Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparece reunido com militares enquanto Israel ataca o Irã, em 26 de outubro de 2024 — Foto: Governo de Israel
Forças de Defesa de Israel afirmaram que conduziram ataques precisos contra alvos militares. Ação israelense era esperada desde o início de outubro, quando o Irã atacou Israel com mísseis.
Explosão é vista em Teerã após ataque de Israel no Irã
Israel lançou um ataque aéreo contra o Irã na madrugada de sábado (26), pelo horário local — noite de sexta-feira (25), no Brasil. Várias explosões foram ouvidas na capital, Teerã. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que conduziram um “ataque preciso” contra alvos militares.
Em um comunicado, Israel afirmou que está sendo atacado pelo Irã desde 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram o território israelense. Naquele dia, centenas de pessoas foram mortas e mais de 200 foram sequestradas. O Hamas e o Irã são aliados.
Além disso, no dia 1º de outubro deste ano, o Irã lançou cerca de 200 mísseis contra Israel. O ataque foi uma retaliação a mortes de aliados do governo iraniano, como Hassan Nasrallah, que era chefe do grupo extremista Hezbollah. Relembre a ação mais abaixo.
Ao anunciar que estava atacando o Irã nesta sexta-feira, Israel disse que estava exercendo o direito de se defender.
“Como qualquer outro país soberano no mundo, o Estado de Israel tem o direito e o dever de responder. Nossas capacidades defensivas e ofensivas estão totalmente mobilizadas”, afirmaram os militares israelenses.
“Faremos o que for necessário para defender o Estado de Israel e o povo de Israel.”
A agência de notícias Fars, que tem ligações com o governo do Irã, afirmou que várias bases militares nos arredores de Teerã foram alvos de ataques de Israel. Não há informações sobre estagos ou feridos.
De acordo com a imprensa norte-americana, Israel evitou atacar estruturas nucleares e petrolíferas do Irã. O foco estaria apenas nos alvos militares.
Pilotos que voavam nas proximidades do Irã receberam avisos de que o espaço aéreo do país estava sendo fechado. Pouco depois, mais quatro explosões foram registradas em Teerã.
A mídia estatal iraniana afirmou que as autoridades de inteligência do país estão investigando o ataque. A imprensa local disse ainda que as explosões ouvidas podem ser resultado da atuação do sistema de defesa.
Na madrugada deste sábado, pelo horário local, explosões também foram ouvidas em Damasco, na Síria. A mídia local disse que Israel atacou alvos militares no país.
Explosões no Irã — Foto: Reuters
Desde o início de outubro, Israel vinha prometendo um contra-ataque contra o Irã. Os Estados Unidos disseram que estavam trabalhando junto com o governo israelense para uma resposta ao ataque iraniano.
O presidente Joe Biden recomendou que Israel evitasse instalações petroleiras. Além disso, as autoridades norte-americanas desaconselharam bombardeios em ativos nucleares do Irã.
A imprensa dos Estados Unidos informou que uma resposta de Israel contra Irã aconteceria antes das eleições norte-americanas, que estão marcadas para 5 de novembro.
A Casa Branca disse que foi avisada sobre a ação israelense pouco antes de ela ser lançada.
Israel detalha ataque contra o Irã
No dia 1º de outubro, mísseis lançados pelo Irã cruzaram os céus de cidades israelenses importantes, como Tel Aviv e Jerusalém. Boa parte do ataque foi interceptada pelos sistemas de defesa de Israel.
Uma operação do tipo contra o território israelense era aguardada desde o fim de julho, quando Ismail Haniyeh, então chefe do Hamas, foi assassinadoem Teerã.
O Irã responsabilizou Israel pela morte de Haniyeh e disse que a operação representava uma violação da soberania do país.
No fim de setembro, o Irã voltou a prometer uma resposta a Israel pelas mortes de Hassan Nasrallah, chefe do grupo extremista Hezbollah, e Abbas Nilforoushan, membro da cúpula da Guarda Revolucionária do Irã. Ambos foram mortos em bombardeios israelenses em Beirute, no Líbano.
