Ilana Baratz mora perto de Tel-Aviv e relatou ao Jornal da Oeste os momentos de tensão vividos no ataque a míssil do Irã, nesta terça-feira, 1°

Ilana Baratz mora perto de Tel-Aviv, em Israel, local onde mísseis do Irã foram lançados
Ilana Baratz, em entrevista ao Jornal da Oeste | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao Jornal da Oeste nesta terça-feira, 1°, a brasileira Ilana Baratz relatou os momentos de tensão vividos no ataque do Irã a Israel. Ela, que mora em Ramat Gan, próximo à área-alvo dos iranianos, a cidade de Tel-Aviv, também criticou a forma como a mídia brasileira reporta os acontecimentos no país. 

“A gente quer paz, tranquilidade e os nossos reféns de volta; 101 reféns estão a quase 365 dias em Gaza, nas mãos de terroristas do Hamas”, afirmou Ilana. “Estamos rodeados de terroristas, do Hamas, do Hezbollah, do Irã, Houthis… É isso que é difícil dos brasileiros entenderem, porque a mídia não passa. Inclusive, o presidente [endossa] e os outros vão atrás dele.”

No início da noite (horário local), em Israel, o Irã lançou cerca de 200 mísseis balísticos contra o país judeu. A maior parte deles atingiu Tel-Aviv, que registrou uma série de explosões. 

Além do Iron Dome — a famosa proteção contra mísseis —, o país conta com diversos bunkers — locais de proteção da população contra possíveis explosões. Ilana contou a Oeste como foi a reação dos israelenses, depois dos avisos da ameaça. 

“Às 11h, a primeira sirene envida pelo Irã tocou. Eu estava na rua, mas corri para um local seguro”, contou Ilana. “Por volta das 14h30, o porta-voz do Exército confirmou que um ataque viria. Entre 18h e 19h, a gente recebeu uma mensagem no celular para ir a uma área protegida, e para lá fomos.” 

De acordo com ela, logo depois, foi possível ouvir explosões de dentro do bunker. “Foram horas muito tristes, pesadas, sofridas”, afirmou. 

Bunkers, em Israel, são como bancos em praças, no Brasil

Um foguete é visto em meio às hostilidades transfronteiriças entre o Hezbollah e Israel, visto de Tel Aviv , Israel - 1º/10/2024 | Foto: Ammar Awad/Reuters
Um foguete é visto em meio às hostilidades transfronteiriças entre o Hezbollah e Israel, visto de Tel Aviv , Israel – 1º/10/2024 | Foto: Ammar Awad/Reuters

As instalações que protegem os cidadãos israelenses são vastos. Em geral, os bunkers são estruturas fortificadas, para garantir a segurança daqueles que estão em seu interior, e podem ser subterrâneos ou não. A lei israelense exige que esta construção esteja presente em todos os prédios ou casas mais recentes. 

“Infelizmente, os bunkers são uma instalação comum em Israel”, afirmou Ilana. “São como os bancos de praças no Brasil. Eu tenho o do meu prédio, em que eu desço as escadas e vou me proteger.” 

A brasileira contou que existem os bunkerspúblicos, para quem está na rua durante os ataques, e também os privados. Neste último modelo, “a pessoa fecha a porta e está dentro de casa, em um local seguro”. 

Apesar do cenário de guerra, Ilana projeta um rápido retorno à normalidade. “Amanhã, a gente começa o nosso ano novo judaico, 5785 anos”, disse Ilana. “Os israelenses, quando acontece alguma coisa, logo voltam à rotina. Porque um dos objetivos dos terroristas é colocar medo. Para podermos nos reerguer e vencer, temos que continuar nossa rotina.”

Informações Revista Oeste


Naim Qassim também negou as alegações dos israelenses sobre a destruição de armas dos terroristas: ‘Sonho que não alcançaram’

Naim Qassim, oficial de alto escalão do grupo terrorista Hezbollah, prometeu retaliação contra Israel
Naim Qassim, oficial de alto escalão do grupo terrorista Hezbollah | Foto: Sebastian Baryli/Wikimedia Commons

O oficial de maior escalão do Hezbollah, Naim Qassim, garantiu que o grupo terrorista continuará o confronto contra Israel, ‘em defesa dos palestinos’, apesar das recentes perdas no Líbano. 

