ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A denúncia questiona a detenção do policial argentino Nahuel Gallo, preso em dezembro pelo regime chavista

Ditador Nicolás Maduro, da Venezuela
Ditador Nicolás Maduro, da Venezuela | Foto: Divulgação/Fotos Públicas

A Argentina formalizou uma denúncia contra a Venezuela no Tribunal Penal Internacional (TPI)nesta quinta-feira, 3. O motivo foi a “detenção arbitrária e desaparecimento forçado”  do policial argentino Nahuel Gallo, acusado de terrorismo pelo Ministério Público venezuelano, em 8 de dezembro.

Em nota oficial, o governo argentino classificou a prisão como uma “violação grave e flagrante dos direitos humanos”. A detenção, diz a nota oficial da chancelaria, evidencia um padrão sistemático de crimes contra a humanidade em curso na Venezuela, “os quais claramente estão sob a jurisdição do TPI”, diz a nota. 

Nahuel Gallo, de 33 anos, foi preso na Venezuela depois de atravessar a fronteira com a Colômbia. De acordo com o governo argentino, ele ia visitar a mulher e o filho, que completa dois anos neste mês. 

Na última sexta-feira, o procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, disse que Gallo tentou entrar no país de forma irregular. Saab acusou o argentino de ocultar o “verdadeiro plano criminoso” ao alegar uma visita à família, mas não deu detalhes sobre a origem das afirmações. 

O policial argentino será acusado de conspiração e associação criminosa, conforme indicado pelo procurador, que confirmou à AFP a detenção de Gallo em Caracas.

Patricia Bullrich, ministra da Segurança da Argentina, questionou as acusações de Saab e ressaltou que o policial entrou na Venezuela legalmente. “O que foi ilegal foi a forma como ele foi sequestrado na fronteira”, disse ela. 

A chancelaria argentina também solicitou medidas cautelares à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em favor de Nahuel Gallo. A petição “ressalta a arbitrariedade da detenção”, diz a nota do governo, e pede medidas urgentes para garantir a proteção do policial, ordenar sua liberação imediata e assegurar o retorno seguro dele à Argentina. 

Mais uma tensão na diplomacia entre Argentina e Venezuela

As relações diplomáticas entre Argentina e Venezuela já estavam tensas, mas romperam-se definitivamente diante da decisão de Caracas em reação à recusa do presidente Javier Milei em reconhecer a reeleição de Nicolás Maduro para um terceiro mandato consecutivo de seis anos, em julho passado. No dia seguinte ao resultado da eleição, a ditadura venezuelana expulsou os diplomatas argentinos.

Embaixada Argentina Venezuela
Embaixada Argentina na Venezuela foi cercada por policiais | Foto: Reprodução/Facebook/Embaixada da Argentina na Venezuela

Desde então, o Brasil ficou responsável pela sede diplomática argentina. Assim, o país assumiu a proteção de seis opositores venezuelanos que tinham asilo na embaixada desde março. O regime chavista tentou retirar a gestão brasileira do edifício, mas o Brasil se opôs.

A prisão de Gallo aconteceu na mesma semana em que o chanceler argentino, Gerardo Werthein, exigiu, perante a Organização dos Estados Americanos (OEA), que Nicolás Maduro concedesse salvo-condutos aos asilados.

Informações Revista Oeste


Museu homenageava escritor argentino sequestrado e desaparecido durante a ditadura militar na Argentina

Foto: Reprodução/ redes sociais

O governo de Javier Milei ordenou o encerramento das atividades do Centro de Memória Cultura Haroldo Conti, considerado um dos maiores museus na Argentina contra a ditadura militar no país. A medida foi determinada pelo secretário de Direitos Humanos argentino, Alberto Baños. A informação é de uma matéria do Metrópoles.

Baños anunciou o fim do museu em 31 de dezembro, em uma mensagem transmitida por WhatsApp a funcionários que trabalhavam no local. A medida entrou em vigor na quinta-feira (2). Criado em 2008, o museu homenageia o escritor argentino Haroldo Conti, sequestrado e desaparecido desde 1976, quando os militares comandavam a Argentina.

