Segundo coluna, “núcleo dos protestos será o impeachment de Bolsonaro”

Bandeira do MST Foto: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil

De acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o Movimento Sem Terra (MST) e outros grupos marcaram uma plenária para esta terça-feira (26). O objetivo é mobilizar no dia 1° de fevereiro, dia de votação das presidências da Câmara e do Senado, protestos contra o presidente Jair Bolsonaro.

– MST e MTST pretendem propor um trancamento de estradas para esse dia – afirmou a coluna.

O núcleo dos protestos será o impeachment de Bolsonaro. Os grupos também querem defender pautas como vacinas, proteção às estatais e contraposição à reforma administrativa.

Ainda segundo a publicação, o MST “topa se juntar a Luciano Huck e Ayres Britto, ex-ministro do STF, contra Bolsonaro”.

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Valor corresponde aos gastos com o alimento por todos os órgãos do governo federal

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

Após a divulgação, pelo portal Metrópoles, do que seria uma planilha dos gastos do governo federal com alimentos e bebidas em 2020, usuários de redes sociais passaram a comentar os valores. E surgiu, nas redes sociais, o boato de que o presidente Jair Bolsonaro seria o responsável por gastar, sozinho, R$ 15 milhões em leite condensado.

A informação, no entanto, é falsa, já que o valor equivale aos gastos com o produto de todos órgãos do Poder Executivo no ano passado.

De acordo com o veículo, o governo federal gastou R$ 1,8 bilhão na compra de mantimentos, o que representaria um aumento de 20% na comparação com 2019. Além disso, o veículo deu exemplos dos produtos, entre eles os R$ 15,6 milhões em leite condensado.

Do valor total, R$ 14,2 milhões foram gastos do Ministério da Defesa e utilizados na alimentação do efetivo de todas as Forças Armadas. De acordo com a Pasta, são cerca de 370 mil pessoas.

Já o restante dos valores utilizados na compra de leite condensado veio dos ministérios da Educação (R$ 1 milhão), da Justiça (R$ 327 mil) e da Saúde (R$ 61 mil).

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Fila para entrada em agência da Caixa, em Brasília.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Brasil- Cerca de 3,3 milhões de beneficiários do auxílio emergencial e do auxílio emergencial extensão nascidos em dezembro poderão sacar a última parcela do benefício a partir desta quarta-feira (27). Eles poderão sacar ou transferir os recursos da conta poupança social digital. Foram creditados cerca de R$ 2,3 bilhões para esses públicos nos ciclos 5 e 6 de pagamentos.

Desse total, cerca R$ 2,1 bilhões são referentes às parcelas do auxílio emergencial extensão e o restante, cerca de R$ 200 milhões, às parcelas do auxílio emergencial.

Esta semana marca o encerramento do programa de transferência de renda que atendeu a 67,9 milhões de brasileiros e gastou R$ 292,9 bilhões em auxílios a pessoas vulneráveis, afetadas pela pandemia de covid-19.

Amanhã (28), a Caixa pagará um resíduo de R$ 248 milhões a 196 mil pessoas que tiveram o benefício liberado pelo Ministério da Cidadania após contestações.

O dinheiro havia sido depositado na conta poupança digital em 12 de dezembro para os beneficiários do ciclo 5 e em 29 de dezembro para os beneficiários do ciclo 6. Até agora, os recursos podiam ser movimentados apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos (contas de água, luz e telefone), compras com o cartão virtual de débito pela internet e compras em estabelecimentos parceiros por meio de maquininhas com código QR (versão avançada do código de barras).

Para realizar o saque em espécie, é necessário fazer o login no Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.

Os saques em dinheiro podem ser feitos nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui ou nas agências.


O governo de São Paulo anunciou que o IFA para a fabricação da vacina vai chegar no dia 3 de fevereiro, e que será o suficiente para produzir quase 9 milhões de doses.