Na primeira aparição de integrantes desde a eliminação de Nasrallah, na última sexta-feira, 27, ele afirmou que a morte de líderes não alterou as metas e objetivos do Hezbollah.

Qassim ainda afirmou que são mentirosas as alegações de Israel sobre a destruição da maioria dos mísseis de médio e longo alcance do grupo. “[Este é] Um sonho que eles não alcançaram nem irão alcançar”, disse. O terrorista falou que o Hezbollah está preparado para um confronto terrestre, caso Israel decida invadir o Líbano.

“A resistência estará pronta para um confronto”, declarou Qassim. “Todos os sacrifícios que passamos, começando pelos pagers, até ao martírio dos nossos líderes e ao martírio do nosso secretário-geral… abalariam exércitos, populações e organizações, mas continuamos. Com as dores destes dias, com os sacrifícios, continuamos.” 

Oficial diz que Hezbollah vai ser ‘resistência’ contra Israel

O ataque contra Hasan Nasrallah, líder do Hezbollah, envolveu mais de 80 bombas lançadas | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ataque contra Hasan Nasrallah, líder do Hezbollah, envolveu mais de 80 bombas lançadas | Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo Naim Qassim, tal ‘resistência’ permanecerá enfrentando Israel em apoio a Gaza e à Palestina, em defesa do Líbano e de sua população “contra assassinatos e matança de civis”.

Qassim também mencionou que o partido elegerá um novo secretário-geral o mais rápido possíve. “Preencheremos os cargos de liderança, e tenham a certeza de que as opções serão fáceis”, disse ele.

Informações Revista Oeste


O Ministério da Saúde do Líbano informou, neste domingo (29/9), que o total de mortos subiu para 104 após ataques israelenses

Imagem colorida de ataque de Israel no Líbano - Metrópoles

Após ataques áereos realizado pela Força Aérea Israelense em diversos pontos do Líbano e contra estruturas do grupo rebelde Houthis, no Iêmen, o Ministério da Saúde do Líbano informou, neste domingo (29/9), que 105 pessoas foram mortas e 359 ficaram feridas na última série de ataques no país.

Os ataques mortais ocorreram nas últimas 24 horas em cidades e vilas no sul do Líbano, Bekaa, Baalbek-Hermel e nos subúrbios ao sul de Beirute.

Os militares israelenses confirmaram novos ataques neste domigo, incluindo em Dahiyeh, um subúrbio ao sul da capital, Beirute, e no Vale de Bekaa, no nordeste do Líbano.

Na manhã deste domingo, como resposta aos ataques recentes dos Houthis, grupo aliado ao Irã, contra Israel, as forças israelenses atacaram o Iêmen a 1.800 km do Estado de Israel.

“Hoje [domingo], durante uma extensa operação aérea baseada em inteligência, dezenas de aeronaves da IAF – incluindo caças, aeronaves de reabastecimento aéreo e aeronaves de inteligência atingiram alvos militares pertencentes ao regime terrorista Houthi nas áreas de Ras Isa e Hudaydah do Iêmen. Os alvos incluíam usinas de energia e um porto marítimo usado para importar petróleo, que foram usados ​​pelo regime terrorista Houthi para transferir armas iranianas para a região, além de suprimentos militares e petróleo”, disse a Força Aérea Israelense.

Morte de outro líder do Hezbollah

O Exército de Israel informou ter matado outro membro da cúpula do Hezbollah, o comandante da unidade de Segurança Preventiva, Nabil Qaouk. A ofensiva ocorreu na madrugada de sábado (28/9) para domingo (29/9), no subúrbio de Beirute, no Líbano. Segundo os militares, o homem integrava o conselho central da organização.

Na sexta-feira (27/9), uma ação de Israel matou o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah. O corpo do líder foi recuperado “intacto”, de acordo com informações da agência de notícias Reuters. Fontes disseram à agência que o corpo não apresentava ferimentos, e a causa da morte aparenta ser um traumatismo contundente, resultado da força da explosão.

