Jason Miller foi abordado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF
Jason Miller Foto: Reprodução/Jovem Pan
Ex-assessor de Donald Trump, Jason Miller foi interceptado pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (7), a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao programa Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, Miller falou sobre o episódio e relatou o que ocorreu durante as três horas de interrogatório pela qual passou.
A decisão de Moraes está no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos e tinha como objetivo descobrir se Miller teve participação na organização das manifestações de ontem. Outro americano, chamado Gerald Almeida Brant, também foi interrogado no aeroporto.
Durante sua entrevista, Miller relatou que os agentes que o questionaram não falavam inglês e que uma funcionária do aeroporto precisou atuar como tradutora.
– Eles falaram que eu não estava preso, mas que não estava autorizado a ir embora – apontou.
Ao ser indagado sobre o que foi questionado pelos agentes, o ex-assessor falou sobre a situação insólita pela qual passou.
– Eles colocaram um pedaço de papel na minha frente. Era uma ordem da Justiça, acredito do [ministro Alexandre de] Moraes. Então disseram que eles queriam me perguntar sobre duas investigações sigilosas (…) Eu nem conseguia entender o que estava acontecendo. Então disserem que se eu assinasse os papéis, poderiam ir. Eu não falo português e eles queriam que eu assinasse um papel – apontou.
Donald Trump Jr. participou a Conferência Conservadora no Brasil
Donald Trump e seu filho, Donald Trump Jr. Foto: Reprodução
Um dos convidados da Conferência de Ação Política Conservadora neste sábado (4), Donald Trump Jr, filho do ex-presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump, mostrou preocupação com as eleições no Brasil em 2022. Durante sua participação no evento, ele sugeriu que a China pretende substituir o presidente Jair Bolsonaro por um presidente socialista.
O discurso de Donald Trump Jr. foi feito por meio virtual, já que ele não pode comparecer ao Brasil. Ao falar do pleito, o filho de Trump falou em dois lados, em referência a Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Lula.
– Vocês vão no caminho do socialismo ou permanecem fortemente para a liberdade? (…) As exportações que vão do Brasil para a China são uma ‘linha da vida’ para a China. Então, se você não acredita que eles não estão fazendo que puderem para ter um governo socialista que eles possam manipular aí, alguém que seja suscetível suas maluquices…. se você não acha que a China tem planos para isso, para seu inimigo no ano que vem, então você não está assistindo nada – ressaltou.
Ele também afirmou que a população brasileira não pode aceitar governos tirânicos.
– Não é um campo justo, não é uma luta justa. Tem instituições com trilhões de dólares reprimindo nossas crenças, nossas ideias ao mesmo tempo que estão alimentando essas ideias socialistas. Temos que falar alto, temos que não ter medo de falar contra o futuro desses governos tirânicos que querem nos impor – destacou.
Donald Trump Jr. também aproveitou a fala para criticar o atual presidente dos EUA, Joe Biden, pela questão do Afeganistão.
– Estamos assistindo comboios de talibãs voando helicópteros americanos, dirigindo carros americanos. Armamos o inimigo, que vai usar as mesmas armas para reprimir, mulheres, crianças e seus inimigos políticos (…) O talibã olha para Joe Biden e vê um homem que não consegue subir escadas, que não consegue fazer um discurso inteiro, que não consegue lembrar o nome do seu secretário de Defesa – apontou.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) paralisou na tarde deste domingo (5) o jogo entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Posteriormente, o árbitro decidiu encerrar a partida. A decisão de paralisar o jogo foi tomada após quatro jogadores argentinos entrarem em campo, mesmo com a determinação da agência de que teriam de cumprir isolamento no hotel para serem deportados para a Argentina.
Sem citar os nomes dos jogadores, a agência informou que os jogadores teriam descumprido as regras sanitárias brasileiras segundo as quais “viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia, estão impedidos de ingressar no Brasil”. Diante da situação, há possibilidades de os jogadores serem deportados do país.
“Após reunião com as autoridades em saúde, confirmou-se, após consulta dos passaportes dos quatro jogadores envolvidos, que os atletas descumpriram regra para entrada de viajantes em solo brasileiro, prevista na Portaria Interministerial nº 655, de 2021”, informou, em nota, a Anvisa, referindo-se aos viajantes que chegaram ao Brasil em voo de Caracas/Venezuela com destino a Guarulhos.
