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Ataque dos terroristas libaneses aumenta a tensão no Oriente Médio

Homens israelenses penduram uma bandeira israelense sobre um prédio danificado, que foi atingido por um foguete do Líbano - 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters
Homens israelenses penduram uma bandeira israelense sobre um prédio danificado, que foi atingido por um foguete do Líbano – 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters

O Hezbollah admitiu que lançou cerca de 20 mísseis contra a Base Militar e o Aeroporto de Ramat David, no norte de Israel, em resposta aos ataques israelenses no Líbano.

O Exército de Israel informou que aproximadamente dez projéteis foram disparados do Líbano para o norte do país durante a noite. Segundo as Forças de Defesa de Israel, todos os mísseis, exceto um, foram interceptados.

Um homem sofreu “arranhões muito leves”, em virtude dos estilhaços de uma interceptação próxima a uma vila na Baixa Galileia, conforme um porta-voz do Serviço Nacional de Emergência de Israel, o MDA. “Médicos e paramédicos do MDA estão fornecendo tratamento no local para um homem de 60 anos em uma condição muito branda”, declarou o porta-voz.

Equipes de emergência trabalham em um local de casas danificadas, depois de um ataque de foguete do Líbano - 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters
Equipes de emergência trabalham em um local de casas danificadas, depois de um ataque de foguete do Líbano – 22/9/2024 | Shir Torem/Reuters

Hezbollah sofre contraofensiva israelense

O Exército de Israel e o grupo terrorista Hezbollah trocaram ataques neste sábado, 21, enquanto equipes de resgate vasculhavam escombros de um prédio de oito andares destruído em Beirute por um ataque aéreo israelense.

Duas lideranças do Hezbollah estão entre os mortos. Esse é um dos movimentos mais intensos de Israel contra o grupo terrorista durante a guerra no Oriente Médio, que está prestes a completar um ano. Também foi o maior ataque contra a capital do Líbano desde a última guerra entre Tel-Aviv e o Hezbollah, em 2006.

O ataque ao prédio, na sexta-feira 20, matou 16 terroristas do Hezbollah, incluindo dois importantes oficiais da Força de elite Radwan. Entre eles estão Ibrahim Aqil, chefe das operações militares do Hezbollah e Ahmed Wahbi, chefe da unidade de treinamento do grupo terrorista libanês.

Israel descobre plano dos terroristas

A Defesa de Israel alega ter descoberto planos de um ataque com foguetes que estaria sendo organizado pelo Hezbollah. E o alerta sobre um possível novo ataque foi feito à população neste sábado, quando o governo ampliou para regiões mais ao sul diretrizes de emergência.

O governo israelense também fechou neste sábado o espaço aéreo no norte do país para voos privados. As restrições não se aplicam para voos comerciais, segundo o Exército de Israel.

O Hezbollah lançou cerca de 100 foguetes contra o norte de Israel neste sábado, segundo o Exército israelense. A polícia de Israel afirmou que os bombardeios causaram danos e iniciaram incêndios, mas ninguém ficou ferido.

As Forças de Defesa de Israel também informaram que caças israelenses atingiram cerca de 180 alvos do Hezbollah no sul do Líbano nas últimas horas, de modo que destruíram milhares de lançadores de foguetes.

Durante toda a semana, houve uma escalada de tensão na região. Desde o ano passado, o Hezbollah tem disparado foguetes na direção do norte de Israel, em apoio ao Hamas. Nenhum dos lados, no entanto, havia partido para um enfrentamento total.

Mas a troca de ataques ficou mais intensas depois da explosão de pagers e walkie-talkies de integrantes do Hezbollah ao redor do Líbano, na terça-feira 17 e na quarta-feira 18, em uma ação atribuída a Israel. Em um pronunciamento na quinta-feira 19, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que o grupo irá retaliar contra Israel e não irá parar com os bombardeios no norte do país vizinho.

Assim, novas trocas de ataques são esperadas para este domingo.

Informações Revista Oeste


Walkie-talkies destruídos após explosões no Líbano, em 18 de setembro de 2024.  — Foto: Telegram/Reprodução

Walkie-talkies destruídos após explosões no Líbano, em 18 de setembro de 2024. — Foto: Telegram/Reprodução 

Em um plano de longo prazo e com tecnologia altamente sofisticada, o serviço de inteligência de Israel criou uma empresa de fachada para vender pagers já com explosivos instalados ao Hezbollah, segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira (19) pelo jornal “The New York Times”. 