O Metrópoles aponta que no local, além de resgatar a memória dos tempos de chumbo no país, eram promovidas atividades de teatro, literatura, dança, fotografia e educação. A justificativa do governo Milei para o fechamento do museu foi uma “reestruturação” do local, que faz parte da agenda política do presidente ultraliberal focada em enxugar a máquina pública.

Informações Bahia.ba


Jimmy Carter durante anúncio de sanções ao Irã, em 1980 — Foto: Marion S. Trikosko/Biblioteca do Congresso dos EUA/Via Reuters

Jimmy Carter durante anúncio de sanções ao Irã, em 1980 — Foto: Marion S. Trikosko/Biblioteca do Congresso dos EUA/Via Reuters 

Morreu neste domingo (29) aos 100 anos Jimmy Carter, presidente dos EUA entre 1977 e 1981, em sua casa, em Plains, Geórgia, a mesma cidade onde nasceu. 

“Meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, disse seu filho, Chip Carter, em um comunicado.

“Meus irmãos, minha irmã e eu o compartilhamos com o mundo por meio dessas crenças comuns. O mundo é nossa família pela maneira como ele uniu as pessoas, e agradecemos por honrar sua memória continuando a viver essas crenças compartilhadas.” 

Na Casa Branca, Carter foi crítico a ditaduras latino-americanas, como as de Pinochet, no Chile, e à ditadura militar no Brasil. 

Carter estava sob cuidados paliativos em sua casa, desde fevereiro de 2023. A causa da morte não foi i ediatamente informada. A fundação que leva seu nome disse que haverá homenagens nas cidades de Atlanta e Washington, além de Plains; ainda não há informações sobre o funeral. 

O político, filiado ao Partido Democrata, foi senador e governador do estado da Geórgia antes de chegar à Presidência, marcada por uma grave crise econômica e esforços de paz em todo o mundo. 

Uma disputa diplomática com o Irã resultou no sequestro de 52 americanos na embaixada em Teerã em 1979. Os reféns só foram soltos 444 dias depois, já na gestão do presidente Reagan, e o caso manchou a reputação de Carter, criticado por lidar de forma desastrosa com o evento. 

Ele continuou atuando politicamente por meio da Fundação Carter, criada por ele em 1982, e organizou missões diplomáticas pelo mundo. Após sair da Casa Branca, foi reconhecido como ícone na luta pelos direitos humanos e pela democracia

Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2002 em reconhecimento ao seu “esforço incansável para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, impulsionar a democracia e os direitos humanos e promover o desenvolvimento econômico e social”. 

Centenário, Carter viveu mais do que qualquer outro ex-presidente na história dos EUA. 

“Tive uma vida maravilhosa”, disse Carter a repórteres em Atlanta em 2015. “Tive milhares de amigos. E tive uma existência emocionante, aventureira e gratificante.”

Carter escreveu mais de duas dezenas de livros, desde um livro de memórias presidenciais a um livro infantil e poesia, além de obras sobre fé religiosa e diplomacia. Seu livro “Faith: A Journey for All” (fé: uma jornada para todos) foi publicado em 2018. 

Jimmy Carter morre aos 100 anos: veja trajetória do ex-presidente dos EUA e Nobel da Paz 

James Earl “Jimmy” Carter Junior nasceu em 1º de outubro de 1924 na pequena cidade rural de Plains, no estado da Geórgia. Seu pai era um fazendeiro e homem de negócios e sua mãe, uma enfermeira. 

Ele fez o ensino básico em um escola pública local e passou pela Faculdade do Sudoeste da Geórgia e pelo Instituto de Tecnologia do estado antes de se formar bacharel em Ciência, em 1946, pela Academia Naval dos Estados Unidos.   

Também em 1946, ele se casou com a futura primeira-dama Rosalynn Smith, de sua cidade natal. 

Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter em janeiro de 2012. — Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter em janeiro de 2012. — Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters 

Na Marinha, Carter serviu em submarinos pelos oceanos Atlântico e Pacífico e chegou ao cargo de tenente. Foi escolhido por um superior para entrar no programa de submarinos nucleares e foi enviado para Schenectady, Nova York, onde se formou em tecnologia de reatores e física nuclear. 

Após seu pai morrer em 1953, ele saiu da Marinha e voltou para Plains, onde assumiu os negócios da família, que incluíam fazendas e uma empresa de suprimentos rurais. 

