Redução é atribuída ao aumento das infecções pela mutação Delta do coronavírus no país
Israel registrou queda na eficácia da Pfizer com avanço de variantes Foto: Reprodução
Dados em Israel apresentaram um cenário no qual a vacina da Pfizer contra a Covid-19 é menos eficaz contra variantes do coronavírus. De acordo com os números do Ministério da Saúde local, divulgados pelo jornal Ynet, a eficácia para prevenir infecções caiu de 94% para 64%, o que é atribuído à mutação Delta do vírus.
O números comparam o período entre 2 de maio e 5 de junho com as datas a partir do dia 6 de junho, quando a variante Delta passou a ser mais difundida no país. As vacinas ainda mantém eficácia contra quadros graves da doença e que podem levar à hospitalização.
Na segunda-feira (5), citando funcionários do governo, o jornal local Haaretz publicou que as estimativas a partir do sequenciamento genético mostram que a cepa delta foi responsável por 90% dos novos casos de covid-19 nas últimas duas semanas no país.
A preocupação com a transmissibilidade da variante levou a uma série de considerações sobre o retorno de medidas de restrição no país. De acordo com a Universidade John Hopkins, o país acumula 843 mil casos de covid-19, com 6.428 óbitos.
Condução da pandemia durante a gestão do democrata também teve redução em aprovações
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Alex Edelman
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conta hoje com aprovação de 50% dos norte-americanos, segundo pesquisa divulgada neste domingo (4), e realizada pelo jornal The Washington Post e rede de TV ABC News entre 27 e 30 de junho com 907 pessoas. O número foi dois pontos percentuais menor que há três meses.
Em abril, 52% aprovavam o governo de Biden. Entre os ouvidos em junho, 42% disseram desaprovar a administração atual, mesmo percentual de abril. Dos entrevistados, 30% se declarou democrata, 24% republicano, 37% independente, 5% outro e 4% não opinaram.
Sobre a condução da situação da pandemia de Covid-19 no país, 62% dos entrevistados disseram aprovar a política do governo Biden, ante 64% em abril, enquanto 31% afirmaram desaprová-lo.
Os participantes foram questionados também sobre a imigração na fronteira dos Estados Unidos com o México e 33% declararam aprovar as medidas adotadas pela administração atual, contra 37% em abril. Sobre políticas contra o crime no país, 38% disseram aprovar Biden e 48%, desaprovar.
Sobre a interação da polícia com pessoas negras, apenas 17% dos entrevistados negros afirmaram ver avanços, ante 30% que apontaram ver retrocesso e 45% que acreditam que não houve mudanças. Entre os adultos brancos, 30% disseram ver progressos na interação da polícia com pessoas negras e 24%, retrocesso.
O Tribunal Comercial de Madri (Espanha) ordenou nesta quinta-feira (1º de julho) que a Uefa cancele todas as sanções legais impostas a Real Madrid, Barcelona e Juventus por planejarem a criação da Superliga Europeia.
A corte também instruiu a Uefa a não adotar nenhuma medida para tentar excluir os três clubes, que são os últimos dos 12 times originalmente por trás da liga dissidente, de suas competições, incluindo a Liga dos Campeões.
O tribunal determinou que a Uefa não pode forçar os organizadores a dissolverem formalmente a Superliga e impediu a entidade de impor uma multa de 100 milhões de euros aos times que tentarem se integrar à liga.
O Campeonato Inglês a e Federação Nacional de Futebol da Itália também devem descartar quaisquer sanções a clubes que inicialmente se filiaram ao projeto, segundo a corte.
Anunciada em abril, a Superliga provocou furor entre torcedores, governos, jogadores e técnicos, e o projeto desandou menos de 48 horas depois de seu lançamento quando os seis times ingleses se retiraram.
Visando dissuadir futuras ligas dissidentes, a Uefa buscou impor penalidades altas aos clubes rebeldes, mas suspendeu procedimentos disciplinares em junho.
Manchester United, Liverpool, Manchester City, Chelsea, Tottenham Hotspur, Arsenal, Milan, Inter de Milão e Atlético de Madri abandonaram o projeto.
Índia é o primeiro país a processar a OMS por desaconselhar a Ivermectina contra o COVID-19
A Ordem dos Advogados da Índia entrou com uma ação legal contra a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dra. Soumya Swaminathan, por seu nefasto papel na divulgação de desinformação e na supressão de dados sobre o uso do medicamento Ivermectina para tratar COVID-19.