Após o ataque iraniano, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou a ação iraniana como um “grande erro” e afirmou que o Irã irá “pagar” pelo ataque.
O governo de Israel informou que duas pessoas ficaram feridas sem gravidade durante o ataque iraniano e que não houve registro de prédios ou residências atingidos.
O governo do Irã garantiu que qualquer contra-ataque de Israel resultaria em uma resposta “subsequente e esmagadora”, além de uma “grande destruição” para infraestruturas israelenses. Além disso, o aiatolá Ali Khamenei — autoridade máxima do Irã — foi colocado em um local protegido.
Irã voltou a atacar Israel pela segunda vez este ano. Foto mostra mísseis sendo interceptados no céu da cidade de Ashkelon, em Israel. — Foto: Reuters via BBC
Irã atacou diretamente Israel pela primeira vez em abril deste ano. À época, o país lançou mísseis e drones contra o território israelense em resposta a um bombardeio que atingiu a embaixada do Irã em Damasco, na Síria.
Dias depois, como resposta, bombardeios atingiram uma região do Irã com instalações nucleares. Embora Israel não tenha assumido a autoria, autoridades americanas confirmaram que a ação era uma resposta israelense.
A ditadura de Nicolás Maduro disse que o governo Lula decidiu manter ‘o veto que Bolsonaro aplicou durante anos’
Lula e o ditador Nicolás Maduro eram amigos até poucos meses atrás, antes das eleições na Venezuela, em julho | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ditadura da Venezuela chamou o veto do Brasil à sua entrada no Brics de “gesto hostil” e de “agressão”. O regime chavista e a ditadura da Nicarágua foram barrados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, um antigo aliado dos ditadores Daniel Ortega e Nicolás Maduro, que se desentendeu recentemente com os dois.
“A Venezuela contou com o respaldo e o apoio dos países participantes nesta cúpula para a formalização de sua entrada nesse mecanismo de integração, mas a representação da chancelaria brasileira, liderada pelo embaixador Eduardo Paes Saboia, decidiu manter o veto que [o ex-presidente Jair] Bolsonaro aplicou contra a Venezuela durante anos”, declarou o Ministério das Relações Exteriores venezuelano, em comunicado.
“Essa ação constitui uma agressão à Venezuela e um gesto hostil”, continuou a diplomacia venezuelana, que ainda qualificou o veto de inexplicável e imoral.
A Venezuela buscava havia meses ser membro ativo do bloco. Maduro viajou a Kazan, na Rússia, para se reunir com os parceiros do Brics, e o presidente russo, Vladimir Putin, manifestou-lhe apoio.
Na cúpula em Kazan, Putin tentou abrir as portas para a Nicarágua e para a Venezuela, mas Lula rejeitou depois de desentendimentos com os ditadores, antes amigos do petista. A adesão da Venezuela ao Brics depende do Brasil, dada a regra de consenso para adotar novos associados ao grupo.
Em seu discurso, o presidente russo disse que a Venezuela está “lutando por sua soberania” e afirmou que avisou a Lula, por telefone, que discorda da posição do petista. Maduro, por sua vez, deixou de cumprimentar em público a delegação de Brasília, durante seu discurso na plenária, e deu o recado de que seu país já faz parte da “família do Brics”.
As razões do veto do Brasil à Venezuela
De acordo com o Itamaraty, entre as condições avaliadas para a adesão ao grupo, estavam relevância política, equilíbrio na distribuição regional dos países, alinhamento à agenda de reforma da governança global, inclusive do Conselho de Segurança da ONU, rejeição a sanções não autorizadas pelas Nações Unidas no âmbito do conselho e relações “amigáveis” com todos os membros.
Brasil e Venezuela retomaram as relações bilaterais em janeiro de 2023, depois da ruptura diplomática ocorrida em 2019 pelo reconhecimento de Bolsonaro ao opositor Juan Guaidó como presidente interino. Maduro chegou a vir ao Brasil e foi recebido com honras de chefe de Estado em maio de 2023. A relação de Lula e o ditador ficou tensa depois das eleições presidenciais da Venezuela.
