Ex-presidente atendeu clientes em uma unidade do McDonald’s, neste domingo (20/10), na Pensilvânia. Brasileira foi uma das pessoas atendidas
Uma brasileira moradora dos Estados Unidos foi surpreendida, neste domingo (20/10), pela presença do ex-presidente Donald Trump numa unidade do McDonald’s, na Pensilvânia, e aproveitou para fazer um pedido específico: “Não deixe que os EUA se tornem o Brasil” , disse ela.
O momento foi registrado em vídeo pela equipe de Trump e compartilhado nas redes sociais. De avental e gravata vermelha, o republicano interagiu com funcionários do local e atendeu clientes no drive-thru.
Diante da solicitação da brasileira, que foi uma das clientes atendidas por ele, o ex-presidente respondeu, sem mencionar o Brasil: “Vamos tornar os EUA melhores do que nunca”.
Trump chegou a fritar batatas e fez diversos registros em imagem, que foram divulgados, em seguida, pela equipe de campanha. Ele disputa, novamente, a presidência do país. Desta vez, contra a democrata Kamala Harris.
Ao ser avisado de que neste domingo ela comemora mais um ano de vida, completando 60 anos de idade, o republicano desejou feliz aniversário e provocou a adversária, dizendo que poderia enviar algum lanche para ela comemorar a nova idade.
“Sim, eu diria feliz aniversário, Kamala, ela está fazendo sessenta anos. […] Acho que vou mandar flores para ela, talvez eu mande algumas batatas fritas para ela. Você tem razão, vou pegar um hambúrguer do McDonald’s para ela”, disse Trump.
Um drone foi lançado na direção da casa do primeiro-ministro de Israel neste sábado (19)
Foto: Redes sociais
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou neste sábado (19) após um drone ser lançado contra sua casa em Cesareia. Ele classificou a tentativa de assassinato como um “erro grave” e acusou o grupo xiita Hezbollah. Netanyahu e sua esposa não estavam na residência no momento do ataque. A informação é de uma matéria do Metrópoles.
“A tentativa do representante do Irã, Hezbollah, de assassinar a mim e minha esposa hoje foi um erro grave. Isso não vai me impedir ou ao Estado de Israel de continuar nossa guerra justa contra nossos inimigos para garantir nosso futuro”, declarou na rede social X.
O Metrópoles aponta que Netanyahu também ameaçou o Irã, caso continuasse com ataques direcionados a ele. A ação ocorreu três dias após autoridades israelenses informarem terem matado o principal líder do Hamas, Yahya Sinwar, apontado como mentor dos ataques a Israel em 7 de outubro de 2023.
“Eu digo ao Irã e seus representantes em seu eixo do mal: qualquer um que tentar prejudicar os cidadãos de Israel pagará um preço alto. Continuaremos a eliminar os terroristas e aqueles que os despacham. Traremos nossos reféns de volta de Gaza”, ameaçou Netanyahu.
Ainda de acordo com o Metrópoles, o ministro destacou que irá devolver as casas aos cidadãos que vivem na fronteira norte, onde estão as ocorrências. “Israel está determinado a atingir todos os nossos objetivos de guerra e mudar a realidade de segurança em nossa região para as gerações futuras. Juntos, lutaremos e, com a ajuda de Deus, juntos, venceremos”, informou.
Escrita em árabe, a mensagem promete paz para quem entregar as armas e os reféns
Uma pessoa caminha nas ruínas da mesquita al-Omari, que foi destruída na ofensiva militar israelense – 18/10/2024 | Foto: Dawoud Abu Alkas/Reuters
Aviões de Israel lançaram panfletos no sul da Faixa de Gaza, com imagens do líder do Hamas, Yahya Sinwar, morto por forças israelenses nesta semana. As aeronaves sobrevoaram a região palestina neste sábado, 19.
Os planfetos afirmam que o Hamas jamais voltará a governar Gaza. Escrita em árabe, a mensagem promete paz para quem entregar as armas e os reféns.
Declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçaram essa posição. Na sexta-feira 18, data em que veio à tona a morte do chefe do Hamas, o premiê disse que as Forças de Defesa de Israel (FDI) tirariam o grupo terrorista da Palestina.
Escrita em árabe, a mensagem promete paz para quem entregar as armas e os reféns | Foto: Reprodução/Redes sociais
Irã e Hezbollah planejam ataques contra Israel
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, contrapôs-se ao afirmar que “o Hamas está vivo e continuará vivo”. No mesmo dia, um ataque com drone direcionado à residência de Netanyahu em Cesareia não causou vítimas, já que nem o premiê nem sua mulher estavam presentes.
