Feira de Santana está perto de alcançar a marca de 17 mil recuperados da Covid-19. Até agora, são exatamente 16.981 pacientes livres da doença, índice que representa 88,9% dos casos confirmados. Além disso, nas últimas 24h foram registrados 419 exames negativos para o vírus e 141 casos positivos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 11 e 15 de dezembro que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 81 pacientes internados no município e 1.764 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também registra mais quatro mortes por Covid-19. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (23).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 23 de dezembro de 2020
Casos confirmados no dia: 141 Pacientes recuperados no dia: 397 Resultados negativos no dia: 419 Alta hospitalar no dia: 0 Óbitos comunicados no dia: 4 Datas dos óbitos: 08/12, 19/12, 19/12 e 22/12
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 1.764 Total de casos confirmados no município: 19.085 (Período de 06 de março a 23 de dezembro de 2020) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.683 Total de pacientes hospitalizados no município: 81 Total de recuperados no município: 16.981 Total de exames negativos: 24.519 (Período de 06 de março a 23 de dezembro de 2020) Aguardando resultado do exame: 1.701 Total de óbitos: 340
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 19.497 (Período de 06 de março a 23 de dezembro de 2020) Resultado positivo: 3.491 (Período de 06 de março a 23 de dezembro de 2020) Em isolamento domiciliar: 12 Resultado negativo: 16.006 (Período de 06 de março a 23 de dezembro de 2020)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
Na corrida pela imunização contra o novo coronavírus, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) procuraram a Fiocruz para acertar a “reserva” de vacinas, o que permitiria que os tribunais fizessem as suas próprias campanhas de saúde. No caso do STF, o pedido foi para “verificar a possibilidade de reserva de doses” para 7 mil pessoas, entre elas ministros, servidores e colaboradores. A Fiocruz deve enviar a resposta ao Supremo nesta quarta-feira (23).
Um pedido similar, feito pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), já foi negado pela instituição. A Fiocruz informou à reportagem que não cabe à fundação “atender a qualquer demanda específica”.
Em ofício obtido pelo Estadão, o STF afirma que a reserva das doses possibilitará o cumprimento de dois objetivos: imunizar o maior número possível de trabalhadores do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e “contribuir com o país nesse momento tão crítico da nossa história”, ajudando a acelerar o processo de imunização dos brasileiros.
A medida, segundo o documento do STF, “permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas, colaborando, assim, com a Política Nacional de Imunização”.
– Considerando se tratar de um produto novo e ainda não autorizado pela Anvisa, [eu] gostaria de verificar a possibilidade de reserva de doses da vacina contra o novo coronavírus, para atender a demanda de 7.000 (sete mil) pessoas – escreveu o diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho, em documento assinado no dia 30 de novembro.
Procurado pela reportagem, o STF informou que mantém uma política de promoção da saúde e que realiza ações anuais de vacinação desde 1999.
– A intenção não é se antecipar ao plano nacional de imunização, mas sim dar sequência à política supramencionada, preparando-se tempestivamente para a imunização de seus trabalhadores. Além disso, tais ações também contribuem com o país, pois permitem a utilização dos recursos humanos e materiais disponíveis no Tribunal para ajudar a desafogar outras estruturas de saúde e acelerar o processo de imunização da população – alegou o Supremo.
De acordo com o STF, “como se trata de produto que aguarda aprovação pelos órgãos competentes”, ainda não há uma previsão exata de gastos.
– Também existem outras opções de fornecimento, e a decisão final considerará o custo total, que inclusive pode ser inexistente, como já ocorreu no caso de campanhas de vacinação anteriores – observou o STF.
Desde março, o avanço da pandemia no país impôs uma série de mudanças na dinâmica do Poder Judiciário, que trocou as sessões presenciais por videoconferências. Nos tribunais superiores, a maioria dos magistrados possui mais de 60 anos, pertencendo justamente a uma das faixas etárias mais vulneráveis aos efeitos da doença.
Pelo menos quatro ministros do STF já foram infectados pela covid-19: Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e o presidente da Corte, Luiz Fux. No STJ, contraíram a doença os ministros Luis Felipe Salomão, Antonio Saldanha, Benedito Gonçalves e João Otávio de Noronha.
De acordo com a assessoria do STJ, ao procurar a Fiocruz, o tribunal “pediu a reserva de doses por se tratar de produto novo, ainda não autorizado definitivamente pela agência reguladora, pois há expectativa de grande demanda à rede privada, quando houver a disponibilidade”.
