ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky recusou nesse sábado (26) uma oferta dos Estados Unidos de retirada da capital Kiev. O anúncio foi feito pela embaixada da Ucrânia no Twitter.

Segundo a embaixada, Zelensky disse aos EUA: “A luta está aqui. Preciso de munição, não de carona.” “Os ucranianos estão orgulhosos de seu presidente”, acrescenta o tweet.

Zelensky afirmou ainda que informações da inteligência do país informaram que ele se tornou um alvo chave na operação da Rússia.

A batalha pelo controle de Kiev, capital da Ucrânia, se intensifica. Os combates se espalham pelas ruas, e explosões e tiros foram ouvidos durante a madrugada, enquanto as tropas russas avançavam sobre a cidade.

*Metro1


Ataque teria deixado uma pessoa ferida, mas sem risco de morte

Rússia teria atingido navio japonês de bandeira panamenha Foto: EFE/EPA/SERGEY DOLZHENKO

Um míssil russo atingiu um navio de carga japonês ao largo da costa da Ucrânia na sexta-feira (25), ferindo um membro da tripulação, informou neste sábado (26) a agência de notícias japonesa “Kyodo”.

O navio, chamado Namura Queen, contava com 20 tripulantes filipinos no momento do disparo, e um deles ficou ferido em um ombro, disse a empresa proprietária da embarcação à “Kyodo”, além de ressaltar que ele não corre risco de morte.

Ainda de acordo com a “Kyodo”, o fato ocorreu perto de um porto na região de Odessa, no sul da Ucrânia, em águas que os navios foram alertados a evitar. O Namura Queen, porém, não sabia do aviso inicial e foi atingida pelo míssil enquanto tentava se mover para fora da área. O navio estava programado para atracar e carregar grãos.

O navio de carga tem bandeira panamenha, mas pertence a uma empresa de logística com sede em Ehime, no oeste do Japão. O navio está em condições de navegar e está atualmente em trânsito no Mar Negro a caminho da Turquia, onde terá os danos avaliados.

*Com informações EFE


O presidente da Rússia, Vladimir Putin - Alexey Nikolsky/Kremlin/Sputnik via Reuters
O presidente da Rússia, Vladimir Putin Imagem: Alexey Nikolsky/Kremlin/Sputnik via Reuters

A expansão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) rumo ao Leste Europeu nas últimas três décadas criou um dilema estratégico entre a Rússia e as potências ocidentais, tendo à frente os Estados Unidos.

Para especialistas em relações internacionais ouvidos pelo UOL, nos últimos dez anos, o presidente russo, Vladimir Putin, mudou a postura do país em relação à Otan, apelando inclusive para manter o que considera a zona de influência russa.

Segundo Maurício Santoro, professor do Departamento de Relações Internacionais da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), desde o fim da União Soviética, houve uma expansão simultânea da Otan e da União Europeia rumo aos países do Leste Europeu.

Em 2008, foram iniciadas tratativas para a inclusão na Otan da Geórgia e da Ucrânia —duas ex-repúblicas soviéticas que fazem fronteira com a Rússia. O Kremlin considerou o movimento inaceitável e interveio na Geórgia.Imagem: Arte/UOL

A causa estrutural dessa guerra é um conflito entre a Rússia, Estados Unidos e União Europeia pela delimitação de suas esferas de influência no leste da Europa.”Maurício Santoro, do Departamento de Relações Internacionais da Uerj

Ainda segundo Santoro, as agendas opostas de Putin e dos ucranianos —que buscam uma aproximação com o Ocidente desde o Euromaidan (onda de manifestações que levou à deposição do presidente Viktor Yanukovytch, em 2014)— representam o que a literatura acadêmica chama de dilema de segurança.

“Isso ocorre quando um determinado país ou conjunto de países está buscando se fortalecer, tentando apenas se proteger, mas essa busca vai ser vista pelos vizinhos como ameaça. Isso pode ocorrer mesmo que não haja nenhuma intenção agressiva”, explica.

