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Foto: Marina Silva/Arquivo Correio

O cancelamento do Carnaval de Salvador, devido à pandemia da Covid-19, vai evitar que 1,2 milhão de pessoas circulem nas ruas onde tradicionalmente acontecem os festejos, na capital baiana. A estimativa é da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria estadual do Planejamento (Seplan).

A Sei também estima que em torno de R$ 1,7 bilhão, advindos dos gastos dos foliões, deixarão de circular em Salvador. Ao CORREIO, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e a Empresa Salvador Turismo (Saltur) estimam que a movimentação econômica ligada à folia pudesse chegar a R$ 1,8 bilhão em 2021.

Ainda de acordo com a SEI, cerca de 60 mil trabalhadores ficarão sem opção de desempenhar suas atividades e um montante de R$ 90 milhões de rendimentos, fruto dos trabalhos realizados durante o período de Carnaval, deixará de ser gerado. O desinvestimento público deve ser de R$ 133 milhões.
 
“O cancelamento do Carnaval foi uma decisão acertada e pautada na necessidade de preservar vidas humanas, uma vez que estamos enfrentando uma pandemia mundial de uma doença altamente contagiosa. Portanto, não pouparemos esforços para vencer esta guerra e o cancelamento do Carnaval vai ao encontro das diversas ações de combate ao Coronavírus que o Estado da Bahia vem adotando desde o início da pandemia”, destaca o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.
 
Para estimar a provável participação dos foliões locais no Carnaval 2021 foi usada a média de moradores da capital que brincaram em eventos anteriores (17,7%). Essa proporção foi identificada em pesquisas realizadas pela SEI/DIEESE/SECULT. Considerando-se a população estimada pelo IBGE para capital em 2020 (2,9 milhões de habitantes), a SEI supõe que em torno de 528 mil foliões residentes estariam na festa em 2021. Para aferir a participação dos turistas, caso houvesse o evento, a Superintendência replicou o cálculo da Setur para o ano de 2020, quando se avaliou a presença de 636 mil turistas.
 
A SEI calculou que o cancelamento da festa impõe a não circulação de, pelo menos, R$ 1,7 bilhão relativos ao gasto dos foliões. Para alcançar este número foram considerados os gastos médios dos foliões por categoria; residentes, turistas do interior, turistas de outros estados, e turistas de outros países.

“Realmente o Carnaval é uma festa que traz um número expressivo de turistas para nosso estado, principalmente para Salvador, que faz a maior festa de rua do mundo”, ressalta o secretário de Turismo do Estado, Fausto Franco. No entanto, ele acrescenta que apesar do impacto causado pelo cancelamento da festa, a necessidade de salvar vidas humanas é imperiosa neste momento e lembra que mesmo não ocorrendo a folia momesca, a Bahia tem lugares paradisíacos para serem visitados a qualquer época do ano, que oferecem distanciamento social e turismo ao ar livre, junto à natureza, sem contar o rico patrimônio histórico cultural para ser visitado.

Os dados da pesquisa Suplemento do Carnaval de 2010, que adota a metodologia e a estrutura organizacional da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a qual investiga os indivíduos que responderam a condição de se trabalharam ou não no período da festa em Salvador, indicam que na condição afirmativa estiveram 93 mil ocupados, ou 6,18%, da força de trabalho municipal. A proporção daqueles que exerceram a atividade exclusivamente em função do Carnaval corresponde a 60%.

Buscando definir um paralelo, a SEI utilizou este percentual em relação ao mesmo recorte da população de Salvador para o ano de 2020, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do primeiro trimestre, quando se concluiu que 60 mil trabalhadores ficarão sem opção de desempenhar suas atividades com a não realização do Carnaval em 2021. Atualizando o rendimento médio do trabalho identificado na PED e aplicando as estimativas citadas, identifica-se a não geração de um montante de R$ 90 milhões de rendimentos com o trabalho. “Diferenciamos o que é trabalho realizado durante o carnaval e o que é trabalho que só existe em função do carnaval”, explicou Armando de Castro, diretor de estatística da SEI.
 
