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Promessa ocorre após ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor taxas adicionais de 50% sobre as importações da China

Wang Wentao, ministro do Comércio Exterior da China

O Ministério do Comércio chinês prometeu, nesta terça-feira (8/4), combater as tarifas americanas “até o fim”, após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor taxas adicionais de 50% sobre as importações chinesas.

As novas tarifas são severamente criticadas, até mesmo dentro do próprio partido republicano, e geram receios de uma recessão mundial. Muitos países buscam negociar as taxas. 

Para o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao (foto em destaque), é “um erro que se adiciona a outro erro”, referindo-se a uma verdadeira chantagem por parte dos Estados Unidos. “A China nunca aceitará isso e adotará contramedidas incisivas para proteger seus próprios direitos e interesses”, disse o ministro, que anunciou, ao mesmo tempo, medidas de apoio à economia interna.

Em resposta às novas tarifas americanas, Pequim revelou suas próprias taxas, que entrarão em vigor na quinta-feira (10/4): 34% sobre uma série de produtos estadunidenses.

Donald Trump, por sua vez, retorquiu, em uma mensagem publicada no Truth Social: ele ameaça aumentar as “tarifas” em mais 50%, a menos que a China retire imediatamente suas novas tarifas.

Até 104% de tarifas para a China

Se a medida for aplicada, as tarifas americanas chegariam a um total inédito de 104% sobre os produtos chineses. Washington justifica esses aumentos como represálias contra o tráfico de fentanil e os desequilíbrios comerciais persistentes.

Nos mercados, a tensão é palpável. Trump, por sua vez, minimiza o impacto, mas as consequências podem ser duradouras e os consumidores americanos podem ver os preços de muitos produtos subirem.

Pequim poderia, ainda, intensificar intercâmbios com outros parceiros, especialmente a União Europeia. A China, no entanto, insiste em afirmar que “não há vencedores em uma guerra comercial”, por isso o governo segue oficialmente aberto ao diálogo.

Um porta-voz do ministério chinês fez um apelo para que “as diferenças com a China sejam resolvidas por meio de um diálogo igualitário com base no respeito mútuo”.

Trump disse que já não quer se reunir com autoridades chinesas, mas que está disposto a negociar “acordos justos” com outros países, o que não significa que vai retroceder, ressaltou. Os mercados estavam atentos ao menor sinal de que a política de Trump seria flexibilizada, mas o presidente americano descartou essa possibilidade.

Negociações intensas

A agitação diplomática para minimizar os efeitos das sobretaxas segue em ritmo frenético. Trump acusa os parceiros econômicos dos Estados Unidos de “saqueá-los” e impôs uma tarifa universal de 10% sobre a maioria de seus produtos importados, que entrou em vigor no sábado.

Para a próxima quarta-feira (9/4), o líder norte-americano reserva sobretaxas ainda maiores para dezenas de parceiros comerciais importantes, principalmente a União Europeia (20%) e a China.

Da Ásia à Europa, os parceiros comerciais dos Estados Unidos tentam convencer Trump a aliviar as medidas.

A União Europeia propôs uma isenção tarifária total e recíproca para produtos industriais aos Estados Unidos, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Mas Trump considerou a oferta “insuficiente”.

O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, afirma ter chegado a um acordo com Trump para continuar as negociações.

Bangladesh, o segundo maior fabricante de vestuário do mundo, pediu a Washington que suspenda a aplicação de novas tarifas alfandegárias por três meses.

“Mais de 50 países entraram em contato com o governo dos Estados Unidos”, disse à NBC o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. “Veremos se o que eles têm a oferecer é confiável”, acrescentou.

O secretário ainda afirmou que esse assunto não pode ser negociado em “dias ou semanas”, o que indica que as tarifas devem permanecer em vigor por vários meses.

Informações Metrópoles


Tarifaço do presidente Donald Trump gerou grande mobilização no mercado global

Bolsas ao redor do mundo têm sofrido quedas (Imagem ilustrativa) Foto: EFE/EPA/JEON HEON-KYUN

As principais bolsas de valores da Ásia e da Europa despencaram nesta segunda-feira (7), com algumas tendo quedas históricas de cerca de 10%, em meio a temores de que a política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa levar a uma recessão mundial.