“[O pedido] Está diretamente ligado ao assunto da quantidade à Secretaria de Saúde. A nossa intenção inicialmente era de [nos] habilitar junto aos laboratórios para adquirir, por compras, as vacinas”, disse ao Estadão o presidente do STJ, Humberto Martins. “Sem furar fila e dentro dos mesmos critérios do STF!”, acrescentou.
O pedido do STJ, já recusado pela Fiocruz, dividiu integrantes do tribunal ouvidos pela reportagem. Um ministro, que pediu para não ser identificado, disse que o ideal é seguir a ordem que for estabelecida para todos os brasileiros e alertou para o risco de servidores mais jovens, que não estão entre os grupos prioritários, receberem o mesmo tratamento daqueles mais idosos.
Um outro magistrado apontou que o pedido poderia soar como um privilégio, lembrando a ofensiva de um grupo de promotores de São Paulo, que pediu prioridade à categoria na vacinação. Para um terceiro ministro, não há nada de mais no ofício.
Demanda. Procurada pela reportagem, a Fiocruz informou que, “como uma instituição estratégica do Estado brasileiro, [ela] visa garantir a produção nacional da vacina contra a covid-19 para a população brasileira, pelo SUS, e atender à demanda do Programa Nacional de Imunização (PNI)”.
“A produção dessas vacinas será, portanto, integralmente destinada ao Ministério da Saúde, não cabendo à fundação atender a qualquer demanda específica por vacinas”, alegou a Fiocruz.
Ao participar de audiência no Senado, na semana passada, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que o governo federal prevê receber 24,5 milhões de doses de vacinas em janeiro. Na ocasião, Pazuello afirmou que a Fiocruz deve entregar mais de 200 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, em 2021.
O deputado federal Zé Neto voltou a defender nesta terça-feira (22), a suspensão do recesso de fim de ano do Legislativo para definir o Orçamento de 2021, prorrogação do auxílio emergencial e a vacina contra Covid-19. O recesso no Congresso Nacional começou hoje (23) e vai até 1º de fevereiro.
“Não cabe, neste momento, esta Casa entrar em recesso sem discutir e aprovar pautas prioritárias para o futuro do Brasil, principalmente o auxílio emergencial, já que segundo pesquisa do Datafolha, esse benefício é a única fonte de renda para 36% das famílias que receberam pelo menos uma parcela do auxílio neste ano. Uma indefinição que afeta diretamente o setor produtivo, a economia e o desenvolvimento do país”, afirmou o deputado.
Zé Neto disse estar preocupado com a falta de um plano nacional de vacinação adequado diante da segunda onda da pandemia. “Precisamos exigir do governo federal, o quanto antes, um plano de vacinação adequado contra o coronavírus para evitar que centenas de vidas continuem sendo perdidas”, alertou.
Assim que deixou o hospital depois de quase um mês de internação por covid-19, a dentista e atleta de crossfit Raquel Trevisi, de 38 anos, decidiu postar sua rotina de recuperação em seu perfil no Instagram. “Cada obstáculo que eu passo, eu mostro. Recebo muitas mensagens e isso me ajuda. É uma troca”. Isso além do apoio que recebeu da família, segundo ela, ajudou a evitar a depressão após a doença, embora não tenha escapado da ansiedade. Os seguidores saltaram de 14 para quase 38 mil, sinal de que o assunto é algo que interessa e afeta a muitos, sobretudo nesse momento de um novo aumento dos casos da doença no Brasil.
O caso de Raquel não é único. Um estudo da Universidade de Oxford, publicado recentemente na revista Lancet Psychiatry, observou que pessoas que tiveram covid-19 correm um risco maior de receber um diagnóstico de transtornos psiquiátricos como ansiedade, depressão, insônia e demência de 14 até 90 dias após a doença.
Mesmo com todo o histórico de atleta, Raquel, passou por maus momentos. Precisou ser intubada e hoje, passado três meses, ainda segue em recuperação para recuperar movimentos finos, algo fundamental em sua profissão. Moradora de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, decidiu montar o Projeto Com.Vida para ajudar outras pessoas que também tiveram a doença, com voluntários médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, além de distribuir cestas básicas e kits de higiene.