Eles afirmam ainda que Swaminathan, em suas declarações contra o uso de Ivermectina, ignorou pesquisas e ensaios clínicos de duas organizações – a Front Line COVID-19 Critical Care (FLCCC) Alliance e a British Ivermectin Recommendation Development (BIRD) – que apresentaram sólidos dados científicos demostrando que a Ivermectina previne e trata, com eficácia, pessoas infectadas pela COVID-19.
A associação (IBA) de advogados da Índia enviou um aviso legal (leia abaixo) interpelando judicialmente a Drª Swaminathan em 25 de maio, alegando que ela estava “espalhando desinformação e desencaminhando o povo da Índia, a fim de cumprir sua agenda” e procurou impedi-la de “causar mais danos”.
Eles afirmaram ainda que Swaminathan, em suas declarações contra o uso de ivermectina, ignorou pesquisas e ensaios clínicos de duas organizações – a Front Line COVID-19 Critical Care (FLCCC) Alliance e a British Ivermectin Recommendation Development (BIRD) – que apresentaram sólidos dados científicos demostrando que o medicamento Ivermectina previnem e tratam pessoas infectadas pela COVID-19.
“Dr. Soumya Swaminathan ignorou esses estudos / relatórios e suprimiu deliberadamente os dados sobre a eficácia da droga Ivermectina, com a intenção de dissuadir o povo da Índia de usar a Ivermectina ”, disse a IBA em um comunicado (leia abaixo).
Em uma postagem no Twitter de 10 de maio que foi excluída depois que Swaminathan recebeu o aviso de processo legal, ela escreveu:
“A segurança e a eficácia são importantes ao usar qualquer medicamento para uma nova indicação. A OMS não recomenda o uso de ivermectina para COVID-19, exceto em ensaios clínicos”.
Swaminathan assumiu o cargo logo após o ministro da saúde de Goa anunciar que todos os residentes de Goa com 18 anos ou mais receberiam o medicamento Ivermectina como prevenção, independentemente de seu status COVID-19, como parte do esforço do estado indiano de Goa para interromper a transmissão do vírus no pais.A Índia foi duramente atingida pela segunda onda da pandemia do vírus, iniciada em março de 2021. O pais viu um aumento de quase 750% nos casos de COVID-19 em menos de um mês. Muitos especialistas em saúde sugeriram que foi a própria campanha de vacinação em massa nas cidades metropolitanas que causou a segunda onda de COVID-19 na Índia .
O aviso legal exige uma resposta clara de Swaminathan em uma série de pontos-chave, e a associação disse que, no caso de uma falha em fornecer uma resposta clara, ela se reserva o direito de iniciar um processo legal sob as seções do Código Penal Indiano e Lei de Gestão de Desastres de 2005.
A Ordem dos Advogados da Índia citou o caso de Judith Smentkiewicz, de 80 anos, que se recuperou totalmente após usar Ivermectina, depois de ficar num respirador quando foi diagnosticada de que tinha apenas 20% de chance de sobrevivência.
Sua família obteve uma ordem judicial que permitiu que ela recebesse doses adicionais de Ivermectina depois que os médicos hesitaram em dar a ela mais de uma dose, de acordo com o Buffalo News. A família e os advogados de Judith dizem acreditar que a Ivermectina salvou sua vida.
A OMS esta sendo acusada de suprimir todos os outros tratamentos alternativos para COVID-19 que estão fora de suas recomendações (da máfia da Big Pharma) independentemente de funcionar ou não.
Anteriormente, foi revelado em uma investigação chocante que a OMS baniu a Hidroxicloroquina com base em um estudo falso feito por uma estrela pornográfica e um escritor de ficção científica (os tais especialistas). Mais tarde, em uma investigação em andamento, um médico francês testemunhou no parlamento que Gilead lhe enviou ameaças de morte depois que ele começou a falar sobre o HCQ como uma cura para o COVID-19.
Conforme relatado anteriormente pelo GreatGameIndia, até o próprio Presidente de Madagascar fez uma alegação sensacional de que a OMS ofereceu a ele um suborno de US$ 20 milhões para envenenar a cura COVID-19 usando medicamentos naturais. O remédio herbal chamado COVID-19 Organics feito de Artemisia pode curar pacientes COVID-19 em dez dias, disse o presidente. Ele também levantou a questão de que se fosse um país europeu que tivesse realmente descoberto esse remédio, haveria tantas dúvidas?