A Bolsa de Valores de Tóquio tombou quase 8%, enquanto o índice seletivo de referência na Bolsa de Taiwan, o Taiex, sofreu sua maior queda diária de todos os tempos. Na China continental as quedas chegaram a quase 10% e em Hong Kong ultrapassaram 13%.

O índice japonês Nikkei caiu 7,83% para 2.644 pontos, e títulos de grande peso, como os da montadora Toyota Motor e os do conglomerado de tecnologia Softbank, caíram 5,86% e 12,33% cada. Na Bolsa de Valores de Seul, o índice Kospi sofreu uma queda de 5,57%, e o Kosdaq, de empresas de alta tecnologia, caiu 5,25%.

No Taiex, de Taiwan, o tombo histórico foi de 9,7%, com as ações do setor de tecnologia sendo as mais atingidas. A Bolsa de Valores de Taiwan já tinha ficado fechada na última quinta (3) e na sexta (4), quando Trump divulgou sua política de tarifas para o mundo, e a China, um dos países mais atingidos, contra-atacou com suas próprias sobretaxas a produtos americanos.

As ações da TSMC, maior fabricante contratada de semicondutores do mundo, caíram quase 10%, embora os chips taiwaneses, que impulsionam a economia do país, tenham sido excluídos das novas tarifas dos EUA. As bolsas de valores chinesas de Xangai e Shenzhen, que também não foram negociadas na sexta, caíram 7,34% e 9,66%, respectivamente.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng despencou 13,2%, sua pior queda em um pregão desde a época da crise global de 2008. Na Malásia, a Bolsa de Valores de Kuala Lumpur caiu 5,58%, e, nas Filipinas, a Bolsa de Manila recuou 3,94%. Já as bolsas de Jacarta, Bangcoc e Ho Chi Minh City não foram negociadas devido a feriados públicos em seus respectivos países.

EUROPA
A exemplo da Ásia, as bolsas europeias também despencaram na manhã desta segunda. Por volta das 6h45 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tombava 5,01%, a 471,44 pontos. Na semana passada, o índice sofreu perdas de 8,4%, a maior queda semanal em cinco anos. Na última década, o Stoxx 600 só apresentou desempenho pior no começo da pandemia de Covid-19 em 2020.

Às 7h01 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 4,60%, a de Paris recuava 5,68% e a de Frankfurt cedia 5,40%, depois de sofrer um tombo de mais de 10% na abertura do pregão. Já as de Milão, Madri e Lisboa amargavam perdas de 6,20%, 5,78% e 5,35, respectivamente. No fim de semana, Trump não deu sinais de que vá recuar das tarifas a importações globais, embora a China tenha retaliado na mesma proporção.

– Não quebrei o mercado de propósito…não quero que nada caia…mas, às vezes, é preciso tomar remédios para consertar alguma coisa – disse Trump a repórteres neste domingo (6), a bordo do Air Force One.

*Com informações EFE e AE


Presidente norte-americano pressiona Pequim por abertura de mercado e promete manter sanções até que superávit seja reduzido

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA - 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio dos EUA – 4/4/2025 | Foto: Ganhe McNamee/Reuters

Durante conversa com jornalistas no Air Force One neste domingo, 6, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou sua estratégia de tarifas comerciais. A medida tem como foco o combate ao déficit com a China, que, segundo ele, ultrapassa US$ 1 trilhão.

Trump classificou a política como “tarifas retaliatórias”. Afirmou que não faz sentido os Estados Unidos perderem trilhões apenas para continuar importando produtos baratos, como lápis chineses. Reforçou que o país não aceitará mais desequilíbrios na balança comercial.

Sem acordo até que o superávit chinês seja resolvido

Trump deixou claro que não há negociação possível enquanto o superávit da China não for corrigido. Para ele, qualquer tentativa de acordo depende de uma abertura real do mercado chinês para produtos norte-americanos. Caso contrário, os Estados Unidos continuarão aplicando sanções.

“Nós precisamos resolver nosso déficit comercial com a China, perdemos centenas de bilhões de dólares por ano com eles”, declarou Donald Trump. “E, a menos que resolvamos isso, não vou fechar um acordo. Agora, eu estou disposto a fechar um acordo com a China, mas eles precisam resolver o superávit deles.”