Para efetivação do evento em 2020, a despesa dos poderes estadual e municipal foi de R$ 133 milhões. O Governo do Estado disponibilizou R$ 73 milhões distribuídos entre os municípios que fazem o carnaval. Salvador absorve a maior parte deste recurso. Este valor é desembolsado para realização de atividades setoriais (cultura, turismo, saúde, segurança pública, transporte, direitos humanos, etc.). Segundo a SEI, a Prefeitura Municipal de Salvador aportou R$ 60 milhões, destes, R$ 20 milhões originários dos cofres públicos e o restante advindo de patrocínio.

Ainda de acordo com a Superintendência, o verão sem festas públicas ou privadas deve impactar nos indicadores de diversos setores no primeiro trimestre de 2021. A redução de arrecadação de ICMS foi projetada em R$ 47,3 milhões nos setores de bebidas, alimentação e alojamento. Também acarretará na queda de 18,2% na taxa de ocupação dos hotéis em Salvador, no período, e redução de 7 mil postos de trabalho diretos, além da queda em torno de 25% da receita nominal do conjunto de atividades características do turismo.

Informações Jornal Correio


Quadro A Caipirinha, de Tarsila do Amaral, foi arrematado por R$ 57,5 milhões

A Caipirinha, quadro de Tarsila do Amaral Foto: Divulgação/Bolsa de Arte

O colecionador paulista Luis Goshima comprou o quadro A Caipirinha, de Tarsila do Amaral. A obra de arte é a mais cara já vendida no Brasil.

O quadro foi arrematado por R$ 57,5 milhões. Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o valor é dez vezes maior do que o recorde anterior, referente ao quadro Vaso de Flores, pintado por Guignard e leiloado em 2016.

Goshima é discreto e seu nome era mantido em segredo deste de dezembro de 2020, quando a Bolsa de Arte leiloou o quadro de Tarsila. Ele é dono de um acervo valioso que vai além de obras de arte e inclui livros raros, automóveis clássicos e documentos autografados por grandes personalidades históricas.

O colecionador é um ex-perito judicial, que mora em Campos do Jordão (SP). Ele pretende criar uma fundação para cuidar de seu acervo, que tem A Caipirinha como destaque. A tela foi pintada em 1923, em uma das estadias de Tarsila em Paris.

Informações Pleno News


Foto: Divulgação

Se você está precisando assistir algo levinho apenas para se esquecer dos problemas, saiba que ninguém pode te julgar. O último ano deu motivos suficientes para que todos estejam em busca de sossego. E para ajudar nesses momentos difíceis, a Bula reuniu em uma lista dez ótimos filmes que estão disponíveis na Netflix ou no Amazon Prime Video, os dois serviços de streaming mais populares da atualidade. Entre os longas selecionados, destacam-se “Tio Frank” (2020), de Alan Ball; “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” (2004), de Tim Burton; e “Meia-Noite em Paris” (2011), dirigido por Woody Allen. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Netflix

A Incrível História da Ilha das Rosas (2020), Sydney Sibilia

Baseado em uma história real, o longa segue um engenheiro considerado excêntrico e lunático. Decidido a viver da forma como sempre sonhou, sem seguir regras, ele constrói uma ilha na costa italiana e declara independência, alegando que criou uma nação. Sua ousadia chama a atenção do mundo e cada vez mais pessoas se interessam por viver na ilha, mas o governo italiano o declara inimigo e exige que a propriedade seja formalizada.

Mamma Mia: Here We Go Again (2018), Ol Parker

Sophia volta para a ilha para reinaugurar o hotel que era de sua mãe, Donna, agora totalmente reformado. Sophie também convida os três ex-namorados e as duas eternas melhores amigas da mãe: Rosie e Tanya. Juntos, os seis desenterram as memórias de Donna, no final dos anos 1970, quando ela decidiu viver na Grécia. Enquanto isso, Sophia enfrenta problemas no relacionamento com o marido, Sky.

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2004), Tim Burton

Na juventude, Edward Bloom resolve deixar sua pequena cidade, no Alabama, para dar a volta ao mundo. Em seu percurso, ele vive aventuras surpreendentes. Anos mais tarde, no dia do casamento de seu filho, William, ele conta alguns dos episódios fantásticos que viveu, fascinando a todos. Mas, William acredita que o pai está mentindo e resolve investigar a veracidade das histórias contadas por ele.

