A Disney anunciou uma reestruturação significativa em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão, frequentemente referidas como DEI ou ‘woke’. Essa mudança faz parte de um movimento mais amplo de adaptação aos desafios e exigências do mercado, seguindo exemplos de outras empresas que revisaram suas ações voltadas para essas agendas no ano anterior. A empresa busca alinhar suas práticas com seus objetivos de negócios, sem desconsiderar a importância da representação variada.
Segundo a Reuters, entre as mudanças anunciadas, está a reforma do programa “Reimagine Tomorrow“, anteriormente focado na ampliação de histórias e vozes sub-representadas. Esta iniciativa será substituída por um novo enfoque sob o nome “MyDisneyToday“, sinalizando uma tentativa de integrar o conceito de diversidade com os objetivos atuais da empresa, como recrutamento de talentos e promoção de uma cultura inclusiva e unificada.
Como a Disney analisa o programa “MyDisneyToday”?
Disney – Créditos: depositphotos.com / rootstocks
A Disney está propondo que o “MyDisneyToday” se concentre em atrair os melhores talentos, promovendo uma cultura que une diversidade e a representação de um público global. O foco não está apenas na amplificação de vozes sub-representadas, mas sim em como a empresa pode refletir melhor seus consumidores através de seu corpo de funcionários. Este enfoque sinaliza um retorno aos fundamentos de negócios, onde a inclusão serve como um catalisador para o crescimento e inovação empresarial.
Uma das diretrizes essenciais desse novo programa é concentrar-se em comunidades historicamente negligenciadas, oferecendo a elas novas oportunidades e recursos. Com isso, a Disney espera não só retratar com mais precisão essas comunidades em suas produções, mas também assumir um papel ativo no desenvolvimento social e econômico desses grupos.
Quais as alterações nos critérios de avaliação de funcionários?
Além dessas mudanças em suas políticas de programa, a Disney está ajustando seus critérios de avaliação de funcionários. Atualmente, a avaliação dos colaboradores se baseia em 70% nas metas de desempenho financeiro e 30% em fatores como diversidade. A partir de agora, um novo elemento, a “estratégia de talentos”, entrará em vigor. Este critério avaliará a capacidade dos líderes em promover os valores centrais da Disney, substituindo, em parte, a meta de inclusão e diversidade para refletir mais alinhadamente os interesses dos consumidores.
Essa nova estratégia busca garantir que os líderes da Disney não apenas compreendam, mas também integrem essas diretrizes de maneira que fomente o sucesso global da companhia, mantendo-se competitiva e relevante no mercado contemporâneo.
Como as mudanças afetam a representação nos conteúdos da Disney?
Outra área que sofreu ajustes significativos é a representação de conteúdos clássicos da Disney. A empresa decidiu atualizar a linguagem dos avisos que acompanham alguns de seus filmes, que antes alertavam os espectadores sobre representações culturais negativas ou inadequadas. No lugar disso, os novos avisos esclarecem que esses conteúdos são apresentados em seu formato original e podem conter elementos estereotipados.
Essa abordagem reflete um equilíbrio entre preservar o legado cultural e reconhecer as sensibilidades contemporâneas do público. A Disney está ciente da importância de contextualizar suas produções culturais, assegurando que isso não comprometa as experiências autênticas dos espectadores nem o patrimônio artístico da empresa.
A partir das recentes decisões estratégicas, a Disney demonstra um comprometimento com práticas de negócios inovadoras ao mesmo tempo em que equilibra sua herança cultural com o compromisso contínuo de inclusão. Ao integrar políticas que refletem as necessidades e as expectativas diversificadas de seu público e dos funcionários, a empresa espera conduzir seus futuros projetos de forma a ressoar de maneira mais profunda com as audiências atuais e futuras.
No ano de 2024, o país ocupou a segunda posição entre os principais exportadores da commodity para o mercado norte-americano
O presidente dos EUA, Donald Trump, segura uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em Washington – 31/1/2025 | Foto: Carlos Barria/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pretende oficializar, nesta segunda-feira, 10, a aplicação de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. A medida afetará diretamente o Brasil, um dos principais exportadores desses produtos para o mercado norte-americano. Questionado sobre o impacto da decisão, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que não vai comentar o assunto.
