Há vagas para Feira de Santana, Alagoinhas, Barreiras, Cachoeira, Camaçari, Eunápolis, Ilhéus, Juazeiro, Lauro de Freitas e outras cidades;
Foto: João Alvarez/Fieb
O Senai Bahia está com inscrições abertas para processo seletivo para 823 vagas gratuitas de Cursos de Aprendizagem Industrial Básica em 15 municípios baianos. As oportunidades são voltadas para jovens entre 14 a 21 anos. Os candidatos aprovados no processo seletivo poderão ser contratados na condição de jovem aprendiz de acordo com a demanda das indústrias.
As vagas são para os cursos de Assistente Administrativo, Assistente de Produção, Auxiliar de Curtimento e Acabamento de Couro, Mecânico de Manutenção de Máquinas Industriais e Mecânico de Usinagem Convencional, nas unidades do Senai de Feira de Santana, Alagoinhas, Barreiras, Cachoeira, Camaçari, Eunápolis, Ilhéus, Juazeiro, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus, Salvador (unidades Dendezeiros e Cimatec), Serrinha e Vitória da Conquista.
O edital com todas as informações sobre o processo seletivo está disponível no site do Senai (www.aprendizagemsenaiba.com.br), onde os candidatos também devem realizar a inscrição, que será apenas pela internet, até o dia 26 de janeiro.
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 01 de fevereiro de 2021. A confirmação da matrícula obedecerá à classificação geral, por ordem de inscrição, limitada ao número de vagas por unidade, curso e turno.
AULAS
As aulas serão ministradas pela internet, por meio da Plataforma Meu Senai, de forma síncrona (ao vivo). Por isso, para que o aluno acompanhe as aulas, é preciso dispor de computador com acesso à internet.
Para as turmas do curso de Mecânico de Manutenção de Máquinas Industriais, além das aulas remotas na plataforma Meu Senai (380 horas), serão realizadas aulas práticas presenciais, fundamentais para o desenvolvimento das competências técnicas aplicadas (100 horas), nas unidades do SENAI ofertantes deste curso.
O mesmo ocorrerá com o curso de Mecânico de Usinagem Convencional, que, além das aulas remotas na plataforma Meu Senai (390 horas), terá aulas práticas presenciais (130 horas) na unidade do Senai Cimatec.
O edital prevê que as aulas dos cursos de Assistente de Produção, dos municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, sejam realizadas de forma presencial.
Em sua primeira reunião com gestores escolares da Rede Municipal de Educação – diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, a secretária de Educação, Anaci Paim, tratou de aspectos essenciais para a retomada pedagógica com os estudantes e professores. O encontro aconteceu de forma virtual, na manhã desta quinta-feira, 14, e contou com a participação de 400 profissionais.
Dentre os principais assuntos mencionados no encontro estão a provável oferta de aulas de forma remota aos alunos a partir do mês de fevereiro, com a expectativa de conclusão do ano letivo de 2020 ainda no primeiro semestre de 2021 e a aquisição de ferramenta digital que será oferecida aos estudantes.
“Vamos oferecer aos estudantes o acesso a atividades on-line e off-line a partir do uso de tecnologias aplicadas ao ensino e de mídias interativas diversas. Todos estes recursos devem viabilizar a integralização do ano letivo visando à retomada pedagógica e a conclusão do período”, destaca a secretária Anaci Paim.
De acordo com a secretária, a equipe da Seduc está intensificando o trabalho para que as providências sejam adotadas no mais breve espaço de tempo.
“Precisamos ofertar aos estudantes o acesso à educação digital. Para isso, não vamos medir esforços no sentido de encontrar a melhor alternativa, que pode incluir TV, rádio, internet e até mesmo material impresso, menos adequado nesse momento, mas que pode viabilizar o acesso àqueles estudantes que tenham dificuldade em acessar a internet”, explicou.
A professora Anaci Paim também falou sobre a importância do trabalho dos gestores escolares que representam o elo comunicativo entre os órgãos administrativos da Educação, os docentes e a família dos estudantes neste processo de retomada.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) manteve nesta quinta (14) a decisão da Justiça Federal em SP que negou o adiamento do Enem e manteve as datas para o próximo domingo (17) e o seguinte (24).
No texto da decisão, o desembargador Antonio Carlos Cedenho diz que “a aplicação do exame não foi uma decisão isolada e política do Ministério da Educação. Houve a participação de setores diretamente interessados no Enem, inclusive estados e municípios, dando legitimidade e representatividade para a nova data de realização”, referindo-se a remarcação da prova de novembro de 2020 para janeiro.
