O presidente Jair Bolsonaro foi aplaudido por apoiadores, na tarde desta quinta-feira (10), após inaugurar 27 quilômetros da duplicação da BR-116, no município de Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul. Bolsonaro dirigiu o famoso Camaro da Polícia Rodoviária Federal para inaugurar a pista.
Bolsonaro não fez discurso oficial para a imprensa neste evento.
O presidente chegou de helicóptero ao local, um grande grupo de apoiadores o aguardava. Ele também foi recepcionado por motociclistas do Moto Grupo Piratas da Lagoa.
Mais cedo, o presidente fez a entrega simbólica da nova ponte do Guaíba. Em discurso, Bolsonaro destacou o papel do Ministério da Economia durante a pandemia. “Levou ajuda na veia de quem precisava”, classificou o presidente.
– 67 milhões de brasileiros precisavam disso. Salvamos milhões de empregos ajudando empresas. Não poupamos esforços para mandar recursos – apontou.
Nesta quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o governo federal pretende imunizar todos os brasileiros contra a Covid-19 no ano que vem. A declaração foi dada durante uma entrevista à Rádio Jovem Pan.
Pazuello foi questionado sobre o prazo estipulado pelo governo para que toda a população do país seja vacinada. Ele disse então que a ideia é chegar ao segundo semestre do ano que vem com “bastante cobertura”.
– [O prazo é) 2021. Acreditamos que a gente chegue aí a metade de 2021, início do segundo semestre, já com bastante cobertura. E a gente tem que compreender que a vacina (…) Quando conseguirmos vacinar o suficiente para reduzir o contágio, a gente começa a entrar na normalidade – ressaltou.
O ministro, no entanto, ressaltou que não é necessário vacinar todos os brasileiros para se ter um efeito das estratégias de vacinação.
– Não tem que esperar vacinarmos 215 milhões de pessoas para ter os efeitos de uma estratégia de vacinação. Ela visa imunizar grupos de pessoas que vão trazer a contaminação para níveis bem razoáveis. Temos que compreender que vamos conviver com o coronavírus (…) Como convivemos com outras doenças (…) E vamos ter que vacinar periodicamente – destacou.
Ele ainda comentou a questão da Coronavac e disse que o governo planeja comprar a vacina caso ela seja aprovada e esteja “com o preço dentro da lógica correta”.
– Tem muita fumaça nessa discussão (…) Nunca deixamos de fazer conversas particulares e acompanhamentos com o Instituto Butatan. Temos um memorando de entendimento assinado com o Butatan desde outubro, onde demonstramos nosso interesse de adquirir as vacinas quando registradas, quando concluídas. Com a apresentação da planilha de custos, para avaliarmos o custo real (…) Vamos comprar as vacinas caso sejam registradas e comprovadas, com o preço dentro da lógica correta. A Anvisa é nossa agência reguladora (…) Compraremos não só do Butantan, como de qualquer produtora que esteja nesse nível – destacou.
O governo federal lançou nesta quarta-feira (9), em Brasília (DF), o Plano Anticorrupção, com vigência para 2020 a 2025.
O projeto foi anunciado durante a cerimônia do “Fórum: O Controle no Combate a Corrupção”, no Palácio do Planalto, com a presença de Jair Bolsonaro (sem partido) e de outras autoridades.
Segundo o governo, o objetivo do plano é estruturar e executar ações no Executivo Federal com mecanismos de prevenção, detecção e responsabilização por atos de corrupção.
Sobre o Plano
O Plano Anticorrupção foi desenvolvido pelo Comitê Interministerial de Combate a Corrupção (CICC), que é formado pelos membros titulares da Controladoria-Geral da União, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Economia, Gabinete de Segurança Institucional, Advocacia Geral da União e Banco Central do Brasil.
A proposta do documento é seguir as ações iniciadas em 2019 pelo Pacote Anticrime e Anticorrupção, implementando ações em médio e longo prazo.
O presidente da Embratur, Gilson Machado, aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir interinamente o comando do Ministério do Turismo. Machado ocupará o lugar deixado por Marcelo Álvaro Antônio, demitido por Bolsonaro nesta quarta-feira (9) após acusar o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, de “pedir sua cabeça” a Bolsonaro.
Ele deve tomar posse do cargo ainda hoje. Uma nova mudança deve ocorrer a partir de fevereiro, quando uma reforma ministerial está prevista.
Fiel amigo do presidente, Gilson Machado é conhecido por acompanhar o presidente em viagens pelo Brasil e por ser figura constante nas lives presidenciais, em que costuma tocar sanfona.
Atual presidente da Embratur, Machado é aliado de Bolsonaro desde a campanha presidencial e participou da equipe de transição. Antes de ser nomeado presidente da agência de fomento ao turismo, atuava como secretário nacional de Ecoturismo e Cidadania Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente, onde também exerceu o cargo de secretário de Florestas.
