de pessoas repatriadas. Quase 30 animais de estimação foram trazidos com os brasileiros. No total, mais de 2,7 mil brasileiros pediram ajuda para deixar o Oriente Médio.

Veja o número de passageiros que já voltaram ao Brasil:

  • Primeiro voo: 211 passageiros; pousou na quarta-feira 11;
  • Segundo voo: 214 passageiros; pousou na quinta-feira 12;
  • Terceiro voo: 69 passageiros; pousou na sexta-feira 13;
  • Quarto voo: 207 passageiros; pousou no sábado 14.
  • Quinto voo: 215 passageiros; pousou no domingo 15

Governo negocia resgate de brasileiros da Faixa de Gaza

Até agora, 916 pessoas foram trazidas de Israel | Foto: Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo do Brasil também negocia a retirada de cidadão que estão na Faixa de Gaza. Os brasileiros aguardam autorização para atravessar a fronteira e entrar no Egito, de onde devem embarcar em um voo da FAB para o Brasil.

O governo brasileiro afirmou que, na conversa com o Egito, houve concordância quanto à urgência de se permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Pelo menos 3,5 mil pessoas morreram no conflito iniciado pelo Hamas.

Informações Revista Oeste


Janine Ayala Melo, 29, e Ben Kilinski, 26, se juntaram ao Exército poucas horas depois do início dos ataques em Israel
Janine Ayala Melo, 29, e Ben Kilinski, 26, se juntaram ao Exército poucas horas depois do início dos ataques em Israel Imagem: Arquivo Pessoal

Poucas horas depois do primeiro ataque do Hamas, Janine Ayala Melo, 29, descobriu que voltaria a servir ao Exército de Israel. Natural do Recife, ela fez três anos de serviço obrigatório como combatente no país e era reservista desde então.

Casada, a brasileira ganhou o direito de ser dispensada de vez das Forças Armadas quando virou mãe, mas mesmo com um filho pequeno decidiu se juntar aos colegas na guerra, que começou no sábado (7).

“No primeiro momento pensei: ‘Meu Deus, eu vou morrer. Se eu for, tem 50% de chance do meu filho ficar órfão’. Mas o segundo pensamento foi: ‘Se eu não for, meu amigo que tem três filhos vai deixar três órfãos'”, afirmou a soldada, em entrevista ao UOL.

A família de Janine que ainda vive no Brasil questionou o por que ela não aproveitava os aviões de repatriação para voltar ao país em que nasceu, mas, segundo ela, a solidariedade foi a principal motivação para manter a decisão de ir ao Exército.

“Eu não sei explicar com palavras para alguém que vive no Brasil. Eu tenho medo de morrer, mas não posso deixar meu amigo que é combatente fazer isso sozinho. Eu não quero julgar quem não veio, mas me envergonharia de deixar esse medo me influenciar a não vir”, justifica.

“Mala para tempo indeterminado”

Janine vive em Israel desde os 15 anos e tirou a dupla cidadania aos 18. Ela fez o serviço obrigatório em um batalhão misto, com um cargo que exigia três anos de dedicação — um a mais que o padrão para as mulheres — mas que garantia que ela viraria reservista automaticamente.

Mesmo depois de dar à luz, a brasileira se voluntariou a continuar na “lista de espera” para defender o país e foi convidada a entrar para a Brigada comandada por um amigo.

Nos últimos quatro anos, ela continuou passando por treinamentos anuais, para manter o conhecimento militar. Por isso mesmo, quando entendeu o que estava acontecendo naquele sábado de manhã, não recebeu com surpresa a convocação para a guerra.

“Eu sabia que nosso objetivo era estar na região de Ascalão [mais distante do conflito inicial]. Passaram algumas horas e pessoas começaram a mandar mensagens perguntando o que ia acontecer. Os comandantes disseram só pra gente arrumar uma mala, com roupa para tempo indeterminado”, lembra.

No sábado à tarde, ela e seus companheiros já estavam na cidade em que iam trabalhar para impedir a invasão de membros do grupo extremista Hamas.

A ideia é impedir que terroristas atirem nas pessoas. Nos últimos três dias, tivemos lutas na área ao sul da cidade, pessoas do nosso batalhão tiveram que ir pra lá neutralizá-los. Nisso, tive um amigo que foi assassinado, na segunda [9]. A gente tinha se falado meia hora antes de ele ir pra missão.””