Aliança contra a União Soviética

Criada em 1949, a Otan tinha como principal objetivo estratégico impedir a expansão da União Soviética rumo à Europa Ocidental. No entanto, esse objetivo chegou a ser rediscutido após o fim da potência socialista, no início dos anos 1990.

Apesar disso, a Rússia continuou sendo tratada como uma ameaça em potencial, segundo explica o geógrafo Tito Lívio Barcellos Pereira, mestre em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Estratégicos da UFF (Universidade Federal Fluminense).

“Com o fim da União Soviética, de fato existia a esperança, inclusive do próprio governo russo, de que o país [Rússia] seria integrado a esse sistema internacional. De que seria integrado à Otan, à União Europeia e seria um interlocutor dos interesses americanos e europeus no espaço pós-soviético”, diz.

“Isso vai moldando a cabeça das elites russas. Em dado momento, essa desilusão com o Ocidente passa a se tornar uma desconfiança.”

Ainda segundo Pereira, nas negociações para a dissolução da União Soviética, as lideranças do Ocidente prometeram não avançar rumo ao Leste Europeu. Mas esse compromisso verbal não foi cumprido.

Em 1999, Polônia, Hungria e Chéquia (a antiga República Tcheca) ingressaram na Otan. O mesmo foi feito por Letônia, Estônia, Lituânia, Bulgária, Romênia, Eslováquia e Eslovênia em 2004 —todos os países tinham regimes comunistas na chamada Cortina de Ferro criada na Guerra Fria.

“À medida que os anos 2000 avançaram, no contexto da guerra ao terror, o presidente George W. Bush incentivava os países do Leste Europeu a entrarem na Otan como uma pré-condição para entrarem na União Europeia”, avalia.

“As demandas de Putin em relação à expansão da Otan são uma reclamação que existe desde o período [Boris] Iéltsin [presidente da Rússia entre 1991 e 1999], quando a Otan vai fazer sua primeira expansão pós-Guerra Fria, em 1999”.

Lucas Rezende, professor do Departamento de Ciência Política da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), diz que a postura das potências ocidentais em relação à expansão da Otan tem grande peso nas tensões que culminaram no conflito da Ucrânia.

Em sua avaliação, após a dissolução do bloco soviético o objetivo da Otan foi alterado, passando a servir como um braço dos interesses norte-americanos na região.

“Desde o fim da Guerra Fria, a Otan mudou seu propósito. De uma aliança para se proteger da União Soviética, passou a ser uma aliança para garantir mais apoios aos Estados Unidos no continente europeu”, afirma.

Rezende destaca que o mapa de países membros da Otan —que revela um crescente cerco da Rússia mesmo após o fim do regime comunista— teve o objetivo de isolar um potencial rival para os Estados Unidos.

No entanto, movido pelos recursos obtidos com a exploração de petróleo e gás na última década, Putin ampliou muito o poderio bélico russo e, neste momento, “tem capacidade para reagir”.

Por outro lado, ele vê a adesão dos países da antiga esfera soviética como um processo acertado. “O histórico expansionista da Rússia é notável, então tendo um gigante forte e com um histórico de ocupação, esses países quiseram garantir que continuariam estados independentes”.

Informações UOL


Críticas ocorrem após os dois países cogitarem ingressar na Otan

Presidente da Rússia, Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/ALEXEI NIKOLSKY / SPUTNIK /KREMLIN POOL 

Nesta sexta-feira (25), após iniciar uma invasão à Ucrânia, a Rússia decidiu “ameaçar” mais dois países da Europa: a Finlândia e Suécia. Em ambos os casos, o posicionamento ocorre após os dois países cogitarem ingressar na Otan.

O anúncio da “operação militar no leste da Ucrânia” foi feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, em um discurso transmitido na televisão na madrugada de quinta-feira (24). De acordo com ele, o “objetivo é proteger as pessoas que são submetidas a abusos, genocídio de Kiev durante oito anos, e, para isso, buscaremos desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e levar à Justiça aqueles que cometeram vários crimes sangrentos contra pessoas pacíficas, incluindo cidadãos russos”.