“Embora as infecções pelo novo coronavírus tenham se intensificado, devido, sobretudo, às festas de fim de ano, a observância das normas sanitárias minimiza o risco durante a prova. Similarmente às eleições para prefeitos e vereadores, o Enem sintetiza um interesse público de difícil postergação.”
Na decisão da última terça, mantida nesta quinta pelo TRF-3, da juíza Marisa Claudia Gonçalvez Cucio, da 12ª Vara Cível Federal de SP, caso uma cidade tenha elevado risco de contágio que justifique medidas severas de restrição de circulação, caberá às autoridades locais impedirem a realização da prova. Se isso acontecer, o Inep, responsável pela prova, terá que reaplicar o exame.
No documento do desembargador, afirma-se que “a suspensão do exame levará à desestabilização da educação básica e do ensino superior, em prejuízo das deliberações tomadas, do planejamento de realização da prova, dos programas de governo, de cunho assistencial e afirmativo (Sisu, Prouni, Fies e cotas sociais e raciais), e da vontade de parte significativa do corpo discente”.
Ele também diz que “o próprio Inep já cogita de novas datas para os municípios que, no exercício da autonomia federativa – reconhecida pelo STF no combate aos efeitos da pandemia da Covid-19 -, decidirem suspender o exame em função do crescimento de mortes e infecções”.
A nota foi baseada em informação transmitida pela assessoria de comunicação do Inep. A autarquia procurou o site posteriormente e retificou a informação passada à reportagem. Disse que ainda não há data definidas. O presidente do Inep afirmou no começo da tarde desta quinta ao G1 que não há como “assegurar que vamos fazer aplicações em cidades que vão pedir reaplicação”.
A realização do Enem 2020 colocará 5,78 milhões de candidatos em circulação. O exame terá 14 mil locais de prova e 205 mil salas em todo o país. O balanço com número de cidades que terão Enem só será divulgado após a aplicação, segundo o Inep.
Em relação aos estados, SP é o que tem o maior número de inscritos (910.482), seguido por MG (577.227) e BA (446.978). Os estados com menor número de inscritos são RR (16.897), AC (41.841) e AP (47.279).
Nesta noite de quarta, a Justiça Federal do Amazonas suspendeu a realização da prova no estado. A decisão liminar foi concedida pelo juiz federal José Ricardo de Sales. De acordo com a determinação, as provas devem ficar suspensas enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo poder executivo estadual, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento, até o limite de 30 dias.
Na decisão, o magistrado considera o surto de casos da Covid-19 que acomete o Amazonas. Até esta quarta-feira (13), mais de 219 mil pessoas foram infectadas pela Covid em todo estado, e mais de 5,8 mil morreram com a doença.
Em Manaus, o número de mortes passa de 3,8 mil e a capital voltou a sofrer com hospitais e cemitérios lotados por conta de um novo surto da Covid. A prefeitura da capital decidiu não liberar as escolas municipais para a realização do exame.
Exame ficará suspenso enquanto durar estado de calamidade
Foto: Marcello Casal Jr
Agência Brasil- A Justiça Federal suspendeu na noite de ontem (13) a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no estado do Amazonas, em função do avanço da pandemia de covid-19. O primeiro dia de provas estava marcado para o próximo domingo (17), e o segundo dia para 24 de janeiro.
Pela decisão liminar (provisória) do juiz Ricardo Augusto de Sales, da 3ª Vara Federal Cível do Amazonas, a realização do Enem no Amazonas deve ficar suspensa enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo governo estadual. Na semana passada, o governador do Amazonas, Wilson Lima, publicou decreto que estende o estado de calamidade por mais 180 dias.
O magistrado atendeu a um pedido de liminar (decisão provisória) feito deputado Marcelo Ramos (PL) e pelo vereador Amom Mandel (Podemos). Ambos destacaram números da pandemia e afirmaram que o estado se encontra na pior fase já registrada da pandemia, com elevado risco de contágio para os participantes do Enem.
“Destaco que, aparentemente, malfere o princípio da moralidade administrativa se impor aos estudantes e profissionais responsáveis pela aplicação do Enem que se submetam a potenciais riscos de contaminação pelo covid-19, numa situação na qual o Poder Público não dispõe de estrutura hospitalar sanitária para dar o socorro médico devido àqueles que eventualmente necessitarem”, escreveu o juiz em sua decisão.