O petista não reconheceu os resultados do pleito, exige a exibição de atas eleitorais e chegou a sugerir novas eleições. Outros países, no entanto, já reconheceram a vitória da oposição.
Mais recentemente, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que Lula e o presidente do Chile, Gabriel Boric, seriam agentes cooptados pela CIA, dos Estados Unidos.
O caso da Nicarágua
Já com a Nicarágua, as relações começaram a se deteriorar no ano passado, mas a crise chegou ao pior ponto em agosto deste ano, depois de o governo sandinista de Daniel Ortega expulsar o embaixador brasileiro. Em resposta, o Brasil expulsou a embaixadora nicaraguense do país.
Lula com o ditador Daniel Ortega | Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
O ditador entendeu que o Brasil boicotou a cerimônia de celebração dos 45 anos da Revolução Sandinista, porque o petista não enviou seu representante no país em 19 de julho passado.
O ditador venezuelano se encontrou com o presidente da Rússia às vésperas da reunião do Brics
Nicolás Maduro viajou pela primeira desde os resultados da eleição na Venezuela | Foto: Reprodução/Kremlin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em uma reunião com o ditador Nicolás Maduro que a Venezuela é “um sócio confiável”. Os dois se encontraram às vésperas da reunião do Brics. Os encontros começaram nesta terça-feira, 22, e vão até quinta-feira 24.
“A Venezuela é um velho e confiável sócio da Rússia na América Latina”, disse Putin a Maduro. “No mundo, em geral, e a cooperação mutuamente benéfica está se desenvolvendo em todas as áreas.”
O líder russo classificou os projetos em andamento entre Caracas e Moscou como “muito bom”.
A aparição do venezuelano em Kazan, na Rússia, surpreendeu os membros do governo brasileiro. Segundo o jornal O Globo, fontes afirmaram que até poucos dias, o ditador venezuelano não tinha interesse em aparecer no encontro do Brics.
A decisão repentina em cruzar o mundo pode estar ligada a uma estratégia do chavista em facilitar a entrada da Venezuela no bloco.
Maduro viajou ao exterior pela primeira vez desde as eleições da Venezuela, realizadas no dia 28 de julho de 2024. Grande parte da comunidade internacional contestou os resultados do pleito, que apontaram a “vitória” do ditador.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chega a Kazan, Rússia, com sua mulher, Cilia Flores – 22.10.2024 | Foto: Alexander Vilf/via Reuters
“Estamos progredindo em muitas questões”, afirmou o chavista. “A Venezuela conseguiu recuperar a sua economia com os seus próprios esforços. Toda a nossa delegação está preparada para avançar nas questões de cooperação bilateral.”
“Reeleição” de Maduro faz Brasil resistir à entrada da Venezuela no Brics
Apesar da vontade de Nicolás Maduro em colocar a Venezuela no Brics, o Brasil seria a principal resistência do movimento. Mesmo com a relação próxima entre o ditador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o suposto protesto brasileiro seria aos resultados eleitorais em julho.
A presença da Venezuela em Kazan vai muito além de Maduro. O governo chavista enviou a vice-presidente e ministra do Petróleo, Delcy Rodríguez, para oferecer opções de investimento no setor petrolífero aos países do bloco.
Apesar de Maduro ter vez no evento, a Venezuela ficou de fora de países que terão analisadas a adesão ao Brics.
A Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip) será substituída por órgão de arrecadação mais enxuto
O presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Twitter/X/@porqueTTarg
O governo de Javier Milei anunciou na segunda-feira 21 a dissolução da Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip) da Argentina, órgão análogo à Receita Federal brasileira, que será substituída por outra unidade, “com uma estrutura simplificada” e um corte de 34% nos cargos públicos.
“A partir de hoje [segunda-feira], a Afip deixará de existir”, celebrou o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni. Em coletiva de imprensa, Adorni detalhou que, em seu lugar, será criada a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (Arca, na sigla em espanhol).
O porta-voz ressaltou que a nova agência terá uma “estrutura simplificada” e detalhou que os cargos do alto escalão serão reduzidos em 45%, e os cargos de níveis inferiores serão cortados em 31%. “Ou seja, no total, 34% dos cargos públicos serão eliminados”, destacou.
