O acordo – negociado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho passado – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia sejam exportados com segurança.
Navio carrega grãos após sair do porto da Ucrânia — Foto: Serhii Smolientsev/REUTERS
Um acordo que reduziu os preços de alimentos em mais de 20% globalmente deve expirar na terça-feira (18), informou a Rússia.
O pacto – negociado em julho de 2022 – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia fossem transportados pelo Mar Negro com segurança.
A invasão na Ucrânia em fevereiro de 2022 fez com que os preços globais dos grãos disparassem. Dessa forma, o pacto buscava reduzir o preço dos produtos, segundo a Organização das Nações Unidas.
A parceria é importante porque a Ucrânia e a Rússia estão entre os maiores exportadores de commodities do mundo e impactam no preço de produtos mundialmente.
Quase 33 milhões de toneladas métricas de milho, trigo e outros grãos foram exportados pela Ucrânia. Sob o acordo, o último navio deixou a Ucrânia no domingo.
Os russos ameaçaram sair do pacto porque suas demandas para melhorar suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foram atendidas. A Rússia também reclamou que não chegavam grãos suficientes aos países pobres.
A Rússia notificou oficialmente a Turquia, a Ucrânia e as Nações Unidas de que é contra a extensão do acordo de exportação de grãos do Mar Negro, informou a agência de notícias RIA nesta segunda-feira, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou a repórteres que os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje.
Os militares ucranianos sugeriram que o ataque poderia ser algum tipo de provocação da própria Rússia, mas a mídia ucraniana citou fontes não identificadas dizendo que o Serviço de Segurança da Ucrânia estava por trás do incidente.
“Assim que a parte russa dos acordos for cumprida, o lado russo retornará à implementação deste acordo, imediatamente”, acrescentou Peskov.
Ato será realizado na porta da embaixada israelense em Estocolmo
Bíblia Foto: Pexels
Neste sábado (15), a cidade de Estocolmo, na Suécia, será palco de um evento onde um exemplar da Bíblia e outro da Torá serão queimados publicamente, com transmissão pela internet.
O ato acontecerá do lado de fora da Embaixada de Israel na capital sueca. Apesar dos pedidos das autoridades israelenses para que o protesto fosse impedido, a polícia local autorizou a manifestação.
No mês passado, um imigrante iraquiano queimou um exemplar do Alcorão, livro sagrado do Islã, do lado de fora de uma mesquita, gerando uma onda de protestos.
A queima da Bíblia e da Torá será uma resposta a queima deste Alcorão, Um homem apresentou à polícia um pedido para poder realizar o protesto e conseguiu aprovação.
De acordo com a AP News, na Suécia, a polícia concede permissões com base na crença de que uma reunião pública pode ser realizada sem grandes interrupções ou riscos à segurança pública.
AUTORIDADES ISRAELENSES CONDENAM ATO O presidente de Israel, Isaac Herzog, emitiu um comunicado condenando tanto o ataque ao Alcorão, quanto ao ato que será realizado neste sábado.
– Como presidente do Estado de Israel, condenei a queima do Alcorão, sagrado para os muçulmanos em todo o mundo, e agora estou com o coração partido porque o mesmo destino aguarda uma Bíblia judaica, o livro eterno do povo judeu.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, confirmou que tentou impedir a autorização do protesto junto com a polícia de Estocolmo, mas não teve sucesso. Segundo ele, será um “evento desprezível”.
O Conselho das Comunidades Judaicas Suecas criticou a polícia por autorizar o ato diante da “história trágica” que os judeus tiveram na Europa durante o Holocausto.
SpaceX alcança valor de mercado de US$ 150 bilhões e se torna empresa aeroespacial mais valiosa do mundo
Foto: Divulgação/SpaceX.
A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, alcançou valor de mercado de US$ 150 bilhões após uma oferta secundária de ações, conforme noticiou o canal americano CNBC.
Com a operação, a companhia se torna a mais valiosa do seu setor no mundo, superando a Boeing.
A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.
O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.
A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.
A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.
O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.
A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.
Parlamentares de Duma, Câmara Baixa da Rússia, aprovaram, nesta 6ª feira (14.jul), o projeto de lei que proíbe a mudança de gênero. Pelas redes sociais, o porta-voz da Casa, Vyacheslav Volodin, defendeu que a medida foi necessária para “proteger os cidadãos, sobretudo as crianças, e impedir a degeneração da nação”.