Desde o fim do ano passado, o Amazonas vive um avanço nos números da doença e está com mais de 90% dos leitos clínicos e de UTI ocupados no estado, tanto na rede pública como na privada. De acordo com dados do governo estadual, foram confirmados 1.958 novas contaminações e 27 mortes nas últimas 24 horas, totalizando 218.070 contaminados e 5.810 mortos no estado desde o início da pandemia.
A Agência Brasil entrou em contato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do Enem, para comentar a decisão e aguarda retorno.
Suspensão nacional
Na terça-feira (12), a Justiça Federal de São Paulo negou um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar a realização do Enem em todo o território nacional.
Na decisão, contudo, a juíza federal Marisa Claudia Gonçalves Cucio ressalvou que a imposição de medidas de isolamento mais severas por autoridades sanitárias locais e regionais seria um impedimento para a realização da prova. Nesses casos, “ficará o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira obrigado à reaplicação do exame diante da situação específica”, ordenou a magistrada.
De acordo com dados do Inep, há 5,78 milhões de inscritos para realizar as provas presenciais do Enem em todo o Brasil.
Por Secretária destacou que por conta de ajustes o calendário de 2021 deve ser prolongado até 2022.
Foto: Eliene Santos
Acorda Cidade- A Secretária de Educação do Município de Feira de Santana, Anaci Paim, informou nesta quarta-feira (13) que pretende retomar as aulas da rede no mês de fevereiro. No entanto, os alunos que estão matriculados nas escolas municipais deverão finalizar o calendário letivo de 2020 no primeiro semestre, para depois iniciarem os conteúdos de 2021.
“O nosso aluno está matriculado para 2020. Ele vai ter a oportunidade da retomada pedagógica, então o aluno vai concluir o ano de 2020 no calendário civil de 2021. Não vamos ter matrícula agora, porque o aluno está matriculado. Ele vai retomar para cumprir, porque só tivemos 28 dias letivos. Ele vai cumprir a jornada, que é a carga horária, pois a lei que foi aprovada no Conselho Nacional de Educação estabelece que o número de dias letivos pode não ser cumprido, mas a carga horária deve ser cumprida”, explicou a secretária.
Segundo Anaci Paim, a expectativa é que as aulas no primeiro semestre sejam totalmente remotas e o segundo semestre deverá ser híbrido (aulas presenciais e remotas). “Nós estamos fechando todos os procedimentos para soltar uma licitação e fazer a aquisição dos conteúdos digitais, que nós não temos, e tão logo inicie, minha pretensão é (de retomar as aulas) em fevereiro”, informou.
A secretária destacou ainda que por conta desses ajustes o calendário de 2021 deve ser prolongado até 2022.
“Vamos encerrar o que começamos e começar o novo com o prolongamento do calendário avançando um pouco por 2022, o que é natural, para contemplar a necessidade de cumprimento da jornada, da carga horária de 800 horas. Mas o número de dias letivos não, pois a lei flexibilizou por conta da pandemia. Essa flexibilização não é do município, nem do estado, é do Conselho Nacional de Educação”.
Aulas presenciais
Já com relação às aulas presenciais, a secretária ressaltou que a retomada do ensino em sala de aula pelo município não está atrelada aos decretos do governo do estado. A decisão pelo ensino remoto parte de uma necessidade da rede para, em meio à pandemia, garantir os interesses dos estudantes. Segundo Paim, todas as medidas passam pela aprovação do Conselho Municipal de Educação.
“A gente não depende do governo estadual para ter aulas presenciais, pois somos um sistema de educação com independência e autonomia. O que nós precisamos aprovar precisa passar pelo Conselho Municipal de Educação e obedecer aos protocolos sanitários. A gente tem que buscar os interesses que possam beneficiar os alunos”, disse a secretária.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.
Alexandre Lopes, presidente do Inep. — Foto: Gabriel Jabur/MEC
UOL- Alexandre Lopes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), disse hoje que o órgão não trabalha com a hipótese de adiar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas que a prova pode ser cancelada em algumas cidades caso não seja possível aplicá-la.
“Não trabalhamos com a hipótese de adiamento, o que pode haver é um cancelamento em algumas cidades. Se a gente não puder aplicar a prova, infelizmente essa cidade vai ficar fora do Enem de 2020”, explicou Lopes em entrevista à CNN Brasil.
