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O deputado federal Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao Financial Times, declarou que os Estados Unidos estão considerando a imposição de novas sanções contra juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) que não encerrarem o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.

Eduardo comentou sobre a situação atual do ministro do STF, Alexandre de Moraes, dizendo: “Moraes esgotou todas as suas opções. Trump ainda não. Trump ainda tem a opção de… dobrar sua aposta com base na reação de Moraes.”

“Acredito que pode haver uma resposta forte dos EUA, talvez sancionando a esposa de Alexandre de Moraes, que é seu braço financeiro“, disse ainda Eduardo. “Talvez uma nova onda de revogações de vistos, [aqueles] dos aliados de Alexandre de Moraes.”

O deputado expressou sua intenção de viajar à Europa com o objetivo de persuadir a União Europeia (UE) a implementar sanções semelhantes contra Moraes: Ele quer levar as sanções dos EUA ao conhecimento dos parlamentares europeus para que ele possa ser alvo de sanção por lá.

Eduardo citou o apoio de figuras políticas da direita europeia, como André Ventura, líder do partido Chega em Portugal, que manifestou interesse em impedir a entrada de Moraes no país e congelar seus bens sob alegações de violações aos direitos humanos.

No mês passado, um grupo de eurodeputados liderado pelo polonês Dominik Tarczyński enviou uma carta à alta representante da UE para Relações Exteriores solicitando sanções específicas contra Moraes e seus aliados no STF por violação de direitos humanos.

“Salvar a democracia”
Em resposta às críticas recebidas por suas campanhas nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro defendeu suas ações como um esforço para “salvar a democracia”, desconsiderando os comentários adversos que o rotulam como “antipatriota” e alegações de que suas iniciativas prejudicam as exportações brasileiras e causam desemprego no país.

*O Antagonista
Foto: Reprodução/Youtube


Netanyahu reforça intenção de derrotar o grupo terrorista Hamas a qualquer custo

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Segundo o premiê, a proposta visa garantir a segurança de Israel | Foto: Reprodução/Twitter/X

O gabinete de segurança de Israel aprovou nesta quinta-feira, 7, a proposta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que as Forças de Defesa de Israel assumam o controle da Faixa de Gaza. A medida representa o primeiro passo de um plano mais amplo para erradicar a presença do grupo terrorista Hamas na região.

O governo israelense informou que a ocupação será acompanhada por ações humanitárias nas áreas fora dos combates. O plano também estabelece condições para encerrar o conflito.

Entre elas estão o desarmamento do Hamas, a devolução dos reféns — incluindo os 20 que se acredita estarem vivos — e a desmilitarização da região. Além disso, Israel exige manter o controle da segurança e instalar um governo civil alternativo, sem participação do Hamas ou da Autoridade Palestina.

Antes da reunião que definiu os rumos da operação, Netanyahu declarou à emissora Fox News que pretende controlar toda a Faixa de Gaza militarmente, mas delegar a gestão civil a um grupo árabe externo.

Segundo o premiê, a proposta visa garantir a segurança de Israel e remover o Hamas sem que Tel Aviv assuma a administração permanente do território.

O gabinete rejeitou um plano alternativo, supostamente apresentado pelo chefe do Exército, Eyal Zamir. O alto-comando militar teme que uma ocupação completa provoque uma tragédia humanitária e coloque em risco os reféns ainda em poder do grupo terrorista.

Hamas acusa Israel de sacrificar reféns

Em resposta às declarações do premiê, o Hamas afirmou que os planos israelenses comprometem as negociações por cessar-fogo. Segundo o grupo, Netanyahu estaria disposto a sacrificar os sequestrados em troca de ganhos políticos.

Porta-vozes da organização disseram ao jornal Al Jazeera que qualquer governo civil instituído por Israel seria tratado como parte da ocupação e, por isso, continuaria sendo alvo da guerra de guerrilha.

A ênfase na região, segundo analistas ouvidos pelo The Times of Israel, sugere que o avanço será gradual. O objetivo de longo prazo, no entanto, é estender o domínio em Gaza.