Um Lugar Chamado Notting Hill (1999), Roger Michell

William Thacker é o solitário dono de uma livraria em Notting Hill, um bairro de Londres. Um dia, ele recebe a inesperada visita de uma cliente muito especial: a bela estrela do cinema americano Anna Scott. A atriz se interessa por William e, após alguns encontros, os dois se apaixonam. Mas, para ficarem juntos, eles tentam achar uma forma de conciliar seus estilos de vida totalmente diferentes.

Amazon Prime Video

Tio Frank (2020), de Alan Ball

Em 1973, a adolescente Beth Bledsoe deixa sua cidade, na zona rural dos EUA, para estudar na Universidade de Nova York, onde seu tio, Frank, é um reverenciado professor de literatura. Beth se aproxima de Frank e descobre que ele é gay e vive com seu parceiro de longa data. Quando o pai de Frank e avô de Beth morre, eles decidem voltar ao interior. Ao lado do marido, o professor precisa encarar a família pela primeira vez em anos.

Amigos para Sempre (2019), Neil Burger

Dell Scott está procurando uma forma de recomeçar a vida. Ele está em liberdade condicional há pouco tempo, desempregado e proibido de ver o filho. A oportunidade aparece quando ele é contratado para ser o cuidador de Phillip, um homem rico e tetraplégico que mora em uma sofisticada cobertura em Nova York. Aos poucos, nasce uma improvável amizade entre os dois, que redescobrem juntos a alegria de viver.

Simplesmente Acontece (2014), Christian Ditter

Alex e Rosie são amigos de infância inseparáveis e compartilham um com o outro todas as suas alegrias e dificuldades. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Após o ensino médio, Alex decide ir fazer faculdade em outro país. A distância faz com que os primeiros segredos apareçam e os amigos acabam se afastando. Mas, com o passar do tempo, eles percebem que não conseguem ficar separados.

Para Roma, Com Amor (2012), Woody Allen

Roma é o cenário de quatro histórias de romance a aventura. Um casal americano que viaja para a cidade para conhecer a família do genro, um homem comum que é confundido com uma estrela de cinema, um arquiteto da Califórnia que visita a cidade com amigos e dois jovens recém-casados que se perdem pelas ruas confusas da capital italiana.

Meia-Noite em Paris (2011), Woody Allen

Gil é um escritor norte-americano que viaja para Paris com a noiva, Inez. Ele faz alguns passeios noturnos sozinho e descobre que, à meia-noite, é transportado para a Paris de 1920, onde encontra intelectuais e artistas que sempre admirou, como Ernest Hemingway e Salvador Dali. Quando se apaixona por Adriana, uma moça do passado, Gil não sabe se deve se entregar à ilusão e romper com Inez.

Simplesmente Amor (2003), Richard Curtis

Na véspera de Natal, em Londres, nove histórias se entrelaçam, mostrando os desencontros do amor. Entre os personagens, estão o primeiro-ministro da Inglaterra, que se apaixona por uma de suas funcionárias; um escritor que viaja para o sul da França, onde encontra seu grande amor; uma mulher que desconfia das intenções do melhor amigo de seu marido; e um ex-astro do rock que busca retomar sua carreira com um jingle de natal.


Conheça algumas evidências bíblicas e históricas sobre o grau de instrução de Cristo

Textos antigos sugerem que Jesus era instruído e poliglota
Apenas 5 a 10% da população da Judeia era alfabetizada um século depois de Cristo Foto: Reprodução

Há dois mil anos, Jesus Cristo viveu em uma sociedade em que apenas uma pequena parcela da população era letrada. Pesquisadores, entretanto, apontam evidências de que o filho do carpinteiro era instruído e poliglota, conforme explica o paleontólogo Jack Wilkin, em artigo para o portal Ancient Origins.

Jesus morou na Judeia, que fica ao sul de Israel e tinha como língua franca o aramaico. Mas fatores apontam que o Messias também falava o dialeto galileu da língua aramaica, além de hebraico, grego e, talvez, latim.