Pagers usados pelo Hezbollah explodiram, em 17 de setembro de 2024 — Foto: Reuters 

Com base em depoimentos de funcionários do serviço de inteligência israelense, a reportagem afirma que a empresa de fachada forneceu ao grupo extremista os pagers, pequenos aparelhos de recebimento de mensagem de texto muito usados nas décadas de 1980 e 1990 que, na terça-feira (17), foram detonados em uma explosão quase simultânea, matando 12 pessoas e ferindo mais de 2.750. 

Citando as fontes israelenses, o jornal afirma que a empresa de fachada é a BAC Consulting KFT, já apontada nos últimos dias como envolvida na fabricação dos pagers detonados. 

A fabricante original dos pagers é a taiwanesa Gold Apollo. No entanto, em comunicado emitido após a explosão dos dispositivos do Hezbollah, a Gold Apollo afirmou que havia terceirizado a produção dos modelos adquiridos pelo grupo extremista para a BAC Consulting KFT. 

A terceirizada era uma empresa sediada em Budapeste, na Hungria, local que o serviço de inteligência israelense escolheu para criar a fabricante de fachada, disse a reportagem do The New York Times. 

Ainda de acordo com o jornal, a operação foi de longo prazo e começou a ser colocada em prática em 2022, antes mesmo de estourar a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza — o Hezbollah tem atacado o norte de Israel em apoio ao Hamas. Ambos os grupos são financiados pelo Irã e lutam contra Israel. 

Na ocasião, o Hezbollah estava começando a adotar pagers como forma de comunicação, para driblar o rastreamento que Israel é capaz de fazer aos celulares. Os pagers, mais antigos, não têm GPS. 

Nos últimos meses, no entanto, o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, começou a ampliar o uso dos dispositivos no lugar de celulares. Ele recomendou a troca em pronunciamentos públicos e inclusive comprou uma carga de 4.000 dispositivos, todos da empresa de fechada do serviço secreto de Israel, afirmou o The New York Times. 

A reportagem diz ainda que, através da empresa de fachada, Israel começou a produzir pagers e vendê-los não só para o Hezbollah como também para clientes regulares — nesses casos, no entanto, os pagers vendidos não continham explosivos. 

Já nos pagers vendidos para o Hezbollah, o principal cliente da fabricante de fachada, membros do serviço de inteligência inseriram microexplosivos com uma tecnologia que permitia que fossem detonados à distância, afirma a reportagem. 

A estratégia explicaria como os explosivos foram introduzidos nos pagers e detonados quase simultaneamente. 

Israel não havia se pronunciado sobre a reportagem até a última atualização desta reportagem. O governo israelense também não reivindicou autoria sobre os ataques aos dispositivos e nem comentou o caso. 

Nasrallah fala em declaração de guerra

O chefe do grupo extremista Hezbollah, Hassan Nasrallah, durante pronunciamento, em 19 de setembro de 2024. — Foto: Al-Manar TV vua Reuters

O chefe do grupo extremista Hezbollah, Hassan Nasrallah, durante pronunciamento, em 19 de setembro de 2024. — Foto: Al-Manar TV vua Reuters 

O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse nesta quinta-feira (19) que a série de explosões de pagers e “walkie-talkies” do grupo extremista foi uma declaração de guerra por parte de Israel e prometeu vingança. 

Nasrallah culpou o governo israelense e admitiu que as explosões foram um “golpe sem precedentes” para o grupo, mas disse que isso não será o fim do Hezbollah

Também nesta quinta, Israel começou a colocar em prática a nova ofensiva no norte do país, na fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah atua. O Exército israelense atacou posições do grupo extremista, que revidou, matando dois soldados de Israel. 

Em pronunciamento, Nasrallah afirmou estar pronto para uma ofensiva de Israel no sul do Líbano e disse que a operação seria uma “oportunidade histórica” para o Hezbollah. “Estamos em nosso território”, afirmou. 

O grupo extremista controla boa parte do sul do Líbano, embora não tenha nenhuma ligação formal com o governo do país. 