Segundo as Forças de Segurança de Benjamin Netanyahu, outros 20 membros do grupo foram “eliminados” no ataque. O bombardeio mirou uma base da organização que, segundo o Exército israelense, estava localizada próxima a prédios civis e escolas das Nações Unidas (ONU).

Informações Metrópoles


O oficial sênior do grupo terrorista Ali Karaki e o chefe Nabil Kaouk morreram em um novo bombardeio realizado no Líbano

Uma bandeira israelense tremula, enquanto manifestantes se reúnem do lado de fora do Ministério da Defesa, para mostrar apoio aos reféns que foram sequestrados durante o ataque de 7 de outubro - 2/9/2024 | Florion Goga/Reuters
Uma bandeira israelense tremula, enquanto manifestantes se reúnem do lado de fora do Ministério da Defesa, para mostrar apoio aos reféns que foram sequestrados durante o ataque de 7 de outubro – 2/9/2024 | Florion Goga/Reuters

Em uma nota publicada neste domingo, 29, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que mataram outros líderes do Hezbollah.

Conforme o documento, o oficial sênior do grupo terrorista Ali Karaki e o chefe Nabil Kaouk morreram em um bombardeio.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vê avanços de militares sobre o Hezbollah | Foto: Reprodução/Redes sociais
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante um pronunciamento | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ontem, as IDF comunicaram a morte de Sayyed Hassan Nasrallah, o número 1 do grupo terrorista.

De acordo com as IDF, as forças aéreas de Israel atingiram uma série de alvos no Líbano, “incluindo lançadores que estavam apontados para o território de Israel”, depósitos de armas e uma “infraestrutura adicional” do grupo extremista.

Hezbollah confirma morte de líder por Israel

Hassan Nasrallah, do Hezbollah, foi alvo de bombardeio de Israel
Hassan Nasrallah, do Hezbollah, foi alvo de bombardeio de Israel | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/La Croix

“Em nossa opinião, a América é parceira neste crime e não pode se separar desta realidade de forma alguma, e o sangue dos mártires deste incidente certamente não ficará sem resposta, e definitivamente apoiaremos o Líbano”, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. “Certamente, esse martírio é uma grande perda, mas não causará nenhuma interrupção na resistência.”

O assassinato de Nasrallah ocorreu apenas uma semana após a detonação mortal de centenas de pagers e rádios com armadilhas explosivas por Israel. Vários extremistas morreram, enquanto outros acabaram feridos, em vrtude do ato.

Informações Revista Oeste


Segundo o porta-voz militar Avichay Adraee, Sayyed Hassan Nasrallah morreu após ataque israelense nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano.

Hassan Nasrallah durante discurso em Beirute, no Líbano — Foto: Joseph Eid/AFP

Hassan Nasrallah durante discurso em Beirute, no Líbano — Foto: Joseph Eid/AFP 

As Forças de Israel informaram neste sábado (28) que o chefe do Hezbollah , Sayyed Hassan Nasrallah, está morto. Segundo o porta-voz militar de língua árabe, Avichay Adraee, Nasrallah morreu após o ataque israelense de sexta-feira ( 27), nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano

A morte também foi confirmada pelo grupo extremista nesta manhã. Ao anunciar a morte de Nasrallah, o Hezbollah prometeu continuar a batalha contra Israel. 

Israel anuncia morte de chefe do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah — Foto: Reprodução

Israel anuncia morte de chefe do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah — Foto: Reprodução 

De acordo com o porta-voz militar, Nasrallah vinha aterrorizando Israel há décadas e foi um dos terroristas mais influentes do mundo. Ele acrescentou que sob a chefia do terrorista, o Líbano se tornou uma base armada. 

Avichay Adraee informou também outros comandantes importantes do Hezbollah estavam reunidos com Nasrallah no momento dos ataques israelenses e que todos podem ter morrido. 