Presidente norte-americano pretende enfraquecer monopólios
Medida era um dos objetivos claros durante a campanha presidencial de Biden Foto: EFE/Chris Kleponis
O governo de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, está trabalhando em um novo decreto para que agências fortaleçam a fiscalização de setores que podem estar sendo dominados por um pequeno grupo de empresas, em um esforço para controlar e regular o poder de grandes corporações na economia. O decreto, que pode ser assinado já na próxima semana, ordenaria reguladores de indústrias de vários setores ‒ desde companhias aéreas até agricultura ‒ a repensar regras para criar e garantir maior concorrência.
A meta é ampliar o modo como legisladores abordam a concentração de negócios nos Estados Unidos, como mais uma ferramenta na fiscalização antitruste convencional.
Segundo a porta-voz da Casa Branca Emilie Simons nenhuma decisão final foi tomada ainda sobre o decreto, mas ela destaca que a limitação do domínio empresarial em certos segmentos era um dos objetivos claros durante a campanha presidencial de Biden.
Há expectativa de que grandes grupos empresariais e alguns representantes republicanos protestem contra quaisquer novas medidas de Biden. Empresas e grupos jurídicos conservadores podem contestar o decreto nos tribunais, como já fizeram com medidas do governo de limitação à exploração de petróleo e gás em terras federais, por exemplo.
A notícia vem em meio ao crescente apoio, tanto de democratas como de republicanos, a medidas antitruste mais rigorosas, especialmente contra gigantes da tecnologia como Amazon, Apple, Facebook e Google.
Na última semana, um comitê da Câmara aprovou um pacote legislativo visando conter o domínio de mercado dessas empresas, incluindo a proibição de grandes plataformas favorecerem seus próprios produtos ou serviços.
No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado anualmente em 28 de junho, a dúvida de muita gente se concentra na “sopa de letrinhas” que não para de crescer.
A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade.
O movimento se constituiu na Revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969. Gays, lésbicas e travestis colocaram fim às agressões que sofriam em batidas policiais ocorridas naquele ano em um bar da cidade, o Stonewall Inn. O grupo resistiu por três dias, e o ato virou um marco por mais igualdade de direitos.
Na primeira sigla, GLS, o “S” representava os simpatizantes, pessoas aliadas à causa LGBTQIA+. Mas logo o acrônimo se mostrou ultrapassado e excludente porque deixava de fora as demais identidades.
A grande mudança na sigla ocorreu, depois, com o “L” passando a encabeçar a sequência de letras para dar mais visibilidade às demandas de mulheres lésbicas. A abreviação também ganhou o “B”, para bissexuais.
O “Q” (“questionando”, para uns; “queer”, termo genérico antes pejorativo, para outros) também surgiu, e o amontoado de letras continua a crescer.
Atitudes continuam a mudar, e a linguagem para orientação sexual e identidade de gênero também.
Eis, abaixo, um glossário incompleto.
Gay e lésbica
Quando “homossexual” passou a soar clínico e pejorativo, no fim dos anos 1960, “gay” virou o termo para pessoas atraídas por parceiros do mesmo sexo. Com o tempo, “gays e lésbicas” se popularizou para frisar questões distintas das mulheres, e “gay” hoje é mais usado para homens
Bissexual
Alguém atraído por pessoas de seu gênero e de outros. Estereótipos de que seria uma transição ou camuflagem para promiscuidade são alvo de debate nos círculos LGBTQIA+. Defensores criticam o questionamento da identidade bissexual, mas há pessoas que veem no prefixo “bi” o reforço do binômio masculino/feminino
Pansexual
Quem sente atração por gente de todas as identidades de gênero ou pelas qualidades de alguém independentemente da identidade de gênero. Antes termo acadêmico, ganhou aderência com visibilidade de celebridades como Miley Cyrus
Assexual
Alguém que sente pouca ou nenhuma atração sexual. Não equivale à falta de atração romântica (os “arromânticos”)
Cisgênero
Alguém cuja identidade de gênero se equipara ao sexo que lhe foi designado ao nascer
Transgênero
Termo amplo para pessoas cuja identidade ou expressão de gênero difere do sexo biológico designado ao nascer
Não conformidade de gênero
Quem expressa o gênero fora das normas convencionais de masculinidade ou feminilidade. Nem todos são transgênero, e alguns transgêneros se expressam da forma convencional masculina/feminina
Não binário
Pessoa que não se identifica como homem nem mulher e se vê fora do binômio de gênero, como o personagem Taylor Mason, da série “Billions”
Genderqueer
Outro termo para quem não se vê no binômio feminino/masculino e exibe características de um, de ambos ou nenhum
Fluidez de gênero
Termo usado por pessoas cuja identidade muda ou flutua. Às vezes podem se expressar como mais masculinas em um dia e mais femininas em outro
Neutralidade de gênero
Alguém que não se descreve por um gênero específico e opta pelo uso de pronomes neutros [em português, prevalece o uso de “x” ou “e” no lugar de “a” e “o”, como “elx”]
Intersexual
Pessoa com características sexuais biológicas não associadas tradicionalmente a corpos femininos ou masculinos
+
O sinal denota tudo no espectro do gênero e sexualidade que as letras não descrevem.