“Recebemos um golpe severo, mas eu asseguro que nossa estrutura não foi afetada”, declarou. “É verdade que, tecnologicamente, eles são muito inteligentes. Mas também são muito estúpidos, porque nunca conseguem alcançar seus objetivos”. 

O chefe do Hezbollah disse também que fará de tudo para que os cidadãos israelenses que vivem no norte do país não consigam voltar para suas casas. Eles foram retirados de suas residências nas últimas semanas, quando os conflitos entre Israel e o Hezbollah aumentaram, e, na quarta-feira, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu que os moradores retornariam às suas casas (leia mais abaixo). 

Explosões coordenadas detonaram uma série de pagers, na terça-feira (17), e de “walkie-talkies”, na quarta-feira (18) no Líbano. Os dispositivos pertenciam a membros do Hezbollah, que os portavam no momento das explosões. 

No total, 37 pessoas morreram e mais de 3.000 ficaram feridas no ataque, que se tornou o mais mortal para o Hezbollah desde o início da guerra entre Israel e o Hamas. 

Também nesta quinta, o governo do Líbano proibiu a entrada de pagers e “walkie-talkies” em voos do país. Pelas ruas de Beirute, moradores se mostram temerosos em usar telefones celulares, e alguns até deixaram o aparelho, segundo a imprensa local. 

Imagens mostram a aparente detonação de um ‘walkie-talkie’ durante um funeral no subúrbio de Beirute, no Líbano, em 18 de setembro de 2024. 

Na quarta-feira, após as explosões, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que o foco da guerra está mudando para o norte do país (que faz fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah atua) e que vai concentrar tropas na região.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em pronunciamento que vai garantir que moradores do norte de Israel realocados por conta dos conflitos com o Hezbollah, voltariam para casa. 

“Eu já disse isso antes, nós retornaremos os cidadãos do norte para suas casas em segurança e é exatamente isso que faremos”, disse Netanyahu. 

As duas explosões, que ocorreram em um intervalo de 24 horas, aumentaram as tensões na região e repercutiu na Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da ONU, Antonio Gueterres, condenou o uso de “objetos civis” como arma de guerra, e o governo libanês pediu uma reunião no Conselho de Segurança, que será realizada na sexta-feira (20).

Líbano, Irã e Hezbollah acusaram Israel, que ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Aliado do Hezbollah, o Irã disse em carta enviada à ONU que Israel violou a soberania do Líbano e prometeu resposta às explosões.

O Hezbollah, grupo extremista fundado no Líbano, tem atacado o norte de Israel desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Assim como o Hamas, o Hezbollah é financiado pelo Irã. Nas últimas semanas, as tensões entre o grupo extremista e Israel aumentaram, após um ataque do grupo a cidades israelenses no norte. 

Facha de prédio em Beirute pega fogo após explosões de walkie-talkies, em 18 de setembro de 2024.  — Foto: Telegram/Reprodução

Facha de prédio em Beirute pega fogo após explosões de walkie-talkies, em 18 de setembro de 2024. — Foto: Telegram/Reprodução 

Momento de explosão de dispositivo no Líbano — Foto: Reprodução 

Homem mostra como ficou pager após explosão — Foto: Telegram/Reprodução

Homem mostra como ficou pager após explosão — Foto: Telegram/Reprodução

Informações G1


Na quarta-feira (18), o governo isaelense anunciou que tropas estavam sendo deslocadas pela fronteira com o Líbano

Foto: Redes sociais

Dezoito anos após o conflito de 2006, uma nova guerra entre Hezbollah e Israel pode ser travada no Líbano em meio às tensões no Oriente Médio. O início de um novo entrave ganhou forças após os ataques a dispositivos eletrônicos do grupo. 

Na quarta-feira (18), o governo isaelense anunciou que tropas estavam sendo deslocadas pela fronteira com o Líbano. Em comunicado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou as operações contra ao Hezbollah a fim de garantir a segurança dos israelenses no norte do país. 

“Estamos muito determinados a criar as condições de segurança que permitam o regressos dos residentes às suas casas, às comunidades, com um elevado nível de segurança, e estamos prontos para fazer tudo o que for necessário para que estas coisas aconteçam”, declarou major Herzi Halevi, o Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI).

