O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Feira de Santana, Alberto Nery, informou nesta sexta-feira (17) que a categoria aprovou ontem (16) em assembleia a pauta de reivindicações para reajuste salarial e concessão benefícios para os trabalhadores.
De acordo com o representante sindical, em entrevista ao Acorda Cidade, a pauta está sendo elaborada para ser encaminhada às empresas Rosa e São João, na próxima segunda-feira (20).
“Apresentamos a pauta aos trabalhadores ontem e eles votaram a aprovação dela. Nela nós estamos pleiteando a reposição salarial, que durante o processo da pandemia os trabalhadores tiveram esse prejuízo e estamos tentando recuperar gradativamente. No ano passado, recuperamos 2,5% e este ano vamos tentar 7,95%, além da inflação acumulada do ano de 2022 a 2023. Essa é uma das pautas mais importantes. A gente busca também a reposição do quinquênio, que com o processo de pandemia nós perdemos; o reajuste do ticket-alimentação, que está defasado; pagamento do plano odontológico pela classe patronal; e o reajuste que, porventura, venha a ser aplicado ao plano de saúde seja responsabilidade da classe patronal. Então essa é nossa pauta, e existem outras solicitações que são do dia a dia, mas esses pontos que terão mais embate, discussão”, esclareceu Alberto Nery.
A expectativa dele é que já nos próximos dias as empresas possam sentar à mesa de negociação com o sindicato.
“Aprovamos no dia de ontem, e vamos aguardar da classe patronal para que seja definida uma agenda de reunião para que possamos chegar a um acordo efetivamente. Essa pauta está sendo elaborada e será encaminhada na próxima segunda-feira. Iniciam-se as negociações. Nós participamos a nível de Feira de Santana, mas também em Salvador, com o sindicato patronal lá, que inclui o sistema interno municipal, e participamos também com o pessoal do Sindifrete, que são as empresas que rodam para as fábricas. Hoje o piso do rodoviário é de aproximadamente R$ 2.800”, afirmou.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.
Por volta das 11h da manhã desta sexta-feira (17), um incêndio atingiu uma fábrica de travesseiros e roupas de cama localizada na Rua Artur Neiva, no bairro Queimadinha em Feira de Santana. O local ficou completamente destruído e duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para debelar as chamas.
Ângela Santana, que mora próximo ao local. contou ao Acorda Cidade que o fogo se alastrou rapidamente, causando preocupação aos moradores. Além disso, ela informou que o Corpo de Bombeiros demorou para chegar ao local.
Ângela, que é parente do dono da fábrica, informou que a empresa existe há muitos anos e empregava muitas pessoas, inclusive familiares.
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
“Foi muito fogo e destruiu tudo. O dono estava na hora, mas graças a Deus conseguiu sair”, afirmou.
Dione de Oliveira, que também é moradora da Rua Artur Neiva, relatou ao Acorda Cidade que as chamas se alastraram muito rápido, gerando uma fumaça escura e densa.
“Era uma fábrica de travesseiro, uma fonte de emprego e renda de muitas pessoas. Faziam também fronhas, lençóis, roupas de cama. Uma máquina de espuma sofreu um curto circuito. A casa vizinha também foi atingida. Uma situação dramática e triste com os meus vizinhos”, lamentou.
Foto: Acorda Cidade
O Acorda Cidade está em contato com o Corpo de Bombeiros para esclarecer sobre a afirmação dos moradores de que houve demora no atendimento da ocorrência.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.
A Justiça decretou a prisão preventiva do sargento da reserva da PM e ex-vereador feirense, Josafá Ramos. Ele foi conduzido pela PF por sua suposta participação nos atos ocorridos em Brasília em 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por indivíduos que promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas instituições.
Segundo o advogado Hércules Oliveira, que representa o ex-vereador, ele será transferido para o Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas. “Teve a decretação da prisão preventiva e agora ele vai ser encaminhado para o Batalhão de Choque. Ele está tranquilo e está tudo no comando de Deus”, disse ao repórter Danillo Freitas, do site De Olho na Cidade, editado pelo jornalista Jorge Biancchi.
A oitava fase da Operação Lesa Pátria tem o objetivo de identificar pessoas que participaram, financiaram, omitiram-se ou fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília.
Policiais federais cumprem 46 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.
O funcionamento do comércio de Feira de Santana na sexta (21) e sábado (22) de Micareta segue indefinido. A proposta do sindicato patronal é de folga na sexta e trabalho no sábado, até o meio da tarde.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana, Marco Silva, a proposta é não abrir na sexta (21) e trabalhar das 9 às 15h no sábado. Porém, até o momento, o Sindicato dos Comerciários não abriu canal de negociação.
“Já solicitamos ao Sindidicato dos Comerciários para que se estabeleça, o mais breve possível, uma negociação para que as pessoas e as empresas possam se organizar. Pedimos, também, à Prefeitura, para intermediar a negociação. Essa insegurança jurídica só atrapalha. Queremos diálogo, mas se negam a conversar”, diz Marco Silva. Vale salientar que o caso de shoppings centers é diferente, pois são regidos por outro tipo de acordo que prevê o funcionamento durante a festa.
