Em Nova Iorque, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou a noite do domingo (19) para comer pizza na calçada de um restaurante próximo ao local em que está hospedado. A pizzaria não possui espaço interno para refeições. Os clientes fazem os pedidos no balcão e retiram os produtos para viagem. No jantar, Bolsonaro esteve acompanhado de parte da comitiva que o acompanha na viagem. O grupo está na cidade para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU). As imagens do presidente e seus auxiliares comendo pizza na calçada foram publicadas pelo ministro do Turismo, Gilson Machado, nas redes sociais.
Além dele, também participaram do jantar o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o ministro da Justiça, Anderson Torres, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.
As regras nova-iorquinas estabelecem que restaurantes da cidade confiram se os clientes estão vacinados contra a Covid-19 antes de atendê-los em espaços internos.
A erupção do vulcão Cumbre Vieja no arquipélago das Ilhas Canárias que se iniciou no fim da manhã deste domingo (19), afetou, até o momento, cerca de 35 mil pessoas nos quatro municípios da Ilha de Palma.
Soldados foram enviados ao município de El Paso, o mais afetado da ilha, para auxiliar na remoção dos moradores. Autoridades locais montaram cinco grandes abrigos para a população de aldeias vizinhas.
Um pequeno terremoto antecedeu a enorme explosão do vulcão Cumbre Vieja, que foi seguida de uma grande coluna de fumaça e a presença de lava. O magma provocou duas fissuras, duas bocas eruptivas diferentes na montanha, pelas quais a lava passou a escorrer. Segundo o Involcan (Instituto Volcanológico de Canarias), em apenas algumas horas, essas duas fissuras se transformaram em sete.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que iria a Nova Iorque, viajará ainda neste domingo para a ilha de La Palma, conforme anunciou seu gabinete.
– Diante da situação gerada na ilha de La Palma, o presidente do Governo adiou a viagem prevista para hoje a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU e se deslocará nesta mesma tarde às Canárias para acompanhar a evolução dos acontecimentos – informou o serviço de imprensa do governo espanhol em um comunicado.
De acordo com o presidente das Ilhas Canárias, Angel Victor Torres, não há relatos de feridos. Os voos de ida e volta para as Canárias continuam ocorrendo normalmente.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnur) disse, nesta sexta-feira (10), que a reação do Talibã a marchas pacíficas no Afeganistão é cada vez mais violenta, já que as autoridades usam munição letal, cassetetes e chicotes e já causaram a morte de pelo menos quatro manifestantes.
Protestos e manifestações, muitas vezes liderados por mulheres, representam um desafio para o novo governo islâmico do Talibã, que tenta consolidar seu controle desde que ocupou a capital Cabul há quase um mês.
“Vemos uma reação do Talibã que, infelizmente, é severa”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, acrescentando que a entidade documentou a morte de quatro manifestantes a tiros.
Ela disse que alguns ou todos podem ter resultado de tentativas de dispersar manifestantes com disparos. Segundo a porta-voz, a ONU também recebeu relatos de buscas de participantes dos protestos de casa em casa. Jornalistas que cobrem as manifestações também são intimidados.
Ravina contou que, enquanto era chutado na cabeça, um jornalista teria ouvido a seguinte frase: “você tem sorte de não ter sido decapitado”. Há muita intimidação de jornalistas simplesmente tentando fazer seu trabalho, afirmou.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) paralisou na tarde deste domingo (5) o jogo entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Posteriormente, o árbitro decidiu encerrar a partida. A decisão de paralisar o jogo foi tomada após quatro jogadores argentinos entrarem em campo, mesmo com a determinação da agência de que teriam de cumprir isolamento no hotel para serem deportados para a Argentina.
Sem citar os nomes dos jogadores, a agência informou que os jogadores teriam descumprido as regras sanitárias brasileiras segundo as quais “viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia, estão impedidos de ingressar no Brasil”. Diante da situação, há possibilidades de os jogadores serem deportados do país.
“Após reunião com as autoridades em saúde, confirmou-se, após consulta dos passaportes dos quatro jogadores envolvidos, que os atletas descumpriram regra para entrada de viajantes em solo brasileiro, prevista na Portaria Interministerial nº 655, de 2021”, informou, em nota, a Anvisa, referindo-se aos viajantes que chegaram ao Brasil em voo de Caracas/Venezuela com destino a Guarulhos.