Segundo o porta-voz, o bombardeio israelense tinha como objetivo atingir Nasrallah. Um oficial do governo afirmou ainda que a missão era neutralizar a ameaça que o grupo oferece. 

Retrato do líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah. — Foto: Aziz Taher/Reuters 

Israel vê Nasrallah como “insubstituível” e acredita que a morte do chefe do Hezbollah pode enfraquecer o grupo. 

No entanto, o grupo afirmou que a batalha contra Israel continua. O grupo extremista Hamas, aliado do Hezbollah, disse que a morte de Nasrallah “apenas fortalece a resistência”. 

O tenente-coronel Nadav Shoshani afirmou que Israel está em alerta máximo para um conflito mais amplo, após a eliminação do líder do Hezbollah. 

“Esperamos que isso mude as ações do Hezbollah”, disse Shoshani.

O militar disse também que ainda há um caminho a percorrer para degradar as capacidades do Hezbollah. “Temos visto o Hezbollah realizar ataques contra nós por um ano. É seguro assumir que eles continuarão realizando seus ataques contra nós ou tentarão”, disse. 

O bombardeio de sexta a Beirute deixou seis pessoas mortas e outras 91 feridas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O ataque aconteceu pouco tempo depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursar na ONU. 

Na madrugada de sábado (28), pelo horário local — noite de sexta-feira (27), no Brasil — novas explosões foram reportadas em Beirute. Israel afirmou que estava bombardeando alvos com armamento do Hezbollah. 

Só nesta semana, 700 pessoas morreram no Líbano em ataques, segundo as autoridades do país. Além dos seis mortos no bombardeio a Beirute, outras 25 pessoas perderam a vida em ataques no sul do país, incluindo quatro crianças. 

Do outro lado, as forças israelenses disseram que o Hezbollah lançou mísseis contra a cidade de Haifa, a terceira maior de Israel. 

Ainda em Israel, milhares de pessoas que vivem no norte do país tiveram de deixar suas casas por conta dos lançamentos de mísseis e foguetes pelo Hezbollah — o governo israelense prometeu que a nova fase no conflito só terminará quando os moradores conseguirem retornar com segurança. 

Netanyahu rejeitou na quinta uma proposta de cessar-fogo de 21 dias conjunta feita por diversos países, entre eles os Estados Unidos, o Reino Unido e os Emirados Árabes. 

Líder do Irã diz que Líbano fará Israel se arrepender

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse neste sábado que o Líbano fará Israel “se arrepender” dos ataques em série promovidos contra o país desde semana passada, informou a agência de notícias Reuters. 

Khamenei disse que é obrigação de todo muçulmano apoiar o povo do Líbano e o Hezbollah “com quaisquer meios que tenham” e ajudar a confrontar o “regime usurpador, opressivo e perverso” de Israel. 

“Pela graça de Deus, o Líbano fará o inimigo invasor, perverso e desacreditado (de Israel) se arrepender de suas ações”, disse.

Há um grande temor pelo mundo de que o Irã se envolva nesta nova etapa da guerra no Oriente Médio para combater o avanço de Israel contra os países árabes. 

“Todas as forças na região estão ao lado e apoiam o Hezbollah. Deixe os criminosos saberem que eles são muito insignificantes para causar qualquer dano grave à forte estrutura do Hezbollah no Líbano”, disse Khamenei. 

Ele ainda não falou nada sobre a morte do chefe do Hezbollah.

Informações G1


Mark Zuckerberg, que agora se declara libertário, já ligou duas vezes para Trump com pedido de desculpa por te suspendido sua conta na rede social

Mark Zuckerberg, dono do Facebook | Foto: Divlugação
Mark Zuckerberg, dono do Facebook | Foto: Divlugação

O fundador e dono do FacebookMark Zuckerberg, contratou o estrategista do Partido RepublicanoBrian Baker, para tentar melhorar seu relacionamento com a mídia e a opinião pública conservadora dos Estados Unidos.