O hebraico era amplamente utilizado por lideranças judaicas, e Cristo conviveu e debateu com os mestres da Lei usando o idioma. Ainda quando menino, Ele passava dias na sinagoga, conversando e fazendo perguntas. O texto no capítulo 2 de Lucas, diz que as pessoas admiravam seu entendimento e esperteza precoces e mostra que, apesar da origem humilde, o Nazareno tinha instrução e excelente compreensão das Escrituras judaicas. Mais tarde, quando adulto, Jesus retorna à sinagoga e, conforme diz o capítulo 4 de Lucas, lê em público uma passagem do livro do profeta Isaías, escrita em hebraico, idioma usado no Antigo Testamento.

Acredita-se também que Cristo era versado em grego e latim, linguagens dos conquistadores romanos. Na época, o Império dominava o Oriente Médio, e a região foi fortemente influenciada por eles. A compreensão do grego explicaria a conversa entre Jesus e Pôncio Pilatos.

CARTA AO REI ABGAR V
Historiadores apontam também uma possível troca de correspondências em grego entre Jesus e o rei Abgar V de Edessa. A carta de resposta de Cristo é de extrema importância para os estudiosos da Bíblia, pois, se for de fato autêntica, seria o único documento escrito por Ele que sobreviveu até hoje.

Na carta, o rei Abgar V fala sobre sua curiosidade a respeito dos feitos de Jesus, revela sua fé e pede para que Ele o visite.

“Abgar, governante de Edessa, a Jesus, o bom médico que apareceu na terra de Jerusalém, saudação. Ouvi relatos a seu respeito e de suas curas, realizadas sem ajuda de remédios ou ervas. Pois é dito que você faz o cego ver e o coxo andar, que purifica os leprosos e expulsa espíritos e demônios impuros, e que cura os aflitos com doenças persistentes e ressuscita os mortos. E tendo ouvido todas essas coisas a seu respeito, concluí que uma das duas coisas deve ser verdade: ou você é Deus, e tendo descido do céu faz essas coisas, ou então é o filho dEle…”

Jesus, então, teria respondido de próprio punho, também em grego, ao rei Agar V.

“Abençoado és tu que acreditaste em mim sem me teres visto. Porque está escrito a meu respeito que aqueles que me viram não acreditarão em mim e que aqueles que não me viram acreditarão e serão salvos. Mas, em relação ao que me escreveste, para que eu vá a ti, é necessário que eu cumpra todas as coisas aqui para as quais fui enviado. Depois de as ter cumprido, assim, ser levado novamente para aquele que enviou mim. Mas, depois que eu for arrebatado, enviarei a você um dos meus discípulos, para que ele cure a sua doença e dê vida a você e aos seus.”

A Bíblia também mostra que Jesus era letrado, apesar de, mesmo um século depois de Cristo, apenas de 5 a 10% da população da Judeia ser alfabetizada. O texto do capítulo 8 do Evangelho de João, por exemplo, relata o momento em que Jesus impede uma mulher flagrada em adultério de ser apedrejada por um grupo de mestres judeus. O famoso trecho conta que Cristo se abaixou e escreveu algo na terra antes de dizer a célebre frase “atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado”.

Informações Pleno News


Foto: Divulgação

TecMundo- Nesta segunda-feira (11), a TNT divulgou o trailer oficial da 2ª temporada de Expresso do Amanhã (Snowpiercer, no original). A série, que é baseada nos quadrinhos homônimos de Benjamin Legrand, Jean-Marc Rochette e Jacques Lob, terá grandes emoções a partir dos próximos episódios.


A produção começará a ser transmitida a partir do dia 25 de janeiro. Pelas imagens, é possível ver que há diversas estratégias sendo arquitetadas para um bem maior, além de conflitos que prometem tirar o fôlego dos espectadores. 

Assista o Trailer

Saiba mais sobre a 2ª temporada de Expresso do Amanhã

No final da 1ª temporada de Expresso do Amanhã, os sobreviventes da revolução se encontraram tentando juntar o que havia restado e manter uma possível paz entre as classes recém-fundidas, com Layton (interpretado por Daveed Diggs) emergindo como o líder do trem. 