“Além disso, cerca de 3,1 mil funcionários que entraram durante o último governo, entendemos, de maneira irregular, serão realocados e ficarão à disposição”, indicou Adorni, que calculou a economia em “cerca de 6,4 bilhões de pesos por ano”, ou seja, cerca de R$ 37 milhões.
Ao justificar a mudança, revelou os salários de alguns dirigentes do órgão extinto, como o da chefe da Afip, Florencia Misrahi, que continuará à frente da nova unidade, a Arca. “Foi tomada a decisão de que eles deixem a chamada conta de hierarquização, pela qual, atualmente, a titular recebe mais de 30 milhões de pesos por mês; e os diretores, mais de 17 milhões de pesos por mês”.
Agora, esses funcionários — tanto Florencia quanto os demais diretores da empresa — passarão a receber “salários equivalentes ou equiparados aos que recebem os ministros e os secretários de Estado”, indicou Adorni.
Depois, o porta-voz recordou o papel da Afip em suas últimas gestões. “Ao longo de sua existência, esse órgão funcionou como uma caixa política e, como todos sabemos, submeteu muitos argentinos a perseguições absolutamente imorais”, diz o texto, que destaca que “essa Argentina de voracidade fiscal acabou” e que “o que pertence a cada argentino é seu e de mais ninguém”.
“Nenhum burocrata do Estado tem o direito de delegar o poder de dizer a um argentino o que fazer com sua propriedade”, concluiu o porta-voz.
O presidente da Argentina, Javier Milei, quer privatizar a operação das rodovias do país, atualmente sob gestão da estatal Corredores Viales. Em entrevista coletiva, Manuel Adorni anunciou que a administração e a manutenção das rodovias nacionais serão transferidas ao setor privado.
Adorni explicou que a Corredores Viales enfrenta um déficit operacional de R$ 170 milhões, coberto até dezembro de 2023 com recursos do Tesouro da Argentina. Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro do ano passado, foram aplicados aumentos tarifários.
Javier Milei promoveu uma reforma liberal na Argentina | Foto: Vox España/Wikimedia Commons
“A empresa não cumpriu com os padrões mínimos de operação e manutenção”, afirmou Adorni. Segundo o porta-voz, qualquer empresa, nacional ou internacional que apresente o seguro exigido poderá participar da licitação para operar o serviço de forma mais eficiente.
Adorni descreveu a iniciativa como “uma abertura sem precedentes para a transparência”. Ele também ressaltou que as empresas concessionárias “cobrarão a taxa de concessão somente quando tiverem colocado toda a rota em condições”. O governo argentino prevê economizar cerca de R$ 32 bilhões com a privatização.
O atentado ocorreu no último sábado, 19, na cidade de Cesareia; ninguém se feriu
As Forças de Defesa de Israel conseguiram deter outros dois mísseis do Hezbollah quem ia em direção à Cesareia, onde fica a casa do premiê Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/Instagram/@b.netanyah
O Hezbollah, grupo terrorista com base no sul do Líbano, assumiu a autoria do ataque com drones contra a casa de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. O atentado ocorreu no último sábado, 19.
No momento da ação, não havia ninguém na casa. O imóvel do premiê israelense está localizado em Cesareia, na região central de Israel.
Segundo o secretário de relações da célula extremista, Mohamad Afif, o grupo assumiu “responsabilidade total, completa e exclusiva” pelo ataque. “Se não conseguimos alcançá-lo desta vez, vamos ter muitos dias pela frente.”
A autoridade israelense já havia acusado “aliados do Irã” pelo ocorrido. Além disso, Netanyahu afirmou que os adversários pagarão “um preço alto” pela ação.
“A tentativa do Hezbollah, representante do Irã, de assassinar a mim e a minha mulher hoje foi um grave erro”, afirmou o primeiro-ministro israelense, nas redes sociais.
As Forças de Defesa de Israel conseguiram deter outros dois mísseis quem ia em direção à Cesareia. Durante os últimos dois anos, a casa de Netanyahu foi alvo de diversos protestos.