Foto: Divulgação

O governo de São Paulo anunciou que a matéria-prima para a fabricação da CoronaVac vai chegar na quarta-feira da semana que vem, dia 3 de fevereiro. O suficiente para quase 9 milhões de doses.
Deve acontecer com quase um mês de atraso, mas os insumos que deveriam ter chegado da China no dia 6 de janeiro estão prometidos para o dia 3 de fevereiro. O contrato entre o Instituto Butantan e a Sinovac previa um lote de 11 mil litros. Mas, a pedido da fabricante chinesa, a remessa foi divida em duas.


“Chegando essa partida de matéria prima de 5,4 mil litros no próximo dia 3, iniciaremos a produção que vai originar em torno de 8,6 milhões doses, que serão liberadas 20 dias depois, cumprindo o ciclo de controle de qualidade também. E esses adicionais 5,6 que estão em processo também originarão um pouco mais de 8,6 milhões doses, permitindo a manutenção do cronograma que havíamos proposto ao Ministério da Saúde”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.
O IFA, Insumo Farmacêutico Ativo, é diluído e envasado em embalagens de dez doses com pequenas sobras. Os técnicos explicam que se a vacina for aplicada corretamente, o rendimento das duas remessas de insumos deve ser de 17,2 milhões doses.


As explicações foram dadas no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, depois de uma reunião virtual com o embaixador da China. Pelo telão, Yang Wanming fez uma declaração direto de Brasília.


“A CoronaVac está sendo aplicada no Brasil. Isso demostra que a nossa cooperação beneficia não só os paulistas como também todo o povo brasileiro. Acredito que todos sabíamos muito bem que se trata de uma questão técnica e não política, e as vacinas são uma arma para conter a pandemia e garantir a saúde do povo e não um instrumento político que a parte chinesa atribui muita importância no desenvolvimento da vacina. E gostaríamos de consolidar nas cooperações entre as duas partes. A parte chinesa está disposta a manter comunicações com governo federal do Brasil, com o governo estadual de São Paulo e apoiar em conjunto a parceria entre Sinovac e o Butantan, de maneira que a CoronaVac contribuía ainda mais para o combate à pandemia no Brasil”, disse o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.


A chegada desse próximo lote de insumos para a CoronaVac foi comunicada na segunda-feira (25) ao Ministério da Saúde em ofício enviado pelo embaixador chinês. O governo federal afirmou que a carta evidencia as negociações entre o ministério e o governo chinês para a liberação da matéria primeira para a CoronaVac.


Nesta terça-feira (26), o governador de São Paulo, João Doria, atribuiu a boa notícia ao empenho do governo do estado e do Instituto Butantan. 


“O embaixador da China, como todo embaixador, é um homem profundamente educado e cioso da sua condição diplomática. Ele respondeu a uma demanda feita pelo Ministério da Saúde, demanda essa feita também por escrito, e respondeu. Mas a demanda, todo o relacionamento cultivado com a China, com a Sinovac, com o governo chinês, com as liberações, sempre foram conduzidos pelo estado de São Paulo e pelo Butantan. Nunca houve, volto a repetir, nunca houve nenhuma interferência, nenhuma relação, principalmente para ajudar do governo federal”, afirmou Doria.


Até agora, o Brasil tem 12,1 milhões doses de vacina: 6 milhões das primeiras doses da CoronaVac, já distribuídas no país; outros 4,1 milhões doses, autorizadas pela Anvisa, e que começarão a ser distribuídas a partir de sexta-feira (29); e também os 2 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, que chegaram para a Fiocruz no fim de semana passado. O total será suficiente para imunizar pouco mais de 6 milhões de pessoas, com as duas doses necessárias.

Informações G1


Participantes podem conferir respostas no site do instituto

Foto: Divulgação/Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga hoje (27) os gabaritos oficiais das provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Os participantes poderão conferir as respostas corretas do exame no site do Inep e no aplicativo do Enem. 

O Enem impresso foi aplicado nos dois últimos domingos, dias 17 e 24 de janeiro. Os participantes resolveram questões objetivas de matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagens. Fizeram também a prova de redação, a única subjetiva do exame.
Mesmo com os gabaritos em mãos, não é possível saber a nota no exame. Isso porque o Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.
Ou seja, se ele acertar questões difíceis, é esperado que acerte também as fáceis. Se isso não acontecer, o sistema entende que pode ter sido por chute. O estudante, então, pontua menos que outro candidato que tenha acertado as mesmas questões difíceis, mas que tenha acertado também as fáceis. 


