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Gasolina foi reonerada em R$ 0,47 por litro, e o etanol em R$ 0,02 por litro. Anúncio foi feito na terça-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ministério da Fazenda detalha volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis

O governo anunciou no fim da tarde da terça-feira (28) a volta parcial de impostos federais para a gasolina e o etanol. A reoneração, implementada por meio de medida provisória, já vale a partir desta quarta-feira (1º). 

A volta é parcial porque os impostos não estão sendo retomados no valor integral que tinham anteriormente. 

Veja abaixo perguntas e respostas sobre a medida e quanto deve ficar o preço para o consumidor. 

De quanto é o aumento de imposto?

Para a gasolina, o aumento é de R$ 0,47 por litro. 

No caso do álcool, de R$ 0,02 por litro. 

Quanto isso deve representar para o consumidor final?

Segundo cálculos realizados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço da gasolina nos postos deve subir cerca de R$ 0,25 por litro. 

Isso porque, apesar de uma elevação de R$ 0,47 nos impostos federais, a Petrobras anunciou uma redução no valor do combustível vendido às distribuidoras. Essa redução é de R$ 0,13. 

A conta que a Abicom faz leva em conta ainda que a gasolina vendida ao consumidor tem 27% de etanol. 

Quais impostos foram retomados? 

O governo voltou a aplicar a cobrança do PIS e da Cofins, que não eram cobrados desde maio de 2022. 

Naquela ocasião, o governo anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, suspendeu a aplicação dos impostos até o fim de dezembro de 2022, com o objetivo de baixar os preços dos combustíveis. 

Por que os impostos estão sendo retomados? 

O governo do presidente Lula assinou em janeiro uma medida provisória prorrogando a desoneração dos combustíveis. No caso da gasolina e do álcool, essa prorrogação valia até esta quarta (1º). 

Com isso, se o governo não editasse a medida provisória, os valores seriam retomados integralmente. 

Por que o governo optou pela reoneração parcial? 

A reoneração parcial foi uma solução de meio termo encontrada entre a ala política e a ala econômica do governo. 

A ala política não queria o impacto de aumento de preços de combustíveis para o consumidor. A ala econômica entende que o governo não pode abrir mão por mais tempo da arrecadação proveniente dos impostos sobre gasolina e etanol. 

De quanto seria o aumento se a reoneração fosse completa? 

Nesse caso, a gasolina subiria R$ 0,69 por litro. 

O etanol subiria R$ 0,24 por litro. 

Como o governo pretende complementar a arrecadação, já que a retomada foi parcial?

Para preservar a arrecadação, já que a reoneração dos impostos foi parcial, o governo vai criar um imposto sobre exportação de petróleo cru. A alíquota será de 9,2%. 

A expectativa é que o novo imposto arrecade R$ 6,7 bilhões nos quatro meses em que ficar em vigor. Ele incide sobre empresas exportadoras de petróleo bruto do país, entre elas, a Petrobras. 

Algum combustível ainda está isento dos impostos federais?

O governo informou que o gás natural veicular (GVN) e o querosene de aviação civil, combustíveis que também estavam previstos para serem reonerados a partir de 1º de março, permanecerão desonerados. 

Quais foram os argumentos do ministro para a reoneração?

Haddad afirmou que a reoneração dos combustíveis tem um “objetivo muito claro” de “recompor o orçamento público”. A equipe econômica quer passar uma imagem de responsabilidade fiscal. 

O ministro argumentou que a desoneração, aplicada pelo governo anterior, foi uma medida eleitoreira, que só foi estendida pelo presidente Lula porque a reoneração poderia inflar os atos golpistas de janeiro. 

Haddad disse ainda esperar que, diante da reoneração, que fortalece as contas públicas, o Banco Central baixe os juros. 

“Medidas têm foco na queda das taxas de juros no Brasil”, afirmou Haddad. “Esperamos que Copom reaja como previsto nas atas do Banco Central”, completou.