Mas ao descobrir que o Sr. Wilford (Sean Bean) está vivo e que teria seguido seu rumo em um trem rival, Melanie (Jennifer Connelly) acabou se arriscando para impedi-lo de invadir o Snowpiercer. 

Durante esses eventos, foi revelado que Alexandra (Rowan Blanchard), a filha que ela pensava ter morrido, está viva e se tornou a protegida dedicada de Wilford.

Foto: Reprodução
Fonte:  TNT/Netflix

Dessa forma, ao longo da 2ª temporada, o público verá uma nova luta pelo poder surgindo. Isso pode trazer desafios intensos enquanto as pessoas estão divididas entre a sua lealdade a Layton e ao Sr. Wilford. Enquanto Layton luta contra Wilford pela alma do Snowpiercer, Melanie lidera o ataque a uma nova descoberta chocante que pode mudar o destino de toda a humanidade.

A partir do dia 25 de janeiro, novos episódios de Expresso do Amanhã começarão a ser exibidos pela TNT e também pela Netflix.


Foto: Nara Gentil/CORREIO

A tarde- Hoje, segunda 5ª-feira de janeiro, seria o dia da Lavagem do Bonfim, uma das maiores manifestações religiosas do País e que movimenta milhares de baianos em direção à Colina Sagrada. Mas, este ano, em meio à pandemia de Covid-19, a data será festejada de forma diferente.

A programação da festa não inclui o cortejo nem a lavagem das escadarias da igreja, e prioriza a proteção dos fiéis. O evento será visto pela internet e os organizadores terão de obedecer a protocolos de segurança sanitária. Em 2021, a maior demonstração de amor e solidariedade será ficar em casa. “Quem tem fé fica em casa” é a recomendação este ano.

Em tempos de pandemia, fugindo do habitual, é o Senhor do Bonfim que sairápelas ruas da cidade para levar aos fiéis esperança, paz consolo, paz e confiança. Hoje, a imagem peregrina do Senhor do Bonfim sairá em carro aberto percorrendo o trajeto que vai desde a av. Sete de Setembro até a Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia. A partir daí, faz o caminho tradicional da lavagem, até a Basílica do Senhor do Bonfim.

De acordo com o pároco da Igreja do Bonfim, Edson Menezes da Silva, serão realizadas duas missas: às 7h20 e às 18h. Os fiéis poderão assistir a tudo pelas redes sociais da paróquia. “A basílica estará fechada o dia inteiro. Somente a imagem será colocada no adro da igreja”, afirmou o padre Edson. Uma operação especial da Prefeitura do Salvador também fechará o acesso à Colina Sagrada.

A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) não fará a interdição das vias por onde a imagem do Senhor do Bonfim passará, mas os acessos à Colina Sagrada estarão bloqueadas, e apenas carros oficiais e de imprensa terão acesso ao local, quando identificados. Fica proibido o uso da Zona Azul entre a Ladeira do Bonfim e a rua Teodósio Rodrigues de Faria. Cerca de 80 agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) atuarão na região.


Intitulado ‘CARIDADE – POLITICA – SAÚDE’, o livro do Doutor João Batista de Cerqueira surgiu da sua tese de doutorado pela Universidade Federal da Bahia. A obra será lançada oficialmente no próximo dia 15, às 19h na Igreja da Santa Casa de Cachoeira (Hospital São João de Deus). 

A cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal na TV UFBA no Youtube e poderá ser assistida também em outras redes sociais.

A edição da obra foi feita pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA) e revela fatos históricos que aconteceram nos 292 do Hospital São João de Deus, além de retratar o papel da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira como a primeira Irmandade de Santa Casa instituida por ato do Imperador D. Pedro I no Brasil. 

No lançamento estarão presentes além do  autor, Dr. João Batista de Cerqueira, o Reitor da UFBA João Carlos Salles, a Diretora da EDUFBA Flávia Goulart, o Secretário Estadual de Saúde da Bahia Fábio Vilas-Boas, a Prefeita de Cachoeira Eliana Gonzaga o Secretario de Cultura de Cachoeira Davi Rodrigues e outras autoridades.