O primeiro ato contra a residência de Netanyahu foi em protesto contra a reforma judicial. O segundo exigiu um acordo de trégua em Gaza para libertar os reféns mantidos pelo grupo terrorista Hamas desde o ataque de 7 de outubro do ano passado.
No último sábado, o Hezbollah realizou diversos ataques contra Israel
Segundo o jornal israelense The Times of Israel, o grupo terrorista Hezbollah também disparou foguetes contra a cidade de Haifa, maior cidade do norte israelense. As ofensivas ocorreram na noite da última sexta-feira, 18, e na manhã do último sábado, 19.
As sirenes de Israel, que geralmente alertam para a chegada de mísseis inimigos, não foram ativadas antes do impacto em Cesareia. A falha levantou questionamentos sobre o funcionamento do sistema.
Apesar disso, o alerta funcionou em Glilot, no norte de Tel-Aviv. Nessa região estão instalados importantes centros de inteligência do país.
Moradores relataram momentos de tensão durante o ataque. “Ouvimos um helicóptero que sobrevoava e logo depois uma explosão muito forte”, afirmou um dos cidadãos ao canal 12. “Ficamos sem saber se era uma interceptação ou um impacto direto. Foi um susto grande, mas felizmente ninguém saiu ferido.”
Esconderijo fica no subsolo de um hospital de Beirute, no Líbano, e era usado como centro financeiro do grupo extremista. Local estava sendo vigiado por Israel há anos.
Bunker serviria como centro financeiro do Hezbollah, segundo Israel — Foto: Forças de Defesa de Israel / Divulgação
As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter encontrado um bunker do grupo extremista Hezbollah com mais de US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões) em ouro e dinheiro. Os valores estavam no subsolo de um hospital de Beirute, no Líbano. As informações foram divulgadas na segunda-feira (21).
Segundo os militares israelenses, o bunker estava sob vigilância há anos e servia como esconderijo para Hassan Nasrallah — ex-chefe do grupo extremista que foi morto durante um ataque aéreo no fim de setembro.
Um vídeo divulgado pelos militares mostra a localização do esconderijo. Segundo as Forças de Defesa de Israel, dois prédios vizinhos ao Hospital Al-Sahel servem de entrada para o bunker.
De acordo com Israel, o bunker era usado como uma espécie de centro financeiro do Hezbollah. O grupo guardava boa parte de seus recursos no local.
“É um dinheiro roubado dos cidadãos do Líbano e usado para atividades terroristas”, afirmaram os militares.
Por questões de segurança, o hospital que fica acima do esconderijo foi evacuado. O governo israelense garantiu que não vai bombardear o local.
À agência Reuters, o diretor do hospital negou que a instituição guarde um bunker do Hezbollah e pediu para que o Exército do Líbano faça uma vistoria no local.
As Forças de Defesa de Israel também detalharam como o Irã tem financiado o Hezbollah. De acordo com os militares, os recursos chegam ao grupo extremista da seguinte forma:
O Irã envia petróleo para a Síria, onde os lucros das vendas são canalizados para o Hezbollah por meio da “Unidade 4400” — uma célula responsável pelas transferências financeiras.
Sob cobertura diplomática, o Irã envia dinheiro diretamente à embaixada do país em Beirute, de onde os fundos são repassados ao Hezbollah.
Além disso, dinheiro de empreendimentos econômicos apoiados pelo Irã também gera recursos que são enviados ao Hezbollah. Entre essas atividades estão exportações de gás e o estabelecimento de fábricas em países como Síria, Líbano, Iêmen e Turquia.
O país socialista sofre com uma grave escassez de alimentos
A desaprovação de Díaz-Canel bateu o recorde | Foto: Christopher Michel/Wikimedia Commons
A ditadura cubana anunciou que a próxima distribuição de frango na Província de Santiago de Cuba será limitada. Os cidadãos do interior poderão receber apenas 345 gramas por mês, enquanto os moradores da capital da Província receberão cerca de 450 gramas.
A distribuição começará na quarta-feira 23 no município de Santiago de Cuba, conforme confirmado pelo governo provincial em um programa de televisão.