Informações G1


Documento é necessário para preencher declaração do IR

Imposto de renda 2022.

As empresas e instituições financeiras têm até esta terça-feira (28) para enviar aos contribuintes os comprovantes de rendimentos referentes ao ano passado. Os informes são usados para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física 2023, cujo prazo de entrega está previsto para começar em 15 de março.

Os dados não precisam ser enviados pelos Correios. As empresas e as instituições financeiras podem mandar os comprovantes por e-mail, divulgar linkspara serem baixados na internet ou fazer a divulgação em aplicativos para dispositivos móveis. No caso dos servidores públicos federais, o informe de rendimentos pode ser obtido no sitehttps://sougov.economia.gov.br/sougov/ ou no aplicativo SouGov.br.

Os documentos servem para a Receita Federal cruzar informações e verificar se o contribuinte preencheu dados errados ou sonegou imposto. Os comprovantes fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos trabalhadores no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Comprovantes na internet

Os aposentados e os pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem pegar os comprovantes na internet. O documento está disponível na página Meu INSS ou no aplicativo de mesmo nome disponível para os sistemas Android e iOS. O segurado deve digitar a mesma senha para consultar os demais extratos. Caso não tenha senha, basta seguir os passos informados pelo site.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Novo prazo

Tradicionalmente, o prazo de entrega começava no primeiro dia útil de março e ia até o último dia útil de abril. A partir deste ano, porém, a declaração poderá ser enviada de 15 de março a 31 de maio. Segundo a Receita, a mudança foi necessária para que todos os contribuintes tenham acesso à declaração pré-preenchida do Imposto de Renda no primeiro dia de entrega.

Segundo a Receita Federal, como a maioria das informações oferecidas na declaração pré-preenchida só chega à Receita Federal no fim de fevereiro, o Fisco precisa de um prazo para consolidar os dados. Por causa disso, o formulário pré-preenchido, que proporciona mais comodidade e diminui a chance de erros pelo contribuinte, só é fornecido na metade de março.

Atraso e erros

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir novo documento corrigido.

Se não receber os dados certos antes do fim de maio, dia final de entrega da declaração, o contribuinte não precisa perder o prazo e ser multado. É possível enviar uma versão preliminar da declaração e depois fazer a declaração retificadora.

Informações Agência Brasil


Posto de gasolina em Pinheiros

A reoneração da gasolina e do etanol a partir de março está assegurada, confirmou há pouco a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. Segundo a pasta, o formato do aumento das alíquotas está sendo discutido entre o secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, e a diretoria da Petrobras, no Rio de Janeiro, mas já está certo que a arrecadação será recomposta em R$ 28,88 bilhões neste ano, conforme anunciado pelo ministro Fernando Haddad, em janeiro.

A assessoria de imprensa informou que a alíquota da gasolina subirá mais que a do etanol, alinhada com o princípio de onerar mais os combustíveis fósseis. Segundo a pasta, a reoneração terá caráter social, para “penalizar menos o consumidor”, e econômico, para preservar a arrecadação. O formato da reoneração e os valores ainda estão sendo definidos entre Galípolo e Jean-Paul Prates. De acordo com a assessoria, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, poderá conceder uma entrevista coletiva para explicar o aumento das alíquotas assim que sair a decisão.

No ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a gasolina, o etanol, o diesel, o biodiesel, o gás natural e o gás de cozinha. Em 1º de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória 1.157, que previa a reoneração da gasolina e do etanol a partir de 1º de março e a dos demais combustíveis em 1º de janeiro de 2024.

Antes da desoneração, o PIS/Cofins era cobrado da seguinte forma:  R$ 0,792 por litro da gasolina A (sem mistura de etanol) e de R$ 0,242 por litro do etanol. Entre as possibilidades discutidas por Galípolo e a Petrobras, estão a absorção de parte do aumento das alíquotas pela Petrobras, porque a gasolina está acima da cotação internacional, e a redistribuição de parte das alíquotas originais da gasolina para o etanol.