Ao comentar sobre a questão da Finlândia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia falou em “sérias repercussões militares e políticas.

– Consideramos o compromisso do governo finlandês com uma política militar de não alinhamento [com a Otan] um fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no norte da Europa. A adesão da Finlândia à Otan teria sérias repercussões militares e políticas – disse em comunicado.

Já sobre a Suécia, a “ameaça” partiu da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Mariya Zakharova, que afirmou que, se a Suécia tentar ingressar na Otan, isto acarretaria “graves consequências político-militares” que poderiam “exigir que nosso país responda”.

Informações Pleno News


Foto: : EFE/EPA/ALEKSEY NIKOLSKYI/SPUTNIK/KREMLIN / POOL

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a Rússia pode enviar negociadores a Belarus para discutir uma rendição da Ucrânia. Peskov afirmou que o governo de Vladimir Putin (foto) exige a “neutralidade” do país vizinho e que ele permaneça fora da Otan.

– Em resposta à oferta do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Vladimir Putin está pronto para enviar a Minsk uma delegação russa – disse o porta-voz a repórteres, segundo agências de notícias russas.

De acordo com Peskov, os representantes incluiriam funcionários da Defesa e dos ministérios das Relações Exteriores, assim como do gabinete presidencial. A desmilitarização seria uma condição para a Rússia aceitar qualquer acordo. Ou seja, o líder russo teria o foco na obtenção da garantia do status de neutralidade da nação ucraniana e na promessa da Ucrânia de não ter armas em seu território.

— [Putin] disse desde o início que o objetivo desta operação era auxiliar [as regiões separatistas] de Luhansk e Donetsk, incluindo desmilitarizando e desnazificando a Ucrânia. Essas são partes essenciais do status neutro — afirmou.

Em uma declaração em vídeo nesta sexta-feira (25), Zelensky pediu ao presidente russo, Putin, que se reunisse com ele para conversar.

– Gostaria de me dirigir ao presidente da Federação Russa mais uma vez. A luta está acontecendo em toda a Ucrânia. Vamos sentar à mesa de negociações para impedir a morte de pessoas – disse ele em russo, em um vídeo publicado em seu canal no Telegram.

*Pleno.News


Guerra Ucrânia
Foto: Deutsche

O encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoly Tkach, confirmou hoje (25), em Brasília, o abatimento de 7 aviões, 6 helicópteros, mais de 30 tanques, 130 veículos blindados e aproximadamente 800 soldados russos.

Tkach confirmou ainda a informação de que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu para a população se armar para defender o país. “Exatamente o que eu comentei sobre a defesa territorial. São civis, homens e mulheres, que pegam em armas para proteger as suas casas dos invasores”.

Ele afirmou que a Ucrânia impôs a lei marcial, que impede homens de 18 a 60 anos, naturalizados ou não, de deixarem o país e que, na capital, foram introduzidos toques de recolher.

“Neste momento estamos pedindo aos nossos parceiros para que imponham as sanções, incluindo expulsar a Rússia do Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). Também pedimos que adotem as seguintes medidas: resoluções nos foros internacionais, apoio financeiro, apoio com armas defensivas para a Ucrânia, e condenação das ações da Rússia”, afirmou Tkach.

Ele disse ainda que a atual situação é muito mais grave do que a anexação da Crimeia, em 2014. “Neste momento, a guerra é para ocupar todo o território ou alguns territórios do nosso país, é uma guerra de grande escala”.

O encarregado ucraniano agradeceu o apoio “sem precedentes” recebido até agora e citou a Polônia, que emprestou quase US$ 1 bilhão à Ucrânia. Ele agradeceu também o apoio prestado pelo Canadá, pela Austrália, União Europeia, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido e reforçou que os ucranianos estão precisando de ajuda humanitária e esperam sanções pesadas contra a Rússia. Ele disse ainda contar com o apoio do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Tkach afirmou que Chernobyl está intacta e que o aumento no nível de radiação se deu pela poeira levantada pelas máquinas pesadas que circulam na região.