O plano de ocupação expôs um racha entre Netanyahu e os altos comandos militares. Conforme a imprensa israelense, na última terça-feira, 5, durante uma reunião com o gabinete de segurança, o premiê teria defendido a ocupação total da região mesmo diante da possibilidade de morte dos reféns. Zamir discordou e classificou a estratégia como uma armadilha perigosa.

A reação foi imediata. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, disse que os militares devem cumprir as decisões da liderança política.

O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, foi na mesma linha e declarou esperar que Gaza passe ao controle total de Israel. Até o filho do premiê, Yair Netanyahu, insinuou nas redes sociais que o Exército estaria tentando articular um golpe contra seu pai.

Na véspera da reunião decisiva, Zamir fez sua primeira manifestação pública desde que assumiu o comando do Exército. Em tom firme, disse que a cúpula militar continuará expressando suas posições com independência, sempre com foco na proteção dos soldados e da população israelense.

“Não estamos lidando com teoria”, argumentou Zamir. “Estamos tratando questões de vida ou morte e a defesa do Estado, e fazemos isso olhando diretamente nos olhos de nossos soldados e cidadãos do país.”

Informações Revista Oeste


De acordo com o presidente dos Estados Unidos, a medida não afeta produtos fabricados por empresas com compromisso de produção local

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula "Vencendo a Corrida da IA" em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula “Vencendo a Corrida da IA” em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura

A decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% sobre semicondutores importados coloca os Estados Unidos em uma nova posição na disputa comercial global. O anúncio foi feito na quarta-feira 6, durante conversa com jornalistas na Casa Branca.

Segundo Trump, a medida atinge todos os chips e semicondutores que entram nos EUA, exceto aqueles fabricados por empresas com compromisso de produção local. 

“Então, 100% de tarifa sobre todos os chips e semicondutores que entram nos Estados Unidos”, disse. “Mas se você assumiu o compromisso de construir (nos EUA), ou se está em processo de construção (nos EUA), como muitos estão, não há tarifa.”

As novas tarifas de Trump impactam o Brasil?

Donald Trump faz comentários sobre tarifas no Rose Garden da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 2 de abril de 2025 | Foto: Reuters/Carlos Barria
Donald Trump faz comentários sobre tarifas no Rose Garden da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 2 de abril de 2025 | Foto: Reuters/Carlos Barria

O impacto direto para o Brasil deve ser limitado, já que o país é mais importador do que exportador desses componentes.

Em 2024, as exportações brasileiras somaram US$ 8,5 milhões, queda em relação aos US$ 9,2 milhões registrados em 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Grande parte dos semicondutores produzidos no Brasil segue para países da América do Sul. Na contramão, o Brasil precisou importar R$ 6,3 bilhões em chips neste ano para abastecer o mercado interno.

Os EUA permanecem como principal parceiro comercial brasileiro no setor de eletroeletrônicos, exportando R$ 4,2 bilhões e importando R$ 1,9 bilhão do Brasil, o que gera um superávit de R$ 2,3 bilhões para os americanos.

Mesmo com efeito restrito para o mercado brasileiro, especialistas apontam que a complexidade da cadeia de suprimentos de semicondutores pode elevar os custos globais dos chips, componentes essenciais em eletrônicos como computadores, celulares e automóveis.

Informações Revista Oeste


Ondas gigantes de até 15 metros atingiram diversas regiões do oceano; Ásia e Américas estão em alerta de emergência

Ponto amarelo mostra o local do terremoto, que causou tsunami ao redor do mundo
Ponto amarelo mostra o local do terremoto, que causou tsunami ao redor do mundo | Foto: Reprodução/Google Maps

Ondas gigantes e tsunami provocados por um terremoto de magnitude 8,8 no Pacífico atingiram regiões na Rússia, no Japão e no Havaí e espalham alertas ao longo de diversas costas nesta quarta-feira, 30. O abalo sísmico ocorreu próximo à Península de Kamchatka, no extremo leste russo, com epicentro a cerca de 100 quilômetros do litoral e profundidade de 19,3 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos EUA.

As consequências do terremoto chegaram rapidamente às cidades costeiras russas. Severo-Kurilsk, principal área urbana das Ilhas Curilas, recebeu a primeira onda do tsunami, que ultrapassou 6 metros de altura. O governador local, Valeri Limarenko, informou que os moradores permaneceram seguros em zonas elevadas até o fim da ameaça.