Nesta semana, 32 pessoas morreram no Líbano após ataques contra dispositivos como pagers e rádios walkie-talkies. O Hezbollah e autoridades libanesas acusaram Israel de estar por trás das ações. 

O antigo confronto entre o Hezbollah e Israel matou cerca de 1,3 mil pessoas em 34 dias.

Informações Bahia.ba


Foto: Benoit Peyrucq/AFP

No último dia 2, teve início o julgamento de Dominique Pélicot, acusado de cometer e organizar uma série de abusos sexuais contra sua esposa, Gisèle, ao longo de dez anos. Em sua primeira fala no tribunal, Pélicot expressou arrependimento, dizendo: “Eu era muito feliz com a Gisèle. Ela não merecia isso, reconheço”. Este depoimento inicial foi adiado várias vezes devido a complicações de saúde do réu.

Pelicot é apontado como o principal responsável numa ação judicial que envolve outros 50 homens, acusados de abusarem da esposa dele enquanto ela estava inconsciente. Durante a audiência, foi decidido pelo juiz Roger Arata que o julgamento prosseguiria mesmo na ausência de Pélicot, devido à sua condição médica.

Como Era o Perfil Psicológico de Dominique Pélicot?

Os relatórios psicológicos descrevem Dominique Pélicot como um homem com características manipuladoras e uma personalidade perversa. Ele teria utilizado sua esposa como isca, caindo em uma dinâmica de dependência sexual. A psicóloga Anabelle Montagne relatou que Pélicot se apresentava como um pai de família estável e respeitado, mas que na realidade escondia uma propensão à transgressão sexual.

Montagne ressaltou que Pélicot demonstrava sinais de perversão polimorfa e uma necessidade extrema de controle, especialmente em relação à sua esposa. Esses comportamentos são sinais de um indivíduo dissimulado e com tendências transgressoras em sua sexualidade.

Quem São os Outros Acusados e Qual foi Sua Conduta?

A maioria dos coacusados esteve na casa de Pélicot em Mazan, no sul da França, apenas uma vez, enquanto dez destes homens visitaram a residência até seis vezes. Nenhum dinheiro foi trocado pelos crimes cometidos. Segundo especialistas, os acusados não apresentam patologias psicológicas significativas, mas possuem um sentimento de onipotência em relação ao corpo feminino.

Esses homens foram recrutados por via de um site de encontros da França, que já foi retirado do ar. A acusação alega que todos sabiam que a esposa estava sob efeito de drogas sem consentimento durante os abusos, e que Pélicot incentivava os crimes, inclusive filmando-os. Alguns dos acusados alegaram acreditar que participavam de fantasias consensuais do casal, o que foi refutado na investigação.

Como Gisèle Descobriu os Abusos que Sofria?

Gisèle descobriu a extensão dos abusos por acidente, quando Pélicot foi preso em 2020 ao tentar filmar mulheres em um shopping center. A investigação revelou que, ao longo de quase cinquenta anos de casamento, Gisèle havia sido drogada e abusada inúmeras vezes sem o seu conhecimento.

Ela sofreu diversas traumas físicos e psicológicos, contraindo quatro doenças sexualmente transmissíveis e necessitando de tratamento intensivo. Gisèle tomou a decisão corajosa de expor o caso ao público para impedir que outras mulheres passem pelo mesmo horror e passou a lutar por justiça.

Quais São as Consequências para a Família?

Os atos de Pélicot causaram profundos impactos psicológicos em toda a família. Além dos traumas que Gisèle teve que enfrentar, seus filhos também sofreram com as repercussões dos crimes cometidos pelo pai. Gisèle se preocupa especialmente com a relação e o bem-estar psicológico de sua filha.

Ao renunciar ao anonimato, Gisèle, agora com 72 anos, pretende não apenas buscar justiça para si mesma, mas também conscientizar a sociedade sobre a importância de denunciar abusos. Sua história serve de alerta e de esperança para que outras vítimas encontrem a coragem necessária para romper o silêncio e lutar por seus direitos.