O Brasil figura entre os maiores fornecedores de aço para os Estados Unidos. No ano de 2024, o país ocupou a segunda posição entre os principais exportadores da commodity para o mercado norte-americano. Ficou atrás apenas do Canadá, conforme dados do American Iron and Steel Institute.
De acordo com o Instituto Aço Brasil, os Estados Unidos absorveram 60,6% do volume total de produtos siderúrgicos enviados pelo Brasil no ano anterior. Em termos financeiros, essa participação representou 54,1% do total exportado. No geral, foram destinados 5,8 milhões de toneladas ao mercado norte-americano. O total dessas exportações atingiu US$ 4,7 bilhões.
Durante uma viagem a bordo do Air Force One, Trump declarou que as novas tarifas sobre metais valeriam para “todos”, incluindo Canadá e México, seus principais parceiros comerciais.
“Qualquer aço que entrar nos Estados Unidos vai ter uma tarifa de 25%,” declarou Trump. “Alumínio, também.”
Durante seu primeiro mandato, em 2018, Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio. Posteriormente, concedeu cotas isentas a alguns parceiros comerciais, como Canadá, México, União Europeia e Brasil.
Trump deve anunciar novas tarifas
Trump mencionou que pretende anunciar, entre terça e quarta-feira, novas tarifas recíprocas contra países que, segundo ele, “se aproveitam” dos Estados Unidos.
“Não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares; mas com aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade”, disse o presidente.
Em relação ao Canadá, Trump fez declarações polêmicas, ao afirmar que o país vizinho só existe economicamente por conta do comércio com os Estados Unidos. Ele sugeriu que os canadenses poderiam reduzir pela metade seus impostos caso aceitassem integrar-se como o 51º Estado norte-americano.
A nova rodada de tarifas de Trump faz parte de uma série de medidas protecionistas que vêm sendo adotadas. O presidente já havia ameaçado Canadá e México com tarifas de 25%, mas, em 3 de fevereiro, concedeu um adiamento de 30 dias. Além disso, impôs uma taxa de 10% sobre importações chinesas. Em resposta, a China implementou tarifas retaliatórias contra produtos norte-americanos. A medida atingiu US$ 14 bilhões em mercadorias provenientes dos Estados Unidos. As tarifas chinesas entraram em vigor neste domingo, 9.
A declaração ocorreu poucos dias depois de Donald Trump indicar que veria com bons olhos uma eventual compra da plataforma pelo empresário
Elon Musk durante a partida final do Aberto dos EUA, em Flushing Meadows, Nova York, Estados Unidos — 8/9/2024 | Foto: Mike Segar/Reuters
O bilionário Elon Musk descartou qualquer interesse na compra do TikTok. A plataforma de vídeos curtos enfrenta tentativas de proibição nos Estados Unidos. O governo norte-americano alega preocupações com a segurança nacional por conta da empresa controladora do aplicativo, a chinesa ByteDance.
No fim de janeiro, Musk abordou o tema durante uma cúpula organizada pelo conglomerado de mídia Axel Springer SE. O The WELT Group, parte do grupo de comunicação, publicou as declarações neste sábado, 8. Em uma participação por videoconferência, o CEO da Tesla negou qualquer movimento para adquirir a rede social. “Eu não fiz nenhuma oferta pelo TikTok”, afirmou.
A declaração ocorreu poucos dias depois de Donald Trump indicar que veria com bons olhos uma eventual compra da plataforma por Musk. O empresário reforçou que não tem planos para o aplicativo. Admitiu desconhecer seu formato.
Elon Musk declarou que prefere criar empresas do zero
“Não estou ansioso para adquirir o TikTok, eu geralmente não adquiro empresas, é algo bem raro”, disse Musk. “Normalmente, eu crio empresas do zero.”
Em janeiro, Trump assinou uma ordem executiva que adiou a proibição do TikTok nos Estados Unidos. A ByteDance recebeu uma determinação para vender seus ativos no país. Caso contrário, o aplicativo seria banido. O governo norte-americano teme que a empresa chinesa possa ser forçada a repassar dados de usuários norte-americanos ao governo da China. O TikTok nega veementemente essa possibilidade.
Desde a entrada em vigor de uma nova legislação nos EUA, Apple e Google ainda não restabeleceram o aplicativo em suas lojas digitais. Em resposta, o TikTok passou a disponibilizar o download diretamente pelo seu site para dispositivos Android. Dessa forma, contorna as restrições.