O ex-presidente Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn, em outubro 2002 — Foto: Tami Chappell/ Reuters

O ex-presidente Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn, em outubro 2002 — Foto: Tami Chappell/ Reuters 

Jimmy começou a vida política na cidade, servindo como administrador da educação, do hospital e da biblioteca locais e se tornou líder da comunidade e se filiou ao Partido Democrata. 

Em 1962, ele ganhou a eleição para o cargo de senador pelo estado da Geórgia, com mandato de dois anos. Carter adquiriu notoriedade por atacar gastos governamentais e por ser contrário a leis que tiravam o direito de votar dos negros. Foi reeleito em 1964. 

O político se candidatou para o governo do estado em 1966, mas nem chegou a ganhar as primárias do Partido Democrata. Ele tentou novamente e venceu em 1970 ao apresentar uma plataforma mais conservadora, buscando apoio de defensores da segregação racial. Mas, já no discurso de posse, em 1971, sinalizou para o fim da discriminação racial no estado. 

Carter foi governador até 1975, e durante seu mandato promoveu uma reforma administrativa que enxugou o gasto das agências públicas. O aborto foi legalizado — com restrições — no estado em 1973 após decisão da Suprema Corte do país, apesar dele, um batista fervoroso, se opor pessoalmente. 

Presidente Jimmy Carter em coletiva de imprensa em Junho de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Thomas J. O'Halloran via Reuters

Presidente Jimmy Carter em coletiva de imprensa em Junho de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Thomas J. O’Halloran via Reuters 

Em 1974, ainda governador, Jimmy anunciou sua candidatura à presidência para a eleição que seria realizada dois anos mais tarde. Ele ganhou as eleições em 1976 e tornou-se o 39º presidente dos EUA no ano seguinte, servindo até 1981. 

“Eu sou Jimmy Carter e estou concorrendo à presidência. Eu nunca vou mentir para você”, prometeu Carter com um sorriso de orelha a orelha, em sua propaganda política, em um momento em que os EUA ainda viviam o rescaldo do escândalo de Watergate.

A gestão do presidente foi marcada por uma forte crise econômica e energética no país, um esforço diplomático de paz no resto do mundo e o sequestro de 52 americanos em Teerã por iranianos. 

Nos EUA, Carter enfrentou o aumento dos preços da energia, reflexo da crise do petróleo de 1973 e índices altos de inflação, que motivaram a queda da taxa de crescimento do país. 

O presidente foi saudado internacionalmente por mediar os Acordos de Camp David, um marco histórico entre Israel e Egito em 1978. Menos unânime foi a decisão de liderar um boicote de vários países às Olimpíadas de 1980, realizadas em Moscou, devido à guerra soviética no Afeganistão. 

Em relação ao Brasil, Carter se opôs frontalmente à ditadura militar, então comandada pelo general Ernesto Geisel. 

Imagem de momento em que foram firmados os Acordos de Camp David. Anwar Sadat, do Egito (esq.), Jimmy Carter, dos EUA, e Menachem Begin, de Israel, em 1978 — Foto: Fundação Carter/Via Reuters

Imagem de momento em que foram firmados os Acordos de Camp David. Anwar Sadat, do Egito (esq.), Jimmy Carter, dos EUA, e Menachem Begin, de Israel, em 1978 — Foto: Fundação Carter/Via Reuters 

Carter cedeu asilo nos EUA a um opositor do aiatolá Khomeini, que acabara de tomar o poder no Irã, o que motivou militantes islâmicos a fazer 52 reféns na embaixada dos EUA em Teerã, em 1979. 

O presidente foi criticado pela forma desastrosa como lidou com a situação: após falhar no diálogo diplomático, autorizou uma operação militar sem sucesso que resultou em oito mortes, inclusive a de um civil iraniano. 

Carter buscou a reeleição em 1980, mas foi derrotado facilmente pelo republicano Ronald Reagan. Os reféns só foram libertados após a posse de Reagan em 1981, 444 dias após sequestrados. 

Questionado sobre sua presidência, Carter disse em um documentário em 1991: “O maior fracasso que tivemos foi um fracasso político. Nunca consegui convencer o povo americano de que eu era um líder forte e enérgico.”

Ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, durante encontro em Paris no dia 10 de julho de 2021 — Foto: John Bazemore/AP

Ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, durante encontro em Paris no dia 10 de julho de 2021 — Foto: John Bazemore/AP 

Já em 1981, Carter voltou à sua cidade natal e retomou o controle dos negócios familiares. A partir de então, começou a dar aulas. 

Em 1982, fundou o Centro Carter, um instituto sem fins lucrativos que “aborda questões nacionais e internacionais de políticas públicas”, nas palavras da entidade. 

Carter continuou ativo politicamente por meio da organização e promoveu ações humanitárias em uma série de países como Haiti, Coreia do Sul e nações africanas. 

Em 2002, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela promoção de soluções pacíficas em conflitos internacionais. 

Profundamente religioso, Carter participava ativamente da escola dominical da Igreja Batista Maranatha e construía casas para pessoas em necessidade, antes de desenvolver problemas de saúde e mobilidade decorrentes da velhice. 

“Minha fé exige — isso não é opcional — minha fé exige que eu faça tudo o que puder, onde quer que eu esteja, sempre que puder, pelo maior tempo possível, com o que quer que eu tenha para tentar fazer a diferença”, disse Carter uma vez.

Em agosto de 2015, Carter teve um pequeno câncer removido de seu fígado. No ano seguinte, Carter anunciou que não precisava de mais tratamento, pois uma droga experimental havia eliminado qualquer sinal de câncer. 

Jimmy e Rosalynn tiveram quatro filhos. Um dos netos, Jason, foi eleito senador da Geórgia pelo Partido Democrata em 2010. Sua mulher morreu em novembro de 2023, aos 96 anos. 

Jimmy Carter no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em fevereiro de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Marion S. Trikosko via Reuters

Jimmy Carter no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em fevereiro de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Marion S. Trikosko via Reuters


Essa posição está alinhada à do empresário Elon Musk, que falou sobre a importância desses documentos para a inovação do país

Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B | Foto: Reprodução/Twitter/X
Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a concessão de vistos H1-B, que permitem a contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados, especialmente no setor tecnológico.

Essa posição está alinhada à do empresário Elon Musk, conselheiro de Trump, que defende a importância desses vistos para a inovação no país.

Em entrevista ao jornal norte-americano New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B. “Sempre fui a favor dos vistos, e é por isso que os temos”, disse. 

Os vistos H1-B são amplamente utilizados por empresas no Vale do Silício, o que permite recrutar talentos globais com especializações específicas, mas geram divisões entre seus apoiadores.

Tensões entre apoiadores de Trump

Enquanto executivos de tecnologia veem os vistos como essenciais para a competitividade norte-americana, alguns apoiadores do republicano expressam preocupações sobre os riscos dessa política para a agenda America First

A nomeação de Sriram Krishnan como conselheiro de política para inteligência artificial na Casa Branca intensificou o debate. Krishnan apoia a remoção de limites por país para green cards, o que, segundo ele, poderia “desbloquear a imigração qualificada”. 

Isso causou desconforto entre alguns apoiadores republicanos, que temem que tais medidas possam enfraquecer a política de imigração restritiva do presidente. 

A visão de Elon Musk sobre os vistos H1-B

Elon Musk, que já se beneficiou do visto H1-B, destacou em suas redes sociais a falta de engenheiros talentosos nos EUA como uma questão crítica.

Elon Musk: um ano de grandes acertos e patrimônio de quase meio trilhão de dólares | Foto: Reprodução/Twitter/X
Elon Musk já se beneficiou do visto H1-B | Foto: Reprodução/Twitter/X

“A razão pela qual estou nos Estados Unidos, assim como aqueles que construíram a SpaceX, Tesla e centenas de outras empresas, é o H1-B”, afirmou o dono do Twitter/X. “A questão é: você quer que a América vença ou quer que a América perca.”

Vivek Ramaswamy, nomeado por Trump para cortar gastos governamentais, também enfatizou a necessidade de migração qualificada. Ele disse que a cultura de “mediocridade sobre excelência” poderia comprometer o desenvolvimento econômico do país. 

Informações Revista Oeste


Aeronave saiu da pista e colidiu com um muro, matando 177 pessoas

Fuselagem do avião ficou totalmente destrruída | Foto: Reprodução/JTBC
Fuselagem do avião ficou totalmente destrruída | Foto: Reprodução/JTBC

No sábado 28, um acidente aéreo ocorreu no aeroporto de Muan, na Coreia do Sul. Um avião da Jeju Air saiu da pista durante o pouso e colidiu com um muro. Dos 181 ocupantes, apenas dois tripulantes sobreviveram.