Mark Zuckerberg, dono do Facebook | Foto: Divlugação
Mark Zuckerberg, dono do Facebook | Foto: Divlugação

Zuckerberg, maior acionista do grupo Meta, que além do Facebook também controla o Instagram, o Whatsapp e outras redes sociais, se tornou alvo de fortes críticas por parte do ex-presidente Donald Trump quando sua conta foi suspensa após os acontecimentos do dia 6 de janeiro.

Trump ameaçou prender Zuckerberg caso ele volte para a Casa Branca e manifestou apoio ao TikTok simplesmente porque é um dos concorrentes da Meta.

E em seu livro mais recente, Trump incluiu uma foto de Zuckerberg e disse que o empresário se envolveu em uma “CONSPIRAÇÃO CONTRA O PRESIDENTE”.

Todavia, parece que Zuckerberg está tentando fazer as pazes com o republicano. 

Nas últimas semanas o dono da Meta ligou para Trump duas vezes e chegou a chamá-lo de “durão”, após a tentativa de assassinato ocorrida na cidade de Butler, na Pensilvânia.

Segundo o jornal norte-americano The New York TimesZuckerberg ainda não teria procurado conversar com a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris.

Trump disse que Zuckerberg teria lhe confessado que “não há como votar em um democrata” após a tentativa de assassinato.

Dono do Facebook que convencer conservadores de sua neutralidade

O objetivo do empresário seria convencer os republicanos de que ele e sua rede social são apartidários. Entretanto, segundo fontes próximas de Zuckerberg, o dono do Facebook estaria se identificando como “libertário”.

Essa busca pela neutralidade se estende à filantropia que Zuckerberg compartilha com sua esposa, Priscila Chan

No passado, a fundação do casal, a Chan Zuckerberg Initiative, já realizou doações para causas de esquerda, como a legalização das drogas. Algo que lhe rendeu fortes críticas do mundo conservador.

Agora Zuckerberg não quer mais promover causas que podem ser consideradas partidárias.

Em junho ele chegou a declarar para outros empresários bilionários que se arrependia de contratar funcionários que promoviam causas esquerdistas.

Tanto Zuckerberg quanto Chan teriam ficado perturbados com o que eles entendem serem atos antissemitas em campi universitários norte-americanos, incluindo Harvard, sua alma mater.

Informações Revista Oeste


Ao Metrópoles, brasileiros relatam tensão no Líbano e a falta de ações mais concretas do governo brasileiro para retirá-los do país

Imagem colorida mostra homem em meio a escombros no Líbano - Metrópoles

Com a escalada de violência no Líbano, alvo de bombardeios de Israel contra o Hezbollah,brasileiros que vivem no país cobram uma atitude mais efetiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na tentativa de deixar o inflamado território libanês.

Ao Metrópoles, brasileiros que estão no Líbano relatam que a tensão no país escalou nos últimos dias, após o governo de Benjamin Netanyahu intensificar os ataques contra o país.

“Nós não sabemos o quanto essa guerra pode aumentar, o quão rápido ela pode escalar”, diz a brasileira Carina Kadissi, que trabalha como guia turística no Líbano.

Ao lado do filho de sete anos e da mãe, Carina vive no distrito de Keserwan, a nordeste da capital Beirute. Apesar de a região não ser uma das principais afetadas pelos bombardeios israelenses, a brasileira afirma que tem buscado meios para deixar o Líbano.

“Graças a Deus, eu, meu filho e minha mãe estamos bem. Mas, com a situação que está aqui e a guerra, que se intensificou há três dias, estamos tentando voltar para o Brasil. Tentando, porque quase não há voos”, revela.

Repatriação

Em meio à destruição e falta de alternativas para deixar o Líbano, brasileiros aguardam ações mais concretas do governo do Brasil para que sejam repatriados. 

Uma fonte do Itamaraty confirmou ao Metrópolesque a pasta já possuí uma estratégia pronta para retirar brasileiros do Líbano. No entanto, o plano precisa da aprovação do presidente Lula para ser posto em prática.

Com família no Líbano, o líbano-brasileiro Hussein Ezzddein explica que brasileiros – tanto fora quanto dentro do país – seguem pressionando as autoridades brasileiras a agir e retirar seus cidadãos da área de risco. 

