Os Estados Unidos enviarão “imediatamente” para a Índia, que enfrenta uma onda de infecções pela Covid-19, material para fabricação de vacinas, além de terapias, testes, ventiladores e equipamentos de proteção.
“Os Estados Unidos identificaram a origem de matéria-prima específica necessária para a fabricação na Índia de vacinas contra a Covid, que será fornecida imediatamente àquele país”, indica o comunicado da Casa Branca divulgado neste domingo (25).
Os Estados Unidos não mencionaram o envio de vacinas excedentes da AstraZeneca para a Índia.
A 93ª edição do Oscar acontece neste domingo (25). Com a aproximação do evento, a corrida para assistir a todos os indicados e conhecer os detalhes fica cada vez mais intensa. Confira os detalhes do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e se prepare para o grande momento.
Data, local e horário
A chegada dos convidados e o famoso tapete vermelho começam por volta das oito da noite do domingo, no horário de Brasília, e a cerimônia de entrega dos prêmios deve ocorrer por volta das dez.
O Oscar, que geralmente ocorre em março, foi adiado apenas quatro vezes em seus mais de 90 anos de história, desta vez devido à pandemia da Covid-19. As outras vezes em que isso ocorreu foram por conta de uma inundação em Los Angeles (1938), do assassinato de Martin Luther King (1968) e da tentativa de assassinato de Ronald Reagan, então presidente dos Estados Unidos (1981).
Além da data, outras adaptações tiveram de ser planejadas. O tapete vermelho, por exemplo, será menor — tanto em tamanho, quanto em número de convidados. A chegada dos artistas que decidiram comparecer ao evento de forma presencial será bem mais modesta que em anos anteriores, com menos fotógrafos e entrevistas — mas os tradicionais figurinos suntuosos ainda são esperados.
Ao invés de ser sediado no famoso Dolby Theater, local onde a cerimônia ocorre tradicionalmente, mais um cenário foi adicionado à transmissão em 2021. Alguns trechos da premiação serão realizados na Union Station, uma estação antiga e charmosa em Los Angeles. Desta forma, os convidados poderão se dividir entre os dois lugares e abrir mais espaço para o distanciamento social. Só podem comparecer ao evento os indicados, apresentadores e acompanhantes, e portanto, não haverá sorteio de ingressos para o público e nem convidados da indústria.
Assim como em 2020, o Oscar não terá apenas um apresentador como anfitrião, mas vários participantes que vão conduzir o evento. Alguns nomes importantes já foram anunciados para a tarefa, como vencedores da estatueta no ano passado: o diretor de Parasita — filme que recebeu os principais prêmios, incluindo melhor filme e melhor direção —, Bong Joon Ho, a vencedora da categoria de melhor atriz coadjuvante, Laura Dern, e o laureado com o prêmio de melhor ator, Joaquin Phoenix. Outras celebridades confirmadas são Zendaya, Harrison Ford, Brad Pitt e Reese Witherspoon.
A prática é autorizada no país desde o final de 2020
María del Valle González López morreu aos 23 anos Foto: Reprodução/Twitter
María del Valle González López é a primeira vítima registrada do aborto legalizado. A jovem tinha 23 anos, estudava serviço social na Universidade Nacional de Cuyo, e era presidente da Juventude Radical de La Paz, na província de Mendoza (Argentina). No último domingo (11), ela morreu após se submeter a um aborto em um hospital local. Foi a primeira morte registrada no país depois da aprovação da lei do aborto, que ocorreu em 30 de dezembro passado.
De acordo com o jornal argentino Clarín, a jovem dirigiu-se ao hospital Arturo Illia, na cidade de La Paz, “para solicitar um procedimento de interrupção legal” da gravidez, termo usado para se referir ao aborto.
– Lá, prescreveram um medicamento – presume-se que seja misoprostol – e logo após ela começou a se sentir mal. Ela foi encaminhada ao principal centro de saúde da zona leste de Mendoza, o hospital Perrupato, onde diagnosticaram uma infecção geral que causou a sua morte – relata o Clarín.
O misoprostol é uma prostaglandina que faz com que o útero expulse o que há em seu interior. No caso de gravidez, faz com que a mãe perca o feto, o que pode causar sangramento na mulher.
Em alguns casos, o sangramento pode fazer com que a mãe entre em choque hipovolêmico e morra.
