Às vésperas da eleição, ditador ofendeu políticos para promover ideais chavistas
O ditador da Venezuela Nicolás Maduro insultou Milei e Bolsonaro durante comício | Foto: Reprodução/@nicolasmaduro
O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, insultou o presidente da Argentina, Javier Milei, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante um comício, às vésperas da eleição no país.
Enquanto discursava à multidão, Maduro criticou abertamente Milei e Bolsonaro para promover seus ideais chavistas.
“Aqui não se cria um Milei”, afirmou o ditador. “Vocês querem que chegue ao poder [alguém como] Milei? Como um Bolsonaro? Na Venezuela, não. Vá para bem longe, amigo, mas a Venezuela não cairá nas mãos do fascismo.”
Insultos de Maduro a Javier Milei são recorrentes
Os insultos ao presidente da Argentina têm sido frequentes nos eventos de campanha chavistas.
Em resposta aos ataques, a Casa Rosada emitiu uma declaração na semana passada em que afirma que as alegações de Maduro não merecem resposta, pois vêm de um “ditador” e de um “imbecil”.
Na última quinta-feira, 18, Maduro acusou Milei e o presidente do Equador, Daniel Noboa, de estarem envolvidos em um plano para “suspender” as eleições na Venezuela, marcadas para este domingo, 28, em que o candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, está à frente.
As relações entre Argentina e Venezuela, que eram estreitas durante os mandatos de Néstor Kirchner, Cristina Kirchner e Alberto Fernández, pioraram depois de Javier Milei assumir a Presidência da Argentina, em dezembro do ano passado.
Ação militar pretende expulsar terroristas do Hamas que se infiltraram na área
Soldados de Israel durante operação na Faixa de Gaza | Foto: Reprodução/IDF
As forças israelenses ordenaram a evacuação de uma porção da Faixa de Gaza designada como zona humanitária. O comando foi dado nesta segunda-feira, 22. A ação militar pretende expulsar terroristas do Hamas que se infiltraram na área e usam o local para lançar foguetes contra Israel.
De acordo com os militares, a área a ser evacuada inclui a parte leste da zona humanitária de Muwasi, localizada no sul da Faixa de Gaza. As informações são da agência de notícias Associates Press.
Região da Faixa de Gaza enfrenta desafios humanitários
O anúncio da operação vem em meio a delicadas negociações por um cessar-fogo na Faixa de Gaza. A região abriga cerca de 1,8 milhão de palestinos que se refugiaram da guerra e enfrentam condições precárias de habitação e sobrevivência.
Viagem diplomática de Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, inicia nesta segunda-feira uma viagem pelos Estados Unidos. Em sua agenda, estão marcadas uma reunião com o presidente Joe Biden e uma visita ao Congresso.
Reforço militar
O Exército de Israel convocou no último domingo, 21, judeus ultraortodoxos para serviços militares. A decisão partiu da Suprema Corte do país, em 25 de junho.
A medida avalia que o Estado aplicava uma seleção discriminatória. Segundo a Corte, isso violaria o princípio de igualdade perante a lei.
Anteriormente, os ultraortodoxos eram isentos do serviço militar obrigatório, exigido para a maioria da população. Os judeus ultraortodoxos representam pouco mais de 13% da população de Israel.
A decisão pode enfraquecer o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que depende do apoio de partidos ultraortodoxos.
Esses partidos podem abandonar o governo, o que levaria a novas eleições. Na semana passada, rabinos pediram que estudantes não “apareçam de forma alguma ao escritório de convocações do exército”.
Ditador Nicolas Maduro afirma que a população vai escolher entra “paz ou guerra”
O ditador Nicolas Maduro | Foto: Reprodução/Twitter/X
Sob o governo do ditador Nicolas Maduro, a Venezuela fechará suas fronteiras a partir da meia-noite de 26 devido às eleições previstas para o dia 28. Os ministérios da Defesa e do Interior anunciaram a decisão. Além disso, o governo suspendeu o porte de armas e a proibição de bebidas alcoólicas até 23h59 de 29.
Também houve proibição da comercialização e do uso de objetos pirotécnicos, da circulação de cargas pesadas e da realização de manifestações públicas. A ditadura de Maduro determinou ainda o aquartelamento dos policiais, que ficarão à disposição do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana.
Ditadura na Venezuela
No poder desde 2013, Nicolás Maduro, é acusado de perseguir opositores na Venezuela. O país vive uma crise prolongada. Milhões de refugiados deixaram suas fronteiras, principalmente para a América Latina. O principal adversário do ditador nas eleições é o diplomata Edmundo González, que recebe apoio de María Corina Machado, que foi impedida de concorrer.