O presidente também criticou a União Europeia e outros parceiros comerciais e apontou práticas que considera desleais. Segundo ele, o diálogo só faz sentido com países que reconhecem a existência do problema e estão dispostos a mudar.

Sobretaxas ampliam tensão entre Washington e Pequim

Na mesma semana, a Casa Branca anunciou uma nova rodada de tarifas. Produtos chineses passaram a pagar 34% de imposto ao entrar nos EUA. Em resposta, o governo de Xi Jinping impôs a mesma taxa sobre mercadorias norte-americanas. Pequim também adotou medidas internas, como flexibilização de crédito e redução de exigências para os bancos, a fim de proteger sua economia.

O aumento das tarifas provocou reações em todo o mundo. Segundo a emissora NewsNation, mais de 50 países solicitaram revisão das sanções norte-americanas. A Rússia ficou de fora da lista por manter diálogo direto com os EUA sobre a guerra na Ucrânia. Já o território francês de Saint-Pierre e Miquelon recebeu a tarifa mais alta: 50%. A localidade abriga apenas focas e pinguins, sem moradores permanentes.

Recado de Trump direto a Pequim

Trump encerrou a entrevista com um aviso. Reiterou que o desequilíbrio na balança comercial não será tolerado.

“Eles vão ter de resolver isso”, enfatizou o presidente. “E, se quiserem conversar sobre isso, estou aberto a dialogar. Mas, fora isso, por que eu conversaria?”.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente mantém tom duro sobre tarifas em meio à instabilidade nos mercados globais

Foto: Reprodução/Instagram

Mesmo diante da recente queda nos mercados financeiros ao redor do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta sexta-feira (4) seu compromisso com a política tarifária que tem adotado e descartou qualquer mudança de postura.

“Para os muitos investidores que estão vindo para os Estados Unidos e investindo grandes quantias de dinheiro, minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca!”, escreveu Trump em sua conta na rede Truth Social.

A declaração ocorre em meio a dois dias de turbulência nas bolsas globais, que reagiram ao anúncio feito na última quarta-feira (2) sobre a imposição de novas tarifas de importação. As taxas anunciadas por Trump variam entre 10% e 50% e se aplicam a produtos de todos os países.

Informações Bahia.ba


Ele também anunciou tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã

Foto: White House Archived

Nomeada pelo presidente Donald Trump, dos EUA, como o “Dia de Libertação”, o republicano anunciou nesta quarta-feira (2) um “tarifaço” global sobre impostos de importação. Os produtos brasileiros serão taxados em 10%.

Segundo Trump, a medida é para implementar tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos. Ele também anunciou tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã.

Direto da Casa Branca, Trump disse que a aplicação das tarifas aos outros países “é uma medida gentil” que tornará os “Estados Unidos grande novamente”.

O republicano fez críticas aos governos passados, em especial a administração de Joe Biden, por terem deixado outros países aplicarem elevadas taxas aos produtos norte-americanos, impactando a indústria nacional. Esses países, segundo Trump, “estão roubando” e “levando vantagem” dos EUA.

Informações Bahia.ba


Presidente dos EUA afirma que “todos os países” serão atingidos pela medida

Foto: Reprodução/Instagram

Donald Trump deve anunciar nesta quarta-feira (2) uma série de “tarifas recíprocas” impostas pelos Estados Unidos a parceiros comerciais globais, dentre eles o Brasil. A data tem sido apontada pelo republicano como o “Dia da Libertação”, com efeitos imediatos.

Trump não deu detalhes específicos sobre quais países e produtos serão taxados e a magnitude exata destas tarifas, segundo a CNN.

Os sinais, porém, indicam para a escalada das medidas impostas pelo governo dos EUA até agora.

Na segunda-feira (31), o republicano disse que a decisão vai afetar todos os países. Já nesta terça, a Casa Branca afirmou que as taxas entrarão em vigor de imediato.

Em fevereiro, Trump anunciou que seu gabinete iria trabalhar em medidas por um comércio internacional “justo e recíproco” com seu país.

Ao longo de sua campanha para regressar à Casa Branca, o republicano levantou a bandeira de que os parceiros comerciais dos EUA tratam o país de maneira injusta, aplicando tarifas elevadas e outras barreiras comerciais.