Além de impedir avanços do Hamas, os soldados também ajudam os civis a encontrar zonas seguras.

Na quarta-feira (11), Janine estava andando pela cidade quando ouviu as sirenes que alertam para ataques aéreos. Ela e um colega correram para o abrigo antimíssil mais próximo, mas descobriram que ele estava trancado, impedindo que mais pessoas conseguissem entrar.

“A gente descobriu que tem prédios em que os abrigos estão trancados, porque a responsável tinha perdido a chave. Tivemos que pegar um martelo, que por sorte meu colega tinha no carro, para colocar as famílias dentro”, lembra.

A brasileira explica que o convívio dos moradores com as sirenes, que tocam em média uma vez a cada dois meses sem maiores consequências, atrapalha na organização.

“Tem muitas famílias que estão pensando que é a realidade que eles já conheciam, mas a situação está caótica. Ninguém sabe onde estão as casas em áreas seguras”, destaca Janine, que conhece “dezenas” de pessoas que morreram e tem uma amiga do colégio refém do Hamas.

Nunca na minha vida eu vi ou vivi um evento de tais dimensões. A gente está falando de famílias inteiras que foram assassinadas, é algo inacreditável. Você, além de ser combatente, tem que ser meio psicóloga, acalmar as pessoas e adiar ou diminuir o tamanho do trauma.””

A soldada ainda lamenta a perda de vidas na Faixa de Gaza, mas defende que as Forças Israelenses tentam focar os ataques em espaços ocupados pelo Hamas.

“Quando eu ouço os bombardeiros em Gaza eu penso na mãe que está lá, a gente sabe que tem civis morrendo. Mas o Exército dá alertas para que as pessoas saiam das áreas de bombardeio. A gente não quer matar civis, a gente quer eliminar os terroristas.”

“Peguei carona até minha unidade”

Ben Kilinski, 26, também ficou em alerta desde as primeiras notícias sobre os ataques do Hamas. Reservista há alguns meses, ele tomou a iniciativa de falar com o comandante e foi chamado para a equipe em que estavam seus colegas, no front da Faixa de Gaza.Continua após a publicidade

“Na manhã de sábado acordamos com mísseis em toda a Israel. Alerta vermelho, correria para os bunkers. Os judeus religiosos não usam celular no sábado, então muitas pessoas não sabiam o que estava acontecendo”, conta o brasileiro, que se mudou para Israel em 2020.

Ben foi a Israel pela primeira vez em 2018. Com pai judeu, ele logo decidiu se mudar de vez e se unir às Forças Armadas, onde consolidou sua conversão — segundo a Halachá, lei judaica seguida ao pé da letra pelos ortodoxos, judeus seriam apenas os nascidos de mãe judia, mas, diante do governo de Israel, convertidos que tem qualquer antepassado ou cônjuge judeus são reconhecidos e têm direito à cidadania.

Depois de cumprir seu tempo de serviço obrigatório, ele começou a estudar desenvolvimento de software em uma escola local.

Agora, o brasileiro voltou aos treinamentos intensos e às patrulhas como combatente, membro da unidade especial Brigada Nahal, tradicional em Israel.

“Teve uma bagunça no recrutamento de reservistas, então eu corri sozinho atrás de equipamento — colete a prova de balas, capacete, luvas — e peguei carona de voluntários até me aproximar da base onde estava minha unidade”, detalha Ben, natural de São Paulo.

A prioridade é resgatar as pessoas sequestradas de Gaza e retorná-las com vida para casa.””

Em meio à tragédia, Ben e Janine destacam um ponto em comum: a união do povo israelense.

“A ferida ficou. Amigos mortos, sequestrados, feridos. Mas o povo de Israel está muito unido após meses de divisão e protestos por causa da crise política. Todos se unirem novamente pra defender o país”, afirma o paulista.

“No meu pelotão tem gente religiosa, gente secular, gente de esquerda, de direita. Tem homem de 20 anos e homem de 50. E está todo mundo aqui, junto”, conta a recifense.

Informações UOL


Mais um líder do Hamas é morto pelas forças israelenses

Israel anunciou neste sábado (14) a morte de Ali Qadi, comandante da Nukhba, força de elite do grupo terrorista Hamas. Ele é considerado o principal líder do ataque terrestre no fim de semana passado. 