A Anvisa informa que considera a situação “risco sanitário grave”, motivo pelo qual orientou as autoridades em saúde locais “a determinarem a imediata quarentena dos jogadores, que estão impedidos de participar de qualquer atividade e devem ser impedidos de permanecer em território brasileiro”.
O jogo estava previsto para começar às 16h na Neo Química Arena, em São Paulo pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O Brasil lidera a competição de forma isolada com 21 pontos.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) publicou em suas redes sociais que o árbitro encerrou a partida entre Brasil e Argentina e a partida está suspensa. O árbitro e um comissário da partida levarão um relatório à Comissão Disciplinar da Fifa, que determinará quais serão os próximos passos. “Estes procedimentos seguem estritamente as regulamentações vigentes”, informou a entidade. “As Eliminatórias da Copa do Mundo são uma competição da Fifa. Todas as decisões que se tratam da sua organização e e o desenvolvimento são poderes exclusivos dessa instituição.”
A tomada de poder do Afeganistão não representou apenas um ganho territorial e político para o grupo extremista Talibã, mas também a posse de um gigantesco e moderno arsenal de armas e equipamentos que os Estados Unidos repassaram às Forças Armadas afegãs durante os anos em que estiveram no país. A informação foi divulgada pelo congressista republicano Jim Banks.
Em uma conferência de imprensa em Washington, o congressista afirmou que um total de 85 bilhões de dólares (R$ 442,4 bilhões) em armas, aviões, helicópteros, veículos e outros materiais de guerra agora estão em posse do Talibã. Além disso, o grupo extremista também possui agora os dados biométricos relativos a todos os afegãos que ajudaram as tropas aliadas nos últimos 20 anos.
– Os talibãs têm agora mais helicópteros BlackHawk do que 85% dos países do mundo – destacou.
Banks afirmou que suas estimativas foram fundamentadas no fato de que, no passado, ele trabalhou no setor do equipamento militar, comprando materiais em nome dos Estados Unidos e entregando esse material às forças afegãs que, há poucas semanas, foram dominadas pelos talibãs. Além disso, Jim Banks também foi militar da Marinha.
Ao detalhar os itens, o congressista afirmou que o equipamento militar deixado para trás inclui cerca de 75 mil veículos de guerra, 200 aviões e helicópteros e 600 mil armas de fogo. Além disso, o equipamento inclui óculos de visão noturna, proteção balística e materiais médicos.
Banks ainda lamentou o fato de que o governo Biden não possua um plano para recuperar os itens.
– Não há qualquer plano por parte desta administração para recuperar essas armas e este equipamento, e, se alguma destas armas for usada para fazer mal, ferir ou matar um americano, agora ou no futuro, então é sangue que cai nas mãos de Joe Biden – completou.
Inclusão do imunizante chinês na lista de vacinas aceitas ainda está em discussão
Novas regras na Alemanha valem a partir deste domingo (22) Foto: Pexels
O Instituto Robert Koch (RKI), a agência governamental alemã para o controle e prevenção de doenças infecciosas, informou nesta sexta-feira (20) que brasileiros com vacinação completa contra a Covid-19 poderão novamente viajar para a Alemanha. A medida vai valer a partir deste domingo (22).
De acordo com o RKI, o Brasil passará de “área com variantes do vírus” para “área de risco de Covid-19”. Será permitida a entrada de brasileiros que receberam imunizantes aprovados para uso na União Europeia (UE).
Na lista estão as vacinas da Pfizer-BioNTech, AstraZeneca e Janssen (Johnson&Johnson), aplicadas no Brasil, e a da Moderna, não utilizada no território brasileiro. Para quem tiver sido vacinado com a Coronavac ou não estiver completamente vacinado, continua sendo necessário comprovar “extrema necessidade” para entrar no território alemão.
A inclusão da Coronavac na lista de vacinas aceitas pela Alemanha ainda está em discussão. A Embaixada da Alemanha no Brasil informa que “uma ampliação abrangendo outras vacinas com um padrão de proteção comparável está prevista assim que os testes necessários forem concluídos”.