Durante a cerimônia o artista plástico Vivaldo Lima entregará a obra em tela pintura de sua autoria, rendendo homenagem ao ex líder da batalha vitoriosa do 25 de junho de 1822 e ex Provedor da SCMC o Barão de Belém Rodrigo Brandão.


O cantor estava internado há mais de um mês com COVID-19

Foto: Danilo Abravanel

O cantor e compositor paraibano Genival Lacerda morreu aos 89 anos. A informação foi confirmada pelo herdeiro do artista, Genival Lacerda Filho, na manhã desta terça-feira (7), em suas redes sociais. “Painho faleceu”, escreveu. 

Foto: Reprodução

Genival deu entrada no Hospital Unimed I, no Recife (PE), no dia 30 de novembro de 2020, com o diagnóstico de Covid-19. De acordo com os últimos boletins médicos, o artista encontrava-se na Unidade de Terapia Intensiva em estado grave, “sem perspectiva de alta” 

Segundo o filho de Genival, João Lacerda, antes de ser internado com a COVID-19, Genival estava se recuperando de um AVC sofrido em maio. “Ele estava bem de saúde, porém com várias limitações e restrições, em virtude do AVC sofrido, bem como a diabetes, constatada no ano de 2018. E mesmo com as limitações e restrições após a descoberta da diabetes, ele passou a realizar exercícios físicos e dieta menos calórica”, acredita ele

Nascido em Campina Grande, na Paraíba, no dia 15 de abril de 1931, Genival Lacerda lançou 70 discos ao longo de sua vasta carreira. São dele sucessos como “Severina Xique Xique”, “De quem é esse jegue?” e “Radinho de Pilha”.

Em 2016, o artista recebeu o título de Cidadão Baiano. “Eu já recebi em Recife, Pernambuco, mas um título como esse que eu recebi em Salvador, foi a coisa mais linda da minha vida. Muito bom, uma honra pra mim, sabe? Bem feito, fiquei satisfeitíssimo, eu não tinha recebido um título daquele jeito antes. E agora já podem dizer, Genival Lacerda baiano! (risos). Eu fiquei entusiasmado para cada vez mais vir a Salvador e à Bahia”, disse o artista ao Bahia Notícias.

Informações Bahia Notícias


Brasil perdeu 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019

Foto: Divulgação/Cultura RJ

O Brasil conta com 100,1 milhões de leitores, em um universo de mais de 200 milhões de habitantes, e esse grupo vem diminuindo com o passar do tempo. De acordo com a última edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com dados de 2019, registrou-se uma diferença de 4,6 milhões de pessoas em relação a 2015.

Os resultados da pesquisa, elaborada pelo Instituto Pró Livro e o Itaú Cultural, lembram alguns dos entraves para se manter o hábito de leitura no país, que voltam à tona em datas como a comemorada hoje (7), Dia do Leitor. A celebração é uma homenagem à fundação do jornal cearense O Povo, que foi criado em 7 de janeiro de 1928, pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha.

Além do valor dos livros, que os tornam artigo de luxo para os mais pobres, e da correria do dia a dia, que acaba dificultando o hábito da leitura, ainda faltam recursos de acessibilidade. Tal lacuna também é percebida em um dos formatos mais queridos dos brasileiros: os gibis ou as histórias em quadrinhos. Juntos, eles representam uma parcela significativa de material de leitura com que o brasileiro tem contato todos os dias ou pelo menos uma vez por semana, conforme revela a pesquisa Retratos da leitura no Brasil.

A pesquisa mais recente do Instituto Pró-Livro e Itaú Cultural também mostrou que 2% dos entrevistados classificados como não leitores de livros informaram que a razão pela qual não leram nos últimos três meses foi porque têm problemas de saúde/visão. Entre os entrevistados qualificados como leitores, a pergunta não foi aplicada.

Pesquisa

Os obstáculos de se traduzir histórias em quadrinhos para pessoas com deficiência visual foi o enfoque dado pelo pesquisador Victor Caparica à sua tese de doutorado, desenvolvida na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). O trabalho venceu o Prêmio Unesp de Teses na categoria Sociedades Plurais.