Novas ameaças de Maduro
No sábado 20, Maduro fez novas ameaças para o caso de um derrota nas eleições. De acordo com o ditador, a população escolherá entre a guerra e a paz.
“Em 28 de julho, o futuro da Venezuela será decidido para os próximos 50 anos, seja uma Venezuela de paz ou uma Venezuela convulsionada, violenta e cheia de conflitos”, disse Maduro. “Paz ou guerra”, Ele disse que sua derrota seria começo de uma “Venezuela de elites, com o povo excluído e tudo privatizado”.
Neste domingo (21), Eric Trump, um dos filhos do ex-presidente Donald Trump, exigiu a renúncia da diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle. O pedido vem após falhas de segurança durante um comício na semana passada em Butler, Pensilvânia, onde Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato.
O clamor por renovação no órgão surgiu após um comício em Butler, na Pensilvânia, onde Donald Trump sofreu uma tentativa de assassinato. Eric Trump, em entrevista à Fox News, criticou duramente a administração Biden e a atuação do Serviço Secreto, exigindo mudanças imediatas.
Quais Falhas Comprometeram a Segurança do Ex-Presidente Trump?
Segundo relatos durante a entrevista, a situação crítica vivida por Donald Trump decorreu de uma série de negligências operacionais por parte do Serviço Secreto. A equipe de segurança do ex-presidente havia solicitado reforços e mais equipamentos para garantir a proteção durante o comício, pedidos que, supostamente, não foram atendidos a tempo.
Reações Políticas e Pedidos de Renúncia
A reação de Eric Trump não foi apenas uma expressão de descontentamento pessoal, mas sim um indicativo de uma possível falha sistêmica dentro do Serviço Secreto. Diante das acusações, a pressão sobre Kimberly Cheatle intensificou-se, colocando sua permanência como diretora em xeque. Alegando que tais falhas poderiam comprometer não apenas a segurança de seu pai, mas de qualquer figura pública protegida pela agência, Eric Trump enfatizou a urgência de responsabilização e mudança.
O Futuro do Serviço Secreto
O caso está longe de ser um incidente isolado. Muitos funcionários do governo têm mostrado uma receptividade crescente em relação ao tema. Já estão programadas audiências com o Comitê de Fiscalização da Câmara, que investigará detalhadamente as circunstâncias que cercaram o atentado contra Donald Trump. Estas avaliações poderão determinar o futuro de altos cargos dentro do Serviço Secreto e talvez desencadeiem uma reestruturação na forma como a segurança é gerenciada no país.
Entender esse incidente e seus desdobramentos é essencial para avaliar o estado atual da segurança nacional e a eficácia das instituições responsáveis pela proteção das lideranças políticas nos Estados Unidos. Com a análise cuidadosa dos fatos e a responsabilização dos erros, espera-se garantir que falhas como essas não se repitam no futuro.
Na recente declaração dada através da rede social Truth Social, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e agora candidato republicano para as próximas eleições, relata sua conversa com Volodymyr Zelensky. Ele destaca que, como parte de sua campanha presidencial, tem como objetivo principal restabelecer a paz mundial, focando especificamente no conflito entre Ucrânia e Rússia.
Trump expressou, com otimismo, a promessa de encerrar a guerra que “custou tantas vidas e devastou incontáveis famílias inocentes”. A estratégia do político inclui, segundo ele, unir ambos os lados do conflito para negociar um acordo que não somente termine com a violência, mas também abra caminho para a futura prosperidade dos envolvidos.
Durante a ligação, que Trump descreveu como “ótima”, ele recebeu felicitações de Zelensky por sua indicação pelo Partido Republicano. O líder ucraniano afirmou estar disposto a discutir pessoalmente os possíveis passos para alcançar uma paz justa e duradoura. A confirmação destes diálogos foram reforçadas com a publicação de Zelensky na rede social X, onde ele apreciou o suporte bipartidário e bicameral americano para a proteção da liberdade ucraniana.
“Estabelecemos com o presidente Trump discutir em uma reunião pessoal que passos podem ser dados para uma paz justa e realmente duradoura”, afirmou na sexta-feira em publicação no X. “Tomei nota do vital apoio bipartidário e bicameral americano para proteger a liberdade e a independência de nossa nação.”