“Graças a Deus eu tenho um suporte financeiro para me recuperar em casa, pagar médicos, tomar suplementos. Ainda no hospital, eu pensava em quem não têm condições financeiras. Como mandam uma pessoa para casa nessas condições?”, diz. “Ajudar o próximo tem me feito muito bem”, completa.
Enxergar a saída é algo fundamental, mesmo que em meio a pandemia ela pareça nebulosa. É esse trabalho que o psicólogo Felipe Giraldi, um dos idealizadores do Dr. Psico, plataforma que conecta profissionais e pacientes – que no começo da pandemia ofereceu atendimento on-line gratuito -tem feito com seus pacientes que, segundo ele, cresceram quase 100% desde que a vida e a rotina das pessoas foram diretamente afetadas pelo temor da covid-19. A ansiedade é uma queixa constante – tanto para quem teve e para quem não foi acometido pela doença. “Tínhamos nossas vidas e, em um piscar de olhos, tudo mudou. Ninguém se preparou para isso. Essa sensação de medo constante invadiu o psicológico das pessoas”, explica.
Para Giraldi, é importante deixar claro para a população a ideia de um futuro possível. “Ele é um dia de sol que vai chegar e se abrir de uma forma bonita depois de uma tempestade. Seremos novamente donos daquela alegria e liberdade de antes, mas será preciso atenção e cuidados, conosco e com os outros. Mostraremos para nossos filhos e netos que passamos por um momento difícil, mas de afeto e união”, diz.
A dona de casa Rica Todeschini, de 47 anos, foi diagnosticada há cerca de um mês com covid-19. Ela não precisou de internação, mas o marido sim, com 45% dos pulmões comprometidos. No hospital, enquanto esperava atendimento, viu muita gente se desesperar com o diagnóstico, mas tentou manter a calma. Em meio ao sentimento de incerteza, recebeu um abraço de uma enfermeira. “O clima é muito ruim, mas eu não tinha muito o que fazer se não tentar amenizar o medo, conversar com as outras pessoas que estavam lá”, diz.
Portadora de ansiedade há anos, Rica se sentiu insegura quando voltou para casa. As crises se confundiram com uma possível piora da doença. “Meu filho (13 anos) estava em casa e eu tinha medo de passar para ele. Ele estava inseguro, e eu não podia abraça-lo. Foi difícil”, conta.
Para ela o que funcionou foi um velho hobby: a costura. “Tenho um ateliê em casa. Comecei a costurar e, da janela desse quarto, conseguia conversar com o meu filho que estava no dele. Foi o que me acalmou”, conta, sobre os dias em que precisou ficar isolada.
Formar uma rede de apoio – assim como Raquel fez ao dividir sua história com seus seguidores, ou Rica, que buscou a companhia do filho, mesmo separada por uma janela – é essencial.
Ajudar um familiar ou um amigo que ficou testou positivo para a covid não é uma tarefa simples, porém, necessária. Se ele estiver em casa, ou, se internado, o contato for possível, mesmo que via chamadas de vídeo ou telefônica, tente levar alívio ao doente, tire o peso e a culpa – sim, contrair covid pode gerar esse sentimento.
“Converse sobre o tema com informações positivas e de qualidade. Seja um ponto de escuta do paciente que está em sofrimento. Coloque-se ao lado e no lugar dele. Diga ‘olha, estou fazendo tudo por você e tenho certeza que você faria o mesmo por mim’. Aproprie o familiar que essa unidade é sólida”, aconselha Giraldi.
Ao estabelecer esse elo, quem cuida poderá perceber se algum transtorno mental se instalou no doente que, a partir desse momento, precisará de ajuda especializada. “Deixe o familiar falar dos seus anseios, medos e dores na forma de um caminho aberto, livre. Não pergunte em excesso, pois isso pode gerar um stress desnecessário e pode se transformar em uma realidade psíquica dele se sentir que está muito mal. Crie um ambiente no qual o diálogo pode acontecer que tudo vem de forma mais natural”, diz o psicólogo.
Quarta onda
O levantamento da Universidade de Oxford analisou os prontuários médicos de mais de 69 milhões de pacientes nos Estados Unidos. Quase um em cada cinco dos recuperados (18%) sofreu algum psiquiátrico. Esse número é quase o dobro de pacientes com outras doenças, como gripes, infecções do trato respiratório e dermatológicas, pedras nos rins e na vesícula e grandes fraturas ósseas.
