Diretor de centro de controle de vacina da China admite que eficácia de imunizantes é baixaDa Redação 0 Comentários
País considera misturar vacinas para aumentar eficácia contra Covid-19
FOTO: Reprodução/ Getty Images
A autoridade máxima do Controle de Doenças da China, Gao Fu, admitiu em uma conferência de imprensa em Chendgu, que as vacinas chinesas contra a Covid-19 “não têm taxas de proteção muito elevadas”.
“Está agora formalmente em análise se devemos usar diferentes vacinas de diferentes linhas técnicas no processo de imunização”, indicou Gao.
Gao, porém, não detalhou sobre as possíveis mudanças na estratégia, mas apontou que deve usar a tecnologia RNA mensageiro (mRNA), uma técnica experimental já usada pelos fabricantes ocidentais que misturam as vacinas.
“Todos devem considerar os benefícios que as vacinas mRNA podem trazer para a humanidade”, assumiu Gao. “Devemos seguir isto com cuidado e não ignorar só por já termos vários tipos de vacinas”.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, visita um laboratório da AstraZeneca em Macclesfield, noroeste da Inglaterra, em 6 de abril de 2021 – POOL/AFP
A pandemia do coronavírus provocou ao menos 2.929.563 mortes no mundo desde que o escritório da OMS na China notificou a aparição da doença em dezembro de 2019, segundo um balanço estabelecido pela AFP neste domingo (11) às 07h00 no horário de Brasília, com base em fontes oficiais.
Desde o início da epidemia, mais de 135.360.240 pessoas contraíram a doença. A grande maioria dos infectados se recupera, mas uma parte ainda mal avaliada conserva os sintomas durante semanas ou inclusive meses.
Os números se baseiam nos relatórios comunicados diariamente pelas autoridades de saúde de cada país e excluem as correções realizadas posteriormente pelos diferentes organismos, como na Rússia, Espanha e no Reino Unido.
Neste sábado, o mundo registrou 12.860 novas mortes e 703.283 casos. Os países que registraram mais óbitos segundo os últimos balanços oficiais são Brasil com 2.616, México (2.192) e Índia (839).
A quantidade de mortos nos Estados Unidos totaliza 561.783 por 31.151.493 contágios.
Depois dos Estados Unidos, os países com mais vítimas mortais são Brasil, com 351.334 mortos por 13.445.006 casos, México com 209.212 mortos (2.278.420 casos), Índia com 169.275 mortos (13.358.805 casos) e o Reino Unido com 127.080 mortos (4.368.045 casos).
Entre os países mais afetados, a República Tcheca registra a maior taxa de mortalidade, com 260 mortes a cada 100.000 habitantes, seguida pela Hungria (240), Bósnia (222), Montenegro (217) e Bulgária (206).
Neste domingo às 07h00 (Brasília) e desde o início da epidemia, a Europa somava 995.904 mortes (46.239.235 casos), América Latina e Caribe 829.491 (26.155.031), Estados Unidos e Canadá 585.064 (32.202.350), Ásia 284.283 (19.440.404), Oriente Médio 118.368 (6.940.672), África 115.448 (4.342.503) e Oceania 1.005 (40.053).
Desde o começo da pandemia, a quantidade de testes realizados aumentou consideravelmente e as técnicas de rastreamento melhoraram, provocando um aumento dos casos declarados.
No entanto, a quantidade de casos diagnosticados reflete apenas uma parte do total de contágios, já que os casos menos graves e assintomáticos continuam sem serem detectados.
Este balanço foi realizado com dados das autoridades nacionais coletados pelos escritórios da AFP e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Devido às correções das autoridades ou à publicação tardia dos dados, o aumento dos números publicados em 24 horas pode não corresponder exatamente com os números do dia anterior.
Conferencia Magistral del Pdte. de Argentina | Divulgação
Dados oficias da Argentina, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) do país, revelam que a pobreza atingiu 42% da população no segundo semestre de 2020.
Segundo a entidade, o motivo para tamanho colapso social e econômico diz respeito aos três anos de recessão e o isolamento extremo durante a pandemia de covid-19.
De acordo com o levantamento, 35,5% dos argentinos eram pobres no término de 2019. No primeiro semestre de 2020, contudo, esse porcentual aumentou para 40,9%. A partir da segunda metade do ano, elevou para 42%.
O Indec também divulgou o índice de pessoas que vivem em condições de indigência ou extrema pobreza: 10,5%.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, a informação de que os Estados Unidos só poderão fazer eventual doação de vacinas ao país a partir de maio deste ano.