Sirenes soaram em Israel por causa do lançamento de projéteis pelo Hezbollah a partir do Líbano. Pelo menos 180 mísseis foram disparados, o que resultou em uma morte na cidade de Acre e nove feridos em Kiryat Ata, Haifa. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, confirmou o ataque a uma base militar.
O Líbano enfrenta uma situação grave, com mais de 1,4 mil mortes desde o começo das hostilidades em Gaza. Em um ataque israelense recente, duas pessoas morreram em uma rodovia ao norte de Beirute.
O ministro iraniano Abbas Araghchi comentou a possibilidade de guerra na região, ao destacar que o Irã está preparado para qualquer cenário. Em resposta, Josep Borrell, da Comissão Europeia, sugeriu revisar e fortalecer a missão da ONU no Líbano, a Unifil.
Ele disse ter amizade com o presidente Lula e que, apesar de não reconhecer a ordem de prisão do TPI, não gostaria de sabotar o encontro
O Brasil, como país signatário do Estatuto de Roma, teria a obrigação de deter o presidente russo | Foto: Reprodução/Kremlin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou à CNN Brasil que não comparecerá à cúpula do G20, em novembro, no Rio de Janeiro.
Putin enfrenta um mandado de prisão internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), sob acusações de crimes de guerra relacionados à intervenção militar da Rússia na Ucrânia.
O Brasil, como país signatário do Estatuto de Roma, teria a obrigação de deter o presidente russo assim que ele pisasse em solo brasileiro.
Na semana passada, Andriy Kostin, procurador-geral da Ucrânia, fez um apelo para que o Brasil cumprisse o mandado e prendesse Putin, caso ele comparecesse ao evento.
Em declaração, Putin afirmou: “Tenho uma relação de amizade com Lula”, destacou.
“Iria eu ao Brasil com a intenção de violar uma decisão e sabotar o encontro? Certamente, não. A Rússia estará representada na cúpula por um delegado.”
Apesar dessa posição, Putin também sugeriu que uma solução diplomática poderia ser negociada para evitar a prisão, ao mencionar a possibilidade de um acordo formal entre os governos do Brasil e da Rússia. O líder russo ainda criticou o TPI, cuja criação data de 2002, com a alegação de que sua legitimidade é limitada.
“O respeito por uma organização que não é nem universal nem independente é muito pequeno”, declarou Putin.
A CNN Brasil foi o único veículo de imprensa das Américas a ter participado dessa reunião com o presidente russo.
Novos membros do Brics
Durante a entrevista, Putin também comentou sobre a cúpula dos Brics, que acontecerá em breve na cidade russa de Kazan. Ele expressou confiança de que os países do Brics irão superar o ritmo de crescimento das nações do G7 e ampliar seu papel no comércio mundial.
“O comércio global não pode ficar sem o Brics, especialmente em áreas de ponta como a tecnologia e a inteligência artificial. Essas mudanças são naturais, o mundo está sempre em evolução, e novos protagonistas aparecem”, afirmou.
Putin sublinhou que o Brics não se opõe ao Ocidente, mas se posiciona como um grupo que não segue o modelo ocidental.
Ele também mencionou que mais de 30 países demonstraram interesse em se juntar ao bloco, ressaltando que a expansão será feita de forma planejada para não comprometer a eficiência.
“Estamos desenvolvendo uma nova categoria, os ‘Parceiros do Brics’. A ampliação será baseada em dois critérios fundamentais: multilateralismo e a manutenção da eficácia. O aumento do número de membros não pode prejudicar a agilidade do grupo”, explicou Putin.
A próxima cúpula do Brics, marcada para os dias 22 a 24 de outubro, será sediada em Kazan. Além de debater questões como o desenvolvimento de uma moeda alternativa ao dólar e a criação da nova categoria de “países parceiros”, o encontro também abordará temas como a situação no Oriente Médio. A guerra na Ucrânia, no entanto, não está prevista na agenda.
Essa será a primeira cúpula com a participação dos novos membros permanentes do Brics, que ingressaram em 2023: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos e Etiópia
Regime chavista alega que detidos tentavam executar um plano para ‘derrubar a revolução bolivariana’
Nicolás Maduro, ditador venezuelano, observa enquanto vota durante a eleição presidencial em Caracas, Venezuela, em 28 de julho de 2024 | Foto: Reuters/Fausto Torrealba
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou na quinta-feira 19, a prisão de 19 estrangeiros acusados de tentar derrubar o ditador Nicolás Maduro depois das eleições presidenciais de julho. A oposição e parte da comunidade internacional consideram o pleito fraudulento.