“O governo precisa agir antes que aconteçam mais tragédias”, explica Ezzddein, que retornou do Líbano há cerca de dez dias após visitar familiares no país. “Eu estive lá, e vi que a embaixada em Beirute não consegue fazer nada de lá sem a autorização daqui do Brasil”.

“Cada um por si”

De acordo com relatos, a embaixada do Brasil em Beirute chegou a enviar um formulário para que brasileiros interessados em deixar o Líbano preenchesse. Mas, até o momento, não tem prestado maiores auxílios para quem vive no país.

“Não sei o quanto estamos conseguindo pressionar [a representação brasileira no Líbano], o quanto a gente tem esse poder de pressionar. Eles mandaram o formulário para preencher, e todo mundo preencheu, pois estamos todos desesperados para sair daqui”, conta Carina. “Só que ajuda pelo consulado e pela embaixada, realmente, não estamos vendo”.

Carina revela que a falta de cooperação das autoridades do Brasil fez com que a maioria dos brasileiros no país ficasse “cada um por si”.

“Está cada um por si. Graças a Deus, eu e minha família ainda temos um pouco de condição de tentar comprar uma passagem aérea para deixar o Líbano, o que está difícil, pois a maioria das companhias aéreas cancelou seus voos, tanto saída quando vinda para o Líbano”, explica.

Brasileiros mortos

A pressão contra o governo Lula surge em meio a mortes de brasileiros durante os recentes ataques de Israel no Líbano.

No início da semana, o brasileiro Ali Kamala Abdallah, de 15 anos, morreu junto do pai após um ataque aéreo de Israel na cidade de Kelya.

Três dias depois,  Mirna Raef Nasser e o pai delatambém morreram durante um bombardeio israelense. A adolescente, de 16 anos, é natural de Balneário Camboriú, Santa Catarina, mas morava no Líbano desde quando tinha 1 ano.

Até o momento, a intensificação dos ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano já mataram mais de 500 pessoas e deixaram centenas de feridos.

Informações Metrópoles


Reprodução/IDF Website

O Exército israelense está se preparando para uma possível incursão terrestre no Líbano, de acordo com declarações feitas pelo principal general do país nesta quarta-feira (25). “Vocês ouvem os jatos acima; estamos atacando o dia todo”, afirmou o tenente-general Herzi Halevi, chefe do Estado-Maior, às tropas enquanto visitava a fronteira norte, conforme comunicado de imprensa.

Halevi explicou que os ataques aéreos têm como objetivo preparar o terreno para uma possível entrada das tropas, além de continuar degradando as forças do Hezbollah. Esse tipo de operação terrestre foi mencionada pela segunda vez nesta quarta-feira por um alto oficial militar israelense, indicando que essa ação pode ser iminente.

Ori Gordin, principal general de Israel no norte, afirmou que os militares precisam estar totalmente preparados para manobras. Essa declaração ocorreu poucas horas depois das Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciarem a convocação de duas brigadas da reserva, em resposta aos conflitos com o Hezbollah.

Quais são os Objetivos da Operação?

Segundo Halevi, um dos objetivos principais é permitir que cerca de 60 mil israelenses que foram deslocados retornem com segurança para suas casas no norte. “Estamos preparando o processo de uma manobra,” afirmou o general. Isso inclui a entrada das tropas em territórios controlados pelo Hezbollah, que possuem infraestrutura subterrânea e pontos de lançamento para ataques a civis israelenses.

Estratégia e Tática Militar Utilizada

Halevi detalhou que a entrada das tropas será em vilas que o Hezbollah transformou em grandes postos militares. A ação visa enfrentar diretamente os terroristas do Hezbollah, demonstrando a força e a competência profissional dos militares israelenses. “Vocês estão chegando muito mais fortes e muito mais experientes do que eles,” adicionou Halevi, destacando a superioridade das tropas israelenses.