O projeto proíbe que moradores mudem o gênero em documentos oficiais de identidade, processo que é legalizado na Rússia desde 1997. Profissionais da saúde também ficam proibidos de realizar “intervenções médicas destinadas a mudar o sexo do paciente”, incluindo cirurgias e prescrição de terapia hormonal.
A aprovação do projeto marca mais um retrocesso nos direitos da comunidade LGBTQIA+ no país. No ano passado, o presidente Vladimir Putin sancionou a lei que proíbe a “propaganda LGBTQIA+”, penalizando em até 5 milhões de rublos qualquer pessoa ou empresa que divulgar conteúdos relacionados com a homossexualidade.
Diretor-executivo anunciou em redes sociais que a IA passou a ser usada no atendimento ao cliente. O fato gerou diversas críticas.
Cada vez mais a IA está gerando preocupações em trabalhadores que veem seus empregos em risco. — Foto: Getty Images via BBC
O diretor-executivo de uma empresa na Índia recebeu uma onda de críticas depois de substituir 90% de seus funcionários de atendimento ao cliente por um chatbot de inteligência artificial (IA).
Suumit Shah, fundador da Dukaan, disse no Twitter que a troca dos funcionários por um chatbot (robô que realiza atendimentos) melhorou drasticamente as respostas iniciais aos clientes e o tempo de resolução de suas consultas.
O tuíte causou indignação em muitos internautas. Ele chegou em um momento em que existem preocupações de que a Inteligência Artificial (IA) possa deixar muitas pessoas desempregadas, especialmente no setor de serviços.
Uma decisão ‘necessária’
Em uma série de tuítes – que acumularam mais de um milhão de visualizações – Shah explicou a decisão de sua empresa de usar um chatbot.
Ele afirmou que demitir funcionários foi uma decisão “difícil”, mas “necessária”.
“Dado o estado da economia, as startups estão priorizando a lucratividade em vez de tentar se tornar ‘unicórnios’, e nós também”, escreveu ele.
Shah acrescentou que o suporte ao cliente tem sido um problema para a empresa há muito tempo e ele está tentando consertá-lo.
Ele também escreveu sobre como eles construíram o bot e a plataforma de IA em pouco tempo para que todos os clientes da Dukaan pudessem ter um assistente virtual.
Ele declarou que o bot responde a todos os tipos de perguntas com rapidez e precisão.
“Na era da gratificação instantânea, começar um negócio não é mais um sonho distante”, escreveu ele, acrescentando: “Com a ideia certa, a equipe certa, qualquer um pode transformar os seus sonhos empresariais em realidade”.
Shah também indicou que a empresa está contratando para vários cargos.
No entanto, muitos usuários criticaram suas postagens e o acusaram de prejudicar a vida de seus funcionários com sua decisão “implacável”.
“Como esperado, não encontrei nenhuma menção ao fato de 90% dos funcionários terem sido demitidos. Que assistência eles receberam?”, perguntou um usuário.
“Talvez tenha sido a decisão certa para o negócio, mas não deveria ter se tornado um tópico de comemoração/marketing”, disse outro.
Shah disse que detalhará as medidas de suporte aos funcionários pelo LinkedIn, já que, segundo ele, as pessoas no Twitter estariam procurando “rentabilidade, e não simpatia”.
Nos últimos anos, ferramentas de IA generativas, como o ChatGPT, proliferaram e se tornaram mais acessíveis.
À medida que mais organizações usam essas ferramentas para aumentar a produtividade e reduzir custos, aumentam as preocupações de pessoas que temem perder seus empregos para a tecnologia.
O Goldman Sachs publicou um relatório em março indicando que a inteligência artificial poderia substituir cerca de 300 milhões de empregos em tempo integral.
Na Índia, várias empresas estão investindo em IA para desenvolver produtos, o que aumentou o medo de possíveis perdas de empregos.
Primeira etapa do programa vale para quem tem renda mensal de até R$ 20 mil.
Os sintomas de Ray incluíram vômitos, confusão mental e perda da capacidade motora Imagem: Reprodução/WISTV
Um menino de 10 anos teve que ser internado às pressas em um hospital nos Estados Unidos após beber seis garrafas no período de uma hora.