Em comunicado, o exército israelense afirmou que Qadi, um dos principais comandantes do grupo, foi abatido em bombardeio perpetrado por um drone. 

O líder da unidade Nukhba já tinha sido preso em 2005 após sequestro e assassinato de civis israelenses. Ele foi libertado como parte de uma troca de prisioneiros, em 2011. 

Como mostramos mais cedo, as Forças de Defesa de Israel informaram também a morte de outro líder do grupo terrorista. Em comunicado, os militares afirmaram que um ataque a um quartel-general do Hamas matou Murad Abu Murad, tratado como chefe da formação aérea do grupo e um dos líderes dos ataques terroristas em Israel no último fim de semana. 

Créditos: O Antagonista.


A brasileira Shahed Albanna, de 18 anos, que está no local, enviou um áudio a reportagem onde é possível ouvir o som de bomba caindo próximo à escola

Foto: Agência Brasil

Área próxima a escola na cidade de Gaza onde estão 19 brasileiros foi bombardeada nesta sexta-feira (13). O grupo aguarda a ação do governo brasileiro para retirá-lo do local, que não é considerado seguro desde que Israel deu ultimato de evacuação da região norte Faixa de Gaza.

A brasileira Shahed Albanna, de 18 anos, que está no local, enviou um áudio a reportagem onde é possível ouvir o som de bomba caindo próximo à escola. Em seguida, Shahed enviou vídeo onde mostra pessoas abrigadas na escola em um único cômodo, como forma de se proteger de possíveis bombas.

De acordo com a embaixada brasileira em Ramala, na Cisjordânia, o ônibus demorou a chegar “porque a via principal da cidade de Gaza foi bombardeada durante o trajeto, o veículo chegou bem tarde. Como já é noite, a viagem de Gaza a Khan Younis ficou perigosa. Os brasileiros passarão a noite na escola e viajarão amanhã cedo”.

Com isso, o veículo deve deixar a cidade de Gaza na madrugada desde sábado (14), considerando o horário de Brasília. O Itamaraty informou ainda que a embaixada brasileira de Tel Aviv solicitou formalmente ao Governo de Israel que não bombardeie a escola.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil divulgou ainda que, “segundo informação colhida até agora”, há outro grupo de brasileiros querendo sair de Gaza na cidade de Khan Younis, que faz fronteira com o Egito. Entre esses, está o palestino-brasileiro Hasen Rabee, que aguarda oportunidade para deixar o local, conforme relatado à Agência Brasil.

Ordem para sair –Israel informou aos agentes das Nações Unidas que a região norte da Faixa de Gaza, onde vivem 1,1 milhão de pessoas, deve ser evacuada em 24 horas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou para que a ordem seja revista porque não há tempo hábil para retirar todo mundo. O organismo internacional diz que teme a escalada da crise humanitária.

“Como é que 1,1 milhão de pessoas poderão atravessar uma zona de guerra densamente povoada em menos de 24 horas? Estremeço ao pensar quais seriam as consequências humanitárias da ordem de evacuação”, afirmou Martin Griffiths, Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência.

Nessa quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o presidente de Israel, Issac Herzog, e apelou para que seja aberto um corredor humanitário que permite às pessoas saírem da Faixa de Gaza.

Informações Bahia.Ba


Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, a disputa continua acirrada entre os três principais candidatos, mesmo com Milei liderando

O candidato libertário Javier Milei
O candidato libertário Javier Milei | Foto: World Economic Forum / Benedikt von Loebell 

Apesar do candidato liberal Javier Milei estar liderando as pesquisas de intenção de voto na Argentina, a disputa continua acirrada entre os três principais candidatos, segundo levantamentos recentes.

Os dados revelam o ministro da Economia, Sergio Massa, em segundo lugar e a candidata conservadora Patricia Bullrich em terceiro

Duas pesquisas mostraram os três candidatos dentro de um intervalo de 10 pontos percentuais, indicando que é provável que haja um segundo turno.

Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa obter no mínimo 45% dos votos, ou mais de 40% com uma vantagem de mais de 10 pontos sobre o outro candidato mais próximo.

O economista Milei, que ganhou nas eleições primárias de agosto deste ano, tem entre 34% e 35% dos votos, de acordo com uma pesquisa da Opina Argentina.

Já Massa tem entre 29% e 30%, enquanto Bullrich tem entre 24% e 25%.