Estado de emergência por tsunami

Segundo o Instituto de Oceanologia da Rússia, algumas áreas registraram ondas de alturas que variam entre 10 e 15 metros. Quatro grandes ondulações atingiram Severo-Kurilsk, de acordo com o prefeito Alexander Ovsiannikov, que relatou avanço do mar até 200 metros terra adentro. Autoridades decretaram estado de emergência nas Ilhas Curilas.

No Japão, quase 2 milhões de pessoas foram obrigadas a evacuar locais. O secretário-chefe de gabinete, Yoshimasa Hayashi, afirmou que “as ondas podem permanecer altas por pelo menos um dia” e orientou os deslocados a seguirem as recomendações das autoridades. A maior onda registrada, de 1,3 metro, atingiu Kuji, porto na costa de Honshu.

Tsunami faz água avançar em construções, na Rússia
Tsunami faz água avançar em construções, na Rússia | Foto: Reprodução/Redes Sociais

No Havaí, o governador Josh Green anunciou o cancelamento de voos em Maui por precaução. “Até agora, tudo está indo bem”, disse Green, em coletiva na qual afirmou que os efeitos do tsunami poderiam demorar horas. Em Honolulu, sirenes soaram, e moradores buscaram áreas seguras. A água recuou entre 6 e 9 metros no Porto de Haleiwa, em Oahu.

Kahului, em Maui, registrou a maior onda havaiana, com 1,75 metro de altura, segundo o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico. O órgão informou risco de danos em todas as ilhas. Ao mesmo tempo, a China emitiu alerta para Xangai e Zhejiang, regiões que podem ter ondas de até 1 metro.

Alerta se espalha pelo Pacífico e Américas

Na América do Norte, alertas de tsunami se estenderam do Alasca até a Califórnia, na costa leste dos Estados Unidos. Ondas iniciais de 1,47 metro atingiram a Califórnia por volta de 1h local, segundo a NOAA. A costa de Washington também foi afetada, e as autoridades pediram para a população se afastar do mar.

No Oregon, o Departamento de Gestão de Emergências orientou a população a evitar praias e portos. “Este não é um grande tsunami, mas correntes perigosas e ondas fortes podem representar um risco para aqueles que estão perto da água”, explicou o órgão. O alerta também cobre a Colúmbia Britânica, no Canadá, e parte do Alasca.

O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico informou que ondas entre 1 e 3 metros são possíveis em costas do Chile, da Costa Rica e de ilhas do Pacífico. No Equador, foi ordenada a retirada preventiva nas Ilhas Galápagos, a mil quilômetros do continente, por risco de ondas de até 1 metro.

Colômbia e México também acionaram protocolos de evacuação em áreas costeiras. O Chile aguardava a chegada de ondas na Ilha de Páscoa, enquanto Guatemala, Costa Rica, El Salvador e Panamá recomendaram evitar atividades aquáticas em zonas de risco.

Informações Revista Oeste


O primeiro-ministro interino da Tailândia e o chefe de governo do Camboja se reuniram na Malásia nesta segunda-feira (28) para conversar e encerraram conflito que durou cinco dias.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, reage enquanto o primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, e o primeiro-ministro interino da Tailândia, Phumtham Wechayachai, apertam as mãos — Foto: Mohd Rasfan/Pool via REUTERS

Tailândia e Camboja após fecharam um acordo de cessar-fogo nesta segunda-feira (28) após cinco dias de combates violentos na fronteira entre os dois países.

Os primeiros-ministros tailandês, Phumtham Wechayachai, e cambojano, Hun Manet, se encontraram na Malásia para uma reunião mediada pelo primeiro-ministro do país, Anwar Ibrahim, que ocupa a presidência temporária da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). 

Após anunciarem a trégua, que começa à 0h desta terça-feira (29) no horário local, os líderes ainda trocaram elogios. O tailandês falou em “boa fé de ambas as partes” e o cambojano agradeceu o colega pelo “papel positivo no diálogo construtivo”. 

Manet e o premiê malaio também agradecerem pelo papel do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas negociações. 