Os sobreviventes foram rapidamente levados a hospitais na cidade de Mokpo e, segundo informações, não correm risco de morte. 

Até o momento, 177 mortes foram confirmadas, e as autoridades sul-coreanas acreditam que todos os outros a bordo, exceto os dois tripulantes, faleceram no acidente. Uma investigação está em andamento para determinar a causa exata do acidente.

Imagens nas redes sociais mostram que o Boeing 737-800 pousou com o trem de pouso recolhido, tocando o solo com a barriga. A aeronave não conseguiu desacelerar, resultando na colisão contra um muro. 

As autoridades suspeitam que uma falha no trem de pouso, possivelmente causada por um pássaro que teria se chocado contra a aeronave, possa ter sido a causa do acidente.

Detalhes do acidente com avião na Coreia do Sul

O acidente com o avião ocorreu durante a rota entre Bangkok, na Tailândia, e Muan, no sudoeste da Coreia do Sul. 

Antes da queda, a torre de controle alertou sobre uma colisão com pássaros, e o piloto emitiu um pedido de socorro, “Mayday”, antes de a aeronave cair durante a tentativa de pouso.

Lee Jeong-hyun, chefe dos bombeiros de Muan, indicou que a colisão com pássaros e condições climáticas adversas são as causas presumidas do acidente. No entanto, a causa exata será determinada depois de uma investigação conjunta de várias agências.

Dificuldades de identificação

Bombeiros realizam operações em uma aeronave que se acidentou no Aeroporto Internacional de Muan, Província de Jeolla do Sul, Coreia do Sul - 28/12/2024 | Foto: Yonhap/Reuters
Bombeiros realizam operações em uma aeronave que se acidentou no Aeroporto Internacional de Muan, Província de Jeolla do Sul, Coreia do Sul – 28/12/2024 | Foto: Yonhap/Reuters

Um bombeiro informou aos familiares das vítimas que os passageiros foram arremessados para fora do avião depois da colisão, reduzindo as chances de sobrevivência. 

Ele também afirmou que o avião foi quase completamente destruído, dificultando a identificação dos destroços.

Um fotógrafo da AFP presenciou diversos veículos de emergência e bombeiros ao redor dos destroços, que estavam quase totalmente queimados, exceto pela cauda. Partes de assentos e malas espalhadas pela pista indicavam a força do impacto.

No terminal, parentes aguardavam notícias, chorando enquanto os nomes, datas de nascimento e nacionalidades das vítimas eram exibidos nas telas de voos.

O presidente interino Choi Sang-mok, recém-nomeado em meio a uma crise política, comandou uma reunião de emergência e visitou Muan. Ele pediu que todas as agências mobilizassem recursos para salvar vidas.

A Boeing, fabricante da aeronave, declarou estar em contato com a Jeju Air e pronta para oferecer apoio. A companhia aérea sul-coreana de baixo custo, fundada em 2005, pediu desculpas pelo acidente, prometendo fazer tudo ao seu alcance para lidar com a situação.

Acidentes de avião são raros na Coreia do Sul. O mais grave foi em 2002, quando um Boeing 767 da Air China caiu perto do aeroporto de Busan, matando 129 pessoas.

Colisões com pássaros representam um risco para aviões a jato, podendo danificar os motores. Em 2009, um Airbus A320 da US Airways pousou no Rio Hudson, em Nova York, após os motores falharem por colisão com pássaros. O incidente, conhecido como “Milagre no Hudson”, não teve vítimas fatais.

Informações Revista Oeste


New York Post afirma que autoridades excluíram evidências em relatório de 2021 apresentado ao presidente Joe Biden

Sede do FBI, em Washington, nos Estados Unidos: agentes foram impedidos de revelar evidências ao presidente Biden, afirma jornal | Foto: FBI/Divulgação
Sede do FBI, em Washington, nos Estados Unidos: agentes foram impedidos de revelar evidências ao presidente Biden, afirma jornal | Foto: FBI/Divulgação

O jornal norte-americano New York Post afirmou nesta quinta-feira, 26, que chefes de espionagem dos Estados Unidos “silenciaram” investigadores do Departamento de Defesa e do FBI. As autoridades teriam descoberto fortes evidências de que o vírus covid-19 vazou de um laboratório chinês.