*Agência Brasil


Manifestantes protestam em apoio à Ucrânia, na Times Square, Nova York - KENA BETANCUR / AFP
Manifestantes protestam em apoio à Ucrânia, na Times Square, Nova York Imagem: KENA BETANCUR / AFP

Ações dos Estados Unidos, por meio das chamadas “guerras híbridas”, e a expansão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Leste Europeu catalisaram o conflito Rússia-Ucrânia, segundo afirma Andrew Korybko, analista político norte-americano.

Em entrevista ao UOL diretamente de Moscou, ele compara o que vê como ingerência indireta dos EUA na Ucrânia com os protestos ocorridos no Brasil a partir de 2013, que culminaram no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

“O Brasil e a Ucrânia foram ambos vitimados pelas guerras híbridas dirigidas pelos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer a hegemonia unipolar norte-americana”, diz Korybko.

O que são guerras híbridas?

Segundo o analista, o conceito de guerra híbrida é uma combinação de “revoluções coloridas” —que são incitações populares, na linha do que aconteceu no Brasil a partir de 2013 e na Primavera Árabe— e guerras não convencionais, como ataques cibernéticos, contendas judiciais e retaliações econômicas, para substituir governos que não estejam alinhados aos interesses dos EUA.

Sem citar nominalmente o efeito da Operação Lava Jato, Korybko afirma que, no Brasil, “a guerra [híbrida] se concentrou, principalmente, no chamado ‘lawfare’, ou na manipulação de instrumentos legais, a fim de remover seu governo multipolar democraticamente eleito e legítimo”.

Já na Ucrânia, diz o analista, a estratégia foi organizada com base no que chama de “terrorismo urbano de extrema-direita”, conhecido hoje como a Revolução Colorida EuroMaidan.

Autor do livro “Guerras Híbridas: das revoluções coloridas aos golpes”, Korybko diz que manobras dos EUA na Ucrânia levaram “essas forças de extrema-direita ao poder, as quais ameaçaram a minoria russa indígena [povos originários que habitam a região de Donbass] devido à ideologia fascista das novas autoridades, que glorificam aqueles que colaboraram com a Alemanha nazista”.

“Isso levou os residentes da Crimeia a se reunirem democraticamente com a Rússia e as repúblicas do Donbass a declararem sua independência”, conclui.

Em paralelo, o governo ucraniano se recusou a implementar os acordos de Minsk, apoiados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

‘Conflitos por procuração’

Para Korybko, as mídias sociais são as novas armas de ataque cirúrgico.

Os Estados Unidos vêm usando esses métodos para derrubar governos em todo o mundo. Segundo o padrão que foi usado na Síria e na Ucrânia, a guerra indireta é marcada por manifestantes e insurgentes, e as quintas colunas são compostas menos por agentes secretos e sabotadores ocultos e mais por protagonistas desvinculados do estado, que se comportam, publicamente, como civis.”Andrew Korybko, analista político

Para o analista, em vez de estabelecer um confronto direto, os EUA estabelecem uma espécie de “conflito por procuração”, promovido na vizinhança dos alvos para desestabilizá-los.

“As tradicionais ocupações militares dão lugar a golpes e operações indiretas para as trocas de regimes, que são muito mais econômicas e menos sensíveis do ponto de vista político”, defende.

Korybko aponta que isso ocorreu em 2014, na Ucrânia, e no Ocidente foi chamado de Revolução Ucraniana ou Revolução da Dignidade. Assim como as Jornadas de Junho de 2013 levaram à eleição de Jair Bolsonaro, as agitações na Ucrânia conduziram Volodymyr Zelensky à presidência.

Otan na Ucrânia

O presidente russo Vladimir Putin iniciou ontem o que classificou como uma “operação militar especial” na Ucrânia, com o objetivo de, segundo ele, “desnazificar” e “desmilitarizar” o país vizinho.