Segundo Trump, isso tiraria o estímulo à indústria local e, consequentemente, levaria capital para fora do país.

Informações Bahia.ba


Relatório norte-americano cita entraves que sugerem protecionismo e excesso de burocracia

Em meio a ajustes na sua política de comércio exterior, governo Trump mira o Brasil, enquanto Lula promete reação com sobretaxas | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais
Em meio a ajustes na sua política de comércio exterior, governo Trump mira o Brasil, enquanto Lula promete reação com sobretaxas | Foto: Reprodução/Montagem sobre redes sociais 

O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, publicou um relatório nesta 2ª feira, 31, em que acusa o Brasil e outros países de impor barreiras comerciais contra produtos e exportadores norte-americanos. No documento, diz o site Poder360, o governo republicano critica principalmente os impostos brasileiros e classifica como desleais as taxas que o país aplica a itens como o etanol, a cachaça e os produtos eletrônicos.

O “National Trade Estimate Report on Foreign Trade Barriers”, ou Relatório de Estimativa Comercial Nacional sobre Barreiras ao Comércio Exterior, é uma  divulgação anual do Escritório do Representante Comercial dos EUA. Em 2025, a publicação saiu às vésperas do programa de tarifas que Trump promete anunciar nesta semana.

O que diz parte do relatório dos EUA; confira

“O Brasil impõe tarifas relativamente altas sobre importações em diversos setores, incluindo automóveis, peças automotivas, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço, têxteis e vestuário”. 

“Além disso, as tarifas consolidadas do Brasil costumam ser muito mais altas do que as tarifas aplicadas, e os exportadores dos EUA enfrentam grande incerteza no mercado brasileiro, pois o governo frequentemente modifica as tarifas. A falta de previsibilidade das tarifas torna difícil para os exportadores dos EUA preverem os custos de fazer negócios no Brasil”.

Os Estados Unidos relacionam ainda outros pontos críticos principalmente no que se refere a proibições de importação. “O Brasil restringe a entrada de certos tipos de bens remanufaturados. A importação desses produtos só é permitida se o importador comprovar que eles não são ou não podem ser produzidos domesticamente, ou se atenderem a certas exceções limitadas”

O relatório destaca, da mesma forma, limitações com o licenciamento de importação. “O sistema de licenciamento não automático se aplica a produtos que requerem autorização de ministérios ou agências específicas, como commodities agrícolas e bebidas A falta de transparência nesses processos dificulta as exportações dos EUA”. 

Documento cita problemas no setor automotivo

Os Estados Unidos reclamam de vários entraves no setor automotivo. Entre eles, atrasos na emissão de licenças de importação não automáticas que “impactam negativamente as exportações de veículos e peças automotivas dos EUA para o Brasil”. Os norte-americanos destacam do mesmo modo barreiras sanitárias em aspectos como as transações com biocombustíveis.

“A política nacional de biocombustíveis do Brasil incentiva o desenvolvimento e uso de biocombustíveis por meio da criação de um mercado de créditos de carbono para compensar as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, as regras atuais do programa impedem que produtores estrangeiros participem e se qualifiquem para créditos de carbono”. 

Burocracia com vinhos e telecomunicações

As queixas do governo dos Estados Unidos se estendem a outros setores. Sobre a comercialização de vinhos, diz: “O Brasil exige documentação duplicada para a importação de vinhos. Exige que vinhos importados tenham tanto um certificado de análise quanto um relatório de pré-certificação de inspeção emitido por um laboratório brasileiro”.

O suposto excesso de burocracia também estaria presente no mercado de telecomunicações. “Desde dezembro de 2021, a Agência Nacional de Telecomunicações exige aprovação prévia para a importação de produtos de telecomunicações destinados a uso e venda no Brasil, com exceções para produtos destinados à demonstração, uso próprio, pesquisa científica ou manufatura para exportação”. O relatório ainda cita entraves como questões aduaneiras e compras governamentais.

Lula ameaça sobretaxar produtos dos EUA

O presidente Lula da Silva prometeu na última quarta-feira, 26, sobretaxar produtos dos Estados Unidos. A ameaça teria relação com um recurso na Organização Mundial do Comércio sobre taxas adicionais ao aço e ao alumínio brasileiros. “Não dá para a gente ficar quieto achando que só eles têm razão e que só eles podem taxar os produtos”.