Uma pesquisa da Synopsis Consultores mostrou Milei com 36,5%, seguido por Massa com 29,7% e Bullrich com 23,8%.

Facundo Nejamkis, analista da Opina Argentina, sugere que o resultado está em aberto.

A crise econômica da Argentina deixou pobres mais pobres

A crise econômica da Argentina fez com que a inflação anual atingisse 138%, e colocou duas em cada cinco pessoas abaixo da linha da pobreza.

No mês passado os preços na Argentina subiram 12,7%, superando as previsões dos analistas. Esta foi a inflação mensal mais alta do país em 21 anos. Em agosto havia sido de 12,4%. 

A alta de setembro reforçou a expectativa de uma inflação acumulada até o fim do ano superior a 170%. 

Os dados foram divulgados dez dias antes das eleições presidenciais argentinas. O descontrole dos preços e perda do poder de compra por parte da população são o tema central do pleito deste ano.

As promessas de Javier Milei de dolarizar a economia e fechar o Banco Central têm conquistado muitos eleitores.

Embora Milei seja visto como tendo a melhor chance de vencer, é possível que haja um segundo turno na Argentina.

Informações Revista Oeste


Último Minuto: famoso ator israelense é sequestrado por terroristas do Hamas com a mulher e as filhas gêmeas

Foto: Yahya HASSOUNA, Belal Al SABBAGH / AFPTV / HAMAS MEDIA OFFICE / South First Responders / AFP.

O ator israelense David Cunio teria sido sequestrado pelo Hamas junto com a mulher, as filhas gêmeas de 3 anos, além de uma cunhada e uma sobrinha, durante os ataques do Hamas a Israel no último sábado (7/10). As informações foram confirmadas pela revista norte-americana Variety. 

Foto colorida do ator israelense David Cunio - Metrópoles

Reprodução

Conhecido pela atuação em Juventude, filme apresentado no Festival de Cinema de Berlim em 2013, David Cunio é era morador de Nir Oz, comunidade no sul de Israel que foi alvo de bombardeios no fim de semana. 

O cunhado do artista, Aharon Aloni, afirma que o ator acordou com o som das bombas no sábado e se refugiou em um bunker localizado n própria casa. 

O local, no entanto, teria sido incendiado por terroristas e a família, forçada a fugir. Desde então Cunio e os familiares não foram mais vistos, levando as autoridades a acreditar que eles estão entre as 150 pessoas sequestradas para Gaza. 

Tom Shoval, diretor do filme “Juventude”, falou com a Variety sobre o sequestro de Cunio e expressou a esperança de que todos sejam encontrados vivos. “Esse pesadelo aconteceu e não temos muitas informações sobre onde eles estão. Espero que sejam liberados em breve e que nada pior tenha acontecido a eles”, afirmou. 

Shoval apelou aos governos do Ocidente para ajudar na localização e resgate de reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. “Precisamos fazer tudo o que pudermos para libertar esses reféns, que incluem crianças e idosos, e trazê-los de volta para casa. Isso é uma emergência real.” 

Metrópoles


Campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, após ataque israelense — Foto: Mohammed Abed/AFP

Campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, após ataque israelense — Foto: Mohammed Abed/AFP 

O exército israelense emitiu um aviso, nesta quinta-feira (12), pedindo que os moradores da Cidade de Gaza deixem suas casas em direção ao sul da região em até 24 horas. A informação foi confirmada em um vídeo publicado em redes sociais das forças militares do país. 

O porta-voz do exército afirmou que a “evacuação é para a própria segurança” dos habitantes da Faixa de Gaza e recomendou que as pessoas só voltem à Cidade de Gaza quando o governo israelense permitir. 

Palestinos temem que a ordem seja um indicativo de que o exército israelense entre por terra em Gaza.

Pouco tempo antes do pronunciamento nas redes sociais do exército, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse, em comunicado, que os militares israelenses avisaram que todos os palestinos na região norte da Faixa de Gaza, cerca de 1,1 milhão de pessoas, deveriam migrar para o sul. 

No entanto, segundo as informações do exército, o alerta é apenas para a Cidade de Gaza, que conta com cerca de 677 mil habitantes. 