O Enem 2020 estava marcado inicialmente para novembro do ano passado, mas foi adiado para este ano por causa da pandemia do coronavírus. A prova será aplicada na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, em 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Questionado especificamente sobre o caso de Manaus, cidade em que a prefeitura não liberou o uso das escolas da rede municipal para aplicação da prova, ele explicou que está conversando com as autoridades locais.
“Estamos conversando com a prefeitura e o governo, então não há uma definição específica em relação à cidade de Manaus, ainda existe um processo de discussão e a gente vai acompanhando isso até o dia da aplicação e vamos comunicar os participantes de qualquer decisão”, disse.
Já quando perguntado sobre casos de cidades em que a prova for desmarcada, ele respondeu: “Se não for possível fazer a data no dia da reaplicação, em 23 e 24 de fevereiro, essa cidade vai ficar fora do Enem 2020.”
Ministro cita ‘minoria barulhenta’ Ontem, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que as datas do Enem estão mantidas e que uma “minoria barulhenta” é quem pede o adiamento das provas. Uma decisão da Justiça Federal de São Paulo negou o adiamento das provas.
A decisão rejeitou um pedido de adiamento feito pela DPU (Defensoria Pública da União) na semana passada. A Defensoria recorreu ao TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), argumentando que não há como impedir a transmissão da covid-19 entre os estudantes e profissionais envolvidos na realização das provas. Hoje, Lopes reforçou que que o Inep se preparou para poder fazer a prova no ambiente da pandemia do novo coronavírus.
“Tudo foi planejado para podermos garantir a segurança dos participantes”, disse.
Edição impressa da prova ocorre entre 17 e 24 de janeiro
Foto: Isac Nóbrega / PR
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)2020 não será adiado, apesar da pandemia da Covid-19. Em entrevista à CNN nesta terça-feira (12), o ministro disse que as medidas de segurança estão mantidas e argumentou que a perda da prova implicaria um empecilho ao ingresso de novos estudantes em faculdades públicas de todo o Brasil.
– Não vamos adiar o Enem. Primeiro, porque tomamos todos os cuidados de biossegurança possíveis. Queremos dar tranquilidade a você, que vai fazer a prova, assim como aconteceu no domingo, em menor proporção, claro, no exame da Fuvest (exame de vestibular da USP). […] Neste ano, colocamos muito mais recursos para alugarmos mais salas, para haver o distanciamento preconizado pelas autoridades sanitárias. É bom eu aproveitar essa oportunidade para dizer que um semestre a menos, se perdermos o Enem, vai atrapalhar toda a programação de acesso dos estudantes às escolas federais e públicas.
A fala do ministro é uma resposta aos recentes apelos e movimentos nas redes sociais por uma nova postergação do exame. Segundo Milton, os pedidos vêm de uma “minoria barulhenta”.
Na última semana, a Defensoria Pública da União solicitou à Justiça o adiamento da prova. A ação conta com a assinatura da União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e as entidades Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro.
Com 5,7 milhões de inscritos, o Enem estava inicialmente marcado para ocorrer em outubro e novembro do ano passado, mas foi postergado para o início de 2021 devido aos riscos de contágio da Covid-19. A edição digital ocorre entre os dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.
FALECIMENTO DO DIRETOR DO INEP
Milton Ribeiro falou ainda sobre o diretor responsável pelo Enem no Inep, Carlos Roberto Pinto de Souza, que faleceu aos 59 anos devido à Covid-19. O ministro lamentou a morte do colega de trabalho, frisou o seu pesar, mas disse que a vida precisa prosseguir.
– Era uma pessoa muito dedicada, muito querida por todos nós. Ele estava internado há alguns dias e registramos isso com pesar. Quero registrar a morte de outro educador, o Antônio Veronezi, muito amigo meu, muito dedicado, que faleceu de Covid-19. Mas a vida continua, não podemos parar. Temos que seguir em frente – defendeu Ribeiro.
Estudantes têm até a próxima sexta-feira para se inscrever
Foto: Divulgação
Agência Brasil- Interessados em participar da primeira seleção de bolsistas do Programa Universidade Para Todos (ProUni) podem se inscrever a partir de hoje (12), até a próxima sexta-feira (15).
Segundo o Ministério da Educação (MEC), as instituições particulares de ensino superior que participam do programa oferecerão 162.022 bolsas de estudo, sendo 76.855 integrais e 85.167 parciais, com 50% de desconto sobre o valor do curso.