Informações TBN


A disputa entre as empresas de aviação, que se arrastava desde 2017, chegou ao fim depois de quatro anos

Um Boeing 737 MAX, no Farnborough International Airshow, em Farnborough, Grã-Bretanha - 20/7/2022 | Foto: Peter Cziborra/Reuters
Um Boeing 737 MAX, no Farnborough International Airshow, em Farnborough, Grã-Bretanha – 20/7/2022 | Foto: Peter Cziborra/Reuters

A Corte Arbitral de Nova York determinou que a Boeing pague US$ 150 milhões (R$ 833 milhões) à Embraer, em virtude do rompimento da compra da divisão de aviação comercial da empresa brasileira.

A informação veio à superfície nesta segunda-feira, 16, por meio de comunicado da Embraer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A disputa entre as empresas de aviação, que se arrastava desde 2017, chegou ao fim depois de quatro anos. Na época, o negócio era avaliado em US$ 4,2 bilhões — ou US$ 5,2 bilhões (R$ 29 bilhões), em valores atualizados.

A Boeing havia desistido unilateralmente do acordo, o que levou a Embraer a buscar compensações pelo investimento realizado para reestruturar a empresa.

Os detalhes do acordo com a Embraer

A operação previa que a Boeing adquirisse 80% da unidade de aviação comercial da Embraer, enquanto os 20% restantes permaneceriam sob controle brasileiro, incluindo as divisões de defesa e aviação executiva.

A Embraer estimou que o prejuízo causado pela desistência do negócio foi de R$ 980 milhões. Como o processo arbitral em Nova York é confidencial, não se sabe se a Embraer pediu um valor específico.

Embraer pretender encerrar o ano de 2022 com 19 mil funcionários | Foto: Embraer/Divulgação
Embraer pretender encerrar o ano de 2022 com 19 mil funcionários | Foto: Embraer/Divulgação

De acordo com a visão da Boeing, não houve quebra de cláusula que justificasse multa. A única penalidade prevista era caso o negócio não obtivesse todas as aprovações regulatórias de autoridades antitruste globais.

Nessa situação, a multa seria de US$ 100 milhões. No entanto, a fusão não chegou a essa fase. Faltava apenas a aprovação do órgão regulador da União Europeia quando a Boeing desistiu.

A resposta da Boeing

Além dessa disputa, as empresas ainda se enfrentam indiretamente em um processo sobre a contratação de engenheiros brasileiros pela Boeing, movida por associações da indústria de defesa do Brasil.

“Estamos satisfeitos por ter concluído o processo de arbitragem com a Embraer”, declarou a Boeing, em nota. “De forma mais ampla, temos orgulho de nossos mais de 90 anos de parceria com o Brasil e esperamos continuar contribuindo para a indústria aeroespacial brasileira.”

Informações Revista Oeste


Essa é uma vitória política para o presidente, cujo partido conta com apenas 37 parlamentares

Milei garante apoio dos deputados para manter veto à reforma previdenciária
O presidente da Argentina, Javier Milei, evitou que dois terços dos deputados votassem pela anulação de seu veto a uma lei que alterava aposentadorias e pensões | Foto: Wikimeida Commons/

O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, conquistou uma vitória crucial nesta quarta-feira, 11, ao assegurar apoio suficiente na Câmara dos Deputados para manter seu veto à reforma previdenciária. A votação ocorreu em meio a manifestações em frente ao Congresso.

Graças a negociações de última hora com membros da oposição favoráveis ao diálogo, Milei evitou que dois terços dos deputados votassem pela anulação de seu veto a uma lei que alterava aposentadorias e pensões.

Votação sobre reforma previdenciária na Argentina

Os 153 votos a favor não foram suficientes para derrubar o veto presidencial. Dos 248 deputados presentes na sessão, 87 votaram contra a reversão da decisão de Milei, anunciada semanas antes e oficializada em 2 de agosto.

Essa é, portanto, uma clara vitória política para o presidente, cujo partido, A Liberdade Avança, conta com apenas 37 deputados.

Milei evitou que dois terços dos deputados votassem pela anulação de seu veto a uma lei que alterava aposentadorias e pensões
No Congresso Nacional da Argentina, o partido A Liberdade Avança, de Milei, conta com apenas 37 deputados | Foto: Divulgação/Mídias digitais

Detalhes do projeto de lei vetado

O projeto de lei vetado previa uma atualização mensal dos benefícios baseada na inflação e na variação média dos salários formais. Além disso, pedia um ajuste extraordinário de 8,1%, o que, segundo o governo, representava uma “despesa exorbitante” e ameaçava o equilíbrio fiscal.