Ray Jordan estava brincando com os primos em sua casa, na Colúmbia, Carolina do Sul (EUA), quando entrou para beber água.
“Ele saiu correndo com os primos e começou a brincar. Eles estavam correndo em círculos a todo vapor pela casa, um bando de meninos juntos, pulando na cama elástica”, disse a mãe de Ray, Stacy, à WISTV.
Foi quando Ray começou a se sentir exausto com o calor. “Ele entrou para beber água”, comentou a mãe. “O que não percebemos foi o quanto ele bebeu”.
Algum tempo depois, contou Stacy, o menino começou a apresentar sintomas como vômitos, aparente embriaguez, confusão mental e perda de controle do movimento da cabeça e dos braços.
O menino foi levado ao Hospital Infantil Prisma Health em Colúmbia, Carolina do Sul, onde foi diagnosticado com intoxicação severa por consumo excessivo de água.
A intoxicação ocorre quando os rins não conseguem lidar com a ingestão excessiva de água, resultando em baixos níveis de sódio no sangue.
Para ajudar o menino a se recuperar, os médicos administraram fluidos para ajudar na micção e regular os níveis de sódio e potássio no sangue.Continua após a publicidade
Após o tratamento, o garoto se recuperou completamente e não ficou com sequelas.
Após o episódio, a família disse à WISTV ter aprendido a importância de alternar entre água e bebidas isotônicas em dias quentes para manter o equilíbrio eletrolítico.
O estado da Carolina do Sul tem enfrentado altas temperaturas, variando entre os 27ºC e 35ºC, o que pode contribuir para a desidratação.
As condições de calor extremo continuarão nos próximos dias, com alertas de calor excessivo emitidos pelo Serviço Nacional de Meteorologia.
A combinação de altas temperaturas e umidade faz com que a sensação térmica seja de 40ºC a 43ºC.
Reino Unido, Canadá e Espanha são contra decisão de Biden; armamento é proibido em 123 países
As munições espalham explosivos por uma área de cerca de 25.000 metros quadrados e podem ficar ativas por décadas; na foto, parte de bomba de fragmentação não detonada
Países aliados aos EUA e organizações internacionais se posicionaram contra a decisão do presidente norte-americano, Joe Biden, de enviar bombas de fragmentação para a Ucrânia.
Os governos de países como Reino Unido, Canadá e Espanha se colocaram contra a medida. Já a Alemanha e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) afirmaram que cabe aos envolvidos decidirem se usam ou não o armamento.
Na 6ª feira (7.jul), Biden autorizou o envio de bombas de fragmentação para Kiev como parte de um novo pacote de assistência militar. O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que a Ucrânia prometeu usar as munições “com cuidado”.
como funcionam as bombas de fragmentação – espalham explosivos por uma área de cerca de 25.000 metros quadrados e podem ficar ativas por décadas, transformando as regiões atingidas em campos minados.
Os países que se posicionaram contra o uso das bombas citaram a convenção de 2008, da qual são signatários, que proíbe a fabricação e o uso dessas munições. Ao todo, 123 nações se comprometem a não produzir nem usar o armamento.
Perguntado por jornalistas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, disse que seu país continuará apoiando a Ucrânia, mas destacou que o Reino Unido é signatário da convenção que proíbe o uso de bombas de fragmentação.
O governo canadense reagiu no mesmo sentido. Em comunicado, afirmou que “o Canadá está em total conformidade com a convenção” contra o uso de bombas de fragmentação e leva a sério sua “obrigação de encorajar a adoção universal” ao tratado.
Entre os integrantes da UE (União Europeia), a Espanha e a Alemanha se manifestaram sobre o tema. A ministra de Defesa espanhola, Margarita Robles, pediu que as munições não sejam utilizadas. “Não às bombas de fragmentação e sim à legítima defesa da Ucrânia, que entendemos que não deveria ser feita com o uso de bombas de fragmentação”, falou a jornalistas.
Já a Alemanha não se posicionou contra o uso e sugeriu que a decisão foi ponderada. “Certamente os amigos norte-americanos não chegaram a essa decisão de maneira fácil”, afirmou o porta-voz do governo, Steffen Hebestreit.