Caparica perdeu, primeiro, a visão de um olho apenas, tornando-se o que se chama de monocular, até que, uma década depois, acabou ficando sem enxergar de modo absoluto. Ele integra a parcela de 3,6% da população brasileira que tem deficiência visual. Conforme menciona o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional de Saúde, 16% das pessoas com esse tipo de deficiência apresentam um grau muito severo, que os impede de realizar atividades habituais, como ir à escola, trabalhar e brincar.

Segundo Caparica, a audiodescrição não é algo semelhante à tradução, mas consiste, “categoricamente”, em traduzir. Isso significa que implica o mesmo grau de percalços e questionamentos de outros tipos de tradução, como a literária. O processo que se configura é “a transposição de um enunciado de uma perspectiva visual (que uma pessoa com deficiência  visual não pode avaliar) para uma perspectiva não-visual”.

“Não há nenhuma diferença qualitativa ou quantitativa observável entre a tradução de uma pessoa que traduz um poema de um idioma para outro e uma audiodescrição, são os mesmos desafios, a mesma atividade, são as mesmas competências que se espera do profissional”, diz.

“Inclusive, na área de letras, é relativamente conhecido o termo da tradução intersemiótica e eu uso bastante essa expressão na pesquisa, que é justamente quando você está traduzindo um enunciado de uma forma de construção de sentido, que a gente chama de semiose, de uma semiose pra outra. Então, é de uma forma de construir significados pra outra forma de construir significado.”

Em seu trabalho acadêmico, Caparica pontua que aproveitar a simples sucessão de quadros não seria o suficiente para uma narração, reflexão que fez a partir de sua dupla experiência, como leitor de histórias em quadrinhos visual e como consumidor do produto audiodescrito. E foi nesse sentido que desejou contribuir.

O pesquisador argumenta, ainda, que “a audiodescrição exige a cooperação entre um audiodescritor que enxerga e um consultor que não enxerga”. Por isso, para desenvolver sua tese, a companheira de Caparica, Letícia Mazzoncini Ferreira, formou-se como audiodescritora para colaborar com o projeto.

“Quem consome a audiodescrição não pode produzi-la, quem precisa, seu público-alvo. E quem a produz não é seu público-alvo. Isso cria uma lacuna, um abismo comunicacional que precisa ser suplantado. É necessário que se construa uma ponte por cima desse precipício que separa o público da produção”, diz.

“Eu ainda consigo cumprir, como profissional, uma série de papéis da audiodescrição, por uma coincidência de elementos da minha formação pessoal e profissional, acabei acumulando algumas competências múltiplas na área de audiodescrição. Além de ser consultor e produtor de conteúdo audiodescrito, sou também locutor profissional e também faço a parte de edição e mixagem de áudio. Então, três quartos do trabalho com a produção de audiodescrição eu, como público-alvo, consigo estar lá e fazer, mas esse um quarto que falta é o papel mais importante de todos, que é o de audiodescritor, que faz efetivamente a tradução”, emenda.

Audiodescrição pelo mundo

Caparica destaca, em sua tese, três localidades que considera avançadas, em termos de audiodescrição: os  Estados  Unidos, o  Reino  Unido e a Espanha. No território estadunidense, por exemplo, o rádio foi fundamental para a difusão desse tipo de técnica, que começou pelo teatro, com peças sendo transmitidas por diversas estações.

“Costumo dizer que a audiodescrição começou com o rádio. Aí, você vai dizer: radionovela. A radionovela não é o caso, porque já foi concebida para ser áudio, mas as locuções esportivas no rádio, não. O primeiro caso de audiodescrição profissional que você vai encontrar são os locutores futebolísticos, que faziam audiodescrição em tempo real do que estava acontecendo no estádio. Sem dúvida, o rádio teve, em muitos lugares, uma relação muito próxima com a audiodescrição e é ainda subutilizado nesse sentido. Se considerar a estrutura de pessoas que tem um radinho FM em casa e, mesmo quem não tem, quanto custa um hoje? Tem uma facilidade de estrutura e de se transmitir esse conteúdo de forma acessível e com tanta facilidade por essa mídia, acho que é muito subutilizada pelo que poderia ser, hoje, no século 21”, pontua Caparica.

