Informação foi divulgada pelo chefe da bancada do partido do presidente ucraniano
A terceira rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, para buscar um cessar-fogo no conflito que ocorre no território ucraniano, acontecerá na próxima segunda-feira (7). A informação foi divulgada neste sábado (5), por David Arajamia, chefe da bancada do partido Servidor do Povo, do qual faz parte o presidente do país, Volodymyr Zelensky.
A reunião, segundo a fonte divulgou, por meio de postagem no Facebook, acontecerá na fronteira entre Belarus e Polônia.
A primeira rodada de negociações entre as delegações da Rússia e da Ucrânia aconteceu em 28 de fevereiro, e a segunda dois dias atrás, ambas no território bielorrusso.
Após o segundo encontro, as partes chegaram a um acordo para o estabelecimento de corredores humanitários para a evacuação de civis e a entrega de alimentos e medicamentos.
No entanto, a prevista abertura deste sábado de duas passagens, em Mariupol e Volnovaja, no sudeste da Ucrânia, para evacuar a população civil, anunciada pela Rússia, ficou suspensa.
A justificativa para a paralisação dos corredores foi a continuação de operações militares, de que ambas as partes se acusam mutuamente.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu aos países da comunidade internacional que continuem aplicando sanções contra a Rússia, sobretudo econômicas. Diante do não envio de tropas estrangeiras para ajudar os soldados ucranianos contra a invasão russa, tem restado à Ucrânia contar com as sanções para enfraquecer o presidente da Rússia, Vladmir Putin.
“Pedimos uma nova rodada de sanções contra Rússia. Queremos todos os bancos os excluídos [do sistema internacional], é preciso interromper a compra de petróleo russo. O petróleo russo tem cheiro de sangue: o ucraniano. Vemos que muitas multinacionais saíram da Rússia, eu elogio essas decisões. Peço para que todas as empresas parem de investir na Rússia”, disse Kuleba, em entrevista concedida hoje (5). Segundo ele, 113 multinacionais já deixaram a Rússia.
No último sábado (26), países ocidentais já haviam anunciado o congelamento de reservas internacionais da Rússia. Além disso, bancos russos estão sendo desligados da plataforma Swift, um sistema de pagamentos entre instituições financeiras de mais de 200 países, coordenados pelos bancos centrais das dez maiores economias do mundo. Essa medida complica ainda mais o funcionamento do sistema financeiro russo, ao atrasar o pagamento de transações comerciais e financeiras.
Dias depois, os Estados Unidos anunciaram uma ampliação nas sanções. As medidas devem afetar empresas que atuam no setor de Defesa do país euroasiático. Além disso, serão impostas restrições às importações de bens tecnológicos do principal aliado russo, Belarus, cujo território tem sido usado pelas Forças Armadas da Rússia em ataques contra alvos ucranianos.
Na entrevista, Kuleba também pediu para que a China e Índia se juntem aos esforços para parar a guerra e convençam Putin a encerrar o conflito. Para o ministro, a guerra é contra os interesses da China, por afetar o comércio internacional. Já a Índia, segundo ele, é prejudicada porque é um dos principais compradores de produtos agrícolas da Ucrânia e a guerra compromete as próximas colheitas.
“A Índia tem que pedir ao Putin para parar essa guerra. Estamos lutando porque Putin não reconhece o nosso direito de existir”. Tanto Índia como China evitaram se colocar contra a Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas e se abstiveram de aprovar uma Resolução condenando o ataque.
Ele também afirmou que a invasão russa não afasta o desejo da Ucrânia de fazer parte da União Europeia. “Putin pode jogar bombas sobre nós, mas isso não vai mudar a posição do povo ucraniano de querer ser parte da União Europeia”. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já pediu uma adesão imediata ao bloco.
O chanceler ucraniano também agradeceu a ajuda humanitária que tem sido enviada ao país. Segundo ele, a comunidade ucraniana no exterior conseguiu arrecadar US$ 7,5 milhões. Além disso, ele registrou o recebimento de 183 toneladas de ajuda humanitária.