No fim de junho, Machado, que é de Recife, ganhou destaque depois de tocar Ave Maria na sanfona durante uma transmissão ao vivo do presidente. A música foi uma homenagem às vítimas da Covid-19. Naquele dia, 25 de junho, o país registrava mais 55 mil mortes pelo novo coronavírus. Ele chegou a dar aulas do instrumento ao presidente.
O novo ministro do Turismo também participou da criação do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente e seus filhos tentam criar. Na noite de terça-feira (8), ele esteve no lançamento do Instituto Conservador-Liberal do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.
Machado estava em um evento do setor quando foi convocado para falar com o presidente na tarde desta quarta-feira. Ele chegou ao Palácio do Planalto pouco antes das 15h. Ele deixou o gabinete presidencial cerca de 45 minutos depois, sem dar declarações.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que a campanha de vacinação anunciada para janeiro de 2021 pelo chefe do Executivo de São Paulo, João Doria (PSDB), não é verdadeira. Segundo Caiado, nenhum estado iniciará campanhas individuais contra a Covid-19. Em conversa com a CNN Brasil, o gestor goiano disse que as imunizações só começarão após decisão do Ministério da Saúde.
– Não terá nenhuma campanha de imunização praticada por qualquer governador do país. Toda imunização e todo plano nacional será [elaborado] pelo governo federal [e] pelo Ministério da Saúde. Então, esta informação que foi levada ao conhecimento da população de que São Paulo irá iniciar no dia 25 de janeiro já uma campanha de imunização, ela não procede – disse.
Caiado também fez questão de destacar que “não há vacina de São Paulo”, em uma referência aos posicionamentos frequentes de Doria em favor da CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O governador goiano ainda aproveitou para criticar Doria pela postura de adotar como propriedade de SP a vacina.
– Não é admissível alguém aceitar que em um momento como esse, de uma pandemia, algum governador se vista na condição de ter a vacina. Butantan, Fiocruz, ou qualquer outra aquisição de vacinas, elas todas serão centralizadas pelo Ministério da Saúde – completou.
Cursos de instituições públicas federais obtiveram os melhores resultados no Conceito Preliminar de Curso (CPC), divulgado hoje (9) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O CPC é um dos principais indicadores de qualidade do ensino superior. Os resultados são referentes a 2019. Entre os cursos avaliados estão medicina, enfermagem e engenharias.
O indicador segue uma escala de 1 a 5. O conceito 3 é uma espécie de média. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que obtiveram desempenho superior recebem os conceitos 4 ou 5.
Ao todo, 1.008 cursos de instituições federais obtiveram conceito 4 e 68 cursos, conceito 5. Isso significa que 75,7%, ou três a cada quatro cursos avaliados nessas instituições, estão “acima da média”, com conceitos 4 ou 5.
Entre as instituições privadas, que são as que concentram mais de 75% das matrículas de estudantes dos cursos avaliados, 1.068, o equivalente a 31% dos cursos de instituições com fins lucrativos, e 1.047, o equivalente a 38% dos cursos de instituições sem fins lucrativos, obtiveram os maiores conceitos.
Educação a distância
Entre os cursos a distância, 23,3% obtiveram conceitos 4 ou 5. A educação a distância representa, no entanto, apenas 2% de todos os cursos avaliados. Considerando somente os cursos presenciais, a porcentagem “acima da média” foi maior, 42,7% obtiveram conceitos 4 ou 5.
Indicador de qualidade
O CPC leva em consideração diferentes aspectos dos cursos de graduação, como o desempenho dos estudantes nas provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a percepção dos próprios estudantes em relação ao curso e à formação dos professores.
A cada três anos, um conjunto diferente de cursos é avaliado no Enade. São os mesmos que têm o CPC divulgado pelo Inep. No ano passado, foram cursos das áreas de ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias e arquitetura e urbanismo; e os cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e de segurança.
Ao todo, foi o calculado o CPC de 8.188 cursos de graduação de 1.215 instituições de ensino superior. Considerando todas as instituições e as modalidades, 22 cursos – o equivalente a 0,3% – obtiveram conceito 1, o mais baixo; 665 cursos, ou 8%, o conceito 2; 4.034 cursos, ou 49,3%, conceito 3; 3.255 cursos, ou 39,8%, obtiveram conceito 4; e, 212, ou 2,6%, o conceito 5, o máximo.
De acordo com o Inep, além de subsidiar a definição de politicas públicas, os resultados do CPC são utilizados como critério seletivo ou de distinção em processos de supervisão e regulação da educação superior; na construção de matriz de distribuição orçamentária para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; e em programas e políticas públicas do governo federal, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).