Trump também mencionou que está conversando com possíveis compradores para definir o futuro do TikTok. Ele sugeriu que a decisão pode sair ainda este mês. Atualmente, a plataforma soma cerca de 170 milhões de usuários nos Estados Unidos.
Recentemente, o ex-presidente assinou uma nova ordem executiva para criar um fundo soberano ao longo do ano. Ele sugeriu que esse fundo poderia ser usado na compra do TikTok. A ByteDance, no entanto, reafirmou que não pretende vender a plataforma.
A mudança de postura de Trump chama atenção. Em seu primeiro mandato, ele tentou proibir o aplicativo. Alegou que dados de cidadãos norte-americanos estariam sendo compartilhados com a China. Agora, reconhece a importância do TikTok na mobilização de eleitores jovens. Afirma ter um “carinho especial” pelo aplicativo.
‘Sua vida é muito mais valiosa do que seus bens pessoais’, diz o governo norte-americano
O Carnaval 2025 inicia em 28 de fevereiro e vai até 5 de março | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança para os norte-americanos que pretendem passar o Carnaval no Brasil. Entre as orientações estão evitar favelas, não andar sozinho, manter os vidros do carro fechados e não reagir a assaltos.
“Criminosos geralmente estão armados”, afirma o comunicado. Além disso, a recomendação é que norte-americanos “permaneçam vigilantes enquanto aproveitam as festividades”.
Medidas de segurança recomendadas para o Carnaval
As embaixadas e os consulados dos EUA no Brasil pedem que turistas adotem as seguintes precauções:
Esteja atento ao seu entorno e evite andar sozinho, especialmente à noite;
Mantenha as janelas fechadas ao dirigir;
Não use joias caras nem carregue grandes quantias de dinheiro;
Evite favelas em qualquer situação, mesmo durante festas ou blocos de rua;
Fique alerta para golpes com drogas. Criminosos costumam abordar estrangeiros em bares ou por meio de aplicativos de namoro antes de dopá-los e roubá-los;
Não aceite bebidas de estranhos e nunca as deixe desacompanhadas;
Confie nos seus instintos, priorize a segurança e viaje em pares ou grupos;
Acompanhe as notícias para atualizações sobre segurança;
Não reaja a tentativas de assalto. “Criminosos geralmente estão armados”;
Denuncie crimes à polícia local e, se precisar de assistência, entre em contato com a embaixada mais próxima.
“Sua vida é muito mais valiosa do que seus bens pessoais”, conclui o alerta.
A decisão foi comunicada em 29 de janeiro, com o objetivo de reverter iniciativas de inclusão para pessoas não-binárias’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Redes sociais
O governo de Donald Trump determinou, no final de janeiro, que as agências federais dos Estados Unidos devem remover pronomes pessoais das assinaturas de e-mails oficiais.
Essa decisão foi comunicada na última quarta-feira, 29, com o objetivo de reverter iniciativas de inclusão para “pessoas não-binárias”.
Donald Trump afirmou que, em sua perspectiva, existem apenas dois gêneros: masculino e feminino.
Anteriormente, muitos funcionários tinham a opção de incluir pronomes como “he/she/they/them” em suas assinaturas de e-mail para refletir suas “identidades de gênero”.
Detalhes da decisão
O Escritório de Gestão de Pessoal dos EUA ordenou que sistemas de e-mail, como o Outlook, desativem a funcionalidade de escolha de pronomes.
Além disso, a proibição se aplica a plataformas de comunicação interna, como Slack e Teams, amplamente utilizadas pelas agências governamentais.
Agências como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), EPA (Agência de Proteção Ambiental), GSA (Administração de Serviços Gerais), o Departamento de Agricultura e o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) já começaram a implementar essas mudanças.
Trump quer o fim de programas de ‘diversidade e equidade’
Donald Trump pretende eliminar programas de diversidade e equidade da sua gestão |Foto: Reprodução/Freepick
A determinação para remover pronomes das assinaturas de e-mail reflete a iniciativa do governo Trump de eliminar programas de diversidade e equidade no funcionalismo público.