De acordo com a CNN, em conversa com Queiroga na manhã desta terça-feira (30), o embaixador ponderou que há uma lei em vigor nos EUA que proíbe a exportação de vacinas neste momento, seja por doação, venda ou permuta. Chapman avisou, contudo, que o cenário será reavaliado pelos americanos em abril, quando os americanos devem decidir se liberam ou não a exportação a partir de maio.
Na conversa com Queiroga, o embaixador não citou especificamente qual vacina poderia ser doada ou permutada. Por outro lado, o governo brasileiro já manifestou desejo de o que país encaminhe um lote de 10 milhões de doses da vacina da AstraZeneca não usado pelos americanos.
Sobre as doses da Pfizer e da Janssen já contratadas pelo Brasil, Chapman disse ao ministro da Saúde que fica a cargo das empresas, que são americanas, decidirem sobre uma eventual antecipação do envio dos imunizantes aos brasileiros.
Pelo segundo ano consecutivo, o Papa Francisco celebrou a missa do Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, em uma Basílica de São Pedro com número reduzido de fiéis devido às restrições do coronavírus.
A tradicional procissão com ramos de oliveira também foi cancelada para cumprir as normas sanitárias e Francisco abençoou os 100 fiéis que estavam presentes à distância, do altar.
Informações: Metro1
“Entramos na Semana Santa. Pela segunda vez vivemos no contexto da pandemia. No ano passado estávamos mais chocados, este ano estamos mais afetados. E a crise econômica está mais grave”, afirmou o Papa.
A banda Midnight Oil realizou concerto na Austrália Foto: Reprodução/Facebook
A Austrália não registra um novo caso de Covid-19 desde 26 de fevereiro. O primeiro-ministro interino James Merlino anunciou que as máscaras já não são mais obrigatórias dentro das lojas, e os cidadãos poderão receber até 100 convidados em suas casas.
No último fim de semana a clássica banda australiana Midnight Oil realizou um show na cidade de Geelong, para 13 mil pessoas – em concerto presencial, sem a necessidade de distanciamento social ou o uso de máscara de proteção. O grupo está realizando uma mini turnê pela Austrália, algo que não foi possível durante todo o ano passado.
De acordo com o site oficial do Ministério de Saúde da Austrália, o país contabilizou 29.220 mil infectados e 909 mortes por Covid-19 durante toda a pandemia, iniciada em janeiro de 2020. O site informa que, atualmente, há 149 casos estimados no país.
Um asteroide de cerca de 1,7 quilômetro de diâmetro passará, neste domingo (21), perto da Terra, em torno das 13h03. Batizado de 2001 FO32, a rocha espacial chegará a uma distância mínima de 2 milhões de quilômetros do planeta. A velocidade estimada é de 124 mil quilômetros por hora.
A Nasa já tem conhecimento de que o corpo rochoso foi formado ainda nos primórdios do Sistema Solar, mas foi identificado pela Terra há cerca de 20 anos. Por passar periodicamente próximo da órbita da Terra, o asteroide foi classificado como tipo “Apollo”.
Agência Brasil|A Nasa finalizou nesta quinta-feira (18) um teste de oito minutos dos motores de um foguete construído pela Boeing para as missões Artemis, que têm o objetivo de levar de volta astronautas à Lua até 2024, mais de meio século depois da última caminhada lunar.
A Nasa conduziu teste de fogo e calor do núcleo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) para simular um lançamento e disparar os motores enquanto o veículo estava ancorado em uma torre no Centro Espacial Stennis, no Estado norte-americano do Mississippi.
Os quatro motores RS-25 rugiram e se acenderam pelo tempo de duração do teste e preencheram os arredores e o céu com nuvens de fumaça branca. Depois que os motores foram desligados, foi possível escutar os funcionários da Nasa aplaudindo na transmissão ao vivo em vídeo.
Um teste anterior em janeiro foi encerrado após cerca de um minuto – tempo muito inferior aos quatro minutos necessários para que os engenheiros coletassem dados suficientes.
A Nasa almeja levar novamente os astronautas norte-americanos até a Lua até 2024, mas o programa SLS está três anos atrasado e com o orçamento estourado em quase 3 bilhões de dólares. O último astronauta a caminhar na Lua foi Eugene Cernan, em dezembro de 1972.
O Sistema de Lançamento Espacial deve ir agora ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para integração com a espaçonave Orion, da Lockheed Martin Corp.