Segundo Cabello, os detidos seriam parte de um “grupo de mercenários” ligados ao Centro Nacional de Inteligência da Espanha (CNI), em colaboração com a CIA e a DEA dos Estados Unidos. “O plano era a derrubada da revolução bolivariana”, afirmou o ministro, referindo-se à reeleição de Maduro.
A ditadura alega que o esquema envolvia trazer mercenários à Venezuela para se conectarem com grupos criminosos locais e atacarem pontos estratégicos. O ministro ainda responsabilizou esses supostos agentes por um apagão que afetou 25% do país.
Diosdado Cabello também disse que o CNI teria enviado armas para a Venezuela. Dos 19 estrangeiros presos, sete já haviam sido detidos em setembro, incluindo quatro americanos, dois espanhóis e um cidadão da República Tcheca.
As acusações da ditadura de Maduro contra os estrangeiros
Nicolás Maduro, durante proclamação de sua vitória pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela; instituição é ligada à ditadura | Foto: Divulgação/Instagram/@nicolasmaduro
Os espanhóis presos, José María Basoa e Andrés Martínez Adasme, tiveram seus desaparecimentos relatados em redes sociais no início de setembro. O pai de Adasme, residente em Bilbao, negou qualquer relação do filho com o CNI.
Entre os americanos detidos estão Gregory David Weber, relacionado a ataques cibernéticos, e o paramédico David Gutenberg Guillaume, que, segundo Cabello, estaria preparado para socorrer feridos em ações terroristas. Jonathan Pagan González é acusado de planejar ataques contra Maduro.
Jorge Marcelo Vargas, com dupla nacionalidade americana e boliviana, foi surpreendido fotografando refinarias para sabotagem. Além destes, há vários colombianos, um peruano e um libanês no grupo detido, de acordo com o ministro da ditadura.
A eleição de julho declarou Maduro como vencedor, mas o regime não divulgou as atas que comprovariam o resultado. A oposição, liderada por María Corina Machado e Edmundo González, afirma que a votação foi fraudada.
Forças israelenses declaram em nota que o líder Yahya Sinwar, morto em ataque, foi quem decidiu iniciar o conflito com Israel
Yahya Sinwar tenta se esconder, minutos antes de ser morto | Foto: RS/Fotos Públicas
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram nota, nesta sexta-feira, 18, em que declara que “foi feita a Justiça” com a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas eliminado em ataque israelense na quarta-feira 16.
As FDI ressaltaram que o objetivo de Israel é apenas neutralizar o grupo terrorista e que a guerra não é contra a população palestina.
A instituição ressaltou que está trabalhando para aumentar a quantidade de ajuda humanitária, incluindo comida, água e remédios, que entra em Gaza.
“Desde o início desta guerra que Sinwar começou em 7 de outubro, dissemos: ‘Nossa guerra é com o Hamas, não com o povo de Gaza’”, informa um trecho da nota, enviada a Oeste. “Nós falamos sério.”
Antes, no texto, as FDI mencionam que 101 reféns ainda permanecem em cativeiro. Em condições brutais. Há a convicção de que pelo menos metade está viva.
“101 reféns ainda permanecem em cativeiro. Em condições brutais.”
Segundo as FDI, foi o próprio Sinwar, que já ficou 23 anos preso em Israel, quem escolheu seu destino.
Ele foi libertado em 2011 em acordo que resultou na libertação de 1.027 prisioneiros palestinos e árabes israelenses da prisão em troca de um único refém de Israel, o soldado das FDI Gilad Shalit. Em 2017, Sinwar se tornou líder do Hamas na Faixa de Gaza.
Desde sua saída da prisão, arquitetou planos contra Israel, até organizar o pior dos ataques: o de 7 de outubro, que resultou na morte de cerca de 1,2 mil pessoas em Israel e no sequestro de 251.
“Durante o último ano, Sinwar tentou escapar da justiça”, prossegue a nota. “Ele falhou. Dissemos que o encontraríamos e o levaríamos à justiça, e o fizemos.”
“Foi Yahya Sinwar quem decidiu travar guerra com Israel, escondendo-se atrás de civis em Gaza.”
Em busca da paz
Em entrevista nesta sexta-feira ao Jornal da Oeste, o coronel David Ram, que morou no Brasil, destacou que o ataque seguiu todos os trâmites legais de uma guerra.
Ram planejou o ataque que eliminou Sinwar, além de outros dois terroristas.
“Este terrorista estava armado, com colete e foi atingido por nossas tropas.”
