Na manhã deste sábado (8), um grupo de entregadores decidiu realizar um protesto em frente ao condomínio em Valinhos (SP) onde o entregador Matheus Pires sofreu ataques racistas. O buzinaço aconteceu por volta de 9h da manhã e contou com a participação de pelo menos 100 pessoas, entre entregadores e apoiadores.

O vídeo com o ataque se espalhou nas redes sociais nesta sexta-feira (7). Na gravação, o entregador é discriminado por um morador de um condomínio de casas por causa de sua condição financeira e pela cor de sua pele. As imagens foram gravadas no dia 31 de julho.

No vídeo, o entregador é chamado pelo morador de “lixo”, de “semianalfabeto”. Além disso, o agressor afirmou que o motoboy tinha inveja do condomínio e da cor de sua pele.

As imagens causaram indignação nas redes sociais, o que levou o entregador Matheus a receber apoio de famosos. O presidente Jair Bolsonaro também comentou o episódio e expressou solidariedade ao motoboy.

– Que a indignação dos brasileiros sirva de lição para que atos como esse não se repitam. Todos somos iguais! Embora alguns trabalhem para nos dividir, somos um só povo! Meus votos de solidariedade e sucesso ao entregador Matheus, bem como a toda sua família. Deus os abençoe! A miscigenação é uma marca do Brasil. Ninguém é melhor do que ninguém por conta de sua cor, crença, classe social ou opção sexual – declarou.

Morre a atriz Chica Xavier
8 de Agosto de 2020

A atriz Chica Xavier, conhecida por papéis marcantes em novelas como “Sinhá Moça” e “Renascer”, morreu na madrugada deste sábado (8) aos 88 anos, vítima de câncer de pulmão. Ela estava internada no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Nascida em Salvador em 22 de janeiro de 1932, Francisca Xavier Queiroz de Jesus mudou-se para o Rio em 1953, aos 21 anos e se consagrou como atriz de teatro, TV e cinema, ao longo de uma carreira de mais de seis décadas. Destacou-se como uma das maiores referências da representatividade negra na arte brasileira.
Em 2010, recebeu o Troféu Palmares, entregue pelo extinto Ministério da Cultura, pelo trabalho de preservação e incentivo à cultura afro-brasileira.
“Uma precursora, símbolo de gerações de atrizes e atores negros, de representatividade, que trazia em cada cena ou fala traços latentes de baianidade. Nunca negou a origem”, disse a TV Globo em comunicado.
Nos palcos, Chica Xavier esteve na montagem de 1956 de “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes. Atuou também em novelas como “Dancin’ Days” (1978), “Pátria minha” (1994), “Cara & Coroa” (1995), “O rei do gado” (1996) e “Força de um desejo” (1999), além da minissérie “Tenda dos milagres” (1985). Seu último trabalho na TV foi “Cheias de charme” (2012).

Informações G1
Foto: reprodução Instagram


Nesta sexta-feira (7), Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o secretário de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy, seja solto.

Defiro o pedido liminar para suspender a ordem de prisão temporária decretada em relação ao reclamante. Expeça-se alvará de soltura. Comunique-se com urgência – escreveu o ministro do STF.

Informações Pleno News
Foto: Nelson Jr


Pesquisa PoderData mostra o presidente Jair Bolsonaro como líder isolado na intenção de votos para o 1º turno da disputa ao Planalto, em 2022. É o favorito de 38% dos eleitores. O 2º colocado, o ex-ministro Fernando Haddad (PT), é o escolhido de 14%.

A diferença entre o presidente e o petista é de 24 pontos percentuais. É maior que os 17 pontos percentuais que os separaram no 1º turno de 2018. Bolsonaro teve 46% dos votos. Haddad alcançou 29%.

O ex-ministro Sergio Moro (sem partido) aparece em 3º na corrida presidencial, com 10% de preferência. O levantamento também incluiu Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM), João Doria (PSDB) e Flávio Dino (PC do B).

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. Os dados foram coletados de 3 a 5 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.


A Globo está vendo as audiências de seus principais telejornais caírem. Desde o começo da cobertura de assuntos relacionados ao coronavírus, a emissora viu o número de telespectadores crescer e bateu grandes números de audiências com a exibição de seus principais telejornais, Jornal Nacional, Jornal Hoje e SP1. Porém, o público diminuiu no último mês e já não é o mesmo de março.