A relação das instituições e dos cursos disponíveis pode ser consultada na página do programa na internet. Também é possível pesquisar as opções ofertadas por cidades e por tipo de bolsa (integral e parcial), modalidade (presencial e a distância).
De acordo com o MEC, os estados com os maiores números de bolsas ofertadas são São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
Veja abaixo a tabela de oferta de vagas por estado:
Estado
Bolsas integrais
Bolsas parciais
total
SP
24.564
16.773
41.337
MG
7.056
11.190
18.246
PR
5.822
8.845
14.667
RS
5.272
5.253
10.525
BA
3.993
5.929
9.922
RJ
3.090
4.979
8.069
GO
2.221
5.072
7.293
SC
3.793
2.138
5.931
MA
1.320
4.608
5.931
PE
2.298
3.013
5.311
PA
2.971
1.340
4.311
ES
1.917
2.669
4.162
CE
1.917
2.186
4.103
DF
1.498
2.480
3.978
PB
1.180
1.317
2.497
RO
959
1.348
2.307
MT
1.332
965
2.297
PI
737
1.092
1.829
MS
929
853
1.782
AC
554
792
1.346
RN
729
463
1.192
AM
1.008
147
1.155
SE
297
703
1.000
AL
513
462
975
TO
566
298
864
AP
378
132
510
RR
365
120
485
TOTAL
76.855
85.167
162.022
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar que sua renda familiar bruta mensal não excede 1,5 salário mínimo (R$ 1.650) por pessoa. Para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa (R$ 3.300). O candidato também precisa ter feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não ter tirado nota zero na redação.
Além disso, o interessado deve ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em escola da rede privada, desde que na condição de bolsista integral da respectiva instituição. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa – e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.
Como o resultado do Enem de 2020 só será divulgado após o término do processo seletivo, neste semestre, excepcionalmente, os interessados serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019. O Enem 2020 será aplicado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Algumas entidades, no entanto, entre elas a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tentam obter, na Justiça, o adiamento das provas em virtude dos reflexos da pandemia de covid-19.
O resultado da primeira chamada será divulgado neste mês, no dia 19. O ProUni oferece mais duas oportunidades para os candidatos concorrerem às bolsas de estudo, que são a segunda chamada e a lista de espera. O cronograma completo também pode ser consultado na página do programa.
* Com informações da assessoria de imprensa do MEC
Agência Brasil- O Ministério da Educação (MEC) publicou hoje (11), no Diário Oficial da União (DOU), uma portaria com diretrizes gerais para a implementação do novo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O texto especifica alguns pontos de outra portaria a pasta, publicada em maio de 2020, que determinou que o Saeb será anual e que os resultados do exame também poderão ser usados para ingresso no ensino superior.
O Saeb é um conjunto de instrumentos que permite a produção e a disseminação de evidências, estatísticas, avaliações, exames e estudos a respeito da qualidade das etapas que compõem a educação básica, que engloba a Educação Infantil, o Ensino Fundamental obrigatório de nove anos e o Ensino Médio.
Atualmente a avaliação é aplicada de dois em dois anos a estudantes dos 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio. A portaria publicada em maio, diz que, a partir de 2021, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) passará a avaliar os estudantes todos os anos, a partir do 2º ano do ensino fundamental até o final do ensino médio.
Entre outros pontos, a portaria publicada nesta segunda-feira diz que deverão ser formulados novos objetivos para a avaliação dos estudantes do Ensino Médio, que ocorrerá de maneira seriada e será um exame alternativo de ingresso ao ensino superior.
O texto também diz que a Educação Infantil (de 0 a 5 anos) será avaliada a cada dois anos exclusivamente pela aplicação de questionários eletrônicos de natureza não cognitiva.
De acordo com a portaria, o Inep também deve realizar em parceria com estados e municípios, um Saeb censitário, anual e para as quatro áreas do conhecimento da educação básica; ampliar de forma gradativa a população de referência da avaliação e das condições de acessibilidade dos testes e dos questionários, com progressiva aplicação eletrônica dos exames.
As alterações visam ajustar o Saeb às mudanças na Base Nacional Comum Curricular observadas as Diretrizes Curriculares Nacionais, na Política Nacional de Alfabetização e o novo Ensino Médio.
O Inep deverá formar uma comissão especial, formada por representantes do órgão, do MEC, do Conselho Nacional de Secretários de Educação, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, além de pesquisadores para assessorar “técnica e pedagogicamente na formulação dos instrumentos de avaliação e na progressiva ampliação da população de referência do Saeb.”