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) também optou por não se posicionar. O secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, disse que a entidade não tem uma posição clara sobre o uso do artefato e que a decisão de usar ou não cabe aos países envolvidos.
Por outro lado, a Human Rights Watch foi enfática ao afirmar que “ambos os lados [Rússia e Ucrânia] devem parar imediatamente de usar munições de fragmentação” e que Washington não deve transferir as bombas para Kiev.
Caso ocorreu quando presidente Joe Biden e família não estavam no local, que chegou a ser esvaziado para investigação
Um pó branco encontrado dentro da Casa Branca na noite do último domingo (2) foi identificado pelo Corpo de Bombeiros de Washington como cocaína,informou o jornal Washington Post. O caso levou ao fechamento temporário de parte da sede da Presidência americana —o presidente Joe Biden estava ausente no momento.
Segundo aagência de notícias Associated Press, dois agentes do Serviço Secreto dos EUA encontraram o pó branco em uma área acessível a grupos turísticos durante uma ronda de rotina por volta das 20h45 do horário local. O órgão confirmou à agência Reuters que foi encontrado um “item desconhecido”, mas sem especificar qual.
“Na noite de domingo, o complexo da Casa Branca foi fechado por precaução enquanto oficiais da Divisão de Uniformes do Serviço Secreto investigavam um item desconhecido encontrado dentro de uma área de trabalho”, disse um porta-voz, em comunicado.
O item foi descoberto na ala oeste, uma área anexa à mansão executiva onde mora o presidente e inclui o Salão Oval. O espaço também conta com sala do gabinete e área de imprensa, além de escritórios.
Lá fora
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As equipes de bombeiros foram chamadas para fazer um teste rápido. Segundo o Washington Post, um dos agentes da equipe de materiais perigosos transmitiu por rádio o resultado da prova: “Temos uma barra amarela dizendo cloridrato de cocaína”.
A Casa Branca logo foi reaberta, e o pó foi enviado para novos testes. “O Corpo de Bombeiros rapidamente determinou que o item não era perigoso”, acrescentou o Serviço Secreto.
Segundo o porta-voz, há uma investigação sobre a causa e a maneira como a substância entrou no complexo. Joe Biden e sua família partiram para Camp David na última sexta-feira (30) e retornaram à Casa Branca nesta terça-feira (4). Centenas de pessoas trabalham ou passam regularmente pela ala oeste do local.
Sergei Surovikin é conhecido por ter um bom relacionamento com o líder do grupo paramilitar, Yevgeny Prigozhin
O general Sergei Surovikin (à esq.) cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à dir.)
Sergei Surovikin, um dos principais generais do exército da Rússia, foi preso na 4ª feira (28.jun.2023). A detenção foi feita no momento em que o Kremlin reprime os aliados do grupo paramilitar Wagner, responsável por organizar uma rebelião contra a liderança militar da Rússia no último fim de semana. As informações são do Financial Times e do The Moscow Times.
Surovikin é conhecido por ter um bom relacionamento com o líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin. O Ministério da Defesa russo ainda não comentou o caso. O general não é visto em público desde sábado (24.jun).
Surovikin é conhecido como “General Armageddon” por suas táticas de bombardeio na Síria, consideradas brutais. Foi destacado, em 2022, para administrar a invasão da Ucrânia pela Rússia. Neste ano, começou a atuar como curador do contingente paramilitar do Grupo Wagner que estava lutando na linha de frente no Leste da Ucrânia.
Depois que o conflito se transformou em uma rebelião armada no último fim de semana, Surovikin fez uma breve declaração pedindo aos combatentes do Grupo Wagner que depusessem as armas e, então, desapareceu.
ENTENDA O CASO
O Grupo Wagner iniciou na 6ª feira (23.jun) uma rebelião. Na ocasião, Yevgeny Prigozhin afirmou em um vídeo publicado que o Ministério da Defesa da Rússia estava enganando o presidente russo, Vladimir Putin, e a população do país.
O chefe do Grupo Wagner disse ainda não haver motivo para o Kremlin invadir a Ucrânia, pois nem Kiev, nem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ameaçavam atacar a Rússia. Prigozhin declarou que o objetivo da guerra é distribuir os recursos naturais e industriais ucranianos à elite russa.