“Hoje tivemos uma reunião muito boa e resultados muito bons, que devem pôr fim imediatamente aos combates que causaram muitas vidas perdidas, feridos e também provocaram o deslocamento de pessoas. Esperamos que as soluções que o primeiro-ministro Anwar acaba de anunciar estabeleçam uma condição para avançarmos em nossa discussão bilateral para retornar à normalidade do relacionamento e como base para uma futura redução de forças”, disse Hun Manet, agradecendo também a China por seus esforços em participar do processo.

O conflito deixou mais de 30 mortos – sendo mais de 20 civis – e cerca de 200 mil pessoas tiveram que ser evacuadas das áreas de fronteira. 

Trump anunciou interesse em cessar-fogo

No sábado (26), Trump contou que havia conversado com os líderes do Camboja e da Tailândia, e que ambos queriam o cessar-fogo.

“Acabei de ter uma conversa muito boa com o premiê do Camboja e o informei sobre minhas discussões com a Tailândia e seu premiê interino. Ambos os países estão buscando um cessar-fogo e paz imediatos. Elas também querem voltar à ‘mesa de negociações comerciais’ com os Estados Unidos, o que consideramos inadequado até que os combates PAREM. Eles concordaram em se reunir imediatamente e trabalhar rapidamente em um cessar-fogo e, no fim, na PAZ!”, afirmou Trump em uma publicação em sua rede Truth Social.

Uma unidade móvel de artilharia da Tailândia dispara em direção ao lado cambojano após Tailândia e Camboja trocarem forte artilharia nesta sexta-feira (25) — Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

Uma unidade móvel de artilharia da Tailândia dispara em direção ao lado cambojano após Tailândia e Camboja trocarem forte artilharia nesta sexta-feira (25) — Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha 

No domingo (27), o Departamento de Estado dos Estados Unidos também anunciou que o secretário Marco Rubio conversou com os ministros das Relações Exteriores dos dois países. 

Além de pedir que reduzissem imediatamente as tensões, Rubio também ofereceu a ajuda dos EUA nas negociações, dizia o comunicado. 

O combate entre os dois países asiáticos, que se expandiu ao longo de diversos pontos da fronteira nos últimos dias, já deixou pelo menos 33 mortos nos dois países desde quinta, e causaram a evacuação de mais de 160 mil civis no total. 

A tensão entre Tailândia e Camboja vem de desavenças longevas por conta de antigos templos. 

A fronteira de cerca de 800 quilômetros é disputada há décadas, mas confrontos anteriores foram limitados e breves. As tensões mais recentes começaram em maio, quando um soldado cambojano foi morto em um confronto que gerou uma crise diplomática e abalou a política interna da Tailândia.

Ao longo do conflito, houve alertas para uma possível guerra, diversos bombardeios a alvos militares, com denúncias de ataques a civis e crimes de guerra de ambos os lados. Ambos os países chamaram seus embaixadores de volta e a Tailândia fechou suas passagens fronteiriças com o Camboja. 

Soldados do Exército da Tailândia andam em veículos blindados em uma estrada na província de Chachoengsao, perto da fronteira com o Camboja, em 24 de julho de 2025. — Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP

Soldados do Exército da Tailândia andam em veículos blindados em uma estrada na província de Chachoengsao, perto da fronteira com o Camboja, em 24 de julho de 2025. — Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP

Informações G1


Maior fabricante de armas do Brasil depende do consumo norte-americano para se sustentar

O presidente dos EUA, Donald Trump, na Cúpula Vencendo a Corrida da IA, em Washington DC, EUA - 23/7/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, na Cúpula Vencendo a Corrida da IA, em Washington DC, EUA – 23/7/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters

A imposição de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, anunciada no começo deste mês pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode provocar um abalo histórico na indústria de armas do Brasil.

A Taurus, maior fabricante nacional e uma das principais fornecedoras de pistolas para os EUA, admite que poderá transferir toda sua produção para o território norte-americano. As tarifas, segundo a empresa, ameaçam diretamente 15 mil empregos.

Oeste apurou que conselheiros e diretores da Taurus estão apreensivos com a iminente taxação dos produtos brasileiros. Como as leis do país dificultam o acesso de civis a armas, a maioria da produção de pistolas da Taurus (90%) é destinada aos norte-americanos, que consomem esses produtos com maior intensidade.