De acordo com os resultados do estudo, que, embora preliminares, como alerta seus autores, traz as implicações nos serviços clínicos, os distúrbios podem aparecer em função de um efeito direto no sistema nervoso central – a covid-19 tem sido vista com uma doença sistêmica -, do uso de medicações, do impacto psicológico com as consequências da infecção, do trauma de, eventualmente, ter que ficar em uma UTI, além de preocupações mais amplas com os desdobramentos da pandemia.
O psiquiatra Ary Gadelha, da Universidade Federal De São Paulo (Unifesp), é um dos coordenadores do Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia Mental no Brasil, do Instituto de Ciências Integradas (INI), que aponta uma “pandemia paralela” que traz o aumento do sofrimento psicológico.
O documento divide as consequências da pandemia de covid-19 em quatro ondas: a primeira está relacionada à sobrecarga do sistema de saúde; a segunda aponta a diminuição dos recursos da saúde para o tratamento de outras doenças; a terceira fala na interrupção do tratamento de doenças crônicas; por fim, a quarta indica o aumento de transtornos mentais e trauma psicológico provocados diretamente pela doença, que vão persistir ainda por um bom tempo após a pandemia.
“Estamos em alerta para essa onda de transtornos mentais que envolve tanto a ação do vírus no sistema nervoso quanto o impacto psicológico das implicações da doença. Pedimos que as pessoas cuidem de sua saúde mental. E as que tiveram covid, tão logo se sintam mais tristes ou ansiosas, busquem a orientação de um psiquiatra ou psicólogo para que o caso seja avaliado”, diz o médico.
Gadelha também é um dos colaboradores do inquérito Coh-Fit, uma investigação sobre os efeitos do isolamento social associado à covid-19 na saúde física e mental que está sendo aplicado em 148 países, incluindo o Brasil. “É um questionário extenso que vai avaliar o quanto as pessoas percebem que a experiência da pandemia mudou seu estado mental. Um relatório preliminar – e outros estudos nacionais e internacionais apontam na mesma direção – mostra um impacto grande na saúde mental e isso só tende a aumentar, já que a mudança de hábito, a rotina interrompida e as implicações sociais e econômicas colocam as pessoas em risco”, diz.
Conforme já explicou o psiquiatra Ary Gadelha, a tristeza e ansiedade não podem ser ignoradas e, se persistentes, é preciso buscar ajuda médica. Porém, é importante que as pessoas cuidem de sua saúde mental ao longo da vida (veja dicas abaixo), comportamento que pode ser determinante nesse momento de pandemia. “Obviamente há sempre o que não controlamos. Mas, se as pessoas fizerem aquilo que está à disposição delas, é possível prevenir ou evitar um transtorno mental pós-covid”, diz Gadelha.
Fique atento aos sinais O psiquiatra Ary Gadelha diz que é preciso ficar atento a determinados sinais para identificar os transtornos – em si mesmo ou em um familiar:
Ficar triste é normal, mas a tristeza persistente e intensa indica que algo está errado Muitas pessoas deprimidas não ficam tristes, e sim irritadas Ansiedade é um sinal de alerta Cuide da sua saúde mental O psicólogo Felipe Giraldi dá dicas para manter a saúde mental em dia, mesmo em tempos difíceis.
Preocupar-se é inerente ao ser humano. Aceite esse sentimento como parte de sua vida Entenda o que você pode ou não controlar Converse com as pessoas próximas sobre o que está acontecendo com você Cuide o seu sono, da higiene e da alimentação Não troque o dia pela noite Evite o excesso de exposição a notícias Converse com amigos e família por chamada de vídeo e não apenas por mensagens Exercite-se Faça meditação Arrume a cama e tire o pijama, mesmo se for ficar em casa Dedique-se a atividades que te tragam gratificação pessoal Evite o consumo de álcool em excesso. É fácil perder o controle Não faça a automedicação. Use ansiolíticos apenas com prescrição médica Respeite a retomada das atividades, não exija demais de si mesmo. Cada um tem seu tempo
O frei Jorge Rocha, da Ordem dos Frades Capuchinhos, doutor em teologia e superintendente das rádios Princesa FM e Sociedade News FM em Feira de Santana, é um dos voluntários dos testes para a vacina da Pfizer contra a covid-19. Ele concedeu uma entrevista na manhã desta terça-feira (22), ao Acorda Cidade, durante a programação da ‘Jornada Contra o Coronavírus’ (onde toda a programação da Rádio Sociedade News é voltada para informar e discutir sobre o tema), e contou como se sente em ser um dos voluntários. O frei de refletiu ainda sobre as lições trazidas pela pandemia e a importância da fé e da ciência.