A segunda-feira (16), a Turquia anunciou que começará a aplicar a quarta dose da vacina anticovid para imunizados com a CoronaVac. As pessoas contempladas serão idosos com mais de 60 anos e profissionais da saúde. O reforço poderá ser recebido 21 dias após a terceira dose, segundo o Comitê Científico do governo. O país começou a administração da terceira dose com a vacina CoronaVac ou a da Pfizer desde o dia 1° de julho, a fim de aumentar a produção de anticorpos contra a doença.
A ideia da quarta aplicação é não apenas potencializar a proteção contra variantes como a Delta ou Delta Plus, mas também contemplar viajantes que precisem provar às autoridades internacionais que receberam duas doses da Pfizer.
Até o momento, 33 milhões de pessoas entre os 83 milhões de habitantes da Turquia receberam a imunização completa com uma vacina anticovid. Outras 44 milhões esperam a segunda dose da vacina.
Desde o início da pandemia, o país registrou 18,8 mil casos da doença e 154 mortes.
O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta o risco de uma grande crise humanitária de deslocamento forçado após os talibãs retomarem o poder no Afeganistão. Milhares de famílias já vinham deixando suas casas desde o início do ano.
“As recentes ondas de violência e insegurança já deslocaram cerca de 550 mil pessoas apenas neste ano, sendo 390 mil desde maio. Na ausência de paz e desenvolvimento, mais pessoas serão forçadas a deixar suas casas e buscar proteção em outros locais do país ou nos países vizinhos”, disse Luiz Fernando Godinho, oficial de comunicação do Acnur.
O Afeganistão já é, atualmente, a terceira maior origem de pessoas refugiadas no mundo, atrás apenas da Síria e da Venezuela. De acordo com a última edição do relatório anual Tendências Globais do Acnur, publicado no final de 2020, há 2,6 milhões de pessoas que saíram do país em busca proteção internacional.
Há também um enorme fluxo interno. Três milhões de famílias foram obrigadas a deixar suas casas: 65% das pessoas que precisaram se mudar para outras cidades são crianças e jovens.
Retirada dos Estados Unidos
Os novos deslocamentos registrados neste ano coincidem com o processo de retirada das tropas dos Estados Unidos, que ocupavam militarmente o país desde 2001, como resposta aos ataques terroristas aos edifícios do World Trade Center, em Nova Iorque. A autoria da ação foi assumida pelo grupo Al Qaeda, que recebia abrigo no Afeganistão, então governado pelos talibãs.
A decisão de encerrar a ocupação foi tomada no ano passado: o então presidente Donald Trump fixou o prazo até maio deste ano. Eleito para a sucessão presidencial, Joe Biden assumiu o cargo e alterou o cronograma, que seria concluído em setembro, mas foi antecipado para agosto.
À medida que as forças norte-americanas deixavam o país, ocorreu um rápido avanço dos talibãs sobre as mais diversas cidades. A volta ao poder se consolidou no último domingo (15): o presidente afegão Ashraf Ghani deixou o país e o controle do palácio presidencial foi assumido pelos rebeldes.
Diante do cenário, os EUA montaram uma operação para acelerar a conclusão do processo de saída de seus cidadãos do país. As tropas norte-americanas ainda controlam o aeroporto e tentam organizar o embarque de diplomatas e cidadãos dos EUA. Ontem (16), imagens que ganharam repercussão internacional mostraram um cenário de caos no local, com milhares de civis desesperados para deixar o país, correndo e tentando se agarrar aos aviões.
Parte da população está apavorada devido ao histórico dos talibãs, que governaram o país entre 1996 e 2001. Na ocasião, o grupo extremista promoveu execuções de adversários e aplicou sua interpretação da Sharia, a lei islâmica. Um violento sistema judicial foi implantado: pessoas acusadas de adultério podiam ser condenadas à morte e suspeitos de roubo sofriam punições físicas e até mesmo mutilações.
O uso de barba se tornou obrigatório para os homens e as mulheres não poderiam ser vistas publicamente desacompanhadas dos maridos. Além disso, elas precisavam vestir a burca, cobrindo todo o corpo. Televisão, música e cinema foram proibidos e as meninas não podiam frequentar a escola. Embora venha apresentando um discurso moderado, há receio de que o Talibã volte a exercer o poder com violência.