No primeiro dia de mandato, Trump assinou duas ordens executivas para encerrar o que sua administração chamou de “programas DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) radicais e desperdiçadores” e para restaurar a “verdade biológica no governo federal”. Ambas estavam em memorandos que chegaram às agências. Os documentos também incluíam instruções sobre como editar as assinaturas de e-mail.
A decisão gerou insatisfação entre alguns funcionários. “Em mais de uma década no Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nunca me disseram o que posso ou não posso colocar na minha assinatura de e-mail”, afirmou um servidor público, que pediu anonimato por temer represálias.
Presidente americano afirmou que o país também assumirá a reconstrução da região
Benjamin Netanyahu e Donald Trump Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO/POOL
O presidente dos Estados Unidos, Donald kTrump, disse nesta terça-feira (4) que os Estados Unidos “vão assumir o controle” e liderar a reconstrução da Faixa de Gaza, retirando todas as bombas que não explodiram e escombros de edifícios destruídos.
– Os Estados Unidos vão assumir o controle da Faixa de Gaza, e faremos um grande trabalho lá. Será nossa responsabilidade desmontar todas as bombas não detonadas e outras armas, nivelar o solo e nos livrar dos edifícios destruídos para impulsionar o desenvolvimento econômico que gerará uma quantidade ilimitada de empregos e moradias para a população – disse Trump em uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Perguntado sobre a forma dessa ocupação e se ela seria permanente, Trump respondeu afirmativamente e ressaltou que prevê uma “posição de propriedade a longo prazo” sobre a Faixa de Gaza. Ele também afirmou que já discutiu essa ideia com outras partes, sem especificar quais, e que “elas adoram a ideia de os Estados Unidos serem donos desse pedaço de terra”.
Trump disse ainda que o redesenvolvimento da Faixa de Gaza “poderia ser o início de uma paz mais ampla e duradoura que acabe com o derramamento de sangue e a violência de uma vez por todas”.
Pouco antes, em uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com Netanyahu, Trump já havia mencionado a jornalistas a possibilidade de reassentamento “permanente” dos palestinos da Faixa de Gaza em outros países, chamando o enclave de “zona de demolição”.
Desde que voltou ao poder, em 20 de janeiro, Trump reiterou essa proposta em várias ocasiões e insistiu que a Jordânia e o Egito deveriam aceitar mais refugiados palestinos de Gaza. No entanto, essa foi a primeira vez que o presidente dos EUA abordou o reassentamento como uma solução permanente e afirmou que o país deveria assumir o controle do enclave.
Agricultor Alfredo Cardinas Jr disse que ficou assustado ao ver o animal
Leitão com ‘rosto humano’ que nasceu nas Filipinas | Foto: Reprodução/Facebook
Um leitão com características faciais humanas nasceu em uma propriedade rural nas Filipinas. O caso ocorreu neste mês, na região de Tanjay, Província de Negros Oriental.
O agricultor Alfredo Cardinas Jr relatou ter ficado assustado ao ver o leitão e ainda mais ao ouvir seu choro, que parecia ser de uma criança. O animal, contudo, viveu somente quatro horas depois do nascimento.
Os outros leitões da ninhada nasceram saudáveis, sem apresentar anomalias. Isso tornou o caso ainda mais intrigante.
Especialistas explicam o caso que aconteceu nas Filipinas
A veterinária Christine Hope Dejadena explicou ao jornal britânico Daily Mirror que é raro apenas um filhote ser afetado por um defeito congênito tão evidente.
Jato da American Airlines partiu do Kansas e estava próximo do pous
Aviões sofreram colisão nesta quarta-feira, 29 | Foto: Reprodução/Twitter/X
Autoridades de Washington D.C., nos Estados Unidos, informaram que não há sobreviventes em colisão de avião da American Airlines com helicóptero nesta quarta-feira, 29.
Mais de 30 corpos foram resgatados, de acordo com a Casa Branca.
O avião, um Bombardier CRJ700, partiu de Wichita, no Kansas. Durante a aproximação para pouso, colidiu no ar com um helicóptero Sikorsky H-60 do Exército.
Os destroços das aeronaves caíram nas águas do Rio Potomac, localizado ao lado do aeroporto. No momento da colisão, o avião transportava 60 passageiros e quatro tripulantes. O helicóptero militar realizava um voo de treinamento. Três militares estavam a bordo.