Ele reiterou o objetivo de Israel obter a paz não só para si, mas também para a população palestina.
“Queremos dar também um futuro para os palestinos que moram lá, não temos nada contra os palestinos, e sim com o Hamas.”
Yahya Sinwar durante inauguração de uma nova mesquita na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 24 de fevereiro de 2017 Imagem: SAID KHATIB/AFP
O Hamas confirmou a morte de seu líder Yahya Sinwar por soldados de Israel, mas diz que o grupo não será derrotado. Sinwar, procurado há mais de um ano por Israel, era apontado como mentor do ataque de 7 de outubro de 2023.
O que aconteceu
Autoridade do Hamas diz que Sinwar morreu “de cabeça erguida”. Um vídeo divulgado pelas Forças de Defesa de Israel mostra o líder do grupo extremista momentos antes de ser morto, encarando um drone israelense e tentando acertá-lo com uma tábua de madeira.
“Ele encontrou seu fim de pé, bravo, com a cabeça erguida, segurando sua arma de fogo, atirando até o último suspiro, até o último momento de sua vida”, afirmou o chefe do Hamas em Gaza, Khalil Hayya, em discurso transmitido pela TV. Ele acrescentou que Sinwar “sacrificou sua vida pela causa da nossa libertação”.
Autoridades do Hamas dizem que o grupo não será derrotado com a morte de seus líderes. As forças de Israel já mataram pelo menos 14 líderes do Hamas e de seu aliado Hezbollah desde o ataque de 7 de outubro.
Parece que Israel acredita que matar nossos líderes significa o fim do nosso movimento e da luta do povo palestino. O Hamas é um movimento de libertação liderado por pessoas que buscam liberdade e dignidade, e isso não pode ser eliminado. Basem Naim, membro sênior do gabinete político do Hamas, ao The Guardian
O martírio de Sinwar e dos líderes que o precederam só aumentarão a força e a resiliência do nosso movimento. O Hamas continuará até o estabelecimento do estado palestino em todo o solo palestino com Jerusalém como sua capital. Khalil Hayya, chefe do Hamas em Gaza
Hamas repetiu que só vai libertar os reféns se Israel cumprir suas exigências. Entre elas, um cessar-fogo, a retirada das tropas de Gaza e a libertação de prisioneiros palestinos.
Soldados encontraram Sinwar por acaso
Yahya Sinwar, líder do grupo extremista Hamas, momentos antes de ser morto Imagem: Reprodução/FDI
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Soldados não sabiam que estavam atirando contra Sinwar. Eles estavam em patrulha quando viram três homens fugindo de casa em casa em um bairro de Rafah, no sul de Gaza, e começaram uma perseguição. Eles só desconfiaram que o homem morto era Sinwar após uma varredura no local.
Israel diz ter feito exame de DNA para confirmar identidade. Um laboratório em Jerusalém analisou a arcada dentária para chegar ao resultado.
Israel confirmou, nesta quinta-feira (17/10), que matou Yahya Sinwar durante patrulha de rotina em Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza
“Eliminado: Yahya Sinwar.” Assim escreveram as forças militares israelenses na rede social X na tarde desta quinta-feira (17/10). Yahya Sinwar, líder do Hamas e mente por trás do ataque de 7 de outubro do ano passado, acabou morto em confronto entre tropas de infantaria e combatentes do grupo terrorista durante patrulha de rotina em Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza.
Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que “três terroristas” haviam sido mortos durante operações militares no enclave, sem especificar horário e local.
“Durante as operações da IDF em Gaza, três terroristas foram eliminados. A IDF e a ISA (agência de segurança de Israel) estão verificando a possibilidade de que um dos terroristas tenha sido Yahya Sinwar. Neste estágio, a identidade dos terroristas não pode ser confirmada. No prédio onde os terroristas foram eliminados, não havia sinais da presença de reféns na área. As forças que atuam na área continuam a operar com a cautela necessária”, comunicou a entidade israelense no X, horas antes da confirmação da morte de Sinwar.
Enquanto os resultados de DNA que confirmariam a morte do líder do Hamas eram aguardados, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, publicou, na rede social X, uma imagem com os rostos riscados dos mortos Hassan Nasrallah e Mohamed Deif, líder do Hezbollah e chefe militar do Hamas, respectivamente, com um retângulo preto.
“’Vocês perseguirão os seus inimigos, e eles cairão diante de vocês pela espada’, Levítico 26 […]. Nossos inimigos não podem se esconder. Nós os perseguiremos e eliminaremos”, publicou.