Informações Revista Oeste


Trump oficializou a tarifa de 25% às importações de aço e de alumínio em 10 de fevereiro

Foto: White House Archived

A partir desta quarta-feira (12), a tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio do Brasil imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrarão em vigor.

Trump oficializou a tarifa de 25% às importações de aço e de alumínio em 10 de fevereiro. O líder dos EUA determinou que a taxação abrangesse todos os países que negociam esses produtos com os americanos.

Em 2024, o Brasil exportou US$ 11,9 bilhões em ferro fundido, ferro e aço, dos quais US$ 5,7 bilhões – 48% do total – foram para o mercado norte-americano.

Segundo os EUA, o Brasil foi o segundo mercado que mais enviou aço para o país (4,5 milhões de toneladas) no mesmo período, atrás somente do Canadá, segundo o Instituto Americano de Ferro e Aço (AISI).

Sobre o alumínio, os EUA foram o segundo principal destino dos embarques brasileiros, um total de US$ 267 milhões em 2024, ou cerca de 17% do total das exportações nacionais, que somaram US$ 1,6 bilhão.

Informações Bahia.ba


Para o México, a previsão é de 10%; se confirmadas, as tarifas podem desvalorizar as moedas de ambos os países e impactar o crescimento econômico

lula e trump
Lula e Donald Trump | Foto: Foto: Divulgação 

O diretor da Moody’s Analytics, Alfredo Coutiño, declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve implementar tarifas sobre bens importados do México e do Brasil ainda neste ano. Ele afirmou que os produtos mexicanos enfrentariam uma taxa de 10%. Os bens brasileiros estariam sujeitos a 5%.

Em resposta, é esperado que os dois países adotem medidas semelhantes. O México aplicaria uma tarifa de 10% sobre bens norte-americanos. O Brasil faria o mesmo com uma taxa de 5%. Essa previsão foi compartilhada em um evento on-line. O evento foi organizado pela subsidiária da Moody’s, uma das principais agências de classificação de risco do mundo.

O Bradesco, por sua vez, analisou o impacto de tarifas de 10% e 25% sobre produtos brasileiros. Embora a tarifa para o Brasil não esteja confirmada, Trump revelou que considera a possibilidade de impor uma taxa de 25% para o México e o Canadá. Essa decisão deve ser anunciada em breve. Existe a possibilidade de ela vigorar em 1º de fevereiro.

Alfredo Coutiño explicou que, caso essas tarifas sejam efetivadas, elas poderão pressionar as moedas de México e Brasil. O crescimento econômico dos dois países será reduzido. No Brasil, a economia deve crescer apenas 2% em 2025. Essa situação será influenciada pelas tarifas norte-americanas e pela desaceleração chinesa, que também enfrenta pressões comerciais dos EUA. Para o México, o crescimento pode cair de 1,5% em 2024 para 0,6% no ano seguinte.

Presidente do México afirmou que vai evitar confrontos com Trump

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que vai evitar confrontos com Trump. Ela também defenderá a soberania econômica e política do país. Sheinbaum garantiu que mexicanos deportados receberão apoio integral. O governo oferecerá transporte para suas cidades de origem e acesso a programas sociais.

O Bradesco também analisou o impacto das tarifas sobre o Brasil. Uma taxa de 10% poderia reduzir a balança comercial em US$ 2 bilhões. Isso causaria uma desvalorização cambial de 4%. Com tarifas de 25%, as perdas chegariam a US$ 5,5 bilhões. Além disso, um eventual acordo comercial entre EUA e China representaria outro risco. A China priorizaria importações de commodities norte-americanas. Isso prejudicaria o Brasil, especialmente nas exportações de soja. As perdas seriam estimadas em US$ 3,5 bilhões.

O Brasil exporta cerca de US$ 40 bilhões para os EUA. Entre os produtos exportados, destacam-se aço, petróleo, aeronaves e carnes. O Bradesco observou que a maior parte dessas exportações não enfrenta tarifas. A exceção é o petróleo, taxado em 5% a 6%.