Preparações e Expectativas

O general sublinhou que a missão das tropas incluirá destruir decisivamente as infraestruturas e bases do Hezbollah. “Vocês entrarão, destruirão o inimigo lá e destruirão decisivamente sua infraestrutura,” afirmou ele. Essa operação é vista como fundamental para garantir a segurança dos moradores do norte de Israel, permitindo que eles retornem às suas casas.

  • Preparação das tropas com ataques aéreos.
  • Convocação de duas brigadas da reserva.
  • Objetivo de garantir a volta de 60 mil israelenses para suas casas.
  • Destruição da infraestrutura do Hezbollah.

O desenvolvimento dessa situação tensa e complexa continua sendo observado com grande atenção tanto por parte da população israelense quanto pela comunidade internacional. As ações israelenses representam uma estratégia de defesa robusta, mas também possuem implicações significativas para a estabilidade regional.

Assim, a preparação contínua das Forças de Defesa de Israel para uma possível incursão terrestre no Líbano reafirma o compromisso do país em proteger seus cidadãos e a soberania do território.

Informações TBN


Reprodução/@TrumpWarRoom

A campanha presidencial de Donald Trump informou nesta terça-feira que funcionários de inteligência dos Estados Unidos alertaram o ex-presidente sobre “ameaças reais e específicas” do regime do Irã para assassiná-lo. A situação traz à tona questões de segurança nacional e as tensões internacionais que cercam a política americana.

O diretor de comunicações da campanha de Trump, Steven Cheung, revelou que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional fez essa comunicação ao ex-presidente. Segundo Cheung, esses ataques coordenados aumentaram nos últimos meses, levando as agências de segurança a reforçarem as medidas de proteção para garantir que Trump esteja protegido e que as eleições ocorram sem interferências.

Apressão Internacional sobre o Irã

Esse anúncio ocorre em um momento de crescente pressão internacional sobre o Irã. A nação persa tem sido alvo de sanções e críticas por seu apoio ao Hezbollah, grupo terrorista que tem enfrentado Israel no Líbano. As tensões na região exacerbam as preocupações com segurança e estabilidade global.

Recentemente, em julho, o Irã negou as acusações de tentar assassinar Trump após um ataque em um comício na Pensilvânia. O evento resultou em uma morte e um ferido, desencadeando uma série de especulações sobre possíveis complôs iranianos. O regime persa classificou as acusações como “maliciosas”, enquanto veículos de comunicação americanos relataram um possível complô, levando ao reforço na segurança do ex-presidente.

Quais são as Medidas de Segurança para Trump?

A segurança de Trump foi redobrada após as ameaças. A Casa Branca, além disso, denunciou que o Irã está tentando hackear a campanha de Trump, em uma suposta tentativa de influenciar as eleições de 2024. O contexto revela a complexidade da situação, que não se restringe apenas a ameaças físicas, mas também a ataques cibernéticos.

Tentativa de Assassinato na Flórida

Em paralelo aos alertas de ameaças vindas do Irã, a Procuradoria dos Estados Unidos acusou nesta terça-feira Ryan Routh. Ele é suspeito de tentar matar Trump em um campo de golfe na Flórida em setembro. Routh já enfrentava acusações federais relacionadas a armas de fogo e, em uma carta manuscrita divulgada pela Procuradoria, detalhou seu plano falhado de assassinato. No manuscrito, ele confessou: “Este foi um intento de assassinato de Donald Trump, mas lamento muito não ter conseguido”.

Reação das Autoridades Americanas

O procurador-geral Merrick B. Garland condenou a violência contra funcionários públicos, afirmando que isso coloca em risco “tudo o que nosso país representa”. Ele assegurou que o Departamento de Justiça não tolerará tais atos e trabalhará para responsabilizar os culpados. O caso agora está sob a supervisão da juíza Aileen Cannon, nomeada durante o governo de Trump.

Routh foi avistado por um agente do Serviço Secreto armado com um rifle semiautomático em um campo de golfe de propriedade de Trump. O agente disparou contra o suspeito, que fugiu da cena sem disparar sua arma. A complexidade da situação enfatiza a contínua ameaça à segurança de Trump e a necessidade de vigilância constante.