Do lado de fora do Congresso, manifestantes se reuniram para pressionar os deputados a reverter o veto presidencial.

Manifestações e resposta policial

O protesto foi organizado por grupos sociais de esquerda, oposição e aposentados, que marcaram mais uma quarta-feira com manifestações. Houve várias semanas consecutivas de protestos em frente ao Parlamento no centro de Buenos Aires.

Depois da confirmação do veto, alguns manifestantes derrubaram barreiras ao redor do Palácio Legislativo. Também desafiaram a operação de segurança implementada pelo governo, que cobria vários quarteirões ao redor do local.

A polícia, contudo, utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar os manifestantes.

Informações Revista Oeste


Movimento ocorre depois da saída do opositor Edmundo González para a Espanha, onde recebe asilo político

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro | Foto: Reprodução/Twitter/X

Na tarde deste domingo, 8, as forças policiais da ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela, encerraram o cerco à Embaixada da Argentina em Caracas. A informação repercutiu na mídia local. 

Desde a última sexta-feira, 6, agentes encapuzados cercaram a área, onde seis colaboradores da oposição, liderada por María Corina Machado, recebiam abrigo. O cerco foi desfeito e a energia, restabelecida, depois da saída do candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, para a Espanha. Ele recebeu asilo no país europeu.

Polícia em volta da Embaixada da Argentina na Venezuela
Polícia em volta da Embaixada da Argentina na Venezuela | Foto: Reprodução/Comando Venezuela

O movimento ocorre, também, um dia depois de o governo venezuelano suspender unilateralmente o consentimento para que o Brasil protegesse os interesses da Argentina no país. 

Neste sábado, 7, a ditadura de Maduro revogou, “de maneira imediata”, a permissão para que o Brasil mantivesse a custódia da embaixada, sob o argumento de que “fugitivos da Justiça venezuelana” abrigados no local estariam planejando atos terroristas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu a situação com a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

Decisões de Maduro e reação do governo brasileiro

Pretextos de Lula para sustentar sua ambiguidade sobre a Venezuela estão se evaporando | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Uma fonte do governo brasileiro em Caracas relatou que recebeu a decisão “com surpresa” | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma fonte do governo brasileiro em Caracas relatou que recebeu a decisão “com surpresa”. Em nota, o Itamaraty afirmou que só deixará a custódia da embaixada quando outro país assumir a responsabilidade. O governo venezuelano, que trocou farpas com o Palácio do Planalto nas últimas semanas, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

Os colaboradores da oposição estão na embaixada desde o dia 20 de março. Os agentes podem prendê-los, caso deixem o local. Na sexta-feira, Pedro Urruchurtu, coordenador internacional do partido Vem Venezuela e um dos asilados, relatou no Twitter/X que patrulhas do Serviço Nacional Bolivariano de Inteligência (Sebin), do Corpo Nacional Bolivariano de Polícia (Daet) e “oficiais encapuzados e armados” cercaram a sede diplomática.

Informações Revista Oeste


foto: Reprodução / Flickr / Wikimedia Commons

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, candidato do Partido Republicano à Casa Branca, anunciou nesta quinta-feira, 5 de setembro de 2024, que, caso seja eleito novamente, formará uma comissão de eficiência governamental. Essa comissão será liderada pelo empresário Elon Musk, proprietário do X (anteriormente conhecido como Twitter).

Elon Musk e a Comissão de Eficiência no Segundo Mandato de Trump

Trump explicou que a comissão será responsável por conduzir uma auditoria financeira completa e de desempenho em todo o governo federal. O objetivo é fazer recomendações para reformas drásticas com foco na eficiência. O anúncio foi feito durante um evento com empresários em Nova York.

O ex-presidente comparou sua administração econômica com a de Kamala Harris, candidata do Partido Democrata. Uma das propostas apresentadas por Trump é reduzir a taxa de imposto corporativo de 21% para 15%, incentivando empresas nacionais.

Como Elon Musk Influenciou a Criação da Comissão de Eficiência?