Como resultado, as suas conclusões ficaram de fora de um relatório de agosto de 2021 que o presidente Joe Biden recebeu sobre as origens da pandemia global. O documento concluiu que o vírus por trás da covid “provavelmente não sofreu modificação genética”.

Cientistas rastrearam origem da covid

Depois que a pandemia eclodiu em Wuhan, na China, três cientistas da Agência de Inteligência de Defesa começaram a tentar descobrir exatamente de onde ela veio. Havia duas hipóteses: se o Sars-CoV-2 passou de morcegos para humanos ou se o homem produziu o vírus que emergiu de um acidente de laboratório.

A teoria da origem zoonótica — em que uma doença flui de animais para humanos — contou com o apoio de membros influentes do sistema de saúde pública, incluindo o cientista Anthony Fauci. As abordagens sobre uma possível “fuga de laboratório” receberam a classificação de “mais uma teoria da conspiração”.

A análise dos investigadores, no entanto, compilou dezenas de dados. As informações convergiam com a fuga de laboratório. “E contrastavam com uma escassez de provas que apoiam a teoria da origem natural”, disse ao Post uma fonte familiarizada com a investigação.

A análise teve condução de John Hardham, Robert Cutlip e Jean-Paul Chretien. Na época, o trio pertencia ao Centro Nacional de Inteligência Médica da Agência de Inteligência de Defesa. O órgão examinava potenciais ameaças de armas biológicas e doenças infecciosas perigosas.

Chinês pede patente logo depois de sequenciamento

O vírus covid continha um recurso que permitia uma transmissão mais fácil aos humanos. Sua formulação era semelhante à descrita em um antigo estudo chinês. Um pesquisador militar asiático, inclusive, solicitou a patente de uma vacina contra covid-19. Sua solicitação ocorreu semanas depois de o vírus apresentar seu primeiro sequenciamento, em 2020. 

Esse mesmo pesquisador chinês morreu mais tarde. Ele caiu de um telhado do Instituto de Virologia de Wuhan (WIV), de acordo com investigadores dos Estados Unidos. Os pesquisadores do WIV trabalharam com cientistas norte-americanos que os treinaram para construir vírus sem deixar vestígios de sua engenharia.

Informações Revista Oeste


No total, 38 das 67 pessoas morreram após queda da aeronave da Embraer

Avião da Embraer caiu no Cazaquistão Foto: EFE/EPA/AZAMAT SARSENBAYEV

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou, nesta quinta-feira (26), que enviou três investigadores ao Cazaquistão para oferecer suporte técnico ao país durante as investigações da queda de um avião comercial da Azerbaijan Airlines na cidade de Aktau, no Cazaquistão.

No total, 38 das 67 pessoas a bordo da aeronave morreram após a queda. O Embraer 190, de matrícula J2-8243, saiu de Baku, capital do Azerbaijão, com destino à cidade de Grósnia, na Rússia, mas foi forçado a fazer um pouso de emergência a 3 km quilômetros de Aktau, cidade que fica na margem oposta do mar Cáspio em relação ao Azerbaijão e à Rússia.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o avião fazendo voltas no ar com o trem de pouso aberto enquanto perde altitude. A aeronave colide com o solo de barriga e em seguida vê-se uma explosão.

Segundo o comunicado da FAB, o envio dos investigadores faz parte dos protocolos do Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, da qual tanto o Cazaquistão quanto o Brasil são signatários.

– Este trabalho conjunto reforça o compromisso com a segurança na aviação e a colaboração entre os países signatários da Convenção de Chicago de 1944 – destacou a Força Aérea.

SISTEMA DE DEFESA RUSSO
De acordo com quatro fontes do Azerbaijão ouvidas pela agência Reuters, o avião foi abatido por um sistema de defesa aérea russo.

A declaração foi feita inicialmente por Andriy Kovalenko, membro da segurança nacional ucraniana, que citou imagens de dentro do avião que mostravam “coletes salva-vidas perfurados”.

Na sequência, outros especialistas militares e de aviação ecoaram a avaliação, que foi reproduzida até mesmo na mídia russa, com a informação de que a aeronave pode ter sido confundida com um drone ucraniano.