Em pronunciamento feito no Palácio do Planalto na tarde desta terça-feira (8), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que cabe à Pasta, e não aos estados, planejar a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. A declaração ocorre após o governador de São Paulo, João Doria, se antecipar e anunciar o início da imunização a partir do dia 25 de janeiro, mesmo sem ajuda do governo federal.
– Compete a Ministério da Saúde realizar o planejamento e a vacinação em todo o Brasil. Por isso o PNI (Programa Nacional de Imunizações) é um programa do ministério. Não podemos dividir o Brasil num momento difícil – disse Pazuello.
Apesar de ter cobrado união, Pazuello não citou no pronunciamento os acordos do governo paulista para entrega da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã.
Pazuello voltou a afirmar, porém, que o governo federal deve comprar qualquer vacina que receber registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
– Qualquer vacina que tenhamos acesso, fabricadas no Brasil ou importadas, que sejam disponibilizadas para nós e tenha registro da Anvisa será alvo de contratação do governo federal – afirmou o general.
A declaração de Pazuello foi feita no momento em que o governo é pressionado para acelerar a imunização contra a covid-19 no Brasil. Mais cedo, em reunião com governadores, o ministro disse que a vacina da AstraZeneca/Oxfod, aposta do governo federal, deve ser registrada até o fim de fevereiro. A previsão foi dada no mesmo dia em que o Reino Unido começou a vacinar sua população.
Pazuello se negou a responder a perguntas de jornalistas após a sua declaração. Na fala, ele elogiou o “empenho” do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.
– Quero destacar o empenho de Bolsonaro na pandemia. Ele não mediu e não mede esforços para que alcancemos a vacina – destacou.
Em mensagem pelas redes sociais logo após o fim do pronunciamento do ministro, Bolsonaro também reafirmou nas redes sociais que o governo vai oferecer “de forma gratuita” vacinas que tiverem sua eficácia comprovada pela Anvisa.
– O Brasil disponibilizará vacinas de forma gratuita e voluntária após COMPROVADA EFICÁCIA E REGISTRO NA ANVISA. Vamos proteger a população respeitando sua liberdade, e não usá-la para fins políticos, colocando sua saúde em risco por conta de projetos pessoais de poder – escreveu Bolsonaro.
Em decorrência do aumento no número de casos de Covid-19, vários países da Europa decretaram “lockdown” nas últimas semanas, entretanto, os colégios se mantiveram abertos e os alunos continuam a ter aulas presenciais. Apenas o Brasil e alguns países da América Latina e da África ainda não reabriram os colégios.
Os trabalhadores com carteira assinada sem conta na Caixa Econômica Federal poderão receber o abono salarial 2020/2021 sem a necessidade de ir a uma agência. A partir de hoje (8), o banco depositará o benefício do Programa de Integração Social (PIS) na conta poupança social digital.
As contas foram abertas de forma gratuita pela Caixa, sem a necessidade de apresentação de documentos. O pagamento pela poupança digital foi autorizado pela Lei 14.075/2020, sancionada no fim de outubro, que autoriza permanentemente o pagamento de diversos benefícios sociais e trabalhistas por meio eletrônico.
O trabalhador poderá movimentar o dinheiro por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos bancários, de contas domésticas e compras em lojas parceiras. O aplicativo também permite até três transferências gratuitas por mês para qualquer conta bancária.
Quem não tiver conta poderá gerar um token (chave eletrônica) no Caixa Tem para saques em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências.
O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (7) que o governo federal vai oferecer vacina contra a covid-19 para toda a população de forma gratuita e não obrigatória.
“Havendo certificação da Anvisa , o governo ofertará a vacina a todos, gratuita e não obrigatória”, escreveu em sua conta no Twitter.
Bolsonaro, que se reuniu mais cedo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou ainda que os recursos para a aquisição dos imunizantes estão garantidos. “Não faltarão recursos para que todos sejam atendidos”.
O Ministério da Saúde tem acordo para a compra de doses produzidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, incluindo um pacto de transferência de tecnologia e produção local da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O governo federal mantém contato com outros laboratórios estrangeiros que desenvolvem doses contra a covid-19 e que, se aprovadas, também poderão ser adquiridas para imunizar a população.
Também ontem, em entrevista coletiva, membros da diretoria da Organização Mundial de Saúde (OMS) se posicionaram contra a obrigatoriedade de vacinação para Covid-19. Segundo a médica brasileira Mariângela Simão, que é diretora-assistente da entidade, a melhor decisão é conversar com a sociedade.
O posicionamento adotado pela entidade nesta segunda se aproxima da postura que vem sendo adotada pelo presidente Jair Bolsonaro que, desde o início do desenvolvimento das vacinas, defende a desobrigação da aplicação da vacina no país e destaca que os imunizantes precisarão ter a eficácia comprovada antes da aprovação.