A secretaria especial de Comunicação (Secom) informou nesta quinta-feira (18) ter recebido uma carta do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. No documento enviado no dia 26 de fevereiro, o estadista revelou sua intenção de trabalhar para estreitar a relação entre o Brasil e o país norte-americano. O ofício é uma resposta à mensagem de cumprimento do presidente Jair Bolsonaro, enviada a Biden no dia de sua posse, em 20 de janeiro.
No ofício, o democrata disse que “não há limites para o que o Brasil e os Estados Unidos podem conquistar juntos”. Ele também afirmou que o seu governo está pronto para trabalhar em colaboração com a gestão brasileira. Biden defende a união dos países para enfrentar a pandemia de Covid-19 e os desafios da agenda ambiental.
Biden destacou ainda que “as duas nações compartilham trajetória de luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades”.
De acordo com a Secom, há um compromisso entre os “dois líderes em tornar o Brasil e os EUA mais seguros, saudáveis, prósperos e sustentáveis para as gerações futuras”.
CARTA DE BOLSONARO A BIDEN Em seu aceno ao presidente Joe Biden no dia de sua posse, Bolsonaro lembrou da parceria “sólida” e “longa” entre os dois países e ressaltou que as nações caminham juntas na defesa da democracia e das liberdades individuais como elementos compartilhados.
Ele também disse ser um grande admirador dos Estados Unidos e contou que, desde o início de seu mandato, tem buscado “corrigir equívocos de governos brasileiros anteriores”, que, de acordo com ele, afastaram o Brasil do país norte-americano.
Biden afirmou também que os dois países unam esforços em fóruns multilaterais, como a COP26 -Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas- e a Cúpula do Clima, encontro que o governo dos EUA planeja promover em 22 de abril.
A carta de Biden, datada de 26 de fevereiro, foi divulgada por meio de uma nota da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social).
“Após enfatizar a responsabilidade comum dos dois líderes em tornar o Brasil e os EUA mais seguros, saudáveis, prósperos e sustentáveis para as gerações futuras, o presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima, esta última a ser sediada pelos EUA em 22 de abril próximo.”
Ainda de acordo com o comunicado da Secom, Biden fez referência às viagens que realizou ao Brasil como vice-presidente dos EUA, durante a gestão de Barack Obama.
O atual líder americano foi destacado por Obama como o principal interlocutor junto ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff após o escândalo de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), que monitorou comunicações da petista e de ministros.
“O presidente Biden sublinhou que não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos. Destacou que as duas nações compartilham trajetória de luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades”, acrescentou a Secom.
Durante a campanha presidencial nos EUA, Bolsonaro afirmou publicamente que torcia pela reeleição do ex-presidente Donald Trump, que acabou derrotado. Bolsonaro e Biden têm agendas antagônicas no combate à pandemia e na pauta ambiental.
O americano é defensor de medidas de distanciamento social e supervisiona um programa de vacinação massivo da população americana. Biden também colocou o combate às mudanças climáticas como uma de suas prioridades.
Bolsonaro, por sua vez, tem atacado ações de governadores e prefeitos para diminuir a circulação de pessoas e só abraçou a defesa da ampla imunização recentemente, após ter sido alertado por auxiliares que suas declarações antivacina prejudicam sua popularidade.
Bolsonaro, um crítico de ONGs que atuam na preservação da Amazônia, também promove a desregulamentação de normas ambientais e é considerado no exterior um líder sem compromisso com a proteção da floresta.
Numa tentativa de acenar ao novo governo americano, Bolsonaro enviou uma carta a Biden em 20 de janeiro, data de posse do democrata. Na correspondência, defendeu parcerias entre os países “em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente”.
Interlocutores no governo Bolsonaro destacam que os primeiros contatos entre as duas administrações foram positivos. O chanceler Ernesto Araújo entrou em contato com o Secretário de Estado americano, Antony Blinken. O chefe do Itamaraty, ao lado do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), realizou ainda uma conversa com John Kerry, enviado especial para o clima da administração Biden.
Por outro lado, o governo brasileiro foi publicamente cobrado por lideranças do partido Democrata no Congresso dos EUA. Em fevereiro, o líder da comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Robert Menendez, exigiu em carta que Bolsonaro e Ernesto condenassem e rejeitassem categoricamente os ataques de partidários do ex-presidente Donald Trump ao Capitólio em 6 de janeiro, afirmando que, caso isso não aconteça, haverá “prejuízo para a relação bilateral”.