Um juiz do estado norte-americano de Minnesota condenou o ex-policial Derek Chauvin a 22 anos e meio de prisão, nesta sexta-feira (25), pelo assassinato de George Floyd durante uma prisão em maio de 2020 em uma calçada da cidade, cujo vídeo desencadeou protestos pelo mundo.
Os promotores haviam pedido uma pena de prisão de 30 anos, enquanto a defesa solicitou liberdade condicional.
Vídeo de Chauvin, que é branco, ajoelhado no pescoço de Floyd, um homem negro de 46 anos de idade algemado, por mais de 9 minutos causou indignação em todo o mundo e o maior movimento de protesto visto nos Estados Unidos em décadas.
Foto: Reuters/ Carlos Garcia Rawling/Direitos Reservados
Três astronautas chineses começaram hoje (18) a fazer da nova estação espacial da China o seu lar, depois de terem chegado nessa quinta-feira (17), em um lançamento bem-sucedido, que marcou novo avanço no ambicioso programa espacial do país.
A nave Shenzhou-12 atracou à estação espacial da China cerca de seis horas depois de partir do centro de lançamentos de Jiuquan, na orla do deserto de Gobi, no noroeste da China.
Cerca de três horas depois, o comandante Nie Haisheng, seguido por Liu Boming e o estreante Tang Hongbo, abriram as escotilhas e flutuaram para o módulo residencial da estação Tianhe-1.
As fotos divulgadas pela China mostram os astronautas a desempacotar equipamento e a saudar o público na Terra.
“Trata-se da primeira vez que os chineses entram na sua própria estação espacial”, disse a emissora estatal CCTV, à noite.
Com a operação de ontem, a China aumentou para 14 o número de astronautas que lançou para o espaço, desde a primeira vez em 2003, tornando-se o terceiro país a fazê-lo, depois da antiga União Soviética e dos Estados Unidos.
Embora o contato entre o programa espacial chinês e a agência espacial norte-americana seja restringido pelo governo dos Estados Unidos, o administrador da Nasa, Bill Nelson, deu os parabéns à China pelo lançamento bem-sucedido. “Estou ansioso pelas descobertas científicas que daí virão”, afirmou na mensagem.
A missão é a terceira de 11 planejadas até o próximo ano, para ligar a Tianhe-1 a dois módulos de laboratório e enviar equipes e suprimentos.
A atual tripulação vai realizar experiências científicas, trabalhos de manutenção, caminhadas espaciais e preparar a instalação de dois módulos adicionais.
Uma nova tripulação e suprimentos serão enviados em três meses. Cada tripulação terá três elementos, com capacidade para seis na estação, no momento da troca de tripulações. Dois dos antigos astronautas da China eram mulheres, e as futuras tripulações da estação vão incluí-las, segundo a agência espacial chinesa.
Cerca de meia dúzia de ajustes ajudaram a alinhar a nave para atracar com o módulo Tianhe-1, ou Harmonia Celestial.
O tempo de viagem diminuiu em relação aos dois dias necessários para chegar às primeiras estações espaciais experimentais da China, resultado de “muitos avanços e inovações”, disse o vice-chefe da missão, Gao Xu, à emissora estatal CCTV. “Assim, os astronautas podem ter um bom descanso no espaço”, afirmou.
Outras melhorias incluem um aumento no número de sistemas automatizados e controlados remotamente, que devem “diminuir significativamente a pressão sobre os astronautas”, acrescentou.