Desde que aceitou a nomeação do Partido Republicano, Trump não se furtou de tentar reunir apoio através de suas promessas de alterar significativamente as políticas externas americanas. Em seu discurso na Convenção Nacional Republicana em Milwaukee, ele enfatizou a importância da união, declarando que “não há vitória em vencer para apenas metade da América”.
As implicações dessas promessas, se levadas a cabo, podem redefinir não só o papel dos Estados Unidos no palco internacional, mas também, o estado da geopolítica na Europa Oriental. Enquanto a candidatura de Trump segue polarizando opiniões, a perspectiva de uma intervenção americana para o cessar-fogo no conflito ucraniano continua sendo um ponto de intensa discussão e especulação.
Argentina acusa o Irã e o Hezbollah pelo ataque que deixou 85 mortos; atentado completou 30 anos, nesta quinta-feira, 18
Até hoje, o atentado a bomba à comunidade judaica em 1994 é o mais mortal da história da Argentina | Foto: Reprodução/Instagram
Na semana em que se completa 30 anos do atentado a bomba à comunidade judaica da Argentina, o presidente Javier Milei prometeu justiça ao caso. Na quarta-feira 17, ele se comprometeu a resolver o que chamou de décadas de inação e falhas nas investigações do caso, que deixou 85 mortos.
Em 18 de julho de 1994, uma van carregada de explosivos atingiu o centro comunitário judaico da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires. Até hoje, trata-se do ataque mais mortal da história argentina. O país acusa terroristas do Hezbollah e o Irã pela autoria do ataque.
“Hoje, escolhemos nos manifestar, não ficar em silêncio”, declarou Milei. “Estamos levantando nossa voz, não cruzando os braços. Escolhemos a vida, porque qualquer outra coisa é transformar a morte em um jogo.”
Tribunal atribui ataque ao Irã
A Argentina culpa o Irã pelo ataque a bomba à comunidade judaica, em 1994 | Foto: Reprodução/Pexels.com/Aboodi Vesakaran
Em abril, o principal tribunal criminal da Argentina atribuiu o ataque ao Irã, afirmando que foi executado por militantes do Hezbollah em resposta a “um projeto político e estratégico” do Irã. Teerã nega qualquer envolvimento e se recusa a entregar os suspeitos. Investigações anteriores e mandados de prisão da Interpol não chegaram a conclusões.
Milei, conhecido por seu apoio à comunidade judaica e a Israel, anunciou que vai propor um projeto de lei para permitir o julgamento à revelia dos suspeitos. Ele também afirmou que seu governo reforçará o sistema nacional de inteligência, a fim de prevenir ataques futuros e alocará mais recursos à investigação do atentado contra a AMIA.
Milei promete responsabilização de autoridades iranianas
Além do atentado de 1994, promotores argentinos responsabilizam autoridades iranianas e membros do Hezbollah por um ataque em 1992 à embaixada israelense na Argentina, que matou 22 pessoas.
“Embora eles talvez nunca possam cumprir uma sentença, não poderão escapar da condenação eterna de um tribunal que prova sua culpa diante do mundo inteiro”, afirmou Milei.
O presidente classificou a decisão de abril como um “enorme passo” na busca por justiça no caso AMIA. Apesar disso, ele destacou que ainda há muito a ser feito, devido ao “encobrimento pelo Estado terrorista do Irã”. Na semana passada, Milei declarou o grupo militante islâmico Hamas, apoiado pelo Irã, uma organização terrorista por seu ataque a Israel em 7 de outubro.
O cenário político no Vietnã enfrenta um período de incertezas e expectativas após o falecimento de Nguyen Phu Trong. O antigo líder do Partido Comunista do Vietnã, que exerceu o mais alto cargo por quase 13 anos, morreu nesta sexta-feira (19/7) aos 80 anos, deixando um vácuo de poder imediato que está sendo temporariamente preenchido por To Lam.
Nguyen Phu Trong, que conduziu o país com uma forte mão, era conhecido por sua campanha rigorosa, o que remodelou significativamente a política vietnamita. Educado na União Soviética, Trong manteve uma direção ideológica marxista-leninista firme durante o seu governo, deixando um legado que ainda influi profundamente no partido e na estrutura do Estado.
POOL/AFP
Quem Era Nguyen Phu Trong?
Trong liderou o Vietnã desde 2011, consolidou seu poder após eliminar obstáculos que limitavam o período de governança para apenas dois mandatos. Sua gestão foi marcada por uma política de “portas fechadas” para a corrupção, resultando na expulsão e investigação de centenas de funcionários governamentais. Aos 80 anos, após uma longa luta contra uma doença grave, o líder deixou seu papel, causando uma grande especulação sobre seu sucessor.