Caso ocorra essa redistribuição, a gasolina poderia pagar, por exemplo, R$ 0,70 de PIS/Cofins por litro; e o etanol, R$ 0,33.

O repasse efetivo do aumento das alíquotas aos consumidores dependerá das distribuidoras e dos postos de combustíveis. No início do ano, ao anunciar o pacote com medidas para melhorar as contas públicas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a recomposição dos tributos renderá R$ 28,88 bilhões ao caixa do governo em 2023.

Só em janeiro, segundo cálculos da Receita Federal divulgados na semana passada, o governo deixou de arrecadar R$ 3,75 bilhões com a prorrogação da alíquota zero.

Informações Agência Brasil


A isenção do PIS/Cofins termina amanhã

Os tributos foram zerados durante o governo de Jair Bolsonaro e prorrogados por Lula em janeiro

governo federal tem um dia decisivo nesta segunda-feira, 27. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para definir se adia ou não a isenção de impostos federais sobre os combustíveis. Também participam do encontro o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. O encontro está marcado para às 10h.

A desoneração do PIS/Cofins sobre os combustíveis acaba amanhã. A reoneração dos tributos, zerados durante o governo de Jair Bolsonaro e prorrogados por Lula em janeiro, pode provocar um aumento de até R$ 0,80 no litro na gasolina. No etanol, o efeito seria de R$ 0,25 por litro. O fim da isenção também traria um impacto relevante de até 0,6% nas projeções de inflação do mercado para o acumulado do ano.

Uma eventual prorrogação até o final do ano não seria nada barata e custaria algo em torno de R$ 20 bilhões aos cofres públicos.

Para Haddad, a reoneração do tributo já teria sido feita em janeiro, quando o prazo inicial havia encerrado. A ala política do governo pressionou e Lula concedeu, via medida provisória, mais dois meses de isenção. A justificativa era o aumento repentino dos preços dos combustíveis, o que impactaria a inflação e teria um custo político.

Lula terá que decidir entre uma derrota política do ministro da Fazenda ou um desgaste com o aumento do preço dos combustíveis. Uma possibilidade é fazer uma reoneração parcial do PIS/Cofins. A gasolina aumentaria em R$ 0,49. O etanol subiria R$ 0,06.

Informações Revista Oeste


Palácio de Buckingham, em Londres - Johnny Greig/iStock
Palácio de Buckingham, em Londres Imagem: Johnny Greig/iStock

Pista de boliche, balada e toboágua são alguns dos destaques das casas onde vivem as pessoas mais ricas do mundo.

O UOL fez um levantamento das propriedades mais caras do mundo. Os dados são dos sites Luxe Digital, Robb Report e Forbes. Na lista de donos, aparecem membros da realeza, bilionários da tecnologia, renomados estilistas, e até uma brasileira, Lily Safra, que morreu em julho do ano passado aos 87 anos. Veja a seguir.

Palácio de Buckingham (Londres, Inglaterra)

palacio - Johnny Greig/iStock - Johnny Greig/iStock
Palácio de Buckingham, em LondresImagem: Johnny Greig/iStock

Antília (Mumbai, Índia)

Mumbai - Divulgação - Divulgação
Antília, em MumbaiImagem: Divulgação

Vila Leopolda (Vilafranca de Mar, França)

Villa Leopolda - Divulgação - Divulgação
Villa LeopoldaImagem: Divulgação

The One [O único] (Califórnia, EUA)

The One - Divulgação - Divulgação
The OneImagem: Divulgação

Pallais Bulles [Palácio da Bolha] (Théoule-sur-Mer, França)

Bolhas - Divulgação - Divulgação
Les Palais BullesImagem: Divulgação

The Odeon Tower (Monaco)

Odeon Tower - Divulgação - Divulgação
The Odeon TowerImagem: Divulgação

Four Fairfield Pond (Nova York, EUA)