Nos últimos meses, Putin também citou suposta ameaça à Rússia em razão da expansão da Otan —a aliança militar liderada pelos EUA— na Ucrânia. “Esses movimentos visam, essencialmente, neutralizar as capacidades russas de contra-ataque nuclear e, assim, colocar a Rússia em uma posição perpétua de chantagem nuclear frente aos EUA”, analisa Korybko.

O presidente russo ainda mencionou a crise humanitária nas repúblicas de Donbass, que reconheceu como independentes no início da semana, como justificativa para autorizar a operação.

“Na Rússia, o sentimento geral é que as pessoas estão aliviadas por Putin não apenas ter finalmente tomado medidas decisivas para evitar uma catástrofe humanitária ainda pior, que já provocou um êxodo de refugiados em larga escala para a Rússia, mas por ele enfrentar a ameaça existencial que os planos dos EUA e da Otan na Ucrânia representam para a Rússia.”

Ainda segundo Korybko, a retirada dos EUA de pactos de controle de armas, como o Tratado de Mísseis Antibalísticos, o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário e o Tratado de Céus Abertos, contribuiu para desestabilizar a arquitetura de segurança europeia.

“Além disso, a implantação dos chamados sistemas antimísseis e armas de ataque mais perto das fronteiras da Rússia ao longo desse tempo mudou o status quo militar continental inicialmente acordado por Moscou e o Ocidente, no Ato de Fundação Otan-Rússia de 1997.”

O analista político acrescenta que foi por essas razões que a Rússia publicou pedidos de garantia de segurança no final de dezembro para interromper a expansão da Otan para o leste, a remoção de armas de ataque das fronteiras da Rússia e um retorno ao ato fundador da aliança militar.

Informações UOL


Foto: Aris Messinis/AFP

Com “superioridade aérea absoluta”, o exército russo se aproximava de Kiev, a capital ucraniana, nesta quinta-feira (24) com a intenção de “decapitar o governo” e substituí-lo por um pró-Rússia, segundo fontes militares dos Estados Unidos.

Depois de disparar mais de 160 mísseis contra alvos militares ucranianos, as forças russas avançaram rapidamente ao sul a partir de Belarus e “se aproximaram de Kiev” ao longo do dia, indicou um alto funcionário do Pentágono.

“Basicamente, têm a intenção de decapitar o governo e instalar sua própria forma de governo, o que explicaria este avanço inicial para Kiev”, avaliou.

De acordo com o funcionário de inteligência ocidental, “as defesas aéreas da Ucrânia foram eliminadas e eles não têm mais força aérea para se proteger”.

“Nas próximas horas, os russos tentarão concentrar uma força avassaladora em torno da capital e a defesa agora recai sobre as forças terrestres e a resistência popular”, explicou.Imagem: Arte/ UOL

“Pouco tempo”

As tropas russas estarão ao redor de Kiev “em questão de dias, ou amanhã de manhã, no ritmo em que estão avançando”, enfatizou. “Não resta muito tempo. Acho que muito vai depender da resistência dos ucranianos.”

Até o momento, a Rússia avançou no território ucraniano em três eixos: ao sul, a partir da Crimeia, até a cidade de Kherson, através do rio Dnieper, ao norte a partir de Belarus até Kiev, ao longo de duas estradas a nordeste e noroeste da capital ucraniana, e ao leste da cidade russa de Belgorod até a grande cidade industrial de Kharkov, segundo estimativas do Pentágono.

O funcionário dos EUA relatou inicialmente 75 missões de bombardeiros e 100 lançamentos de mísseis de vários tipos, incluindo mísseis mar-terra disparados do Mar Negro, mas depois disse que o número de mísseis disparados desde o início da ofensiva russa havia subido para “mais de 160”.

“A maioria deles são mísseis balísticos de curto alcance, mas há também mísseis de médio alcance e mísseis de cruzeiro”, especificou.