A previsão para a divulgação dos resultados finais é dia 29 de março. Nessa data os participantes saberão também quanto tiraram na redação. Mas, apenas depois da divulgação do resultado, em data ainda a ser definida, os candidatos terão acesso à correção detalhada da prova de redação. 

Ao todo, segundo o Inep, cerca de 2,5 milhões de candidatos fizeram as provas este ano, número que representa menos da metade dos participantes inscritos nas provas. O Enem 2020 terá ainda uma versão digital, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. 


As notas poderão ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – que oferece vagas em instituições públicas – Programa Universidade para Todos (ProUni) – que oferece bolsas de estudo em instituições privadas – e, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece financiamento a condições mais vantajosas do que as de mercado. 

O Enem ocorreu em meio à pandemia do novo coronavírus e, por isso, adotou uma série de medidas de segurança, como o uso obrigatório de máscaras. Os participantes que estivessem com sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa não deveriam comparecer aos locais de prova. Esses estudantes poderão fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro.


Para isso, aqueles que ainda não o fizeram têm até o dia 29 para solicitar a reaplicação na Página do Participante. Podem também pedir para participar da reaplicação os candidatos que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de água ou luz e aqueles que foram impedidos de fazer o exame porque as salas estavam lotadas e era preciso garantir o distanciamento entre os participantes. Segundo o Inep, isso ocorreu em pelo menos 37 escolas de 11 cidades.
Informações Agência Brasil


Apresentador foi fotografado durante férias em a esposa e os filhos

Angélica, Luciano Huck e os filhos Foto: Reprodução

Pleno News- Enquanto a pandemia de Covid-19 segue com força pelo mundo, o apresentador Luciano Huck, sua esposa, Angélica, e os filhos foram curtir umas férias no Caribe.

As imagens de Huck, Angélica e os três filhos, Joaquim, Benício e Eva, foram feitas na sexta-feira (22), mas divulgadas apenas nesta segunda-feira (25).

Nas fotos é possível ver a família de férias na ilha de Saint Barth. Eles aparecem passeando de caiaque e caminhando pela areia da praia.

Nesta segunda, Angélica também compartilhou uma foto da filha Eva meditando em uma praia.


Presidente também defendeu o teto de gastos e disse querer melhorar o ambiente de negócios no Brasil

Presidente Jair e o ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Marcos Corrêa/PR

Durante um evento nesta terça-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a situação econômica do Brasil e afirmou que seu governo pretende “acelerar” os leilões de concessões e privatizações. De acordo com ele, a ideia em 2021 é “dar continuidade às medidas de aperfeiçoamento do ambiente de negócios”.

O evento de que Bolsonaro participou foi o Latin America Investment Conference, promovido por um banco e destinado a investidores.

– Pretendemos acelerar os leilões de concessões e privatizações, em especial no âmbito do programa de parcerias de investimentos, o PPI, que tem um carteira de projetos estratégicos de longo prazo, baixo risco e com taxas de retornos atraentes e estáveis – explicou o presidente.

Bolsonaro disse ainda que seu governo pretende “destravar o imenso potencial do Brasil e facilitar o trabalho da iniciativa privada”.

– Em 2021, vamos acelerar o calendário de privatizações e dar continuidade às medidas de aperfeiçoamento do ambiente de negócios. Queremos regulamentos mais simples e menos onerosos, para destravar o imenso potencial do Brasil e facilitar o trabalho da iniciativa privada – destacou.

Outro ponto tocado pelo presidente foi a questão do teto fiscal.

– No âmbito fiscal, manteremos firme o compromisso com a regra do teto de despesas como âncora de sustentabilidade e de credibilidade econômica. Não vamos deixar que medidas temporárias, relacionadas com a crise, se tornem compromisso permanente de despesas – ressaltou.