Pond - Divulgação - Divulgação
Four Fairfield PondImagem: Divulgação

Kensington Gardens (Londres, Inglaterra)

Kensington - Divulgação - Divulgação
Kensington GardensImagem: Divulgação

Ellison State (California, EUA)

Ellisson - Divulgação - Divulgação
Ellison EstateImagem: Divulgação

Beaverhead Ranch (Dillon, EUA)

Rancho - Divulgação - Divulgação
Beaverhead RanchImagem: Divulgação

Palazzo Di Amore [Palácio do Amor] (Califórnia, EUA)

Amore - Divulgação - Divulgação
Palazzo di AmoreImagem: Divulgação

Paradise Cove [Caverna do Paraíso] (Califórnia, EUA)

Paradise - Divulgação - Divulgação
Paradise CoveImagem: Divulgação

220 Central Park South Condos (Nova York, EUA)

Central Park - Divulgação - Divulgação
220 Central Park South CondosImagem: Divulgação

Seven The Pinacle (Montana, EUA)

Pinacle - Divulgação - Divulgação
Seven The PinacleImagem: Divulgação

Climbing Arrow Ranch (Montana, EUA)

Arrow - Concierge Auctions/Mansion Global - Concierge Auctions/Mansion Global
Climbing Arrow RanchImagem: Concierge Auctions/Mansion Global

Xanadu 2.0 (Washington, EUA)

Xanadu - Divulgação - Divulgação
XanaduImagem: Divulgação

County Road (Florida, EUA)

South Ocean Boulevard – (Florida, EUA)

South Ocean - Reprodução/YouTube - Reprodução/YouTube
South Ocean BoulevardImagem: Reprodução/YouTube

Jule Pond (Nova York, EUA)

Jule Pond - Divulgação - Divulgação
Jule PondImagem: Divulgação

Gemini (Flórida, EUA)

Gemini - Premier Estate Properties - Premier Estate Properties
GeminiImagem: Premier Estate Properties

Informações UOL


Contas de luz estão sem cobrança extra desde abril de 2022

Foto: André Corrêa/Agência Senado

O consumidor não pagará taxa extra sobre a conta de luz em março. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde para o próximo mês para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A conta de luz está sem essas taxas desde o fim da bandeira de escassez hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril de 2022. Segundo a Aneel, na ocasião a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado em junho de 2022 pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.

Bandeiras
Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou de setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima.

Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Informações Bahia.Ba


Há impactos negativos qualquer que seja a decisão do presidente - Sergio Lima/AFP
Há impactos negativos qualquer que seja a decisão do presidente Imagem: Sergio Lima/AFP

Está nas mãos do presidente Lula a decisão de voltar ou não a cobrar os impostos federais PIS/Cofins e Cide sobre a gasolina e o etanol, a partir de 1º de março. A medida provisória editada por ele em 1º de janeiro prevê o fim das desonerações em 28 de fevereiro para esses combustíveis.

Mas, de lá para cá o governo teve poucos avanços nas reformas que gostaria de fazer, como alteração na política de preços da Petrobras, e os indicadores econômicos, como a inflação e os juros, continuam pressionando as contas das famílias.

Com isso, aumentou, e muito, a pressão sobre Lula para manter a desoneração por mais tempo, vinda da ala política do governo, das ruas e do Congresso. Mas há duas questões:

  1. O governo petista é contra subsídios a combustíveis fósseis.
  2. A equipe econômica do governo é contrária à extensão da redução dos impostos, alegando que haverá um rombo de R$ 30 bi em 2023 e potencial prejuízo aos programas sociais.

Não há, portanto, escolha fácil para o presidente. Lula vive um dilema criado pelo governo Bolsonaro, que optou pela desoneração por interesse eleitoral, e, derrotado, deixou para o atual presidente o ônus de retomar a cobrança, algo extremamente impopular.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a informação é que o martelo ainda não está batido. Lula deve esperar até segunda-feira (27), quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estará de volta ao Brasil, para tomar a decisão.