No ano passado, por exemplo, mais de 200 mil pistolas da Taurus foram vendidas para os EUA. Com o tarifaço, os custos de exportação ficariam proibitivos e comprometeriam a competitividade da empresa brasileira diante de concorrentes norte-americanos, como Smith & Wesson e Ruger. Em caráter reservado, uma fonte revelou a Oeste que as empresas de armas dos EUA aprovam a decisão de Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres ao embarcar para a Pensilvânia, partindo do gramado sul da Casa Branca em Washington, D.C. EUA (15/7/2025) | Foto: Reuters/Jonathan Ernst/Foto de arquivo

Por que a Taurus depende dos EUA

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, em 2024, cerca de 60% das exportações brasileiras de armas e munições foram para os Estados Unidos. Pouco mais de 50% dessas vendas se originaram no Rio Grande do Sul. O Estado concentra não apenas a planta da Taurus, mas também parte importante de sua cadeia de fornecedores.

O CEO global da empresa, Salésio Nuhs, alertou para o impacto das tarifas. “Se realmente perdurar essa questão da taxação de 50%, várias empresas e vários segmentos no Brasil ficarão inviabilizados”, disse o empresário, em entrevista ao site Berlinda. “Ela não significa simplesmente diminuir margem. Significa inviabilidade total. Não existe margem que possa cobrir uma taxação de 50%.”

Nuhs criticou a atuação do governo brasileiro na negociação com os EUA. “Essa falta de habilidade está trazendo uma insegurança jurídica muito grande para os empresários do Brasil e uma insegurança para o trabalhador, que pode perder seu emprego simplesmente porque o governo não conseguiu negociar”, observou.

'Se realmente perdurar essa questão da taxação de 50%, várias empresas e vários segmentos no Brasil ficarão inviabilizados', afirmou Salésio Nuhs | Foto: Divulgação/Taurus
‘Se realmente perdurar essa questão da taxação de 50%, várias empresas e vários segmentos no Brasil ficarão inviabilizados’, afirmou Salésio Nuhs | Foto: Divulgação/Taurus

Os efeitos do tarifaço de Trump

A eventual saída da Taurus do Brasil poderia desencadear uma crise econômica no município de São Leopoldo. De acordo com estimativas locais, R$ 520 milhões em exportações estão ligados ao mercado norte-americano, valor que representa quase 5% do PIB da cidade.

Analistas do setor armamentista afirmam que, sem os EUA, a Taurus dificilmente manteria a atual escala de produção. O mercado norte-americano é o maior do mundo para armas curtas e se constituiu ao longo de décadas como base principal da empresa brasileira. A tentativa de redirecionar a produção para outros países esbarra em barreiras comerciais e em menor potencial de consumo.

A eventual saída da Taurus do Brasil poderia desencadear uma crise econômica no município de São Leopoldo | Foto: Divulgação/Taurus
A eventual saída da Taurus do Brasil poderia desencadear uma crise econômica no município de São Leopoldo | Foto: Divulgação/Taurus

Taurus enfrenta queda nas vendas

Mesmo antes do tarifaço, a Taurus enfrentava desaceleração. Depois de crescer fortemente entre 2018 e 2021, com salto de vendas de 1,2 milhão para 2,3 milhões de armas, o volume voltou ao patamar de 1,2 milhão em 2024. A queda foi provocada pela normalização da demanda pós-pandemia nos EUA e pelo endurecimento da política de armas no Brasil sob o governo Lula.

O anúncio de Trump, que relacionou as tarifas ao tratamento dado pela Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acentuou a tensão no setor. Bolsonaro, antes de ser proibido de usar redes sociais, disse que não comemorava as tarifas, mas condicionou o fim delas a uma eventual anistia.

Jair Bolsonaro moção solidariedade PL Câmara
Jair Bolsonaro foi alvo de medidas do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

Futuro incerto

Com fábricas no Brasil, nos EUA e uma joint venture na Índia, a Taurus avalia a transferência integral de sua operação para o mercado norte-americano. No entanto, especialistas duvidam da viabilidade do plano. A empresa poderia perder sua principal vantagem: preços mais competitivos em relação aos rivais norte-americanos, garantidos pelo custo de produção mais baixo no Brasil.