Prigozhin acusou o Ministério da Defesa de ter bombardeado um acampamento do grupo posicionado no front da guerra com a Ucrânia. Em resposta, o grupo paramilitar tomou o controle da cidade de Rostov-on-Don, próxima à fronteira com a Ucrânia, e prometeu marchar até Moscou para tirar do poder o governo que classificou como “mentiroso, corrupto e burocrata”.
No sábado (24.jun), a Rússia instaurou um protocolo antiterrorista na região da capital russa. O governo também montou bloqueios em estradas para dificultar a passagem do grupo de mercenários.
Rubia Andrade Daniels estava de férias na Indonésia quando soube que havia casas sendo vendidas por apenas um euro na Itália. Em um primeiro momento ela achou que se tratava de uma brincadeira, algo “bom demais para ser verdade”, até que fez sua própria pesquisa e viu que de fato existiam tais anúncios. Ela não esperou para garantir suas compras.
“Queria ver para crer. Em três dias eu já tinha comprado a minha passagem, marcado o hotel, reservado um carro. Aí eu fui para a Itália pra tentar pegar mais informação, saber se aquilo ali era realmente real. Foi assim que tudo começou”, diz Rubia em entrevista a Nossa.
A venda de casas por um euro em cidadezinhas italianas existe pelo menos desde 2014, mas foram os anos seguintes que suas vendas aumentaram cada vez mais com a adesão de localidades em regiões famosas como a Toscana, a Sicília, a Sardenha, a Puglia, o Piemonte e Lombardia.
As iniciativas vieram como forma de combater a saída dos mais jovens para os grandes centros, dar fim ao abandono de imóveis e manter a existência de vilarejos com grande população idosa, repovoando essas localidades. Cada lugar tem regras específicas.
Em janeiro de 2019 Rubia embarcou para a Sicília, numa cidade de 10 mil habitantes chamada Mussomeli. Até então, segundo ela, não havia tanta procura pelas casas a preço de um cafezinho. Todo processo foi feito por uma agência imobiliária autorizada pela prefeitura local.
Uma das casas escolhidas, no centro histórico de Mussomeli Imagem: Arquivo pessoalRubia em frente a uma das casas recém adquiridas Imagem: Arquivo pessoal
“Eu fui uma das pioneiras. Quando eu cheguei lá em 2019, por exemplo, no dia que eu fiz o tour, era só eu e havia umas 100 a 150 casas disponíveis”, conta, e completa:
Hoje, se você marcar um tour, vai estar no mínimo com 30 pessoas, porque tem gente do mundo inteiro indo para lá e comprando essas casas”
Apesar de ter ido para outras cidades ainda menores que Mussomeli, ela escolheu o lugar devido a sua estrutura com hospital, restaurantes, bares, panificadoras, posto de gasolina e boutiques: “Eu não preciso sair da cidade para nada”.
Cidades do interir da Itália têm atraído pessoas de todo o mundo com programas para ajudar a repovoar regiõesImagem: Reprodução/ Arquivo pessoal
A compra
Com tantas opções disponíveis de moradia, a empreendedora brasileira se encantou por três imóveis dispostos no centro histórico de Mussomeli — um quarto seria adquirido pela sua filha.
Por se tratar de edifícios antigos, muitos ainda com o estilo medieval no interior, um dos requisitos para a compra foi preservar o aspecto histórico do prédio quando é necessário fazer reformas.
Uma das obrigações de quem compra as casas de um euro é manter o aspecto arquitetônico das construções históricasImagem: Arquivo pessoal
Todo comprador tem até três anos para iniciar os trabalhos e garantir a propriedade com a aquisição da escritura, que pode variar entre 3 mil e 3,5 mil euros, além da taxa de prestação de serviço da agência imobiliária, que Rubia pagou 500 euros. O valor de um euro por casa, hoje cotado por pouco mais de R$ 5,00, é praticamente simbólico.
Você tem que pagar pelo serviço, no caso, o serviço das agentes e a escritura da casa. A casa em si é quase gratuita. Porque um euro é simbólico”
A primeira casa pertence à filha de Rubia e fica ao lado de uma das três que a mãe comprouImagem: Reprodução/ Arquivo pessoal
Investimento nas reformas
Moradora da Califórnia, na Costa Oeste dos EUA, Rubia iniciou a reforma da primeira casa ainda em 2019.