A Anvisa informa que considera a situação “risco sanitário grave”, motivo pelo qual orientou as autoridades em saúde locais “a determinarem a imediata quarentena dos jogadores, que estão impedidos de participar de qualquer atividade e devem ser impedidos de permanecer em território brasileiro”.
O jogo estava previsto para começar às 16h na Neo Química Arena, em São Paulo pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O Brasil lidera a competição de forma isolada com 21 pontos.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) publicou em suas redes sociais que o árbitro encerrou a partida entre Brasil e Argentina e a partida está suspensa. O árbitro e um comissário da partida levarão um relatório à Comissão Disciplinar da Fifa, que determinará quais serão os próximos passos. “Estes procedimentos seguem estritamente as regulamentações vigentes”, informou a entidade. “As Eliminatórias da Copa do Mundo são uma competição da Fifa. Todas as decisões que se tratam da sua organização e e o desenvolvimento são poderes exclusivos dessa instituição.”
Saída é motivada pela volta ao poder do Talibã; Mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência terão prioridade
Foto: Reprodução/CNN
O governo brasileiro informou na noite de sexta-feira (3) a concessão de visto humanitário a pessoas que estão saindo do Afeganistão depois que o grupo Talibã retomou o poder naquele país. A medida foi confirmada em nota conjunta dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.
Mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e seus grupos familiares terão prioridade. Atualmente, o Brasil abriga 162 afegãos refugiados já reconhecidos e 49 com processos em andamento, segundo a pasta da Justiça.
A permissão para migrar para o Brasil é semelhante ao que já é assegurado a sírios e haitianos. Como o Brasil não tem embaixada no Afeganistão, representações diplomáticas em Teerã (IRA), Moscou (RUS) e Doha (CAT) vão processar os pedidos.
Democrata disse que está cumprindo uma promessa de campanha
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Melina Mara
Nesta sexta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um decreto ordenando a revisão, a retirada do caráter confidencial e a divulgação de documentos sigilosos do governo relacionados aos ataques de 11 de setembro, segundo informou o jornal The Washington Post.
A respeito da decisão, Biden disse que está cumprindo uma promessa de campanha, na qual jurou que, após eleito, instruiria o procurador-geral dos EUA a “examinar pessoalmente o mérito de todos os casos” em que o governo invocou o sigilo.
O decreto instrui o Departamento de Justiça e outras agências do governo a supervisionar a revisão dos documentos e determina que eles sejam liberados nos próximos seis meses.
Nova York declarou hoje (2) estado de emergência, depois de a Região Nordeste dos Estados Unidos (EUA) ter registrado fortes ventos e chuvas ainda associadas ao Furacão Ida que causaram inundações significativas.
Na cidade de Nova York, praticamente todas as linhas do metrô foram suspensas.
“Estamos vivendo um evento climático histórico com chuva recorde em toda a cidade, inundações brutais e condições de estrada perigosas”, afirmou o prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, em declarações à imprensa.
Tanto de Blasio quanto a governadora do estado, Kathy Hochul, observaram que as fortes chuvas deixaram a região numa “situação terrível”.
“Tomamos todas as precauções necessárias e mobilizamos recursos, mas a `mãe natureza` faz o que quiser, e esta noite ela ficou muito zangada”, disse Hochul à CNN.
De Blasio chegou ao ponto de proibir o tráfego rodoviário em Nova York até as 5h (hora local), após o Serviço de Meteorologia Nacional ter recebido “muitas informações de salvamentos e motoristas presos pela água”.
O governador do estado vizinho de Nova Jersey, Phil Murphy, também declarou estado de emergência, enquanto o Aeroporto Internacional de Newark cancelou todos os voos e as ferrovias da região suspenderem quase todos os serviços.
Foto: Reuters/ Twitter/ David Martinon/ Direitos Reservados
O Talibã já controla o aeroporto de Cabul. O grupo extremista ocupou toda a estrutura assim que terminou a saída dos militares dos Estados Unidos (EUA) e declarou o Emirado Islâmico do Afeganistão como uma nação livre e soberana.
Os líderes do movimento caminharam pela pista do aeroporto, num gesto simbólico de vitória.