O que Esperar da Transição de Poder?
Atualmente, To Lam, que foi chave na campanha anticorrupção sob a liderança de Trong, ocupa interinamente a posição de secretário-geral do Partido Comunista. Lam, que também serviu como chefe da segurança interna, assumiu as responsabilidades de Trong em uma transição que muitos observadores sugerem ser apenas o começo de um debate mais amplo sobre a sucessão até o Congresso de 2026.
Qual Será o Futuro Político do Vietnã após Trong?
Embora Trong tenha garantido uma terceira liderança modificando os estatutos do partido, sua morte levanta questões significativas sobre a continuidade ideológica e a estabilidade política no Vietnã. Com a próxima convenção do partido em 2026, a discussão sobre quem assumirá o comando é intensa entre membros senior do partido e a população, que aguarda por respostas sobre o rumo político do país.
Agências internacionais informam que os usuários mais atingidos pelo apagão cibernético são, justamente, os da Microsoft
A Microsoft se manifestou sobre o apagão cibernético que afetou serviços importantes em vários países do mundo nesta sexta-feira (19/7), como companhias aéreas, bancos, redes de telecomunicações e de finanças. Segundo agências internacionais, as primeiras informações apontam que os mais atingidos seriam, justamente, os clientes da empresa desenvolvedora de softwares.
Segundo a Microsoft, a causa da pane foi consertada, mas 365 apps seguem impactados. Na manhã desta sexta-feira (19/7), a empresa emitiu um comunicado informando que todos os serviços haviam sido afetados após uma falha no sistema da Azure, plataforma de computação em nuvem.
A Azure usa uma ferramenta de segurança chamada Falcon, da empresa de cibersegurança CrowdStrike, que serve para detectar e monitorar possíveis invasões (ações hackers). A causa da pane global foi, inclusive, uma pane no sistema da CrowdStrike.
Apagão não se trata de ataque
George Kurtz, presidente e CEO da CrowdStrike, empresa que atende principalmente clientes governamentais e grandes corporações, confirmou que o incidente não está sendo tratado como um ataque cibernético.
Em vez disso, o apagão é visto como possivelmente relacionado a um software de antivírus corporativo da empresa CrowdStrike. O problema parece estar ligado a uma falha no sensor “Falcon”, do sistema operacional Windows, conforme confirmado pela própria CrowdStrike.
George Kurtz escreveu na rede social X que a empresa está trabalhando para normalizar a situação.
“A CrowdStrike está trabalhando ativamente com clientes afetados por um defeito encontrado em uma única atualização de conteúdo para hosts Windows. Os hosts Mac e Linux não são afetados. Este não é um incidente de segurança ou ataque cibernético. O problema foi identificado, isolado e uma correção foi implantada”, diz a publicação
“Indicamos aos clientes o portal de suporte para obter as atualizações mais recentes, e continuaremos a fornecer atualizações completas e contínuas em nosso site. Recomendamos ainda que as organizações garantam a comunicação com os representantes da CrowdStrike por meio de canais oficiais. Nossa equipe está totalmente mobilizada para garantir a segurança e estabilidade dos clientes CrowdStrike”, finaliza o post.
Impacto global
Jill Slay, pesquisadora de segurança cibernética da Universidade da Austrália do Sul, ressaltou que o impacto global das interrupções provavelmente será significativo. Nos EUA, as principais companhias aéreas, incluindo Delta, United e American Airlines, suspenderam todos os voos devido a problemas de comunicação, de acordo com a Administração Federal de Aviação.
Na Alemanha, o aeroporto de Berlim Brandenburg também teve voos suspensos por um “problema técnico”.
Na Espanha, todos os terminais aéreos sofreram “interrupções” devido a problemas de TI, enquanto o de Hong Kong relatou que algumas companhias aéreas foram afetadas, relacionando a falha a problemas na prestação de serviço da Microsoft.
No Reino Unido, a maior operadora ferroviária alertou sobre possíveis cancelamentos de trens devido a problemas de TI, e grandes filas se formaram no aeroporto de Sydney, na Austrália.
No Brasil, os primeiros relatos de problemas começaram por volta das 7h, relativos a dificuldades em acessar alguns aplicativos de bancos, como os do Bradesco, Pan, Neon e Next. Porém, ainda não há confirmação se a instabilidade está ligada ao apagão global.