Mentor dos ataques de 7/10
Yahya Sinwar é apontado como um dos mentores do ataque feito pelo Hamas em 7 de outubro, o qual deu origem ao conflito entre Israel e grupos xiitas apoiados pelo Irã.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram que Sinwar estava escondido nos túneis do Hamas por toda a Faixa de Gaza, evitando tecnologias e se comunicando apenas com mensageiros.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instruiu suas forças militares a informarem às famílias dos reféns que não houve sinais de danos a nenhum deles durante o ataque em Gaza, onde um terrorista muito parecido com o líder do Hamas, Yahya Sinwar, foi encontrado.
Segundo autoridades de defesa norte-americanas, os alvos da ofensiva foram instalações de armazenamento de armas do grupo terrorista
Ofensivas dos Estados Unidos tinham como alvos instalações de armazenamento de armas | Foto: Reprodução/Twitter/X
Os Estados Unidos fizeram uma série de ataques contra o grupo Houthi no Iêmen, apoiados pelo Irã, na noite desta quarta-feira, 16. A informação foi confirmada por autoridades de defesa norte-americanas.
As ofensivas tinham como alvo instalações de armazenamento de armas, que incluíam instalações subterrâneas.
Segundo as autoridades, as instalações continham armas convencionais usadas para atingir embarcações militares e civis no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.
Os ataques foram realizados por bombardeiros B-2 Spirit. Esta foi a primeira vez que os Estados Unidos usaram o bombardeiro estratégico (stealth, em inglês) para atacar o Houthi no Iêmen desde o início dos ataques norte-americanos.
Plataforma usada no ataque pelos Estados Unidos tem maior capacidade
O B-2 é uma plataforma significativamente maior do que os jatos de combate utilizados até o momento para atingir instalações e armas do Houthi. Ela é capaz de transportar cargas de bombas mais pesadas.
O ataque ao grupo terrorista apoiado pelo Irã ocorre em um momento de grande tensão na região. A expectativa é que Israel retalie a recente ofensiva de mísseis do país antes da eleição norte-americana. Enquanto isso, conflitos com o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza, continuam em andamento.
O ataque desta quarta-feira é o mais recente de uma série de ofensivas do Houthi e dos Estados Unidos. O grupo terrorista tem feito lançamentos constantes a navios comerciais e ativos da Marinha na região.
O grupo que controla o Afeganistão pediu para participar da cúpula do bloco na próxima semana em Kazan, na Rússia
Porta-voz do Talibã | Foto: Reprodução/Youtube/BBC
O Talibã, grupo terrorista islâmico que controla o Afeganistão, pediu à Rússia sua inclusão no Brics, originalmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países com economia em desenvolvimento.
O porta-voz Zabihullah Mujahid expressou interesse em participar da cúpula do Brics que ocorrerá em Kazan, na Rússia. Segundo o Talibã, o objetivo é discutir questões econômicas do Afeganistão com outras nações.
A cúpula de Kazan terá a presença de líderes dos atuais membros dos Brics, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ditador chinês Xi Jinping. Um dos pontos centrais do encontro será a discussão sobre a expansão da organização, já que muitos países demonstram interesse em se unir ao bloco.
Entre os interessados, há nações que, assim como o Talibã, buscam reduzir seu isolamento global, como Cuba e Nicarágua, ditaduras da esquerda latino-americana.
Desde que retomou o controle do Afeganistão, em agosto de 2021, o Talibã enfrenta o desafio do reconhecimento internacional. Ninguém no cenário global oficialmente reconhece o seu governo, embora muitas nações mantenham relações comerciais e diplomáticas com Cabul. Contudo, o isolamento do grupo parece ter diminuído nos últimos meses.
Em janeiro, a China se tornou o primeiro país a receber um embaixador do Talibã. Xi Jinping aceitou formalmente as credenciais do diplomata, embora tenha enfatizado que isso não representa um reconhecimento do governo afegão. Para o Talibã, essa movimentação é vista como um passo importante para reingressar no cenário internacional.
Para se unir aos Brics, o Talibã precisa da aprovação de outros países
A Rússia, que mantém sua embaixada ativa em Cabul, também indicou que pode remover o Talibã de sua lista de organizações terroristas. No entanto, o governo russo não confirmou oficialmente se convidou o Talibã para a cúpula em Kazan.
De acordo com a agência de notícias russa Tass, o enviado especial da Rússia para o Afeganistão, Zamir Kabulov, afirmou que o convite para a cúpula dos Brics deve ser decidido por meio de consenso. Isso significa que a Rússia não pode convidar o Talibã sem o consentimento de outros membros do bloco.