Apoio
Diante da possibilidade de uma crise migratória, o Acnur desenvolve ações específicas para o Afeganistão e já há uma campanha de doação aberta. Em nota, a agência pede que seja garantido ao trabalho humanitário livre acesso aos civis e comunidades que estejam em situação de vulnerabilidade no país.
O texto também cobra a responsabilidade das nações, para que permitam que as pessoas que fogem da guerra possam ter acesso aos seus territórios e encontrem proteção. “Embora os campos de refugiados possam ser usados como uma medida temporária no caso de grandes massas de refugiados, o Acnur defende a busca por alternativas mais sustentáveis no longo prazo no que diz respeito à recepção e à acolhida”, registra a nota. O Acnur também recomenda cautela com processos de deportação de afegãos nesse momento.
A agência se mantém exclusivamente com a ajuda financeira de pessoas físicas, governos e empresas privadas. “Diante da complexidade de crises humanitárias, as doações são fundamentais para ampliar o alcance e o impacto dos programas do Acnur na vida de milhares de crianças, homens e mulheres”, diz Godinho.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, defendeu com firmeza, nesta segunda-feira, a decisão de retirar as tropas norte-americanas do Afeganistão e rejeitou as amplas críticas à decisão, que gerou uma enorme crise para seu governo depois que o Taliban retomou o poder.
Biden disse que a missão dos Estados Unidos no Afeganistão nunca deveria ser de construção de uma nação, e culpou a relutância do Exército afegão em lutar contra o grupo militante pela volta do Taliban ao poder.
Milhares de civis desesperados para fugir do Afeganistão lotaram a única pista do aeroporto de Cabul nesta segunda-feira, depois que o Taliban tomou a capital, o que levou os Estados Unidos a suspenderem os voos de retiradas.
Cinco pessoas foram mortas no caos no aeroporto. Uma autoridade dos EUA disse à Reuters que dois homens armados foram mortos pelas forças dos EUA nas últimas 24 horas.
“Eu mantenho totalmente minha decisão”, disse Biden. “Depois de 20 anos, aprendi da maneira mais difícil que nunca era um bom momento para retirar as forças dos EUA. É por isso que ainda estamos lá”, afirmou.
“A verdade é: isso aconteceu mais rápido do que esperávamos. Então, o que aconteceu? Os líderes políticos do Afeganistão desistiram e fugiram do país. Os militares afegãos desistiram, às vezes sem tentar lutar”, acrescentou.
Biden combinou sua defesa com um aviso aos líderes do Taliban: que a retirada dos EUA possa prosseguir desimpedida ou enfrentarão uma força devastadora.
Fogo tem se espalhado rapidamente pela região em razão de rajadas de vento intensas
Grande incêndio atinge área de montanha em Israel Foto: EFE/Joan Mas
Centenas de moradores de diversas comunidades israelenses perto de Jerusalémtiveram de deixar suas casas, neste domingo (15), devido a um grande incêndio que se espalha rapidamente pela área da floresta da região em razão de rajadas de vento intensas. Com o fato, uma densa camada de fumaça cobriu o céu de parte da Cidade Santa.
Os bombeiros e diversos aviões trabalham para evitar o avanço do fogo e contam com o apoio terrestre da polícia e dos serviços de emergência de saúde. A extensão exata da área queimada ainda não foi determinada, mas as chamas forçaram a evacuação de moradores de comunidades como Ramat Raziel, Beit Meir, Ksalon ou Givat Ye’arim.
A imprensa local informou que as autoridades ordenaram aos moradores dessas áreas que saíssem de suas casas ou fechassem as janelas e esperassem mais instruções caso não pudessem sair. Até o momento, não houve relato de feridos, mas o serviço de emergência israelense United Hatzalah atendeu quatro pessoas por inalação de fumaça.
O incêndio também forçou pacientes e médicos do hospital psiquiátrico de Eitanim a deixarem o local de helicóptero. O ministro da Defesa de Israel, Beny Gantz, ordenou o envio de forças de resgate, evacuação e combate a incêndios do Exército israelense, que estão se dirigindo para a área “para agir e fornecer a assistência necessária”.