Informações Revista Oeste


A moeda lidera o ranking de valorização ao crescer 44,2% e impulsionar, consequentemente, a popularidade do presidente Javier Milei

O peso argentino foi a moeda mais valorizada | Foto: | Foto: Shutterstock 

O peso argentino destacou-se neste ano de 2024 como a moeda de melhor desempenho global, com uma valorização real de 44,2%. Este ganho aumentou a popularidade do presidente do país, Javier Milei (La Libertad Avanza), apesar de preocupações sobre a sustentabilidade dos altos preços no país.

A valorização do peso argentino foi significativamente superior à da lira turca, que obteve um aumento de 21,2%, segundo dados do Banco de Compensações Internacionais analisados pela consultoria argentina GMA Capital.

Os ganhos da moeda refletiram-se em vários mercados paralelos, onde dólares são negociados para contornar restrições cambiais. A valorização trouxe alívio para muitos argentinos, que viram os salários médios quase dobrarem, atingindo US$ 990 na cotação paralela de dezembro de 2023 a outubro de 2024, depois de anos de depreciação.

No entanto, isso representou um desafio para o Banco Central da Argentina, que luta para reabastecer suas reservas de moedas fortes, quase esgotadas devido ao esforço de manter o peso valorizado.

Peso argentino no governo de Milei: 40,1% de valorização, segundo empresa de finanças | Foto: Reprodução:Twitter/X
Peso argentino no governo de Milei teve uma uma valorização real de 44,2% | Foto: Reprodução:Twitter/X

Preocupações futuras sobre o peso argentino

Analistas ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulotemem uma possível desvalorização, devido a fatores externos como a depreciação do real no Brasil e possíveis tarifas do presidente eleito dos EUA, Donald Trump (Republicano).

Ramiro Blázquez, chefe de pesquisa do BancTrust, afirmou: “O programa de Milei está funcionando, mas a apreciação do peso é o maior risco daqui para frente”. O especialista alertou que uma valorização contínua ou um choque externo pode aumentar a demanda por dólares baratos, elevando o risco de desvalorização.

O “super peso”, como é apelidado pela mídia local, está impactando a economia argentina. Os preços em dólares subiram, com um Big Mac custando agora US$ 7,90, comparado a US$ 3,80 no ano anterior.

A siderúrgica Ternium alertou que os custos trabalhistas na Argentina tornaram-se “60% mais caros” que no Brasil, levantando preocupações sobre a competitividade das exportações argentinas.

Estratégias de estabilização e desafios futuros

O fortalecimento do peso é um efeito das medidas de Milei para estabilizar uma economia à beira da hiperinflação quando ele assumiu o cargo há um ano. Com um rigoroso programa de austeridade, ele manteve os controles cambiais herdados, estabilizando o peso em 2024 após uma grande desvalorização inicial em dezembro de 2023.

Embora a moeda tenha caído apenas 18% nominalmente no ano, a inflação foi de 112%. Milei defende que a Argentina pode ser competitiva com desregulações, redução de impostos e melhor acesso ao crédito.

O governo espera que a escassez de moeda estrangeira diminua com investimentos em reservas de lítio, petróleo de xisto e gás, aumentando as exportações nos próximos anos.

A diferença entre as taxas de câmbio oficiais e paralelas, que era de cerca de 200% em dezembro de 2023, caiu para menos de 20%, graças à confiança em Milei e a políticas como a conversão parcial de exportações em dólares para pesos no mercado paralelo.

Reações do público e dos exportadores

Lucas Romero, diretor da Synopsis, afirmou que “a opinião pública é extremamente sensível ao dólar”. Um dólar barato permite viagens ao exterior e gera sensação de estabilidade, prática usada por governos anteriores em períodos eleitorais.

Apesar da taxa de câmbio menos competitiva, as vendas de safras pelos exportadores agrícolas da Argentina mantiveram-se “em linha com a média dos últimos cinco anos”, segundo Ezequiel de Freijo, da Sociedade Rural Argentina.

Entretanto, a estratégia de Milei para evitar desvalorização enfrenta ameaças em 2025, incluindo ações de Trump, que o libertário considera um aliado chave.

Robin Brooks, do Brookings Institution, advertiu que “se o novo governo dos EUA impor grandes tarifas à China, isso desencadeará uma onda de desvalorizações nos mercados emergentes”. Ele observou que o peso argentino está “muito sobrevalorizado” e precisa cair.

Informações Revista Oeste

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