Kuleba negou impedir a saída de estudantes estrangeiros da Ucrânia. Afirmou que o país está prestando assistência a esses estudantes e criou uma linha de emergência para que eles peçam socorro às embaixadas de seus respectivos países. Por fim, o chanceler pediu que o mundo aprenda com os erros do passado e evite uma nova guerra no continente europeu.
“Os líderes do mundo precisam mostrar que isso não pode acontecer de novo. Provem que vocês querem que isso nunca mais aconteça, aprendam com as lições do passado. Isso [a invasão russa] pode levar o continente inteiro a uma devastação”.
Autoridades do governo alegam disseminação de “fake news”
Presidente russo Vladimir Putin determinou bloqueio de redes sociais Foto: EFE/EPA/Andrey Gorshkov/Sputnik/Kremlin Pool
O regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, bloqueou o Twitter pouco depois de fazer o mesmo com o Facebook.
De acordo com um documento publicado no site do órgão, a mudança atende um pedido do Ministério Público russo feito em 24 de fevereiro, data do início da ofensiva militar russa na Ucrânia.
O Roskomnadzor já tinha anunciado o bloqueio de acesso na Rússia à rede social Facebook. A medida foi tomada em resposta ao que o órgão chamou de “censura” de contas da imprensa russa.
– Em 4 de março foi decidido bloquear o acesso à rede social Facebook, controlada pela Meta, no território da Federação Russa – disse o Roskomnadzor em um comunicado.
O regulador russo já havia restringido e reduzido parcialmente o acesso ao Facebook e ao Twitter pela disseminação do que chamou de “informações falsas” sobre as ações das forças russas na Ucrânia.
A medida foi tomada depois que a empresa de tecnologia dos EUA restringiu as contas oficiais de quatro veículos de comunicação russos: o canal de televisão militar Zvezda, a agência de notícias oficial RIA Novosti, o portal Lenta e o jornal Gazeta.ru.
A Procuradoria Geral da Rússia alegou que o Facebook “restringiu ilegalmente a divulgação por usuários de internet de informações socialmente importantes no território da Federação Russa, incluindo mensagens e materiais de veículos registrados, em conexão com a imposição de sanções políticas e econômicas por países estrangeiros em relação à Rússia”.
As autoridades russas consideram que isso viola o direito dos cidadãos contido no artigo 29 da Constituição russa de “acessar, receber, transmitir, produzir e divulgar livremente informações de forma lícita”, disse a Procuradoria.
O Roskomnadzor informou ter solicitado à empresa matriz do Facebook, Meta, que suspendesse as restrições e explicasse as razões de sua introdução, mas ela teria ignorado o pedido.
De acordo com a Coreia do Sul, esse já é o nono disparo norte-coreano realizado apenas neste ano
Kim Jong-Un, líder supremo da Coreia do Norte Foto: EFE/EPA/KCNA
A Coreia do Norte lançou, neste sábado (5), pelo fuso horário local, o que autoridades sul-coreanas acreditam ser um míssil balístico em direção ao mar do Japão (também conhecido como mar do Leste). O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) relatou o lançamento, o nono até agora realizado neste ano por Pyongyang.
O último teste desse tipo realizado pela Coreia do Norte aconteceu menos de uma semana depois de o regime alegar ter realizado outro lançamento de um projétil como parte do desenvolvimento de um satélite de reconhecimento e quatro dias antes das eleições presidenciais na Coreia do Sul.
– Nossos militares detectaram um projétil que acreditamos ser um míssil balístico lançado no mar do Leste a partir da região de Sunan por volta das 8h48 (20h48 de sexta-feira em Brasília) – diz o comunicado enviada pelos chefes do JCS.
Sunan é o distrito de Pyongyang onde fica o aeroporto internacional da cidade e é o local a partir do qual o regime lançou outro míssil balístico há uma semana. Naquele teste anterior, o regime alegou ter testado um projétil como parte do desenvolvimento de um satélite de reconhecimento.
O governo japonês disse também acreditar que o lançamento de hoje envolveu um míssil balístico, como na semana passada, e que o projétil parece ter caído fora da chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão. O escritório presidencial em Seul convocou uma reunião do Conselho Nacional de Segurança (NSC) para discutir o lançamento.