Em entrevista ao Estadão, o especialista em aviação Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas no YouTube, acredita que o avião foi abatido por um sistema de defesa aérea.

– As imagens mostradas logo após o ocorrido indicam danos que não são típicos de um acidente aéreo convencional. É uma possibilidade concreta que a causa principal tenha sido abate – disse.

*AE


Além de bilhões de dólares nas contas bancárias, empresários têm outra característica comum: buscar lugares paradisíacos e longe das ‘pessoas comuns’

O bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, durante lazer em seu iate | Foto: Reprodução/Instagram
O bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, durante lazer em seu iate | Foto: Reprodução/Instagram

O fim de ano apresenta um roteiro em comum: bilionários partem em direção a destinos caríssimos para aproveitar o tempo com as suas famílias e encontrar outros bilionários para trocar ideias sobre resultados e formas de multiplicar ainda mais os seus negócios.

A bordo de iates ou depois de algum trajeto em jatinhos de luxo particulares, muitos deles procuram locais bem conhecidos. No entanto, são lugares paradisíacos e principalmente inacessíveis a quem não tem uma conta bancária com mais de 10 dígitos.

Bilionários exigem exclusividade, diz consultor

Em entrevista à revista Business Insider, Winston Chesterfield, fundador de uma empresa de consultoria focada em luxo e riqueza, diz: “Eles estão indo para lugares exclusivos. Preferem resorts privados onde fiquem isolados do resto do planeta.”

O iate Koru de Jeff Bezos, dono da Amazon (fortuna de US$ 238,5 bilhões), está flutuando no Mar do Caribe, conforme o rastreador de navios Marine Traffic. O Whisper de Eric Schmidt, CEO da Google (fortuna de US$ 28,5 bilhões) vai para Barbados. Enquanto isso, o Odessa II do investidor Len Blavatnik (US$ 28,5 bilhões em patrimônio) atracou em Antígua.

O destino: San Barth, uma ilha do Caribe 

Assim que seus donos bilionários estiverem a bordo, vários desses navios provavelmente seguirão para St. Barth, ou São Bartolomeu. “Se você quer ter os pés na areia e comer um croissant como se estivesse em Paris, St. Barth é o lugar certo”, afirma Elisabeth Brown, diretora de uma associação de serviço receptivo de luxo, a Knightsbridge Circle.

Conhecida por sua exclusividade em hotéis, gastronomia e cenários paradisíacos, a ilha tem sido a favorita entre os bilionários há décadas. Rockefellers e Rothschilds construíram propriedades lá em meados dos anos 1900.

Bezos, Jordan e diárias de R$ 30 mil

Em 2023, Bezos, sua noiva, Lauren Sánchez, e o ex-astro do basquete Michael Jordan foram vistos em St. Barth. Assim como o dono da produtora DreamWorks Records, David Geffen, que estava a bordo do superiate Rising Sun.

Para aqueles que não se hospedam em barcos, hotéis de luxo como o Eden Rock e o Cheval Blanc, do bilionário Bernard Arnault (dono da LVMH), vendem diárias pelo equivalente a R$ 30 mil a diária nesta época do ano. No entanto, é possível encontrar opção mais “baratas”, com hotéis que cobram “apenas” R$ 18 mil a diária. “É impossível se hospedar ali a menos que você seja realmente rico”, diz Chesterfield.

Informações Revista Oeste


Representação diplomática abriga asilados da oposição a Maduro

venezuela lula
O presidente Lula, durante visita do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto – 31/05/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No sábado 21, um grupo de 27 ex-chefes de Estado denunciou uma invasão armada da ditadura de Nicolás Maduro à Embaixada da Argentina na Venezuela.

A representação diplomática passou para a custódia do Brasil em agosto, depois de Maduro e o presidente da Argentina, Javier Milei, cortarem relações, em virtude da fraude que o chavismo praticou na eleição.

O local, que fica em Caracas, abriga os asilados da oposição Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Héctor Villalobos, Omar González e Claudia Macero.

Esse grupo afirma que um dos asilados, Fernando Martínez Motolla, foi entregue à ditadura para que “incrimine seus companheiros por atividades golpistas.” A declaração afirma que não foi concedia proteção a Motolla enquanto ele aguardava por um salvo-conduto para deixar o país em segurança.