O Dr. Luis Durand, médico cirurgião argentino, explicou à mídia local que embora alguns afirmem que a morte da jovem poderia ter ocorrido por “negligência”, na realidade “o aborto não é uma prática médica. Até poucos meses atrás, para a lei argentina, era um ato criminoso”.
– Agora é um ‘instrumento legalizado’ para supostamente beneficiar uns e punir outros, e isso não é um ato médico, independentemente de ser legal ou não – declarou.
Lupe Batallán, líder do movimento pró-vida Guadalupe Batallán, lembrou que a causa da morte da jovem de 23 anos foi um “aborto legal”, por isso que “as feministas ficam quietas”.
– Se María tivesse morrido na clandestinidade, as feministas estariam destruindo a cidade inteira, mas como María #MorreuPorAbortoLegal, e isso não lhes convém, ignoraram – destacou nas redes sociais.
Isso não é um ato médico,independentemente deser legal ou não
– Hoje o radicalismo sofre grande tristeza pela saída de María del Valle González López, presidente da Juventude Radical de La Paz. Acompanho todos os seus familiares, amigos e a família Radical nesta imensa dor e tristeza – escreveu o médico argentino Daniel Orozco ao compartilhar a notícia nas redes sociais.
O funeral do príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, aconteceu neste sábado (17) em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19. Despedida foi acompanhada pela rainha Elizabeth II e netos, inclusive o príncipe Harry. O corpo do duque de Edimburgo foi levado para a cripta real. Antes, o corpo do príncipe Philip foi velado na Capela de São Jorge, dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde ele morava com a rainha Elizabeth II.
Após o fim da cerimônia, a família real retornou ao Castelo de Windsor. Restrições Covid Por conta da pandemia de Covid-19 no Reino Unido, apenas 30 pessoas, entre filhos, netos e outros parentes próximos puderam comparecer à Capela de São Jorge.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, já havia antecipado que não participaria do funeral para que mais familiares pudessem acompanhar a despedida presencial.
Além da rainha Elizabeth II, que viveu ao lado de Philip por mais de 70 anos, quatro dos sucessores diretos ao trono participaram da despedida: Príncipe Charles (1º) Príncipe William (2º) Príncipe Harry (6º) Príncipe Andrew (7º) O príncipe George – 3º na linha de sucessão –, filho de William, e seus irmãos princesa Charlotte (4ª) e príncipe Louis (5º) não participaram da cerimônia por ainda serem crianças.
O príncipe Harry, que mora nos EUA, voltou ao Reino Unido e teve que cumprir um período de quarentena. Essa é a primeira vez que ele volta ao país depois da veiculação da polêmica entrevista que ele concedeu ao lado da esposa Meghan Markle à apresentadora americana Oprah.
Markle, a duquesa de Sussex, não esteve presente. Ela ficou nos EUA por recomendações médicas. A esposa de Harry está grávida do 2º filho do casal. Segundo os protocolos sanitários, os convidados tiveram que manter distanciamento durante a cerimônia e usar máscaras de proteção. O Palácio de Buckingham pediu aos britânicos que não tentassem se aproximar do Castelo de Windsor, próximo a Londres, para evitar aglomerações.
A decisão foi tomada pelo governo na quinta-feira (15)
O Ministério da Saúde de Israel retirou a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre a partir de domingo (18). O país já aplicou as duas doses da vacina contra a Covid-19 em mais de 75% da população adulta.
Segundo a Ansa, a decisão foi tomada pelo governo na quinta-feira (15). O uso obrigatório de máscara foi instituído há um ano como uma das medidas para combater a pandemia do novo coronavírus e vai continuar em ambientes fechados.
Mulher usa máscara contra o novo coronavírus (Foto: Freepik)
Especialistas apontam que Israel pode ter atingido a chamada imunidade de rebanho, quando há uma proteção indireta para quem ainda poderia ser contaminado com o vírus.
O levantamento da Universidade Johns Hopkins aponta que 836.590 pessoas tiveram a doença no país e 6.312 morreram, ainda de acordo com informações da Ansa.
O chef, um dos mais célebres do mundo, acaba de anunciar o fim de seu império gastronômico em Barcelona, que somava quatro estrelas Michelin
É quase inacreditável, mas um dos chefs mais geniais e bem sucedidos do mundo acaba de fechar TODOS os seus restaurantes em Barcelona definitivamente. Impedido de trabalhar há mais de um ano devido à pandemia – já que suas casas dependiam fortemente do turismo estrangeiro –, Albert Adrià acaba de anunciar o fim de seu império, que reunia os restaurantes Tickets,Pakta, Hoja Santa e Enigma (que somavam quatro estrelas Michelin) e a Bodega 1900, provavelmente o melhor “boteco” que já existiu por aqui.