Há algumas possibilidades na mesa. Entre elas, a volta gradual na cobrança dos impostos, uma forma de ganhar tempo para tentar alterar a política de preços da Petrobras.

Até agora, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, está de mãos atadas para promover qualquer mudança, pois é um presidente sem equipe. As suas indicações de diretoria ainda estão sob o processo de análise.

Já no conselho de administração, o governo deve esperar até 19 de abril para ter as suas indicações aprovadas na assembleia ordinária de acionistas. Outra opção é convocar uma assembleia extraordinária com 30 dias de antecedência, ou seja, que não ocorreria antes do final de março.

Em reunião nesta sexta-feira (24), Lula queria saber de Jean Paul Prates se há alguma forma dd a Petrobras absorver uma eventual elevação nos preços com o fim das desonerações e como estão os estudos para a alteração da política de preços.

A única ideia defendida publicamente até agora foi a de tentar alterar a política de preços sem desatrelar totalmente dos valores internacionais, segregando custos em real de custos em dólar, mas ainda não está claro se a solução é viável.

Prates não tem dado novas declarações por estar em período de silêncio até a publicação do balanço da empresa, no dia 1º de março.

Há impactos negativos, qualquer que seja a decisão de Lula.

Caso os impostos federais voltem a ser cobrados em 1º de março:

Impactos políticos:

Impactos econômicos:

Caso haja prorrogação da desoneração:

Impactos políticos:

Impactos econômicos:

Informações UOL


Mais de 1,5 milhão de famílias serão excluídas do Bolsa Família já em março, disse hoje o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.

O que o ministro disse

A avaliação é de que a gente vai ter uma retirada mínima de 2,5 milhões de irregulares. Mas, também, com busca ativa, temos condições de trazer para o recebimento quem tem o direito e estava na fila, estava fora, gente que está passando fome.
Wellington Dias, em entrevista à GloboNews

Renda acima do limite legal

Em nota, o ministério informou que o total de 1,5 milhão que recebiam o Bolsa Família irregularmente “são famílias com renda acima do limite legal para atendimento”. Entre elas, cerca de 400 mil são de cadastros unipessoais.

Até o fim do ano, 5 milhões de famílias que se dizem unipessoais devem ter o cadastro revisado. Segundo o ministério, as pessoas serão chamadas para essa revisão e não é preciso ter pressa para ir até as unidades de atendimento da assistência social.

Em fevereiro, o benefício será pago a 21,8 milhões de famílias.

Aumento no valor do Bolsa Família

Na quarta-feira (22), o ministro adiantou também a expectativa de pagar o adicional de R$ 150 no Bolsa Família para além dos R$ 600 já pagos aos beneficiários do programa com crianças de até seis anos. A ideia é beneficiar aqueles com idade de 7 aos 18 anos, em famílias numerosas.

Atualmente, o governo federal paga R$ 600 por mês aos beneficiários. Entretanto, durante a campanha eleitoral Lula prometeu que, vencendo a disputa, daria um acréscimo de R$ 150 para as famílias com crianças de até seis anos.


Fundador da Microsoft pagou cerca de R$ 4,6 bilhões

A Heineken controla, além da cervejaria principal de mesmo nome, ainda marcas como Amstel e Sol

Um dos homens mais ricos e poderosos do mundo, Bill Gates comprou uma participação minoritária de 3,8% na Heineken, o gigante holandês de bebidas e segunda maior cervejaria do mundo, atrás apenas da AB Inbev, cujos acionistas são o trio brasileiro Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

A Heineken controla, além da cervejaria principal de mesmo nome, ainda marcas como Amstel e Sol. Bill Gates, o fundador da Microsoft, desembolsou quase US$ 1 bilhão — o equivalente a R$ 4,6 bilhões. As ações compradas por Gates eram da Femsa, a engarrafadora mexicana da Coca-Cola que opera também lojas de conveniência. Na semana passada, a Femsa anunciou os planos de se desfazer da participação que mantinha na Heineken.