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, alertou nesta sexta-feira, 4, que os próximos dias “provavelmente serão piores” na guerra da Ucrânia, à medida que o aumento da ofensiva militar russa provoca “mais mortes, mais sofrimento e mais destruição”.
Em coletiva de imprensa, Stoltenberg exortou o presidente russo, Vladimir Putin, a encerrar o conflito “imediatamente”, retirar as tropas do país vizinho e se engajar em esforços diplomáticos. Segundo ele, Moscou está pagando um “alto preço” pela invasão, mas a Otan está disposta a manter abertos os canais diplomáticos com o Kremlin.
O norueguês defende que a Otan “não é parte do conflito”, mas sim uma aliança defensiva.
– Não há conflito com a Rússia, mas, ao mesmo tempo, temos que garantir que não haja mal-entendidos. Reforçamos que a presença no leste, é uma presença defensiva – afirmou.
Local foi bombardeado e havia a suspeita de vazamento radioativo no local
Diretor da Agência Internacional de Energia Atômica explica situação em Zaporizhzhya Foto: EFE/EPA/Christian Bruna
Por meio das redes sociais, uma autoridade ucraniana informou que forças militares russas tomaram o controle da usina nuclear de Zaporizhzhya, a maior da Europa. A informação também foi passada em comunicado do Ministério da Defesa russo. A usina foi bombardeada e chegou a pegar fogo, causando alerta sobre a possibilidade de vazamento radioativo.
O fogo que atingiu a usina acabou sendo controlado pelo serviço de emergência estatal da Ucrânia, nesta sexta-feira (4). O bombardeio havia atingido um prédio de treinamento e um laboratório do complexo nuclear de 6 mil megawatts.
De acordo com a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, não havia indicação de níveis elevados de radiação na usina nuclear, que fornece mais de um quinto da eletricidade total gerada na Ucrânia. Antes da declaração de Granholm, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já havia informado que o incêndio não afetara equipamentos “essenciais”.
O Ministério da Defesa da Rússia, também em comunicado, atribuiu o ataque no local da usina a sabotadores ucranianos, chamando o ato de uma provocação monstruosa. A informação sobre o fogo na usina foi divulgada primeiramente pelo prefeito da cidade de Energodar, Dmytro Orlov, em um vídeo postado no Telegram. Ele citou o que chamou de ameaça à segurança mundial,.
Mais cedo, Orlov já tinha afirmado que uma coluna de soldados russas se direcionava para a usina nuclear, relatando que “tiros altos podiam ser ouvidos na cidade”. Autoridades ucranianas também informaram que as tropas russas aumentaram os esforços para tomar o controle da usina e que haviam entrado na cidade com tanques.
No oitavo dia da invasão da Ucrânia, as forças da Rússia reivindicam o controle total de Kherson, cidade com aproximadamente 290 mil habitantes no Sul do país. A partir de Kiev, que continua a ser alvo de contínuos bombardeios russos, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegura que as linhas de defesa continuam a resistir.
Kherson é a maior cidade tomada pelas tropas russas desde 24 de janeiro, o primeiro dia da invasão da Ucrânia. Gennadi Lakhouta, responsável pela administração regional, apelou aos habitantes, com recurso à plataforma Telegram, para que permaneçam em suas casas, já que “os ocupantes estão em todas as áreas da cidade e são muito perigosos”. O gabinete do presidente da Ucrânia recusou-se a comentar a aparente progressão das tropas da Rússia na cidade portuária de Kherson enquanto perdurarem os combates.
O presidente da câmara, Igor Kolykhaiev, disse que viu tropas russas em prédio da administração de Kherson.
“Não tínhamos armas e não fomos agressivos. Mostramos que estamos trabalhando para proteger a cidade e tentar lidar com as consequências da invasão”, disse no Facebook. “Temos enormes dificuldades com o recolhimento de corpos e enterros, entrega de alimentos e remédios, recolhimento de lixo e gestão de acidentes”, acrescentou.
Ele assegurou que “não fez promessas” aos militares russos, que “simplesmente pediu que não disparassem contra as pessoas” e que fosse permitido o recolhimento dos corpos nas ruas.