De acordo com a agência Reuters, Elon Musk teria sido o próprio mentor da ideia de criar uma comissão de auditoria para observar a eficiência governamental. Musk, que já expressou publicamente seu apoio a Trump, concordou prontamente em liderar o órgão proposto. A intenção é buscar áreas onde o governo precisa ser mais eficiente e cortar gastos desnecessários.

Entre as prioridades da comissão liderada por Musk está a “eliminação total” de fraudes e pagamentos ilegais em até seis meses. Essa ação visa melhorar a transparência e a eficiência fiscal do governo.

O Que Esperar da Participação de Elon Musk na Política?

Após o anúncio de Trump, Elon Musk usou o X para manifestar seu entusiasmo em servir aos Estados Unidos se a oportunidade surgir. “Estou ansioso para servir os Estados Unidos se a oportunidade surgir”, escreveu o bilionário.

Além do apoio público a Trump, Musk se comprometeu financeiramente com a campanha do ex-presidente. Em julho de 2024, após um atentado em um comício na Pensilvânia, Musk reforçou seu apoio ao candidato republicano e anunciou que destinaria cerca de US$ 45 milhões por mês para a campanha de Trump.

A colaboração entre Trump e Elon Musk promete ser um dos pontos-chave da corrida presidencial de 2024. Com a criação dessa comissão, espera-se que a administração Trump-Musk busque maneiras de cortar gastos e aumentar a eficiência do governo federal.

Objetivos da Comissão de Eficiência

Se eleito, Trump promete uma administração econômica mais eficiente e menos onerosa para as empresas, contando com a experiência e a visão inovadora de Elon Musk para atingir esses objetivos.

Informações TBN


Alerta de gatilho: este texto traz relatos de abuso sexual

“Os policiais salvaram a minha vida”, disse nesta quinta-feira (5) em um tribunal Gisèle Pelicot, que foi dopada pelo marido por 10 anos para ser estuprada por dezenas de homens contatados online na França.

A vítima de 71 anos começou seu depoimento no tribunal criminal de Avignon, no sul de França, no quarto dia deste grande julgamento contra 51 homens, incluindo seu marido, por estupro qualificado entre 2011 e 2020.

Este caso, que horrorizou a França, foi revelado por acaso quando seu marido Dominique Pelicot, de 71 anos, foi preso em 2020 filmando por baixo das saias de clientes de um shopping center.

Os investigadores encontraram em seu computador e em pen drives milhares de fotos e vídeos da vítima, visivelmente inconsciente, enquanto dezenas de estranhos a estupravam.

“Meu mundo está desabando, tudo está desabando, tudo que construí durante 50 anos”, disse Gisèle Pelicot, lembrando o momento em que a polícia lhe mostrou algumas fotos no dia 2 de novembro de 2020.

Na imagem, “estou inerte, na minha cama e estão me estuprando. São cenas bárbaras”, relatou aos cinco magistrados sobre os estupros organizados pelo pai de seus filhos.

Nesse dia, a vítima se recusou a ver as filmagens encontradas pelos investigadores dos cerca de 200 estupros sofridos, primeiro na região de Paris e depois em Mazan, no sul de França, até 2020.

“Me tratam como uma boneca de pano (…). Eu me pergunto como aguentei”, disse ela, que acrescentou que foi “sacrificada no altar do vício”.

“O corpo está quente, não frio, mas estou morta na minha cama.”

‘Falo por todas estas mulheres’

Alguns acusados alegam que não sabiam que o marido administrava comprimidos para dormir e que pensavam que se tratava de um casal libertino, algo que a vítima negou no início do seu depoimento.

“Nunca pratiquei (…) troca de parceiros. Gostaria de deixar claro”, disse a mulher, que reafirmou pouco depois ao ser questionada pelo presidente do tribunal, Roger Arata: “Nunca fui cúmplice” nem “fingi que estava dormindo”.

Dos restantes homens que a estupraram, ela só reconhece um, que foi à sua casa para falar sobre ciclismo com o marido. “Às vezes eu o encontrava na padaria e o cumprimentava. Não passava pela minha cabeça que ele me estuprou”, explicou.

Os réus podem pegar até 20 anos de prisão neste julgamento que deve durar até 20 de dezembro. Na próxima semana está marcado o primeiro interrogatório de seu marido, com quem está em processo de divórcio.