A própria Rubia levou materiais e ferramentas de construção da sua casa nos EUA para reformar as casas italianas Imagem: Reprodução/ Arquivo pessoal
Ela trabalha com energia renovável — suas casas levam projetos sustentáveis na execução — e carregou suas próprias ferramentas em cinco malas para iniciar a restauração dos imóveis junto com o marido e um cunhado, que estava no Brasil: “Fomos no verão de 2019 já pra pegar a escritura e começar com a reforma”.
Com a chegada da pandemia em março de 2020, as obras tiveram que ser paralisadas, já que havia restrições de viagens no mundo todo. Somente no final do ano passado houve a retomada das obras, seguindo o prazo estabelecido — e estendido devido ao período pandêmico.
As casas históricas têm características medievais; esta é uma das chaves das casas compradas pela brasileiraImagem: Reprodução/ Arquivo pessoal
Cada um dos imóveis terá uma finalidade: o primeiro, que precisou de poucos reparos, será a casa de férias; o segundo está com obras em andamento e Rubia pretende abrir uma galeria de arte; o terceiro ainda não teve muitos trabalhos e deve ser um centro de bem-estar.
Há ainda um quarto imóvel que quase não precisou de reparos. Ele pertence a filha de Rubia e faz vizinhança à uma das casas da mãe. Rubia que ficou responsável por reformá-lo, e sua mobília foi preservada. Foi nele que a família passou junta o Natal de 2022.
Cada casa comprada por Rubia foi encontrada em uma situação diferenteImagem: Arquivo pessoal
Gastos para reforma
Como cada imóvel estava com condições diferentes, Rubia conta que o investimento na reforma é variável: “Varia, porque o que determina a reforma é o tamanho e a condição que está o prédio. Então se você pegar uma casa como a que a gente fica hoje, eu devo ter gastado uns 2 mil euros, porque é uma casa com mínima reforma”.
“Na casa que eu estou trabalhando até agora e vai ser a galeria de arte, eu acho que é seguro dizer que vai gastar entre 20 mil e 25 mil euros para reformá-la inteira”, afirma. O valor equivale a cerca de R$ 105 mil e R$ 130 mil na conversão para o real. E, apesar de a casa ser comprada por apenas um euro, esse é um investimento para reformas que ainda assim vale a pena.
Telhas de uma das casas já foram completamente substituídas Imagem: Reprodução/ Arquivo pessoal
Uma grande comunidade
Natural de Goiânia, Rubia sentiu que Mussomeli se mostrou um lugar acolhedor, seja com os moradores da cidade que ela tem contato por precisar comprar material de construção ou itens básicos, seja com as novas amizades: “O pessoal é super gente boa”.
Ela conta que já ajudou a vender mais de 100 casas naquele vilarejo desde que fez a compra das casas por R$ 16, e oferece assistência a quem a procura.
Vista da pequena Mossomeli, na Sicília, cidade escolhida por Rubia para comprar suas três casasImagem: Arquivo pessoal
Tenho vários amigos que também compraram. Então, eu sou bem ativa em ajudar o pessoal que tem o mesmo sonho”
“É estar criando uma nova comunidade para poder escolher quem você quer que sejam os seus vizinhos. Tem gente do mundo inteiro indo para lá e comprando essas casas”, diz.
Britânicos, belgas, franceses, coreanos, chineses, russos, gente da Argentina e Nigéria são algumas das nacionalidades que vão compor essa nova vizinhança que manterá viva a existência de Mussomeli:
Você aprende outras culturas, você aprende outros hábitos. É quase que uma coisa utópica”
Aos 50 anos recém-completados, Rubia vai voltar para Mussomeli em setembro para conferir as obras. Ela já planeja o futuro e incentiva aqueles que também querem fazer o mesmo que ela fez:
“Meus planos são de me aposentar. Se você quer fazer isso, eu acho que é uma oportunidade excelente. E o investimento é mínimo. Na pior das hipóteses, você terá uma casa de férias na Europa”, finaliza.
A casa que precisou de reformas mínimas já foi concluída e tem móveis no interior; é onde a família dela fica quando vai para a Sicília Imagem: Reprodução/ Arquivo pessoal