No cenário atual, onde a segurança de líderes e ex-líderes políticos é constantemente ameaçada, é crucial que tanto as medidas físicas quanto cibernéticas sejam fortalecidas para evitar tragédias e garantir a estabilidade política e social dos Estados Unidos.

Futuro das Ameaças à Segurança

Com as eleições de 2024 se aproximando, a questão da segurança nacional se torna cada vez mais premente. Será essencial monitorar e antecipar ameaças para proteger não apenas os candidatos, mas também o processo democrático americano como um todo. A cooperação internacional e o fortalecimento das agências de inteligência são passos fundamentais para garantir um ambiente seguro e justo para todos os envolvidos.

Este episódio serve como um lembrete das complexas e muitas vezes perigosas interseções entre política, segurança e diplomacia internacional. As respostas e ações tomadas nos próximos meses serão cruciais para determinar a estabilidade e segurança dos Estados Unidos e, por extensão, do mundo.

Informações TBN


Bombardeios foram confirmados nesta terça-feira, 24, pelas Forças Armadas israelenses

Desde segunda-feira, 23, 558 pessoas morreram e 1.835 ficaram feridas no Líbano | Foto: Reprodução/Redes sociais
Desde segunda-feira, 23, 558 pessoas morreram e 1.835 ficaram feridas no Líbano | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Força Aérea de Israel atacou dezenas de alvos do grupo terrorista Hezbollah na madrugada desta terça-feira, 24, na região sul do Líbano. 

Com a ofensiva israelense, o Aeroporto Internacional Rafic Hariri cancelou mais de 30 voos de e para Beirute, sendo 15 de saída e 29 de chegada, de diversas companhias aéreas.

Não há informações sobre vítimas até o momento.

De acordo com o comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeios aéreos atingiram uma célula terrorista do Hezbollah que havia atacado a área de HaAmakim, no norte de Israel, na noite anterior. 

Além disso, a artilharia e os tanques israelenses acertaram alvos nas áreas de Ayta ash Shab e Ramyeh, no sul do Líbano.

De acordo com o canal de notícias Al Jazeera, o Hezbollah também realizou ataques, com seis bombardeios contra posições militares israelenses, incluindo a Base Aérea de Ramat David.

Uma pessoa é carregada em uma maca do lado de fora do Centro Médico da Universidade Americana de Beirute (AUBMC) enquanto pessoas, incluindo combatentes e médicos do Hezbollah, foram feridas e mortas quando os pagers que eles usam para se comunicar explodiram em todo o Líbano , de acordo com uma fonte de segurança, em Beirute, Líbano, em 17 de setembro de 2024. REUTERS/Mohamed Azakir TPX IMAGENS DO DIA
Paciente é carregado em uma maca do lado de fora do Centro Médico da Universidade Americana de Beirute (AUBMC), no Líbano | Foto: Mohamed Azakir TPX/Reuters 

Segundo a agência de notícias Reuters, a TV Al-Manar, ligada ao Hezbollah, relatou que o grupo atacou uma fábrica de explosivos em Israel, a 60 km da fronteira. 

Os terroristas também disseram ter atacado o Aeródromo de Megiddo em três ocasiões diferentes durante a noite.

Ofensiva de Israel ao Líbano

Nesta segunda-feira, 23, 492 pessoas morreram e 1.645 ficaram feridas no Líbano, segundo o Ministério da Saúde do país. Nesta terça, o órgão atualizou o número para 558 mortos na soma dos dois dias. 

A segunda-feira foi o dia mais sangrento no país desde a guerra de 2006.

Segundo ministro libanês Firass Abiad, os mortos incluem 50 crianças e 94 mulheres. Outras 1.835 pessoas estão feridas.

Pouco antes dos ataques desta segunda-feira, as FDI haviam alertado a população civil para se afastar imediatamente de posições e depósitos de armas do Hezbollah.

Os militares israelenses afirmaram que cerca de 1,6 mil alvos do grupo foram atacados, o que resultou na morte de inúmeros integrantes do Hezbollah. Os ataques de ambos os lados aumentaram a tensão na região, que já vive um clima de instabilidade.

Informações Revista Oeste