Kharkiv Em Kharkiv, no Leste da Ucrânia, segunda maior cidade do país, as ondas de bombardeios aéreos russos atingiram três escolas e a catedral. A notícia foi dada pela cadeia norte-americana CNN, após verificação de vídeos e fotografias publicados nas redes sociais. O número de pessoas que fogem da guerra já supera 1 milhão, de acordo com as Nações Unidas.
Os bombardeios russos destruíram ainda o telhado do prédio da sede da polícia regional em Kharkiv. Atingiram também a sede dos serviços de informações e um prédio da universidade local, além de edifícios residenciais.
O que se prevê ser o plano para o ataque final à capital da Ucrânia ainda não foi concretizado, quando a invasão entra em sua segunda semana.
“O corpo principal da grande coluna russa que avança para Kiev continua a mais de 30 quilômetros do centro da cidade, tendo sido atrasado por dura resistência ucraniana, problemas mecânicos e congestão”, diz o Ministério britânico da Defesa, numa atualização de dados recolhidos pelos serviços de informações.
“A coluna fez poucos progressos ao longo de três dias. Apesar de pesados bombardeios russos, as cidades de Kharkiv, Chernihiv e Mariupol continuam em mãos ucranianas”, afirma Londres.
O presidente da Ucrânia voltou, no entanto a se pronunciar. Volodymyr Zelensky acusou os russos de atingirem as únicas rotas de evacuação das cidades e prometeu exigir reparações.
Acrescentou que, apesar das dificuldades da noite, todos os ataques aéreos foram travados com sucesso.
Poucas horas antes da segunda rodada de negociações entre russos e ucranianos, com os incessantes bombardeios como pano de fundo, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, voltou a caracterizar a resposta ocidental à invasão como “histeria”.
Armas termobáricas podem ser lançadas de veículos como este lançador de foguetes múltiplos TOS-1A Solntsepyok
Grupos de direitos humanos e o embaixador da Ucrânia nos Estados Unidos acusaram a Rússia de usar uma arma termobárica – ou bomba a vácuo – nos combates na Ucrânia.
Alega-se que a explosão que destruiu uma refinaria de petróleo em Okhtyrka, na região de Sumy, na Ucrânia, na segunda-feira, foi causada por uma arma termobárica, embora isso ainda não tenha sido verificado de forma independente.
Também foi alegado que bombas de fragmentação amplamente proibidas foram usadas no conflito, com a Anistia Internacional acusando a Rússia de atacar uma escola no nordeste da Ucrânia.
O uso de armas termobáricas, que sugam oxigênio do ar circundante para gerar uma explosão de alta temperatura, é amplamente condenado por organizações de direitos humanos.
Mas quais são essas armas – descritas pelo correspondente da BBC Security Frank Gardner como “a arma não nuclear mais poderosa em seu arsenal [russo]” – e por que elas são tão temidas?
Como funcionam as bombas de vácuo?
As bombas de vácuo, também conhecidas como explosivos termobáricos, funcionam em duas etapas.
A primeira parte é a carga explosiva que dispersa o combustível em uma nuvem que pode então entrar em edifícios ou objetos ao redor. O segundo estágio acende a nuvem que causa uma enorme bola de fogo e suga o oxigênio das áreas circundantes, causando uma onda de choque.
Justin Bronk, pesquisador do Royal United Services Institute, diz: “Onde um explosivo normal tem cerca de 30% de combustível e 70% de oxidante em peso, um explosivo termobárico é todo combustível e usa o oxigênio do ar – então eles são muito mais poderosos para um determinado tamanho de ogiva.”
Quais efeitos a bomba causa?
Os efeitos de calor e pressão são formidáveis – qualquer um pego na explosão inicial seria instantaneamente vaporizado. Qualquer pessoa apanhada na área circundante receberia ferimentos internos graves causados pela onda de choque.
“Eles matam principalmente por conta da criação de uma onda de choque extremamente poderosa que rompe órgãos e estoura os pulmões”, diz Bronk.
“Esta onda de choque se propaga em espaços confinados, por isso é particularmente mortal contra pessoas em locais escavados, como porões ou cavernas. Ela também cria temperaturas extremamente altas de vários milhares de graus, que podem causar queimaduras horríveis.”
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Um lançador de foguetes múltiplos TOS-1A Solntsepyok é exibido na Praça Vermelha de Moscou durante um desfile militar do Dia da Vitória em 2021
Quais são as evidências de que elas foram usadas na Ucrânia?