O acidente foi confirmado pela empresa American Airlines por meio das redes sociais.
“[O voo] #AA5342 a caminho de Wichita, Kansas (ICT), para Washington, DC (DCA) se envolveu em um acidente em DCA”, escreveu a empresa.
Horas depois do acidente, a US Figure Skating, entidade reguladora da patinação nos Estados Unidos, confirmou que atletas, treinadores e familiares da comunidade estavam a bordo do avião.
“Estamos devastados por esta tragédia”, declarou Alex Schauffler, diretor de comunicações do órgão.
Decolagens e pousos foram suspensos no aeroporto
As decolagens e pousos no aeroporto Reagan foram suspensos. A Administração Federal de Aviação interrompeu todas as operações até as 11h da manhã de quinta-feira, no horário local. Os voos foram redirecionados para o Aeroporto Internacional Marshall de Baltimore-Washington.
Registros de áudio do tráfego aéreo revelaram que, segundos antes da colisão, os controladores perguntaram ao helicóptero se a tripulação conseguia visualizar o avião. Em seguida, orientaram que passasse atrás da aeronave em aproximação. Um dos tripulantes respondeu que o avião estava à vista e solicitou “separação visual”.
Isso permitiu uma aproximação maior do que a regulamentação estabelece para casos em que os pilotos não visualizam outras aeronaves. Os controladores aprovaram a solicitação. Cerca de 20 segundos depois, sons de movimentação foram registrados no áudio. Logo em seguida, os controladores começaram a desviar outras aeronaves do local do desastre.
O presidente dos Estados Unidos comentou colisão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o acidente pouco depois do ocorrido. Em uma publicação no Truth Social, questionou os procedimentos do helicóptero militar e a atuação dos controladores de tráfego aéreo, órgãos subordinados ao governo federal.
“O avião estava em uma linha de aproximação perfeita e rotineira por um longo período em uma noite clara”, questionou Trump. “Por que o helicóptero não subiu, desceu ou virou, por que a torre de controle não disse ao helicóptero o que fazer em vez de perguntar se eles viram o avião.”
O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, comunicou pelo Twitter/X, que o Exército e o Departamento de Defesa iniciaram uma investigação para esclarecer as causas do acidente.
A medida é fruto de um ato assinado pelo presidente Donald Trump em sua posse, no último dia 20, que mudou a nomenclatura do local
Um computador com o site Google aberto | Foto: Juan Francia/Pixabay
Em publicação na rede social Twitter/X, o Google Maps anunciou que, a partir de decisão do governo dos Estados Unidos (EUA), o nome do Golfo do México será alterado para Golfo da América em suas plataformas dentro do país.
Esta medida, fruto de um ato assinado pelo presidente Donald Trump em sua posse, no último dia 20, visa a renomear locais geográficos.
Oficializada pelo Departamento do Interior dos EUA na última sexta-feira, 24, a mudança será visível apenas para usuários dentro dos Estados Unidos. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo do governo para ajustar nomenclaturas geográficas.
Além disso, o nome do Monte Denali, o pico mais alto do país, que fica no Alasca, também recebeu alteração e passará a se chamar Monte McKinley. O ato é uma homenagem ao ex-presidente William McKinley.
Serviço de localização do Google, o Maps atualiza os nomes geográficos com base em reconhecimentos oficiais, como os do governo.
Regras de nomenclatura geográfica nos EUA
Captura de tela do Golfo do México, no Google Maps | Foto: Reprodução/Site
Nos Estados Unidos, essas alterações se fundamentam em atualizações do Sistema de Informação de Nomes Geográficos (GNIS), uma fonte oficial que regula as nomenclaturas. Conforme a empresa, o Google Maps aplica múltiplos nomes quando há variações entre países.
Para usuários fora dos Estados Unidos, a plataforma vai continuar a exibir ambos os nomes ”Golfo do México” e ”Golfo da América”. Essa é uma forma de garantir a manutenção das referências locais.