Serão distribuídos 900 gramas adicionais para mulheres grávidas, como parte das dietas médicas, e as dietas especiais para 173 crianças com doenças crônicas também estão garantidas.
A notícia surge em um contexto de crescente desespero da população, que tem enfrentado longas filas para comprar frango nas ruas. Na última terça-feira, 15, centenas de santiaguenses se reuniram em vários pontos da cidade e aguardaram por horas sob o sol para conseguir sua fração de frango.
Desde a chegada do socialismo, os cubanos vivem em más condições | Foto: Reprodução/Flickr
A escassez de frango, que costumava ser um produto relativamente acessível no mercado cubano, piorou nos últimos anos. Isso afetou tanto a cesta básica quanto os mercados em moeda estrangeira.
Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelaram uma queda nas importações de frango para Cuba de janeiro a julho de 2024, o que agravou ainda mais a situação alimentar no país.
Cuba reduz peso do pão por falta de farinha de trigo
Em setembro deste ano, a ditadura de Cuba anunciou a redução do peso do pão incluso na cesta básica, em virtude da falta de farinha de trigo no país. A medida corta 25% do peso do pão, de 80 gramas para 60 gramas, e seu preço caiu para 75 centavos de peso cubano.
Ainda assim, muitos cubanos, que ganham em média 4,5 mil pesos por mês, mal conseguem comprar pães mais caros no mercado. “Temos de aceitar, o que mais podemos fazer?”, perguntou uma moradora de Havana à agência de notícias Reuters. “Não há outra opção.”
Em Cuba, os pães chegam atrasados, em má qualidade ou sequer chegam | Foto: Divulgação/Ministério da Indústria Alimentar de Cuba
O pão é um dos poucos produtos ainda subsidiados em Cuba, que sofre com a falta de insumos e a baixa produção de alimentos. O Ministério da Indústria Alimentar (Minal) ainda atribui a falta de farinha ao embargo comercial imposto pelos EUA.
A ilha enfrenta uma grave escassez de alimentos, combustível e medicamentos, situação que incentivou uma fuga recorde de seus cidadãos para os Estados Unidos. Para cobrir a produção de pão, a ilha necessita diariamente de cerca de 700 toneladas de farinha — a maior parte dela importada — e aproximadamente 21 mil toneladas por mês, segundo dados oficiais.
A diretora-geral da Minal, Anayra Cabrera Martínez, acrescentou que essa não é uma mudança definitiva, mas uma medida tomada para evitar a interrupção da produção. Para os diretores do Minal, é melhor “garantir que a população possa adquirir a cota diária de pão, mesmo que com um menor peso, do que causar interrupções na produção, como ocorreu há alguns meses”.
Ex-presidente atendeu clientes em uma unidade do McDonald’s, neste domingo (20/10), na Pensilvânia. Brasileira foi uma das pessoas atendidas
Uma brasileira moradora dos Estados Unidos foi surpreendida, neste domingo (20/10), pela presença do ex-presidente Donald Trump numa unidade do McDonald’s, na Pensilvânia, e aproveitou para fazer um pedido específico: “Não deixe que os EUA se tornem o Brasil” , disse ela.
O momento foi registrado em vídeo pela equipe de Trump e compartilhado nas redes sociais. De avental e gravata vermelha, o republicano interagiu com funcionários do local e atendeu clientes no drive-thru.
Diante da solicitação da brasileira, que foi uma das clientes atendidas por ele, o ex-presidente respondeu, sem mencionar o Brasil: “Vamos tornar os EUA melhores do que nunca”.
Trump chegou a fritar batatas e fez diversos registros em imagem, que foram divulgados, em seguida, pela equipe de campanha. Ele disputa, novamente, a presidência do país. Desta vez, contra a democrata Kamala Harris.
Ao ser avisado de que neste domingo ela comemora mais um ano de vida, completando 60 anos de idade, o republicano desejou feliz aniversário e provocou a adversária, dizendo que poderia enviar algum lanche para ela comemorar a nova idade.