Segundo um levantamento feito pelo site Notícias da TV, a audiência dos três telejornais caiu em julho. O Jornal Nacional fechou o mês com uma média de 30,3 pontos na Grande São Paulo. É um decréscimo de 10% em relação ao melhor mês de 2020, que foi março com 33,9 pontos. Pode parecer uma queda pequena, mas significa que são 730 mil telespectadores a menos ligados no horário nobre da Globo.

Um dos motivos que pode estar levando a essa queda de audiência é o fato de a população não estar mais tão interessada em notícias sobre o coronavírus. Para contornar essa situação, a Globo estaria diminuindo o espaço que o tema tem na cobertura. Se antes o Jornal Nacional falava sobre o assunto por 30 minutos, agora 10 minutos do jornal são destinados a ele. Na última terça-feira (4), foi a primeira vez desde 21 de fevereiro que a Covid não foi citada na escalda, apresentação das principais notícias na abertura do programa.


Um grupo de empresas brasileiras anunciou a doação de R$ 100 milhões para a construção de um laboratório de controle de qualidade e adequação do parque fabril do instituto Bio-Manguinhos, da Fiocruz, para a produção da vacina contra a Covid-19. A expectativa é de que a infraestrutura esteja pronta até o começo de 2021.

Compõe o grupo Ambev, Americanas, Itaú Unibanco (Todos pela Saúde), Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation.

Parte dos integrantes do grupo também apoiará a construção de uma fábrica similar no Instituto Butantan, em São Paulo.

Segundo o executivo, a decisão da Ambev de participar na doação à Fiocruz partiu da constatação de que o país não tinha capacidade para produzir a vacina em escala industrial.

Conforme as companhias, em comunicado, a primeira fase da iniciativa é a construção de um laboratório de controle de qualidade para a realização dos testes desde a primeira fase de incorporação do imunizante pelo instituto Bio-Manguinhos, com o recebimento de 100 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para processamento final, dentro de um acordo de encomenda tecnológica respaldado pelo governo.

A vacina que será produzida na unidade é a que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, junto ao laboratório farmacêutico britânico AstraZeneca. O projeto se encontra na fase III de testes no Brasil e outros países, como África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. A expectativa é de que a vacina tenha a submissão do seu dossiê de registro à agência regulatória nacional ainda neste ano.

Além disso, o grupo vai investir na adequação do parque fabril do instituto Bio-Manguinho e na aquisição dos equipamentos necessários.

A Ambev será corresponsável, junto com a Fiocruz, pela gestão e execução do projeto, sob supervisão técnica do Bio-Manguinhos. O escritório Barbosa, Mussnich e Aragão Advogados atuará como consultor jurídico do projeto, de maneira gratuita. Um comitê composto pela empresas e fundações será formado para acompanhar o andamento das obras e aquisições dos equipamentos.

Conforme Soufen, da Ambev, as empresas doadoras não terão nenhuma contrapartida pelo apoio, como prioridade de acesso às vacinas.

Fonte: site Pleno News


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou recursos apresentados pela defesa dos investigados do inquérito que apura os atos antidemocráticos e manteve a determinação de quebra dos sigilos bancário e fiscal. A fiscalização nas transações de parlamentares e apoiadores bolsonaristas foi autorizada em junho. A decisão foi proferida na última segunda (3) e divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Estado de S. Paulo.

Segundo Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ‘indícios suficientes’ da atuação de ‘forma sistêmica’ de vários núcleos de uma associação criminosa, medida que justificaria a quebra de sigilo. Quando autorizou a diligência, o ministro pontuou a ‘real possibilidade’ de que o grupo utilizaria os atos antidemocráticos para obter lucros políticos e financeiros.

Moraes autorizou em junho a quebra do sigilo bancário dos deputados Daniel Silveira (PSL-RJ), Junio do Amaral (PSL-MG), Otoni de Paula (PSC-RJ), Caroline de Toni (PSL-SC), Carla Zambelli (PSL-SP), Alê Silva (PSL-MG), Beatriz Kicis (PSL-DF), General Girão (PSL-RN), José Guilherme Negrão Peixoto (PSL-SP) e Aline Sleutjes (PSL-PR).

O senador Arolde de Oliveira (PSC-RJ) também foi alvo da diligência, assim como o empresário Otavio Fakhoury, o blogueiro Allan dos Santos, a extremista Sara Giromoni e outros youtubers bolsonaristas.


O Brasil chegou a 2.962.442 casos confirmados do novo coronavírus, nesta sexta-feira (7). A Bahia segue como o segundo estado com maior número de infectados pela doença, segundo o balanço do Ministério da Saúde.