Informações Pleno News


Levantamento foi realizado em janeiro pelo Instituto Paraná Pesquisas

Estudo ouviu 2.600 pessoas em todos os estados do Brasil Foto: Reprodução

Um levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 79% dos brasileiros são contra a legalização do aborto no país. Já 16,6% se declararam a favor, e 4,4% não souberam opinar. Os números foram divulgados nessa segunda-feira (25).

Os dados foram coletados entre os dias 12 a 16 de janeiro, após o aborto ser legalizado pelo Congresso da Argentina. Foram ouvidas por telefone 2.600 pessoas acima dos 16 anos, nos 26 estados brasileiros, além de no Distrito Federal.

O resultado revela que a taxa de rejeição à interrupção proposital da gravidez é maior entre os homens. 82,6% deles se declaram contra o aborto, enquanto entre as mulheres o índice desce para 75,8%.

A idade também demonstrou ser um fator importante. O apoio ao aborto legal é maior entre os mais jovens. Dos 16 aos 24 anos, a taxa é de 21,7%, enquanto a partir dos 60 anos, o número dos que se declaram à favor do aborto desce para 12,3%.

Em contrapartida, a quantidade de pessoas contrárias cai à medida que a taxa de escolaridade aumenta. No ensino fundamental, 82,7% pessoas se mostraram contrárias ao aborto. Já no ensino médio, foram 79,3% pessoas; e no ensino superior, 73,1%.

pesquisa sobre aborto do instituto paraná
Dados completos da pesquisa Foto: Reprodução

Presidente disse que governo assinou uma carta de intenções favorável à aquisição

Presidente Jair Bolsonaro durante conferência promovida pelo banco Credit Suisse Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (26), durante uma live do banco Credit Suisse, que o governo federal assinou uma carta de intenções favorável à aquisição de 33 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca por empresas brasileiras.

Segundo o chefe do Executivo, a ideia é que metade das doses seja doada para o SUS e a outra parte aplicada nos funcionários dessas companhias. Bolsonaro informou que foi procurado na semana passada por um grupo de empresários que pediu o apoio do governo para a compra das doses.

– Semana passada, nós fomos procurados por um representante de empresários, e nós assinamos carta de intenções favorável a isso, para que 33 milhões de doses da Oxford viessem do Reino Unido para o Brasil a custo zero para o governo. E metade dessas doses, 16,5 milhões, entrariam aqui para o SUS e estariam, então, no programa nacional de imunização, seguindo aqueles critérios, e outros 16,5 milhões ficariam com esses empresários para que fossem vacinados, então, os seus empregados, para que a economia não parasse – disse o presidente.

Durante a live, Bolsonaro ainda destacou que o governo vai apoiar, no que for possível, o sucesso da proposta das empresas junto à AstraZeneca. O líder afirmou que a medida pode contribuir bastante para que tanto a saúde quanto a economia possam ser beneficiadas.

– No que puder essa proposta ir à frente, nós estaremos estimulando [isso], porque com 33 milhões [de doses] de graça aqui, no Brasil, para nós ajudaria, e muito, a economia e aqueles que por ventura queiram se vacinar, porque a nossa proposta é voluntariado, o façam para ficar livre do vírus – afirmou.

Procurada, a AstraZeneca informou que, por ora, não tem condições de vender doses para o setor privado por conta dos acordos já realizados com governos e organizações multilaterais como a OMS.

– No momento, todas as doses da vacina estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais ao redor do mundo, incluindo da Covax Facility [consórcio coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)], não sendo possível disponibilizar vacinas para o mercado privado – completou a farmacêutica.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução

Em 2021, o mercado de trabalho procura (e está pagando bem) profissionais nas áreas de recursos humanos, tecnologia da informação, marketing digital e especialistas em logística.

Segundo pesquisa realizada no Brasil pela multinacional Robert Walters, especializada em recrutamento, o salário de contratação pode chegar a R$ 60 mil, como é o caso de um diretor de logística ou diretor financeiro, dependendo do tempo de experiência na função.

O levantamento completo tem 96 cargos de áreas específicas —você pode pesquisar por diversas profissões no site da Robert Walters (em inglês). As principais funções consideradas em alta estão na tabela abaixo.