Se o cenário não mudar até 1º de agosto, a Taurus terá três opções: 1) substituir a demanda norte-americana por outro país, o que parece improvável; 2) receber subsídios do governo federal e operar em prejuízo; ou 3) apostar na flexibilização das leis brasileiras e contar com aumento no consumo nacional.

Informações Revista Oeste


Segundo Al Hadath, determinação partiu do próprio grupo terrorista libanês

Manifestante exibe uma bandeira do grupo terrorista Hezbollah Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Uma fonte diplomática latino-americana afirmou ao canal saudita Al Hadath que aproximadamente 400 comandantes de campo do grupo terrorista Hezbollah estão deixando o Líbano para partir rumo a países sul-americanos. Entre os destinos, estão Brasil, Venezuela, Colômbia e Equador.

De acordo com a fonte, que pertence à embaixada argentina no Líbano, o próprio grupo terrorista libanês determinou que os comandantes partissem junto de suas famílias devido ao temor de que eles se tornem alvos em meio ao desmantelamento da infraestrutura militar do Hezbollah, após o cessar-fogo com Israel em novembro do último ano.

O governo do Líbano já manifestou sua intenção de desarmar o Hezbollah. Segundo o presidente do Líbano, Joseph Aoun, em 2025, as armas passarão a ficar centralizadas sob o controle do Estado, e o desarmamento do grupo terrotista ocorrerá via “diálogo” a fim de evitar uma guerra civil.

A fonte estima que cerca de 200 desses líderes já chegaram às nações latino-americanas, onde a organização já mantém laços com outras organizações criminosas, especialmente do tráfico de drogas. Os outros 200 devem chegar com suas famílias nos próximos dias.

Informações Pleno News


Volodymyr Zelensky disse que está pronto para fechar um acordo

Volodymyr Zelensky Foto: EFE/EPA/STRINGER

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que foi proposta à parte russa uma nova rodada de negociações para a próxima semana sobre a troca de prisioneiros, e sugeriu um encontro entre líderes visando a uma paz duradoura.

– A conversa com a parte russa sobre as trocas continua; seguimos cumprindo os acordos da reunião anterior em Istambul. A equipe está trabalhando atualmente em outra troca – escreveu o presidente ucraniano no Telegram.

Ele acrescentou que devem buscar todos os esforços e que a Rússia precisa ter boa vontade para negociar e pôr fim aos ataques.

– O secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa, [Rustem] Umerov, ofereceu à parte russa outra reunião na próxima semana. É necessário intensificar a dinâmica das negociações. Devemos fazer todo o possível para alcançar um cessar-fogo. E a parte russa deve parar de se esquivar das decisões – acrescentou.

Em seguida, mencionou uma possível reunião entre líderes e frisou que a Ucrânia está pronta para dar esse passo.

– Precisamos de um encontro entre líderes para garantir uma paz verdadeiramente duradoura. A Ucrânia está pronta para essa reunião – assegurou.

Segundo informou a agência Ukrinform, a última troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia ocorreu em 4 de julho e a maioria deles estava em cativeiro na Rússia desde 2022.

*EFE


Presidente dos EUA ataca bloco durante evento sobre regulamentação de criptomoedas e defende supremacia do dólar

Atento às articulações dos países aderentes a regimes ditatoriais, Trump reforça ofensiva ao Brics em defesa do dólar | Foto: Reprodução/Twitter/X
Atento às articulações dos países aderentes a regimes ditatoriais, Trump reforça ofensiva ao Brics em defesa do dólar | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os países do Brics nesta sexta-feira, 18. Ele reiterou sua disposição de impor tarifas econômicas ao grupo, que reúne algumas das principais economias emergentes do mundo. A declaração ocorreu durante a cerimônia de sanção de uma nova lei que estabelece um regime regulatório para as criptomoedas com lastro no dólar norte-americano.

“Quando ouvi sobre esse grupo do Brics — seis países, basicamente — eu os ataquei com muita, muita força. E se algum dia eles realmente se formarem de modo significativo, isso acabará muito rapidamente”, afirmou Trump, sem citar diretamente os países integrantes do bloco.