Debate político e internacional
À esquerda, presidente do México, Claudia Sheinbaum; à direita, presidente dos EUA, Donald Trump | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons
Desde sua campanha eleitoral, Donald Trump afirma que promoveria essa mudança e instruiria o Conselho de Nomes Geográficos dos EUA a assegurar que todos os documentos e comunicações federais reflitam a nova nomenclatura.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou sua oposição à alteração do nome. Ironicamente, ela sugeriu que os Estados Unidos poderiam receber o nome de “América Mexicana”. Claudia destacou que o nome Golfo do México tem o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Obviamente, o nome do Golfo do México é reconhecido pelas Nações Unidas”, afirmou Claudia. “Por que não chamamos [os Estados Unidos] de América Mexicana? Parece bom, não é?”.
Novo presidente norte-americano também vai investigar decretos de censura do governo Joe Biden
Decretos do presidente dos EUA, Donald Trump, buscam garantir liberdade de expressão e investigar censura no governo Biden | Foto: Reprodução/X
Assim que tomou posse da Presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro, Donald Trump assinou dois decretos com o objetivo de restaurar a liberdade de expressão no país e investigar práticas de censura promovidas pelo governo Joe Biden.
Intitulado “Restaurando a Liberdade de Expressão e Encerrando a Censura Federal”, o primeiro decreto reafirma o compromisso da Casa Branca com a Primeira Emenda da Constituição dos EUA. A partir de agora, nenhum recurso federal deve restringir a liberdade de expressão dos EUA.
Trump destacou que, sob o governo Biden, houve uma “pressão substancial” sobre empresas de redes sociais para censurar conteúdos discordantes.
“Sob o pretexto de combater a ‘desinformação’ e a ‘informação maliciosa’, o governo Biden violou os direitos de expressão protegidos pela Constituição de cidadãos em todo o país”, afirma trecho do decreto.
Medidas de Trump investiga casos de censura
O segundo decreto, “Responsabilizando Antigos Oficiais do Governo por Interferência Eleitoral e Divulgação Indevida de Informações Sensíveis”, aborda supostas irregularidades na eleição de 2020.
Ele também revoga credenciais de segurança de 51 ex-oficiais de Inteligência do governo. Entre eles, estão James Clapper, John Brennan e Michael Hayden, acusados de manipular o processo político.
De acordo com Donald Trump, esses oficiais classificaram as revelações sobre o laptop de Hunter Biden como “desinformação russa” para proteger a campanha de Biden e influenciar o resultado eleitoral. O decreto também menciona John Bolton, que publicou um livro com “informações sensíveis” e agora perdeu suas credenciais.
Quem vai conduzir investigações sobre as atividades do governo democrata relacionadas à censura é a nova procuradora-geral, Pam Bondi. Ela deverá apresentar um relatório diretamente ao presidente, com recomendações de ações corretivas.
Dentro de 90 dias, Tulsi Gabbard, nova diretora de Inteligência Nacional, e John Ratcliffe, diretor da CIA, também devem apresentar um relatório ao conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz. O documento deve incluir investigações sobre atividades inadequadas na Comunidade de Inteligência e recomendações para prevenir influências indevidas nas eleições.
Pressão sobre plataformas de redes sociais
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, falou da pressão que sofreu do governo Biden para censurar conteúdos relacionados à covid-19 | Foto: Divulgação/Meta
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, revelou que sofreu pressão do governo Biden para censurar conteúdos relacionados à covid-19 e ao laptop de Hunter Biden. Em uma carta ao Comitê Judiciário da Câmara, ele afirmou: “Acredito que a pressão do governo foi errada e me arrependo de não termos sido mais contundentes contra ela”.
Zuckerberg também mencionou que o serviço de Inteligência norte-americano, o FBI, alertou a Meta sobre o laptop de Hunter, ao insinuar tratar-se de uma campanha de desinformação russa. A Meta reduziu temporariamente o alcance da história, mais tarde confirmada como verdadeira pelo New York Post.
Consequências das revelações sobre Hunter Biden
Os documentos que estavam na máquina de Hunter levantaram questões sobre seus negócios com a Burisma, uma produtora de gás natural na Ucrânia, e a possível influência de Joe Biden nos acordos enquanto era vice-presidente. Trump acredita que, se essas revelações tivessem tido maior visibilidade, poderiam ter impactado a campanha de Biden em 2020.
Depois da vitória de Trump nas eleições de novembro, Zuckerberg anunciou mudanças na política de moderação do Facebook, promovendo maior liberdade de expressão. Ele também visitou o presidente em Mar-a-Lago durante a transição e participou da sua cerimônia de posse.