“Será explicado, será justificado, se houver justificativa, porque é imperdoável”, declarou à AFP sua advogada Béatrice Zavarro, indicando que seu cliente, que acompanhou de cabeça baixa o depoimento da sua mulher, “desmaiou” durante o intervalo.

Dirigindo-se ao acusado, admitiu ter “um sentimento de repulsa”. “Assumam a responsabilidade pelas suas ações pelo menos uma vez na vida”, exortou-os durante a sua declaração determinada no Palácio da Justiça de Avignon.

Gisèle Pelicot queria fazer deste julgamento um exemplo do uso de medicamentos nos estupros e, no início do processo, rejeitou que fosse realizado a portas fechadas como solicitado pelo Ministério Público e parte da defesa.

“Falo por todas estas mulheres que estão drogadas e não sabem disso, em nome de todas estas mulheres que talvez nunca o saibam (…), para que mais mulheres não tenham que sofrer submissão química”, sublinhou.

Embora sua família inicialmente tivesse solicitado que seu sobrenome não fosse publicado, o que foi prontamente respeitado pela AFP e outros meios de comunicação, seus advogados autorizaram nesta quinta-feira (5), porque “mais do que nunca [seus filhos] estão orgulhosos de sua mãe”.

Informações UOL


Promotor afirma que ex-presidente da Argentina pode ter cometido abuso de autoridade e violação de deveres do cargo

Alberto Fernández
Alberto Fernández | Foto: Reprodução

Membro do Ministério Público da Argentina, o promotor Carlos Stornelli registrou formalmente uma investigação contra Alberto Fernández, o ex-presidente argentino que deixou o cargo em dezembro do ano passado, por prorrogar de forma abusiva as restrições durante a pandemia de covid-19.

Ele foi acusado pelo seu ex-ministro da Fazenda Martín Guzmán de alongar os lockdowns na Argentina por razões políticas — porque seu governo, atolado em uma das maiores crises financeiras da história era bem avaliado na condução da pandemia de covid-19, declarada emergência mundial em março de 2020. 

O possível uso político da quarentena na Argentina, uma das mais longas entre os países da América Latina, já era questionado pela população há quatro anos. 

Com base nas denúncias de Guzmán e de membros do Congresso da Argentina, o promotor investiga o peronista por abuso de autoridade e violação dos deveres de funcionário público e propõe a apuração de “possível conduta criminosa” de Fernández por “estender por motivos impróprios” as restrições, com fortes consequências tanto no nível social quanto econômico.

Com base nessas declarações de Guzmán, Stornelli instaurou um procedimento de investigação por meio do qual ouviu economistas que também fizeram acusações semelhantes contra o ex-presidente esquerdista e coletou dados estatísticos e regulatórios. Agora, ele formalizou a investigação contra Fernández.

O promotor também incorporou ao caso os vídeos e a transcrição da entrevista de Guzmán e solicitou dados à OMS e outras entidades internacionais sobre as medidas sanitárias adotadas globalmente, avaliando seu impacto nas liberdades dos cidadãos e na prevenção de infecções.

Ministério Público vai revisar decisões tomadas por Alberto Fernández na pandemia

Argentinos protestam contra quarentena | Foto: Reprodução

Stornelli ordenou a revisão de todas as normas e disposições emitidas pelo Poder Executivo, sob o comando de Alberto Fernández, durante a pandemia, que impuseram restrições à liberdade de movimento, reuniões e atividades econômicas e sociais.

O promotor ainda convocou economistas que acusaram Fernández de não cumprir deveres funcionais, abuso de autoridade e privação ilegal de liberdade. Ele considerou necessário chamar representantes legais das principais câmaras empresariais do país para discutir o impacto das restrições nas atividades econômicas e solicitou dados ao Ministério da Economia.

O Ministério Público exigiu que o Poder Executivo informe quaisquer registros de pesquisas de opinião pública solicitadas pelo governo anterior sobre a prorrogação das restrições. Todos os relatórios relevantes devem ser coletados.

Durante a pandemia, a Argentina teve um dos lockdowns mais longos da América Latina e os argentinos fizeram intensos protestos em 2020.

Informações Revista Oeste

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