Ao todo foram 99.572 mortes, com as novas 1.079 mortes em razão da Covid-19. O país também registrou 50.230 novo casos nas últimas 24 horas. 

Ainda existem 794.476 pessoas em acompanhamento e a quantidade de recuperados totalizou 2.068.394.


O Ministério Público do Paraguai solicitou à Justiça que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão dele, Roberto Assis, sejam colocados em liberdade. O pedido de suspensão condicional do processo ocorreu após a conclusão das investigações. Os dois estão detidos preventivamente há mais de cinco meses no Paraguai por entrarem no país com documentos paraguaios adulterados.

As informações foram divulgadas, nesta sexta-feira (7), pelo Ministério Público paraguaio. Se a Justiça atacar o pedido, após o prazo legal, o processo será arquivado, segundo o G1.

Segundo o documento, não haverá denúncia contra o ex-jogador e o irmão. Entretanto, os promotores sugerem algumas exigências, como o pagamento de 200 mil dólares em multa, que seriam 90 mil pagos por Ronaldinho e 110 mil por Assis.

Conforme o advogado dos irmãos, Sérgio Queiroz, o pedido ocorreu porque a investigação não encontrou nenhuma prova relacionada aos crimes que suspeitavam, como lavagem de dinheiro e associação criminosa.

“Foram cinco meses! Quem vai pagar por isso? Perderam a liberdade sem nunca ter tido um indício de prova contra eles. Nunca teve nada. Apenas agora começaram a fazer justiça”, disse o advogado de Ronaldinho Gaúcho Sérgio Queiroz.

O Ministério Público autoriza ainda o retorno dos dois ao Brasil. O pedido será analisado pelo juiz Gustavo Amarilla, e a expectativa é de que a decisão ocorra na próxima semana, mas não há data definida.

O advogado explicou ainda que, desde o início da investigação, foi defendido que Ronaldinho usou o documento sem saber da adulteração. Destacou ainda que não havia motivo dele usar o passaporte alterado, pois também tinha um passaportes brasileiro e espanhol.

Ronaldinho e Assis estavam detidos desde 6 de março, após entrarem no Paraguai com documentos paraguaios adulterados. Outras três pessoas foram presas na ocasião.


Mateus Fernandes, de 18 anos, é mais um jovem negro que entrou para a lista dos “confundido com um ladrão” no Brasil. O caso aconteceu nesta sexta-feira (7) em um shopping na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. No estabelecimento para realizar a troca de um relógio que havia comprado como presente de Dia dos Pais, Mateus foi agredido, imobilizado e ameaçado com arma de fogo por dois homens, que se identificaram como policiais. 

Mateus afirmou que chorou muito após ter sido confundido com um ladrão.  “Eu chorei muito, muito. A gente tem que levar no sorriso. Acontece, mas não era para acontecer. Não era para acontecer”, disse o jovem ao RJ1.
A mãe de Matheus, Alice Fernandes Bione, afirmou que o filho foi vítima de racismo.

“Foi por causa da cor da pele. Não tem outra explicação. Eu não sou tão negra, então eu posso ir no shopping, mexer em todas as roupas, posso provar as coisas de graça. Se ele está sozinho, ele não pode fazer nada disso. Foi o que aconteceu. Ele sozinho não pode? Ele vai ter que sempre estar com alguém do lado? Alguém branco?”, questionou a mãe de Matheus.

“Estava esperando pelo atendimento quando ele se aproximou de mim e disse: ‘Vamos ali’. Eu disse que não sairia dali e que não era nenhum ladrão. Fui tratado como se não fosse nada, e ainda colocaram uma pistola na minha cabeça. E por que isso? Porque estou com um relógio bacana sou ladrão? Não sou ladrão, não”, diz o jovem. 

Imagens da abordagem que circulam na internet mostra Matheus no chão, imobilizado por um homem de camisa vermelha. Outro homem, de camisa preta, participa da ação. Pessoas que estavam no shopping se aproximam e exigem que ele seja solto.

Na gravação, um segurança do Plaza chegou a presenciar a agressão, mas, no momento em que o vídeo era gravado, ele não tomou nenhuma providência.

“Os agressores não são funcionários do shopping. O nosso vigilante atuou de forma a controlar a situação. Estamos buscando as informações internamente sobre o que teria acontecido para tomarmos as medidas cabíveis. O shopping repudia a violência e iremos colaborar com as autoridades”, afirmou o estabelecimento ao G1.