A retirada das forças militares norte-americanas ocorreu por volta da meia-noite, com a saída do último avião C-17 dos Estados Unidos.
O momento foi celebrado nas ruas de Cabul com fogo de artifício e disparos de armas.
O Aeroporto Hamid Karzai ficou, agora, sem controle de tráfego aéreo.
O porta-voz do Talibã admitiu pedir ajuda ao Catar ou à Turquia para repor as necessidades técnicas do aeroporto.
“Os últimos soldados americanos saíram do aeroporto de Cabul e nosso país conseguiu a independência total”, disse Zabihullah Mujahid peloTwitter.
Último voo
O Pentágono anunciou que o último avião C17 norte-americano decolou do aeroporto de Cabul às primeiras horas desta terça-feira (20h29 de segunda-feira em Lisboa). Termina assim a guerra mais longa da história dos Estados Unidos, ficando o país asiático nas mãos dos talibãs ao fim de duas décadas de presença militar estrangeira. No Afeganistão, ficaram cerca de duas centenas de norte-americanos que o Pentágono admitiu não ter conseguido retirar a tempo.
Vinte anos, uma fatura no valor de mais de US$ 2 bilhões, mais de 170 mil mortos – incluindo mais de 40 mil civis – e os talibãs celebram a volta ao poder. Termina assim a mais longa das guerras dos Estados Unidos, iniciada logo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Washington derrubou o regime talibã em dezembro de 2001, depois de ele ter se recusado a entregar Osama bin Laden, então líder da Al-Qaeda.
“Começou um novo capítulo do envolvimento da América com o Afeganistão. Vamos liderar com a nossa diplomacia. A missão militar terminou”, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.
Ele disse que “menos de 200 norte-americanos” que pretendem abandonar o Afeganistão ficaram no país, garantindo que continuam os esforços para tentar retirá-los nos próximos dias.
Nessa segunda-feira, o general Kenneth McKenzie, líder do comando central dos EUA, informou que foram retirados mais de 123 mil civis nas últimas duas semanas, ou seja, mais de 7.500 civis por dia, após o regresso dos talibãs ao poder na capital afegã.
* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (30) a conclusão da saída de suas forças do Afeganistão após uma caótica missão de retirada aérea, quase 20 anos depois da invasão do país em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001.
Mais de 122 mil pessoas foram retiradas de Cabul desde 14 de agosto, um dia antes de o Talibã – que em 2001 abrigava o grupo militante Al Qaeda, que foi responsabilizado pelos ataques em Nova York e Washington – retomar o controle do país.
O principal diplomata dos EUA no Afeganistão, Ross Wilson, estava no último voo de um avião C-17 dos EUA, disse o general Frank McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA, em uma coletiva de imprensa do Pentágono.
A retirada aérea de emergência chegou ao fim antes do prazo de terça-feira (31) estabelecido pelo presidente dos EUA, Joe Biden, que herdou um acordo de retirada de tropas feito com o Talibã por seu antecessor Donald Trump e decidiu no início deste ano concluir a retirada.
Os Estados Unidos e seus aliados ocidentais lutaram para salvar cidadãos de seus próprios países, bem como tradutores, funcionários de embaixadas locais, ativistas de direitos civis, jornalistas e outros afegãos vulneráveis a represálias do Talibã.
As retiradas se tornaram ainda mais perigosas quando um ataque suicida reivindicado pelo Estado Islâmico – inimigo tanto do Ocidente quanto do Talibã – matou 13 militares norte-americanos e dezenas de afegãos que esperavam nos portões do aeroporto na quinta-feira (26) passada.
Biden, que tem enfrentado críticas intensas nos EUA e no exterior por causa de suas decisões sobre o Afeganistão, prometeu perseguir os responsáveis, após o sangrento ataque ao aeroporto de Cabul.
A tomada de poder do Afeganistão não representou apenas um ganho territorial e político para o grupo extremista Talibã, mas também a posse de um gigantesco e moderno arsenal de armas e equipamentos que os Estados Unidos repassaram às Forças Armadas afegãs durante os anos em que estiveram no país. A informação foi divulgada pelo congressista republicano Jim Banks.