“Primeira coisa é deixar bem claro que a negociação está prevista na Convenção e é sempre o melhor caminho. Segundo, o que é que a gente está propondo: hoje, pela Convenção Coletiva, que foi fechada antes da gente saber a data da Micareta, pode funcionar na sexta-feira, dia 21 de abril, que é feriado nacional, mas, sendo Micareta, não faz muito sentido”, explica Marco.
O Protagonista tentou contato com o Sindicato dos Comerciários de Feira de Santana, mas até a publicação da matéria não obteve êxito.
O ex-vereador de Feira de Santana e sargento da reserva da Polícia Militar Josafá Ramos foi conduzido à delegacia da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (17), para prestar esclarecimentos sobre sua suposta participação nos atos antidemocráticos no dia 8 de janeiro, na sede dos Três Poderes, em Brasília.
Josafá Ramos, que reside no bairro Conceição, foi um dos bolsonaristas alvos da Operação da PF, que cumpre 78 mandados em nove estados e no Distrito Federal contra suspeitos de envolvimento nos atos.
Em 8 de janeiro, dia em que ocorreu a invasão à sede dos Três Poderes, em Brasília, o ex-vereador publicou vídeos em suas redes sociais, nos quais, supostamente, aparecia filmando a ocupação ao Congresso Nacional.
“A galera tá ocupando, furamos a barreira da polícia e já estamos no gramado. 8 de janeiro de 2023, Brasília”, teria declarado em comemoração aos atos.
Após as imagens viralizarem na internet, Josafá Ramos negou que teria ido a Brasília no dia da invasão e que, portanto, não participou da invasão ao Congresso, pois se encontrava em Feira de Santana.
De acordo com o advogado Hércules Oliveira, que representa o acusado, ele ainda não teve acesso aos autos da investigação, mas garantiu que o cliente não participou dos atos em janeiro.
“Temos convicção de que ele estava em Feira de Santana no dia. Então a gente vai trabalhar em cima dessa ótica. Vamos analisar, não tive acesso ainda aos autos, mas assim que ingressarmos aqui, vamos poder ter uma percepção do que está realmente acontecendo.
Na Bahia são 2 mandados de busca e apreensão e dois de prisão.
O pedido da Procuradoria Geral do Município (PGM) junto à 2ª Vara da Fazenda Pública, por solicitação do prefeito Colbert Martins (MDB) para que a Câmara Municipal de Feira de Santana paute 11 projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo, que estão emperrados no Legislativo feirense, já tem decisão parcial da Justiça. O juiz Nunesvaldo dos Santos deu 72 horas para que a presidente Eremita Mota (PSDB) dê explicações sobre o atraso de cada um dos 11 projetos em questão.
Um dos objetivos da lei é o combate a estigmas que afastam as pessoas que menstruam da busca por cuidados em serviços de saúde
O prefeito Colbert Filho sancionou o Projeto de Lei nº 180/2021, aprovado na Câmara Municipal, que institui em Feira de Santana a Política de Conscientização sobre a Menstruação. Um dos objetivos da lei é “o combate a estigmas que causam prejuízos emocionais, dificultam o acesso à informação e afastam as pessoas que menstruam da busca por cuidados em serviços de saúde.
De autoria do vereador Jhonatas Monteiro (Psol), a Lei vai promover “a adequada conscientização acerca da menstruação no âmbito da sociedade feirense, e visa a promoção da aceitação do ciclo menstrual como um processo natural do corpo, como forma de combater estigmas e preconceitos”.
A Lei ainda garante “difusão de informações sobre o ciclo reprodutivo humano e métodos de contracepção, sobretudo em ambientes socioeducativos; conscientização acerca da importância da garantia de atenção integral à saúde das pessoas que menstruam e aos cuidados básicos decorrentes da menstruação; conscientização acerca da importância do combate à pobreza menstrual, sobretudo através de ações governamentais”.
Outro ponto destacado no no texto do Projeto de Lei é “envolver os meninos e homens nas discussões a respeito da menstruação, como forma de promover o respeito para todas as pessoas que menstruam, e conscientizar sobre a responsabilidade coletiva implicada na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e utilização de métodos contraceptivos”.
Estão previstos, também, “o desenvolvimento de programas, ações e articulação entre órgãos públicos, sociedade civil e iniciativa privada, que visem ao desenvolvimento do pensamento livre de preconceito em torno da menstruação; incentivo a palestras, cursos, distribuição de cartilhas, folhetos explicativos e outros materiais educativos, em todas as escolas públicas municipais a partir do 5º ano do ensino fundamental, que abordem a menstruação como um processo natural do corpo, com vistas a evitar e combater a evasão escolar em decorrência dessa questão, desmitificando-a e combatendo o preconceito”.
Fica autorizado o Poder Executivo Municipal, ainda, a firmar convênios com o Estado da Bahia e a União, bem como com organismos financiadores de políticas públicas, para fins dos objetivos da Lei. Art.
De acordo com a convenção coletiva do comércio de Feira de Santana, o funcionamento no feriado de Tiradentes está autorizado. Porém, na mesma data também estará em andamento o 2º dia oficial da Micareta 2023.