As autoridades chinesas também disseram que estrangeiros podem fazer parte de futuras equipes na estação, depois de as instalações estarem concluídas, no próximo ano.
O programa espacial da China, que inclui ainda a exploração do sistema solar com naves espaciais robóticas, tem sido grande fonte de orgulho nacional, ilustrando a ascensão do país à segunda maior economia do mundo nas últimas quatro décadas.
No mês passado, o país pousou uma sonda em Marte, que transportou um rover para realizar uma série de tarefas, procurando principalmente por água congelada, que poderia fornecer sinais de vida antiga no planeta vermelho.
Antes, a China fez pousar uma sonda e um over no lado oculto da Lua. O país também trouxe as primeiras amostras lunares do programa espacial desde os anos 70, e as autoridades dizem que querem enviar astronautas chineses à Lua e, eventualmente, construir ali uma base para pesquisas.
Autoridades de saúde do Chile anunciaram a ampliação, por três meses, de um alerta sanitário, diante do aumento no número de contágios pela covid-19.
Na semana passada, subprefeituras da capital Santiago, que haviam saído da quarentena, voltaram ao confinamento por causa do número crescente de casos, mesmo com o plano de vacinação levado adiante pelo país desde fevereiro.
“O alerta sanitário, que dura até 30 de junho, será estendido por três meses, até 30 de setembro”, disse a subsecretária de Saúde, Paula Daza, na entrega do relatório da pandemia.
As autoridades insistem no apelo pela vacinação, e embora os retardatários no programa tenham caído pela metade, cerca de 412 mil pessoas, entre 23 e 39 anos, “continua sendo um número que consideramos importante”, afirmou a funcionária.
Já tomaram a primeira dose 75,8% da população apta à vacinação – 11,4 milhões de pessoas – e 59,2% já completaram o programa.
Especialistas criticaram medidas como o “passe de mobilidade” lançado pelo governo, que permite maior liberdade às pessoas vacinadas, inclusive em cidades mais pobres.
Expectativa é que cheguem cerca de 11 mil estrangeiros ao Japão para o evento
Com aumento de mortes, Olimpíada com pandemia assusta cidadãos de Tóquio Foto: Divulgação
A Olimpíada de Tóquio se aproxima e os moradores da capital japonesa estão assustados. A nova onda de contaminação pela Covid-19, com o aumento do número de mortes comparado à lentidão das campanhas de vacinação, é o motivo. Ainda mais com a iminente chegada de 11 mil estrangeiros ao país.
A reportagem do Estadão andou pelos bairros e ruas de Tóquio, nas proximidades das arenas esportivas dos Jogos e centros comerciais da cidade para flagrar o comportamento dos japoneses comuns com a aproximação do grande evento. Constatou a enorme preocupação com a ‘invasão’ de atletas e membros de delegações de outros países.
Há um sentimento forte de que os Jogos Olímpicos deveriam ser cancelados. As ruas não estão como antes. Nem as empresas, os restaurantes e os parques da cidade. Estão mais vazias e tristes O transporte público reduz o número de ônibus, metrôs e trens nos fins de semana para forçar o cidadão da capital a ficar em casa. Tudo por causa da pandemia. Há muito medo no ar.
Um recorrente aumento da epidemia está colocando a opinião pública contra a realização dos Jogos. A capital e outras nove províncias estão em estado de emergência. Os governos do Japão e de Tóquio, no entanto, aceitam o desafio de realizar o evento para, segundo o Comitê Organizador, “iniciar a vitória sobre o vírus a partir da conformidade e do respeito ao próximo”, valores presentes na cultura japonesa.
Na teoria, isso é lindo. Na prática, o cidadão comum, que depende do sistema de saúde público, vê a aproximação dos Jogos com reticência. Por causa das novas variantes do vírus, a epidemia que parecia estar controlada no fim do inverno (fevereiro), volta a crescer. A média diária de casos é de cinco mil novos contaminados em todo o país, sendo 700 na capital japonesa, que já está enfeitada para a competição, cuja abertura está marcada para 23 de julho.
O clima é de muita desconfiança.