Assédio à Embaixada da Argentina na Venezuela

Javier Milei, presidente da Argentina, gesticula de uma varanda da Casa Rosada, Casa do Governo em Buenos Aires, Argentina | Foto: Reuters/Agustin Marcarian

Durante meses, o regime tem assediado o local com cortes de energia e, mais recentemente, de água.

Conforme o documento, a invasão armada à sede diplomática é uma “violação da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas” e tem como objetivo “pressionar os asilados com falta de suprimentos e isolamento”. O texto observa ainda que a polícia impede a entrada de alimentos ao local.

Informações Revista Oeste


Presidente da Rússia também afirmou que a decisão de invadir o país vizinho deveria ter sido tomada antes

Rússia eleição putin poetas condenção guerra
Vladimir Putin é o presidente da Rússia, país que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Reprodução

O presidente russo, Vladimir Putin, admitiu recentemente que a invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, não foi bem preparada. Durante uma coletiva de imprensa em Moscou, ele afirmou que a operação militar deveria ter começado antes e com uma preparação mais sistemática. 

“A decisão [de invadir] deveria ter sido tomada antes, e deveríamos ter nos preparado mais sistematicamente”, disse.

No dia 24 de fevereiro de 2022, quando as tropas russas atacaram a Ucrânia, muitos analistas acreditavam que Kiev poderia ser tomada em poucos dias. 

No entanto, a resistência ucraniana, junto com erros estratégicos russos, como falhas em linhas de suprimento e táticas desatualizadas, frustraram essas expectativas. 

Putin também falou pela primeira vez sobre como a guerra o impactou pessoalmente, afirmando: “Eu comecei a fazer menos piadas e quase parei de sorrir. Esses anos foram de tribulação para o país, e para mim também.”

Putin diz que situação está mudando “drasticamente em favor da Rússia”

Vladimir Putin discurso anual fala sobre Síria
Vladimir Putin concedeu a coletiva anual nesta quinta-feira Foto: Grigoriy Sisoev/RIA Novosti

Apesar das dificuldades enfrentadas por suas tropas, Putin afirmou que “a situação está mudando drasticamente” em favor da Rússia na Ucrânia, refletindo os avanços desde fevereiro, especialmente no leste ucraniano. 

Na quinta-feira 19, ele anunciou a captura de mais duas vilas na região de Donetsk. Putin também expressou estar disposto a negociar, mas culpou a outra parte por não querer dialogar. “A política é a arte da acomodação. O problema é que o adversário se recusou a negociar”, afirmou.

A tradicional coletiva de imprensa anual de Putin, ocorrida desde 2001, reuniu cerca de 500 jornalistas e durou 4 horas e 30 minutos. 

Durante o evento, ele foi confrontado por questões de jornalistas ocidentais como Keir Simmons, da NBC, que o questionou sobre sua liderança, mencionando que Putin seria “um líder mais fraco” por não ter alcançado seus objetivos na Ucrânia. 

Putin rebateu as críticas, afirmando que a Rússia “é verdadeiramente soberana e está mais forte hoje”. Ele citou Mark Twain: “Os rumores da minha morte foram altamente exagerados”, referindo-se à Rússia.

Presidente da Rússia desafia Estados Unidos

Putin desafiou os Estados Unidos a um “duelo tecnológico”, utilizando o novo míssil balístico Orechnik contra sistemas de defesa antiaérea ocidentais em Kiev. 

Ele afirmou que esse exercício seria benéfico para ambos os lados, destacando as capacidades do Orechnik, que possui ogivas múltiplas e um alcance de 5.500 km. Ele mencionou que testes anteriores, incluindo um em Dnipro, impressionaram analistas.

Além disso, Putin comentou sobre o assassinato do general Igor Kirillov, morto por um patinete-bomba em Moscou, classificando o ato como terrorismo. Ele reconheceu a necessidade de corrigir “erros” de segurança que permitiram o ataque. 

Durante a coletiva, uma questão veio de uma moradora da região de Kursk, chamada Tatiana, que perguntou quando poderia voltar para casa. Putin assegurou que a reconstrução virá, mas não deu uma data específica.

Informações Revista Oeste

1 30 31 32 33 34 149