Frei Jorge Rocha relatou que recebeu uma ligação de uma médica, lhe convidando para ser voluntário para tomar a vacina. No início ele não acreditou, mas após confirmar a veracidade do telefonema, prontamente aceitou o convite. Em seguida compareceu até o Hospital Santo Antônio em Salvador, das Obras Sociais Irmã Dulce, onde assinou um termo de compromisso para participar das fases da vacina.
“Eu sou professor universitário, sou cientista, um pesquisador e não poderia dizer não à ciência. Seria uma contradição de toda a minha vida acadêmica, de formar novos profissionais e inclusive eu ensino no curso de biomedicina, enfermagem, curso de fisioterapia e não poderia dizer não. De pronto eu disse sim, fui até o hospital, fiz os exames necessários, assinei o termo de compromisso, termo de consentimento livre e esclarecido para realizar as fases. As fases são V1, V2 e V3. A V1 foi a entrevista e a primeira dose, a V2 foi a análise de como foi a primeira dose e a recebi a segunda dose. A V3 foi o exame clínico e todas as vezes fiz o RT-PCR. Já fiz esse teste 8 vezes e todos deram não reagentes”, relatou.
O frei afirmou que devido ao trâmites de ética da pesquisa, não tem a informação se tomou a vacina feita pela Pfizer contra a covid-19, ou o placebo, que é uma aplicação de efeito neutro e faz parte do protocolo da pesquisa. Mas, ele declarou que desconfia que realmente recebeu o imunizante contra a covid e segundo ele, apresentou leves reações.
“A gente tem um diário que responde semanalmente e às vezes duas vezes na semana. A gente vai indicando as reações que tivemos neste diário eletrônico, que é através de um aplicativo. Eu tive reações leves, enrijecimento no local da vacina e uma sensação de malemolência. Tudo rápido, nada que me impedisse de trabalhar ou de sair. Inclusive a gente recebe um termômetro sublingual para qualquer coisa medir a temperatura e informar imediatamente aos pesquisadores. Temos quatro telefones disponíveis 24h, e qualquer coisa, qualquer sintoma podemos entrar em contato”, declarou.
Sensação em ser voluntário
Colaborar com a ciência é um dos motivos que levaram o Frei Jorge Rocha a participar dos testes da vacina. Ele frisou que a sensação em ser voluntário é de colaboração com a vida das pessoas. Como se fosse parte integrante da família das pessoas, do choro e das suas vitórias. O frei da Ordem dos Capuchinhos, salientou que tem ciência que está sujeito às consequências de participar do processo de testes, mas de acordo com ele, nada suplanta o sentimento de colaborar com a humanidade.
“Depois de me tornar sacerdote, este é o acontecimento mais importante da minha vida”, pontuou.
Sobre as lições que a pandemia trouxe, o frei, listou três que ele considera importantes: Dar valor as coisas simples, valorizar o ser humano e a confiança em um Deus de misericórdia.
Para ele, a pandemia é um fato que além de ensinar, também renovou a fé das pessoas.
“Nunca tivemos tanta fé como agora e essa fé não pode aparecer somente em situações de emergência, tragédia e quando nos sentimos sós. Mas é uma fé que precisa ser professada e proclamada no cotidiano na glória, na ação de graças, na alegria e não apenas no pranto e na dor”, comentou.
O frei encerrou a entrevista afirmando que acredita que o mundo terá um novo tipo de ser humano após a covid-19. Na opinião dele, um ser humano mais humano.
“Se assim não for, a gente vai sucumbir de novo. A ciência já venceu, a inteligência é um dom de Deus que foi dado. Precisamos ter fé na ciência e em Deus. Os cientistas são as pessoas certas a fazendo a coisa certa para que vivamos bem”, concluiu.