A notícia foi divulgada por um representante do Grupo Iglesias, empresa da qual Adrià era sócio, e que comandava El Barri, seu projeto que reunia vários restaurantes nos arredores da avenida Paral-Lel, a qual ajudou a renascer depois de uma grande reforma. Segundo divulgado pela imprensa catalã, o grupo soma mais de € 7,5 milhões em dívidas. Em entrevistas a jornais locais, Albert disse que fará um balanço de sua vida para refletir se vale a pena seguir na alta cozinha e se compensa ter um restaurante.
A notícia, tristíssima, é um fiel retrato de como a alta gastronomia se encontra no mundo todo: por um fio.
Um painel consultivo dos Estados Unidos (EUA) solicitou mais dados nessa quarta-feira (14) sobre a vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19, antes de decidir se vai retomar a aplicação do imunizante de dose única. Com isso, a votação foi adiada por uma semana ou mais.
O painel consultivo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) decidiu adiar a votação sobre a melhor forma de usar a vacina da J&J, mesmo depois que um cientista da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) disse aos consultores que acreditava que alertas do órgão permitiriam aos médicos avaliar os riscos e benefícios da vacina.
O painel está analisando seis casos relatados de coágulos sanguíneos cerebrais raros em mulheres que receberam a vacina, um dia depois que a FDA e o CDC recomendaram em conjunto suspender seu uso para avaliar a questão.
A médica Lynn Batha, epidemiologista do Departamento de Saúde de Minnesota, e outros especialistas defenderam a suspensão para coletar mais informações de segurança.
“Ao ter informações mais robustas, acredito que possamos estar mais confiantes sobre a segurança desta vacina”, disse ela a outros membros do painel consultivo.
O Brasil está na 9ª posição na aplicação de doses da vacina contra a Covid-19, considerando o número de doses a cada 100 habitantes, quando comparado com os demais países que formam o G20, grupo das 20 maiores economias do mundo.
No ranking, atualizado nesta quarta-feira (14), o país está em 9º lugar, com 15,27 doses aplicadas a cada 100 habitantes. O Reino Unido está em primeiro lugar, com 59,08 doses aplicadas a cada 100 pessoas.
Os Estados Unidos estão em 2º lugar (57,49), seguido pela Alemanha (22,97), Canadá (22,79) e Turquia (22,60). A Itália fica em 6º lugar, com 22,47 doses a cada 100 habitantes, seguida pela França (21,86) e Arábia Saudita (18,67).
Foto: CNN
Ainda considerando os países que compõem o G20, porém analisando os números absolutos, o Brasil fica em 5º lugar no ranking. Com mais de 32 milhões de doses já aplicadas até esta terça-feira (13), o Brasil segue atrás dos Estados Unidos, China, Índia e Reino Unido.
Os dados foram compilados pela Agência CNN com informações das secretarias estaduais de Saúde e do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido.
“O relatório conjunto da China e da Organização Mundial da Saúde sobre a Covid-19 não forneceu respostas confiáveis sobre como a pandemia começou, então, investigações mais rigorosas são necessárias, com ou sem a participação de Pequim”, exigiu um grupo de cientistas e pesquisadores internacionais, na última quarta-feira (7).
O trabalho de especialistas da OMS, publicado na semana passada, diz que a rota mais provável de transmissão do SARS-CoV-2 – o vírus que causa a covid-19 – “envolve morcegos e outros animais selvagens da China e do Sudeste Asiático”. O relatório da OMS descartou quase completamente a possibilidade de um vazamento de um laboratório. No entanto, e alertado que as críticas se multiplicariam, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que novas investigações são necessárias e admitiu que os pesquisadores não tiveram acesso a todos os dados na forma bruta.
Na Carta Aberta, que foi obtida pelo The New York Times, os 24 cientistas e pesquisadores da Europa, Estados Unidos, Austrália e Japão denunciaram que a missão de investigação em Wuhan (Hubei), onde a doença apareceu pela primeira vez pelo menos no final de 2019, foi indevidamente influenciada por fatores políticos.
Para Jamie Metzl, investigador do Conselho Atlântico que escreveu a carta, a OMS fez concessões para obter um mínimo de cooperação das autoridades chinesas.
No texto, especialistas afirmam que as conclusões do estudo são baseadas em pesquisas chinesas não publicadas, enquanto registros críticos e amostras biológicas “permanecem inacessíveis”.