Trump defende dólar e rejeita moeda digital

Durante o evento na Casa Branca, Trump reafirmou seu compromisso com a preservação do status global do dólar como principal moeda de reserva internacional. Do mesmo modo, descartou mais uma vez qualquer hipótese de criar uma moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. “Jamais permitiremos uma moeda digital do governo. Isso seria uma ferramenta de controle e vigilância inaceitável para os americanos”.

O Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou em 2024 a inclusão de novos membros, como Irã e Etiópia. Isso, em tese, ampliou principalmente o alcance político e econômico do grupo. A aliança tem buscado encontrar sobretudo alternativas ao dólar no comércio internacional. Assim, ambiciona criar um sistema financeiro multipolar.

A fala de Trump contra o bloco ocorre num instante em que se registra um aumento da intensidade no nível de tensão comercial entre os Estados Unidos e países emergentes. Além disso, o posicionamento do republicano coincide com um suposto fortalecimento de alianças econômicas alternativas e sob as lideranças da China e da Rússia.

Informações Revista Oeste


Presidente dos Estados Unidos exige liberação judicial das declarações em juízo e acusa democratas de manipulação

Donald Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca, em Washington, D.C. (22/5/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
Donald Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca, em Washington, D.C. – 22/5/2025 | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

Depois de uma série de questionamentos sobre a condução das investigações que envolvem Jeffrey Epstein, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a apresentação ao júri de todos os depoimentos relevantes relacionados ao caso, desde que haja autorização judicial. A ordem foi dada à procuradora-geral Pam Bondi e comunicada pelo próprio presidente, nesta quinta-feira, 17, por meio de sua rede Truth Social.

Trump expressou sua insatisfação com o que chamou de “publicidade absurda” em torno de Epstein e classificou o processo como “golpe perpetuado pelos democratas”. “Este GOLPE, perpetuado pelos democratas, deve acabar agora mesmo!”, escreveu Trump.

Pouco depois, Pam Bondi publicou no X que o Departamento de Justiça solicitará ao tribunal, nesta sexta-feira, 18, a divulgação das transcrições do grande júri.

Divisão na base de Trump

Na quarta-feira 16, Trump criticou apoiadores que, segundo ele, se deixaram influenciar por teorias dos democratas sobre Epstein, acusado de tráfico sexual. O presidente disse que não deseja mais o apoio de quem acredita nessas versões. 

Desde a morte de Epstein, em 2019, teorias da conspiração circulam, sobre o suposto acobertamento de informações. O Departamento de Justiça já afirmou, no início de julho, que não encontrou provas de uma “lista de clientes” de Epstein e descartou a hipótese de assassinato na prisão. Também houve a divulgação de dez horas de imagens de segurança que mostram que ninguém entrou na cela do empresário no dia do suicídio.

Jeffrey Epstein, empresário do setor financeiro, construiu sua carreira em Nova York e mantinha relações com figuras influentes, incluindo o príncipe Andrew, Bill Clinton e o próprio Trump. 

Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano envolvido em acusações de tráfico sexual de menores. Sua trajetória profissional começou como professor de matemática, mas logo ele passou a ocupar cargos influentes nos meios econômicos e políticos dos Estados Unidos, especialmente em Nova York.

Pressão de aliados por transparência

Jeffrey Epstein e Donald Trump | Foto: Redes sociais/Reprodução
Jeffrey Epstein e Donald Trump | Foto: Redes sociais/Reprodução

Aliados de Trump, entre eles o vice-presidente J.D. Vance, já questionaram publicamente a transparência da investigação. Em 2021, ele perguntou: “Que possível interesse o governo dos EUA teria em manter os clientes de Epstein em segredo?”.

Já em 2023, Patel afirmou: “Vistam suas calças de garotão e nos contem quem são os pedófilos”. No mesmo ano, Dan Bongino, atual vice-diretor do FBI, comentou: “Escutem, essa história do Jeffrey Epstein é um grande negócio”. 

“Quem está nessas fitas?”, indagou Bongino, em fevereiro. “Quem está nesses registros secretos? Por que estão escondendo isso?”

Informações Revista Oeste

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