PREFEITURA DE FEIRA DE SANTANA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 476 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 16.584 pessoas livres da doença desde o início da epidemia, índice que representa 87,5% dos casos confirmados. Enquanto isso, 231 exames foram negativos e 119 positivos. Os resultados positivos de hoje são em relação a liberação dos exames acumulados que haviam realizado coleta entre os dias 11 e 15 de dezembro que estavam aguardando resultado do laboratório. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 78 pacientes internados no município e 2.024 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também registra mais dez mortes por Covid-19. Os óbitos incluídos no boletim são de datas antigas e ocorreram em Salvador. A VIEP só foi comunicada dessas mortes hoje. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (22).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA 22 de dezembro de 2020
Casos confirmados no dia: 119 Pacientes recuperados no dia: 476 Resultados negativos no dia: 231 Alta hospitalar no dia: 0 Óbitos comunicados no dia: 10 Datas dos óbitos: 30/06, 28/07, 21/08, 13/09, 07/11, 11/11, 13/11, 15/11, 08/12 e 19/12 *OBS.: Os óbitos incluídos no boletim com datas antigas ocorreram em Salvador e a Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana só foi comunicada desses óbitos hoje.
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 2.024 Total de casos confirmados no município: 18.944 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.946 Total de pacientes hospitalizados no município: 78 Total de recuperados no município: 16.584 Total de exames negativos: 24.100 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020) Aguardando resultado do exame: 1.696 Total de óbitos: 336
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 19.351 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020) Resultado positivo: 3.468 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020) Em isolamento domiciliar: 13 Resultado negativo: 15.883 (Período de 06 de março a 22 de dezembro de 2020)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
O aumento exponencial dos casos de covid-19, comprometendo a oferta de vagas de leitos hospitalares nas redes pública e privada do município, pode levar todo o sistema de saúde ao colapso, apesar das incontáveis medidas sanitárias impostas pela Prefeitura para conter o avanço da pandemia.
A gravidade da situação foi exposta pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho, em coletiva remota realizada na manhã desta terça-feira, 22, no Paço Municipal Maria Quitéria, enquanto mais um paciente ia a óbito na já superlotada UTI do Hospital Municipal de Campanha.
A médica e infectologista Melissa Falcão, coordenadora do Comitê de Combate ao Coronavirus, ao admitir que ” chegamos em nosso pior momento”, visivelmente emocionada, conclamou a sociedade a obedecer as regras de distanciamento e os cuidados sanitários recomendados pelas autoridades de Saúde, como usar máscara e lavar corretamente as mãos.
“Estamos próximos do Natal, e achávamos que neste final de ano já estaríamos com uma certa tranquilidade. Mas, em verdade, estamos em nosso pior momento. Tivemos, nos três primeiros meses da doença ( depois do primeiro caso, em março), em junho, 3.066 casos. Nas três semanas de dezembro já atingimos 3.417 casos, ou seja, mais de mil casos por semana”, pontuou a infectologista.
O anúncio das primeiras levas de vacina que vêm sendo aplicadas, sobretudo na Europa e Estados Unidos, tem causado, segundo Melissa Falcão, uma sensação de que todos já estão vacinados, dado o comportamento desassombrado das pessoas, que continuam buscando ambientes de aglomeração, como bares, restaurantes, e festinhas privadas.
“A gente que convive nas universidades hospitalares, prestando um atendimento mais de perto, vendo marido e mulher sendo internados em alas que também se encontram internados seus filhos, vê esse crescimento de casos, mas não vemos um retorno positivo da sociedade para o que está acontecendo, neste momento”, lamentou a coordenadora.
Sem espaço físico para ampliar suas instalações e com a UTI 100% ocupada, o coordenador do Hospital Municipal de Campanha, Alexandre Mota, enfatizou que a situação é extremamente preocupante, ” e se as pessoas não fizerem o distanciamento social, correm o risco de precisar de um leito para internação e não encontrar vaga.”
Já o superintendente do Procon e coordenador da Fiscalização Preventiva Integrada, Cleidson Almeida, responsável por fazer cumprir os decretos municipais no tocante aos protocolos sanitários vigentes sobre a Covid, afirmou que foram fechados e notificados 23 bares, neste final semana, enquanto outros seis estabelecimentos foram interditados. A maioria das intervenções ocorreu nas principais avenidas da cidade.
O prefeito Colbert Filho enfatizou que, apesar das tratativas que a Prefeitura vem mantendo com as esferas estadual e federal para obter a vacina, no momento, a melhor vacina é o distanciamento social.
“As pessoas não estão tendo praticamente nenhuma, e se comportam como se já estivessem sido vacinadas. A vacina é o melhor fato que temos neste momento. Mas, ela só chega nos próximos dois, três meses. Enquanto isso, os riscos continuam”, advertiu.