Pesquisas de opinião mostram que posições contrárias à competição agora são de 60% a 65%, no momento em que mobilizações contra sua realização ganham força nas mídias sociais e em locais movimentados como Shibuya e Shinjuku. Manifestações e abaixo-assinados são cada vez mais frequentes pedindo o cancelamento da Olimpíada. Jornais locais, como Japan Times e Asahi Shimbun, têm revelado pesquisas em diversos segmentos da sociedade.
Os empresários japoneses defendem que os Jogos devem ser adiados (32%) ou cancelados (37%). O clamor dos populares segue na mesma linha. Cerca de 43% das pessoas pedem o cancelamento da Olimpíada e 40%, o seu adiamento. No geral, 65% das pessoas não aprovam a disputa. O COI e o Comitê Olímpico Local não admitem nem uma coisa nem outra.
O adiamento dos Jogos elevou seu custo de US$ 12,6 bilhões (cerca de R$ 66,4 bilhões) para US$ 15,4 bilhões (aproximadamente R$ 80,6 bilhões). O valor é US$ 2,8 bilhões (R$ 14,5 bilhões) superior, sendo que a ausência de turistas não trará dividendos ao Japão. Os Jogos do Rio-2016 custaram US$ 13,2 bilhões (cerca de R$ 43,3 bilhões).
DIVISÃO Daiki Kino, de 42 anos, estava ensinando sua filha a engatinhar no gramado próximo à praça dos monumentos olímpicos, que inclui a pira olímpica de Tóquio-1964. Ele concorda com a decisão de executar o plano inicial.
– Gostaria que a Olimpíada fosse realizada. Não é necessário cancelar se fizerem com menos espectadores. Grandes estruturas foram construídas e renovadas e seria um desperdício ter de cancelar tudo – comentou.
Na ensolarada tarde de um domingo de maio, Naoki Sakuma, de 58 anos, acompanhado de sua mulher, testava sua câmera ‘mirrorless’ Ele se declara contrário à realização da Olimpíada. Citando o recente recrutamento de enfermeiras para trabalho voluntário nos Jogos, comenta ser impossível realizar um evento deste tamanho devido à atual situação.
– Médicos e enfermeiras são, de verdade, muito importantes para os cidadãos do país. A sociedade não pode ser deixada em segundo plano em detrimento de um evento esportivo mundial – disse.
Ele demonstra apreensão com a atual decisão do governo e do Comitê Olímpico Internacional (COI).
– Seria bom que o evento fosse bem-sucedido, mas no caso de insucesso, a esperança de vencer a pandemia vai diminuir – previu Naoki.
Kyosuke Chikayama, de 38 anos, argumentou que os casos da doença estão aumentando de novo, depois de breve redução no fim de abril.
– Agora eu sou contra – disse.
Amigo de Kyosuke, o australiano Thomas Griffits, de 29 anos, é neutro.
– Para mim, tanto faz. Eu gosto de natação, mas não tenho muito interesse na Olimpíada. E se por causa disso a epidemia aumentar em Tóquio? Será que vale a pena correr o risco? – questionou.
Porém, não faltam razões para que a Olimpíada tenha a simpatia das pessoas. No centro de Shinjuku, Midori Ishii, de 19 anos, pensa no sentimento dos atletas paralímpicos.
– Se eles perderem esta oportunidade, suas condições podem ser agravadas por depressão e talvez eles não tenham nova oportunidade – preocupa-se a jovem.
As pessoas que saem às ruas não desperdiçam a chance de fazer selfies e fotos ao lado dos monumentos olímpicos. Ao pensar em Tóquio, a imagem de uma multidão atravessando o cruzamento agilmente, apressada, logo vem à cabeça. Mas, devido ao estado de emergência, caminhar nas ruas da capital japonesa já não é a experiência efusiva de antes. Bares e restaurantes fecham às oito da noite e não abrem nos fins de semana. Lojas de departamentos tiveram os horários limitados das 10 da manhã às 6 da tarde.
Lugares como o distrito de Ginza, que estariam repletos de gente num domingo de sol, foram flagrados com poucas pessoas e muito espaço entre elas. É até mesmo possível descobrir novos detalhes dos belos passeios públicos dos arredores da estação de Tóquio.
Existem estabelecimentos comerciais noturnos, como os populares bares de hostess (acompanhantes) que não respeitam o estado de emergência, manifestações de grupos que negam a existência da doença e não usam máscaras porque “não há motivos para isso”. Pela constituição japonesa, não há o que proibir nesses casos. A polícia não trata esses grupos ou estabelecimentos como “foras da lei”.