Em uma conferência de imprensa em Washington, o congressista afirmou que um total de 85 bilhões de dólares (R$ 442,4 bilhões) em armas, aviões, helicópteros, veículos e outros materiais de guerra agora estão em posse do Talibã. Além disso, o grupo extremista também possui agora os dados biométricos relativos a todos os afegãos que ajudaram as tropas aliadas nos últimos 20 anos.
– Os talibãs têm agora mais helicópteros BlackHawk do que 85% dos países do mundo – destacou.
Banks afirmou que suas estimativas foram fundamentadas no fato de que, no passado, ele trabalhou no setor do equipamento militar, comprando materiais em nome dos Estados Unidos e entregando esse material às forças afegãs que, há poucas semanas, foram dominadas pelos talibãs. Além disso, Jim Banks também foi militar da Marinha.
Ao detalhar os itens, o congressista afirmou que o equipamento militar deixado para trás inclui cerca de 75 mil veículos de guerra, 200 aviões e helicópteros e 600 mil armas de fogo. Além disso, o equipamento inclui óculos de visão noturna, proteção balística e materiais médicos.
Banks ainda lamentou o fato de que o governo Biden não possua um plano para recuperar os itens.
– Não há qualquer plano por parte desta administração para recuperar essas armas e este equipamento, e, se alguma destas armas for usada para fazer mal, ferir ou matar um americano, agora ou no futuro, então é sangue que cai nas mãos de Joe Biden – completou.
Na tarde de quinta-feira (26), nos minutos finais da coletiva de imprensa no Salão Leste da Casa Branca a respeito dos ataques mortais no aeroporto de Cabul, Joe Biden abaixa a cabeça e apoia o queixo sobre as mãos que seguram uma pasta. Fica imóvel e em silêncio por alguns segundos.
Um presidente ‘de saco cheio’: Joe Biden se cala diante de repórter de canal conservadorFoto: Reprodução/YouTube
Quem assiste à imagem isoladamente ou vê a foto daquele exato momento sem saber do contexto deduz que ele se abateu por comoção ou está orando. Nem uma coisa nem outra. Foi uma reação de impaciência com o repórter Peter Doocy, do canal de direita Fox News, que o contestava insistentemente a respeito de sua responsabilidade pelas consequências trágicas da saída das tropas americanas do Afeganistão.
Antes de demonstrar estresse com o jornalista, Biden explicou que o acordo de retirada havia sido feito pelo presidente anterior, Donald Trump, e que o Talibã se comprometeu a não atacar as forças americanas. “Lembra disso? Estou perguntando a você, estou perguntando a você”, insistiu.
No fundo da sala, o repórter ignorou o questionamento e continuou a criticar Biden. Foi quando o presidente americano desistiu de debater, abaixou a cabeça e esperou ele parar de falar.
De acordo com relato do correspondente Jorge Pontual no programa ‘Em Pauta’, da GloboNews, vários telejornais americanos usaram a imagem (a mesma que ilustra esse post) como se fosse um gesto de consternação ou fraqueza do presidente dos EUA.
O momento de estresse entre o presidente dos EUA e o repórter Peter DoocyFoto: Reprodução/FoxNews
Mais tarde, no ‘Jornal das 10’, a atitude foi analisada dessa maneira por um especialista em neurociência e linguagem corporal. Uma imagem vale por mil palavras – e pode gerar incontáveis interpretações a partir da maneira como é apresentada e do olhar de quem a analisa.
Polêmica à parte, Joe Biden não tem tido relação fácil com a imprensa. Já exprimiu irritação anteriormente. Em junho, o homem mais poderoso do planeta se viu obrigado a pedir desculpas à repórter Kaitlan Collins, da CNN, após dar uma resposta ríspida.
Em uma coletiva em Genebra, na Suíça, ele colocou em dúvida a competência da jornalista ao rebater um comentário. “Se não entende (o que acontece), você está no ramo errado”, disparou. A arrogância do democrata lembrou o republicano Trump quando desprezava os correspondentes da Casa Branca.
Horas depois do episódio que rendeu críticas na mídia e nas redes sociais, Biden se redimiu e soltou uma frase que poderia ter sido dita por Jair Bolsonaro: “Me parece que para ser bom repórter você precisa ser negativo, tem que ter visão negativa da vida”.