“Sim, eu diria feliz aniversário, Kamala, ela está fazendo sessenta anos. […] Acho que vou mandar flores para ela, talvez eu mande algumas batatas fritas para ela. Você tem razão, vou pegar um hambúrguer do McDonald’s para ela”, disse Trump.
Um drone foi lançado na direção da casa do primeiro-ministro de Israel neste sábado (19)
Foto: Redes sociais
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou neste sábado (19) após um drone ser lançado contra sua casa em Cesareia. Ele classificou a tentativa de assassinato como um “erro grave” e acusou o grupo xiita Hezbollah. Netanyahu e sua esposa não estavam na residência no momento do ataque. A informação é de uma matéria do Metrópoles.
“A tentativa do representante do Irã, Hezbollah, de assassinar a mim e minha esposa hoje foi um erro grave. Isso não vai me impedir ou ao Estado de Israel de continuar nossa guerra justa contra nossos inimigos para garantir nosso futuro”, declarou na rede social X.
O Metrópoles aponta que Netanyahu também ameaçou o Irã, caso continuasse com ataques direcionados a ele. A ação ocorreu três dias após autoridades israelenses informarem terem matado o principal líder do Hamas, Yahya Sinwar, apontado como mentor dos ataques a Israel em 7 de outubro de 2023.
“Eu digo ao Irã e seus representantes em seu eixo do mal: qualquer um que tentar prejudicar os cidadãos de Israel pagará um preço alto. Continuaremos a eliminar os terroristas e aqueles que os despacham. Traremos nossos reféns de volta de Gaza”, ameaçou Netanyahu.
Ainda de acordo com o Metrópoles, o ministro destacou que irá devolver as casas aos cidadãos que vivem na fronteira norte, onde estão as ocorrências. “Israel está determinado a atingir todos os nossos objetivos de guerra e mudar a realidade de segurança em nossa região para as gerações futuras. Juntos, lutaremos e, com a ajuda de Deus, juntos, venceremos”, informou.
Escrita em árabe, a mensagem promete paz para quem entregar as armas e os reféns
Uma pessoa caminha nas ruínas da mesquita al-Omari, que foi destruída na ofensiva militar israelense – 18/10/2024 | Foto: Dawoud Abu Alkas/Reuters
Aviões de Israel lançaram panfletos no sul da Faixa de Gaza, com imagens do líder do Hamas, Yahya Sinwar, morto por forças israelenses nesta semana. As aeronaves sobrevoaram a região palestina neste sábado, 19.
Os planfetos afirmam que o Hamas jamais voltará a governar Gaza. Escrita em árabe, a mensagem promete paz para quem entregar as armas e os reféns.
Declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçaram essa posição. Na sexta-feira 18, data em que veio à tona a morte do chefe do Hamas, o premiê disse que as Forças de Defesa de Israel (FDI) tirariam o grupo terrorista da Palestina.
Escrita em árabe, a mensagem promete paz para quem entregar as armas e os reféns | Foto: Reprodução/Redes sociais
Irã e Hezbollah planejam ataques contra Israel
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, contrapôs-se ao afirmar que “o Hamas está vivo e continuará vivo”. No mesmo dia, um ataque com drone direcionado à residência de Netanyahu em Cesareia não causou vítimas, já que nem o premiê nem sua mulher estavam presentes.
Sirenes soaram em Israel por causa do lançamento de projéteis pelo Hezbollah a partir do Líbano. Pelo menos 180 mísseis foram disparados, o que resultou em uma morte na cidade de Acre e nove feridos em Kiryat Ata, Haifa. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, confirmou o ataque a uma base militar.
O Líbano enfrenta uma situação grave, com mais de 1,4 mil mortes desde o começo das hostilidades em Gaza. Em um ataque israelense recente, duas pessoas morreram em uma rodovia ao norte de Beirute.
O ministro iraniano Abbas Araghchi comentou a possibilidade de guerra na região, ao destacar que o Irã está preparado para qualquer cenário. Em resposta, Josep Borrell, da Comissão Europeia, sugeriu revisar e fortalecer a missão da ONU no Líbano, a Unifil.