Oksana Markarova, embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, disse a repórteres após reunião com membros do Congresso americano que a Rússia “usou a bomba de vácuo hoje”.
“A devastação que a Rússia está tentando infligir à Ucrânia é grande”, acrescentou Markarova.
Imagens capturadas por um repórter da CNN perto da fronteira ucraniana parecem mostrar os lançadores de foguetes múltiplos TOS-1 sendo transportados perto da cidade russa de Belgorod.
Existem vários outros vídeos não verificados circulando nas redes sociais que parecem mostrar o TOS-1 sendo movido em outras partes do país perto da fronteira, e vários vídeos do Twitter que afirmam mostrar a própria explosão.
No entanto, a BBC não conseguiu verificar essas alegações de forma independente.
Onde mais elas foram usadas?
Essas armas têm sido usadas pelas forças russas e ocidentais desde a década de 1960. Os EUA as usaram principalmente para atacar complexos de cavernas no Afeganistão, onde se pensava que a Al Qaeda estava escondida.
A Rússia foi condenada pela Human Rights Watch em 2000, quando foi relatado que elas foram usadas na Chechênia. Mais recentemente, a Anistia Internacional informou que tanto a Rússia quanto os governos sírios usaram munições termobáricas contra insurgentes na Síria.
Se essas armas forem usadas nos ambientes urbanos das grandes cidades ucranianas – como supostamente foram na Chechênia -, as baixas civis podem ser extremamente graves.
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) acaba de aprovar, nesta quarta-feira (2), uma resolução condenando a Rússia pela invasão à Ucrânia. Em documento, a organização pede a retirada imediata das tropas russas e apela para que negociações sejam estabelecidas.
O texto reafirma o compromisso da ONU com a soberania, a independência, a unidade e a integridade territorial da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, estendendo-se às suas águas territoriais.
A reunião foi convocada pelo Conselho de Segurança de forma emergencial, a fim de discutir a situação no Leste Europeu. Para a aprovação, eram necessários dois terços dos votantes. Dentre os 193, 141 votaram a favor, cinco votaram contra e 35 se abstiveram, incluindo a China.
O Brasil se posicionou a favor da aprovação da medida. Apenas Belarus, Coreia do Norte, Síria e a própria Rússia se opuseram.
Sergiy Kylytsya, o embaixador da Ucrânia na ONU, fez um discurso dizendo que os “crimes cometidos pela Rússia são bárbaros e difíceis de entender”. Ao término do pronunciamento, ele foi aplaudido pelos presentes na Assembleia.
O estúdio também manifestou solidariedade aos atingidos pelo conflito
Estúdio Paramount Foto: Divulgação
A Paramount anunciou nesta terça-feira (1º) a suspensão de todos os seus lançamentos cinematográficos na Rússia por causa dos ataques feitos pelo país à Ucrânia. As próximas estreias seriam Sonic 2: O Filme, em 31 de março, e a comédia Cidade Perdida, no dia 7 de abril.
– Enquanto testemunhamos a tragédia em andamento na Ucrânia, decidimos pausar o lançamento de nossos próximos filmes de cinema na Rússia, incluindo Sonic 2: O Filme e Cidade Perdida – disse a Paramount em nota.
O estúdio também manifestou solidariedade aos atingidos pelo conflito: “Apoiamos todos os afetados pela crise humanitária na Ucrânia, [na] Rússia e [em] nossos mercados internacionais e continuaremos monitorando a situação à medida que ela se desenrola”.
Essa iniciativa de “boicote” já conta com a adesão de outros estúdios de Hollywood. Na última segunda-feira (28), a Walt Disney deu início ao movimento e anunciou a pausa nas estreias.
– Devido à invasão não provocada à Ucrânia e à trágica crise humanitária, estamos suspendendo a estreia de filmes na Rússia, incluindo o próximo Red – Crescer é uma Fera, da Pixar – informou o estúdio.
Em seguida, foi a vez da Warner Bros., que cancelou a estreia de Batman, prevista para a próxima sexta-feira (4). Depois, a Sony Pictures também se uniu à iniciativa.