Descumprimento poderá levar à eliminação dos candidatos
Foto: Toffetti / A7 Press / Agência O Globo
Agência Brasil- Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 devem estar atentos às regras para evitar o contágio pelo novo coronavírus. As medidas que devem ser adotadas tanto na aplicação do Enem impresso quanto do Enem digital estão previstas nos editais dos exames, e o descumprimento poderá levar inclusive à eliminação dos candidatos.
A máscara de proteção facial será item obrigatório nesta edição do Enem. Além de precisar apresentar um documento oficial original com foto e de ter uma caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, quem não estiver de máscara não poderá fazer a prova.
Dentro de sala, os estudantes deverão permanecer com a máscara durante toda a realização do exame. O edital prevê que a máscara deve ser usada da maneira correta, cobrindo o nariz e a boca. Caso isso não seja feito, o participante será eliminado. Os candidatos poderão levar máscaras para trocar durante a aplicação, seguindo a recomendação de especialistas da área de saúde.
O equipamento de proteção poderá ser retirado apenas para a identificação dos participantes, para comer e beber. Toda vez que retirarem a máscara, os participantes não devem tocar na parte frontal dela, e devem, em seguida, higienizar as mãos com álcool em gel próprio ou fornecido pelo aplicador. As mãos devem ser higienizadas também quando os participantes forem ao banheiro e no decorrer do exame.
Outra regra é o distanciamento social. As salas, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estarão dispostas de forma a assegurar a distância entre os participantes.
Quem for diagnosticado com covid-19 ou apresentar sintomas da doença, ou de outra infectocontagiosa até a realização do exame deve comunicar o Inep pela Página do Participante e pelo telefone 0800 616161. Esses candidatos terão direito de participar da reaplicação do Enem nos dias 23 e 24 de fevereiro.
Pandemia
A realização das provas em um momento de aumento de dos casos e das mortes por covid-19 em todo o país preocupa professores, estudantes, autoridades e especialistas. “É um risco grande mobilizar milhões de pessoas em um momento desses”, diz o professor titular de epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronho. Em todo o país, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para fazer o Enem, de acordo com o Inep.
Segundo Medronho, as medidas anunciadas ajudam a controlar a transmissão, mas não há um cenário completamente seguro. “Garantia não há. O ideal é suspender o exame. Mas, posso dizer que vai minimizar de forma razoável o risco”, diz.
De acordo com Medronho, os participantes podem também se proteger evitando aglomerações nos portões do local exame, mantendo um distanciamento de pelo menos 1,5 metro das pessoas ao redor, mesmo antes de entrar na prova. Devem também, mesmo que não seja obrigatório, levar máscaras para trocar ao longo do exame. “Recomendo que levem duas máscaras e que na metade da prova troque pela máscara nova. Com isso, estarão protegendo a si mesmos e protegendo os colegas”, orienta.
Pedidos de adiamento
Com o agravamento da pandemia, surgiu nas redes sociais um novo movimento pedindo o adiamento do Enem. O Brasil bateu a marca de 200 mil pessoas mortas pela covid-19. O número diário de óbitos ultrapassou a marca de 1 mil por dia.
Na sexta-feira (8), a Defensoria Pública da União apresentou novo pedido de tutela de urgência para o adiamento das provas do Enem. As provas, de acordo com o pedido, devem ser adiadas “até que possa ser feito de maneira segura, ou ao menos enquanto a situação não esteja tão periclitante quanto agora”.
Mais de 40 entidades científicas, entre elas a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), assinaram nota conjunta pedindo também o adiamento das provas. “É necessário adiar o Enem e é urgente que secretarias estaduais de Educação coordenem planejamentos para garantir as condições pedagógicas e sanitárias para que todos os estudantes participem do Enem. Esse exame existe para incidir na redução das desigualdades do acesso ao ensino superior e não pode servir para ampliar desigualdades ou, o que é inaceitável, se tornar espaço vetor de uma pandemia”, diz a nota.
Inep
O Inep decidiu manter o exame, para garantir que os estudantes tenham acesso ao ensino superior e possam continuar a formação. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que a autarquia preparou-se para fazer o exame em um contexto de pandemia. “Temos a segurança [de] que a prova deve ser feita e que as condições de aplicação são adequadas, são as que precisam ser tomadas.”
O Enem 2020 será aplicado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.