Em entrevista ao UOL, o diretor-geral da Robert Walters no Brasil, Leonardo Souza, falou sobre tendências para o mercado de trabalho, dicas de qualificação e profissões que estão perdendo espaço. Confira.

Home office veio para ficar, mas em modelo híbrido

A aposta para 2021 é a consolidação do trabalho remoto, ou home office. Souza aposta na consolidação de um modelo híbrido, em que as empresas vão adaptar dias e horários específicos para ter profissionais presencialmente na sede.

A parcela de tempo que um trabalhador ficará em home office depende da função. Pessoas que têm o trabalho organizado por tarefas executáveis a distância tendem a ter maior produtividade em casa, e as empresas perceberam isso durante a pandemia, afirma Souza.

Mas há consequências que deverão ser levadas em conta pelos funcionários e gestores. “A desvantagem [do trabalho remoto] é a desconexão de aspectos intangíveis do mundo corporativo, como o entendimento da cultura da empresa, além da construção e refinamento de um espírito de time”, afirma o executivo.

Conhecimento de logística está valorizado

Outra tendência de mercado fortalecida durante a pandemia foi a negociação pela internet. Isso criou uma demanda por profissionais capazes de gerir estoques e controlar toda a cadeia necessária para levar o produto ou serviço até o cliente.

“Com o crescimento dos canais virtuais, a logística fica mais complexa. Então profissionais com experiência nesta área tendem a ser valorizados”, diz Souza.

TI segue com alta procura

Não é novidade a procura por mão de obra especializada em TI (tecnologia da informação). Mas as medidas de isolamento social intensificaram a necessidade de digitalizar processos —e acelerou a busca das empresas por gente capaz de dar conta dessa tarefa.

Marketing alinhado com gestão de dados

De pouco adianta ter milhões de dados se a empresa não souber converter tanta informação em resultados. É aí que entra a demanda por profissionais de marketing digital.

A ideia é ter gente capaz de analisar os dados que a empresa coletou e convertê-los em ações para atrair novos clientes.

“As empresas estão investindo mais na análise dos dados. A partir desse entendimento preciso de quem é seu cliente, uma série de ações de marketing, a maioria virtuais, podem ser aplicadas”, disse o executivo da Robert Walters.

RH: Empresas de ponta precisam selecionar funcionários

Companhias que querem liderar no mercado precisam de pessoas com o mesmo espírito. A melhor forma de conseguir isso é investir numa equipe de RH capaz de selecionar e atrair bons profissionais.

Vem se falando há muito tempo sobre a transformação digital das empresas, e isso é um fato. Mas uma verdadeira transformação digital tem a ver com a transformação da própria companhia, da cultura dela. Isso depende de como a empresa gerencia seu capital humano.Leonardo Souza, da Robert Walters no Brasil

Em baixa: trabalhos que podem ser automatizados

A automatização de funções (ou seja, quando um robô ou máquina faz as vezes de um humano) já é realidade no Brasil. “Parece meio ‘Black Mirror’, mas não é”, diz Souza, referindo-se à série britânica futurista de televisão. “Quem não se adaptar a esse mundo novo, quem for resistente a isso, vai perder espaço”.

Ele cita como exemplo a interação de clientes com robôs nos canais de atendimento das empresas, como se ali houvesse um humano do outro lado da linha. Na prática, essa tendência gera empregos qualificados ligados à área de tecnologia, enquanto vários funcionários de telemarketing são dispensados.

Dica: estudar, mesmo que por conta própria

Segundo Souza, manter-se atualizado é sempre importante para ter oportunidade nas melhores vagas. A novidade é que as empresas estão aos poucos abrindo mão da qualificação formal (aquela com diploma em instituição de ensino), principalmente para cargos relacionados ao uso de ferramentas tecnológicas.

“Esses profissionais podem vir com uma bagagem ortodoxa, mas muitas vezes são autodidatas”. De acordo com o executivo da Robert Walters, a tendência é que os recrutadores levem em conta a qualificação que os candidatos adquiriram por iniciativa própria, independentemente de diploma que ateste essa capacitação.

Informações UOL Economia