“O mundo pode ter que voltar ao ‘Plano B’ e conduzir uma investigação da forma mais sistemática possível, sem o envolvimento de Pequim. A China tem bancos de dados dos vírus que eles tinham, há notas de laboratório do trabalho que estava sendo feito, há todos os tipos de cientistas que estão fazendo o trabalho e não temos acesso a esses recursos ou a essas pessoas”, revelou Metzl.
O grupo de cientistas está em busca de novas pesquisas que incluam especialistas em biossegurança. A comissão poderia envolver a OMS ou um esforço multinacional independente para estabelecer um processo diferente para explorar os primórdios da pandemia e suas origens na China.
Metzl disse que as novas chamadas para mais investigações refletem a necessidade de maior controle e restrições aos vírus que podem ser estudados em laboratórios de todo o mundo.
Ele alertou que um dos requisitos é substituir o poder de veto de qualquer governo sobre a composição da equipe internacional de especialistas por uma disposição que exige que as decisões finais sobre a composição do grupo internacional de especialistas sejam tomadas pelo Conselho Executivo da OMS.
Além disso, eles exigem uma seleção transparente da equipe de especialistas que têm um mandato oficial que lhes permite solicitar acesso total a todos os locais, registros e exibições de interesse, e entrevistar as pessoas relevantes “sem a presença de autoridades governamentais e com a ajuda de tradutores fornecidos pela OMS”.
O grupo também pede que um sistema de relatórios seguro seja estabelecido que permita aos cientistas na China e em outros países compartilhar informações relevantes sem medo de retaliação.
A Carta Aberta completa, em inglês, pode ser lida neste link.
OMS, Tedros e Pequim
Além de cientistas, vários governos acusaram Tedros de encobrir os erros de Pequim nas fases iniciais da pandemia. Eles argumentam que a OMS atrasou a declaração da transmissibilidade do vírus entre humanos. Além disso, denunciam que a organização internacional não insistiu que seus especialistas fossem a Wuhan no início da crise de saúde.
Embora o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha sido desde o início um dos mais críticos em relação aos posicionamentos da entidade e às atitudes obscuras da China, o atual governo americano também expressou dúvidas sobre o relatório e anunciou que especialistas daquele país revisarão o documento a fim de garantir que a pesquisa seja independente e robusta.
“Deixamos claro que estamos nos concentrando em uma investigação independente e tecnicamente sólida e, assim que isso for revisado, faremos uma avaliação das próximas etapas”, disse o secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.
“Temos preocupações reais sobre a metodologia e o processo usados para este relatório, incluindo o fato de que o governo de Pequim aparentemente ajudou a redigi-lo”, alertou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.
Cerca de 14,1 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da Pfizer e da BioNTech foram alocadas para 47 países para serem entregues no segundo trimestre deste ano, disse a Aliança de Vacinas Gavi nesta segunda-feira (12).
Brasil, Colômbia, México, Filipinas, África do Sul e Ucrânia devem estar entre os principais beneficiários da vacina da Pfizer entre abril e junho, de acordo com a Gavi, que colidera o programa Covax com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros.
O Covax oferece uma tábua de salvação em particular a países de baixa renda, já que lhes permite inocular profissionais de saúde e outros sob risco grande mesmo que seus governos não tenham conseguido garantir vacinas dos fabricantes.
Austrália, Reino Unido, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos devem receber suas primeiras vacinas via Covax com as doses da Pfizer, com “base no conhecimento atual da disponibilidade de suprimento de vacina contra Covid-19”, disse a Gavi em um comunicado.
O programa já entregou quase 38,4 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 a 102 países em seis continentes seis semanas após começar a distribuir suprimentos, informou a aliança na quinta-feira.
A entrega de vacinas da AstraZeneca a 142 participantes nos termos de uma rodada anunciada previamente está em andamento, “com alguns atrasos” que podem estender as remessas além de maio, disse a Gavi nesta segunda-feira.
A disponibilidade reduzida atrasou algumas entregas em março e abril, e grande parte da produção do Instituto Serum da Índia, que fabrica a vacina da AstraZeneca, está sendo mantida na própria Índia, onde o número diário de infecções está disparando.
O executivo-chefe da Gavi, Seth Berkley, disse na sexta-feira que o Covax almeja entregar um terço de um bilhão de doses de vacinas contra Covid-19 até meados do ano e mais de dois bilhões em 2021.