Enquanto nos Estados Unidos há uma lei federal que fortalece a consolidação do recurso, no Brasil, avalia ele, “a prática é incipiente”.

O que falta, afirma, é a robustez e a estabilidade de políticas públicas. Caparica afirma que a audiodescrição no país ainda precisa ser aprimorada, embora não esteja “estagnada” e que a capacitação profissional deve, necessariamente, contemplar demandas específicas do idioma.

“Não existe, nunca existiu no Brasil uma política nacional para pessoa com deficiência. Política nacional não é projeto de governo, porque isso, esse partido faz e o próximo desfaz. Política nacional é como se teve, por exemplo, a de alfabetização no Brasil. Foi um projeto que foi abraçado e nenhum governo que veio depois achou que fazia sentido desfazer. “

Por isso, toda iniciativa é sempre individual, pontual, é sempre quem consegue fazer alguma coisa e, dentro dessas possibilidades, dessa limitação, o que o Brasil conseguiu fazer foi produzir audiodescrição no começo desse século só, colocando a gente com certo atraso na coisa. A gente demorou muito para regulamentar a profissão de audiodescritor. Um curso de audiodescritor ainda não tem nenhuma regulamentação, então é feito de maneira muito informal. Os melhores, inevitavelmente, vão replicar o modelo de cursos do exterior já consagrados”, finaliza.

Retrato da leitura e o gosto por quadrinhos

Para obter os dados apresentados no levantamento do Instituto Pró Livro e do Itaú Cultural, equipes percorreram 208 municípios, entre outubro de 2019 a janeiro de 2020. Ao todo, 8.076 pessoas foram consultadas, sendo divididas entre leitores, que são aqueles que leram um livro integral ou parcialmente nos últimos três meses, e não leitores, classificação que designa aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

A simpatia pela Turma da Mônica fica evidente nas respostas. Os gibis foram uma das 37 obras mais citadas. Além disso, Maurício de Sousa, criador dos personagens do gibi, também figura entre os autores mais lembrados e adorados.

Também se observa que, entre estudantes, a proporção de gibis e histórias em quadrinhos é maior (16%) do que a registrada entre não estudantes (8%). A média nacional é de 8%.

Pode-se imaginar também que, ao estar na universidade, os jovens acabem abandonando os gibis e quadrinhos, mas acontece exatamente o oposto. Ao todo, 14% dos entrevistados com esse nível de escolaridade declararam que os leem, contra 13% das crianças que cursam o fundamental I (1º a 4º série ou 1º ao 5º ano), 12% dos que estão no ensino fundamental II (5º a 8º série ou 6º ao 9º ano) e 8% dos alunos do ensino médio.

Em relação à faixa etária, observa-se que os grupos que mais folheiam gibis e histórias em quadrinhos são pessoas com 5 a 10 anos de idade (22%) e de 11 a 13 anos (21%). As que manifestam menos interesse são idosos com 60 anos ou mais (1%), com 50 a 59 (7%) e 30 a 39 (8%).

Informaçõés Agência Brasil


A população de Feira de Santana contará futuramente com mais um canal aberto de televisão. Através da Portaria Nº 1.646, o ministro de estado das Comunicações, Fábio Faria, consignou à Empresa Brasil de Comunicação S.A. – EBC o canal 18 (dezoito), classe A, do Plano Básico de Distribuição de Canais de Televisão Digital – PBTVD, no município de Feira de Santana, para execução do Serviço de Radiodifusão de Sons e Imagens, em tecnologia digital (TVD). 

O canal vai ser gerido pela Secretaria Municipal de Comunicação Social. A emissora terá a finalidade de propiciar à comunidade um veículo que possa divulgar não apenas os assuntos governamentais de interesse público, mas também a cultura, o esporte e tudo o que diz respeito a sociedade local.

O prefeito Colbert Martins Filho considera um passo muito importante para Feira de Santana. “Não é apenas um canal para difusão de atos do Governo, mas que terá também um viés educativo, informativo, da forma mais abrangente possível para a nossa população”, destaca Colbert.

O secretário de Comunicação Social, Edson Boges, reforça que o canal vai além da comunicação oficial do Governo. “Será uma programação muito mais ampla”, reitera.  

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