Israel também afirmou que, nos próximos dias, as operações na Cidade de Gaza serão “significativas” e que os moradores da região não devem se aproximar ou tentar ultrapassar a fronteira. (Veja a íntegra do comunicado abaixo)

Segundo a ONU, o comunicado foi enviado pouco antes da meia-noite no horário local. Assim, as 24 horas serão completadas às 18 horas desta sexta-feira (13), no horário de Brasília. A Organização afirmou que já transferiu seu centro de operações centrais para o sul de Gaza. 

Salama Marouf, chefe do gabinete de comunicação do Hamas, disse à agência que o aviso é “propaganda falsa, com o objetivo de semear confusão entre os cidadãos e prejudicar a nossa coesão interna” e que orienta os cidadãos palestinos a “não se envolverem nestas tentativas”. 

ONU pede que qualquer ordem de ataque seja rescindida

Stephane Dujarric, porta-voz da ONU pediu que, se qualquer ordem de ataque por Israel for confirmada, seja rescindida, “evitando o que poderia transformar o que já é uma tragédia numa situação calamitosa”. 

De acordo com o porta-voz, “as Nações Unidas consideram impossível que tal movimento ocorra sem consequências humanitárias devastadoras”, já que não haveria tempo hábil para a movimentação de todo esse contingente de pessoas. 

Em comunicado, Dujarric afirmou que a ordem de deixar a parte norte de Gaza foi dada, inclusive, aos funcionários da ONU e às pessoas abrigadas nas instalações humanitárias da organização. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também apelou às autoridades israelenses, dizendo que mover as pessoas que estão em estado grave nos hospitais de Gaza, incluindo aquelas com suporte de respiração, é uma “sentença de morte”. 

Dezenas de tanques de guerra estão sendo colocados por Israel na fronteira de Gaza, antes de uma invasão terrestre planejada pelas forças militares do país para combater o Hamas. 

O conflito entre Israel e Palestina teve início no último sábado (7), após terroristas do grupo Hamas iniciarem um ataque sem precedentes contra o território israelense. Israel se declarou em guerra e os bombardeios entre os dois lados continuam desde então, com mais de 2.800 mortos até o momento, sendo 1.537 palestinos e 1.300 israelenses.

Imagens de drone mostram como ficou o local da rave atacada pelo Hamas

Imagens de drone mostram como ficou o local da rave atacada pelo Hamas 

Veja a íntegra do comunicado de Israel aos habitantes da Cidade de Gaza

“As Forças de Defesa de Israel apelam que todos os cidadãos da Cidade de Gaza evacuem suas casas em direção ao sul, para sua própria segurança e proteção, e se mudem para a área sul de Wadi Gaza, como mostrado no mapa.

A organização terrorista Hamas travou uma guerra contra o Estado de Israel e a Cidade de Gaza é uma área onde operações militares acontecem. Essa evacuação é para a sua própria segurança.

Você poderá retornar para a Cidade de Gaza apenas quando outro pronunciamento permitir que isso seja feito. Não se aproxime da área da cerca de segurança com o Estado de Israel.

Os terroristas do Hamas estão escondidos na Cidade de Gaza, dentro de túneis que ficam abaixo de casas e dentro de prédios lotados de cidadãos inocentes de Gaza.

Cidadãos da Cidade de Gaza, evacue para o sul para a sua própria segurança e a segurança de seus familiares, e se distancie dos terroristas do Hamas, que estão te usando como um escudo humano.

Nos próximos dias, as Forças de Defesa de Israel continuarão com operações significativas na Cidade de Gaza, com esforços extensivos para evitar ferir civis.”

O que aconteceu até agora?

▶️ Como foi o ataque? As ações se concentraram perto da fronteira da Faixa Gaza, de onde Hamas lançou 5 mil foguetes. 

  • Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país.
  • Houve relatos de que os invasores atiraram em pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses (incluindo mulheres e crianças), levados como reféns para Gaza.

▶️ Como foi a resposta de Israel? Diante da ofensiva do Hamas, o governo israelense iniciou uma retaliação e bloqueou as fronteiras da Faixa de Gaza, impedindo a entrada de alimentos, eletricidade, água e combustível. 

  • “Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, logo após o ataque.
  • “O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.”
  • Ainda em 7 de outubro, Israel lançou bombas em direção à Faixa de Gaza.
  • O ministro da Defesa, Yoav Gallant, declarou na segunda-feira (9) que Gaza “não receberia eletricidade, nem alimentos, nem água, nem combustível”. As fronteiras da Faixa de Gaza foram bloqueadas.