Embora os voos estejam sendo retomados, as autoridades alertam para possíveis atrasos continuados enquanto as ações de mitigação são implementadas e os sistemas são gradualmente restabelecidos
Pousos e decolagens estão paralisados em áreas dos Estados Unidos e da Europa
Apagão afetou operações de empresas nos Estados Unidos, Europa e Austrália | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
As principais companhias aéreas dos Estados Unidos tiveram de interromper voos nesta sexta-feira, 19, depois de relatar um apagão nos sistemas de comunicação. Transportadoras, empresas de mídia, bancos e empresas de telecomunicações ao redor mundo também anunciaram falhas de sistema que paralisaram operações.
A Microsoft teve problemas nos serviços de nuvem, que impactaram diversas companhias aéreas de baixo custo. Uma hora depois do comunicado da big tech, as empresas American Airlines, Delta Airlines, United Airlines e Allegiant Air suspenderam alguns de seus voos.
Não ficou claro, porém, se os problemas enfrentados pelas companhias estavam diretamente ligados à falha da Microsoft.
O Aeroporto Internacional de Berlim e a companhia aérea holandesa KLM também interromperam voos devido a um “problema técnico”.
“KLM, assim como outras companhias aéreas e aeroportos, também foi afetada pela falha informática global, tornando impossível gerenciar os voos”, afirmou a empresa em comunicado.
A Espanha também relatou um “incidente de computador” em todos os seus aeroportos. Enquanto isso, na Suíça, o Aeroporto de Zurique, o maior do país, suspendeu pousos.
A Ryanair, maior companhia aérea da Europa em número de passageiros, alertou sobre possíveis interrupções que poderiam afetar “todas as companhias aéreas em operação na rede”.
No Reino Unido, o maior operador ferroviário do país disse ter sido afetado por problemas “de grande escala”, que podem resultar em cancelamentos de partidas.
“Estamos enfrentando problemas informáticos de grande escala em toda a nossa rede”, declararam as quatro companhias ferroviárias do grupo Govia Thameslink Railway na rede social X/Twitter.
Na Austrália, empresas de mídia, bancos e telecomunicações também sofreram falhas. O governo atribuiu a questão a um problema na empresa global de cibersegurança CrowdStrike.
Apagão afeta hospitais e canais de notícias
Além do setor aéreo e ferroviários, o site colaborativo Downdetector mostrou interrupções em vários serviços de bancos e empresas de telecomunicações.
O apagão cibernético também provocou problemas em hospitais nos Países Baixos e na Bolsa de Valores de Londres.
A programação do canal britânico Sky News foi interrompida. Na Austrália, a rede de notícias ABC teve o sistema afetado por uma falha “grave”.
A empresa australiana de telecomunicações Telstra revelou que os cortes foram provocados por “problemas globais”, que afetaram o software fornecido pela Microsoft e pela CrowdStrike.
Não houve indícios de que a interrupção fosse um incidente de segurança cibernética, segundo o escritório da Coordenadora Nacional de Segurança Cibernética da Austrália, Michelle McGuinness, em uma postagem no X/Twitter.
O provedor de serviços em nuvem AWS informou estar “investigando relatos de problemas de conectividade com instâncias Windows EC2 e Workspaces dentro da AWS.”
“Nenhum governo pode dizer à Seleção Argentina o que comentar, o que pensar ou o que fazer”, escreveu Milei nas redes sociais
O presidente da Argentina, Javier Milei, demitiu o subsecretário de esportes da Argentina, Julio Garro, na noite dessa quarta-feira (17/7), após a autoridade cobrar um posicionamento de Lionel Messi, como capitão da seleção, sobre música racista e transfóbica cantada pelos companheiros de Albiceleste.
“Nenhum governo pode dizer o que comentar, o que pensar ou o que fazer à Seleção Argentina, Campeã Mundial e Bicampeã Americana, ou a qualquer outro cidadão. Por isso, Julio Garro deixa de ser Subsecretário de Esportes da Nação”, escreveu o presidente nas redes sociais.
Reprodução
O que disse Julio Garro?
“O capitão da seleção nacional deve pedir desculpas. O mesmo que o Presidente da AFA. Isso nos deixa, como país, em uma situação ruim depois de tantas glórias”, disse o ex-subsecretário de Esportes em entrevista ao portal Corta.
Entenda o caso
A autoridade se refere à música racista e transfóbica cantada pelos jogadores da Argentina. O vídeo foi gravado por Enzo Fernández durante live nas redes sociais.
“Eles jogam pela França, mas são de Angola. Que bom que eles vão correr, se relacionam com transexuais. A mãe deles é nigeriana, o pai deles cambojano, mas no passaporte: francês”, diz a letra da música.