Segundo Marco Silva, presidente do Sindicato do Comércio, quando foi negociado a convenção coletiva ainda não se tinha a data da Micareta, por isso a entidade busca um diálogo para negociar o funcionamento no feriado.
“Quando foi negociado a convenção coletiva do comércio de Feira de Santana não se tinha a data da realização da Micareta de Feira, então essa data foi acordada como um dia onde o comércio pode funcionar, o Sindicato dos comerciários divulgou que o comércio estaria aberto no dia 21 e isso nos trouxe estranheza porque depois da polêmica do funcionamento no Carnaval temos insistido no diálogo e acho que tudo isso tem que ser dialogado entre os sindicatos, com a prefeitura, as entidades envolvidas na Micareta para estabelecermos que o comércio tem que ser parceiro da festa, então no dia 21 está prevista a abertura em convenção coletiva e entendemos que o ideal seja um diálogo porque não adianta funcionar na sexta e fechar no sábado e no domingo. O quanto antes precisamos resolver isso para que a população possa se organizar.”
*Com informações do repórter Robson Nascimento do site De Olho Na Cidade
O ex-presidente do Fluminense de Feira, Humberto Magalhães Ferreira, mais conhecido como Betinho, faleceu na terça-feira (14), aos 87 anos, na cidade de Barreiras.
Em nota o Fluminense de Feira se solidarizou com os familiares de Betinho. Natural de Feira de Santana, ele morava em Barreiras, onde será sepultado.
Na década de 1970, foi presidente do Fluminense, com uma administração produtiva e muito elogiada.
Trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciaram nesta terça-feira (13) atrasos no pagamento do ticket-refeição, falta de materiais para trabalhar, dentre outras situações recorrentes que, segundo eles, estão tornando o trabalho cada dia mais precarizado.
Um dos funcionários informou, em entrevista ao Acorda Cidade, que desde o mês de janeiro, os trabalhadores do Samu não recebem o vale-refeição e estão com escalas de trabalho excessivas.
“Há três meses não estamos recebendo vale-refeição, desde o mês de janeiro; a escala da gente é exaustiva, nós estamos trabalhando um período de 12 horas, mas fazemos entre 14 e 15 plantões por mês, sem contar que tem dias que não temos sequer esparadrapos para trabalhar dentro das ambulâncias. Tem dias que falta gel, atadura, ou seja, o material básico. E o ex-secretário Marcelo Brito certa feita esteve aqui e disse que só estava faltando papel higiênico no Samu, para vocês terem uma noção do que estamos vivendo”, reclamou.
Foto: Paulo José/Acorda Cidade
De acordo com o trabalhador, também são constantes os atrasos no pagamento dos salários. Além disso, os nomes dos servidores foram retirados do cartão aonde era depositado o valor do ticket-refeição mensalmente e os saldos zerados.
“Recebemos pela prefeitura o salário, agora o vale-refeição nós recebíamos em papel, passou para um cartão no nosso nome, depois tiraram nossos nomes e colocaram da Secretaria de Saúde, e suspenderam. Além disso, quem tinha saldo no cartão do vale-refeição ainda foi zerado, eles tiraram o resto que tinha. Entre outras coisas que estamos passando”, descreveu.
Outro técnico do Samu, que também preferiu não se identificar por medo de represália dentro do órgão, disse que a prefeitura mandou distribuir marmitas para os trabalhadores no horário de meio-dia, mas quem trabalha à noite não tem direito à alimentação.
“A prefeitura não fornece a alimentação para quem trabalha no plantão da noite, que é um plantão de 12 horas. No período da noite temos que trazer de casa para se alimentar”, acrescentou.
Outro técnico do Samu relatou que quando os trabalhadores buscam ajuda dentro do órgão para pedir melhorias não conseguem apoio.
“A situação daqui é precária e a gente não tem a quem recorrer. Quando a gente procura uma pessoa para resolver a gente não consegue, ninguém que dê uma solução. É só cobrança e muita pressão em cima, e quando a gente precisa de uma pessoa para dar apoio não conseguimos. Estamos com o ticket-refeição atrasado, trabalhando sem material, como esparadrapo, luva, e até medicação”, contou.
Ambulâncias paradas
Outro problema denunciado pelos trabalhadores é a precariedade de algumas ambulâncias, enquanto veículos novos que foram entregues recentemente pelo município estão parados e sem uso dentro da garagem.
“O nosso município, recentemente, recebeu cinco ambulâncias novas. Nós temos ambulâncias com 12 anos de uso, estamos trabalhando nelas, e as cinco novas estão recolhidas na garagem, não deram a providência de legalizar os veículos, transferir para o município e colocar no seguro para a gente rodar. Tem mais de 30 dias que essas ambulâncias chegaram a Feira de Santana e estão na divisão de veículos guardadas. Estão dizendo que elas estão servindo à população, mas é mentira, pois não estão”, apontou o trabalhador.
O Acorda Cidade entrou em contato com a coordenadora do Samu, Maísa Macedo, e ainda aguarda o retorno.
Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.