Mais de 2,3 milhões de pessoas de seis países foram vacinadas em 2020 com doses de imunizantes aprovados para uso emergencial ou definitivo. Esse total é equivalente ao tamanho da população da cidade de Manaus, por exemplo.
Os seis países que aparecem no levantamento são: China, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Israel.
Os dois primeiros usam vacinas autorizadas apenas por seus próprios governos. A Rússia, com os imunizantes criados pelo Instituto Vector e pelo Instituto Gamaleya (Sputnik V), e a China, com as vacinas de três fabricantes: Sinopharm, CanSino e Sinovac (parceira do Instituto Butantan, em São Paulo).
Nenhuma das vacinas chinesas concluiu as três fases de estudos de segurança e eficácia que antecedem a aprovação por órgãos reguladores de outros países.
Reino Unido, EUA, Israel e Canadá começaram a distribuir o imunizante criado em parceira pela alemã BioNTech e a americana Pfizer. E apenas os EUA aprovaram e distribuíram a vacina da americana Moderna.
Um monitoramento da Universidade Duke, dos EUA, que pode ser acompanhado neste link, indica que os números devem começar a deslanchar pelo mundo depois da aprovação da vacina fabricada em parceria pela Universidade de Oxford e a farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca, que já negociaram mais de 2 bilhões de doses com diversos países.
Apenas no Brasil, por exemplo, espera-se imunizar mais de 130 milhões de pessoas em 2021 com essa vacina Oxford/AstraZeneca, que seria fabricada no país em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esse imunizante, no entanto, ainda não foi aprovado por nenhum órgão regulador do mundo.
Por meio de decreto publicado no Diário Oficial Eletrônico, a Prefeitura Municipal de Saubara proibiu a realização de shows e festas de Natal e réveillon.
A medida, que está em vigor desde a última sexta-feira (18), foi tomada em virtude da segunda onda de covid-19 e vale até o dia 3 de janeiro de 2021.
Além das festas, o decreto também proíbe qualquer tipo de som e não permite o acesso de ônibus e vans de passeio ou de Excursão/Turismo, pelo prazo de 30 dias, a contar desde o último dia 18 de dezembro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu cautela nesta segunda-feira contra um grande alarme em torno de uma nova cepa do coronavírus altamente infecciosa que surgiu no Reino Unido, mencionando que isso era uma parte normal do desenvolvimento da pandemia.
Autoridades da OMS até colocaram uma luz positiva sobre a descoberta de novas variantes que levaram uma série de países alarmados a imporem restrições de viagem ao Reino Unido e à África do Sul, dizendo que novas ferramentas para rastrear o vírus estavam funcionando.
“Temos que encontrar um equilíbrio. É muito importante ter transparência, é muito importante dizer ao público como é, mas também é importante deixar claro que isso é uma parte normal do desenvolvimento do vírus”, afirmou Mike Ryan, principal especialista em emergências da OMS, em um briefing online.
“Ser capaz de rastrear um vírus tão de perto, tão cuidadosamente, cientificamente em tempo real é um desenvolvimento realmente positivo para a saúde pública global, e os países que fazem esse tipo de vigilância devem ser elogiados.”
Mencionando dados do Reino Unido, as autoridades da OMS disseram não ter nenhuma evidência de que a variante deixasse as pessoas mais doentes ou fosse mais letal do que as cepas existentes da covid-19, embora parecesse propagar-se de forma mais fácil.
Os países que impuseram restrições às viagens agiram com muita cautela ao avaliar os riscos, disse Ryan, acrescentando: “Isso é prudente. Mas também é importante que todos reconheçam que isso acontece, essas variantes ocorrem.”
Autoridades da OMS disseram que as mutações do coronavírus têm sido muito mais lentas do que as apresentadas com a gripe e que mesmo a nova variante do Reino Unido permanece muito menos transmissível do que outras doenças, como a caxumba.
Eles disseram que as vacinas desenvolvidas para combater a covid-19 devem lidar com as novas variantes também, embora checagens estejam em andamento para garantir que esse seja o caso.
“Até agora, embora tenhamos visto uma série de mudanças, uma série de mutações, nenhuma teve um impacto significativo na suscetibilidade do vírus a qualquer um dos tratamentos, medicamentos ou vacinas em desenvolvimento atualmente utilizados e se espera que continuará a ser assim”, disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, em briefing.
A OMS afirmou que espera obter em alguns dias ou semanas mais detalhes sobre o potencial impacto da nova cepa do coronavírus altamente infecciosa.