O negócio soa aparentemente um luxo de um bilionário que gosta de cerveja. Não é o caso. Em entrevista, cerca de cinco anos atrás, Gates confidenciou que não costuma manter lanches em casa, nem cervejas. “Não sou um grande apreciador de cervejas. Quando estou em algum ambiente específico, como um jogo de beisebol, por exemplo, bebo cerveja light para entrar na vibe. Desculpe desapontar os verdadeiros bebedores de cerveja”.

Gates comprova, assim, que negócios são negócios.

Informações Revista Oeste


Inflação e política fiscal impedem queda dos juros, aponta relatório
Foto: Reprodução.

O debate sobre a taxa básica de juros da economia brasileira é assunto do RAF (Relatório de Acompanhamento Fiscal) do mês de fevereiro, divulgado na 4ª feira (15.jan.2023) pela IFI (Instituição Fiscal Independente do Senado).

Segundo o órgão, o que mantém a taxa Selic no nível atual, de 13,75% ao ano, são as incertezas sobre a trajetória da inflação e sobre o novo marco fiscal do governo.

A taxa está patamar mais alto desde o fim de 2016. O índice foi estabelecido em agosto do ano passado, após 18 meses de alta, e se manteve inalterado nas últimas 4 reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. A base do governo federal no Congresso Nacional tem criticado a decisão do Copom, argumentando que há espaço para redução da Selic.

Para a IFI, esse não é o caso. A Selic é a principal ferramenta usada pelo Banco Central para conter a inflação, e a instituição do Senado explica que a alta dos preços está em trajetória ascendente. Isso se deve, principalmente, ao preço dos combustíveis. As projeções do Banco Central para a inflação vêm subindo desde o fim do ano passado.

“A projeção para o IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] de 2023 foi elevada de 5,3% para 5,6%. Apesar da expectativa de desaceleração dos preços livres, dada a tendência de queda dos preços das commodities em reais, os preços administrados serão impactados pelo reajuste para as distribuidoras promovido pela Petrobras no final de janeiro. Para 2024, a inflação projetada subiu marginalmente de 3,7% para 3,8%”, diz o relatório.

A meta de inflação atual, estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é de 3,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual — o chamado “teto da meta”.

Além da pressão inflacionária, outro fator que impede a queda dos juros neste momento, segundo a IFI, é a política fiscal “em compasso de espera”. O governo deve apresentar no primeiro semestre a proposta para o novo marco de controle das contas públicas, que substituirá o teto de gastos. Enquanto isso, o Ministério da Fazenda apresentou um pacote de ajuste fiscal, mas a IFI observa que sua efetividade é limitada.

“Embora haja um plano de ajuste já anunciado pelo Ministério da Fazenda, o que ameniza as dúvidas sobre como financiar a expansão de gastos, o futuro das contas públicas continua indefinido. O regime fiscal atual cumpre aviso prévio e o próximo deverá pavimentar um caminho crível para as contas”, afirma a IFI.

“A sinalização de momento é de que a sustentabilidade das contas dependerá em maior medida do desempenho da arrecadação, onde concentra-se o plano do Ministério da Fazenda. Mas as circunstâncias atuais não devem favorecer. O impulso conjunto de inflação, atividade e commodities sobre as receitas, observado em 2021 e 2022, não se repetirá”, completa.

Assim como em RAFs anteriores, a IFI voltou a alertar sobre o impacto das receitas não recorrentes. Elas foram responsáveis por mais de R$ 145 bilhões da arrecadação federal nos últimos dois anos. As receitas não recorrentes são resultado de eventos únicos, como, por exemplo, a venda de grandes ativos.

O RAF destaca, ainda, que a alta de juros é uma tendência mundial, verificada também nos Estados Unidos e na União Europeia.

Créditos: Poder360.

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