“Também lançaram mais paraquedistas sobre Kharkov e estimamos que ainda haja combates intensos” nesta área no leste da Ucrânia.

Os ataques se concentraram em alvos militares, inclusive bases aéreas e o comando do exército ucraniano, mas segundo o Pentágono, o objetivo é tomar o controle de cidades-chave, sobretudo da capital, Kiev.

As forças russas atacaram o aeroporto militar de Antonov em Gostomel, nos arredores da capital ucraniana, onde os combates pareciam continuar nas últimas horas do dia.

Reforços americanos

Este aeroporto pode se tornar um ponto de encontro para o exército russo se quiser cercar a capital.

“Se Moscou conseguir controlar e manter a superioridade aérea (o que é muito possível), podem usar o aeroporto como ponto de entrada para atacar Kiev”, tuitou Michael Horowitz, especialista em segurança do Consultant Le Beck International.

O alto funcionário do Pentágono enfatizou que esta ofensiva não tem precedentes em mais de 70 anos.

“Não vimos um movimento convencional como este, de um Estado-nação para outro, desde a Segunda Guerra Mundial, certamente nada deste tamanho, alcance e escala”, disse ele.

No entanto, até agora, os russos não entraram no oeste da Ucrânia e não há indícios de um ataque anfíbio no sul vindo do Mar Negro, explicou a fonte.

Não há estimativas de danos ou baixas no exército ucraniano. “Há indícios de que estão resistindo e contra-atacando”, afirmou o funcionário.

As comunicações do país parecem funcionar, destacou. Ele acredita que em uma segunda fase ocorrerá um ciberataque para paralisá-las.

O Pentágono não confirmou a destruição de aviões militares russos ou a tomada da usina nuclear de Chernobyl pelos militares russos.

Mas o Pentágono enviará 7.000 soldados adicionais à Alemanha para “tranquilizar os aliados da Otan, impedir um ataque russo e estar preparado para atender às necessidades da região”.

Esses militares dos EUA se juntam aos 5.000 já enviados pelo presidente Joe Biden à Alemanha e ao flanco leste da Otan.

Contando com os reforços anunciados nesta quinta-feira, os Estados Unidos terão mais de 90.000 soldados na Europa.

Informações UOL


Órgão diplomático está fazendo mapeamento de cidadãos brasileiros no país

Itamaraty informou que avalia melhor maneira de retirar brasileiros da Ucrânia Foto: Reprodução 

O Itamaraty informou nesta quinta-feira (24) que está cadastrando brasileiros que estão na Ucrânia e desejam deixar o país, mas que, neste momento, não há condições de segurança para a evacuação.

Há cerca de 500 nacionais em território ucraniano. A orientação é para que eles fiquem em casa abrigados e sigam as recomendações das autoridades locais.

A orientação de deixar o país o quanto antes, ainda que por meios próprios, é para os brasileiros que estejam na região ao Leste do país europeu, onde há maior tensão militar.

Para iniciar a saída, o governo brasileiro verifica três pré-requisitos: as condições de segurança no trajeto, a disponibilidade de meios e a possibilidade de os brasileiros chegarem a um ponto de encontro a ser definido.

*AE


Foto: EFE/EPA/Shawn Thew

Como prometido, o presidente dos Estado Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (24) duras sanções econômicas contra a Rússia, suas autoridades e suas instituições financeiras.

Em discurso após reunião com o G7, Biden responsabilizou o presidente Vladimir Putin pelo ataque à Ucrânia e afirmou que agora a Rússia “arcar com as consequências”.

– Putin é o agressor. Putin escolheu essa guerra. E agora ele e seu país irão arcar com as consequências – disse o presidente em pronunciamento na Casa Branca.

Em seguida, Biden detalhou de que maneira pretende afetar a economia da Rússia.

– A Rússia não poderá negociar em dólares, nem em euros, nem em ienes. Vamos invalidar sua capacidade de fazer parte da economia. É a maior sanção econômica já vista na história – prometeu Biden.

*Pleno.News

1 111 112 113 114 115 149