▶️ Quantas pessoas morreram? O balanço mais recente das autoridades locais indicava, na manhã de quarta-feira, que mais de 2.700 pessoas morreram. A ONU estima que mais de 338 mil pessoas foram deslocadas em Gaza desde sábado (7). 

▶️ O que é e onde fica Faixa de Gaza? É o território palestino localizado em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito. 

  • Marcado por pobreza e superpopulação, tem 2 milhões de habitantes morando em um território de 360 km².
  • Para se ter uma ideia desse tamanho em comparação com cidades brasileiras, o território é um pouco maior que o da cidade de Fortaleza (312,4 km²) e menor que o de Curitiba (434,8 km²).
  • Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, Gaza vive um bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira.

▶️ Qual é o histórico do conflito na região? A disputa entre Israel e Palestina se estende há décadas e já resultou em inúmeros enfrentamentos armados e mortes. 

Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico.

G1


União Europeia notifica TikTok por "propaganda terrorista"

Foto: Kon Zografos/Pixabay

AComissão Europeia notificou o TikToknesta quinta-feira (12) pela circulação de“propaganda terrorista”na rede social, pedindo a empresa aremoçãodesse tipo de conteúdo em até 24 horas. A preocupação da comissão é oacesso de menores de idadeà plataforma chinesa de vídeos curtos.

A carta foi enviada diretamente pelocomissário Thierry Breton, responsável pelo monitoramento das empresas digitais na União Europeia (UE), ao presidente do TikTok, Shou Zi Chew. Breton ressaltou a importância de diferenciar fontes confiáveis de conteúdo de“propaganda terrorista”, especialmente considerando que muitos usuários, incluindo menores de idade, utilizam a plataforma como fonte de notícias. 

Thierry Breton destacou a“obrigação especial”que acredita que o TikTok tem em proteger crianças e adolescentesdos“conteúdos violentos que retratam a tomada de reféns e outros vídeos gráficos” que supostamente circulam na plataforma. Ele se referiu aos cidadãos israelenses capturados pelo grupo terrorista Hamas.

O Antagonista 


Tanques de Israel posicionados na fronteira com a Faixa de Gaza
Tanques de Israel posicionados na fronteira com a Faixa de Gaza Imagem: 12.out.2023-Menahem Kahana/AFP

Diplomatas estrangeiros receberam hoje informações que existem sinais suficientes para sugerir que Israel está se preparando para uma invasão terrestre da Faixa de Gaza, depois de atacar a população local nos últimos dias, como resposta ao ataque terrorista do Hamas.

A informação foi coletada por serviços de inteligência estrangeiros e circula entre algumas das principais potências mundiais.

Os dados não estão sendo confirmados por Israel, ainda que governos de várias partes do mundo tenham acelerado a retirada de seus nacionais da região, antes que o cenário eventualmente se concretize.

O UOL obteve as informações com exclusividade, indicando o temor da região de que Israel esteja mobilizando o apoio de seus aliados com o propósito de entrar numa guerra terrestre nas próximas horas ou dias.

Antes, planeja esgotar os serviços, alimentos e água da população local de Gaza, como vem fazendo desde domingo.

A estratégia poderia envolver a criação de uma zona tampão dentro das fronteiras da Faixa de Gaza de até dois quilômetros. Não se descarta o uso da Marinha para desembarcar soldados e garantir o controle sobre a Faixa de Gaza.

Os serviços estrangeiros também apontam que a situação na Cisjordânia e em Jerusalém ocupada irão se agravar, especialmente depois de o Hamas e o Jihad Islâmico terem apelado aos cidadãos da Cisjordânia e de Jerusalém ocupada para se unirem à resistência.

As indicações são de que um dos cenários prováveis é o aumento da violência entre colonos e cidadãos palestinos.

Hezbollah na guerra

Parte da informação que circula aponta que seria de interesse de Israel provocar a entrada do Hezbollah na guerra.Continua após a publicidade

Isso daria justificativa para que Israel bombardeasse as bases do grupo, com importante destruição no Líbano. E acabaria afetando a popularidade do Hezbollah.

A segunda razão revela um cenário ainda mais dramático: Israel garantiria a intervenção dos Estados Unidos caso o Hezbollah optasse por um confronto.

Informações UOL